Mostrando postagens com marcador Tecnologias Assistivas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Tecnologias Assistivas. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

CEGOS/TECNOLOGIA ASSISTIVA - Em Portugal Universidade cria bengala branca detectora de barreiras

Universidade de Aveiro cria bengala que detecta obstáculos

Imagem - símbolo com fundo preto com a representação de uma pessoa cega com sua bengala, em branco, conforme as normas internacionais)

A Universidade de Aveiro criou uma bengala para invisuais, que através de ultrassons deteta buracos e desníveis no solo. O projeto foi desenvolvido no Departamento de Eletrônica, Telecomunicações e Informática, em resposta ao desafio, lançado pela Associação Promotora do Ensino de Cegos.

O objetivo é evitar acidentes com consequências graves, associando a utilização da bengala normal às novas tecnologias.
O investigador José Vieira explica que se trata de um apoio para situações de perigo, como buracos no chão. «Por exemplo, há umas obras, abrem uma vala e metem os ferros com a fita branca e vermelha, impossível de ver para os cegos, que acabam por entrar nos buracos».
A bengala é o objeto mais utilizado por quem não vê. Por isso, o pretendido era que, esta nova tecnologia colmatasse as limitações da bengala normal, mas que, ao mesmo tempo, fosse fácil de utilizar.
O maior desafio foi a questão do dinheiro. Custos com material e o preço final a pagar por cada cego devia ser o mais pequeno possível. «Tentamos que a tecnologia fosse do mais baixo custo possível, mas isso criou muitas restrições no desenvolvimento da bengala. Podemos fazê-las mais sofisticadas, mas era preciso que fosse de baixo preço, eficaz e leve», argumenta.
Esta nova bengala é um avanço tecnológico e José Vieira explica que «tem um sensor de ultrassons, tem dois receptores, e o que faz é detetar buracos e desníveis. Se o cego não se conseguir aperceber do buraco, o detetor de ultrassons faz esse serviço e provoca vibração no punho».
Miguel Midões
FONTE - http://www.tsf.pt/PaginaInicial/Vida/Interior.aspx?content_id=4375383
LEIAM TAMBÉM NO MEU BLOG INFOATIVO DEFNET -  

SEREMOS, NO FUTURO, CIBORGUES? Para além de nossas deficiências humanas http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2012/02/seremos-no-futuro-ciborgues-para-alem.html

segunda-feira, 1 de julho de 2013

PESSOAS COM DEFICIÊNCIA/TECNOLOGIA ASSISTIVA - Jovens brasileiros inventam soluções tecnológicas para auxiliar Inclusão Escolar

Jovens criam tecnologias para garantir a acessibilidade na escola

Aplicativos criados por jovens brasileiros ajudam a garantir a inclusão de pessoas com deficiência na escola


De acordo com o Censo 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mais de 45,6 milhões de brasileiros declaram ter algum tipo de deficiência, sendo que 2,5 milhões deles têm entre 4 e 17 anos, ou seja, estão em período escolar e encontram barreiras para estudar. De olho nessas estatísticas, jovens desenvolvem ferramentas como o HandTalk e o Que Fala, aplicativos para celular que buscam auxiliar o acesso à escola dessas crianças e jovens.

O HandTalk, por exemplo, vencedor do prêmio WSA-Mobile, promovido pela ONU, é um aplicativo para tablets e celulares que traduz em tempo real, qualquer palavra ou frase, em português, para Libras (Língua Brasileira de Sinais).
Para Ronaldo Tenório, um dos fundadores da ferramenta, o uso da tecnologia pode ser um passo para o acesso de crianças com deficiência auditiva nas escolas que, apesar do crescimento no número de matrículas, continua baixo. No ano 2000, última contagem oficial sobre o assunto, o IBGE mostrou que a população de surdos com idade escolar ultrapassava os 350 mil. Em 2010, dez anos depois, o Censo Escolar apontou que apenas 70 mil estavam devidamente matriculados nas escolas.
Além de auxiliar no processo de inclusão de jovens com deficiência, esse tipo de tecnologia permite um aprendizado em duas vias.  "A plataforma é útil para alunos surdos, para que eles possam frequentar a escola da maneira adequada. Com a solução implementada nas escolas, além de estimular esse aluno com deficiência, será um incentivo para seus colegas aprenderem Libras e estreitar o relacionamento entre eles", explica.
Mônica Pereira dos Santos, professora e pesquisadora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e membro da Associação Brasileira de Pesquisadores em Educação Especial, considera algo "super positivo" esse engajamento dos jovens para o desenvolvimento de tecnologias para a acessibilidade, mas ressalta que seu impacto depende de como esta tecnologia vai ser adotada pela escola e seus profissionais.
"Inclusão é assunto de culturas e políticas públicas, para além das práticas. Uma ferramenta, sozinha, não dá conta do recado. Há que haver uma mobilização da comunidade escolar no sentido de rever suas posturas e valores (culturas) e tomar decisões que reorientem seu dia a dia em um sentido mais favorável a inclusão (políticas)", diz.
Para ela, uma das maneiras de obter sucesso com essas tecnologias é por meio de uma formação continuada dos professores que, segundo ela, ainda é a maior barreira que faz com que muitas tecnologias "emperrem" na sala de aula. "[As escolas] podem ajudar convidando os pais a conhecerem o trabalho com as tecnologias que é feito com seus filhos para que, quem sabe, eles possam reforçá-lo sempre que possível", explica.
A pesquisadora destaca, ainda, a importância do custo baixo para as instituições e famílias que precisam adquirir esses produtos. Pensando nisso, a Que Fala, ferramenta que coloca no tablet aquelas pranchas de papel usada por pessoas com deficiência na fala para se comunicar, oferece preços diferentes para as escolas que adquirem o aplicativo em grande quantidade (10 a 15 pessoas), além de oferecer treinamento gratuito a professores e pais.
"Tudo isso é muito importante para dar escala, para fazer acontecer, de fato. Nossa ferramenta foi desenvolvida em Android, porque é possível conseguir tablets por preços bem abaixo dos convencionais, sem limitar a instituição à qualquer marca, já que existem várias, inclusive nacionais", explica Daniel Barboza, um dos fundadores da ferramenta.
Para Mônica, uma das melhores maneiras para baixar o custo dessas tecnologias, ou "deixar de graça para quem não tem como comprar", seria com o envolvimento do poder público, que ofereceria apoio para essas iniciativas por meio de incentivos fiscais. Entretanto, uma maneira rápida de colocar esses produtos no mercado, de um modo que seja capaz de atingir a todos os públicos é fazer com que as empresas privadas tenham contato com essas produções.
Nesta semana, por exemplo, aconteceu no Rio de Janeiro, o primeiro Simpósio de Engenharia, Automação e Acessibilidade. Ana Pavani, coordenadora do evento e professora da graduação do curso de engenharia elétrica da PUC-Rio afirma que já comprovou o modo como as tecnologias são, de fato, capazes de fazer o caminho inverso e inspirar outras pessoas. Ela acredita que os benefícios trazidos por essas iniciativas à vida daqueles que têm deficiência, pode fazer com que eles próprios se inspirem a desenvolver suas próprias ideias na área. "Nos projetos que coordeno, nossos professores e alunos com deficiência testam tudo para nós, eles se envolvem voluntariamente para validar e fazer sugestões, mesmo não sendo pessoas ligadas à tecnologia", diz.
Exemplo dessa motivação está em Ed Summers, que tem deficiência visual e é um desenvolvedor e especialista em softwares para acessibilidade. Liderado por ele, o SAS Institute é responsável pelas ferramentas usadas em 79% das principais companhias do mundo, listadas pela revista Forbes. Summers também é responsável por programas de capacitação de professores, em que os ensina a lidar com tablets na hora de ensinar alunos com deficiência visual.

