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terça-feira, 18 de agosto de 2015

AUTISMOS/TECNOLOGIAS ASSISTIVAS - Plataforma portuguesa quer congregar aplicativos para autistas

Projeto português congrega várias aplicações sobre autismo

plataforma de informação Enforcing Kids pretende congregar outras aplicações dedicadas ao Autismo, em particular projetos de estudantes universitários.
Os responsáveis por este projeto são Cátia Raminhos e Jorge Santos, alunos da Universidade de Lisboa dos mestrados de Engenharia Informática e de Metodologias e Tecnologias em E-Learning. O Enforcing Kids tem como função partilhar dúvidas, esclarecimentos, opiniões e experiências sobre o autismo.
A plataforma é destinada ao público adulto que lida com a temática do autismo, enquanto uma aplicação móvel está pensada para ser usada por crianças acompanhadas por adultos responsáveis pela terapia. A app Enforcing Kids está disponível gratuitamente e pode ser usada nos quatro idiomas de trabalho da Enforcing Kids: português, castelhano, francês e inglês.
O projeto é apoiado pelo Departamento de Investigação LaSIGE da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa.
Via Enforcing Kids. https://www.facebook.com/enforcingkids
FONTE - https://www.pcguia.pt/2015/08/plataforma-enforcing-kids-pretende-congregar-outras-aplicacoes-dedicadas-ao-autismo/
LEIA TAMBÉM SOBRE O TEMA AUTISMO NO MEU BLOG INFOATIVO.DEFNET - 

A TERRA É AZUL e o AUTISMO TAMBÉM... http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2011/03/terra-e-azul-e-o-autismo-tambem.html

domingo, 16 de fevereiro de 2014

SAÚDE/LEGISLAÇÃO - Projeto de lei obriga tratamento gratuito, para Incontinência urinária, no SUS e nos planos de saúde

Projeto obriga SUS e planos de saúde a oferecer tratamento de incontinência

Uma proposta em tramitação na Câmara obriga o Sistema Único de Saúde (SUS) e os planos e seguros privados de saúde a oferecer gratuitamente tratamento integral de incontinência urinária. A medida está prevista no Projeto de Lei 5922/13, do deputado Dr. Jorge Silva (PDT-ES).
Pelo texto, unidades de atenção à saúde do SUS e do sistema de saúde suplementar ficarão obrigadas a fornecer aos pacientes todos os procedimentos, produtos e medicamentos requeridos por indicação médica.
O tratamento poderá incluir:
– medidas para o bem-estar geral do paciente;
– terapêutica comportamental;
– intervenções farmacológicas;
– intervenções cirúrgicas;
– terapêutica fisioterápica; e
– implantação de dispositivos de compressão uretral e esfíncter (estrutura muscular que controla a abertura ou fechamento do canal urinário) artificial.
O projeto ressalta que homens com situações complexas de incontinência urinária – decorrentes de lesão, prostatectomia, traumatismo pélvico, malformações congênitas, doenças neurológicas, entre outras causas – também terão direito a tratamento adequado para melhoria do quadro clínico.
“Merece destaque o tratamento do câncer da próstata, que devido à retirada total dessa glândula, procedimento conhecido como prostatectomia radical, leva à incontinência”, explica o autor.
Tramitação
O texto será analisado em caráter conclusivo pelas comissões de Seguridade Social e Família; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Íntegra da proposta:

  • PL-5922/2013
  • FONTE - http://www2.camara.leg.br/camaranoticias/noticias/SAUDE/462061-PROJETO-OBRIGA-SUS-E-PLANOS-DE-SAUDE-A-OFERECER-TRATAMENTO-DE-INCONTINENCIA.html?utm_campaign=boletim&utm_source=agencia&utm_medium=email

