sábado, 11 de janeiro de 2014

CEGOS/TECNOLOGIA ASSISTIVA - Aplicativo criado na Itália usa mitologia para ajudar na cegueira

[Aplicativo Arianna ajuda deficientes visuais a andar em ambientes fechados]
Projeto foi inspirado em um história da mitologia grega e criado na Itália
A vida de um deficiente visual não é fácil e num mundo cheio de telas pode parecer que tudo fica pior, mas na verdade existem centenas de aplicativos para smartphones que ajudam o acesso de deficientes visuais a todos os tipos de informações muito mais facilmente do que seria possível sem a tecnologia.
Aplicativo Arianna ajuda deficientes visuais a andar em ambientes fechados
(imagem - uma representação de uma via pública com piso tátil em verde, com círculo pintado de vermelho em torno de uma árvore, no campo visual à direita, com uma figura representativa de um homem cego em preto, no qual estão desenhados um celular , uma câmera, um sensor e uma onda esquematizada, como funcionaria o aplicativo para orientar e avisar à pessoa dos obstáculos, barreiras e objetos na calçada - de mobile expert)

Entre esses aplicativos e recursos podemos citar os livros em áudio, apps que reconhecem cores e utilizam a voz de uma assistente virtual, entre vários outros recursos de usabilidade que estão presentes em smartphones e tablets. Existem até mesmo aplicativos que dão instruções de direção, igual ao GPS, mas para os deficientes visuais nem todos cumprem a proposta tão bem como eles precisam. E além disso, sistemas de GPS não funcionam em ambientes fechados como casas e lojas.
 
Porém um solução criada por Pierluigi Gallo e pela Universidade de Palermo na Itália oferece ajuda na navegação em qualquer tipo de ambiente fechado e que não tem nenhum tipo de distração de áudio ou a necessidade de GPS. A ideia é surpreendentemente simples e se baseou na história da mitologia grega entre Ariadne e Teseu.
 
No mito, Teseu se oferece para matar Minotauro, que vive em um labirinto na ilha de Creta. Para ajudá-lo, Ariadne lhe dá uma espada e um novelo de linha para que ele solte o fio pelo caminho e depois de matar o monstro, consiga retornar do labirinto. 
 
A ideia do pessoal da Universidade de Palermo se aproxima da história e o aplicativo é chamado de Arianna, o nome Italiano para Ariadne e que também é uma abreviação para pAth Recognition for Indoor Assisted NavigatioN with Augmented perception. A ideia deles é fazer o mapeamento de uma rota por uma casa ou prédio utilizando fita adesiva colorida no chão.
 
Em um ambiente mapeado, o usuário aponta a câmera do celular para o chão e põe o dedo sobre a tela, o usuário precisa fazer um movimento com a câmera e então ele escaneia o caminho. Enquanto isso o aplicativo analisa os quadros produzidos pela câmera e detecta a linha conforme ela se move na tela. QR Codes colocados no chão podem dar ao usuário outras informações, como a localização de lugares como banheiros, bebedouros de água, lojas e assim por diante.
 
Eles já testaram o projeto em dezembro e disseram que funciona muito bem, porém já planejam algumas novidades para o futuro. Uma das ideias é usar linhas de infravermelho, que não são visíveis, mas que podem ser detectadas pelas câmeras dos smartphones. E esta sensibilidade ao infravermelho é atualmente um recurso sub-utilizados na maioria dos smartphones, como eles próprios apontam. 
 
Eles não disseram quando a ideia estará disponível nas lojas de aplicativos, nem quanto irá custar. A adoção desse tipo de recurso pode ser muito barata devido a larga adoção de smartphones e aparelhos disponíveis em várias faixas de preço. Além do aplicativo é necessário colocar as linhas em lojas e ambientes de uso comum, mas certamente não será algo caro.
fonte -TechnologyReview http://mobilexpert.com.br/apps/utilidades/materias/7144/aplicativo-arianna-ajuda-deficientes-visuais-a-andar-em-ambientes-fechados  (abaixo reprodução de uma mão em três momentos de moviemento do smartphone e a orientação espacial desenhada)

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

HISTÓRIA/MANDELA - Projeto de lei promoverá Prêmio Nelson Mandela de Ensino da História da África

