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quarta-feira, 12 de março de 2014

ROBÔS/FUTURO - Criado um Roboy que é humanóide e com "músculos/movimentos" humanos

Pesquisadores suíços criam robô com movimentos humanos

No futuro, o robô poderá ser usado para ajudar médicos a diagnosticar vítimas de AVCs

.Os criadores do robô Roboy querem que ele se movimente da forma mais humana possível, usando um esqueleto de ossos e juntas impressas em 3D, tendões e molas espirais em músculos.
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*(imagem - foto colorida de divulgação da matéria, com o robô, conectado a fios, sentado, com seus mecanismos e sua grande cabeça, com um singelo chapeuzinho azul, do Roboy)
Espera aí, molas?
As molas estão lá para dar aos movimentos do Roboy a fluidez necessária. Uma razão pela qual a maioria dos robôs humanoides ainda se movimentam, bem, roboticamente é porque os seus movimentos são muito rígidos.
Os músculos humanos são elásticos, então se levamos uma cotovelada ou sofremos uma colisão no meio do caminho, gentilmente empurrados de volta; ou se saltamos ou caímos, podemos absorver o impacto, explica Rafael Hostettler, gerente do projeto Roboy no Swiss Federal Institute of Technology Zurich.
É possível modelar essa maleabilidade em software, assim um robô pode usar sensores para detectar quando há resistência nos seus movimentos e modificar a força aplicada - mas há, inevitavelmente, um atraso no processamento de tais dados, de modo que o movimento não será tão natural como o nosso, disse Hostettler durante a feira Cebit, em Hanover, Alemanha.
A elasticidade de nossos músculos também nos permite colocar mais energia nos movimentos como arremessar, construindo a tensão em um músculo contra o outro e, de repente, soltar.
Isso é mais difícil de modelar em software, por isso os pesquisadores decidiram usar molas reais nos músculos dos seus robôs - grossas e em espiral, do tipo visto em suspensão de carro, só que menor.
A musculatura do Roboy é parecida com a nossa, com atuadores emparelhados operando em oposição em cada junta e fios no lugar de ligamentos. Outros robôs podem usar um único motor capaz de puxar em qualquer direção. 
A resistência oferecida pelos 12 motores em cada um dos braços do Roboy parece quase humana quando realiza um aperto de mãos - embora esse gesto, com apenas um motor, é menos natural.
O trabalho faz parte de um projeto de pesquisa europeu mais amplo chamado Myorobotics, o qual tem por objetivo a criação de robôs que são mais baratos de construir e mais seguros de se ter por perto - a ideia é que ser atingido por um robô flexível seja menos perigoso do que colidir com um robô sólido.
Se o Roboy pudesse se levantar, ele teria 1,42 metros de altura, mas seus músculos da perna e do pé não são fortes o suficiente para equilibrar o seu peso de 30 quilos - por isso o robô só pode se sentar.
A coisa mais impressionante sobre o Roboy é sua enorme cabeça, com olhos brilhantes que, no melhor estilo cartoon, ficam vermelhos quando o robô está simulando raiva. 
Um projetor dentro da cabeça também anima os lábios e pode dar a impressão de que o robô está ficando com vergonha.
O Roboy levou cerca de nove meses para ser construído. Além do que ele representa no campo da tecnologia robótica, os pesquisadores têm outras aplicações em mente. 
"O vemos como uma ferramenta de treinamento para os médicos, para aprender testes padrão para o diagnóstico de acidente vascular cerebral", disse Hostettler.
Isso é algo difícil de se aprender por meio de vídeos ou livros, de acordo com ele, uma vez que exige dos médicos sentir a forma como os pacientes reagem a estímulos físicos.
A capacidade do robô para demonstrar diferentes expressões faciais será útil para esse projeto, mas seu principal objetivo é servir como meio de comunicação em pesquisa robô, disse. As multidões que param para olhar e apertar as mãos do Roboy na Cebit provam o ponto.
fonte - http://idgnow.com.br/internet/2014/03/12/pesquisadores-suicos-criam-robo-com-movimentos-humanos/
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ROBÔS, POLÍTICA E DEFICIÊNCIA.http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2012/07/robos-politica-e-deficiencia.html

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

SAÚDE PÚBLICA/SUS - Pesquisa comprova distribuição equànime de remédios no SUS, mas desigualdades permanecem

Estudo indica diminuição das desigualdades no acesso a medicamentos no SUS

Mesmo assim, mais da metade da população não tem acesso gratuito aos remédios de que necessita
De acordo com o estudo, dos 19.427 indivíduos entrevistados, 7.111 (35,9%) não receberam gratuitamente os medicamentos receitados

(imagem - foto da divulgação com diferentes cápsulas, dráges e comprimidos, com predominância de cápsulas da cor amarela. © ROOT66/WIKI COMMONS)  