sábado, 20 de abril de 2013

CÂNCER/NANOTECNOLOGIAS - Nanodiamantes como terapia para o CÂNCER DE MAMA

Diamantes ajudam a curar câncer de mama 
Diamantes ajudam a curar câncer de mama
(imagem - representação com desenhos de nanodiamantes com o formato de pequenas bolas de futebol, de cor azul, em grupos de três, que têm de 4 a 6 nanômetros de diâmetro - UCLA)
Recentemente, os médicos começaram a categorizar o câncer de mama em quatro grupos principais, de acordo com a composição genética das células cancerosas.
A categoria do câncer em geral determina o melhor método de tratamento.
Mas o câncer de um dos quatro grupos - o chamado "tipo basal" ou câncer de mama "triplo negativo" (CMTN) - tem sido particularmente difícil de tratar porque geralmente não responde aos medicamentos que são muitas vezes eficazes no tratamento de outros tipos de câncer de mama.
Felizmente, uma terapia pode estar a caminho, uma terapia baseada em uma substância que parece ter pouco ou nada a ver com medicamentos.
Dean Ho e seus colegas da Universidade da Califórnia (EUA) desenvolveram um tratamento potencialmente mais eficaz para o CMTN que usa diamantes.
São diamantes minúsculos, em escala nanométrica, tão pequenos que são conhecidos como nanodiamantes.
Os nanodiamantes têm entre 4 e 6 nanômetros de diâmetro e têm a forma de pequenas bolas de futebol.
Subprodutos da mineração convencional que procura diamantes para joias e uso industrial, os nanodiamantes formam aglomerados quando são associados com as drogas da quimioterapia, levando o medicamento diretamente às células a serem tratadas.
Isto melhora significativamente o efeito das drogas.
"Este estudo demonstra a versatilidade dos nanodiamantes como agentes de entrega de medicamentos diretamente no tumor," disse Ho. "O agente que nós desenvolvemos reduz os efeitos colaterais tóxicos associados com o tratamento e leva a reduções significativas no tamanho do tumor."
A equipe combinou várias fármacos que combatem o câncer na superfície dos nanodiamantes, incluindo a epirubicina, uma droga de quimioterapia altamente tóxica, mas amplamente utilizada, que é frequentemente administrada em combinação com outros medicamentos contra o câncer.
O novo composto mostrou-se capaz de se ligar a um material da membrana celular revestido com anticorpos que ocorre em grande quantidade na superfície das células tumorais.
Quando testado em camundongos, o agente à base de nanodiamantes diminuiu notavelmente o crescimento do tumor e eliminou os efeitos colaterais devastadores do tratamento convencional do câncer de mama.
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quarta-feira, 27 de março de 2013

CÂNCER/TERAPIAS - Cientistas anunciam desaparecimento de Leucemia em menina nos EUA

Americanos divulgam terapia que curou leucemia em uma menina de sete anos

O novo tipo de tratamento celular imunológica fez desaparecer a doença, 
usando as células T do próprio doente
*(imagem - foto colorida de duas crianças com máscaras cirúrgicas no rosto, calvas devido aos tratamentos, e olhando para a câmera - Fotografia de Alexander Khudoteply - AFP Photo)

Cientistas americanos anunciaram nesta segunda-feira (25) o avanço em um novo tipo de terapia celular imunológica que fez desaparecer a leucemia em uma menina usando suas próprias células T reprogramadas para combater o câncer.
O estudo do caso de Emily "Emma" Whitehead, de 7 anos, gera a esperança de um novo caminho contra um tipo de leucemia forte, conhecida como LLA (leucemia linfoide aguda), que poderia inclusive substituir a necessidade de quimioterapia e transplantes de medula óssea algum dia.
Cientistas americanos anunciaram nesta segunda-feira (25) o avanço em um novo tipo de terapia celular imunológica que fez desaparecer a leucemia em uma menina usando suas próprias células T reprogramadas para combater o câncer.
O estudo do caso de Emily "Emma" Whitehead, de 7 anos, gera a esperança de um novo caminho contra um tipo de leucemia forte, conhecida como LLA (leucemia linfoide aguda), que poderia inclusive substituir a necessidade de quimioterapia e transplantes de medula óssea algum dia.
Em um comunicado, a Universidade da Pensilvânia destacou que "Emily permanece saudável e não tem câncer 11 meses depois de ter recebido linfócitos T geneticamente modificados que permitiram se concentrar em um objetivo concreto presente neste tipo de leucemia".
A segunda criança acompanhada neste estudo de duas pessoas tinha 10 anos e também demonstrou evidências de câncer durante dois meses após o tratamento, mas sofreu posteriormente uma recaída fatal quando o câncer voltou na forma de células de leucemia que não abrigavam os receptores das células específicas que eram o objetivo da terapia.
O estudo "descreve como estas células têm um efeito anticancerígeno poderoso nas crianças", afirmou o co-autor da pesquisa, Stephan Grupp, do Hospital Infantil da Filadélfia, onde os pacientes participaram dos testes clínicos.
No entanto, também aprendemos que em alguns pacientes com LLA precisaremos modificar mais o tratamento para nos concentrarmos nas outras moléculas na superfície das células da leucemia.
Os cientistas da Universidade da Pensilvânia desenvolveram primeiro esta terapia de linfócitos T para ser utilizada em pacientes adultos que sofriam uma forma diferente de leucemia, conhecida como LLC (leucemia linfática crônica).
Em 2011, um pequeno teste com três adultos já tinha demonstrado um primeiro êxito inicial com o método. Dois desses pacientes ainda demonstram uma remissão do câncer mais de dois anos e meio depois.
fonte - http://noticias.r7.com/saude/americanos-divulgam-terapianbspque-curou-leucemia-em-uma-menina-de-sete-anos-25032013