Projeto institui Prêmio Nelson Mandela de Ensino da História da África

Tramita na Câmara projeto de resolução que institui o Prêmio Nelson Mandela de Ensino da História da África e das Relações Étnico-Raciais. A proposta (PRC 205/13), de autoria da deputada Iara Bernardi (PT-SP), determina que o prêmio seja entregue, anualmente, a três pessoas físicas ou jurídicas, escolhidas entre as indicadas, cujos trabalhos ou ações mereceram especial destaque no ensino da história da África, das relações étnico-raciais e na defesa e promoção da igualdade racial.
(imagem - foto colorida de Nelson Mandela, com um belo e singelo sorriso, um homem que soube resistir à política segregacionista e racista em seu país, a África do Sul, um exemplo que ainda merecerá muitas reflexões e outros 'prêmios' em Direitos Humanos)
Ex-presidente da África do Sul e ícone da luta pela igualdade racial, Nelson Mandela morreu aos 95 anos, no último dia 5 de dezembro. Ele liderou a transição que encerrou a política doapartheid em seu país e foi ganhador do Prêmio Nobel da Paz em 1993.
Medalha
Pelo texto, o prêmio será conferido na forma de diploma de menção honrosa e outorga de medalha com a efígie de Nelson Mandela, em sessão da Câmara dos Deputados a se realizar no dia 18 de julho. Esta é a data em que se comemora o Dia Internacional de Nelson Mandela, instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU), em referência à data de nascimento do líder sul-africano.
A indicação dos concorrentes será feita por integrante da Câmara dos Deputados, por instituições de ensino e por entidades não governamentais. Essa indicação será encaminhada à Mesa Diretora, acompanhada do respectivo currículo e justificativa, até o dia 22 de dezembro do ano anterior.
A escolha dos ganhadores será feita pela Comissão do Prêmio Nelson Mandela de Ensino da História da África e das Relações Étnico-Raciais, designada pela Mesa da Câmara dos Deputados, analisando os conteúdos, as estratégias de trabalho dos educadores, os projetos de ensino, o uso e a produção de materiais didáticos ou audiovisuais, além dos processos de avaliação e os resultados obtidos a partir do desempenho e do sucesso dos alunos nas aprendizagens.
Identidade
De acordo com Iara Bernardi, a homenagem será a melhor forma de invocar a Lei10.639/03, que tem o objetivo de enfrentar as omissões e inadequações nas abordagens sobre o negro e sobre a história da África. “Abordagens ou silêncios, esses que vêm sendo apontados por estudiosos como responsáveis pela evasão escolar de alunas e alunos negros vítimas de racismo no livro didático e, em consequência, com dificuldades de valorizar suas próprias identidades”, diz Iara Bernardi.
A deputada lembra que Nelson Mandela teve uma ampla formação educacional, influenciada pelos valores de sua própria cultura e da cultura europeia. “Com isso, ele conseguiu discernir como o pensamento colonial se ocupava em promover, entre os africanos, ideias sobre a superioridade da cultura do Velho Mundo. Após passar pelas melhores instituições de ensino da época, o jovem chegou à Universidade de Fort Hare”, diz Bernardi.
Tramitação
A proposta será analisada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) e pelo Plenário.

Íntegra da proposta:


quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

ALZHEIMER/TECNOLOGIA - Aplicativo espanhol ajuda pessoas com Alzheimer com suas memórias e dados

Criada aplicação para ajudar doentes com Alzheimer a manterem as suas memórias

Uma aplicação para Tablets, Android e IPads foi criada pela empresa Indra tendo em vista os doentes com Alzheimer e idosos. A app está em fase de teste final e tem como objetivo a conservação das nossas memórias…

Criada aplicação para ajudar doentes com Alzheimer a manterem as suas memórias
(imagem - foto colorida de uma pessoa, uma senhora com um tablet à sua frente, no canto esquerdo, com uma pessoa de jaleco branco, possivelmente uma profissional da àrea da saúde - fotografia de divulgação no Diário Digital)
«Trata-se de “Mis Recuerdos”, uma solução criada pelos especialistas do Software Lab da Indra em Salamanca, que, através da associação de imagens, vídeos, textos e músicas, aproxima o utilizador das pessoas (familiares, amigos ou cuidadores) e lugares que lhe são mais familiares», refere um comunicado da multinacional de consultoria e tecnologia, que acrescenta que a ferramenta encontra-se em fase de validação em ambiente real.
«A Indra está também neste momento a trabalhar no sentido de fornecer o acesso ao aplicativo através da cloud, disponibilizando assim todas as vantagens de redução de custos e ganhos de eficiência associados aos modelos de cloud computing.»
A empresa revela que a «facilidade e simplicidade de utilização» são os principais trunfos da app. 
«O ecrã (a tela) de boas-vindas apresenta um conteúdo aleatório (uma pessoa, um lugar ou uma memória) que liga à secção correspondente. Através do dispositivo, o utilizador acede aos conteúdos nas secções, que se apresentam em forma de registo, com um nome e uma descrição associados a uma série de imagens e vídeos, que se podem reproduzir diretamente na aplicação. Por exemplo, a fotografia do filho do utilizador, com dados pessoais e profissionais e um link para um vídeo de uma celebração familiar.»
Mas a ferramenta apresenta outras aplicações, como revela o comunicado:
«A aplicação conta ainda com uma secção de músicas que podem ser reproduzidas com um simples clique, podendo também ser associadas a imagens para ajudar o utilizador a evocar as suas memórias. Por exemplo, pode associar a música favorita do utilizador (previamente gravada no dispositivo) a uma fotografia do casamento ou da esposa.