segunda-feira, 10 de junho de 2013

CEGUEIRA/TECNOLOGIAS ASSISTIVAS - Na Austrália foi desenvolvido novo Olho Biônico para cegos

Australianos desenvolvem olho biônico que se conecta diretamente ao cérebro

Modelo utiliza um chip implantado na parte traseira do cérebro para receber imagens do ambiente.
Australianos desenvolvem olho biônico que se conecta diretamente ao cérebro
(
imagem - uma representação de uma cabeça humana em cinza, com o cérebro dentro e visível na cor azul escura, com um chip implantado no lobo occipital, à esquerda, que é conectado com o olho, e tendo à frente do rosto humano o desenho do óculos cibernéticos que irá 'traduzir' e transmitir pelas suas hastes as imagens para o cérebro, como um "olho biônico" - Fonte da imagem: Divulgação/Monash University)
Uma equipe de pesquisadores da Monash University, na Austrália, está desenvolvendo um modelo inovador de olho biônico que é capaz de devolver uma possibilidade de visão para pessoas que sofreram acidentes ou que tiveram doenças graves nos olhos.

O equipamento funciona com um sistema de câmera que registra imagens do ambiente e transmite esses dados, sem fio, para um chip implantado diretamente na parte traseira do cérebro, estimulando o córtex visual.

O modelo sugerido pelos pesquisadores utiliza um par de óculos com câmera instalada na parte externa e um sensor de movimento ocular na parte interna das lentes, de tal forma que seja possível registrar as imagens de acordo com a direção do olhar.

Os óculos são equipados também com um processador digital e um transmissor de sinal, instalados nas hastes. O chip implantado logo abaixo do crânio recebe os dados do ambiente externo e estimula o córtex visual por meio de eletrodos, permitindo que o cérebro interprete as imagens.

Com um chip na cabeça


Essa tecnologia permite que cegos visualizem formas e objetos como uma série de pontos ou blocos de cores. Além disso, o sistema pode agregar outras ferramentas, como softwares de reconhecimento facial, ajudando a identificar as pessoas. “Isso significa que deficientes visuais podem entrar em uma reunião e saber quem são os presentes”, diz o diretor do projeto, o professor Arthur Lowery, em entrevista ao jornal The Guardian.

O olho biônico não utiliza o sistema óptico humano e pode solucionar casos de cegueira absoluta. O sistema é eficiente para quem perdeu a visão ou teve doenças como glaucoma ou degeneração macular, mas não é adequada para quem ainda apresenta uma visão residual. Isso porque a estimulação visual pelo aparelho é de baixa qualidade e fornece uma possibilidade diferente de reconhecer o ambiente.

Além disso, os óculos da Monash University não servem para quem não viu nada, pois o estímulo do córtex visual do cérebro visa pessoas que sabem reconhecer formas e objetos. Os pesquisadores esperam montar um protótipo até a metade do próximo ano e, se tiverem sucesso com o modelo, lançar o produto em seguida.

FONTES: http://www.tecmundo.com.br/pesquisa/40666-australianos-desenvolvem-olho-bionico-que-se-conecta-diretamente-ao-cerebro.htm#ixzz2VrqgcnIp
http://www.monash.edu.au/bioniceye/technology.html

LEIAM TAMBÉM SOBRE O TEMA NO MEU BLOG INFOATIVO.DEFNET -  

SEREMOS, NO FUTURO, CIBORGUES? Para além de nossas deficiências humanas http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2012/02/seremos-no-futuro-ciborgues-para-alem.html

terça-feira, 4 de junho de 2013

CEGOS/ACESSIBILIDADE - Projeto que torna obrigatória a emissão de comprovantes em Braille nos caixas de bancos

Inclusão
Paim defende impressão de comprovantes bancários em braile no Senado
Pode ser votado na quinta-feira o projeto que torna obrigatória a emissão, pelos caixas eletrônicos dos bancos, de comprovantes em braile, disse Paulo Paim (PT-RS), ontem, durante debate sobre acessibilidade nas cidades, promovido pela Comissão de Direitos Humanos (CDH).

