Mostrando postagens com marcador Tratamentos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Tratamentos. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

ALZHEIMER-PESQUISAS - Franceses descobrem nova molécula para tratamento da doença

Cientistas franceses descobrem nova molécula que pode tratar mal de Alzheimer

Cientistas franceses descobrem nova molécula que pode tratar mal de Alzheimer

Imagem  da matéria - O Mal de Alzheimer é um quebra-cabeça para os médicos Getty Images/Andrew Bret Wallis/Andrew Bret Wallis 

Um estudo divulgado no final do ano por duas equipes de pesquisadores do Inserm, o Instituto de Saúde e Pesquisa Médica da França, traz uma nova esperança para os pacientes que sofrem de Mal de Alzheimer.
A nova molécula que pode revolucionar a vida dos pacientes se chama Interleucina 2, uma proteína do sistema imunológico que ativa a proliferação dos linfócitos reguladores, que controlam a resposta do organismo a uma inflamação. Essas células evitam que cérebro se intoxique e adoeça, permitindo ao mal que se desenvolva, matando aos poucos os neurônios.
Usada em pequenas doses, administradas por injeções, como no caso da insulina, a Interleucina 2 regula a resposta inflamatória da doença de Alzheimer e de outros males, atuando como um modulador, diz a diretora de pesquisa do Instituto, Nathalie Cartier-Lacave.
“Dadas em doses bem baixas, em diferentes tipos de doenças inflamatórias, por exemplo, como a poliartrite, o diabetes, a esclerose múltipla, temos um efeito benéfico nos pacientes”. A imunoterapia, explica, poderia interromper o processo de degeneração cerebral observado no Mal de Alzheimer, principalmente se for detectado no início. Desta forma, o tratamento poderia preservar os neurônios e ajudar o sistema imunológico a encontrar um equilíbrio.
O diagnóstico precoce, entretanto, é um desafio: clinicamente, as placas no cérebro são visíveis apenas em um estágio avançado da doença. A doença atinge cerca de 850 mil pessoas no país e a estimativa é que, em 2020, 1 a cada 4 pessoas de mais de 65 anos seja diagnosticada com o Mal. Segundo a OMS , 135 milhões terão a doença –atualmente já são 47 milhões.
A doença de Alzheimer tem um componente inflamatório importante, como já foi observado no cérebro de alguns pacientes, diz a pesquisadora, que já desenvolveu diversas terapias para a doença. Ela e o cientista David Klapzman, chefe do serviço de bioterapia do hospital Pitié Salpetrière, que durante muito tempo trabalhou com os linfócitos reguladores e a Interleucina, tentam agora achar pistas para controlar a dose exata da substância a ser administrada.
Testes em humanos
A pesquisa levou dois anos para ser terminada e foi feita por uma equipe multidisciplinar. Os testes realizados em ratos, explica a cientista, foram conclusivos.
“Nossas equipes são complementares. Trabalho há muito tempo com doença de Alzheimer, utilizando o modelo testado nos ratos. Tenho uma equipe, por exemplo, que sabe muito bem analisar o comportamento de camundongos que sofrem do Mal de Alzheimer para avaliar os problemas de memória. Tudo isso é importante para obter a prova da eficácia da molécula”.
O desafio, explica Nathalie, é adaptar os testes feitos nos camundongos nos humanos, que possuem um sistema orgânico bem mais complexo. A vantagem da Interleucina 2, diz, é que já está sendo testada em outras doenças, e já se sabe que é pouco tóxica e bem tolerada. “Então não teremos muitas dificuldades para obter autorização de testes em humanos”, declara.
Componente genético
Como uma boa parte das doenças autoimunes, os pacientes que desenvolvem o Alzheimer têm uma predisposição genética. Os doentes, explica a pesquisadora, têm um sistema imunológico que funciona de uma maneira diferente. Mas essa tendência não é determinante: depende dos estímulos recebidos por esse sistema ao longo da vida, como as infecções virais. E, contrariamente ao que muita gente pensa, a doença não é detectada apenas em idosos. Na França, por exemplo, 30 mil pessoas diagnosticadas têm menos de 60 anos.
fonte - https://br.rfi.fr/franca/20170117-cientistas-franceses-descobrem-nova-molecula-que-pode-tratar-mal-de-alzheimer
LEIA TAMBÉM NO MEU BLOG INFOATIVO DEFNET - 

ALZHEIMER NÃO É UMA PIADA, mas pode ser poesia de vida https://infoativodefnet.blogspot.com.br/2011/06/alzheimer-nao-e-uma-piada-mas-pode-ser.html

sábado, 4 de outubro de 2014

AUTISMO/ROBÓTICA - Um robô auxilia no tratamento de autistas

Autistas interagem com robô que pode auxiliar em tratamento

De tecnologia francesa, NAO é considerado um dos robôs mais avançados do mundo e é capaz de reconhecer comandos de voz, gestos e toques

Japão lança robôs inspirados em animadoras de torcida - Foto: Divulgação
*imagem ilustrativa de um robô utilizado no Japão, de cor vermelha predominante, que é utilizado com se fossem os animadores de torcidas...)

São Paulo - Pela primeira vez no Brasil, pessoas com autismo tiveram contato com um robô capaz de auxiliá-las no tratamento. O Estado acompanhou, na manhã de ontem, a iniciativa com dois adultos e quatro crianças atendidos pela ONG Gaia (Grupo de Apoio ao Indivíduo com Autismo) em São José dos Campos, no Vale do Paraíba.