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segunda-feira, 4 de março de 2013

PARALISIA CEREBRAL/TERAPIAS - Criança amazonense tem resultados com método THERASUIT de Campinas SP

Izaquiel Fernandes é o primeiro amazonense a usufruir do método Therasuit
O menino de apenas 8 anos desenvolveu paralisia cerebral ainda bebê, devido aos maus tratos da mãe biológica. A mãe adotiva, Rosângela Fernandes, criou campanhas para fazer com que seu filho se submetesse ao método, que custa cerca de R$ 60 mil, e luta para que Izaquiel dê continuidade ao tratamento em Campinas, SP, e para que outras crianças paralisadas tenham a mesma oportunidade, através da fundação do Instituto Acontecer.

(imagem - O menino Izaquiel com sua mãe adotiva Rosângela Fernandes, fotografia de Evandro Seixas)

Quem assistiu ao Fantástico neste domingo (03) acompanhou a história de luta e a vitória de um pai – Alexandre Faleiros - que conseguiu uma liminar na justiça para custear o tratamento do filho – um garoto chamado Felipe – portador de paralisia cerebral. A liminar concedida determina que o Estado providencie recursos para cobrir as despesas com a equoterapia e o Therasuit, tratamento revolucionário criado em Michigan, nos Estados Unidos, que possibilita acelerar os resultados relacionados à reabilitação em portadores de paralisia cerebral.

