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segunda-feira, 15 de junho de 2015

TECNOLOGIA ASSISTIVA/SURDOS - Criado em Campinas um aplicativo (Ludwig) para surdos ouvirem música

Aplicativo criado por campineiros auxilia pessoas com deficiência auditiva a ouvir música


Aplicativo criado por campineiros auxilia  pessoas com deficiência auditiva a ouvir música
(imagem - foto do aplicativo Ludwig na tela de um tablet, publicada pela matéria, com os dispositivos que parecem um teclado de piano com cores diferentes em barra no fim delas)

Depois de se conhecerem em um curso de desenvolvimento de aplicativos, os campineiros Raphael Silva, 23, e Ivan Ortiz, 29, decidiram unir a programação à paixão em comum pela música para ensinar teoria musical para surdos. Deste encontro, nasceu o Ludwig, projeto de um aplicativo ainda em elaboração que usa imagens e vibração para tentar transmitir a experiência de ouvir música para pessoas que têm deficiência auditiva.

O aplicativo começou da melhor forma, quando foi exibido na semana passada pela Apple na abertura de seu congresso para desenvolvedores, em San Francisco nos Estados Unidos, de forma a demonstrar como esses pequenos softwares têm potencial para mudar o mundo.

Outras ferramentas brasileiras para pessoas com deficiência têm recebido distinções de grandes empresas como Microsoft e Google e de órgãos como a ONU. E o número de usuários não é desprezível. O Ludwig, cujo nome homenageia Beethoven (que compôs mesmo surdo em grande parte da vida), começará a ser oferecido gratuitamente até o final deste ano, com uma pulseira vibratória que será vendida por um preço ainda não definido.

Raphael Augusto da Silva, de 23 anos, surpreendeu ao aparecer no vídeo que homenageou os desenvolvedores, durante a palestra de Tim Cook. “Esse sentimento fantástico que a música me proporciona, eu quero que todos sintam. Mesmo os que não podem ouvir”. Com essa frase, no vídeo exibido no telão, Raphael apresentou seu Ludwig para toda a comunidade Apple.

Os protótipos do aparelho, que vibra em frequências diferentes conforme a nota tocada na interface (um piano virtual), foram construídos manualmente pelos desenvolvedores e já testados por surdos. "Um dos meninos, que é de uma família de músicos, mas não ouve desde os três anos, disse que a experiência era mesma de quando seu irmão tentou lhe ensinar violão", diz o idealizador Ortiz, que conta que a inspiração ocorreu a partir de um grupo de surdos da igreja de que faz parte.
Sabia que eles tinham contato com a música por meio da vibração, então discuti a ideia com meu primo, um intérprete de Libras [língua brasileira de sinais]". A partir daí, começaram a fazer os primeiros testes. Agora, Raphael diz que está organizando o grande número de propostas de parceria e de investimento que recebeu durante o evento da Apple. "Ainda vamos decidir qual estratégia financeira vamos adotar."

Segundo o Censo de 2010, quase um quarto (23,9% ou 45,6 milhões) da população brasileira diz ter algum tipo de deficiência, dos quais 9,7 milhões (5,1%) são parcial ou totalmente surdos.

FONTE - http://www.portaldepaulinia.com.br/regiao/noticias/30224-aplicativo-criado-por-campineiros-auxilia-pessoas-com-deficiencia-auditiva-a-ouvir-musica.html

sexta-feira, 17 de abril de 2015

SURDOS/TECNOLOGIA ASSISTIVA - Tecnologia de microfones sem fios ajuda pessoas com deficiência auditiva

ROGER: Tecnologia para deficientes auditivos que facilita a percepção de fala, principalmente à distância e no ruído.



Ouvir no ruído faz parte do nosso dia a dia. Ouvir e entender a fala nessa condição é um desafio, e muitas vezes não nos damos conta dos efeitos disso na nossa atenção, concentração e energia necessária, até mesmo para quem não possui uma dificuldade auditiva. Para pessoas que têm uma perda auditiva, o desafio de perceber a fala quando a outra pessoa que conversamos está distante ou em meio ao ruído competitivo é ainda maior.

Uma tecnologia que foi desenvolvida para facilitar o acesso e a compreensão da fala nessas situações foi o Sistema de FM. Esse dispositivo funciona como um microfone remoto que capta a voz do falante e a entrega diretamente no aparelho auditivo ou implante coclear. O sistema de FM começou a ser utilizado na década de 60, a princípio em ambientes escolares. Hoje, o uso do sistema de FM pode ser explorado para além da sala de aula. É muito comum nos depararmos com pacientes adultos, usuários de aparelhos auditivo e implantes, que relatam os benefícios desses dispositivos para facilitar o acesso à fala no trabalho, em atividades esportivas, atividades sociais e até mesmo em casa, para ouvir TV, música e telefone celular.

Como todas as soluções, a tecnologia foi aprimorada. Um exemplo dessa evolução foi o sistema de FM Dinâmico, que ajusta automaticamente o nível do sinal FM percebido pelo usuário em comparação ao nível de ruído ambiente, oferecendo melhor audibilidade do sinal FM. Além disso, hoje é possível contar com produtos que valorizam a estética e melhoram desempenho. E a evolução não parou por aí! Um lançamento recente têm surpreendido alguns usuários de implantes e aparelhos auditivos: o Roger.

Mas o que seria Roger? Trata-se de uma nova tecnologia de microfones sem fio que possuem transmissão totalmente digital e adaptativa do sinal de fala. Com Roger a fala é transmitida digitalmente e todos os controles são automáticos. Os novos microfones são super discretos e disponíveis para adolescentes e adultos no modelo de caneta (Roger Pen) ou clipe (Roger Clip On Mic). Para crianças, a empresa oferece o Roger inspiro, que têm características específicas para uso na escola.

Essa tecnologia têm oferecido uma condição aos usuários de aparelhos auditivos e implante para perceber a fala que nenhum outro dispositivo no mercado têm possibilitado. Além disso, com Roger o sinal de fala é mais claro e limpo, livre de qualquer interferência, diferente do sistema de FM em que é necessário mudar os canais de transmissão para evitá-la.