De tecnologia francesa, o NAO tem 57 centímetros de altura. É composto por duas câmeras, quatro microfones, dois alto-falantes e sensores espalhados pelo corpo revestido de material plástico. É considerado um dos robôs mais avançados, capaz de reconhecer comandos de voz, gestos e toques.
O que parece ser um brinquedo pode ajudar a melhorar a interação de pessoas com autismo e, assim, dar mais qualidade de vida a elas. A equipe da ONG se emocionou com a experiência. Quando o robô começou o gingado de capoeira, um dos pacientes levantou e imitou o movimento. "Isso é uma revolução", diz a psicóloga Ana Maria de Andrade.
Segundo a terapeuta ocupacional Juliana Janei, uma das características do autismo é o isolamento social. "A interação entre os meninos é mínima, dado o grau de severidade. O que vemos neste primeiro contato é que, além da interação, o Daniel (paciente da ONG) gostou da companhia." O garoto, de 17 anos, tocava o robô para continuar a ouvir música.
Estudantes de robótica de um colégio de São José dos Campos que acompanharam a experiência já fazem planos para usar o robô no auxílio de pessoas com autismo. Eles devem iniciar, nos próximos dias, os trabalhos de programação específica para atender às necessidades dos pacientes.
Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), há mais de 2 milhões de autistas no Brasil e 70 milhões no mundo.
FONTE - http://exame.abril.com.br/tecnologia/noticias/autistas-interagem-com-robo-que-auxilia-tratamento
LEIAM TAMBÉM NO MEU BLOG INFOATIVO.DEFNET - 

ROBÔS, POLÍTICA E DEFICIÊNCIA. http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2012/07/robos-politica-e-deficiencia.html

quinta-feira, 12 de junho de 2014

AUTISMO/AVANÇOS - Plataforma do Google será utilizada para buscar novas pesquisas

Novo programa do Google quer melhorar auxílio aos portadores de autismo

A Autism Speaks, organização científica que auxilia pessoas com autismo, anunciou nesta terça-feira (10) uma parceria com o Google que visa criar o maior banco de dados do mundo com a intenção de buscar avanços na compreensão, diagnóstico e tratamento do autismo e seus subtipos. As informações são do site da Autism Speaks.
Para conseguir gerenciar e analisar os dados, a Autism Speaks irá utilizar o Google Cloud Platform para gerir as informações e criar uma biblioteca com informações genômicas de indivíduos com autismo e seus familiares. A intenção é que seja possível sequenciar os genomas completos de cerca de 10 mil pessoas.
A biblioteca está sendo estabelecida pela Autism Speaks Ten Thousand Genomes Program (AUT10K) e, para o diretor de ciência da Autism Speaks, Rob Ring, a iniciativa representa a possibilidade de transformação na forma como o autismo é compreendido no mundo. Ainda de acordo com Ring, esta é a oportunidade-chave para mudar a forma como acontece a assistência a pessoas afetadas pela doença.
fontes - http://canaltech.com.br/noticia/ciencia/Novo-programa-do-Google-quer-melhorar-auxilio-aos-portadores-de-autismo/
http://www.autismspeaks.org/science/science-news/autism-speaks-google-harness-%E2%80%98cloud%E2%80%99-genomic-breakthroughs
LEIAM TAMBÉM NO MEU BLOG INFOATIVO.DEFNET - 

O AUTISMO NÃO É APENAS UMA DOENÇA http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2012/06/o-autismo-nao-e-apenas-uma-doenca.html

segunda-feira, 3 de março de 2014

DOR/TRATAMENTOS - Homem com antebraço amputado melhora dores com realidade virtual

Realidade virtual ajuda a diminuir a dor de homem que ficou sem antebraço

Homem sem antebraço há 48 anos sentia dor constante que, com frequência, era muito intensa. Tratamento inovador que usa jogo de computador aplacou dor no braço-fantasma.

(imagem - foto colorida de um homem sentado à frente de uma tela de computador, com fios ligados ao coto do seu antebraço direito, com uma imagem sua projetada por essa realidade virtual com o braço inteiro na tela,  o paciente vê o seu corpo inteiro, com o antebraço virtual que é controlado pelos seus músculos ORTIZ-CATALAN ET AL) 

Um homem de 72 anos que perdeu o antebraço direito em 1965, e, desde aí, sente diariamente dor no braço-fantasma, voltou a ter momentos sem dor depois de “usar” o seu membro perdido num jogo de computador. O caso vem descrito num artigo publicado agora na Frontiers in Neuroscience, uma revista online de acesso livre.

“Estes períodos sem dor são uma coisa quase nova para mim, é uma sensação extremamente agradável”, diz o paciente, citado no artigo da revista.

É relativamente normal às pessoas a quem foi amputado um membro continuarem a senti-lo como se ele estivesse lá. Infelizmente, 70% das pessoas sentem dores no membro-fantasma.
No caso deste homem de 72 anos, que foi submetido a um tratamento inovador na Universidade de Tecnologia de Chalmers, em Gotemburgo, na Suécia, num trabalho liderado pelo investigador Max Ortiz-Catalan, a dor que sentia no antebraço-fantasma, nos últimos 48 anos, era constante. Apesar de usar normalmente um braço artificial, durante a maior parte do tempo tinha uma dor moderada e várias vezes por dia a dor tornava-se insuportável. Além disso, era comum acordar à noite com estas dores.

Não se sabe muito bem quais as causas da sensação dolorosa, mas existem vários tratamentos para tentar aplacá-la: desde medicação até à acupunctura ou hipnose. Há ainda a técnica do espelho, em que se tenta enganar o cérebro das pessoas. Neste caso, o paciente tem de fazer movimentos com o membro intacto e, ao mesmo tempo, tenta fazer os mesmos movimentos com o membro amputado. Mas estes exercícios são feitos em frente a um espelho que reflecte os movimentos e faz com que a pessoa só veja o membro saudável a mover-se. Este truque dá ao paciente a ilusão de que o membro amputado está a movimentar-se normalmente. No caso do homem de 72 anos, todos os tratamentos falharam, até agora.

O método usado na universidade sueca é um salto em relação à técnica do espelho. A equipa de Max Ortiz-Catalan colocou eléctrodos no braço amputado do homem que transmitem um sinal vindo dos músculos. Estes eléctrodos estão ligados a um programa informático. Os sinais musculares são traduzidos para os movimentos de um antebraço e mão virtuais por um sistema de algoritmos.

O paciente fez vários exercícios de controlo do braço virtual e guiou carros num jogo de corridas. Estes movimentos eram controlados pelos músculos do braço amputado. O paciente, que era ao mesmo tempo filmado, via-se num ecrã a fazer aqueles movimentos com um antebraço e mãos virtuais, num sistema de realidade aumentada.