A oferta de medicamentos de forma equânime, contínua e em quantidade adequada às necessidades da população continua sendo um desafio a ser superado pelo Sistema Público de Saúde (SUS). Em estudo publicado na revistaCadernos de Saúde Pública, pesquisadores das universidades federais de Santa Catarina (UFSC) e de Pelotas (UFPel), no Rio Grande do Sul, e da Australian Research Center for Population Oral Health, na Austrália, avaliaram a prevalência e os fatores associados ao acesso a medicamentos no SUS por usuários que tiveram prescrição médica ou odontológica no próprio sistema público.
Eles verificaram que, dos 19.427 indivíduos entrevistados, 7.111 (35,9%) não receberam os medicamentos receitados – a Região Norte foi a que teve a menor taxa no acesso (37,2%) –, enquanto 3.615 (18,7%) tiveram acesso a apenas parte dos fármacos de que precisavam. Dos 10.726 indivíduos que não tiveram acesso total aos remédios prescritos, 78,1% recorreram ao setor privado, enquanto 8,8% ficaram sem os medicamentos por não terem dinheiro para comprá-los.
Em contrapartida, uma quantidade significativa de entrevistados – 45,3% do total – recebeu os remédios gratuitamente na rede pública, sendo maior a prevalência de acesso entre os moradores da Região Sul (56%), de cor de pele preta (20%) e parda (12%), de baixa renda (59%) e menos escolarizada (65%), além daqueles com domicílio cadastrado na Estratégia Saúde da Família (24%).
De acordo com a farmacêutica Alexandra Crispim Boing, da UFSC e pesquisadora responsável pelo estudo, não há dúvidas de que o acesso a medicamentos de forma gratuita é maior entre a população de menor renda, por estar relacionado à sua maior dependência em relação ao SUS. “Para essas pessoas, o sistema público ainda é a principal alternativa para viabilizar o tratamento”, destacou. Na sua avaliação, o problema principal está na disponibilidade de medicamentos e não na falta de informação.
Se os indivíduos recebessem seus medicamentos assim que saíssem do consultório não teríamos problemas de acesso”, disse. A pesquisadora ressaltou que nos casos de fármacos que precisam ser obtidos por meio de algum programa governamental, como os medicamentos de alto custo, os pacientes têm necessariamente de ser orientados pelos profissionais de saúde.
Também a Estratégia Saúde da Família – programa lançado pelo Ministério da Saúde em 1994 com objetivo de fortalecer a atenção básica à saúde – tem grande potencial na promoção do uso racional de medicamentos, segundo a pesquisadora. “É preciso fazer com que os pacientes recebam os remédios apropriados à sua condição clínica, sim, mas em doses adequadas às suas necessidades individuais, por um período de tempo adequado e ao menor custo possível para si e para a comunidade”, explicou. Apesar das diferenças regionais e dos avanços na política farmacêutica no país, ainda são necessárias melhorias em relação à promoção do uso racional, além da participação da equipe multiprofissional e do farmacêutico.
Atualmente, os medicamentos representam a maior parte dos gastos privados em saúde no Brasil, sobretudo entre os mais pobres. “O comprometimento de renda com medicamentos, especialmente os não programados, pode levar famílias a riscos de saúde ainda maiores, como a redução da compra de alimentos”, disse a pesquisadora.
Artigo científico BOING, Alexandra Crispim et al. Acesso a medicamentos no setor público: análise de usuários do Sistema Único de Saúde no Brasil. Cad. Saúde Pública, Rio de Janeiro, v. 29, n. 4, abr. 2013.
FONTE - http://revistapesquisa.fapesp.br/2013/05/13/estudo-indica-diminuicao-das-desigualdades-no-acesso-a-medicamentos-no-sus/

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

DEPRESSÃO/DOENÇA DE CHAGAS - Pesquisadores mostram que Trypanosoma também causa depressão

Chagas de uma velha conhecida

Pesquisadores associam a doença de Chagas à depressão e propõem novo tratamento, com drogas comerciais e baratas.
Chagas de uma velha conhecida
(imagem - fotografia com microscópio do transmissor da doença. com a legenda A presença do ‘Trypanosoma cruzi’, parasita causador da doença de Chagas, no organismo desencadeia uma desordem imunológica e neuroquímica que leva à depressão. (foto: CDC/ Dr. Myron G. Schultz)
Inchaço, insuficiência cardíaca, problemas digestivos. A desagradável lista de sintomas da doença de Chagas crônica ganha mais um elemento: a depressão. Mais de 100 anos depois da descoberta e caracterização da doença por Carlos Chagas, pesquisadores do Instituto Oswaldo Cruz/Fiocruz mostram que a presença do parasitaTrypanosoma cruzi no organismo induz uma desordem neuroquímica e imunológica que leva à depressão.
Muitos relatos clínicos de pacientes com a doença citavam a depressão, porém se acreditava que ela tinha origem psicológica, por se tratar de uma enfermidade grave e incurável. Mas uma equipe liderada pela bióloga Joseli Lannes-Vieira investigou mais a fundo a relação entre as duas doenças depois de observar que camundongos infectados com o parasita de Chagas ficavam recolhidos e aparentemente desanimados.
A equipe fez uma série de testes com os animais infectados para saber se o comportamento se devia a uma indisposição ou a um quadro depressivo. Em um dos experimentos, camundongos com e sem a doença de Chagas foram colocados em uma banheira da qual não conseguiam sair. Os animais normais nadaram procurando uma escapatória. Já os doentes desistiram de nadar depois de algum tempo.
Em outro teste, que exigia menos esforço físico, os camundongos foram pendurados em uma trave pela cauda. Os animais não infectados logo subiram na trave para sair da posição invertida, diferentemente dos animais infectados, que desistiram. “Esses animais se saíram bem em testes como a caminhada, o que mostra que eles não tinham limitações físicas nem dificuldade em praticar outras atividades, mas sim apresentavam um quadro depressivo associado à desistência”, diz Joseli Lannes-Vieira.
A prova veio quando os pesquisadores trataram os camundongos infectados com um antidepressivo muito usado, a fluoxetina, e o quadro depressivo foi revertido. “Isso nos indicou que a doença de Chagas estava mexendo com o quadro de captação de serotonina, o ‘hormônio da felicidade’, cuja falta leva à depressão”, diz Lannes-Vieira.
A pesquisadora observou que o T. cruzi desencadeia um desequilíbrio do sistema imune que leva à produção de uma proteína inflamatória conhecida como fator de necrose tumoral. Essa proteína ativa uma enzima que bloqueia a síntese de serotonina. “É como se o paciente tivesse a produção do seu hormônio da felicidade sabotada”, explica Lannes-Vieira.
A interação entre proteínas inflamatórias e depressão já era conhecida e é hoje tema de muitas pesquisas envolvendo outras doenças crônicas, como o câncer, o Alzheimer e a artrite reumatoide.
O bioquímico da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) José Henrique da Cunha, que estuda a relação entre Alzheimer e depressão, explica que esse quadro ainda não é totalmente conhecido e a pesquisa de Lannes-Vieira vem contribuir para seu esclarecimento. “O fator de necrose tumoral já foi relacionado anteriormente com o aumento do estado depressivo, o problema é que ainda não temos a visão completa dessa ligação, não sabemos se o aumento do fator de necrose tumoral tem uma relação causal com a depressão ou se existem outros fatores envolvidos”, comenta.
O estudo da Fiocruz foi o primeiro a identificar esse quadro na doença de Chagas. “Ninguém tinha percebido a relação entre Chagas e depressão porque outros sintomas, como a cardiopatia, são muito mais graves. Mas os problemas cardíacos são apenas a ponta do iceberg”, diz Lannes-Vieira. “A doença de Chagas é negligenciada e os pacientes também são, dificilmente têm acesso à terapia e a psicólogos. Com este trabalho, chamamos a atenção dos médicos para que passem a tratar a depressão causada pela doença.”
Os pesquisadores sugerem um procedimento novo de tratamento da doença, usando medicamentos já disponíveis no mercado, como a própria fluoxetina, que aumenta a serotonina no cérebro, e a pentoxifilina, que se mostrou eficiente para interferir na ação do fator de necrose tumoral.
Além de melhorar o quadro dos pacientes com Chagas, Lannes-Vieira acredita que o novo protocolo de tratamento, ainda em testes, pode ser útil para outras doenças em que ocorre a produção do fator de necrose tumoral e a depressão está presente, como o câncer e a artrite reumatoide. “Nossa descoberta vai além da doença de Chagas”, diz. “Mostramos que é possível reverter a depressão associada a doenças crônicas com o uso de drogas comerciais e baratas.” A equipe já está organizando um estudo clínico, em humanos, com o apoio de psicólogos.
Sofia Moutinho
Ciência Hoje/ RJ
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OS NOSSOS CÃES desCOLORIDOS - Nossas "depressões" e o Dia Mundial da Saúde Mental http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2011/10/os-nossos-caes-descoloridos-nossas.html