Outra das secções da aplicação, “Dados do Dia”, inclui breves notas que ajudam o utilizador a recordar as suas rotinas diárias e a obter um resumo do que fez no dia anterior. Para evitar a repetição de tarefas, o utilizador pode ir apagando as suas ações à medida que as vai concretizando, existindo também a opção de enviar automaticamente esta informação para os cuidadores, quando conectados aos respectivos sistemas de informação.

Outra contribuição muito importante desta aplicação é a ajuda na localização de pessoas, que se perderam, ou estão em risco de o fazer. Através do serviço “Perdi-me” o utilizador pode ligar ou enviar um SMS para uma pessoa de contacto predefinida, pedindo ajuda para que seja possível alguém ir buscá-lo.
Por outro lado, o dispositivo integra um serviço de localização, que envia um SMS de forma automática para a pessoa de contacto, sempre que o utilizador ultrapasse o perímetro previamente definido. A aplicação permite estabelecer um ponto de referência e uma distância máxima que o utilizador não pode ultrapassar. Se o fizer, o utilizador é notificado e é automaticamente enviado um SMS com a sua localização atual à pessoa de contacto. Para tal, apenas é necessário que o dispositivo esteja ligado à internet e disponha de GPS.»
FONTE - http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=678222
LEIAM TAMBÉM SOBRE ALZHEIMER NO MEU BLOG INFOATIVO.DEFNET - 

MÃES, ALZHEIMER E MÚSICA. http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2012/05/maes-alzheimer-e-musica.html

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

CEGOS/AUDIODESCRIÇÃO - Noivos cegos se casam ''ao som'' da Audiodescrição

Noivos com deficiência visual casam com ajuda de audiodescrição no RS

Cerimônia contou com profissional para fazer audiodescrição do evento.
Noivos, que trabalham na mesma empresa, se conheceram pela internet.

Noivos deficientes visuais se casaram em Giruá, RS (Foto: Reprodução/RBS TV)
(imagem - fotografia colorida dos dois noivos, Jorge, à esquerda, e Carlise à direita, ambos cegos, vestidos a caráter para seu casamento, com flores à sua frente do altar da igreja. foto reprodução RBS/TV)

Um casamento realizado neste final de semana chamou a atenção em Giruá, na Região Noroeste do Rio Grande do Sul. Os noivos, Jorge Fernando Vieira e Carlise Inês Kronbauer, que são deficientes visuais, contaram com ajuda de audiodescrição para acompanhar a cerimônia.Como a pessoa vai saber como está a festa, como é a igreja, quantos convidados vieram, a expressão nos rostos, se eles estão emocionados, felizes ou chorando? Tudo isso nós transmitimos para eles, é uma tradução visual”, explica Márcia Caspary, profissional responsável por transcrever o que acontecia no evento.
O padre Rosalvo Frey, que nunca havia realizado um casamento de noivos cegos, também tentou ajudar, descrevendo a cerimônia. "Para mim foi uma bênção porque a gente percebe nesses noivos uma superação total e que é possível, mesmo para pessoas com limites", afirma.
Apesar das dificuldades, Jorge Fernando e Carlise concluíram o ensino superior e hoje trabalham na mesma empresa como analista de sistema e assistente administrativo, respectivamente. Mas não foi lá que eles se encontraram: o casal se conheceu pela internet, como mostra a reportagem do Teledomingo, da RBS TV (veja o vídeo acessando o link da fonte).“Eu acho que ter encontrado o Jorge Fernando foi muito especial, porque ele me completa, me entende, me aceita, principalmente, do jeito que eu sou”, diz a noiva.
Os convidados da cerimônia e da festa receberam um convite escrito a caneta e em braile, que é a escrita utilizada pelos cegos. No papel, foi gravada uma frase que dizia: "O amor é como o vento, não podemos ver com os olhos, mas sim com o coração". Depois de casados, os noivos vão morar sozinhos em um apartamento em Porto Alegre.
fonte - http://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/noticia/2014/01/noivos-com-deficiencia-visual-casam-com-ajuda-de-audiodescricao-no-rs.html