Os nossos métodos são diferentes dos tratamentos anteriores, porque os sinais que controlam [o braço virtual] são aproveitados a partir do coto do braço”, explica Max Ortiz-Catalan, num comunicado. As sessões de dez minutos de exercícios prolongaram-se durante 18 semanas. Gradualmente, o homem foi sentindo uma dor cada vez mais leve no braço-fantasma. A partir das últimas semanas, a seguir às sessões, o paciente tinha pequenos períodos de tempo sem dor nenhuma.

“Há várias características deste sistema que combinadas podem causar o alívio da dor”, considera Max Ortiz-Cataln. “As áreas motoras do cérebro necessárias para o movimento do braço amputado são reativadas, e o paciente obtém o retorno visual que faz com que o cérebro acredite que existe um braço a executar aqueles comandos motores. O paciente experiencia-se como um todo, com o braço amputado de volta ao seu sítio.

Do punho fechado à mão aberta
Há outras conquistas feitas pelo homem de 72 anos. Durante 48 anos, o paciente continuou a sentir a mão-fantasma, mas sentia a mão fechada com muita força. Depois de seis sessões, a sensação do punho fechado evoluiu para uma mão meio aberta que coincidia com a posição relaxada e neutral da mão virtual que via no ecrã do computador. “Esta é agora a percepção permanente da posição da mão- fantasma que é muito apreciada pelo paciente”, lê-se no artigo.

Antes de iniciar as sessões de tratamento, o paciente sentia ainda que a mão-fantasma estava situada logo a seguir ao coto e não na posição normal, depois do pulso. Mas, quando começou a fazer as sessões virtuais, o homem passou a sentir a posição da mão-fantasma no local correto. Além disso, aprendeu a mover o braço virtual e consegue agora "mexer" cada um dos dedos da mão-fantasma.

A equipa não sabe quais serão os efeitos a longo prazo deste tratamento: se a diminuição da dor se mantém depois de as sessões terminarem. Por isso, decidiram manter os exercícios com este paciente. Uma alternativa é o programa virtual ser instalado na casa do homem. Está ainda em curso um programa que reúne hospitais suecos e clínicas de outros países europeus para aplicarem a técnica a outras pessoas que estão na mesma situação.

A razão de a dor ser suprimida permanece uma incógnita – pode ser causada pela nova atividade dos músculos do braço amputado durante os exercícios ou pode estar ligada ao cérebro acreditar que, afinal, o braço e a mão existem, estão ali e funcionam. De qualquer forma, para os autores, este tratamento poderá ser aplicado a outro tipo de pacientes que “necessitam de reabilitação neuromuscular no caso dos acidentes vasculares cerebrais (AVC) e de lesões parciais da medula espinal”, explica-se no artigo. A única condição necessária é que ainda haja sinais eléctricos dos músculos que possam ser lidos pelos elétrodos.

Quanto ao homem de 72 anos, as mudanças que ocorreram graças a este tratamento experimental são notadas pela família, diz a mulher, citada no artigo: “O meu marido pode viver mais dez anos do que eu esperava, agora que a dor tem um papel menos importante na sua vida, e os que estão próximos dele vêem isso."

fonte - http://www.publico.pt/ciencia/noticia/realidade-virtual-ajuda-a-diminuir-a-dor-de-homem-que-ficou-sem-antebraco-1626289
LEIAM TAMBÉM NO MEU BLOG INFOATIVO. DEFNET - 

O APRENDIZADO DA DOR - o alívio da dor é um direito humano? http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2010/09/imagem-publicada-foto-de-uma-mulher.html

domingo, 16 de fevereiro de 2014

SAÚDE/LEGISLAÇÃO - Projeto de lei obriga tratamento gratuito, para Incontinência urinária, no SUS e nos planos de saúde

Projeto obriga SUS e planos de saúde a oferecer tratamento de incontinência

Uma proposta em tramitação na Câmara obriga o Sistema Único de Saúde (SUS) e os planos e seguros privados de saúde a oferecer gratuitamente tratamento integral de incontinência urinária. A medida está prevista no Projeto de Lei 5922/13, do deputado Dr. Jorge Silva (PDT-ES).
Pelo texto, unidades de atenção à saúde do SUS e do sistema de saúde suplementar ficarão obrigadas a fornecer aos pacientes todos os procedimentos, produtos e medicamentos requeridos por indicação médica.
O tratamento poderá incluir:
– medidas para o bem-estar geral do paciente;
– terapêutica comportamental;
– intervenções farmacológicas;
– intervenções cirúrgicas;
– terapêutica fisioterápica; e
– implantação de dispositivos de compressão uretral e esfíncter (estrutura muscular que controla a abertura ou fechamento do canal urinário) artificial.
O projeto ressalta que homens com situações complexas de incontinência urinária – decorrentes de lesão, prostatectomia, traumatismo pélvico, malformações congênitas, doenças neurológicas, entre outras causas – também terão direito a tratamento adequado para melhoria do quadro clínico.
“Merece destaque o tratamento do câncer da próstata, que devido à retirada total dessa glândula, procedimento conhecido como prostatectomia radical, leva à incontinência”, explica o autor.
Tramitação
O texto será analisado em caráter conclusivo pelas comissões de Seguridade Social e Família; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Íntegra da proposta:

  • PL-5922/2013
  • FONTE - http://www2.camara.leg.br/camaranoticias/noticias/SAUDE/462061-PROJETO-OBRIGA-SUS-E-PLANOS-DE-SAUDE-A-OFERECER-TRATAMENTO-DE-INCONTINENCIA.html?utm_campaign=boletim&utm_source=agencia&utm_medium=email

domingo, 20 de outubro de 2013

SAÚDE MENTAL/DIREITOS HUMANOS - Um enfermeiro busca romper correntes: Hienas e 'doentes mentais' na mesma jaula

Campanha quer por fim a uso de hienas para tratar doentes mentais na Somália

Richard Hooper
A Somália tem um dos maiores números de doentes mentais do mundo e com um sistema de saúde devastado por décadas de guerra, muitos pacientes não recebem qualquer tratamento. Muitos são acorrentados – em árvores ou em casa. Alguns são até trancados em jaulas com hienas. Mas um homem está tentando mudar este cenário.