Para compor esse sistema, receptores bem pequenos são adaptados ao aparelho ou implante. O microfone é utilizado pelo interlocutor, e que utiliza aparelhos auditivos ou implantes fica com o receptor acoplado ao seu aparelho auditivo ou IC. Essa solução é compatível com quase todos os modelos de aparelhos auditivos e implantes cocleares existentes no mercado.

Algumas pesquisas científicas compararam Roger com demais tecnologias de transmissão sem fio existentes e os resultados desses estudos demonstraram que Roger oferece uma melhora de até 54% na compreensão de fala em comparação com o sistema de FM tradicional e 35% de benefício em comparação com o sistema de FM dinâmico.

Para saber mais, acesse: www.phonak.com.br

Website: http://www.phonak.com.br

FONTE - http://noticias.r7.com/dino/saude/roger-tecnologia-para-deficientes-auditivos-que-facilita-a-percepcao-de-fala-principalmente-a-distancia-e-no-ruido-16042015

domingo, 15 de fevereiro de 2015

SURDOS/TECNOLOGIA ASSISTIVA - Jovens estudantes criam um robô com Lego que pode se comunicar em Libras

Tecnologia desenvolvida por alunos ajuda na qualidade de vida de pessoas com deficiência

O projeto é um protótipo de um “esqueleto de mão” construída inteiramente com peças e tecnologia de Lego, que se comunica com pessoas portadoras de deficiência auditiva através do uso de Libras (linguagem brasileira de sinais)
Alunos da Escola Martha Falcão desenvolveram o Projeto “Educação Inclusive para portadores de deficiência auditiva”
(imagem - três jovens estudandes, com uniformes azuis, e um jovem com camiseta branca, ao centro, da Escola Martha Falcão, sentados ao redor de uma mesa que tem ao centro o protótipo por eles construído, como um robô, simulando um ''esqueleto de mão', para atender pessoas surdas - fotografia de Erica Melo)
Nos tempos modernos, a tecnologia tem avançado cada vez mais em relação à acessibilidade de pessoas com deficiências, buscando dar uma qualidade de vida melhor a quem precisa de uma atenção especial. Foi pensando dessa forma que quatro alunos da Escola Martha Falcão desenvolveram o Projeto “Educação Inclusive para portadores de deficiência auditiva”.
Com esse projeto a escola participa do Torneio de Robótica A FLL Sesi 2014-2015 que acontece  hoje e amanhã no Clube do Trabalhador Sesi, Zona Leste.
O projeto é um  protótipo de um “esqueleto de mão” construída inteiramente com peças e tecnologia de Lego, que se comunica com pessoas portadoras de deficiência auditiva através do uso de Libras (linguagem brasileira de sinais).
A experiência visa estimular a pesquisa de campo sobre aplicação da tecnologia na vida real, promover a experiência prática de educação inclusiva para portadores de deficiência auditiva e incentivar a pesquisa sobre as alternativas de inclusão social para portadores de deficiência auditiva.
O coordenador do projeto, Walderi Moraes Willy Filho, afirmou que o protótipo foi desenvolvido através de uma pesquisa de campo e de laboratório onde verificou que a robótica tem feito grandes avanços, como as próteses de membros, que proporcionam quase com perfeição os movimentos do membro perdido.
“A utilização de exoesqueletos, que podem interpretar sinais nervosos e traduzir em movimentos como abrir e fechar mãos. E isso só se torna possível através de algoritmos que interpretam entradas (sinais nervos) e geram saída (movimentos coordenados), e as aplicações que são feitas de forma geral, desde caixas de supermercados até a sonda curiosity”.
O coordenador destacou que com a utilização destes recursos podem ser criadas diversas soluções para problemas do cotidiano. Como a inclusão de alunos com deficiência auditiva em salas de aulas. “É um projeto da mão robótica que vem traduzir a fala de um professor para um aluno com deficiência auditiva”, afirmou.
A administradora Carla Vargas, 47, mãe de José Luiz Vargas de Mendonça, 13, um dos alunos que participou do desenvolvimento do projeto, ressaltou o orgulhoso que sente em saber que o filho  desenvolveu  algo para ajudar o próximo. “O mais interessante foi quando a escola recebeu o convite para participar da competição, foi a partir daí que os alunos, pensaram no projeto que iria ajudar as pessoas com deficiências, além de criar um elo entre essas pessoas com as que não tem deficiência. Nós pais nos  preocupamos em dar toda uma educação e fazer com que os nossos filhos  olhem para o próximo e através desse projeto podemos observar que está dando  certo”, destacou.
Avaliação 
Durante os dois dias, as equipes serão avaliadas em três provas, sendo elas design de robô, no qual as equipes apresentam o desenho mecânico, a estratégia adotada e a programação desenvolvida; Projeto de pesquisa: um problema do mundo real é pesquisado, conforme o tema do desafio e, em seguida, soluções inovadoras são criadas, experimentadas e compartilhadas com os outros; Core Values: os valores são centrais para a FLL: os alunos aprendem que competição amigável e ganho mútuo não são objetivos distintos e que ajudar um ao outro é fundamental para o trabalho em equipe, sendo a única categoria eliminatória; e Desafio do Robô, sendo três partidas de dois minutos e 30 segundos para executar missões na mesa de competição com robôs autônomos.
Word Festival
A melhor equipe do Torneio Nacional de Robótica a ser realizado em Brasília, garante vaga no World Festival que acontece nos Estados Unidos, na cidade de Saint Louis, no Estado do Missouri, em abril deste ano. O World Festival reúne os campeões de vários torneios de robótica pelo mundo.
Evento
O Serviço Social da Indústria (Sesi) promove hoje e amanhã, no Clube do Trabalhador, de 8h às 17h, a etapa regional do Torneio de Robótica First Lego League (FLL). Ao todo, 31 equipes, com aproximadamente 300 alunos, de escolas do Sesi, escolas públicas e particulares.
FONTE - http://acritica.uol.com.br/manaus/Manaus-Amazonas-Amazonia-Tecnologia-desenvolvida-alunos-qualidade-deficientes_0_1302469795.html
LEIAM TAMBÉM NO MEU BLOG INFOATIVO.DEFNET - 

ROBÔS, POLÍTICA E DEFICIÊNCIA. http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2012/07/robos-politica-e-deficiencia.html

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

SURDOS/TECNOLOGIA ASSISTIVA - Tecnologia vestível ajuda deficientes auditivos

Conheça o easyTek, a tecnologia vestível que ajuda deficientes auditivos

Nem só de estilo e funcionalidades extras vivem os acessórios smarts. O colar easyTek está sendo desenvolvido pela Siemens para ajudar pessoas com deficiência auditiva, enviando o sinal de áudio de diversos aparelhos, como smart TVs, smartphones e outros aparelhos, na altura ideal para quem sofre deste tipo de problema.
A grande sacada de easyTek é nivelar o volume diretamente ao usuário, sem a necessidade de interferir no áudio original enviado para as outras pessoas. Algo como um fone de ouvido exclusivo, mas que pode conciliar com sons externos, como conversas, trânsito etc. 