RACISMO/LEIS - Lei Caó faz 25 anos no Brasil...contra o preconceito racial

Lei que define crimes de racismo completa 25 anos

(imagem - foto colorida, com o rosto de uma criança, que tem na sua metade esquerda olho azul e pele branca, na outra metade, à direita, é negra, porém não podemos separar estas duas faces da mesma pessoa, como representação da idéia e do preconceito que alicerça ideologicamente os racismos, discriminando a partir da pele e sua cor - fotografia da Internet)
Foi criada há exatos 25 anos a Lei 7.716, que define os crimes resultantes de preconceito racial. A legislação determina a pena de reclusão a quem tenha cometidos atos de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional. Com a sanção, a lei regulamentou o trecho da Constituição Federal que torna inafiançável e imprescritível o crime de racismo, após dizer que todos são iguais sem discriminação de qualquer natureza.
A lei ficou conhecida como Caó em homenagem ao seu autor, o deputado Carlos Alberto de Oliveira. A partir de 5 de janeiro de 1989, quem impedir o acesso de pessoas devidamente habilitadas para cargos no serviço público ou recusar a contratar trabalhadores em empresas privadas por discriminação deve ficar preso de dois a cinco anos. 
É determinada também a pena de quem, de modo discriminatório, recusa o acesso a estabelecimentos comerciais (um a três anos), impede que crianças se matriculem em escolas (três a cinco anos), e que cidadãos negros entrem em restaurantes, bares ou edifícios públicos ou utilizem transporte público (um a três anos). Os funcionários públicos, tratado na lei, que cometerem racismo, podem perder o cargo. Trabalhadores de empresas privadas estão sujeitos a suspensão de até três meses. As pessoas que incitarem a discriminação e o preconceito também podem ser punidas, de acordo com a lei.
Apesar da mudança no papel, os negros ainda sofrem racismo e frequentemente se veem em situação de discriminação. Para o coordenador nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais e Quilombolas (Contaq), no campo legislativo pouca coisa mudou desde que a escravidão foi abolida, em 1888. “A realidade continua a duras penas. Desde o começo, muitos foram convidados para entrar no Brasil, o negro foi obrigado a trabalhar como escravo”, disse, citando leis como a da Vadiagem, a proibição da capoeira e o impedimento à posse de terras.
De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostras de Domicílios, divulgada em setembro de do ano passado, 104,2 milhões de brasileiros são pretos e pardos, o que corresponde a mais da metade da população do país (52,9%). A diferença não é apenas numérica: a possibilidade de um adolescente negro ser vítima de homicídio é 3,7 vezes maior do que a de um branco, de acordo com estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).
De 1989 para cá, outras legislações importantes na luta contra o preconceito racial foram criadas, como o Estatuto da Igualdade Racial (2010) –, e a Lei de Cotas (2012), que determina que o número de negros e indígenas de instituições de ensino seja proporcional ao do estado onde a universidade esta instalada. “Essas são ações muito importantes de reparação. Tem alguns fatores que a gente ainda precisa quebrar para que o negro tenha direitos e oportunidades reais”, acredita Biko.
Para denunciar o crime de racismo ou injúria racial, o cidadão ainda não tem à disposição um telefone em todo o Brasil. Mas unidades da Federação têm criado os seus próprios, como o Distrito Federal (156, opção 7) e Rio de Janeiro (21-3399-1300). Segundo Biko, é importante saber quem é de onde são as pessoas que cometem tal crime. “Sem dúvida, quando mais espaço de denúncia a gente tiver, mais reforça a luta conta a esse processo de segregação racial que a gente ainda vive nesse país”, avalia.
fonte - http://www.jb.com.br/pais/noticias/2014/01/05/lei-que-define-crimes-de-racismo-completa-25-anos/
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RAÇA, RACISMO E IDEOLOGIA: ZUMBI ERA UM VÂNDALO, UM BLACK O QUÊ? http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2013/11/raca-racismo-e-ideologia-zumbi-era-um.html

domingo, 5 de janeiro de 2014

SURDOS/TRABALHO - Inclusão de cozinheiros surdos no Vietnã (Pão da Vida)

Restaurante tem cozinheiros e funcionários surdos no Vietnã


A confusão habitual na cozinha de qualquer restaurante do mundo se reduz no vietnamita "Bread of Life" (Pão da vida) com o notável silêncio de seus cozinheiros deficientes auditivos. Os 19 comandantes da cozinha são surdos e gesticulam sem descanso para se comunicar enquanto salteiam verduras, fritam carne, amassam ou ligam molhos.