paciente mental acorrentado | Getty
(imagem - foto colorida onde aparecem as mãos e pés de um homem negro que é um dos pacientes com doenças mentais que são acorrentados na Somália - foto BBC) 

Dr. Hab não é um psiquiatra. Seu nome real é Abdirahman Ali Awale, um enfermeiro que, após três meses de treinamento na Organização Mundial da Saúde (OMS), abraçou a missão de cuidar dos que sofrem de doenças mentais em seu país. Ele diz estar apto a tratar todos os tipos de distúrbios, desde depressão pós-parto à esquizofrenia.
Quem não quer fazer uma consulta com Dr. Hab pode fazer uma visita aos populares curandeiros que usam erva medicinais para tratar doenças mentais ou "sheiks" que ainda advocam curas tradicionais e normalmente barbáricas.
"Há uma crença na Somália de que hienas podem ver tudo, inclusive os espíritos malignos que as pessoas apontam como causadores das doenças mentais", diz ele.
"Em Mogadishu, é possível encontrar hienas que foram trazidas de bosques e famílias estão dispostas a pagar US$ 560 (R$ 1,2 mil) para trancar um ente querido junto com o animal dentro de um quarto durante a noite".

Mordidas

O "tratamento" com hienas - que custa mais do que as famílias ganham em média por ano – é brutal. Ao cravar suas garras e morder o paciente, a hiena estaria forçando os maus espíritos a deixar o corpo. Pacientes, inclusive crianças, já morreram em ataques do animal carnívoro.
"Estamos tentando mostrar às pessoas que isso não faz sentido", diz Hab. "Doenças mentais são como qualquer outra e precisam de métodos científicos para serem curadas", afirma.
A campanha do enfermeiro foi desencadeada por um incidente em 2005, quando ele testemunhou um grupo de mulheres com distúrbios mentais sendo perseguidas por jovens na rua.
"Depois disso eu decidi que teria de abrir o primeiro hospital psiquiátrico da Somália", relembra.
O Hospital Público de Saúde Mental (Habeb) em Mogadishu foi o primeiro dos seis centros que hoje Dr. Hab mantém toda a Somália, tendo atendido mais de 15 mil pacientes.
Ele enfrenta um grande desafio. A OMS estima que um em cada três somalis esteja ou tenha sido afetado por doenças mentais, bem acima da média global de um para dez. Em certas partes do país mais atingidas por décadas de conflito, este índice é ainda maior.
Dr.Hab diz que não dispõe de muitos recursos para tratar os pacientes, contando com doações de medicamentos por parte de ONGs e de farmácias particulares.

Acorrentados

Ele diz que é difícil fazer os pacientes entenderem que sofrem de problemas mentais. Problemas psicológicos são geralmente explicados como dores físicas – dores de cabeça, excesso de suor e dor no peito. Alguns conceitos nem existem na cultura somali. Depressão, por exemplo, se traduz como "os sentimentos de um camelo quando seu amigo morre".
Mas nada é mais indicativo sobre a falta de entendimento da população sobre doenças mentais do que a prática disseminada de acorrentar pacientes em árvores ou em quartos.
A ONG italiana GRT tem registros de pacientes que ficaram acorrentados até morrer.
"Eu mesmo já salvei muitos pacientes que foram abandonados pela família e ficam acorrentados esperando a morte", diz Hab, que percorre áreas rurais em uma van em busca de pessoas acorrentadas para libertá-las e conduzi-las a um de seus centros.
A OMS financia a iniciativa "Livre das Correntes" em uma tentativa de erradicar a prática, começando pelos hospitais. Mas o próprio Hab admite já ter acorrentado os pacientes mais agressivos.
Hab mostra uma planilha com todos os itens de que necessita em seus centros – novos colchões, comida para os pacientes e diesel para sua van. Segundo ele, há também uma carência de enfermeiros e psiquiatras qualificadas. A luta diária para prover o tratamento adequado para seus pacientes e o sofrimento que ele testemunha está claramente afetando sua saúde.
"É um trabalho muito difícil físico e mentalmente", diz ele. "Eu era saudável quando comecei e agora sofro de diabetes".
"Eu já chorei na TV, já chorei em público, já chorei diante de presidentes", diz ele.
"Até agora eu estou com vontade de chorar".
(imagem - foto colorida do 'Dr. Hab' com os braços erguidos e um sorrisso no rosto, de quem compreende essa outra dor: a dor psíquica de quem é violentado e acorrentado, e se torna a Vida Nua, qual uma hiena enjaulada - ver foto na matéria original)

LEIAM TAMBÉM SOBRE SAÚDE MENTAL, BIOÉTICA E DIREITOS HUMANOS NO INFOATIVO.DEFNET:

OS MORTOS-VIVOS DO HOSPICIO QUE ENSINAVAM AOS VIVOS SOBRE A VIDA NUA... BARBACENAS NUNCA MAIS! http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2013/10/os-mortos-vivos-do-hospicio-que.html

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

ALZHEIMER/DESCOBERTAS - Pesquisas precisam de comprovação e tempo

Otimismo com descoberta para cura do Alzheimer se justifica?

Manchetes que anunciam "cura do Alzheimer" ou "grande descoberta em Alzheimer" são comuns e, nesta semana, mais uma se juntou a elas.
Cérebro afetado pelo Alzheimer (SPL)
*(imagem - a foto colorida de um cérebro com os hemisférios, com ação de contrastes, onde se vê à esquerda a atrofia de massa cerebral em cor predominante vermelha, e à direita um hemisfério com menor perda de neurônios e de cor predominante  amarela - Substância química evitou morte de tecido cerebral em camundongo - fotografia BBC)
Pesquisadores britânicos descobriram a primeira substância química capaz de evitar a morte do tecido cerebral em uma doença que causa degeneração dos neurônios.
Ainda são necessárias mais pesquisas para desenvolver uma droga que possa ser usada por doentes. Mas os cientistas dizem que um medicamento feito a partir da substância poderia tratar doenças como Alzheimer, Mal de Parkinson, Doença de Huntington, entre outras.
O jornal britânico The Times anunciou "Cura para o Alzheimer 'está ao alcance'" na primeira página. O The Independent saiu com "Cientistas comemoram descoberta histórica na guerra contra o Alzheimer".
Apesar de não se tratarem de manchetes novas, uma grande diferença desta vez é que cientistas cautelosos estão sugerindo que a última descoberta pode ser realmente histórica.
Quase todas as notícias publicadas sobre o assunto têm uma frase do professor Roger Morris, do King's College de Londres.
"Suspeito que esta descoberta será julgada pela história como um momento decisivo na busca de medicamentos para controlar e evitar o Alzheimer", disse o cientista.