Em Manaus, a mesma luta é vivenciada pela psicóloga Rosângela Fernandes, 40, cujo filho Izaquiel Conte Fernandes, 8, é portador de paralisia cerebral desde os dois anos de idade. Além disso, o garoto é o primeiro amazonense a experimentar os benefícios do revolucionário Therasuit – cujo tratamento é realizado em Campinas, SP – e a ter uma estrutura especial montada em casa que reproduz grande parte dos aparatos que o método exige. Porém, por conta do tratamento Therasuit ter valor altamente elevado, o menino não tem recursos financeiros para dar seguimento a ele. E é pelo custeio deste tratamento que a mãe batalha: para que o filho possa ter qualidade de vida, e para que outras crianças com paralisia possam ter a mesma oportunidade.
Filho de coração
A história começa com um ato de solidariedade: Izaquiel é filho adotivo de Rosângela, e ela o adotou já ciente de que o garoto portava paralisia cerebral. “Izaquiel é meu filho de coração. Eu o adotei quando ele tinha dois anos e três meses. Ele nasceu normal, de um parto normal, e foi vítima de maus tratos da mãe biológica. E como consequência dos maus tratos, ele acabou adquirindo a paralisia cerebral. Desde então eu tenho buscado alternativas e tratamentos de ponta para que o Izequiel possa voltar a ter uma vida com mais independência, e maior qualidade, para que ele saia um pouco da cadeira de rodas e consiga exercer pequenas atividades, que aos nossos olhos são tão comuns, mas que para ele tem um imenso valor”, afirmou Rosângela.
De acordo com a psicóloga, pelo fato de Izaquiel ter conhecido o contato com o mundo por ter nascido sem paralisia, ele tem noção de chão, de espaço, e muita vontade, segundo a mãe.
“No ano passado (2012) começamos uma campanha nas redes sociais para que nós pudéssemos levar o Izaquiel ao tratamento chamado Therasuit, em Campinas. E esse tratamento trouxe para o meu filho o que a medicina e algumas pessoas achavam que ele não ia conseguir. Tais resultados nos fizeram ser procurados por muitos pais, que queriam realizar com seus filhos o mesmo tratamento realizado com o Kiel (apelido dado pela mãe ao filho). O tratamento é condensado em ciclos, e por estes ciclos serem muito caros, acabamos entrando nas redes sociais, através de feijoadas, almoços e bazares”, disse Rosângela, lembrando que o início do tratamento de Izaquiel foi totalmente custeado com o dinheiro arrecadado com as campanhas somado às próprias verbas da família. A página utilizada para intermédio das doações foi a ‘Crianças Especiais são como Borboletas’, no Facebook.
De pé em 30 dias
Os resultados com o tratamento Therasuit – que foram extremamente positivos, de acordo com Rosângela - , foram notados em apenas 30 dias, segundo a mãe. “Em 30 dias meu filho ficou de pé, andou em um andador específico e voltou sentado sozinho no avião. Ele está conseguindo ganhar sustentação de equilíbrio no tronco. Inclusive até os próprios fisioterapeutas que acompanhavam o Kiel, que já tinham dado diagnósticos não muito favoráveis, ao verem Izaquiel no vídeo que fica na página dele e ao encontrarem meu filho pessoalmente notaram uma mudança sensacional”, assegurou Fernandes.
Foram diversos os maus tratos sofridos por Izaquiel quando bebê, e conforme Rosângela, pela própria mãe biológica. “No geral, foi a síndrome do bebê sacudido o que mais prejudicou ele. Ele teve uma lesão na parte do cérebro, não somente pelas chacoalhadas, mas a mãe biológica deixou ele cair da cama por várias vezes. Ele também passou fome, sofreu desnutrição, então foram essas situações como um todo que geraram a paralisia. Quando eu o adotei, ele já estava totalmente paralisado. O adotei totalmente ciente das condições”, revelou a mãe.
Ao adotar Izaquiel, Rosângela conta que o menino era totalmente limitado. Já tinha pouquíssimos movimentos, não sentava, não ingeria comida normal, e afirma que hoje ele tem uma vida 100% melhor do que ele tinha antes.
“São experiências que não quero que fiquem somente conosco. Se está dando certo com o meu filho, o meu clamor é que outras crianças também possam estar se submetendo ao mesmo tratamento, recebendo as mesmas orientações, tendo uma qualidade de vida melhor, com cadeiras adaptadas, exercícios que podem ser trabalhados e adaptados em uma estrutura em casa, que em Manaus não temos. O resultado é algo imensurável. Há como ver claramente a diferença entre o antes e o depois de tudo o que temos trabalhado com ele”, destacou.
A psicóloga descobriu o método Therasuit através de pesquisas realizadas na internet, e afirmou não ter se acomodado aos diagnósticos médicos. Ainda segundo ela, muitos profissionais de saúde disseram à família que Izaquiel não ficaria de pé e que iria vegetar.
