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sexta-feira, 13 de outubro de 2017

PARALISIA CEREBRAL&PREVENÇÃO- Cientistas criam exame para monitorar atividade cerebral de bebês

Cientistas criam exame para monitorar atividade cerebral de bebês


Valdo Virgo/CB/D.A Press
imagem publicada - da matéria - um bebê recém nascido com a representação de ondas cerebrais, escrito Como Funciona - Aparelho portátil consegue monitorar a atividade cerebral infantil com mais eficiência que as tecnologias disponíveis.

Nos anos 1990, os aparelhos de ressonância magnética funcional revolucionaram exames médicos ao permitir a observação da atividade cerebral de humanos. Desde então, busca-se ferramentas que permitam análises cada vez mais apuradas do órgão. Pesquisadores franceses, por exemplo, desenvolvem uma solução capaz de gerar imagens detalhadas do cérebro de recém-nascidos, o que possibilitará a detecção da origem de problemas como as convulsões. Testes iniciais com bebês tiveram resultados positivos, apresentados na última edição da revista Science Translational Medicine.

Os cientistas ressaltam que a pesquisa busca atender demandas não atendidas pelas tecnologias atuais.“A ressonância magnética tem limitações e não é adequada para todas as aplicações clínicas devido ao seu custo e tamanho, que dificulta sua portabilidade. Utilizá-la à beira do leito médico para gerar imagens de recém-nascidos vulneráveis é algo especialmente desafiador”, explicam.

Liderados por Olivier Baud, chefe do serviço de neonatologia do Hospital de Assistência Publica de Paris, na França, os pesquisadores criaram um dispositivo que consiste na combinação do eletroencefalograma (EEG) — aparelho que capta imagens por meio de eletrodos colocados na cabeça — e uma sonda de ultrassom de apenas 40g capaz de fazer um monitoramento mais pontual. “Ao contrário das técnicas convencionais, limitadas às imagens de grandes vasos, a imagem da sonda permite o mapeamento de alterações sutis em pequenos vasos cerebrais. Esse tipo de visualização possibilita correlacionar a atividade neural local e as mudanças relativas ao volume de sangue”, diz Baud.

Os pesquisadores testaram o aparelho em ratos e observaram a conectividade cerebral das cobaias durante o estado de repouso e ataques de epilepsia. Em seguida, foram feitos testes em seis recém-nascidos saudáveis. As medições conseguiram distinguir entre o sono silencioso e o ativo. Ao distinguir essas duas fases, fica mais fácil analisar as atividades neurais de um indivíduo.

A tecnologia também foi empregada para medir a atividade cerebral em dois bebês com distúrbios convulsivos e resistentes aos medicamentos disponíveis. O aparelho detectou ondas de alterações neurovasculares, permitindo o rastreamento de regiões cerebrais em que as convulsões se originaram.

Para a equipe, os testes iniciais sinalizam que o dispositivo poderá ajudar a prevenir complicações que podem ser registradas nos primeiros dias de vida de bebês, como a encefalopatia neonatal hipóxico-isquêmica. “Esse problema de saúde ocorre de um a três a cada mil recém-nascidos e pode desencadear danos como as convulsões. Por isso,  o monitoramento em tempo real da função cerebral em recém-nascidos é de importância crucial para a área médica”, justificam os autores.

Novo padrão

O baixo custo e a facilidade de uso da técnica são os principais atrativos e poderão fazer com que ela se torne a escolha padrão para gerar imagens cerebrais de recém-nascidos em maternidades e centros médicos, dizem os criadores. “Essa pode se tornar uma modalidade de neuroimagem muito útil. Seu baixo custo e sua usabilidade podem torná-la a escolha padrão para a realização de imagens funcionais feitas no leito. Além disso, sua melhor resolução pode fornecer resultados muito mais úteis do que outras técnicas funcionais de imagem.”
Renato Mendonça, neurologista do Laboratório Exame de Brasília, destaca que a nova tecnologia tem potencial para ser bastante explorada na área médica. “Apesar de ainda bastante experimental, esse aparelho mostrou resultados interessantes nos testes com roedores e com bebês e que podem ser extremamente úteis, já que é muito difícil examinar os pequenos. Um aparelho que possa ser utilizado na beira do leito traria a vantagem de não precisar alterar a temperatura da criança, por exemplo, já que atualmente é necessário retirá-la da máquina de estufa para realizar essas análises”, explica.

O especialista ressalta ainda que a maioria dos bebês não precisa ser submetida a exames de imagem apurados, mas, nos casos em que a análise é necessária, é importante ter uma opção mais eficiente. “Observar os diferentes níveis de atividade cerebral, como as fases do sono, também pode ajudar a entender como os neurônios estão funcionando e as reações químicas envolvidas nessa atividade complexa”, complementa. Segundo o médico, uma análise mais ampla poderia ser a próxima etapa do estudo. “Utilizar esse método em um número maior de crianças é necessário para reforçar os dados e também comprovar que ele é seguro, não causa danos aos bebês.”