"Quando chegam, muitos deles são tímidos, não estão acostumados a falar com gente e é a primeira vez que trabalham", comenou Hô Thi Phuong Thao, uma jovem vietnamita que é uma das encarregadas do local desde sua abertura, em 2005. "Mas depois de um ano ganham confiança e os vejo muito contentes. Inclusive se formaram casais", acrescentou com um sorriso no rosto.
A cozinheira Nguyen Thi Li Na, 26 anos, fica vermelha quando Thao pergunta na linguagem de sinais por seu namorado, um cozinheiro surdo por quem se apaixonou há há dois anos e com quem deve se casar nos próximos meses.
Um dos aspectos que mais agradece de seu trabalho atual é o contato com os clientes, em sua maioria turistas ou residentes estrangeiros, já que o restaurante é especializado em pratos ocidentais, como hambúrgueres e pizza, contou Li Na.
"Quando temos tempo mostramos alguns sinais aos turistas. Eles muito e nós também. Antes de trabalhar aqui quase não tinha contato com ninguém exceto minha família. Foi um desafio conhecer gente diferente e fazer novos amigos", disse a cozinheira.
Os garçons e os encarregados, quase todos com capacidade auditiva normal, tiveram que aprender a linguagem de sinais para poderem se comunicar com os cozinheiros. "Demorei quase um mês para me entender de maneira básica com eles. É muito fácil", comentou Thao.
A cozinheira Li Na tinha noções da linguagem de sinais antes de começar a trabalhar no restaurante, mas outros companheiros seus tiveram que aprender lá mesmo, com a ajuda de um professor. "Agora são os veteranos que ensinam a linguagem aos novos", elogiou Thao.
A americana Kathleen Huff e seu marido Bob fundaram este projeto na cidade de Danang.
"Queríamos ajudar, mas também demonstrar aos vietnamitas que os surdos são capazes. São inteligentes e podem aprender muitos ofícios, mas muito poucos têm um emprego no Vietnã", indica Kathleen.
O casal Huff também iniciou cursos de formação profissional e aulas de inglês para deficientes, porque o restaurante só pode acolher uma pequena parte dos surdos da região.
Segundo Kathleen, 80% dos surdos vietnamitas são analfabetos e muitos deles nem conhecem a existência da linguagem de sinais, principalmente os que vivem em áreas rurais.
Embora existam 85 escolas para surdos no Vietnã, a americana acredita que esse número é insuficiente, além de muitas famílias nunca terem ouvido falar sobre estes centros especializados.
"Muitos vão por poucos anos ao colégio convencional, mas abandonam rapidamente ao não podem acompanhar o ritmo. Demora normalmente dois anos para passar de ano, de modo que com 18 anos estariam no primário ainda", explica Kahtleen. "O objetivo de 'Bread of Life' é conseguir que os surdos sejam donos de seu destino", completou.
FONTES - EFE http://culinaria.terra.com.br/,a08f681c2c253410VgnCLD2000000dc6eb0aRCRD.html