Momento importante

A fonte primordial de tanta animação é que a substância química descoberta suspendeu a morte de células do cérebro em um cérebro vivo, que, de outra forma, teria morrido devido a uma doença neurodegenerativa.
Quando entrevistei o professor Morris na noite de quarta-feira, ele usou a palavra "marco" várias vezes.
No estudo do Conselho de Pesquisa Médica na Universidade de Leicester, foram usados camundongos com uma doença semelhante à forma humana da doença da vaca louca. Dentro de oito semanas, os cérebros dos camundongos se deterioraram tanto que a memória e os movimentos estavam afetados. Na 12ª semana, os camundongos estavam mortos.
Mas, quando outros camundongos infectados com a mesma doença receberam um "composto parecido com medicamento", eles sobreviveram às 12 semanas sem sinais de morte de tecido cerebral. A substância química também causou efeitos colaterais como perda de peso e diabetes.
Outra fonte de otimismo são as implicações desta descoberta.
A substância química ajuda o cérebro a lidar com a produção de proteínas defeituosas. O Alzheimer tem uma proteína deformada específica, assim como o Mal de Parkinson e a Doença de Huntington.
A resposta do cérebro a todas estas doenças é suspender a produção de proteínas, mas isto acaba matando as células do cérebro. A substância química descoberta ajuda as células do cérebro a ignorar estas proteínas deformadas, e a continuar funcionando, vivo.

Traços em comum

No passado, a pesquisa em doenças neurodegenerativas se concentrou no que era único àquelas doenças. Esta abordagem analisa o que todas têm em comum. E, se a descoberta realmente funcionar, então levanta a possibilidade de um único medicamento para curar ou evitar quase todas as formas de neurodegeneração.
"Se (a substância) paralisa a degeneração do cérebro, vai parar a doença em pessoas que já têm. E se podemos detectar a doença cedo, vai evitar muita degeneração", afirmou Giovanna Mallucci, que liderou a pesquisa.
"A esperança é deter a morte de células do cérebro e isto é o que é tão animador", acrescentou.
Vale destacar que as descobertas precisas do estudo, uma substância química tóxica que os pesquisadores sequer chamam de medicamento, paralisa a morte de células do cérebro em camundongos.
Claramente, isto não é uma cura, mas abre caminho para uma. Dá às companhias farmacêuticas e cientistas algo para trabalhar.
Este processo levará tempo, provavelmente mais de uma década, sem garantias de sucesso no final.

Exemplos

Na história recente da pesquisa médica há muitos exemplos de medicamentos que pareciam promissores em camundongos, mas acabaram decepcionando quando testados em humanos.
Esta substância química funciona em um cérebro de camundongo, que tem 75 milhões de neurônios. Um cérebro humano, mais complexo e com 85 bilhões de neurônios, é muito diferente.
Simon Ridley, chefe do setor de pesquisa da organização de caridade britânica especializada em Alzheimer, Alzheimer's Research UK, disse à BBC que os pacientes terão que esperar muito.
"Temo que (a espera) será mais longa do que qualquer um de nós gostaria. Acredito que há muitas pessoas que estão desesperadas por qualquer notícia sobre novos tratamentos, que eles gostariam de fazer hoje", afirmou.
"Acho que neste estágio poderíamos esperar uma década antes de sabermos se será eficaz", acrescentou.
LEIA TAMBÉM NO MEU BLOG INFOATIVO.DEFNET - 

MÃES, ALZHEIMER E MÚSICA.http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2012/05/maes-alzheimer-e-musica.html

quarta-feira, 17 de julho de 2013

SÍNDROME DE DOWN/PESQUISAS - Cientistas conseguem silenciar um dos três cromossomas 21

Cromossoma que causa a síndrome de Down foi desligado no laboratório


Pela primeira vez, uma equipa de cientistas conseguiu silenciar um dos três cromossomas 21, que é responsável pela síndrome de Down. Este resultado poderá ajudar a desenvolver novos tratamentos. 
(Imagem - Wikipedia - A presença de três cromossomas 21 no cariótipo é o sinal da síndrome de Down por trissomia 21. Este cariótipo mostra uma síndrome de Down adquirida por não-disjunção.)

  A espécie humana tem 46 cromossomas. Um desvio deste número mágico dá, na maior parte das vezes, mau resultado. A trissomia 21 é um desses exemplos. Quem nasce com síndrome de Down tem três cromossomas 21, em vez de dois, o que causa uma série de complicações fisiológicas e uma capacidade cognitiva limitada. Agora, pela primeira vez, uma equipa de cientistas conseguiu no laboratório desligar este cromossoma a mais em células de pessoas com trissomia 21. Os resultados são publicados nesta quarta-feira na edição online da revista Nature e prometem trazer uma nova compreensão sobre esta doença (ALTERAÇÃO GENÉTICA) que pode resultar em terapias. 
“Para as pessoas que vivem com a síndrome de Down, a nossa esperança é que a demonstração deste conceito abra vários caminhos para estudar este problema e torne possível pensar em investigar no futuro uma ‘terapia cromossômica”, explica Jeanne Lawrence, da Escola Médica da Universidade do Massachusetts, nos EUA, que liderou este projeto.