Oxigênio escasso

Ocorre devido à diminuição da oferta de oxigênio, que pode ser gerada por diversas complicações, como a interrupção do fluxo sanguíneo umbilical e uma insuficiente troca de gases na placenta. A oferta adequada de oxigênio aos tecidos é fundamental para que as células mantenham o metabolismo e as funções vitais. Entre os bebês que sobrevivem a essa complicação, 25% apresentam dano neurológico permanente, manifestado por paralisia cerebral, retardo mental ou crises convulsivas.

FONTE - http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/cidades/2017/10/12/interna_cidadesdf,633161/cientistas-criam-exame-para-monitorar-atividade-cerebral-de-bebes.shtml

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terça-feira, 21 de março de 2017

EPILEPSIA/AVANÇOS - Aplicativo auxilia no diagnóstico desta condição neurológica

Aplicativo auxilia médicos a chegar em diagnóstico correto da epilepsia 



A epilepsia como uma condição neurológica, que pode afetar milhares de pessoas no mundo, pode ser uma síndrome, ou seja, um conjunto de sinais e sintomas comuns a várias doenças e existe provavelmente desde o princípio da humanidade. De origem grega, a palavra significa “surpresa” ou evento inesperado”. Muitas personalidades históricas, como Júlio Cesar, Alfred Nobel, Machado de Assis e Dostoievski tinham essa síndrome, até hoje tão cercada de preconceitos. 

Isso acontece porque os ataques convulsivos costumam, ainda,  assustar quem está por perto: a pessoa com epilepsia não tem consciência do que está acontecendo, muitas vezes cai, seus membros ficam rígidos e depois começa a ter convulsões, porque o comando central no cérebro está desorganizado. 

Em geral a crise desaparece espontaneamente e a pessoa volta aos poucos ao estadi de consciência considerado normal. Mas quem está próximo, muitas vezes, não sabe como agir: há quem confunda com problemas psiquiátricos, pois não conhecem os fatores orgânicos que podem ter causado o episódio.


A epilepsia ocorre quando um grupamento de células cerebrais se comporta de maneira hiperexcitável, o que pode gerar as crises. A medicina já identificou centenas de diferentes síndromes epilépticas e por isso os pacientes devem buscar um diagnóstico sobre seu tipo específico.

A condição neurológica é considerada um problema de saúde pública, atingindo de 1% a 2% da população mundial, ou seja, 60 milhões de pessoas. Embora seja o mais comum dos distúrbios neurológicos, não existem dados claros sobre o número de pessoas com a doença no País. Entretanto, algumas estatísticas calculam que três milhões de brasileiros sofram de algum tipo de epilepsia e só 10% a 40% recebem algum tratamento medicamentoso ou cirúrgico.

Purple Day e Atlas da Epilepsia
Com a proximidade do Purple Day, próximo 26 de março, data mundial criada para promover a conscientização sobre a epilepsia, o laboratório farmacêutico Torrent do Brasil lança o Atlas da Epilepsia, um aplicativo pioneiro no Brasil e exclusivo para médicos. O objetivo do app é auxiliar a consulta médica, fornecendo explicações sobre o fenômeno epilético e, principalmente, possibilitando o diagnóstico correto. Isso é essencial porque segundo a Dra. Elza Márcia Yacubian, neurologista chefe da Unidade de Pesquisa e Tratamento de Epilepsias da Escola Paulista de Medicina (EPM) e da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), que supervisionou e indicou todo o conteúdo do aplicativo, somente o diagnóstico correto possibilita um tratamento eficaz. “A abordagem clínica durante as consultas é importantíssima para garantir a exatidão no diagnóstico, e não como geralmente se pensa, através de um eletroencefalograma ou ressonância magnética”.

 o Atlas da Epilepsia está disponível somente para os médicos na Play Store e na App Store, seja para smartphones ou para tablets.  

Atlas da Epilepsia – já com as diretrizes atualizadas pela Liga Internacional da Epilepsia, por meio de recursos gráficos e coloridos, imagens anatômicas e vídeos explicativos, o aplicativo auxilia o epileptologista a obter informações e sintomas mais exatos, tanto do paciente como das pessoas próximas a ele, geralmente, mais familiarizadas com as ocorrências. De posse desses dados o médico pode orientar o tratamento de forma mais eficiente.
Segundo a Dra. Elza, a epilepsia   é um distúrbio que pode trazer uma série de prejuízos se não for tratado. Os portadores podem ter problemas na escola, não conseguir emprego ou serem discriminados.
A manifestação clínica depende da região cerebral acometida. Cerca de 50% das crises epiléticas são do tipo tônico-clônicas, com convulsões, e os outros 50% têm causas diversas. Algumas pessoas sentem formigamento no braço, outras sentem cheiros estranhos e “saem do ar”. Na população infantil são comuns as crises de ausência, ou “liga-desliga”. O mau aproveitamento escolar leva os professores menos avisados a pensar que a criança tem déficit cognitivo, quando ela está tendo várias crises de ausência por dia, às vezes mais de cem, com poucos minutos de duração e sem a menor consciência do que se passa com ela.