Facilitando ainda mais com o aplicativo exclusivo

A Siemens está desenvolvendo junto com o aparelho um aplicativo para Android e iOS que permite personalizar ainda mais os níveis de áudio, além de dar a opção de direcionar a captação de sons para o local que desejar. Por exemplo: a pessoa pode diminuir um pouco o som da TV e direcionar a potencialização de volume para a pessoa sentada ao seu lado.
O colar funciona basicamente como um smart hub que concilia os sons de diversos dispositivos com os sons externos, transmitindo via Bluetooth todos os sinais diretamente para um par de fones de ouvido.
Não é algo revolucionário, mas com certeza é uma ótima notícia, destoando dos inúmeros anúncios sobre tecnologia vestível que querem conciliar estética às funcionalidades triviais. Por mais simples que possa parecer, um aparelho como este pode ser de grande ajuda para muitos que têm algum tipo de deficiência auditiva. A Siemens revelará mais informações na CES 2015.
FONTE(S)
IMAGENS

terça-feira, 4 de novembro de 2014

DEFICIÊNCIAS/EDUCAÇÃO INCLUSIVA - Senado aprova projeto que altera conceito de Educação Especial

Aprovada proposta que reforça educação regular inclusiva

imagem - foto colorida da matéria, com visão das mesas do Senado, tendo a Senadora Maria do Carmo Alves, no canto direito da foto, presidindo a Comissão de Educação, Cultura e Esporte, com outros senadores à sua frente - fotografia de Edilson Rodrigues - Agência Senado)

A Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE) aprovou, nesta terça-feira (4), projeto que altera o conceito da educação especial no Brasil e reforça o papel da educação regular inclusiva, na forma do substitutivo apresentado pela Câmara dos Deputados (PLS 180/2004).
Pelo texto, o ensino especial passa a ser mais restrito, com funções de apoio complementar ou suplementar aos serviços comuns oferecidos preferencialmente na rede regular de ensino para atender pessoas com deficiência ou transtornos globais de desenvolvimento, altas habilidades ou superdotação.
O texto define o conceito de educação especial, que passa a ser uma modalidade de ensino escolar que realiza “atendimento educacional especializado” para apoiar os serviços educacionais comuns. A ideia é promover a educação inclusiva, ou seja, a escola regular terá que se preparar para receber todo e qualquer tipo de aluno.
O substitutivo da Câmara retira três parágrafos do artigo 58 da Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) que preveem: oferta eventual de serviços especializados nas escolas da rede regular; atendimento em classes, escolas ou serviços especiais, em situações específicas; e o dever do Estado de ofertar educação especial de zero a seis anos, durante a educação infantil.
O texto original, da ex-senadora Ideli Salvatti buscava somente assegurar ambiente escolar propício à inclusão educacional e social de estudantes com deficiência auditiva, obrigando as escolas a ofertar a Língua Brasileira de Sinais (Libras) em todas as etapas e modalidades da educação básica.
A partir das modificações aprovadas na Câmara e referendadas pela CE, o projeto agora obriga os sistemas de ensino a garantir, como parte do currículo de todas as etapas e modalidades da educação básica, não só o ensino de Libras, mas também de outros métodos de comunicação para estudantes com deficiência ou transtornos globais de desenvolvimento, altas habilidades ou superdotação, como o sistema braile (para cegos) e o tadoma (para pessoas que são simultaneamente surdas e cegas).
Esses alunos também terão direito a adequação de currículos, métodos e recursos às suas necessidades; professores especializados; e educação especial para o trabalho.  Além disso, deverá ser respeitado o atendimento de necessidades educacionais específicas dos alunos nas diretrizes para cursos superiores em geral; inserção de eixos temáticos e conhecimentos favoráveis à educação inclusiva nos currículos dos cursos de formação de professores; e a oferta, pelo poder público, aos familiares e à comunidade da pessoa com deficiência auditiva de condições para o aprendizado de Libras.
O relator ad hoc na Comissão de Educação foi o senador Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR). A matéria segue agora para o Plenário e, caso seja aprovada, vai à sanção presidencial.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
FONTE - https://www12.senado.gov.br/noticias/materias/2014/11/04/aprovada-proposta-que-reforca-educacao-regular-inclusiva
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DIREITOS HUMANOS COMO QUESTÃO PARA A EDUCAÇÃO INCLUSIVA http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2010/05/imagem-publicada-uma-foto-de-tres.html


domingo, 5 de janeiro de 2014

SURDOS/TRABALHO - Inclusão de cozinheiros surdos no Vietnã (Pão da Vida)

Restaurante tem cozinheiros e funcionários surdos no Vietnã


A confusão habitual na cozinha de qualquer restaurante do mundo se reduz no vietnamita "Bread of Life" (Pão da vida) com o notável silêncio de seus cozinheiros deficientes auditivos. Os 19 comandantes da cozinha são surdos e gesticulam sem descanso para se comunicar enquanto salteiam verduras, fritam carne, amassam ou ligam molhos.