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

ALZHEIMER/PESQUISAS - Em Barcelona estudo anuncia identificação precoce da doença

Pesquisa identifica sinal de Alzheimer dez anos antes dos sintomas

BARCELONA - Um estudo publicado nesta quarta-feira anuncia a identificação do que pode ser o sinal bioquímico da doença de Alzheimer mais precoce já descoberto. Os resultados sugerem que este potencial biomarcador fica presente no líquido cefalorraquidiano (LCR) pelo menos uma década antes de se manifestar sinais de demência. Quanto antes ocorre o diagnóstico da doença, melhor se consegue impedir o avanço da degeneração.
"Se nossos resultados iniciais puderem ser repetidos por outros laboratórios, os resultados vão mudar a forma como se pensa atualmente sobre as causas da doença de Alzheimer", disse Ramon Trullas, professor de pesquisa do Instituto de Pesquisa Biomédica de Barcelona e autor de o estudo que foi publicado na revista "Annals of Neurology"." Esta descoberta pode permitir a busca de tratamentos mais eficazes que podem ser administradas durante a fase pré-clínica da doença", completa.
Os pesquisadores do instituto demonstraram que uma diminuição do conteúdo de DNA mitocondrial (mtDNA) pode ser um indicador pré-clínico da doença de Alzheimer. A hipótese é de que a redução nos níveis de mtDNA em CSF refletem a diminuição da capacidade de funcionamento da mitocôndria dos neurônios do cérebro, provocando a sua morte. A diminuição da concentração de mtDNA precede o aparecimento de biomarcadores de Alzheimer mais conhecidos, sugerindo que o processo fisiopatológico da doença de Alzheimer é iniciado mais cedo do que se pensava, e que a redução mtDNA pode ser uma das primeiras preditoras da doença. O DNA mitocondrial em pode ser facilmente quantificado por uma máquina de sequenciamento genético.
A doença de Alzheimer afeta mais de cinco milhões de americanos e é a sexta maior causa de morte nos Estados Unidos. Atualmente, a única maneira para diagnosticar a doença com precisão é por meio de análise neuropatológica. Hoje, a relação de biomarcadores associada com a causa da doença é obscura, o que torna quase impossível diagnosticá-la com segurança em sua fase pré-clínica.
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MÃES, ALZHEIMER E MÚSICA. http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2012/05/maes-alzheimer-e-musica.html

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

AUTISMOS/PESQUISAS- Cientistas anunciam possibilidade de diagnóstico precoce do autismo

Cientistas descobrem novo modo de diagnosticar autismo em crianças de 1 ano


Um grupo de cientistas decifraram uma série de padrões biológicos que possibilitam o diagnostico do autismo em crianças menores de um ano, segundo uma pesquisa apresentada nesta quinta-feira na cidade australiana de Adelaide.
A pesquisa, divulgada durante a Conferência para o Autismo na Ásia-Pacífico, mostra como a rede genética interrompe a produção de células cerebrais que acarretam nesta doença, que afeta um em cada 100 crianças em maior ou menor medida.
Esta descoberta representa um grande avanço para diagnosticar o autismo, cuja identificação dos primeiros sintomas "é complexa e complicada", segundo Eric Courchesne, professor de neurociência da Universidade da Califórnia.
"É o primeiro descobrimento em genes cerebrais e nos mostra que o sistema genético poderia ser um fator importante para futuras pesquisas de tratamentos, no desenvolvimento de evidências adiantadas do autismo", afirmou o pesquisador ao canal australiano "ABC".
Segundo Courchesne, com estas técnicas de diagnóstico adiantadas, a doença poderia ser identificada em crianças de um a dois anos, ao invés da atual fase: entre os três e cinco anos.
"Isto significa que elas vão passar a receber um tratamento antes e, por isso, terão um melhor resultado", apontou.
O investigador declarou que as redes genéticas podem apresentar uma maior compreensão da doença e, inclusive, em algum dia, chegar a uma prevenção.
"Durante anos me perguntei qual é o sistema que causa o autismo, e tenho que dizer que este é um descobrimento muito emocionante", finalizou Courchesne.
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O AUTISMO NÃO É APENAS UMA DOENÇA http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2012/06/o-autismo-nao-e-apenas-uma-doenca.html

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

CÉLULAS TRONCO/PESQUISAS - Criado o primeiro Hambúrguer em laboratório por cientistas holandeses

Cientistas produzem primeiro hambúrguer de laboratório


O primeiro hambúrguer feito em laboratório foi apresentado e degustado nesta segunda-feira, numa conferência científica em Londres.