É ainda uma realidade a muito longo prazo, que parece para já um cenário impossível. Só se consegue detectar que um feto tem um cromossoma 21 a mais a partir da 12ª semana de gestação. E qualquer terapia só é possível após o nascimento, quando muitos problemas já estão presentes. Por se conhecer tão pouco da doença, não se sabe hoje que efeitos teria um tratamento nessa altura.

Mas é talvez nisso que, para já, esta descoberta pode ajudar: compreender como é que um simples cromossoma 21 a mais nas células provoca problemas cognitivos, o início precoce da doença de Alzheimer, um aumento de risco de leucemia na infância, defeitos no coração, no sistema imunitário ou endócrino, que fazem diminuir a esperança de vida.

Em muitos casos, a causa da trissomia 21 começa antes da fecundação, quando se produzem as células sexuais que vão dar origem a um indivíduo com esta síndrome.

Os 46 cromossomas humanos são oriundos das células sexuais dos nossos pais que se juntam na fecundação. O ovócito tem 23 cromossomas — classificados desde o cromossoma um até ao 22, mais o cromossoma sexual feminino X. O espermatozoide carrega outros 23 cromossomas — que, além dos 22 cromossomas, inclui o cromossoma sexual X ou Y, que define se o embrião vai ser uma mulher (XX) ou um homem (XY).

No caso da trissomia 21, uma das células sexuais traz, em vez de um, dois cromossomas 21. Isto acontece durante a produção dos espermatozoides ou dos ovócitos. Quando ocorrem as divisões celulares para se produzirem estas células, os 46 cromossomas têm de passar equitativamente a metade, mas às vezes a separação não é bem feita e o espermatozoide ou o ovócito acabam por ficar com um cromossoma a mais.

A síndrome de Down é das trissomias mais comuns, um em cada 800 recém-nascidos tem-na, mas também existem trissomias dos cromossomas sexuais e dos cromossomas 13 e 18.

O cromossoma 21 é o mais pequeno dos 22 cromossomas não sexuais. O nosso genoma tem 20.000 genes que comandam o fabrico de proteínas diferentes, além de muitos mais genes que controlam a atividade ao nível do ADN e tornam possível que um ser humano se desenvolva a partir de uma célula. Estes genes estão distribuídos pelos vários cromossomas em longas sequências de ADN. O cromossoma 1 carrega 2073 genes que codificam proteínas, já o cromossoma 21 tem apenas 242 genes.

Por isso, no caso de pessoas com trissomia 21, as suas células estarão a produzir estas 242 proteínas em mais quantidade. De uma forma simplificada, a grande questão é saber quando é que o excesso de uma proteína A no tecido B está a provocar o problema C numa pessoa com síndrome de Down.

Jeanne Lawrence e colegas ainda estão um passo atrás da resolução desse problema. A equipa conseguiu fazer com que um dos três cromossomas 21 deixasse de ativar os seus genes. Para tal, serviu-se de um fenômeno que já acontece nas células de todas as mulheres e imitou-o.

Ainda que as mulheres tenham dois cromossomas sexuais X, só precisam de um ativo (nos homens, o cromossoma Y tem os genes que garantem o desenvolvimento dos seus órgãos sexuais). Nas mulheres, logo no início do desenvolvimento embrionário, um dos dois cromossomas X activa o gene XIST, produzindo uma molécula de ARN. É este ARN que prende este cromossoma X em vários locais como um cadeado, impedindo-o de funcionar. Assim, só um dos cromossomas X funciona quando o embrião se desenvolve.

A equipa serviu-se do gene XIST para fazer o mesmo em células de pessoas com síndrome de Down. Através de engenharia genética, reprogramaram essas células adultas, transformando-as em células estaminais. E inseriram aí o gene XIST num dos cromossomas 21. Quando o gene começou a funcionar, este cromossoma ficou silenciado, não activando os genes. Estas células passaram a ter uma atividade genética semelhante às células com 46 cromossomas.

De seguida, forçaram essas células estaminais a tornarem-se neurônios  para comparar o seu desenvolvimento quando tinham três cromossomas 21 ou quando um dos três cromossomas estava silenciado por este novo método. Os resultados mostraram que os neurônios com o cromossoma desligado multiplicavam-se mais e agrupavam-se de forma mais organizada. “Agora temos uma ferramenta poderosa para identificar e estudar as patologias e as vias celulares que estão a ser condicionadas pela sobre expressão do cromossoma 21”, explica Jeanne Lawrence.

Para João Pinho da Silva esta descoberta “é um avanço muito grande”, mas “ainda é cedo para se prever o que pode acontecer no organismo”, explica o médico geneticista do Instituto de Biologia Molecular e Celular do Porto. “Num bebé com trissomia 21, alguns dos problemas já estão instalados e não sabemos se uma terapia [que surja desta investigação] poderá reverter os sintomas ou impedir o seu avanço.”

LEIA TAMBÉM SOBRE SÍNDROME DE DOWN NO MEU BLOG INFOATIVO.DEFNET - 

NÃO SOMOS ANORMAIS, SOMOS APENAS CIDA-DOWNS....http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2012/03/nao-somos-anormais-somos-apenas-cida.html

sexta-feira, 12 de julho de 2013

PESSOAS COM DEFICIÊNCIA/PARALISIA CEREBRAL - Um homem paraplégico doa seu tratamento a uma criança com Paralisia cerebral

Homem arrecada R$68 mil para se tratar, mas doa dinheiro para criança
O galês Dan Black, de 25 anos, perdeu o movimento das pernas, após um acidente de trânsito, em 2009. Desde então, com a ajuda da família, ele arrecadou o equivalente a R$ 68 mil para realizar um tratamento inovador com células-tronco e voltar a andar. Mas, o jovem desistiu do tratamento e resolveu doar todo o dinheiro para ajudar o pequeno Brecon Vaughan, de 5 anos, a dar seus primeiro passos.
Brecon nasceu com um caso raro de paralisia cerebral, que provoca rigidez nas pernas, falta de equilíbrio e coordenação. O pequeno só consegue se locomover com ajuda de um andador. Para ajudá-lo a movimentar-se sem ajuda sua família precisava de, aproximadamente, R$ 204 mil para uma cirurgia, nos Estados Unidos.
E foi Dan Black que deu o pontapé inicial para ajudar o menino. Alegando que Brecon teria mais chances de andar que ele, Dan doou tudo o que tinha para o pequeno e a família.
“Eu sei que, para mim, as coisas não vão ficar melhores logo. Eu só queria fazer algo que pudesse realmente ajudar alguém cuja vida poderia ficar melhor. Enquanto houver esperança para Brecon, eu farei tudo o que puder para ajudá-lo, porque eu não quero ver um jovem rapaz sofrer”, afirmou Dan ao jornal DailyMail.