“Hoje ele não anda sozinho, mas anda em um equipamento de uma tecnologia de ponta, que veio da Noruega para ele. Então ele fica como você, como eu, anda normalmente. Ele vai ao shopping, ele exercita o direito de ir e vir dele normalmente. Mas é caro para ele, então é isso o que a gente busca. Eu descobri o Therasuit por essa vontade de querer fazer muito mais pelo meu filho. Fora de Manaus até parece que estamos fora do Brasil, muitas mães já estão realizando o tratamento na clínica em que realizamos o nosso”, pontuou Rosângela.
A clínica onde o menino Kiel começou o tratamento chama-se Therapies e é localizada em Campinas, SP. A Therapies é a pioneira no método Therasuit no Brasil, conforme Fernandes. “Tudo o que acontece no mundo relacionado às crianças com paralisia cerebral começa por lá. Através deles, outras clínicas foram fundadas no Brasil todo, só não temos ainda em Manaus”, dialogou a mãe de Izaquiel.
Módulos do Therasuit
Segundo Rosângela, o Therasuit é composto por três módulos. Há o módulo ‘Therasuit (veste)’, popularmente conhecido como ‘roupa de astronauta’, que é uma órtese que trabalha com a reestruturação motora da criança com desordem cerebral, afirmou.
No caso, a paralisia cerebral é uma desordem cerebral das informações. O astronauta, quando vai para o espaço, perde toda essa noção, e quando ele volta é readaptado à sua vida, reorganiza todas as suas informações com essa roupa. Então, a readaptação para as crianças com paralisia cerebral é exatamente essa, porque os cientistas descobriram que quando o astronauta vai para o espaço, eles ficam numa desordem bem semelhante à desordem que acontece dia a dia com o cérebro de uma criança paralisada. Essa roupa proporciona à criança a capacidade de reestruturação das informações: ela começa a pensar, e eu garanto que quando uma criança não senta, ao vestir essa roupa ela senta. Com a roupa ela é totalmente condicionada a sentar. Aí é feito todo um trabalho de estímulo, como se você fosse condicionar o cérebro daquela criança, que está totalmente desordenado, e ele começa a entender que a criança pode sentar, e então ela senta”, explicou Fernandes.
O segundo módulo consiste no trabalho realizado se chama ‘Universal Exercise Unit’, que se baseia em exercícios realizados numa gaiola específica, com polias e pesos, na qual o paciente consegue realizar movimentos sem a ação da gravidade em uma maca, a partir da primeira órtese citada, onde a criança alonga os nervos e ganha massa muscular, contou Rosângela.
E o terceiro módulo do Therasuit é o que nós chamamos de ‘Spider’, que é quando a criança fica presa a umas cordas, parecendo uma aranha mesmo, dentro dessa gaiola, onde se trabalha a integração sensorial, a coordenação e o equilíbrio. Não existe uma sequência: são três módulos compostos que fazem o Therasuit ser o sucesso que é. E as crianças, por esse método conseguem realizar atividades. Por exemplo, meu filho anda de bicicleta. Ele voltou pedalando uma bicicleta, e antes não andava. Eu o levo no supermercado com o andador, então é um tratamento muito rico de informações”, destacou.
Continuidade e ciclos
Os resultados obtidos em 30 dias com o Therasuit são os mesmos resultados que levariam de dois anos e meio a três anos para se manifestarem, em métodos tradicionais, completou a mãe de Kiel.
São 30 dias, de 4 horas e meia a 5 horas intensivas de fisioterapia, de segunda a sexta. Os módulos são integrados: o Therasuit é feito por ciclos, então o primeiro ciclo são os exercícios básicos. Aí em um intervalo de quatro a seis meses a criança passa para o segundo ciclo. A criança para ter a possibilidade de se por de pé teria que estar na clínica de 6 em 6 meses realizando o Therasuit. Então como eu montei a estrutura do Therasuit em casa, damos continuidade em nossa residência nesse intervalo. Quando ele chega em Manaus, ele passa por todos os exercícios, até o retorno dele à SP. Em cada avanço dos ciclos de tratamento o paciente vai ganhando muito mais condicionamento, o cérebro vai se reorganizando, vão surgindo outras informações, até a criança chegar ao nível de estar totalmente independente, de voltar a andar mesmo, como já aconteceu em alguns casos”, revelou.