A proposta inicial obriga os bancos a disponibilizarem, em todas as agências e redes de autoatendimento, o sistema braile nas teclas dos caixas eletrônicos e nos comprovantes impressos das transações. Na CAE, o relator, Casildo Maldaner (PMDB-SC), retirou a obrigatoriedade da impressão dos comprovantes em braile, para atender emenda de Valdir Raupp (PMDB-RO), que alegou não haver fornecedores da tecnologia no mercado.
No entanto, Guilherme Lira, diretor da Tecassistiva, disse que a empresa apresentará o primeiro protótipo de caixa eletrônico com impressão em braile. A empresa se baseou no PLS 129/2007 para elaborar o projeto de tecnologia de impressão em braile de extratos bancários, que foi financiado pela Finep — Agência ­Brasileira da Inovação.
— A gente deve entregar o primeiro protótipo funcionando já no mundo de automação bancária com impressão de extratos em braile em ­dezembro deste ano — afirmou Lira.
Jornal do Senado
(Reprodução autorizada mediante citação do Jornal do Senado)

quarta-feira, 29 de maio de 2013

SURDOS/TECNOLOGIAS - Procuram-se voluntários para testa aplicativo para comunicação por telefone

Em PE, projeto testa software para surdos que converte SMS em voz

Edital lançado nesta terça (28) busca 621 voluntários para avaliar programa.
Aplicativo permite que deficiente auditivo possa se comunicar por telefone.

Software transforma mensagem de texto do surdo em voz, para comunicação ao telefone (Foto: Divulgação)
*(imagem de divulgação - um teclado com uma imagem escrito SOFTEX  Recife, com um campo aberto escrito acima Conectado ao Serviço Fone Fácil)

Um projeto está convocando 621 voluntários para testar um software que transforma mensagens de texto em voz e vice-versa, para que surdos possam se comunicar por telefone. Os interessados em participar deverão preencher os requisitos no edital, disponível neste link ( . O material, lançado nesta terça-feira (28), faz parte do projeto Nambiquara Audição Digital, desenvolvido pelo governo do estado

"O programa tem um prazo de dois anos para conseguir os voluntários, para que a gente possa ajustar todos os defeitos do sistema, que já é usado experimentalmente por 50 surdos há mais de três anos, e assim o sistema poder ser lançado comercialmente", explicou o gestor de inovação da Secretaria de Ciência e Tecnologia, Alexandre Stamford.
O governo investiu R$ 320 mil para o desenvolvimento do software. Os selecionados irão receber um aparelho smartphone com o sistema implantado com tradutor de voz. Como o software permite que até 3 mil usuários participem simultaneamente, outros 2.379 deficientes auditivos que possuam aparelho compatível com o sistema operacional Android 2.2 ou superior também poderão participar do projeto, além dos 621 voluntários.
"O programa direciona ao um servidor, que recebe o texto do surdo e transforma a mensagem em voz", explicou Stamford. A pessoa do outro lado da linha responde e o sistema converte a voz dela em mensagem de texto, para que o surdo possa entender.
O gestor da  Secretaria de Ciência e Tecnologiaavalia acredita que, pelos teste anteriores realizados pelos deficientes auditivos, o principal desafio do sistema é a transformação fiel da voz em mensagem de texto. "O problema é calibrar o tradutor de voz para texto, pois cada um tem uma maneira de falar; há pessoas que possuem voz fina, outras têm voz grossa, e isso dificulta no reconhecimento de padrões", argumentou.
A entrega dos documentos dos interessados em participar do projeto deve ser feita até 15 dias úteis depois do lançamento do edital, à Comissão Especial de Seleção e Credenciamento, na Superintendência Estadual de Apoio à Pessoa com Deficiência, na Rua João Ivo da Silva nº 342, Madalena, Zona Oeste do Recife,  das 9h às 17h. O programa é desenvolvido em parceria com a Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos.

quarta-feira, 22 de maio de 2013

CEGOS/TECNOLOGIAS ASSISTIVAS - UNESP cria instrumento de escrita que facilita uso do Braille

Unesp cria sistema que reduz em 60% tempo de aprendizado do Braille

Nova versão de instrumento usa apenas um alfabeto para leitura e escrita.
Regletes coloridas facilitam a inclusão de crianças com deficiência visual.


Consultor acredita que projeto tem importância mundial (Foto: Felipe Lazzarotto/ EPTV)
*(imagem - foto colorida de um homem cego sentado, com suas mãos sobre um texto, usando o Braille, tendo ao fundo da mesa um monitor de computador - Texto da matéria : Consultor acredita que projeto tem importância mundial - fotografia Felipe Lazzarotto EPTV)

Pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Araraquara (SP) desenvolveram uma nova versão do instrumento de escrita manual para deficientes visuais, que diminui em 60% o tempo de aprendizado do sistema braille. No sistema convencional, com uma espécie de régua chamada reglete, os deficientes precisavam aprender um alfabeto para leitura e outro para a escrita. No novo instrumento, a reglete positiva, um único alfabeto é usado para ler e escrever.  

“Na reglete comum os pontos são feitos em baixo relevo, então, tem que começar da direita para a esquerda e com os pontos invertidos. Nesse novo instrumento, já escreve da mesma maneira que lê. A reglete tem os pontos em alto relevo e o punção é convexo. Com isso o aprendizado do Braille se torna muito mais rápido”, explicou Aline Otalara, coordenadora do projeto.

A principal modificação foi no punção, instrumento pontiagudo que fura o papel, formando os caracteres em baixo relevo, que se tornam legíveis e sensíveis quando a folha é virada do lado contrário. No método antigo, os caracteres são escritos espelhados e da direita para a esquerda, formando as palavras de trás para frente.

O novo punção tem um pequeno buraco na ponta, que contorna o relevo e faz com que os caracteres sejam legíveis sem a necessidade de virar a folha. Com isso, não é necessário escrever de forma invertida.
As novas regletes também foram alteradas e são mais coloridas para facilitar a identificação de quem enxerga pouco. Segundo a coordenadora do projeto, o objetivo também é aumentar a inclusão de crianças com deficiência visual na escola.
Isso chama a atenção de outras crianças que não têm deficiência e se aproximam de quem tem a deficiência visual para conhecer esse material, que é colorido e interessante visualmente”, disse Aline.