Brecon e os pais Brecon e os pais Foto: SWNS.com / SWNS.com (IMAGEM - foto colorida de um menino sorrindo apoiado em um andador, com a mãe á direita e o pai á sua esquerda)
A atitude de ajudar ao próximo foi vista com orgulho pela família de Dan. “Depois de seu acidente e um AVC, ele está paralisado do peito para baixo, só pode usar seu braço esquerdo. É comovente o que Daniel fez para ajudar Brecon”, afirma a mãe de Dan, Michaela Black.
O procedimento que pode ajudar Brecon se chama rizotomia dorsal seletiva. Ele só é realizado por um cirurgião no hospital St. Louis Children, em Missouri, nos Estados Unidos.
A família ainda tenta conseguir o restante do dinheiro necessário para pagar o procedimento e a posterior estadia do pequeno no hospital. Os pais do menino recebeu com carinho a doação de Dan.
“Ele (Dan) nos doou uma quantidade fenomenal de dinheiro. Eu não acho que é possível dizer o quanto somos gratos por isso”, disse o pai de Brecon, Rob Vaughan, de 44 anos.
Para ajudar o tratamento de Brecon, os pais dele criaram uma página na internet para receberem doações. Eles esperam em breve poder ajudar o filho.

terça-feira, 9 de julho de 2013

CÂNCER/PESQUISAS - Teste inglês na urina pode detectar Câncer de Bexiga

Teste à urina pode detetar CÂNCER na bexiga

Na fase de testes, o dispositivo identificou 100 por cento dos doentes com câncer

Ciência [Reuters]
(imagem- foto colorida de diversos tubos de ensaio onde são testadas as provas ou materiais biológicos. fotografia de divulgação) 

Investigadores britânicos desenvolveram um dispositivo que pode detetar câncer na bexiga a partir de odores específicos presentes na urina. A técnica foi inspirada em relatos sobre como os cães farejam determinados tipos de cancro.

O estudo, desenvolvido nas Universidades de Liverpool e de West of England, foi publicado na revista norte-americana «PLOS ONE» e defende que, sendo eficaz, pode identificar um câncer que, muitas vezes, é descoberto tardiamente e com preços elevados, refere a AFP.

«Partindo daquele princípio, desenvolvemos um dispositivo que pode dar-nos um perfil do odor na urina», analisando os gases presentes na urina, disse Norman Ratcliffe, do Institute of Biosensor Technology da Universidade West of England Bristol.

Chris Probert, do Institute of Translational Medicine da Universidade de Liverpool, referiu que a doença, identificada cedo, «pode ser tratada eficazmente», cita a Lusa.

Os investigadores analisaram 98 amostras para desenvolver o teste, sendo 24 amostras de doentes com câncer e 74 de pacientes com problemas urológicos, mas sem câncer  O dispositivo identificou corretamente todos os casos de câncer.

LEIAM TAMBÉM NO MEU BLOG INFOATIVO.DEFNET -  

EU, VOCÊ, NÓS E O CÂNCER.http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2012/07/eu-voce-nos-e-o-cancer.html

sábado, 29 de junho de 2013

ALZHEIMER/TRATAMENTOS - Pesquisa no Canada diz reverter a doença com estimulação cerebral profunda

Doença de Alzheimer revertida pela primeira vez

Investigadores canadianos usaram técnica de estimulação cerebral profunda


A doença de Alzheimer foi revertida pela primeira vez. Uma equipa de investigadores canadenses, da Universidade de Toronto, liderada por Andres Lozano, usou uma técnica de estimulação cerebral profunda, diretamente no cérebro de seis pacientes, conseguindo travar a doença há agora já mais de um ano. O estudo foi publicado na«Annals of Neurology».Foram aplicados pequenos impulsos eléctricos perto do fórnix
(imagem - reprodução de um cérebro humano, com um corte sagital, mostrando as estruturas e denominações anatômicos, para indicar o local do Fórnix onde a estimulação foi feita - *com a cor verde) 

Em dois destes pacientes, a deterioração da área do cérebro associada à memória não só parou de encolher como voltou a crescer. Nos outros quatro, o processo de deterioração parou por completo.

Nos portadores de Alzheimer, a região do hipocampo é uma das primeiras a encolher. O centro de memória funciona nessa área cerebral, convertendo as memórias de curto prazo em memórias de longo prazo. Sendo assim, a degradação do hipocampo revela alguns dos primeiros sintomas da doença, como a perda de memória e a desorientação.

Imagens cerebrais revelam que o lobo temporal, onde está o hipocampo e o cingulado posterior, usam menos glicose do que o normal, sugerindo que estão desligadas e ambas têm um papel importante na memória.

Para tentar reverter esse quadro degenerativo, Lozano e sua equipa recorreram à estimulação cerebral – enviar impulsos eléctricos para o cérebro através de eletrodos implantados.

O grupo instalou os dispositivos perto do fórnix – um aglomerado de neurônios que enviam sinais para o hipocampo – dos pacientes diagnosticados com Alzheimer há pelo menos um ano. Os investigadores aplicaram pequenos impulsos eléctricos 130 vezes por segundo.

Testes realizados um ano depois mostram que a redução da glicose foi revertida nas seis pessoas. Esta descoberta pode levar a novos caminhos para tratamentos de Alzheimer, uma vez que é a primeira vez que foi revertida.