"Quando chegam, muitos deles são tímidos, não estão acostumados a falar com gente e é a primeira vez que trabalham", comenou Hô Thi Phuong Thao, uma jovem vietnamita que é uma das encarregadas do local desde sua abertura, em 2005. "Mas depois de um ano ganham confiança e os vejo muito contentes. Inclusive se formaram casais", acrescentou com um sorriso no rosto.
A cozinheira Nguyen Thi Li Na, 26 anos, fica vermelha quando Thao pergunta na linguagem de sinais por seu namorado, um cozinheiro surdo por quem se apaixonou há há dois anos e com quem deve se casar nos próximos meses.
Um dos aspectos que mais agradece de seu trabalho atual é o contato com os clientes, em sua maioria turistas ou residentes estrangeiros, já que o restaurante é especializado em pratos ocidentais, como hambúrgueres e pizza, contou Li Na.
"Quando temos tempo mostramos alguns sinais aos turistas. Eles muito e nós também. Antes de trabalhar aqui quase não tinha contato com ninguém exceto minha família. Foi um desafio conhecer gente diferente e fazer novos amigos", disse a cozinheira.
Os garçons e os encarregados, quase todos com capacidade auditiva normal, tiveram que aprender a linguagem de sinais para poderem se comunicar com os cozinheiros. "Demorei quase um mês para me entender de maneira básica com eles. É muito fácil", comentou Thao.
A cozinheira Li Na tinha noções da linguagem de sinais antes de começar a trabalhar no restaurante, mas outros companheiros seus tiveram que aprender lá mesmo, com a ajuda de um professor. "Agora são os veteranos que ensinam a linguagem aos novos", elogiou Thao.
A americana Kathleen Huff e seu marido Bob fundaram este projeto na cidade de Danang.
"Queríamos ajudar, mas também demonstrar aos vietnamitas que os surdos são capazes. São inteligentes e podem aprender muitos ofícios, mas muito poucos têm um emprego no Vietnã", indica Kathleen.
O casal Huff também iniciou cursos de formação profissional e aulas de inglês para deficientes, porque o restaurante só pode acolher uma pequena parte dos surdos da região.
Segundo Kathleen, 80% dos surdos vietnamitas são analfabetos e muitos deles nem conhecem a existência da linguagem de sinais, principalmente os que vivem em áreas rurais.
Embora existam 85 escolas para surdos no Vietnã, a americana acredita que esse número é insuficiente, além de muitas famílias nunca terem ouvido falar sobre estes centros especializados.
"Muitos vão por poucos anos ao colégio convencional, mas abandonam rapidamente ao não podem acompanhar o ritmo. Demora normalmente dois anos para passar de ano, de modo que com 18 anos estariam no primário ainda", explica Kahtleen. "O objetivo de 'Bread of Life' é conseguir que os surdos sejam donos de seu destino", completou.
FONTES - EFE http://culinaria.terra.com.br/,a08f681c2c253410VgnCLD2000000dc6eb0aRCRD.html

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

TECNOLOGIA ASSISTIVA/SURDOS - Inventada uma pulseira para tradução de fala e gestos de Língua de Sinais

Estudantes criam protótipo de pulseira que traduz linguagem de sinais

Ilustração do funcionamento dos acessórios na tradução da linguagem de sinais. (Foto: Divulgação/Asia University)
(imagem - desenho com a pulseira no canto esquerdo, de cor preta, escrito I am Judy, que está presa no braço de um rapaz surdo, que se comunica com as mãos através da Língua de Sinais, e diz I am John , e a pulseira em seu braço capta a tradução da fala de sua interlocutora, uma moça desenhada no canto direito, sentada e escrevendo - foto reprodução Asia/Universtity)

Estudantes da Universidade da Ásia criaram um conceito capaz de diminuir as barreiras de comunicação com deficientes auditivos através da linguagem de sinais. Batizado de Sign Language Ring, este dispositivo é composto de uma pulseira e 6 anéis, que funcionariam como um tradutor de gestos para fala e vice-versa.

O design foi inspirado nos colares budistas usados em orações. Quando vestidos, o usuário teria que colocar 3 anéis em cada mão, que, com sensores de movimentos, interpretariam o que o deficiente estivesse falando, emitindo a tradução por uma caixa de som na própria pulseira. Os anéis poderiam ser presos à própria pulseira, facilitando o transporte e não exigindo o uso constante pelo usuário. 
O sistema também teria ainda um microfone, com o intuito de captar o que a outra pessoa fala, traduzir para texto e exibir em uma pequena tela de LED presente na pulseira. O sistema também permitiria ao deficiente gravar movimentos próprios, personalizando o equipamento com movimentos específicos do usuário.
Segundo a Organização Mundial de Saúde, aproximadamente 360 milhões de pessoas no mundo são deficientes auditivos. Dispositivos como esse poderiam facilitar a inclusão dessas pessoas na sociedade. O conceito foi um dos vencedores do prêmio de design Red Dot, que é realizado anualmente. Agora é torcer para que algum dia ele se torne um produto e chege ao mercado.    ( Para o TechTudo)

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

SURDOS/TECNOLOGIA ASSISTIVA - Surdos tem novo aplicativo do ProDeaf para o Facebook

ProDeaf cria aplicativo para comunidade surda usar o Facebook 
Para atender ao grande público que ainda não tem smartphones, o ProDeaf - startup pernambucana especializada em tecnologia assistiva para facilitar a comunicação entre surdos e ouvintes - acaba de lançar o ProDeaf Web. Com isso, o primeiro tradutor online de Português para Língua Brasileira de Sinais (Libras) já pode ser utilizado gratuitamente em qualquer computador com acesso à Internet.

(imagem - um símbolo para representar a rede social de comunicação na Internet, com um globo terrestre de onde se ressaltam figuras coloridas, em vermelho, violeta, verde e azul, que tem balões de comunicação saindo de cada boneco)

O novo ProDeaf Web funciona em todos os navegadores de Internet. Para usar, basta ter uma conta no Facebook, acessar o link http://web.prodeaf.net e instalar o plugin indicado pela companhia. A partir daí, ao digitar uma palavra ou frase simples no local indicado, um personagem executa a tradução para Libras na tela do computador.

Dentre os recursos disponíveis no novo ProDeaf Web, o destaque fica por conta da possibilidade de compartilhamento de palavras ou frases em Libras, diretamente no Facebook - o que facilita a comunicação entre ouvintes e surdos e ainda favorece a divulgação do segundo idioma oficial do país.