Causas - Múltiplos fatores podem causar a epilepsia. A pessoa pode nascer com o problema em razão de má formação cerebral, em que se formam circuitos elétricos exagerados, por exemplo.  Mas também há outras razões.Intercorrências importantes durante a assistência ao parto, processos infecciosos, traumatismos cranianos, tumores cerebrais e doenças degenerativas podem lesar o cérebro e causar crises. À medida que a vida vai passando surgem as causas degenerativas, doença de Alzheimer e todas as doenças vasculares e do cérebro. 
Atualmente a epilepsia é três vezes maior no idoso acima de 60 anos do que na criança. Para fazer o diagnóstico, deve haver recorrência espontânea das crises, porque uma crise única não é indicativa da síndrome. Uma vez feito o diagnóstico se estabelece o tratamento, em geral com fármacos. O tratamento é diferente no caso das crises generalizadas, com hiper desestabilização mais intensa e difusa nos dois hemisférios. Ressalte-se que o tratamento é sempre de longo prazo, algumas vezes por toda a vida. “É uma 'doença' que exige extrema adesão ao tratamento.  Caso esqueça de tomar alguma dose do fármaco, a pessoa fica vulnerável a ter uma crise”, afirma a neurologista. 
(mas não deve, segundo novos conceitos, ser tratada como uma 'doença' e sim como uma condição neurológica humana, tratável na maioria das situações, incluindo hoje o uso de derivado da cannabis, o canabidiol, que exige seguimento e tratamento adequado para cada pessoa e seu quadro ou sintomas...informa o DefNet)

Desde a década de 1990 o tratamento da epilepsia se tornou mais efetivo graças aos novos medicamentos. Pode-se dizer que 70% dos pacientes podem ter as crises plenamente controladas se adequadamente tratadas. Os outros 30% podem se beneficiar de outras abordagens, como a cirúrgica.
fontes consultadas - 
http://www.portalpcdonline.com/2017/03/aplicativo-pioneiro-gratuito-ajuda-no.html 
http://blogs.ne10.uol.com.br/casasaudavel/2017/03/21/aplicativo-auxilia-medicos-chegar-em-diagnostico-correto-da-epilepsia/

quinta-feira, 28 de julho de 2016

PARALISIA CEREBRAL/TECNOLOGIAS - Exoesqueleto ajuda a detectar danos a crianças precocemente

Exoesqueleto robótico ajuda a prevenir Paralisias Cerebrais 

(Paralisia cerebral Não é Doença -DefNet) 


(imagem publicada - foto da publicação do Olhar Digital, com uma criança em um exoesqueleto, ou seja, um aparato robótico que se prende ao corpo e à cabeça da criança, que controla seus movimentos e os analisa através de conectores ligados a ela) 
Pesquisadores da Universidade de Oklahoma desenvolveram um exoesqueleto robótico que ajuda a prevenir a paralisia cerebral em bebês. A estrutura robótica conta com direção hidráulica, ajudando bebês com risco a desenvolver a doença (CONDIÇÃO RESULTANTE QUASE SEMPRE DE ANÓXIA OU PROBLEMAS PRÉ,PERI E PÓS NATAIS- informa o DEFNET)  a darem seus primeiros movimentos.
A paralisia cerebral pode causar danos no sistema nervoso central, infecções e lesões desde o início da vida do bebê. Para ser combatida, ela necessita que o tratamento comece o mais rápido possível. Entretanto, normalmente a doença não é diagnosticada antes de a criança completar um ano.
A mesma pesquisa envolvida na construção do exoesqueleto também desenvolveu um método para identificar quais bebês entre dois e oito meses estão mais susceptíveis a desenvolver a doença. Com o uso do exoesqueleto, essas crianças podem reverter as consequências da paralisia. De acordo com o informado pela IEEE, a equipe ainda vai realizar uma série de estudos e testes sobre como equipamento.
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FREUD E A "INVENÇÃO" DA PARALISIA CEREBRAL http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2010/09/freud-e-invencao-da-paralisia-cerebral.html


sexta-feira, 17 de abril de 2015

SURDOS/TECNOLOGIA ASSISTIVA - Tecnologia de microfones sem fios ajuda pessoas com deficiência auditiva

ROGER: Tecnologia para deficientes auditivos que facilita a percepção de fala, principalmente à distância e no ruído.



Ouvir no ruído faz parte do nosso dia a dia. Ouvir e entender a fala nessa condição é um desafio, e muitas vezes não nos damos conta dos efeitos disso na nossa atenção, concentração e energia necessária, até mesmo para quem não possui uma dificuldade auditiva. Para pessoas que têm uma perda auditiva, o desafio de perceber a fala quando a outra pessoa que conversamos está distante ou em meio ao ruído competitivo é ainda maior.