Hambúrguer comum | Foto: BBC
(imagem - foto colorida de um prato no qual está um hambúrguer de carne sendo colocado por uma mão, com uma folha de alface ao fundo, sobre um prato branco, fotografia BBC)

Cientistas holandeses utilizaram células retiradas de uma vaca para reconstituir os músculos de carne bovina, que foram combinados a outros ingredientes para fazer o hambúrguer.
Os pesquisadores dizem que a tecnologia poderia ser uma forma sustentável para suprir a crescente demanda por carne.
Mas críticos da ideia dizem que comer menos carne seria o jeito mais fácil para compensar a já prevista falta de comida no mundo

Segurança alimentar

A BBC obteve acesso exclusivo ao laboratório em que o projeto para produzir a carne foi implementado ao custo de cerca de R$ 750 mil.
Na Universidade de Maastricht, na Holanda, a pouco mais de 200 km da capital Amsterdã, o cientista à frente do experimento destaca a preocupação ambiental do estudo.
"Vamos apresentar ao mundo o primeiro hambúrguer feito em laboratório a partir de células. Estamos fazendo isso porque a criação animais para abate não é boa para o meio ambiente, não vai suprir a demanda mundial (por comida) e também não é boa para os próprios animais", ressalta Mark Post, professor da Universidade de Maastricht.
Para Tara Garnett, que é chefe da Food Policy Research Network (um centro de pesquisas da área de alimentos) da Universidade de Oxford, na Inglaterra, os tomadores de decisão precisam olhar além das soluções técnicas na área de segurança alimentar.
"Nós temos uma situação onde 1,4 bilhão de pessoas no mundo ficam obesas da noite para o dia e, ao mesmo tempo, um bilhão de pessoas no mundo todo vão para a cama com fome", ressalta.
"Isso é simplesmente estranho e inaceitável. As soluções não se estabelecem na produção, mas na mudança dos sistemas de suprimento e acesso, com barateamento. E mais e melhores alimentos para pessoas que precisam deles", critica.
A receita
As células-tronco são as "mestres" do corpo humano, que podem se desenvolver em tecidos em diversas formas, tais como nervos e pele.
A maioria dos centros de pesquisa atuando nessa área de estudos tenta reproduzir tecidos humanos que possam ser usados para transplantes, reparando danos em músculos, nervos e cartilagem.
Os cientistas da Holanda querem utilizar técnicas similares para produzir músculo e gordura dos alimentos.
.O professor Mark Post começou extraindo células do músculo de uma vaca. No laboratório, as células são colocadas numa cultura - solução - com nutrientes para promover o crescimento e multiplicação das células.
Três semanas depois, as mais de um milhão de células-tronco geradas são divididas e colocadas em recipientes menores onde elas se tornam pequenas tiras de músculo de aproximadamente um centímetro de comprimento e apenas alguns milímetros de espessura.
As pequenas tiras são então coletadas e juntadas em pequenos montes, que então são congelados. Quando alcançam uma quantidade suficiente, elas então são descongeladas e compactadas na forma de um hambúrguer antes de serem cozidos.

Tem gosto bom?

Os cientistas tentaram recriar a carne, que inicialmente tinha a cor branca, da maneira mais autêntica possível.
A professora Helen Breewood, que atua com Post nos estudos, vem tentando fazer com que o músculo criado em laboratório fique vermelho adicionando um composto existente na carne de verdade chamado mioglobina.
"Se não se parece com a carne normal, se não tem gosto de uma carne normal, não se tornará viável", afirma Breewood.
No momento, porém, este é um trabalho em progresso. O hambúrguer a ser apresentado hoje foi colorido com suco de beterraba. Os pesquisadores também adicionaram farinha de pão (ou farinha de rosca), caramelo e açafrão, que ajudam no sabor.
Até o momento, os cientistas podem apenas produzir pequenos pedaços de carne por vez. Quantidades maiores iriam requerer um sistema circulatório para distribuir nutrientes e oxigênio.
Os primeiros resultados sugerem que o hambúrguer não terá gosto tão bom, mas Breewood espera que ele tenha um sabor "bom o bastante".
Sofrimento animal
A pesquisadora Helen Breewood, apesar de atuar no projeto para produzir carne em laboratório, é vegetariana e acredita que a produção de carne gasta muitas fontes de energia. Ela afirma que se comesse carne, iria preferir a feita em laboratório.
"Muita gente considera carne feita em laboratório repulsiva num primeiro momento. Mas se eles soubessem o que acontece nos abatedouros para a produção de carne normal, também achariam repulsivo", ressalta.
Numa nota, representantes do grupo Pessoas pela Ética do Tratamento aos Animais (People for the Ethical Treatment of Animals - Peta) ressaltaram os benefícios da carne de laboratório.
"(Carne de laboratório) irá favorecer o fim de caminhões cheios de vacas, frango, abatedouros e fazendas de produção. Irá reduzir a emissão de gases de carbono, economizar água e fazer a rede de suprimento de alimentos mais segura", destacou a nota do Peta.
Mas a escritora especializada em alimentos Sybil Kappor diz que sentiria dificuldades em comer a carne de laboratório.
"Quanto mais longe você vai do normal, de uma dieta natural, mais corre riscos de saúde e outras questões", ressalta.
O último levantamento das Organização para Alimentação e Agricultura das Nações Unidas sobre o futuro da produção de alimentos mostra crescimento da demanda por carne na China e Brasil - e o consumo só não cresce mais porque muitos indianos mantêm a dieta amplamente vegetariana por costume cultural.
Assim, há o risco de que a carne produzida em laboratório seja uma aparente solução, cheia de problemas.

quinta-feira, 4 de julho de 2013

CÉLULAS TRONCO/PESQUISAS- Cientistas do Japão relatam sucesso na criação de fígados funcionais

Cientistas criam fígado funcional a partir de células-tronco

É a primeira vez que se consegue criar um órgão tridimensional em laboratório usando apenas essas células