Uilian Vigentim perdeu a visão na infância, mas nunca se afastou da leitura. Ele foi um dos consultores da pesquisa e garante que o novo sistema é mais prático. “Um dispositivo que reduz o tempo de aprendizagem e maximiza a escrita Braille tende a facilitar e difundir mais ainda a acessibilidade à leitura e escrita no país e no mundo”, afirmou Vigentim.
A nova tecnologia está em processo de patente. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (16) 3334-6105.

domingo, 19 de maio de 2013

TECNOLOGIAS ASSISTIVAS/AVANÇOS - Projeto BrainAble auxilia pessoas com deficiências em redes sociais

Sistema usa sinais cerebrais para melhorar interação de pessoas com deficiência

Protótipo permite executar ações como escrever e usar redes sociais por meio da leitura dos sinais elétricos do cérebro


Pesquisadores europeus desenvolveram um novo sistema capaz de interpretar os sinais cerebrais das pessoas com deficiência e os ajudar a interagir com o meio ambiente.
O projeto BrainAble visa melhorar a autonomia dos pacientes com deficiências físicas graves.

Segundo os pesquisadores, o protótipo permite que as pessoas executem ações que não podiam de outro modo, tais como a escrita e comunicação em redes sociais, ligar e desligar a luz ou a televisão, controlar qualquer aparelho digital em casa, como uma cadeira de rodas, e explorar ambientes virtuais para o seu entretenimento. E tudo isso é possível simplesmente por meio da leitura dos sinais elétricos do cérebro, sem mover um músculo.

O sistema consiste em uma combinação de interfaces humano-computador composta de sensores cerebrais e outros sensores fisiológicos que medem o estado físico e emocional de uma pessoa (computação afetiva) com ambientes de realidade virtual, e a conexão dessas interfaces com casas inteligentes e redes sociais online.

A combinação de tecnologias permite que o protótipo BrainAble leia os impulsos cerebrais gerados pelo usuário para realizar uma determinada atividade (por exemplo, a mudança do canal de televisão), os interprete e aja em nome do paciente, em casa ou no ambiente social.

Além disso, o sistema aprende hábitos do utilizador e tenta compreender o contexto em que eles estão sendo usadas, tentando automatizar algumas ações comuns (por exemplo, regulando a temperatura da casa de acordo com o gosto do utilizador).

Ele também pode monitorar se o paciente está cansado e dar-lhes mais autonomia em suas vidas diárias. O sistema BrainAble permite que as pessoas com deficiências funcionais graves melhorem sua inclusão social e a qualidade de vida.

Como funciona

O sistema usa um capacete equipado com eletrodos para capturar os pequenos sinais elétricos gerados pelo cérebro. Os usuários são treinados para gerar sinais que o sistema pode traduzir em ação.

A incorporação da inteligência na plataforma permite que o sistema entenda o ambiente, o contexto do usuário e os hábitos e possa reagir de uma forma pró-ativa.

Os pesquisadores da BrainAble desenvolveram um aplicativo para que o usuário possa controlar remotamente um robô com características de telepresença. Eles podem manobrar o robô em casa, realizar ações diferentes e até mesmo se comunicar com as pessoas, tudo sem sair de cama.

Ao longo da execução do projeto, um total de 69 usuários com deficiência, além de outros usuários saudáveis, testou individualmente e avaliou não apenas os vários componentes do sistema, mas também o protótipo completo em um ciclo de três interações, desde a definição dos requisitos iniciais para posterior validação e melhoria contínua dos desenvolvimentos.

LEIA TAMBÉM NO MEU BLOG INFOATIVO.DEFNET -  
SEREMOS, NO FUTURO, CIBORGUES? PARA ALÉM DE NOSSAS DEFICIÊNCIAS HUMANAS http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2012/02/seremos-no-futuro-ciborgues-para-alem.html

sábado, 4 de maio de 2013

SURDEZ/TECNOLOGIAS - Aplicativo ProDeaf Móvel que traduz Libras têm surdo na empresa

Empresa que criou tradutor para Libras tem surdo entre fundadores

(imagem - a foto colorida de Marcelo Amorim, um homem branco de cavanhaque, tendo ao fundo a imagem do personagem do aplicativo a ser utilizado em comunicação para surdos em celulares)
O aplicativo ProDeaf Móvel, lançado esse mês em São Paulo, tem a missão de ajudar os surdos do Brasil na superação de uma de suas principais barreiras: a comunicação. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, existem quase 10 milhões de pessoas com alguma deficiência auditiva no País. Desses, 2,5 milhões não compreendem a Língua Portuguesa. Para Marcelo Amorim, surdo e um dos fundadores da empresa ProDeaf, essa é a maior dificuldade na inclusão, tanto na vida social, como na carreira profissional. “É como se fosse um brasileiro morando na Arábia Saudita, trabalhando numa empresa árabe, sem entender árabe. Será que os árabes realmente o incluiriam, traduzindo absolutamente tudo?”, compara.
Nesta primeira versão, o aplicativo, gratuito e por enquanto disponível apenas na versão Android, reconhece a voz do usuário e traduz a fala diretamente para Libras, executada por um personagem na tela do celular. Para isso, utiliza como base um dicionário de cerca de 3.700 sinais, número que deve aumentar, permitindo o uso de sinais específicos de determinadas regiões do Brasil. “Queremos melhorar a interação entre surdos e ouvintes, queremos que o aplicativo deixe as pessoas à vontade, falando normalmente”, afirma Amorim.
Marcelo Amorim serviu como inspiração para a criação do programa. A ideia surgiu quando João Paulo Oliveira, hoje CEO da empresa, conheceu o colega surdo no mestrado em computação na Universidade Federal de Pernambuco. O desenvolvimento do aplicativo levou dois anos e contou com a participação de 12 profissionais, incluindo designer, intérpretes, linguistas e programadores, liderados por Oliveira, pelo Chief Operations Officer Flávio Almeida e pelo Chief Technology Officer Amirton Chagas. O projeto teve também a colaboração de surdos, cujas opiniões serviram como base para melhorias até a primeira versão lançada. Graças a subsidio do Grupo Bradesco Seguros, sua distribuição é gratuita.
Marcelo Amorim nasceu surdo, em consequência de rubéola contraída pela mãe durante a gravidez. Desde a primeira infância, foi incentivado a treinar a fala, com uso de aparelho auditivo. Quando tinha 13 anos, porém, deixou de usar o aparelho. “Só queria saber de surfar”, explica. Na infância e adolescência, passou por oito escolas diferentes, no Recife e em Porto Alegre. Estimulado desde cedo, viciado em conversas na Internet e com vários amigos ouvintes, Amorim aprendeu bem o Português. Só aos 17 anos, ingressou em uma escola específica para surdos. “Só então, conheci amigos surdos, professor surdo e aprendi Libras”, lembra. “Tive uma paixão à primeira vista com Libras, aprendi com muito mais facilidade do que a Língua Portuguesa”, afirma.
A facilidade proporcionada pela comunicação virtual aproximou Amorim dos computadores. Estudou Sistemas de Informação, primeiramente na Ulbra, em Canoas/RS, transferindo-se posteriormente para a Faculdade Santa Maria, em Recife/PE. Hoje, Amorim mantém muitas atividades. É colaborador da Fundação para Inovações Tecnológicas, como especialista em desenvolvimento de software, professor de Libras nas Faculdades Integradas Barros Melo, na Universidade Salgado de Oliveira e na Universidade Católica de Pernambuco, coordenador de acessibilidade do Nordeste da Federação Nacional de Educação e Integração dos Surdos e vice-presidente da Federação Pernambucana Desportiva de Surdos.
Graças a suas ocupações, Amorim está acostumado a trabalhar e auxiliar outros surdos, mas se diz particularmente honrado por ter participado do desenvolvimento do aplicativo da ProDeaf. “Há uma frase que me acompanha há muito tempo: uma ideia sem execução é um sonho. Tenho muitos sonhos, mas um deles foi transformado em ideia graças aos amigos pernambucanos, que estão, de fato, promovendo uma melhor inclusão social”, finaliza.