Uma tecnologia que foi desenvolvida para facilitar o acesso e a compreensão da fala nessas situações foi o Sistema de FM. Esse dispositivo funciona como um microfone remoto que capta a voz do falante e a entrega diretamente no aparelho auditivo ou implante coclear. O sistema de FM começou a ser utilizado na década de 60, a princípio em ambientes escolares. Hoje, o uso do sistema de FM pode ser explorado para além da sala de aula. É muito comum nos depararmos com pacientes adultos, usuários de aparelhos auditivo e implantes, que relatam os benefícios desses dispositivos para facilitar o acesso à fala no trabalho, em atividades esportivas, atividades sociais e até mesmo em casa, para ouvir TV, música e telefone celular.

Como todas as soluções, a tecnologia foi aprimorada. Um exemplo dessa evolução foi o sistema de FM Dinâmico, que ajusta automaticamente o nível do sinal FM percebido pelo usuário em comparação ao nível de ruído ambiente, oferecendo melhor audibilidade do sinal FM. Além disso, hoje é possível contar com produtos que valorizam a estética e melhoram desempenho. E a evolução não parou por aí! Um lançamento recente têm surpreendido alguns usuários de implantes e aparelhos auditivos: o Roger.

Mas o que seria Roger? Trata-se de uma nova tecnologia de microfones sem fio que possuem transmissão totalmente digital e adaptativa do sinal de fala. Com Roger a fala é transmitida digitalmente e todos os controles são automáticos. Os novos microfones são super discretos e disponíveis para adolescentes e adultos no modelo de caneta (Roger Pen) ou clipe (Roger Clip On Mic). Para crianças, a empresa oferece o Roger inspiro, que têm características específicas para uso na escola.

Essa tecnologia têm oferecido uma condição aos usuários de aparelhos auditivos e implante para perceber a fala que nenhum outro dispositivo no mercado têm possibilitado. Além disso, com Roger o sinal de fala é mais claro e limpo, livre de qualquer interferência, diferente do sistema de FM em que é necessário mudar os canais de transmissão para evitá-la.

Para compor esse sistema, receptores bem pequenos são adaptados ao aparelho ou implante. O microfone é utilizado pelo interlocutor, e que utiliza aparelhos auditivos ou implantes fica com o receptor acoplado ao seu aparelho auditivo ou IC. Essa solução é compatível com quase todos os modelos de aparelhos auditivos e implantes cocleares existentes no mercado.

Algumas pesquisas científicas compararam Roger com demais tecnologias de transmissão sem fio existentes e os resultados desses estudos demonstraram que Roger oferece uma melhora de até 54% na compreensão de fala em comparação com o sistema de FM tradicional e 35% de benefício em comparação com o sistema de FM dinâmico.

Para saber mais, acesse: www.phonak.com.br

Website: http://www.phonak.com.br

FONTE - http://noticias.r7.com/dino/saude/roger-tecnologia-para-deficientes-auditivos-que-facilita-a-percepcao-de-fala-principalmente-a-distancia-e-no-ruido-16042015

domingo, 15 de fevereiro de 2015

SURDOS/TECNOLOGIA ASSISTIVA - Jovens estudantes criam um robô com Lego que pode se comunicar em Libras

Tecnologia desenvolvida por alunos ajuda na qualidade de vida de pessoas com deficiência