sábado, 4 de janeiro de 2014

SAÚDE MENTAL - Estudo de genes abre novas teorias sobre a esquizofrenia

'Genes saltadores' podem contribuir para a esquizofrenia, sugere estudo 

Pedaços de DNA que podem mudar e se proliferar por todo o genoma, chamados de "genes saltadores", podem contribuir para a esquizofrenia, sugere um novo estudo. Estes elementos genéticos desonestos atingem o tecido cerebral de pessoas falecidas, e com a desordem se multiplicam em resposta a eventos estressantes, como infecção durante a gravidez, o que aumenta o risco da doença. Os pesquisadores dizem que o estudo pode ajudar a explicar como os genes e o ambiente trabalham juntos para produzir o transtorno complexo e pode até apontar maneiras de reduzir o risco da doença, relata uma matéria da revista Science desta semana.
A esquizofrenia provoca alucinações, delírios, e uma série de outros problemas cognitivos, e atinge cerca de 1% de toda a população. A doença ocorre numa pessoa em cada família cujo irmão gêmeo tem o transtorno, por exemplo, tem uma cerca de 50-50 chance de desenvolvê-lo. Os cientistas  estão se empenhando em pesquisas para definir quais genes são mais importantes para o desenvolvimento da doença, no entanto, cada indivíduo de gene associado à doença confere um único risco modesto. Fatores ambientais, como infecções virais antes do nascimento também foram mostrados como um possível para desenvolver a esquizofrenia, mas como estas exposições trabalham em conjunto com genes para inclinar o desenvolvimento do cérebro e produzir a doença ainda é incerto, diz Tadafumi Kato, um neurocientista da RIKEN Instituto de Ciência do Cérebro em Wako City, Japão e co-autor do novo estudo.
A matéria da revista diz ainda que ao longo dos últimos anos, um novo mecanismo de mutação genética tem atraído o interesse de pesquisadores que estudam doenças neurológicas, afirma Kato. Informalmente chamado “genes saltadores”, esses pedaços de DNA podem replicar e inserir-se em outras regiões do genoma, onde eles se encontram, quer em silêncio começam a produzir seus próprios produtos genéticos, ou alterar a atividade dos genes vizinhos. Estes genes são muitas vezes os culpados pelas mutações causadoras de tumor e implicam em várias doenças neurológicas. No entanto, os “genes saltadores” também compõem quase metade do genoma humano atual, o que sugere que os seres humanos devem muito da nossa identidade de seus saltos audaciosos.
Em pesquisa recente feita pelo neurocientista Fred Gage e seus colegas da Universidade da Califórnia (UC), em San Diego, mostrou que um dos tipos mais comuns de “genes saltadores”, chamado L1, é particularmente abundante em células-tronco humanas no cérebro, que em última instância pode diferenciar-se em neurônios e desempenhar um papel importante na regulação do desenvolvimento neuronal e a proliferação. Embora Gage e seus colegas tenham descoberto que o aumento da L1 está associado a transtornos mentais, como síndrome de Rett, uma forma de autismo, e uma doença motora neurológica chamada síndrome de Louis-Bar, "ninguém tinha olhado com muito cuidado" para ver se o gene pode também contribuir para a esquizofrenia, diz ele.
Para investigar essa questão, Kazuya Iwamoto, neurocientista, Kato e sua equipe em RIKEN, tem extraído tecido cerebral de pessoas falecidas que tinham sido diagnosticados com esquizofrenia, bem como vários outros transtornos mentais. A equipe extraiu DNA de seus neurônios e comparou com o de pessoas saudáveis. Em comparação com os controles, houve um aumento de 1,1 vezes em L1 no tecido de pessoas com esquizofrenia, bem como os níveis um pouco menos elevados em pessoas com outros transtornos mentais, como depressão, os apontam os relatórios da equipe.
Em seguida os cientistas testaram se os fatores ambientais associados à esquizofrenia poderiam provocar um aumento comparável a L1. A equipe de cientistas Injetou em ratas grávidas uma substância química que simula a infecção viral e descobriu que a sua descendência apresentou níveis mais elevados do gene no tecido cerebral. Um estudo adicional em macacos infantis, simulando a exposição, produziu resultados semelhantes. Finalmente, o grupo examinou as células-tronco neurais humanas extraídas de pessoas com esquizofrenia e constatou que estes também apresentaram níveis mais altos de L1, diz a matéria.
O fato de que é possível aumentar o número de L1 nos ratinhos e em cérebros de macacos, mostra que tais mutações genéticas no cérebro podem ser prevenidas se a exposição for evitada, diz Kato. Ele diz que espera que a "nova visão" de que fatores ambientais podem desencadear ou impedir alterações genéticas envolvidas na doença ajude a remover parte do estigma da doença.
A matéria diz também que combinado com estudos anteriores sobre outras doenças, o novo estudo sugere que os genes L1 são de fato mais ativos no cérebro dos pacientes com doenças neuropsiquiátricas, diz Gage. Ele adverte, porém, que ninguém ainda sabe se eles estão realmente causando a doença. "Agora que temos várias confirmações de que isso ocorra em seres humanos com diferentes doenças, o próximo passo é determinar se possível combater a L1”,
Uma possibilidade tentadora é que, com esses derivados de DNA em todo o genoma de células do cérebro humano, que ajudam a criar a diversidade cognitiva vibrante que ajuda os seres humanos a responder às mudanças das condições ambientais, e produz extraordinários "outliers", incluindo inovadores e gênios tais como Picasso, diz neurocientista Alysson Muotri. O preço desta diversidade rica, pode ser que as mutações que contribuem para os transtornos mentais, como a esquizofrenia, possam surgir. Descobrir o que esses “genes saltadores” verdadeiramente fazem no cérebro humano é a "próxima fronteira" para a compreensão de distúrbios mentais complexos, diz ele. "Esta é apenas a ponta do iceberg.", finaliza a matéria da revista.
FONTE - http://www.jb.com.br/ciencia-e-tecnologia/noticias/2014/01/03/genes-saltadores-podem-contribuir-para-a-esquizofrenia-sugere-estudo/