A exemplo do ProDeaf Móvel - aplicativo para tablets e smartphones que já soma mais de 75 mil downloads -, o ProDeaf Web funciona com base em um dicionário de mais de 3.000 sinais. Dessa forma, além de traduzir as palavras digitadas, o sistema também permite consultar termos por ordem alfabética ou ainda por diversas categorias (animais, trabalho, alimentação, política etc.).

João Paulo Oliveira, CEO do ProDeaf, explica que o objetivo da empresa com o ProDeaf Web é alcançar o público que não consegue instalar o ProDeaf em seus celulares. "No Brasil, a maioria das pessoas ainda usa features phones; não smartphones. Por isso, recebemos pedidos diários solicitando uma forma de acessar as informações do ProDeaf de outra maneira, que não via celular", conta o executivo.

O desenvolvimento do ProDeaf levou dois anos e contou com a participação de 12 profissionais, incluindo designers, intérpretes, linguistas e programadores, liderados por Oliveira, pelo Chief Operations Officer Flávio Almeida, e pelo Chief Technology Officer da companhia, Amirton Chagas. O projeto contou ainda com a participação de colaboradores surdos das empresas do Grupo Bradesco Seguros. "A comunidade surda também atuou, nos fornecendo feedback para que chegássemos a este novo produto", explica.

Graças ao patrocínio do Bradesco Seguros, o novo ProDeaf Web é disponibilizado de maneira gratuita, assim como as demais versões do ProDeaf Móvel. O objetivo do Grupo Bradesco Seguros foi abraçar a causa da comunicação e da acessibilidade e ajudar os surdos na interação com as pessoas de seu círculo social.

Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), existem cerca de 10 milhões de surdos no Brasil, e, deste total, 2,7 milhões não conhecem a Língua Portuguesa. Assim, o ProDeaf Móvel é útil, justamente para eliminar a barreira de comunicação que há entre ouvintes e surdos - especialmente entre pessoas do mesmo convívio social, como parentes e amigos.

Até agora, o ProDeaf Móvel, com versões para celulares e tablets baseados nos principais sistemas operacionais - Android, iOS e Windows Phone -, já foi baixado mais de 75 mil vezes. "Através da nova versão, via internet, podemos chegar a muito mais pessoas", afirma Oliveira. A expectativa da companhia é ter 50 mil usuários por mês na página do novo ProDeaf Web.
FONTE - http://convergenciadigital.uol.com.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=35195#.UmWfvPk3u2Y

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

ACESSIBILIDADE CULTURAL/CEGOS&SURDOS - Recurso brasileiro leva legendas e audio descritivos às platéias

UMA NOVA FERRAMENTA INCLUI SURDOS E CEGOS NAS PLATEIAS DE TEATRO

O MOBI LOAD, RECURSO CRIADO POR UMA EMPRESA BRASILEIRA, LEVA LEGENDAS E ÁUDIOS DESCRITIVOS AO PÚBLICO DURANTE EVENTOS AO VIVO

Mobi Load (Foto: Divulgação/Steno Mobi)
(imagem - foto colorida de espectadores de uma peça de teatro, tendo à sua frente tablets acoplandos às suas poltronas, que dão acessibildade e fazem audiodescrição e legendas para pessoas cegas e pessoas surdas - fotografia de divulgação Steno Mobi)
Chegar a um teatro e encontrar boa parte dos espectadores com um tablet acoplado à cadeira e fones nos ouvidos será uma cena cada vez mais comum. Não se trata de um público viciado em smartphone. Mas, sim, de pessoas portadoras de deficiência visual ou auditiva acompanhando a apresentação com o apoio de uma nova ferramenta desenvolvida no Brasil: o Mobi Load, lançado no ano passado pela empresa Steno Mobi.
Este sistema consiste em transmitir, em legendas escritas, em libras ou em uma narração auditiva (chamada de audiodescrição) tudo o que é e, principalmente, e o que não é dito na apresentação. Qualquer barulho, gesto ou música é literalmente contado por um locutor ou traduzido em frases escritas, que chegam ao tablet por meio da conexão à internet.
As legendas direcionadas para os surdos já são usadas na TV há 13 anos, quando uma lei passou a exigir oito horas diárias da programação da TV aberta com o recurso (que pode ser acionada por meio do botão “closed caption” do controle remoto). Esta já é uma ferramenta também usada em eventos ao vivo. Mas, em geral, a transmissão é feita em um telão.
Já a audiodescrição é utilizada principalmente em filmes e programas de TV desde 2011, quando a legislação brasileira determinou que as emissoras abertas disponibilizassem o recurso em duas horas da grade semanal. Este ano, a exigência dobrou: agora são quatro horas por semana. Em 2006, a Caixa Econômica Federal lançou o primeiro comercial com legendas disponíveis por meio do closed caption, direcionada para as pessoas com deficiência auditiva. Hoje, outras empresas, como Itaú e  Coca Cola, também fazem uso do recurso em suas campanhas. Em 2010, a Natura ançou a primeira propaganda com audiodescrição do país.
A primeira aplicação do Mobi Load em um evento ao vivo aconteceu no dia 5 de março deste ano, quando o Governo do Estado de São Paulo promoveu a apresentação do filme brasileiro Colegas, no Palácio dos Bandeirantes. A iniciativa foi uma parceria do governo com as Secretarias de Cultura e dos Direitos da Pessoa com Deficiência e faz parte de um investimento de R$ 2 milhões em recursos de acessibilidade em eventos públicos.
Também está incluso nessa iniciativa o espetáculo Tribos, estrelada por Antonio Fagundes. Neste sábado, dia 28 de setembro, os tablets serão disponibilizados para a platéia do Teatro Tuca, em São Paulo. Dependendo da demanda, a ferramenta será utilizada sempre aos sábados, até o fim da temporada, em 15 de dezembro. A partir de outubro, o Mobi Load também será usado em 16 peças da Mostra + Sentidos, no teatro paulistano Sérgio Cardoso.
Aplicar os recursos em um evento feito ao vivo tem algumas peculiaridades. Rafael Parlatore, sócio-diretor da Steno Mobi, afirma que sua equipe recebe o roteiro da peça e um vídeo antecipadamente. Então, é feita uma gravação em estúdio e o registro escrito do texto. Na hora da apresentação, um profissional vai até o local e insere as legendas ou trechos de áudios no ritmo em que o espetáculo se desenvolve. Mas se o evento for improvisado, mesmo com o máximo de referências prévias possível, as narrativas, faladas e escritas, são feitas ao vivo e in loco.  fonte - http://epocanegocios.globo.com/Inspiracao/Empresa/noticia/2013/09/uma-nova-ferramenta-inclui-surdos-e-cegos-nas-plateias-de-teatro.html

terça-feira, 9 de julho de 2013

SURDOS/TECNOLOGIA ASSISTIVA - Hand Talk é eleito pela ONU o melhor aplicativo de inclusão do mundo