O projeto é um protótipo de um “esqueleto de mão” construída inteiramente com peças e tecnologia de Lego, que se comunica com pessoas portadoras de deficiência auditiva através do uso de Libras (linguagem brasileira de sinais)
Alunos da Escola Martha Falcão desenvolveram o Projeto “Educação Inclusive para portadores de deficiência auditiva”
(imagem - três jovens estudandes, com uniformes azuis, e um jovem com camiseta branca, ao centro, da Escola Martha Falcão, sentados ao redor de uma mesa que tem ao centro o protótipo por eles construído, como um robô, simulando um ''esqueleto de mão', para atender pessoas surdas - fotografia de Erica Melo)
Nos tempos modernos, a tecnologia tem avançado cada vez mais em relação à acessibilidade de pessoas com deficiências, buscando dar uma qualidade de vida melhor a quem precisa de uma atenção especial. Foi pensando dessa forma que quatro alunos da Escola Martha Falcão desenvolveram o Projeto “Educação Inclusive para portadores de deficiência auditiva”.
Com esse projeto a escola participa do Torneio de Robótica A FLL Sesi 2014-2015 que acontece  hoje e amanhã no Clube do Trabalhador Sesi, Zona Leste.
O projeto é um  protótipo de um “esqueleto de mão” construída inteiramente com peças e tecnologia de Lego, que se comunica com pessoas portadoras de deficiência auditiva através do uso de Libras (linguagem brasileira de sinais).
A experiência visa estimular a pesquisa de campo sobre aplicação da tecnologia na vida real, promover a experiência prática de educação inclusiva para portadores de deficiência auditiva e incentivar a pesquisa sobre as alternativas de inclusão social para portadores de deficiência auditiva.
O coordenador do projeto, Walderi Moraes Willy Filho, afirmou que o protótipo foi desenvolvido através de uma pesquisa de campo e de laboratório onde verificou que a robótica tem feito grandes avanços, como as próteses de membros, que proporcionam quase com perfeição os movimentos do membro perdido.
“A utilização de exoesqueletos, que podem interpretar sinais nervosos e traduzir em movimentos como abrir e fechar mãos. E isso só se torna possível através de algoritmos que interpretam entradas (sinais nervos) e geram saída (movimentos coordenados), e as aplicações que são feitas de forma geral, desde caixas de supermercados até a sonda curiosity”.
O coordenador destacou que com a utilização destes recursos podem ser criadas diversas soluções para problemas do cotidiano. Como a inclusão de alunos com deficiência auditiva em salas de aulas. “É um projeto da mão robótica que vem traduzir a fala de um professor para um aluno com deficiência auditiva”, afirmou.
A administradora Carla Vargas, 47, mãe de José Luiz Vargas de Mendonça, 13, um dos alunos que participou do desenvolvimento do projeto, ressaltou o orgulhoso que sente em saber que o filho  desenvolveu  algo para ajudar o próximo. “O mais interessante foi quando a escola recebeu o convite para participar da competição, foi a partir daí que os alunos, pensaram no projeto que iria ajudar as pessoas com deficiências, além de criar um elo entre essas pessoas com as que não tem deficiência. Nós pais nos  preocupamos em dar toda uma educação e fazer com que os nossos filhos  olhem para o próximo e através desse projeto podemos observar que está dando  certo”, destacou.
Avaliação 
Durante os dois dias, as equipes serão avaliadas em três provas, sendo elas design de robô, no qual as equipes apresentam o desenho mecânico, a estratégia adotada e a programação desenvolvida; Projeto de pesquisa: um problema do mundo real é pesquisado, conforme o tema do desafio e, em seguida, soluções inovadoras são criadas, experimentadas e compartilhadas com os outros; Core Values: os valores são centrais para a FLL: os alunos aprendem que competição amigável e ganho mútuo não são objetivos distintos e que ajudar um ao outro é fundamental para o trabalho em equipe, sendo a única categoria eliminatória; e Desafio do Robô, sendo três partidas de dois minutos e 30 segundos para executar missões na mesa de competição com robôs autônomos.
Word Festival
A melhor equipe do Torneio Nacional de Robótica a ser realizado em Brasília, garante vaga no World Festival que acontece nos Estados Unidos, na cidade de Saint Louis, no Estado do Missouri, em abril deste ano. O World Festival reúne os campeões de vários torneios de robótica pelo mundo.
Evento
O Serviço Social da Indústria (Sesi) promove hoje e amanhã, no Clube do Trabalhador, de 8h às 17h, a etapa regional do Torneio de Robótica First Lego League (FLL). Ao todo, 31 equipes, com aproximadamente 300 alunos, de escolas do Sesi, escolas públicas e particulares.
FONTE - http://acritica.uol.com.br/manaus/Manaus-Amazonas-Amazonia-Tecnologia-desenvolvida-alunos-qualidade-deficientes_0_1302469795.html
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ROBÔS, POLÍTICA E DEFICIÊNCIA. http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2012/07/robos-politica-e-deficiencia.html

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

SURDOS/TECNOLOGIA ASSISTIVA - Tecnologia vestível ajuda deficientes auditivos

Conheça o easyTek, a tecnologia vestível que ajuda deficientes auditivos

Nem só de estilo e funcionalidades extras vivem os acessórios smarts. O colar easyTek está sendo desenvolvido pela Siemens para ajudar pessoas com deficiência auditiva, enviando o sinal de áudio de diversos aparelhos, como smart TVs, smartphones e outros aparelhos, na altura ideal para quem sofre deste tipo de problema.
A grande sacada de easyTek é nivelar o volume diretamente ao usuário, sem a necessidade de interferir no áudio original enviado para as outras pessoas. Algo como um fone de ouvido exclusivo, mas que pode conciliar com sons externos, como conversas, trânsito etc. 

Facilitando ainda mais com o aplicativo exclusivo

A Siemens está desenvolvendo junto com o aparelho um aplicativo para Android e iOS que permite personalizar ainda mais os níveis de áudio, além de dar a opção de direcionar a captação de sons para o local que desejar. Por exemplo: a pessoa pode diminuir um pouco o som da TV e direcionar a potencialização de volume para a pessoa sentada ao seu lado.
O colar funciona basicamente como um smart hub que concilia os sons de diversos dispositivos com os sons externos, transmitindo via Bluetooth todos os sinais diretamente para um par de fones de ouvido.
Não é algo revolucionário, mas com certeza é uma ótima notícia, destoando dos inúmeros anúncios sobre tecnologia vestível que querem conciliar estética às funcionalidades triviais. Por mais simples que possa parecer, um aparelho como este pode ser de grande ajuda para muitos que têm algum tipo de deficiência auditiva. A Siemens revelará mais informações na CES 2015.
FONTE(S)
IMAGENS

sábado, 8 de novembro de 2014

CEGOS/TECNOLOGIA ASSISTIVA - Criado na Universidade de Coimbra aplicativo para pessoas cegas com uso da voz

Investigadores da UC criam aplicação para guiar pessoas cegas através da voz

SmartGuia: Shopping Assistant for Blind People funciona em smartphones mesmo através debluetooth e wi-fi.
(Imagem - foto colorida de uma pessoa cega, vista apenas com suas pernas, caminhando em uma calçada com piso tátil à direita, usando sua bengala branca - fotografia da matéria)
 
Uma equipe de investigadores da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC) desenvolveu uma aplicação para smartphones para guiar pessoas cegas no interior de edifícios. A aplicação que funciona com o sistema SmartGuia: Shopping Assistant for Blind People guia por voz o utilizador.