Cientistas do Japão relataram nesta quarta-feira (3) ter conseguido, com sucesso, transformar um coquetel de células-tronco nos primeiros fígados funcionais do mundo.
Os minúsculos fígados foram criados em laboratório e transplantados em camundongos, onde cresceram e começaram a exercer as mesmas funções de um fígado humano, incluindo o metabolismo de medicamentos e a produção de proteínas específicas deste órgão.
Embora os fígados experimentais sejam muito básicos – eles não têm todas as características de órgãos maduros –, é a primeira vez que cientistas conseguem desenvolver um órgão tridimensional em laboratório usando apenas células.
Experimentos anteriores conseguiram desenvolver órgãos usando células-tronco mescladas ao tecido de um doador ou a partir de algum tipo de material artificial.
“É uma estratégia diferente para criar tecidos e órgãos”, disse Anthony Atala, diretor do Instituto Wake Forest de Medicina Regenerativa, em Winston-Salem, Carolina do Norte.
“O trabalho é muito importante, pois permite estudar como os órgãos são criados e como eles dão origem a complexos sistemas mais funcionais”.
Com mais estudos, os pesquisadores creem que a técnica poderia, um dia, resolver a escassez crítica de órgãos humanos para transplante.
“Estamos avaliando a aplicabilidade de outros órgãos, como o pâncreas e os rins, porque eles têm uma forma similar de desenvolvimento, como o fígado. Até agora, tivemos resultados fascinantes”, disse Takanori Takebe, professor de medicina regenerativa na Escola de Medicina da Yokohama City University, do Japão.
Na pesquisa, descrita na edição on-line desta semana do periódico científico Nature, os pesquisadores misturaram três tipos diferentes de células-tronco. Primeiro as células pluripotentes – que têm a capacidade de se tornarem quase qualquer tipo de célula do corpo – foram induzidas a se transformarem em endoderme, a camada que cria a grandes quantidades do tecido esponjoso do fígado.
Estas células foram então misturadas com células estaminais mesenquimais (que produzem o tecido conjuntivo) e com uma população de células estaminais derivadas de sangue de cordão umbilical humano, que se transforma em tecido que dá origem aos vasos sanguíneos.
Misturar os diferentes tipos de células foi importante porque imitou o mesmo processo que ocorre durante o desenvolvimento fetal. Os distintos tipos de células usam sinais químicos para falar uns com os outros, orquestrando o processo de formação do órgão.
Depois de quatro a seis dias de crescimento em uma placa de Petri, os botões de fígado, como os cientistas os chamaram, foram transplantadas em camundongos onde rapidamente formaram novos vasos sanguíneos que se pareciam com as redes de artérias e veias no fígado de adultos. Os fígados experimentais seguiram crescendo por cerca de dois meses em seus hospedeiros.
Os pesquisadores testaram os pequenos fígados em vários estágios de desenvolvimento para se certificar de que eles estavam se formando normalmente. Após 10 dias, eles começaram a produzir proteínas do fígado humano.
Os cientistas ainda desafiaram os primitivos órgãos com medicamentos como o analgésico cetoprofeno, uma droga que humanos e camundongos metabolizam de forma diferente. A urina de ratos com os pequenos fígados transplantados mostrou subprodutos humanos do metabolismo da droga, outro sinal de que os órgãos mantiveram suas origens humanas.
Ao final do experimento, os cientistas transplantaram novos botões de fígado em ratos com insuficiência hepática. O transplante melhorou a sobrevivência dos animais, quando comparado com ratos com insuficiência hepática e sem o transplante.
Apesar de todos os sinais promissores, os pesquisadores disseram que vão seguir atentos a dois riscos em experimentos futuros – câncer e rejeição do transplante. Além de originar novos tipos de órgãos e tecidos, as células-tronco podem também se transformar em tumores, um problema que é preocupação constante no campo da medicina regenerativa.
*Por Brenda Goodman The New York Times 

segunda-feira, 10 de junho de 2013

CEGUEIRA/TECNOLOGIAS ASSISTIVAS - Na Austrália foi desenvolvido novo Olho Biônico para cegos

Australianos desenvolvem olho biônico que se conecta diretamente ao cérebro

Modelo utiliza um chip implantado na parte traseira do cérebro para receber imagens do ambiente.
Australianos desenvolvem olho biônico que se conecta diretamente ao cérebro
(
imagem - uma representação de uma cabeça humana em cinza, com o cérebro dentro e visível na cor azul escura, com um chip implantado no lobo occipital, à esquerda, que é conectado com o olho, e tendo à frente do rosto humano o desenho do óculos cibernéticos que irá 'traduzir' e transmitir pelas suas hastes as imagens para o cérebro, como um "olho biônico" - Fonte da imagem: Divulgação/Monash University)
Uma equipe de pesquisadores da Monash University, na Austrália, está desenvolvendo um modelo inovador de olho biônico que é capaz de devolver uma possibilidade de visão para pessoas que sofreram acidentes ou que tiveram doenças graves nos olhos.

O equipamento funciona com um sistema de câmera que registra imagens do ambiente e transmite esses dados, sem fio, para um chip implantado diretamente na parte traseira do cérebro, estimulando o córtex visual.

O modelo sugerido pelos pesquisadores utiliza um par de óculos com câmera instalada na parte externa e um sensor de movimento ocular na parte interna das lentes, de tal forma que seja possível registrar as imagens de acordo com a direção do olhar.

Os óculos são equipados também com um processador digital e um transmissor de sinal, instalados nas hastes. O chip implantado logo abaixo do crânio recebe os dados do ambiente externo e estimula o córtex visual por meio de eletrodos, permitindo que o cérebro interprete as imagens.

Com um chip na cabeça


Essa tecnologia permite que cegos visualizem formas e objetos como uma série de pontos ou blocos de cores. Além disso, o sistema pode agregar outras ferramentas, como softwares de reconhecimento facial, ajudando a identificar as pessoas. “Isso significa que deficientes visuais podem entrar em uma reunião e saber quem são os presentes”, diz o diretor do projeto, o professor Arthur Lowery, em entrevista ao jornal The Guardian.

O olho biônico não utiliza o sistema óptico humano e pode solucionar casos de cegueira absoluta. O sistema é eficiente para quem perdeu a visão ou teve doenças como glaucoma ou degeneração macular, mas não é adequada para quem ainda apresenta uma visão residual. Isso porque a estimulação visual pelo aparelho é de baixa qualidade e fornece uma possibilidade diferente de reconhecer o ambiente.