terça-feira, 30 de abril de 2013

CEGOS/TECNOLOGIAS ASSISTIVAS - Foi lançado o Scanner Leitor Portátil para cegos terem leitura de texto em Braille

 Empresa cria programa que para dispositivos móveis que lê textos escritos em Braille
 Pessoas com deficiência visual serão beneficiadas com a inovação que vai melhorar suas vidas. A NN Solutions lançou o software, Scanner Leitor Portátil, que permite através de um dispositivo móvel, a leitura em voz alta de textos que não foram passados para o braille.
O software foi desenvolvido pela NN Solutions, empresa instalada na Incubadora do Parque Tecnológico da Bahia, e o programa de leitura para celular melhora a qualidade de vida de deficientes visuais e permite mais independência nas ações cotidianas. O programa captura uma imagem do texto por meio da câmera do celular, reconhece as letras presentes na imagem e em alguns segundos, ler o texto para o usuário por meio de voz sintetizada: “Esta solução é ideal para pessoas com alguma deficiência visual”, avaliou o gerente da empresa, Vitor Teixeira.
O Parque Tecnológico tem despertado o interesse dos estudantes em conhecer suas instalações e o que está sendo desenvolvido no empreendimento “O Parque Tecnológico está aberto para a aproximação da comunidade. Queremos popularizar este equipamento que é fundamental para o desenvolvimento científico e tecnológico do nosso estado”, enfatizou o secretário Paulo Câmera, titular da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado (Secti), que coordena o parque.
Numa visita ao local, o estudante do IFBA de Porto Seguro, Mario Masseli, que é portador de deficiência visual, experimentou o scanner durante visita e avaliou o software: “Achei fantástico esse software que capta a imagem de um texto e traduz em voz. A visita ao Parque Tecnológico hoje foi muito importante porque ganhei um grande motivo para seguir em frente. Valeu a pena a viagem até aqui” comemorou o jovem que quer seguir carreira na área de tecnologia.
O Scanner Leitor Portátil (SLEP) é um aplicativo de acessibilidade sucesso em smartphones da Nokia e que agora tem uma versão para o consagrado sistema operacional da Google, o Android.
A nova interface, com botões que ocupam toda tela do aparelho e respondem rapidamente aos toques, proporciona mais conforto para o deficiente visual como comenta Jefferson Lisboa Teles – Voluntário de testes do Instituto de Cegos da Bahia: “A navegação está muito mais simples e intuitiva. Nunca tive experiência com aparelhos touchscreen e precisei de menos de 1 minuto para usar o aplicativo de olhos fechados”.
O SLEP é um aplicativo desenvolvido para dispositivos móveis com sistema operacional Android 4.0 ou superior e câmera de resolução superior a 3 Megapixel, com ajuste automático da distância focal (autofocus). Para sua maior comodidade, o Google Play verifica automaticamente se o dispositivo é compatível e não permitirá a instalação do aplicativo caso não seja.
Depois de instalada, a aplicação ocupa um espaço de aproximadamente 13 Mega Bytes na memória do aparelho. As dependências também ocupam espaço de memória no aparelho, que juntamente com o SLEP requer aproximadamente 20 Mega Bytes. Portanto certifique-se de que há espaço suficiente na memória para a instalação do SLEP e suas dependências.
LEIA TAMBÉM NO MEU BLOG INFOATIVO.DEFNET - 

UMA LUZ NO FIM DO LIVRO http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2010/09/uma-luz-no-fim-do-livro.html

quarta-feira, 24 de abril de 2013

CEGOS/TECNOLOGIAS - Um smartphone em BRAILLE está para ser lançado

Primeiro celular em Braille pode chegar às lojas em 2013
(imagem - foto colorida de um menino sorrindo, no canto esquerdo, com um smartphone branco com teclas em braille e sinais para avançar e retroceder as comunicações - fotografia de divulgação)
Um novo smartphone, que adapta o Sistema Braille para exibir fotos e mapas para deficientes visuais, pode chegar ao mercado no final de 2013. Criado por Sumit Dagar, designer que trabalha em conjunto com pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Délhi, o produto transforma imagens em pontos salientes na superfície do aparelho, que podem ser reconhecidos por meio do tato.
Após um trabalho de pesquisa de três anos, Dagar desenvolveu um protótipo que apresentou bom desempenho nos testes e pode chegar ao mercado em breve. "A motivação por trás do projeto é dar um grande passo em design para ajudar os deficientes visuais que ainda usam produtos ineficientes e caros. Este projeto oferecerá uma plataforma inovadora que permitirá uma nova dimensão de comunicação para estes usuários", diz Dagar, em seu site oficial.
O trabalho foi apresentado pela primeira vez em um seminário TED Talks, em 2011, nos Estados Unidos e ganhou financiamento por meio de um prêmio da Rolex, que incentiva projetos inovadores pelo mundo. Segundo Dagar, quando o produto estiver pronto, ele será capaz de exibir imagens transmitidas em tempo real: uma pessoa com deficiência visual que esteja participando de uma videochamada, por exemplo, poderá "sentir" as expressões faciais da outra pessoa por meio do tato.
O aparelho inclui uma superfície composta por pinos salientes que se movimentam para cima e para baixo para mostrar imagens e textos para o usuário. O produto usa uma tecnologia conhecida como shape-memory alloy, que faz a superfície feita de alguns materiais, como aço e zinco, retornar à posição normal quando sofre ação do calor. Ainda não há previsão de quanto o produto custará quando chegar às lojas, nem os países que o receberão primeiro.