O guia, que foi criado em colaboração com a Associação dos Cegos e Amblíopes de Portugal (ACAPO), pretende “orientar o cego até ao seu objectivo, respondendo a perguntas e facultando informação clara sobre lugares, produtos e serviços que se encontram no edifício”, explica o coordenador do projeto, José Cecílio, numa nota da FCTUC.

“A aplicação é acionada pelo utilizador e, a partir daí, atualiza constantemente a informação: estabelece percursos e indica distâncias, descreve o ambiente envolvente [por exemplo, a que distância está do elevador ou de escadas], identifica pontos de interesse”, explica o coordenador.

Segundo os investigadores, o utilizador pode dizer para o smartphone o que pretende fazer, ir às compras ou comer. O sistema reconhece as palavras que foram ditas e questiona depois o utilizador sobre preferências mais concretas, como o restaurante que pretende. Feita a escolha, o sistema guia a pessoa cega por voz, através de mudanças de trajetória, até ao sítio desejado. O sistema funciona por bluetooth wi-fi.

Os investigadores pretendem que a utilização do guia inteligente, que foi recentemente premiado pelo Instituto Fraunhofer Portugal, seja alargada a qualquer pessoa. O objectivo é que “ao entrar no centro comercial, o cliente possa saber quais as lojas que estão com promoções nesse dia, em que produtos e qual a percentagem de desconto”, indica José Cecílio. Segundo o investigador, o primeiro projeto-piloto vai decorrer em breve num centro comercial de Coimbra.
FONTE - NELSON GARRIDO  http://www.publico.pt/tecnologia/noticia/investigadores-da-uc-criam-aplicacao-para-guiar-pessoas-cegas-atraves-da-voz-1675502

domingo, 19 de outubro de 2014

ROBÓTICA/EVOLUÇÃO - Robô brasileiro R1T1 é sucesso em Hospital Universitário de Maringá

Robô de telepresença faz sucesso na Semana de Ciência e Tecnologia

 robô de telepresença
imagem - foto colorida da matéria, com o Robô R1T1 com várias crianças ao seu redor no Pavilhão de Exposição, em Brasília, sendo uma torre revestida de fibra de vidro, branca, com aproximadamente, 1,6 m de altura )

robô de telepresença R1T1 não consegue passar despercebido pelo Pavilhão de Exposição da 11ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, em Brasília. Guiado por controle remoto, ele atrai as crianças por sua autonomia e pelas interações por meio de câmera e tela acopladas ao “pescoço”.

Revestido de fibra de vidro e com, aproximadamente, 1,6 metro de altura, o robô teve seu nome inspirado no R2D2, personagem do filme Star Wars. Assim como seu colega do cinema, o R1T1 pode interagir com aqueles ao seu redor. Conforme o engenheiro Antônio Henrique Dianin, coordenador do Project Robot, da startup brasileira DMS Company, e idealizador do robô, o principal foco é a área hospitalar.