Além disso, os óculos da Monash University não servem para quem não viu nada, pois o estímulo do córtex visual do cérebro visa pessoas que sabem reconhecer formas e objetos. Os pesquisadores esperam montar um protótipo até a metade do próximo ano e, se tiverem sucesso com o modelo, lançar o produto em seguida.

FONTES: http://www.tecmundo.com.br/pesquisa/40666-australianos-desenvolvem-olho-bionico-que-se-conecta-diretamente-ao-cerebro.htm#ixzz2VrqgcnIp
http://www.monash.edu.au/bioniceye/technology.html

LEIAM TAMBÉM SOBRE O TEMA NO MEU BLOG INFOATIVO.DEFNET -  

SEREMOS, NO FUTURO, CIBORGUES? Para além de nossas deficiências humanas http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2012/02/seremos-no-futuro-ciborgues-para-alem.html

terça-feira, 7 de maio de 2013

EPILEPSIAS/TECNOLOGIAS - Dispositivo implantado no cérebro prevê convulsões

Novo aparelho é capaz de prever crises de epilepsia

O dispositivo, implantado no cérebro e no tórax, atua junto a um aparelho que emite sinais luminosos que variam conforme a chance de ocorrer uma crise

Cientistas desenvolveram um aparelho que, implantado no cérebro, é capaz de prever a ocorrência de crises de epilepsia. O dispositivo atua em conjunto com um implante no tórax, que envia informações a um pequeno aparelho que emite sinais luminosos de cores diferentes para indicar as chances de que uma crise ocorrer nas próximas horas.
CONHEÇA A PESQUISA

Título original: Prediction of seizure likelihood with a long-term, implanted seizure advisory system in patients with drug-resistant epilepsy: a first-in-man study 

Onde foi divulgada: periódico Lancet Neurology

Quem fez: Mark J Cook, Terence J O’Brien, Samuel F Berkovic, Lucas Litewka, Sean Hosking, Paul Lightfoot, Vanessa Ruedebusch, W Douglas Sheffield, David Snyder, Kent Leyde, David Himes

Instituição: Universidade de Melbourne, Austrália

Dados de amostragem: 15 pessoas com epilepsia, entre 20 e 62 anos de idade, que tinham entre duas e 12 crises por mês e não haviam conseguido controlar as crises com os tratamentos existentes

Resultado: O aparelho previu corretamente as crises com um alerta de "chances elevadas" em 65% dos casos, e funcionou em mais da metade dos casos em 11 dos 15 participantes.
"Saber quando uma crise vai acontecer pode melhorar drasticamente a qualidade de vida e independência de pessoas com epilepsia", afirma Mark Cook, principal autor do estudo, publicado no periódico Lancet Neurology.
O estudo foi feito por pesquisadores da Universidade de Melbourne, na Austrália, em parceria com a empresa americana NeuroVista, que desenvolveu o aparelho de detecção. Implantado entre o crânio e a superfície do cérebro, ele monitora os sinais elétricos do cérebro.
Sinais luminosos – Os pesquisadores também desenvolveram um segundo dispositivo, que é implantado no tórax e transmite os sinais elétricos gravados no cérebro para um pequeno aparelho que emite avisos luminosos de diferentes cores. As cores indicam ao paciente a chance de ele ter uma crise nas próximas horas: para uma chance elevada, as luzes que se acendem são vermelhas. A cor branca indica uma chance moderada e azul representa uma baixa possibilidade.
O estudo teve duração de dois anos e incluiu 15 pessoas com epilepsia, entre 20 e 62 anos de idade, que tinham entre duas e 12 crises por mês e não haviam conseguido controlar as crises com os tratamentos existentes.
Durante o primeiro mês, o dispositivo estava programado apenas para gravar os dados de eletroencefalograma, o que permitiu aos pesquisadores elaborar um algoritmo capaz de prever as crises para cada paciente.
Acertos – O aparelho previu corretamente as crises com um alerta de "chances elevadas" em 65% dos casos, e funcionou em mais da metade dos casos em 11 dos 15 participantes. Dentre esses 11 voluntários, oito tiveram as crises previstas corretamente entre 56% e 100% do tempo.
A epilepsia afeta, em média, de 1% a 1,5% da população mundial. "As pessoas que têm epilepsia ficam muito bem na maior parte do tempo. Mas suas atividades são limitadas por essa condição, que pode afetar apenas alguns minutos de cada ano de suas vidas, e ainda assim ter consequências catastróficas, como quedas e até afogamentos", diz Cook.
De acordo com o pesquisador, o próximo passo da pesquisa será replicar esses resultados e um estudo clínico mais amplo. Para ele, essa estratégia pode levar a uma melhora das estratégias para controle da epilepsia no futuro.

Opinião da especialista

Elza Márcia Yacubian Neurologista, professora da Unifesp e membro da Academia Brasileira de Neurologia
"Embora as crises epilépticas possam ocorrer sem aviso algum na maioria dos pacientes, é possível que ocorram mudanças específicas na dinâmica do cérebro antes de uma crise. Assim, por exemplo, algumas mães podem perceber em seus filhos com epilepsia sintomas sutis como alterações comportamentais ou mudanças na expressão facial horas ou dias antes da ocorrência das crises. É possível que esses sintomas se reflitam em alterações elétricas no cérebro, responsáveis pela geração das crises antes do aparecimento das mesmas. Se essas mudanças pudessem ser detectadas de forma segura, ou um estado de maior probabilidade de crises pudesse ser definido, seria possível evitar o tratamento crônico com fármacos antiepilépticos, algumas vezes feito por toda a vida.  Assim, o medicamento antiepiléptico poderia ser utilizado apenas quando o risco ou a probabilidade de ter crises fosse iminente.
Até recentemente, todos os estudos sobre a previsão de crises foram baseados em avaliações retrospectivas de registros eletroencefalográficos obtidos com eletrodos implantados diretamente sobre o cérebro. Poucos estudos têm tentado avaliar os chamados 'algoritmos de previsão'. Neste sentido, os resultados apresentados pelos autores são um marco importante, mostrando pela primeira vez que a previsão das crises é possível.
No entanto, é preciso cautela. Embora os autores tenham demonstrado que o algoritmo de predição funcionou acima do nível do acaso, ainda não esclareceu que se este desempenho também é suficiente para a aplicação clínica. A utilidade deste método obviamente dependerá  da forma como diferentes pacientes tolerarão alarmes falsos ou crises perdidas, e sua eficácia deverá ser interpretada de forma individual. Os resultados apresentados sugerem que pelo menos alguns dos pacientes poderiam ser beneficiados pelo sistema de alerta da iminência de crises."
fonte - http://veja.abril.com.br/noticia/saude/pesquisadores-criam-aparelho-capaz-de-prever-crises-de-epilepsia

sábado, 4 de maio de 2013

DST/NOVOS TRATAMENTOS - Pesquisadores brasileiros desenvolvem medicação que cura HPV