quinta-feira, 28 de março de 2013

DOENÇAS RARAS/SUPERAÇÃO - Jovem gaúcho com Atrofia Muscular cria teclado virtual e é mestre na UFRGS

Com doença rara, aluno da UFRGS cria teclado virtual e conclui mestrado

Cláudio Luciano Dusik desenvolveu um teclado virtual que agora será disponibilizado para facilitar a interação de outras pessoas com deficiência

Orgulhosa, a mãe beija Dusik após a conclusão do mestrado na UFRGS Foto: Thiago Cruz/UFRGS
*(imagem - foto colorida de  Cláudio, de óculos, segurando com a mão esquerda um mouse, sobre um adaptação, com um sorriso ao ser beijado no rosto por sua mãe, que está orgulhosa do filho pela conclusão do mestrado - fotografia de Thiago Cruz Ufrgs)

Portador de uma doença degenerativa, Cláudio Luciano Dusik, 36 anos, deu exemplo de superação nesta semana ao se tornar o primeiro estudante com deficiência física da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) ao concluir o mestrado em educação. Formado em psicologia, Dusik é portador de atrofia muscular espinhal, uma doença rara (ocorre em média um caso a cada 10 mil nascimentos) que causa degeneração dos neurônios motores.


Ao contar com o movimento de apenas um dedo, ele utiliza o mouse do computador para digitar a acessar a internet, com autonomia. Com conhecimentos em informática, Dusik foi estimulado no mestrado a lapidar o teclado virtual que utilizada. O software foi então aperfeiçoado e permite agora que pessoas com diferentes limitações possam utilizá-lo, a partir de uma característica de adaptação.
A dissertação apresentada na manhã de ontem detalha a nova tecnologia - o aplicativo de um teclado virtual - e relata exemplos de cinco usuários. O estudante pretende agora colocar sua criação livremente à disposição de pessoas que, a exemplo dele, necessitem do recurso para poder escrever com apoio do computador e interagir virtualmente.
Superação
O uso da cadeira de rodas não impediu o estudante de levar adiante sua pesquisa. Ele cursou todas as disciplinas de forma presencial e semi presencial. Nos deslocamentos de Esteio, onde mora, até Porto Alegre, o estudante contou com a companhia da mãe no transporte especial. Muitas orientações da professora Lucila Maria Costi Santarosa foram feitas pelo Skype para que ele não precisasse vir à Faculdade de Educação.
A mãe de Dusik, Elza Arnoldo, disse que o filho é um exemplo de que é possível às pessoas com deficiência vencer o medo, a vergonha e o receio de enfrentar os desafios. "Quando criança, os médicos diziam que o Cláudio teria de sete a 14 anos de vida. Vivíamos em luto. Ele foi para a escola só para brincar e ter amigos. Hoje está defendendo seu mestrado. É um exemplo para todas as pessoas com deficiência", comentou Elza.
Ela também lembrou que ao enfrentar as barreiras, o filho provocou alterações nas vias públicas, na disponibilização de transportes e na acessibilidade aos locais de estudos.


FONTE- http://noticias.terra.com.br/educacao/com-doenca-rara-aluno-da-ufrgs-cria-teclado-virtual-e-conclui-mestrado,bb83000ef4dad310VgnVCM5000009ccceb0aRCRD.html

LEIA TAMBÉM SOBRE OUTRAS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA NA UNIVERSIDADE NO MEU BLOG INFOATIVODEFNET - 

SEREMOS 300? 01 pCpara cada PC, DO LIMÓGRAFO AO COMPUTADOR http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2009/11/infoativo.html

sexta-feira, 15 de março de 2013

CEGOS/TECNOLOGIAS ASSISTIVAS - Empresa Amazonense ganha prêmio por inovação para deficientes visuais

Facilidades para deficientes visuais
Caneta falante e etiquetas: em salas de aula e na identificação de objetos
*(imagem - foto colorida da caneta falante e etiquetas, para uso em sala de aula e identificação de objetos)

A empresa amazonense Pentop venceu a etapa nacional do Prêmio Finep de Inovação 2012 na categoria Tecnologia Assistiva, concedido pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), com um sistema de vocalização de etiquetas destinado a pessoas com deficiência visual. Ele é composto por um dispositivo chamado de caneta falante – que possui um sensor na ponta e um processador computacional capaz de decodificar materiais impressos e reproduzir sons previamente gravados – e um conjunto de etiquetas com códigos impressos. 

O sistema foi concebido para uso em salas de aula e na identificação de objetos, como roupas, CDs, DVDs e medicamentos, facilitando a vida de cegos e de quem tem visão limitada. As etiquetas utilizam o mesmo princípio usado no código de barras, mas em vez do leitor óptico usado nas caixas registradoras a leitura é feita pelo sensor da caneta dotada de voz. 

O sistema premiado tem como sequência o projeto intitulado “Dinheiro falante para cegos”, em desenvolvimento por Danielle Castro e Marivaldo Albuquerque, graduado em tecnologia da informação e diretor da Pentop, abrigada no Centro de Incubação e Desenvolvimento Empresarial (Cide), de Manaus, com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam). 