A primeira instituição a receber o projeto foi o Hospital Universitário Regional de Maringá (HUM). Com estrutura arredondada, o R1T1não acumula resíduos e é fácil de ser esterilizado. Por isso, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária permite que ele circule em todas as alas do hospital, inclusive nas UTIs.
- Também pensamos nas pessoas que ficam muito tempo em um hospital. Nas pediatrias, as crianças adoram. O robô consegue tirá-las desse ambiente. Elas podem se conectar e passear em exposições como essa ou visitar outras salas de aula. O melhor é que o robô pode substituir as famílias nos casos de dificuldades de contato com os pacientes – ressaltou o engenheiro.
Segundo Dianin, o R1T1 também pode se conectar ao sistema do hospital, permitindo ao médico consultar dados do paciente. A próxima etapa será instalar equipamentos de ultrassom no robô. “Estamos idealizando uma cirurgia odontológica, com a utilização de câmeras na boca do paciente. O procedimento será feito pela tela do robô”, adiantou.
Lançado em 2013, após um ano de desenvolvimento, esta é a terceira versão do R1T1. A primeira custou R$ 100 mil ao grupo. “Consideramos o HUM nosso grande parceiro. Eles aceitaram o projeto na fase inicial, quando ainda era um protótipo bem rústico, cheio de fios e placas aparentes”, assinalou.
Para o idealizador, o R1T1 é o primeiro robô de telepresença da América Latina e um dos mais avançados do mundo, pois tem autonomia (a bateria funciona 24 horas) e movimentação. O projeto já ganhou prêmios e tem parcerias com universidades nacionais e internacionais. “É muito difícil desenvolver um projeto desse no Brasil. Além da burocracia, a visão e a cultura é muito diferente do exterior. Infelizmente, o apoio para pesquisa é maior fora do nosso país”, lamentou o técncico.
Antônio Dianin acredita que os robôs farão parte do dia a dia da sociedade em futuro bem próximo. “Ano que vem, lançaremos um robô de limpeza. Todos precisarão de um em casa. O custo ainda será alto, mas tende a baratear. Teremos robôs na educação, marketing e em games. Vislumbramos um horizonte que o cinema muitas vezes apresenta em estágio avançado. Inicialmente, eles auxiliarão nas pequenas atividades”, explicou.
De acordo com o engenheiro, haverá uma migração de áreas de especialidade. “Os seres humanos precisarão estar cada vez mais preparados, com mais estudo, de modo que transitem de atividade corriqueiras para as de desenvolvimento. Para fazer tecnologia avançada, é preciso pessoas preparadas e isso requer muito estudo. Os robôs forçarão essa migração, ao mesmo tempo que engrandecerão o ser humano”, observou.
A Semana Nacional de Ciência e Tecnologia será encerrada no domingo em todo país. Em Brasília, as exposições, palestras e oficinas ocorrem no Pavilhão de Exposição do Parque da Cidade.
fonte - http://correiodobrasil.com.br/tecnologia/conexao-hightech/robo-de-telepresenca-faz-sucesso-na-semana-de-ciencia-e-tecnologia/734623/?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=b20141019
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ROBÔS, POLÍTICA E DEFICIÊNCIA. http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2012/07/robos-politica-e-deficiencia.html

sexta-feira, 30 de maio de 2014

PESSOAS COM DEFICIÊNCIA/TECNOLOGIA ASSISTIVA - Software gratuito ajuda pessoas com deficiência nas compras

Programa ajuda pessoas com deficiência a fazerem suas compras na rede

A ferramenta é gratuita e funciona como uma “cadeira de rodas virtual”
 (imagem - uma foto colorida da tela de um computador com o teclado virtual do programa -Uma empresa canadense desenvolveu uma nova tecnologia digital para facilitar a conexão de pessoas com deficiência física à internet.)

Hoje, mais de 120 empresas já utilizam a ferramenta assistiva em todo o mundo. No Brasil, a Renner, a Magazine Luiza, aMastercard, a 3M e a Universidade Cruzeiro do Sul oferecem gratuitamente o programa para seus clientes e alunos.

O eSSENTIAL Accessibility™ é um software gratuito que funciona como uma “cadeira de rodas virtual”.

A ferramenta possui soluções como substituição de teclado e mouse por meio do sistema "hands-free" (mãos livres) de rastreamento de movimento, autoclique, escaneamento automático de links e outros recursos
Para aqueles com dificuldades de leitura devido a limitações de alfabetização, dislexia ou deficiência visual moderada, o dispositivo utiliza uma ferramenta que lê o conteúdo da web e, também com sistema de reconhecimento de voz.
 
Os softwares existentes no mercado para atender à demanda do deficiente custa, em média, US$ 3 mil, aproximadamente, R$ 6,6 mil. O aplicativo pode ser baixado e instalado rapidamente em um computador com sistema Windows ou MAC. 

O valor inicial investido pela empresa desenvolvedora no mercado brasileiro será de R$ 200 mil.
FONTE - http://noticias.r7.com/tecnologia-e-ciencia/programa-ajuda-pessoas-com-deficiencia-a-fazerem-suas-compras-na-rede-29052014

terça-feira, 20 de maio de 2014

CEGOS/ACESSIBILIDADE - Primeiro celular em Braille é lançado na Inglaterra

Celular com teclado em Braille começa a ser vendido no Reino Unido

A empresa britânica OwnPhone lançou um aparelho que diz ser o primeiro telefone em Braille a ser comercializado no mundo.
(imagem - foto colorida de diferentes cores do celular com o teclado em braille, vermelho, violeta, verde, azul, parte da customização e personalização dos aparelhos, cujas faces dianteira e traseira podem ser modificadas - foto da publicação)

Outros telefones em Braille já haviam sido inventados, mas a OwnPhone diz que o seu aparelho - cujas faces dianteira e traseira foram feitas em impressoras 3D e podem ser customizadas - é o único a ser colocado à venda.
Para deficientes visuais que não conhecerem a linguagem Braille, é possível imprimir letras e números em relevo no teclado.
O telefone por enquanto é vendido apenas no Reino Unido, por 60 libras (R$ 223). Segundo seu inventor, Tom Sunderland, a impressão das capas em 3D ajuda a baratear seu custo.
"A impressão é uma forma rápida e economicamente eficiente de criar botões personalizados em Braille", diz à BBC.