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

ALZHEIMER - Estudo comprova ajuda da Vitamina E na melhora de quadros iniciais

Vitamina E ajuda a frear avanço da demência, diz estudo

Suplementos (Arquivo/PA)
(imagem - fotografia colorida de cápsulas, de cor amarela, típicas da vitamina E, que é encontrada na alimentação com ovos, nozes e óleos, divulgação BBC)
Uma pesquisa realizada nos Estados Unidos sugere que uma dose diária de vitamina E pode ajudar pessoas com demência.
No estudo, os cientistas do hospital Minneapolis VA Health Care System, da cidade de Mineápolis (norte dos EUA), descobriram que pessoas que apresentavam quadros leves a moderados do Mal de Alzheimer e que tomaram altas doses de vitamina E apresentaram uma desaceleração do declínio causado pela doença em comparação às pessoas que receberam placebo.
A melhoria foi constatada em atividades do cotidiano como realizar tarefas de higiene pessoal, participar de uma conversa ou se vestir. Além de conseguir realizar essas tarefas por mais tempo, os pacientes que tomaram a vitamina precisaram de menos ajuda de cuidadores.
Por outro lado, a pesquisa não demonstrou uma melhoria ou desaceleração em um efeito crucial do Alzheimer, a perda de memória.

Grupos

O estudo, realizado por pouco mais de dois anos, envolveu 613 pacientes com Alzheimer em estágio inicial ou moderado, com em média 79 anos e em sua maioria homens.
Eles foram dividos em grupos que receberam ou uma dose diária de vitamina E, ou uma dose do remédio para demência conhecido como memantina, ou uma combinação de vitamina E e memantina, ou ainda um placebo.
Os pesquisadores descobriram que os participantes que receberam a vitamina E tinham um declínio funcional mais lento do que os que recebiam o placebo. A taxa anual de declínio de funções foi reduzida em 19%.
"Não é um milagre ou, obviamente, uma cura", disse o líder da pesquisa, Maurice Dysken. "O melhor que conseguimos neste momento é diminuir a taxa de avanço da doença."
Os resultados da pesquisa foram divulgados na publicação especializada Journal of the American Medical Association (Jama).

Consulta ao médico

Doug Brown, diretor de pesquisa e desenvolvimento da organização britânica Alzheimer Society, que dá apoio a pessoas com demência, analisou a pesquisa americana e afirmou que os tratamentos que podem ajudar as pessoas com demência a realizarem tarefas cotidianas são muito importantes para aumentar o tempo e a qualidade de vida das pessoas com o problema.
Mas, Brown acrescentou que é preciso fazer mais pesquisas para verificar se a vitamina E tem mesmo benefícios para as pessoas que sofrem com algum tipo de demência e se é seguro tomar uma dose tão alta diariamente.
"É de importância vital que as pessoas sempre procurem aconselhamento do médico antes de começar a tomar estes suplementos", disse.
"Neste caso, a dosagem de vitamina E tomada pelos participantes (da pesquisa) foi muito mais alta do que a dose diária recomendada e foi a um nível que pode ser significativamente prejudicial para alguns."
Eric Karran, diretor de pesquisas da organização britânica Alzheimer Research UK, que financia estudos sobre a demência, destaca que a nova pesquisa não indicou uma melhora na memória ou na habilidade intelectual dos pacientes que tomaram a vitamina.
Para Karran, ainda é muito cedo para recomendar a vitamina E como tratamento.
"Até que as descobertas desta pesquisa tenham sido reproduzidas, nós não aconselharemos as pessoas a tomar doses altas de suplementos de vitamina E para tentar evitar ou tratar Alzheimer."
"Se as pessoas estão preocupadas com o consumo de vitaminas ou com a dieta, elas devem consultar um médico", disse.
FONTE - http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2014/01/140101_vitamina_e_demencia_fn.shtml
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MÃES, ALZHEIMER E MÚSICA. http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2012/05/maes-alzheimer-e-musica.html

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

SAÚDE MENTAL/ MÚSICA - Grupo mineiro, o São Doidão, lançou disco de MPB, combatendo preconceitos

"São Doidão" canta clássicos da MPB e combate o preconceito à loucura

Pacientes com transtorno mental lançam disco neste sábado


*(imagem - foto dos integrantes da Banda "São Doidão", composta de pessoas que se conheceram em  oficina de canto de centro de referência em saúde mental, com duas mulheres e quatro homens, fotografia de divulgação da banda)

No palco, luzes, movimento e oito vozes ensaiadas cantam clássicos da MPB em releituras ousadas. Por trás de refrões e melodias, histórias de sofrimento mental que encontraram na arte uma ponte para vencer o a doença e o preconceito.