A proposta inicial, concluída com sucesso, era desenvolver uma codificação para ser aplicada às cédulas de dinheiro no momento de sua fabricação. No caso das cédulas, o código é impresso em toda a extensão da nota e sua identificação é feita por um software integrado à caneta. Os testes, previstos para este mês de março, serão feitos pela Biblioteca Braille do Amazonas, parceira do projeto.

FONTE - http://revistapesquisa.fapesp.br/2013/03/15/facilidades-para-deficientes-visuais/

domingo, 10 de março de 2013

EDUCAÇÃO INCLUSIVA/ENSINO MÉDIO - "Reprovações" sucessivas geram abandono da escola

Só 5% das crianças com deficiência que entram na escola chegam ao ensino médio

Com defasagens no aprendizado e falta de apoio pedagógico adequado, estudantes com necessidades especiais enfrentam reprovações sucessivas e desistem de estudar

Só 5% das crianças com deficiência que entram na escola chegam ao ensino médio
*(Imagem- foto colorida com uma criança, um educando com deficiência utilizando uma lupa em uma sala de recursos da escola onde está incluído) (fotografia de Rosângela Machado/MEC)
São Paulo – Professores despreparados e escolas sem acessibilidade arquitetônica e pedagógica estão entre as principais causas da evasão escolar entre alunos com algum tipo de deficiência – bem superior que a dos demais. Dados de 2010 do Censo Escolar do Ministério da Educação (MEC) mostram que havia 69.441 dessas crianças matriculadas no ensino infantil (0 a 5 anos) oferecido em escolas especiais e regulares. No ensino fundamental (1° ao 9º ano), eram 522.978. Já no ensino médio o número era drasticamente menor: 28.667. 
“A queda na taxa de matrículas indica que a qualidade da educação é ainda menor para essa população, fazendo com que a exclusão e a evasão sejam as maiores”, disse Enicéia Gonçalves Mendes, coordenadora do programa de extensão em formação continuada da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e presidenta da Associação Brasileira de Pesquisadores em Educação Especial.
Segundo ela, embora já existam leis que determinam a adequação de espaços públicos às diferentes necessidades, a falta de acessibilidade ainda é um grande problema. Dados do MEC mostram que das mais de 146 mil escolas de ensino fundamental, apenas 35 mil estavam adaptadas na época do levantamento, sendo que 29 mil não tinham sequer sanitário adequado e 4.600 não tinham nenhuma de suas dependências adaptadas. 
Imprescindíveis para atender às necessidades básicas desses estudantes, a construção de rampas, vias de acesso, banheiros adaptados e a instalação de elevadores são insuficientes. "Há ainda barreiras atitudinais (atitudes baseadas na desinformação, no preconceito), obstáculos sociais e pedagógicos que dificultam o aprendizado”, disse. 
Entre os obstáculos pedagógicos ela destaca a formação precária dos professores, geralmente em cursos à distância com muitos problemas estruturais – que dificulta a educação de todos os alunos –, as turmas numerosas, a falta de auxiliares em sala de aula também treinados adequadamente e deficiências nos currículos e nos materiais didáticos. “A criança passa 5 horas por dia, 5 dias por semana na sala de aula, mas encontra barreiras. O ensino não é adaptado às suas necessidades, o professor não sabe como ajustar o ensino àquela realidade e ela acaba não se beneficiando desse ensino em classe comum.”
De acordo com Enicéia, em países com políticas mais avançadas os professores do ensino regular têm formação adequada e trabalham em dupla com professores especialistas em ensino especial, em salas que contam com todos os recursos, com excelentes resultados no aprendizado.
Outro entrave ao desenvolvimento escolar é o uso inadequado de tecnologias criadas para beneficiar o aprendizado dos estudantes com deficiência. A professora explicou que além de incentivar as matrículas desses alunos no ensino regular – que devem frequentar cursos específicos no contraturno –, o MEC tem financiado recursos multifuncionais para escolas com alunos com deficiência matriculados. Na prática são salas com mobiliário e materiais pedagógicos especiais, como lupas, calculadora sonora, caderno de pauta ampliada, engrossadores de lápis e pincéis, suporte para livro, tesoura adaptada, programas de computadores, brinquedos e outras ferramentas para dar suporte ao processo de aprendizado.
No entanto, conforme Enicéia, nem sempre esse serviço funciona como deveria. Muitas vezes o atendimento é de no máximo duas horas por semana, tempo insuficiente para satisfazer as necessidades de crianças com atrasos graves de desenvolvimento. “Antes de ser alfabetizada, de ir para uma classe comum, uma criança surda tem de desenvolver a linguagem desde pequenina; assim como tem de aprender libras aquela que não fala”, disse. 
Há ainda um outro complicador: como os serviços públicos de saúde e educação não oferecem atendimento para a estimulação precoce – emprego de diversas técnicas e terapias que atenuam limitações de muitas deficiências –, esses estudantes já chegam defasados numa escola regular cheia de problemas. "Se houvesse esse trabalho desde os primeiros meses de vida, uma criança com paralisia cerebral ou deficiência física severa já poderia estar usando recursos de tecnologia assistida, computadores especiais, e teria condições de ser alfabetizada. No entanto, em geral a criança só vai ter acesso quando entrar numa escola equipada com esses recursos e estará defasada em relação aos colegas."
Para Enicéia, os alunos que chegam ao ensino médio são grandes vitoriosos que aprenderam sozinhos, sem o apoio necessário. Não é à toa que depois da defasagem e de seguidas reprovações a maioria das crianças com deficiência acaba em salas do Educação de Jovens e Adultos (EJA) – isso quando não abandona a escola.
FONTE- http://www.redebrasilatual.com.br/temas/educacao/2013/03/dos-alunos-com-deficiencia-que-entram-na-escola-so-5-chegam-ao-ensino-medio-1

LEIAM TAMBÉM NO MEU BLOG INFOATIVO.DEFNET -

A INCLUSÃO ESCOLAR AINDA USA FRALDAS? http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2010/07/inclusao-escolar-ainda-usa-fraldas.html


quarta-feira, 6 de março de 2013

TECNOLOGIAS ASSISTIVAS - Informática como ferramenta de arte para pessoas com deficiência