Personalizado

Em 2012, a OwnPhone havia lançado o primeiro telefone parcialmente feito com a ajuda de impressoras 3D. No ano seguinte, desenvolveu uma edição voltada para crianças, chamada 1stFone - um aparelho do tamanho de um cartão de crédito com botões programados para ligar para números pré-determinados.
O "Braille-fone" é baseado nesses aparelhos prévios, mantendo seu tamanho pequeno e seu design colorido.
"Ele pode ser personalizado com dois ou quatro botões em Braille, pré-programados para telefonar a amigos, parentes, colegas de trabalho ou serviços de emergência", explica Sunderland.
Apesar das inovações, a ideia não é completamente original.
A start-up indiana Kriyate construiu um protótipo de smartphone habilitado com a linguagem Braille e que usa comandos ligados à vibração do telefone para ajudar o deficiente visual.
Algumas dessas vantagens podem até ser substituídas por aplicativos, como o VoiceOver, da Apple, que tem um leitor de tela que permite ao usuário navegar pelo celular ouvindo o que está na tela.
FONTE - http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2014/05/140519_braille_fone_fn.shtml
http://www.bbc.com/news/technology-27437770
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UMA LUZ NO FIM DO LIVRO http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2010/09/uma-luz-no-fim-do-livro.html

sexta-feira, 4 de abril de 2014

PARALISIA CEREBRAL/INOVAÇÕES - Um colete ajustada às pernas, da criança e dos pais, estimulam a marcha

Novo equipamento permite que crianças com paralisia cerebral experimentem sensação de andar

Upsee, como é chamado o produto, estará à venda na internet a partir do dia 7 de abril

upsee_firefly_ (Foto: divulgação)

(imagem - foto colorida de três crianças com paralisia cerebral, vestindo o Upsee, que se liga às pernas de seus pais, com sorrisos que revelam a sensação que devem experimentar nessa nova forma de estímulo para a marcha, fotografia da matéria)

A ideia é simples, mas tem potencial para mudar – e muito – a rotina de  crianças com paralisia cerebral. Recém-criado, o UpSee é um equipamento que torna viável a caminhada de quem não tem os movimentos dos membros inferiores. Com a ajuda dos pais, os filhos poderão ver o mundo de outro ângulo, e se encantar com as novas descobertas e sensações.

O produto consiste em um cinto para o adulto prender à cintura, um colete (que lembra o modelo salva-vidas) para a criança vestir e sandálias para a dupla. O colete é feito de brim com forro transpirável especial. Estará disponível em quatro opções de tamanho: extrapequeno (1 a 2 anos), pequeno (2 a 4 anos), médio (4 a 6 anos) e grande (6 a 8 anos).

A inventora do produto é a israelense Debby Elnatan, mãe de Rotem, hoje com 19 anos, que nasceu com paralisia cerebral. Após ouvir de uma médica que o seu filho “não sabia o que as pernas dele eram”, Debby começou a pensar em maneiras de ajudá-lo, há mais de uma década, até chegar à forma do UpSee.

O equipamento começou a ser produzido este ano em grande escala. A ideia foi comprada pela Firefly, uma empresa da Irlanda do Norte, especializada em produtos para crianças com necessidades especiais. O lançamento está previsto para o dia 7 de abril, na loja on-line da Firefly (www.fireflyfriends.com), mas o preço ainda não foi divulgado.

“Pretendemos despachar o produto para todo o mundo, inclusive para o Brasil”, afirma o proprietário da empresa, James Leckey, em entrevista à CRESCER. “Nós trabalhamos por dois anos com Debby no desenho do UpSee, para garantir um conceito incrível”, completa Leckey. De acordo com o empresário, a procura pelo produto já é grande, antes mesmo do lançamento.
Recomendações 

Apesar de animadora, a novidade requer cuidados. Os pais que pretendem comprar o UpSee para o filho devem consultar o médico da criança antes para saber se ela está apta a usá-lo.
“Há diversos quadros de paralisia. Os mais graves, que atingem também os membros superiores, podem dificultar o uso do produto. É preciso avaliar cada criança individualmente”, afirma Edilson Forlin, pediatra ortopedista do Hospital Pequeno Príncipe (PR).

O médico lembra outras limitações do UpSee, como a questão da pouca praticidade para o dia a dia, o tamanho da criança (se ela for muito grande, será mais difícil), e o bom equilibro que requer dos pais – já que as quedas podem ser perigosas

Feitas as ressalvas, o produto, de acordo com Forlin, parece ser positivo. “A criança fica em movimento, e isso é uma vantagem, é melhor do que mantê-la imobilizada. Este sistema não vai influenciar a capacidade da criança andar, mas beneficia a terapia”, diz. Psicologicamente, também há benefícios segundo o médico, pois a criança tem a chance de ver o mundo de outra altura e de passar momentos de maior proximidade com os pais.

Veja aqui o vídeo em que Debby Elnatan conta sua história (em inglês).
fonte - http://revistacrescer.globo.com/Curiosidades/noticia/2014/04/novo-equipamento-permite-que-criancas-com-paralisia-cerebral-experimentem-sensacao-de-andar.html (Por Maria Clara Vieira)

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FREUD E A "INVENÇÃO" DA PARALISIA CEREBRAL http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2010/09/freud-e-invencao-da-paralisia-cerebral.html