Sobre os casos em que pacientes retomaram movimentos em sua totalidade, Fernandes afirmou que a criança não ficará 100% e que carregará sequelas da paralisia. “Mas é uma criança que vai ter força para ir ao banheiro, vai abrir uma porta, vai poder pegar em um copo, vai poder andar... tem crianças que podem chegar a andar sem o andador, mas o tratamento tem ínicio e não tem uma data de término. A criança só pega alta do Therasuit quando realmente a fisioterapeuta chegar com ele aonde tinha que chegar. Enquanto existirem respostas aos estímulos, o paciente continua realizando o Therasuit”, disse Rosângela.
A liminar judicial foi descumprida’, diz Rosângela
Izaquiel usufrui do Therasuit há um ano, e deveria ter voltado no mês de janeiro para a realização de outro módulo, mas o seu retorno foi impossibilitado devido à falta de recursos para custear a continuidade do tratamento do pequeno.
Procuramos o Ministério Público Estadual (MPE-AM) e o órgão viu nosso pedido como um pedido extremamente importante para a saúde dele, como todo o histórico e as provas apresentadas”, assegurou Rosângela. A mãe de Kiel afirmou que o Ministério Público expediu uma liminar ao Estado com pedido de antecipação de tutela (custeio do tratamento Therasuit ao garoto) de forma imediata. “A determinação judicial para custeio do tratamento do meu filho não foi cumprida. Eles tinham até o dia 25 de janeiro para cumprir a ordem judicial, o que não aconteceu, e a determinação ainda não foi cumprida até agora”, disse Fernandes. Ainda de acordo com a mãe de Kiel, o valor da multa referente ao atraso do cumprimento da liminar equivale à R$ 10 mil por dia.
Em nota, a assessoria de imprensa da Secretaria Estadual de Saúde do Amazonas (SUSAM) informou que “a senhora Rosângela Fernandes deu entrada nesta secretaria em um processo solicitando a compra de um andador especial para o paciente Izaquiel Conte Figueiredo Fernandes. O processo está em andamento, seguindo os princípios legais, e apesar de não fazer parte da padronização dos equipamentos utilizados e disponibilizados pela rede estadual de saúde, será adquirido e entregue ao paciente”. Em relação ao tratamento Therasuit, a Secretaria informou “que o mesmo não é disponibilizado em Manaus e nem pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em outros estados”.
Instituto Acontecer visa reunir familiares e voluntários na luta contra a paralisia cerebral
O custo total do tratamento de Izaquiel sai em torno de R$ 60 mil, incluindo o tratamento em si, as aparelhagens e as demais despesas secundárias do garoto, como hospedagem.
“Mas por um filho vale até R$ 200 mil. Tudo o que fiz, todas as campanhas, as rifas, a nossa exposição, porque não é fácil lidar com dinheiro dos outros”, argumentou. E para reunir pais com o objetivo de compartilhar experiências e dar apoio aos familiares e portadores de paralisia cerebral, Rosângela criou o Instituto Acontecer – em alusão ao sobrenome de Kiel -. Através de encontros, palestras e demais orientações, o Instituto, composto por uma equipe de voluntários que agrega amigos, familiares e alguns profissionais de saúde como fisioterapeutas e psicólogos, visa também unir forças para tentar trazer a Manaus o método Therasuit, que, segundo Rosângela, tem posto muitas crianças com paralisia cerebral de pé.
“Em Manaus não temos esse método. Não temos fisioterapeutas qualificados e o objetivo do Instituto é esse, de nós conseguirmos trazer para Manaus o Therasuit. Nós viajamos para fora do Amazonas e usufruímos do método, só que quando a gente volta dá de cara com a mesma realidade. Essa é a nossa proposta. Tudo para criança especial é muito caro, e mais os olhos fechados das nossas autoridades, no caso, me motivou para que fundássemos o Instituto, que não vai beneficiar somente meu filho, mas também tantas crianças que passam pelas mesmas necessidades que o meu passa, para termos uma vida melhor”, ressaltou Rosângela.
Para a inauguração oficial do Instituto Acontecer, que já existia, mas que saiu dos projetos recentemente, Rosângela faz um convite aos pais que tem filhos com paralisia cerebral, para que entrem em contato. “Estaremos realizando uma reunião para a apresentação do Instituto, com a proposta e a metodologia, com todo o tratamento que o Kiel realiza, entre outros temas relacionados”.
De acordo com a psicóloga, as reuniões serão agendadas conforme o contato e disponibilidade dos interessados. Para obter maiores informações ou efetuar doações ao garoto, há os números (92) 9130-1113 e (92) 8198-7220, o e-mail rosangela.acontecer@gmail.com, e a página ‘Crianças Especiais São Como Borboletas’. "O intuito do Instituto é que ele seja voz de clamor, para que as nossas autoridades locais possam nos ouvir e abraçar a causa”, concluiu Rosângela.
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FREUD E A "INVENÇÃO" DA PARALISIA CEREBRAL


segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

AUTISMOS/ESPORTES - Educador físico utiliza o judô com Pessoas com Autismo e TDAH

Ele encontrou um caminho suave para o autismo

(Imagem - o professor de judô com sua roupa própria para o esporte e sua faixa preta orienta dois alunos, um faixa azul e outro com faixa amarela)

No judô, Wantuir achou a arma para o bullying sofrido na infância; agora ele usa o mesmo esporte para tratar crianças autistas e com TDAH

ão havia resposta simples. Para interromper a rotina escolar composta por surras diárias dos colegas – todos maiores e mais fortes do que ele – o franzino Wantuir Jacini, aos 8 anos, precisou escolher um caminho. Arriscou o judô.
A prática do esporte coincidiu com o fim do bulliyng, na época nem conhecido por este nome, mas já comum na sala de aula das muitas escolas que frequentou.
“Nunca precisei revidar o tapa ou o soco. Mas o judô deu a confiança que faltava para dizer ‘chega’. Parei de apanhar e me apaixonei pela atividade”, lembra.
Filho de policial federal, os endereços até chegar à Faculdade de Educação Física foram muitos (São Paulo, Rio de Janeiro, Mato Grosso, são só alguns). Mal se instalava em uma nova casa e já procurava um espaço para praticar a arte marcial. Conquistou a faixa preta na luta antes do diploma universitário. Wantuir só não imaginava que, na profissão, bateria de frente com aquela sensação de não existir resposta única. Sensação que surgiu quando passou a atender alunos autistas e com transtorno de déficit de atenção (TDAH) .
“Na minha formação como educador físico, comecei a pesquisar a área da neurociência”, lembra.
Para o mestrado, fiz avaliação cerebral de judocas, corredores e sedentários. O objetivo era pesquisar se existiam diferenças no comportamento do cérebro nos três grupos. As análises mostraram que, nos praticante de judô, a área da memória, da concentração e do equilíbrio eram muito estimuladas. Fiquei com aquilo na cabeça”, lembra Wantuir.
Como professor de educação física, especializado em fisiologia do esporte, Wantuir acabou cruzando também com a área da psicologia infantil. Focou os estudos nas manifestações comportamentais de problemas de saúde como o autismo, TDAH, bipolaridade e outras síndromes.
“Todos eles, de alguma forma, tinham alterações cerebrais que poderiam ser melhoradas ou desenvolvidas com a prática de judô, conforme eu tinha constatado na elaboração do mestrado”, lembra.
Há 10 meses, Wantuir Júnior escolheu o caminho do judô ao aceitar o desafio de ingressar na equipe do Instituto Priorit, organização do Rio de Janeiro que foca não só no tratamento médico, mas também o acolhimento global de crianças e adolescentes autistas, bipolares e com TDAH.
No total, já são 13 meninos e meninas que vestem o quimono e duas vezes por semana sobem no tatame para receber os ensinamentos de Wantuir. Três deles têm déficit de atenção, dois são autistas, um é bipolar, um têm Síndrome de Asperger e o restante algum problema de relacionamento social.
“O objetivo da aula é garantir a autoconfiança, despertar a autonomia e mostrar aos meninos que eles podem ser o que quiserem”.
Significado do caminho
Os problemas de saúde que frequentam as aulas de Wantuir são de causas multifatoriais, não muito bem catalogados pela medicina. Por conta disso também, os tratamentos não são bem definidos e, dependendo da conduta terapêutica, podem apresentar melhores resultados para uma parte dos pacientes e menos efetividade para outros.
A filosofia do Priorit é justamente essa: ampliar o leque de condutas e encontrar a que melhor se adequa para cada frequentador do Instituto. Rafael Biachels de Oliveira, 16 anos, tem TDAH e foi o primeiro aluno de Wantuir. Ele diz que as aulas deram não só mais consciência do próprio corpo – “antes eu andava e derrubava tudo, agora parece que sei melhor o espaço que ocupo”, diz – como ajudaram a definir o foco nos sonhos.
É ano de vestibular e a minha ideia é tentar entrar em medicina”, diz.
Wantuir sabe e reforça que a arte marcial não é alternativa nem interferência única. Funciona como um complemento importante do que preconiza a medicina tradicional. Mas, conta ele, pode amenizar angustias, afetando também os pais dos 13 alunos que frequentam as aulas.
Talvez seja só coincidência. Mas quando escolheu trilhar a rota judoca para o autismo, o TDAH e os outros transtornos infantis, o educador físico fez jus ao significado da palavra judô: “caminho suave".
FONTE - http://saude.ig.com.br/alimentacao-bemestar/2013-02-25/ele-encontrou-um-caminho-suave-para-o-autismo.html
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AUTISMO: O AMOR É AZUL? http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2012/03/autismo-o-amor-e-azul.html