Aplicativo que traduz português para Libras já pode ser baixado


Hand talk foi eleito pela ONU como o melhor aplicativo de inclusão social do mundo em 2013

 

Hugo é o personagem do aplicativo Hand Talk
*(imagem - foto colorida de um  smartphone com o personagem em 3D, denominado Hugo, que traduz para Libras os conteúdos em português, que pode ser baixado na App Store gratuitamente)

Na quarta-feira (3), em São Paulo, foi lançado oficialmente o aplicativo Hand Talk, ferramenta gratuita de tradução simultânea de conteúdos em português para Libras, a Língua Brasileira de Sinais. A Organização das Nações Unidas ONU elegeu o Hand Talk como melhor aplicativo de inclusão social do mundo em 2013.

A apresentação da solução foi realizada no DEMODAY da Artemísia, aceleradora de impacto que apoia negócios sociais que podem mudar o mundo. O evento foi um sucesso. Cerca de 300 convidados, entre eles: jornalistas, investidores, representantes de grandes empresas e associações de surdos que ficaram impressionados com o aplicativo e suas funções. “Estou muito feliz com essa ferramenta. Tenho certeza que irá trazer muito mais acessibilidade à comunidade surda”, disse M. Inês Vieira, coordenadora do Programa de Acessibilidade da Derdic/PUC-SP.

O aplicativo Hand Talk chega ao mercado traduzindo, em tempo real, conteúdos em áudio, texto escrito ou fotografado para Libras com o auxilio de um intérprete virtual, o Hugo, um simpático personagem em 3D que torna a utilização da solução interativa e de fácil compreensão.

Muito entusiasmado com o lançamento, Ronaldo Tenório, CEO da Hand Talk, fez questão de lembrar o propósito real do aplicativo. “Nossa ferramenta pretende auxiliar a comunicação entre surdos e ouvintes. Além disso, um dos nossos objetivos é difundir ainda mais a Língua Brasileira de Sinais em nosso país”.

Na ocasião, os sócios da Hand Talk também apresentaram mais um produto, o HT Plus, soluções empresariais sob demanda de tradução digital para Libras. Conheça mais em: www.handtalk.me/plus.

Os empreendedores afirmaram que também estão planejando o lançamento de diversos produtos que terão o Hugo no comando, trazendo mais inclusão social e acessibilidade para a comunidade surda. Para baixar o aplicativo gratuitamente na App Store acesse: www.handtalk.me/app.

segunda-feira, 1 de julho de 2013

PESSOAS COM DEFICIÊNCIA/TECNOLOGIA ASSISTIVA - Jovens brasileiros inventam soluções tecnológicas para auxiliar Inclusão Escolar

Jovens criam tecnologias para garantir a acessibilidade na escola

Aplicativos criados por jovens brasileiros ajudam a garantir a inclusão de pessoas com deficiência na escola


De acordo com o Censo 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mais de 45,6 milhões de brasileiros declaram ter algum tipo de deficiência, sendo que 2,5 milhões deles têm entre 4 e 17 anos, ou seja, estão em período escolar e encontram barreiras para estudar. De olho nessas estatísticas, jovens desenvolvem ferramentas como o HandTalk e o Que Fala, aplicativos para celular que buscam auxiliar o acesso à escola dessas crianças e jovens.

O HandTalk, por exemplo, vencedor do prêmio WSA-Mobile, promovido pela ONU, é um aplicativo para tablets e celulares que traduz em tempo real, qualquer palavra ou frase, em português, para Libras (Língua Brasileira de Sinais).
Para Ronaldo Tenório, um dos fundadores da ferramenta, o uso da tecnologia pode ser um passo para o acesso de crianças com deficiência auditiva nas escolas que, apesar do crescimento no número de matrículas, continua baixo. No ano 2000, última contagem oficial sobre o assunto, o IBGE mostrou que a população de surdos com idade escolar ultrapassava os 350 mil. Em 2010, dez anos depois, o Censo Escolar apontou que apenas 70 mil estavam devidamente matriculados nas escolas.
Além de auxiliar no processo de inclusão de jovens com deficiência, esse tipo de tecnologia permite um aprendizado em duas vias.  "A plataforma é útil para alunos surdos, para que eles possam frequentar a escola da maneira adequada. Com a solução implementada nas escolas, além de estimular esse aluno com deficiência, será um incentivo para seus colegas aprenderem Libras e estreitar o relacionamento entre eles", explica.
Mônica Pereira dos Santos, professora e pesquisadora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e membro da Associação Brasileira de Pesquisadores em Educação Especial, considera algo "super positivo" esse engajamento dos jovens para o desenvolvimento de tecnologias para a acessibilidade, mas ressalta que seu impacto depende de como esta tecnologia vai ser adotada pela escola e seus profissionais.
"Inclusão é assunto de culturas e políticas públicas, para além das práticas. Uma ferramenta, sozinha, não dá conta do recado. Há que haver uma mobilização da comunidade escolar no sentido de rever suas posturas e valores (culturas) e tomar decisões que reorientem seu dia a dia em um sentido mais favorável a inclusão (políticas)", diz.
Para ela, uma das maneiras de obter sucesso com essas tecnologias é por meio de uma formação continuada dos professores que, segundo ela, ainda é a maior barreira que faz com que muitas tecnologias "emperrem" na sala de aula. "[As escolas] podem ajudar convidando os pais a conhecerem o trabalho com as tecnologias que é feito com seus filhos para que, quem sabe, eles possam reforçá-lo sempre que possível", explica.
A pesquisadora destaca, ainda, a importância do custo baixo para as instituições e famílias que precisam adquirir esses produtos. Pensando nisso, a Que Fala, ferramenta que coloca no tablet aquelas pranchas de papel usada por pessoas com deficiência na fala para se comunicar, oferece preços diferentes para as escolas que adquirem o aplicativo em grande quantidade (10 a 15 pessoas), além de oferecer treinamento gratuito a professores e pais.
"Tudo isso é muito importante para dar escala, para fazer acontecer, de fato. Nossa ferramenta foi desenvolvida em Android, porque é possível conseguir tablets por preços bem abaixo dos convencionais, sem limitar a instituição à qualquer marca, já que existem várias, inclusive nacionais", explica Daniel Barboza, um dos fundadores da ferramenta.
Para Mônica, uma das melhores maneiras para baixar o custo dessas tecnologias, ou "deixar de graça para quem não tem como comprar", seria com o envolvimento do poder público, que ofereceria apoio para essas iniciativas por meio de incentivos fiscais. Entretanto, uma maneira rápida de colocar esses produtos no mercado, de um modo que seja capaz de atingir a todos os públicos é fazer com que as empresas privadas tenham contato com essas produções.
Nesta semana, por exemplo, aconteceu no Rio de Janeiro, o primeiro Simpósio de Engenharia, Automação e Acessibilidade. Ana Pavani, coordenadora do evento e professora da graduação do curso de engenharia elétrica da PUC-Rio afirma que já comprovou o modo como as tecnologias são, de fato, capazes de fazer o caminho inverso e inspirar outras pessoas. Ela acredita que os benefícios trazidos por essas iniciativas à vida daqueles que têm deficiência, pode fazer com que eles próprios se inspirem a desenvolver suas próprias ideias na área. "Nos projetos que coordeno, nossos professores e alunos com deficiência testam tudo para nós, eles se envolvem voluntariamente para validar e fazer sugestões, mesmo não sendo pessoas ligadas à tecnologia", diz.
Exemplo dessa motivação está em Ed Summers, que tem deficiência visual e é um desenvolvedor e especialista em softwares para acessibilidade. Liderado por ele, o SAS Institute é responsável pelas ferramentas usadas em 79% das principais companhias do mundo, listadas pela revista Forbes. Summers também é responsável por programas de capacitação de professores, em que os ensina a lidar com tablets na hora de ensinar alunos com deficiência visual.