O grupo São Doidão, formado por Andrea Dario, Janice Teixeira, Joao Paulo, Ricardo Rodrigues, Suzane D’Avila e Wander Lopes, pacientes que se conheceram ema oficinas de música do Cersam (Centro de Referência em Saúde Mental) do bairro São Paulo, região nordeste de BH, apresentou neste sábado (dia 30 de novembro), no Cine Theatro Brasil, o repertório do primeiro disco, "Devotos de São Doidão".
Chico Buarque, Tim Maia, Vinícius de Morais e João do Vale são alguns dos cantores e compositores que recebem interpretações do São Doidão. No disco há ainda composições de José Anacleto Teixeira, paciente do centro.

O maestro e violinista Helvécio Viana, que fundou o grupo em 2006, explica que o trabalho nas oficinas de música impulsionou o tratamento dos pacientes.

Muitos não tocavam um instrumento há anos, e as oficinas de canto e coral proporcionaram isso. A arte tem um viés terapêutico, e a gente tem avaliado que há uma melhora na socialização e no campo emocional. Há diversidade no universo da loucura.

As canções ajudam os pacientes-cantores a desafiar o preconceito.  

Há um desconhecimento sobre o universo da loucura que gera o preconceito. Mas hoje esse tema tem sido mais abordado, e todo mundo conhece um caso na família ou de amigos com problemas de saúde mental. A perspectiva é de inclusão, de vivência cidadã.
O grupo recebeu, em 2009, o prêmio "Diversidade pela Loucura", do Ministério da Cultura e da Fiocruz
Fonte - http://noticias.r7.com/minas-gerais/sao-doidao-canta-classicos-da-mpb-e-combate-o-preconceito-a-loucura-30112013
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SAÚDE MENTAL: quando a Bioética se encontra com a Resiliência http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2012/10/saude-mental-quando-bioetica-se_11.html

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

CRIANÇAS/VIOLÊNCIAS - Aplicativo do "Projeta Brasil" ajuda a combater violência contra crianças e adolescentes

Aplicativo para celular contribui no combate à violência

“Proteja Brasil” está disponível para download na Apple Store e no Google Play

(imagem - foto colorida de uma criança com um casaco azul no canto direito tendo atrás dele uma "sombra" de uma mão, como simbolização de possibilidade de agressão ou violência contra essa criança - fotografia de ilustração da matéria na internet)

A parceria entre o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), Secretarias de Direitos Humanos (SDH) e Centro de Defesa da Criança e do Adolescente da Bahia (CEDECA) resultou na criação do “Proteja Brasil”, um aplicativo desenvolvido pela Ilhasoft para smartphones e tablets, que poderá ajudar os brasileiros no combate à violência contra crianças e adolescentes.
De maneira bem simples, o aplicativo apresenta informações sobre os tipos de violência e indica ao usuário os telefones e endereços de delegacias, conselhos tutelares e organizações daquele local que ajudam a combater a violência contra crianças e adolescentes nas principais cidades brasileiras. Nas demais localidades, é indicado o Disque 100. Para as denúncias feitas no interior, são oferecidos os telefones e endereços das Embaixadas e Consulados do Brasil.
O aplicativo “Proteja Brasil” está disponível para download na Apple Store e no Google Play.

Violência
A violência é caracterizada por qualquer situação que coloque em risco o desenvolvimento pleno da criança ou do adolescente, como o abandono, discriminação, agressões físicas e psicológicas, trabalho infantil, abuso e exploração sexual.
Diariamente, vários meninos e meninas sofrem essas violências dentro e fora de suas casas e a maioria dos casos nem chega a ser denunciado.
Para fazer a denúncia, use o Disque 100 ou procure uma delegacia, conselho tutelar ou organização de combate mais próxima. 

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UMA VIOLÊNCIA COTIDIANA E BANAL? A VIOLAÇÃO DE DIREITOS HUMANOS DE CRIANÇAS COM DEFICIÊNCIA http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2013/06/uma-violencia-cotidiana-violacao-de.html