Os cientistas admitem, no entanto, que a técnica ainda não é conclusiva e que necessita de mais investigação. A equipa vai agora iniciar um novo teste que envolve 50 pessoas.
LEIAM TAMBÉM NO MEU BLOG INFOATIVO.DEFNET - 

MÃES, ALZHEIMER E MÚSICA. http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2012/05/maes-alzheimer-e-musica.html

terça-feira, 25 de junho de 2013

CRACK/PESQUISAS - Pesquisa de universidades revela comportamento de dependentes do Crack

Os bastidores do crack

Pesquisa busca dados aprofundados sobre o comportamento dos usuários de crack no Rio de Janeiro e em Salvador. A ideia é que os resultados contribuam com ações governamentais junto a esse grupo.
Por: Déborah Araujo
Consultório de rua para dependentes químicos
*(imagem- fotografia em tons alaranjados, colorida, Unidade de consultório de rua para dependentes químicos na cidade do Recife (PE). Pesquisa visa contribuir para ações governamentais de intervenção junto a usuários de crack. (foto: Erasmo Salomão, ASCOM/MS/ Flickr – CC BY-NC-SA 2.0
A maioria dos estudos sobre o crack sugere que o uso da substância é prevalente entre jovens marginalizados, com graves problemas de saúde e envolvimento com o crime, e suas informações param por aí. Em busca de dados mais aprofundados, pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) avaliaram recentemente o comportamento de 160 usuários regulares de crack na capital fluminense e em Salvador.
Além das características já conhecidas, o estudo identificou outras: usuários de crack nas duas cidades tendem a fazer uso de outras drogas e mantêm comportamento de risco para doenças sexualmente transmissíveis e transmitidas pelo sangue. “As taxas encontradas foram ainda mais altas do que supúnhamos”, declara o psiquiatra Marcelo Santos Cruz, professor do Instituto de Psiquiatria da UFRJ e coordenador do estudo. “Além disso, a não utilização do preservativo, a alta frequência de relações sexuais, o grande número de parceiros diferentes e a troca de sexo por droga, comportamentos comuns entre os usuários, são muito preocupantes.”
A pesquisa também aponta que 42% e 70% dos usuários, respectivamente, do Rio e de Salvador, têm algum tipo de trabalho, legal ou ilegal, portanto, recebem algum tipo de remuneração. A prostituição é uma forma de se obter dinheiro para o consumo para 17% do grupo de usuários de crack da capital fluminense e para 8% dos voluntários da capital baiana. Além disso, 56% dos usuários de Salvador já haviam sido detidos pela polícia, contra 28% dos usuários do Rio.
O estudo buscou identificar ainda o modo como o crack é consumido. Os recipientes plásticos são os preferidos dos usuários do município do Rio (87%) para fumar a pedra de crack, já os de Salvador preferem fumar a substância misturada aos cigarros de maconha (34%) ou ao cigarro comum (10%).

Entrevistas e exames

Além da equipe liderada pelo psiquiatra Marcelo Santos Cruz, da UFRJ, o estudo também envolveu pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz, da Universidade Federal da Bahia (UFBA), da Universidade Simon Fraser e do Centro de Dependência e Saúde Mental – as duas últimas do Canadá.
Foram avaliados, entre novembro de 2010 e junho de 2011, 81 usuários de crack da cidade do Rio de Janeiro e 79 de Salvador, todos na faixa etária entre 18 e 24 anos. As duas cidades foram escolhidas para a pesquisa por terem equipes com mais experiência e maior acesso aos usuários que vivem nas ruas. “Usamos os contatos com pessoas da comunidade que as equipes já conheciam para convidar usuários de crack para as entrevistas”, explica Cruz.
As entrevistas foram feitas a partir de um questionário com seis partes: informações sócio-demográficas (sexo, idade, moradia, escolaridade, fontes de renda, entre outras); padrão do uso de drogas, incluindo padrão de uso de crack; comportamento de risco para doenças sexualmente transmissíveis; autoavaliação da saúde mental e física; utilização de serviços sociais e de saúde; e problemas com a polícia.
Os pesquisadores também realizaram testes sorológicos para os vírus da hepatite B (HBV) e C (HCV) e da Aids (HIV). Os exames revelaram que 3,7% dos voluntários do Rio de Janeiro e 11,2% dos de Salvador são portadores do HIV. Cinco participantes do Rio de Janeiro estão contaminados pelo vírus HBV e apenas um de Salvador teve resultado positivo para o HCV. “O fato de termos encontrado baixas taxas de contaminação por HIV (no Rio) e pelos vírus das hepatites B e C (nas duas cidades) mostra uma janela de oportunidade de ações preventivas”, acrescenta o psiquiatra.

Ações preventivas

Os dados coletados no estudo visam contribuir para os trabalhos de intervenção do governo federal junto a usuários de crack. “É importante mapear a rede de serviços públicos oferecida a pessoas com problemas com drogas em cada área para melhorar o encaminhamento e articulação dos mesmos”, ressalta Cruz.
Entre os projetos em andamento, o pesquisador destaca os Consultórios na Rua de Salvador, que desde o fim da década de 1990 atendem principalmente crianças e adolescentes usuários de álcool e drogas. “São ações sociais e de saúde que incluem atividades de prevenção, encaminhamento para a rede e, em alguns casos, até tratamento realizado nos locais onde as pessoas estão”, completa.
Cruz é crítico ao projeto de lei que autoriza a internação involuntária de dependentes de drogas, em votação no congresso. Para ele, esse tipo de internação só deve ser feito nos casos em que o médico, após examinar a pessoa individualmente, percebe que ela coloca a sua vida ou a de outras em risco. “São situações muito diferentes quando você define a internação involuntária para cada indivíduo e quando você define para grupos.”
Além disso, o pesquisador acredita que a internação por si só não garante nada além de retirar o individuo imediatamente da situação em que se encontra. “Tem que haver condições de tratamento adequadas para essas pessoas, o que não é o caso de muitos serviços de internação em atividade hoje”, completa. 
LEIAM TAMBÉM SOBRE O TEMA NO MEU BLOG INFOATIVO.DEFNET - 

OS NOVOS MALDITOS E AS NOVAS SEGREGAÇÕES: da Lepra ao Crack http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2012/02/os-novos-malditos-e-as-novas.html