domingo, 16 de junho de 2013

SURDEZ/PREVENÇÃO - O Teste da Orelhinha como prevenção das deficiências auditivas

O que é o teste da orelhinha e qual a sua importância?


DIÁRIO DA MANHÃ
MÁRCIO NIEMEYER

A surdez é o distúrbio sensorial mais comum ao nascimento. Entramos então numa grande contradição quando priorizamos a realização do “teste do pezinho” em detrimento do então popularmente conhecido como “teste da orelhinha”. Todas as condições testadas no dito “teste do pezinho” são muito menos frequentes do que a surdez e a não detecção desta condição e a consequente ausência de tratamento adequado, que idealmente deve ocorrer até os seis meses de vida, dificulta a adaptação destes indivíduos à sociedade. A perda auditiva tem uma frequência 50 vezes maior que a fenilcetonúria, 12 vezes maior que o hipotireoidismo e é três vezes mais comum que a síndrome de Down. De forma nenhuma aqui, há uma defesa de um em detrimento do outro, mas sim da realização dos dois testes de triagem neonatal, assim como de outros aqui não mencionados.
Um estudo realizado nos Estados Unidos, em 1998, no Estado do Colorado, mostra de forma inconteste que crianças com perda auditiva que são tratadas antes dos 6 meses de vida têm, aos 3 anos, índices de linguagem comparáveis às crianças com audição normal.
As emissões otoacústicas são sons gerados na cóclea (ouvido interno) e captados no meato acústico externo por uma sonda. São emitidas de forma espontânea em 40 a 60% das pessoas com audição normal. O aparelho usado no “teste da orelhinha”, gera sons que estimulam o aparecimento das emissões otoacústicas. Portanto, ao mesmo tempo em que é um gerador de sons estimuladores, é um captador dessas emissões provocadas. As otoemissões provocadas aparecem em virtualmente 100% dos indivíduos com audição normal. O “teste da orelhinha” é um exame rápido, de fácil realização, não invasivo e indolor. Deve ser realizado, de preferência, antes da alta da maternidade, com aparelho apropriado e por profissional devidamente habilitado. Como é um exame de triagem, seu resultado negativo não significa presença de surdez, mas essas crianças devem, no momento apropriado, repetir o referido exame e quando indicado pelo otorrinolaringologista, submeterem-se a outros pertinentes. Neonatos com outros fatores de risco para surdez também necessitam de um acompanhamento mais pormenorizado.
Inúmeras são as causas de surdez em recém-nascidos como baixo peso ao nascimento, prematuridade, hipóxia (baixa oxigenação) durante o parto, internação em UTI neonatal, uso de certos medicamentos e as causas congênitas. Nos países desenvolvidos, as causas genéticas são as mais comuns. Estas podem aparecer tão somente como uma perda auditiva isolada (50% dos casos) ou pertencente a determinadas síndromes. Nos países em desenvolvimento, como o Brasil, as infecções congênitas ainda apresentam grande importância devido à baixa cobertura vacinal e ao acompanhamento pré-natal precário. O esclarecimento quanto à importância deste exame aos pais e a não negligência quanto a sua realização, inclusive pelo poder público, permite então o diagnóstico precoce da perda auditiva e seu tratamento no momento oportuno, permitindo uma vida destas crianças mais adaptada, mais feliz e como menos ônus à sociedade.
(Márcio Niemeyer, médico otorrinolaringologista. e-mail: marcioniemeyer@gmail.com)
FONTE -  

domingo, 9 de junho de 2013

ACESSIBILIDADE CULTURAL/MUSEUS - Em São Paulo verba de R$1,2 milhão para ampliar acesso de cegos e surdos

Museu terá verba para 'traduzir' obras para cegos e surdos

JAIRO MARQUES
O deficiente visual Olavo de Barros interpreta obra em relevo na Fundação Dorina Nowill
(Imagem - foto colorida de uma pessoa cega, cujas mãos tocam um relevo como de um fóssil exibido em um museu de SP, na matéria com a legenda - O deficiente visual Olavo de Barros interpreta obra em relevo na Fundação Dorina Nowill)

Os museus de São Paulo vão dispor de uma verba de R$ 1,2 milhão para tomarem medidas que possibilitem que visitantes com deficiência visual e auditiva consigam explorar seus acervos de maneira mais completa.