Pesquisadores de Alagoas desenvolvem remédio que cura verrugas do HPV
Pesquisadores de Alagoas desenvolvem remédio que cura verrugas do HPV

(imagem - foto colorida da EFE com vários frascos de medicação alinhados, formando fileiras, com as cores, a partir do amarelo, vermelho, verde, azul e preto)

Rio de Janeiro, 3 mai (EFE).- Um remédio fitofarmacêutico desenvolvido por pesquisadores brasileiros a partir da casca de uma árvore é capaz de eliminar totalmente, sem dores nem efeitos colaterais, as verrugas genitais causadas pelo vírus do papiloma humano (HPV), a doença sexualmente transmissível mais comum no mundo.

'A partir de um produto natural que é utilizado como medicamento pelos índios há séculos obtivemos uma pomada que alcançou uma eficácia de 100% nos casos de verrugas genitais e perianais que tratamos', disse à Agência Efe o médico Luiz Caetano, pesquisador da Universidade Federal de Alagoas (UFAL) e um dos coordenadores de medicina.

O fitofarmacêutico foi obtido a partir de um extrato da casca do barbatimão-verdadeiro (Stryphnodendron adstringens), uma árvore muito comum no litoral brasileiro e que a medicina popular usa como cicatrizante, bactericida, anti-inflamatório e antisséptico.

O extrato também é conhecido por sua capacidade de contrair o tecido do canal vaginal, por isso em algumas regiões é conhecido como a 'casca da virgindade', o que fez com que os pesquisadores da UFAL se interessassem por experimentar sua capacidade para contrair os tecidos das verrugas.

Um estudo de 12 anos permitiu à equipe de Caetano verificar a eficácia da planta para tratar as verrugas genitais, que são o principal sintoma do vírus e cujo atual tratamento inclui até cauterização.
'Alguns dos tratamentos existentes para as verrugas são invasivos; podem afetar áreas divisórias e causam a deformação do tecido, entre outros problemas. Além disso, seu índice de cura é de no máximo 75%, mas com relatos de ressurgimento das lesões', explicou o especialista.

De acordo com Caetano, a pomada desenvolvida pela UFAL conseguiu eliminar sem dores nem problemas colaterais as verrugas de todos os 46 pacientes que foram tratados nos testes clínicos.
A fórmula secou as verrugas em apenas dois meses até reduzi-las a finas lâminas que podem ser retiradas com facilidade e sob as quais o tecido se cicatriza sem dificuldades.
'Entre os pacientes tratados havia homens, crianças, mulheres grávidas, idosos e até portadores do vírus da aids, ou seja, pessoas com imunodeficiência, e todos tinham o diagnóstico da doença', relatou Caetano.

'Os pacientes foram submetidos a revisões médicas durante três anos e no final do processo foi verificada a eliminação completa das verrugas sem ressurgimento de lesões. No local tratado não ficaram manchas nem qualquer indício de lesão', acrescentou.
Os médicos também estão fazendo testes para tratar alguns tipos de câncer provocados pelo HPV, vírus considerado uma das principais causas do câncer do colo do útero, de pênis e do ânus.

Atualmente existe no comércio uma vacina que imuniza com relativo sucesso as mulheres contra o HPV, mas até agora não há nenhum produto que trate o câncer causado pelo vírus.
'Nosso trabalho para tratar o câncer do colo do útero com a fórmula é incipiente, mas mostra grandes possibilidades de sucesso. No entanto ainda são necessários muitos testes e estudos antes de anunciar qualquer coisa', afirmou.

Segundo Caetano, um dos experimentos conseguiu reduzir o nível de gravidade de câncer no colo do útero de uma paciente do grau 2 até o grau 1.
Apesar dos testes também mostrarem que a substância é capaz de reduzir a carga viral do HPV e diminuir o volume de vírus no organismo, os pesquisadores até agora não pensaram em experimentá-la para tratar diretamente o vírus.

Caetano acrescentou que os resultados dos estudos foram publicados em cerca de 150 países e que a UFAL já solicitou a patente sobre a fórmula no Brasil, um processo que pode demorar cerca de quatro anos, assim como nos Estados Unidos.

'Quanto à comercialização, já estamos em negociações com três laboratórios brasileiros para a possível colocação do produto no mercado interno, o que ainda depende da aprovação da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária)', declarou.
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fonte - http://noticias.br.msn.com/brasil/story.aspx?cp-documentid=257620718
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quinta-feira, 25 de abril de 2013

CÉLULAS TRONCO/MEMÓRIA - Cientistas norte-americanos utilizam transplante para restauração da memória

Transplante de células-tronco pode restaurar sua memória, aponta estudo

Pesquisa norte-americana revela que um transplante de células-troncos pode restaurar a memória corrompida no seu cérebro. Além de restaurar a memória danificada, estudo também pode auxiliar no desenvolvimento de novos medicamentos

Transplante de células-troncos pode restaurar sua memória, aponta estudo
*(imagem- uma representação de uma cabeça humana sobre fundo que deixa apenas a silhueta dessa cabeça que está cheia de pontos de interrogação em cores diferentes - Crédito: Shutterstock.com)
Cientistas da Universidade de Wisconsin-Madison, nos Estados Unidos, conseguiram transformar células-tronco embrionárias humanas em neurônios que podem recuperar a capacidade de memorização e aprendizagem. O experimento, que foi realizado em ratos, é o primeiro passo para implementar estas células-tronco no cérebro humano para o tratamento de doenças neurológicas.