Invenções permitem que deficientes façam obras de arte e deem abraços

Um programa informático que permite que pessoas com deficiência física criem obras de arte a partir de sua simples atividade cerebral causou sensação nesta quarta-feira na feira de alta tecnolocia CeBIT de Hannover, no norte da Alemanha.
O sistema concebido pela empresa australiana g-tec inclui um gorro que registra a atividade cerebral do usuário.
Quando o usuário se concentra em um ícone brilhante projetado em uma tela, o gorro reconhece a atividade cerebral vinculada a este motivo, e permite à pessoa escolher o que deseja que o computador faça.
O artista também pode escolher formas e cores com o poder de sua mente, e construir uma imagem básica na tela, segundo o diretor de vendas da g-tec, Markus Bruckner. O usuário também pode traçar linhas retas.
"Isto é primordialmente para pessoas incapacitadas, com deficiência física ou que sofreram um derrame cerebral", acrescenta Bruckner.
A ideia se deve a um artista, que tinha um amigo pintor que perdeu os movimentos após um acidente. O artista queria encontrar uma forma de permitir que seu amigo voltasse a pintar, conta Bruckner, que afirma que sua empresa foi a única a oferecer o serviço.
O sistema custa 12.000 euros e inclui o gorro, o programa informático e a tecnologia capaz de interpretar a atividade cerebral, explica Bruckner.
Segundo ele, até o momento pacientes incapacitados o testaram com êxito.
Outra novidade apresentada na CeBIT neste ano é a primeira jaqueta do mundo que dá abraços e que pode ser muito útil para tratar crianças autistas.
A jaqueta, de aspecto banal, tem pequenas câmaras de ar que podem se inflar para simular a sensação de um abraço, explica James Teh, fundador da empresa de Cingapura T-ware.
A invenção, controlada por um smartphone, também permite regular a intensidade, de um pequeno apertão nos ombros a um abraço envolvente.
Mas, para além da curiosidade, a jaqueta tem aplicações práticas, já que pode ajudar as crianças com transtornos de aprendizagem, segundo Teh.
As crianças que sofrem de autismo e de outras desordens sensoriais muitas vezes se agitam quando ouvem sons fortes ou veem novos rostos. Os testes com esta jaqueta demonstraram que as habilidades do produto podem servir para acalmá-las.
A peça também registra os dados biométricos das crianças e alerta os pais ou a pessoa responsável quando a criança estiver em dificuldades.
A invenção foi testada com sucesso em colégios dos Estados Unidos e entre algumas famílias do Reino Unido, Austrália e Cingapura.
A jaqueta tem um preço de venda de 499 dólares.
Teh espera estender os benefícios da invenção aos adultos, desejosos de se beneficiar dos efeitos terapêuticos do contato físico.
"Um abraço faz bem a qualquer um. Tem a mesma sensação de quando te dão uma massagem", explica Teh.
O salão de alta tecnologia CeBIT estará aberto em Hannover até 9 de março, e atraiu cerca de 4.100 expositores de 70 países.
FONTE - http://tecnologia.terra.com.br/invencoes-permitem-que-deficientes-facam-obras-de-arte-e-deem-abracos,d1b2c3d1f7a3d310VgnCLD2000000ec6eb0aRCRD.html
LEIAM TAMBÉM NO MEU BLOG INFOATIVO.DEFNET - 

POR QUE AS TECNOLOGIAS NOS AFETAM? http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2010/04/por-que-as-tecnologias-nos-afetam.html

terça-feira, 5 de março de 2013

TECNOLOGIA/PARALISIAS - Universidade cria Implante Cerebral que move objetos à distância

Implante cerebral sem fios permite mover objetos com a mente
Sistema funciona sem a necessidade de fios e pode ser revolucionário para pessoas com paralisia.

Implante cerebral sem fios permite mover objetos com a mente

*(imagem - foto em preto e branco, como uma radiografia, de um macaco com um implante cerebral aplicado em sua cabeça -Reprodução/ExtremeTech)

Pesquisadores da Brown University desenvolveram um tipo de implante cerebral que pode mudar a vida de pessoas com paralisia, além de permitir que qualquer pessoa consiga mover objetos apenas com a mente. Depois de 13 meses de testes com resultados positivos em macacos e porcos, a equipe vai passar para testes com humanos.

Embora estes resultados já tenham sido vistos em outras pesquisas, a grande novidade aqui está na forma como o sistema é conectado ao corpo: o aparelho é hermeticamente selado com titânio e não precisa de fios para estar conectado a um computador.

O detalhe que parece simples é uma grande revolução, já que é a primeira vez que um implante semelhante não exige que seu usuário fique preso a uma cadeira cheia de fios. Isso permite que uma pessoa com paralisia, por exemplo, possa usar o implante normalmente no dia a dia, com total liberdade de movimentos.

O aparelho é equipado com uma bateria de lítio com carregamento indutivo e um chip que digitaliza as informações cerebrais, transmitidas para o computador por uma antena, tornando o gadget totalmente wireless.

Durante os estudos, o chip foi incorporado ao córtex motor dos animais e, com a ajuda de 100 eletrodos, captou uma enorme quantidade de dados, transmitidos a 24 Mbps em uma banda de 3,2 e 3,8 GHz para um receptor que deve ficar a no máximo 1 metro de distância.
O implante tem um consumo de energia bastante baixo e, além de permitir que seus usuários controlem próteses ou quaisquer objetos ligados ao sistema, ele também leva ao computador uma série de informações ao longo das tarefas. Em testes com macacos, por exemplo, foi possível identificar intenções durante atividades sociais.

No vídeo (NO LINK DA FONTE) , você pode conferir o exemplo de funcionamento de um sistema similar, testado em uma mulher com paralisia. No entanto, os aparelhos do vídeo exigiam a conexão por fios, diferentemente do projeto wireless da Brown University.

FONTE  http://www.tecmundo.com.br/ciencia/37228-implante-cerebral-sem-fios-permite-mover-objetos-com-a-mente.htm#ixzz2Mip2VQ3B

LEIAM TAMBÉM SOBRE O TEMA NO MEU BLOG INFOATIVO.DEFNET - 

SEREMOS, NO FUTURO, CIBORGUES? Para além de nossas deficiências humanas http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2012/02/seremos-no-futuro-ciborgues-para-alem.html