O dinheiro vai poder ser usado na implantação de recursos de comunicação em acervos temporários ou de longa duração.

Pessoas cegas, por exemplo, precisam de audiodescrição (recurso que narra com detalhes uma situação, objeto ou cena) ou imagens em relevo para terem uma melhor compreensão de uma obra.

Os surdos podem precisar de um intérprete de libras --língua brasileira de sinais-- ou de legendas para entenderem com mais desenvoltura determinada exibição.
A medida faz parte do programa de incentivo à cultura da Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo.

Vão ser escolhidos 12 projetos que serão contemplados com verbas que variam de R$ 75 mil a R$ 137,5 mil. Pelo menos quatro deles devem ser do interior ou do litoral.
Os museus que tiverem suas iniciativas aprovadas vão ter de dar uma "contrapartida social" ao governo, como garantia de ingressos gratuitos para idosos ou ações específicas para esse público, entre outras iniciativas.

Para advogada Thays Martinez, a primeira pessoa cega a garantir acesso ao metrô de São Paulo com um cão-guia, a medida é importante, "desde que seja bem realizada".
"É preciso ter muito critério na seleção desses projetos para que eles sejam mesmo úteis. Há casos em que oportunistas pegam o dinheiro público e, em troca, oferecem um recurso precário que não ajuda ninguém."

De acordo com a secretaria, os projetos serão avaliados por um grupo de especialistas do segmento.

As inscrições podem ser feitas até 19 de julho pelo site www.cultura.sp.gov.br.
O Museu de História da USP concluiu anteontem, após dois meses, uma reforma de acessibilidade.

sexta-feira, 7 de junho de 2013

ACESSIBILIDADE CULTURAL/ESPAÇOS CULTURAIS - Em Fortaleza, Museus ampliam uso de Audiodescrição e Libras

Sentidos da arte - sobre acessibilidade cultural

Exposição em cartaz no Mauc terá, hoje, visita de deficientes visuais guiada pelo artista Francisco Wagner. Em Fortaleza, instituições culturais têm ampliado ações de acessibilidade
(Imagem - uma foto colorida com um jovem cego, com sua bengala branca, utilizando os recursos de audiodescrição no Memorial da Assembléia Legislativa do Ceará - fotografia de Georgia Santiago divulgação)

Entre tantos papéis sociais, a arte também tem a função de incluir. Aqueles que possuem algum tipo de necessidade especial, seja deficiência física ou intelectual, têm o mesmo direito de apreciar produtos artísticos. Cabe aos equipamentos culturais, então, se munir de ferramentas para viabilizar o acesso à arte e não só construir rampas e salas mais amplas para cadeirantes, mas também investir em tradutores de libras para deficientes auditivos e, para os deficientes visuais, o sistema braille e a audiodescrição.

Museus e galerias de arte, em Fortaleza, têm atentado para acessibilidade cultural. Atualmente, três equipamentos, pelo menos, pensaram seus acervos para a fruição de pessoas com necessidades especiais. O Memorial da Assembleia Legislativa Deputado Pontes Neto (Malce) inaugurou, em maio, sistema de acessibilidade. A exposição com acervo permanente do espaço está disponível para deficiente auditivos e visuais por meio da audiodescrição, braille e libras. Além do Malce, o Museu da Imagem e do Som do Ceará (MIS) disponibiliza sistema de audiodescrição em exposição com acervo do músico e compositor cearense Paurillo Barroso.
Já no Museu de Arte da Universidade Federal do Ceará (Mauc), a exposição Exercício da Pintura à Óleo de Francisco Wagner terá visitação acessível para deficientes visuais guiada pelo próprio artista plástico. A visitação ocorre amanhã, a partir das 9 horas, no Mauc. A iniciativa da visita partiu do Programa de Educação Inclusiva e Acessibilidade da Universidade Federal do Ceará, projeto de extensão vinculado a Secretaria de Acessibilidade da UFC.
“Não deve haver restrição na arte. Nós, artistas, temos mais é que ampliar para que a informação possa circular de modo mais completo”, conta Francisco Wagner. O artista plástico e pedagogo acredita que a acessibilidade deve ser trabalhada em todos os espaços dedicados a arte e destaca também a importância desse público. “O grau de percepção deles é outro, nós temos muito que aprender com pessoas especiais”. Os deficientes visuais poderão ler sobre as obras por meio do braille e terão permissão de tocar nas telas.
Autora do projeto que trabalha a audiodescrição no MIS, Myreika Falcão diz que a exposição do acervo do músico Paurillo Barroso foi pensada tendo os cegos como público-alvo. “Queremos incluir os deficientes visuais e pessoas com problemas de visão. Para isso, disponibilizamos o acervo do Paurillo com várias especificidades para esse público”. Além da audiodescrição, Mireyka destaca as informações disponíveis em braille, réplica do rosto do Paurillo em alto relevo, acesso ao toque dos figurinos do músico, áudio das canções e aromas trabalhados pelo artista, que também era perfumista.
“Ainda falta interesse”
Com a inauguração do sistema de acessibilidade no memorial da Assembleia Legislativa, pessoas com deficiências auditiva e visual podem ter acesso a todo o acervo da exposição permanente. Ana Elise, coordenadora de pesquisa do memorial, entretanto, avalia que é preciso maior interesse por parte das entidades que trabalham com deficientes. “Só o empenho dos equipamentos culturais não garante a acessibilidade adequada, pois é preciso que as fundações e escolas que trabalham com pessoas com necessidades especiais ocupem esses espaços”. 
Segundo Ana Elise, a acessibilidade só será plena com a participação efetiva dos deficientes nos espaços culturais e o estabelecimento do diálogo com esse público. “É preciso que as entidades nos procurem para que possamos aperfeiçoar a acessibilidade”. Ela acrescenta que a Assembleia disponibiliza ônibus para transportar o público das instituições ao memorial.
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