No estudo publicado na revista Nature Biotechnology, as células-tronco implantadas no cérebro dos ratos conseguiram formar dois tipos de neurônios que se comunicam por meio do ácido gama-aminobutírico (GABA) e da acetilcolina. Essas duas classes de neurônios estão envolvidas em muitos aspectos do comportamento humano, como por exemplo, emoções, aprendizagem, memória, vício e transtornos psiquiátricos.

De acordo com Su-Chun Zhang, responsável pela pesquisa, as células-tronco embrionárias utilizadas na pesquisa foram cultivadas em laboratório. Após o transplante, os ratos que pertenciam a uma linhagem especial, que não rejeita os transplantes de outras espécies, tiveram resultados melhores nos testes de aprendizado e memória.

Além da reparação do cérebro por meio da substituição de células, os dois tipos de neurônios utilizados no experimento são fundamentais para o funcionamento do cérebro. Para os pesquisadores, a pesquisa pode ser considerada um avanço para a ciência, uma vez que ajuda a restaurar a memória danificada e também pode auxiliar no desenvolvimento de novos medicamentos.

sexta-feira, 19 de abril de 2013

ALZHEIMER/PESQUISAS - Perda de memória é revertida em células nervosas de animais

Cientistas revertem perda de memória em células cerebrais animais

Neurocientistas da The University of Texas Health Science Center at Houston, nos EUA, conseguiram reverter a perda de memória em células cerebrais animais.
A pesquisa representa um grande passo nos esforços para ajudar pessoas com perda de memória ligada a distúrbios cerebrais, tais como a doença de Alzheimer.

Usando células nervosas do caracol de mar, os cientistas inverteram a perda de memória determinando quando as células estavam preparadas para a aprendizagem.

Os cientistas foram capazes de ajudar as células a compensar a perda de memória treinando-as através da utilização de esquemas de formação otimizados.

Os resultados aparecem no The Journal of Neuroscience.

"Apesar de muito trabalho ainda precisar ser feito, temos demonstrado a viabilidade de nossa nova estratégia para ajudar a superar os déficits de memória", afirma o autor sênior John " Jack" Byrne.

Em 2012, Byrne e seus colegas mostraram um aumento significativo na memória de longo prazo em caracóis marinhos saudáveis chamados Aplysia californica, animal que possui um sistema nervoso simples, mas com células com propriedades semelhantes a outras espécies mais avançadas, incluindo seres humanos.

A coautora da pesquisa Yili Zhang desenvolveu um sofisticado modelo matemático que pode prever quando os processos bioquímicos no cérebro do caracol estão preparados para a aprendizagem.

O modelo é baseado em cinco sessões de treino programadas em intervalos de tempo diferentes que variam de 5 a 50 minutos. Ele pode gerar 10 mil horários diferentes e identificar o cronograma mais em sintonia com a aprendizagem ideal.

"A questão de acompanhamento lógica era se poderíamos usar a mesma estratégia para superar um déficit na memória. A memória ocorre devido a uma mudança na resistência das ligações entre os neurônios. Em muitas doenças associadas com déficits de memória, essa mudança é bloqueada", explica Byrne.

Para testar se sua estratégia iria ajudar na perda de memória, os pesquisadores simularam um distúrbio do cérebro em uma cultura de células, pegando as células sensoriais do caracol do mar e bloqueando a atividade de um gene que produz uma proteína da memória. Isto resultou em uma diminuição significativa na força das conexões dos neurônios, que é responsável pela memória de longo prazo.

Para imitar as sessões de treinamento, as células receberam um produto químico em intervalos prescritos pelo modelo matemático. Após cinco sessões de treino, que, como o estudo anterior foram em intervalos irregulares, a força das ligações voltou quase ao normal nas células danificadas.

"Esta metodologia pode ser aplicada aos seres humanos se pudermos identificar os mesmos processos bioquímicos nos seres humanos. Nossos resultados sugerem uma nova estratégia para o tratamento de déficit cognitivo", conclui Byrne.

domingo, 14 de abril de 2013

ALZHEIMER/SÍNDROME DE DOWN - Em ambas uma proteína SNX27 é associada a déficits cognitivos

Proteína da doença de Alzheimer está ligada à síndrome de Down

Grupo descobriu que falta da proteína SNX27 causa os mesmos déficits cognitivos em ambas doenças. Desafio é encontrar meios de aumentar sua produção no cérebro

O geneticista francês Jérôme Lejeune descobriu há mais de 50 anos que a síndrome de Down é causada pela presença de uma cópia extra do cromossomo 21. Mas até hoje permanece o mistério acerca de porque isso compromete o desenvolvimento físico e cognitivo. Agora, pesquisadores do Instituto de Pesquisa Médica Sanford-Burnham acreditam ter encontrado uma pista.
Os cientistas, que estavam investigando a doença de Alzheimer, descobriram que ratos que não possuíam uma proteína conhecida como SNX27 tinham muitos dos mesmos déficits de aprendizagem e memória que os ratos com síndrome de Down. Investigando o cérebro de pessoas com a síndrome, os pesquisadores descobriram que eles também não tinham a SNX27. 
Embora o cromossomo 21 não esteja diretamente envolvido na produção SNX27, ele codifica um regulador – miR-155 – que inibe sua produção. De acordo com o estudo, publicado no periódico Nature Medicine, os níveis de miR-155 no cérebro de pessoas com síndrome de Down se correlacionam quase exatamente com a redução da SNX27.
"No cérebro, a SNX27 mantém determinados receptores na superfície celular – os receptores que são necessários para os neurônios dispararem corretamente", disse o autor principal do estudo, Huaxi Xu, em um comunicado divulgado pelo instituto. "Assim, acreditamos que na síndrome de Down a falta de SNX27 é pelo menos parcialmente responsável por déficits cognitivos e de desenvolvimento."
Para testar suas descobertas, a equipe de Xu introduziu mais SNX27 nos ratos com síndrome de Down. Conforme esperado, os ratos mostraram melhoras imediatas na função cognitiva e no comportamento. Agora os pesquisadores estão investigando moléculas que possam aumentar a produção de SNX27 no cérebro humano.
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A PAGAR-SE UMA PESSOA COM SÍNDROME DE DOWN http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2010/09/pagar-se-uma-pessoa-com-sindrome-de.html