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sexta-feira, 25 de outubro de 2013

CÂNCER DE PRÓSTATA/NOVOS TRATAMENTOS - Vacina brasileira é novo tratamento para CA de próstata

Vacina desenvolvida no Brasil pode tratar câncer de próstata

Sistema imunológico do paciente passa a identificar as células cancerosas e destrói o tumor. Técnica tem sido adaptada com sucesso para outros tipos de carcinoma


  O câncer de próstata matou pelo menos 15 mil brasileiros no ano passado e 60 mil novos casos surgem no país anualmente. Embora os índices de cura sejam elevados – 95% para casos descobertos precocemente, conforme dados da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) – uma vacina pode ser a esperança contra a doença.
Trata-se de uma terapia imunológica desenvolvida no Brasil e que tem conseguido resultados animadores na primeira rodada de testes clínicos: a chance de morte caiu de um em cada cinco pacientes para um em cada 11, depois de cinco anos. O método já está sendo testado em outros tipos de câncer.
O coordenador da pesquisa, Fernando Kreutz, explica que a vacina é desenvolvida especificamente para cada paciente, com células extraídas do tumor que vai ser combatido. Dessa forma, as células do sistema imunológico passam a reconhecer os antígenos e transformam as células doentes em alvos. De acordo com o médico, que preside a Associação Brasileira de Biotecnologia, cada paciente tem um perfil de células tumorais diferentes e por isso o tratamento personalizado tem mais eficácia.
Já existem opções no mercado
Vacinas similares já existem no mercado. A empresa estatal cubana Labiofam anunciou resultados promissores em um tratamento imunológico personalizado, embora não tenha divulgado detalhes da pesquisa em seu próprio site. Já a norte-americana Dendreon desenvolveu uma terapia em que linfócitos do paciente são modificados para atuar sobre uma proteína característica do câncer de próstata.
O remédio já está no mercado e o tratamento custa 91 mil dólares. Embora tenha falhado em reduzir os tumores avançados, a vacina provou-se eficaz em aumentar a sobrevida dos pacientes graves em até quatro meses.
A pesquisa de Kreutz tem usado os resultados da Dendreon como parâmetro comparativo e os resultados têm sido melhores. Dos 107 pacientes tratados, após cinco anos 85% apresentaram níveis de PSA indetectáveis. O PSA (Antígeno Prostático Específico) é uma proteína que, quando em níveis elevados no sangue, pode indicar a presença de tumor de próstata.
A diferença entre as duas terapias, segundo o médico, é que a vacina que ele desenvolve na FK Biotec não usa apenas um marcador protéico, mas material da célula tumoral do próprio paciente. "Nem mesmo as células do tumor são iguais entre elas", detalha. O material personalizado cria dezenas de diferentes marcadores – e não apenas a proteína padrão –, o que amplia largamente a chance de que a célula tumoral seja reconhecida pelo sistema imunológico.
Alternativa para outros tipos de câncer
Teoricamente, conforme Kreutz, o método pode ser adaptado para quase todos os tipos de câncer e por isso a equipe de pesquisas ampliou o foco. Pequenos grupos de paciente com câncer de mama, melanomas e câncer de pâncreas estão sendo tratados. O médico diz que a amostragem ainda é pequena e os resultados não podem ser medidos de forma estatística, no entanto, está satisfeito com os resultados preliminares. De três pacientes com câncer de pâncreas – um dos carcinomas mais letais – um deles apresentou uma resposta imunológica além da esperada, com a redução do tumor.
As vacinas podem ser um avanço no tratamento dos tumores, mas, para os homens, descobrir a doença da próstata em estágios iniciais é ainda a maior certeza de cura. "Não existe prevenção, existe diagnóstico precoce", afirma o presidente da Sociedade Brasileira de Urologia, Aguinaldo Nardi.
Segundo o médico, quando o carcinoma é identificado a tempo, 95% dos pacientes que recebem o tratamento adequado ficam livres da doença. O tratamento é planejado conforme a necessidade de cada doente, mas em geral, como explica o médico, há um procedimento cirúrgico seguido de tratamento hormonal, radioterapia e quimioterapia, em casos com metástase.
No entanto, a dificuldade maior está exatamente em se obter o diagnóstico ainda nos estágios iniciais da doença. Nardi afirma que 43% de todos os homens brasileiros nunca visitaram um urologista. O problema, na sua opinião, é a falta de acesso ao serviço público de saúde somado à falta de informação e ao preconceito. Ele recomenda que exames de PSA e toque retal sejam feitos a partir dos 50 anos. "E a partir dos 40 anos quando há histórico familiar de câncer de próstata", destaca.
Idade aumenta o risco de carcinoma
Dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA) confirmam que a idade é o único fator de risco estabelecido. Estatísticas do instituto mostram que 62% dos casos acometem homens com mais de 65 anos e que o aumento da expectativa de vida em todo o mundo deve elevar o número de casos. O câncer de próstata é a segunda causa de morte por carcinoma entre homens no Brasil e no mundo, ficando atrás apenas do câncer de pele.
Embora não conheça os resultados da vacina da FK Biotec, Aguinaldo Nardi acredita na eficácia dos tratamentos imunológicos na luta contra o câncer de próstata. Já Kreutz coloca ênfase: "É o futuro", garante. A patente da vacina já foi registrada, mas ele acredita que, em previsões otimistas, ainda leve cerca de três anos para o que o produto chegue ao mercado.
O pesquisador não vê a vacina como uma substituição para os métodos de tratamento já existentes, mas como um novo reforço que possa trazer qualidade de vida. O médico não fala em cura, mas na possibilidade de "manter pacientes já tratados livres da doença por mais tempo".
Além disso, Kreutz não vê empecilhos para que o remédio seja oferecido também a pacientes do sistema público no futuro. "Hoje, os brasileiros têm acesso a remédios que chegam a custar 100 mil reais e a vacina não será mais cara do que uma quimioterapia comum", calcula
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quinta-feira, 17 de outubro de 2013

CÂNCER/SUPERAÇÃO - Quando a autoestima enfrenta o Câncer de Mama - OUTUBRO ROSA

Blogueira faz sucesso com dicas de beleza para pessoas com câncer

Uma britânica de 23 anos, diagnosticada com câncer de mama, ganhou sucesso na internet com um blog em que dá dicas de dicas de beleza para pessoas que enfrentam a mesma doença.
Laura Cannon (arquivo pessoal)
(imagem - foto colorida de Laura Cannon, uma mulher britânica olhando para a câmera no momento do corte de seu cabelo, como o modelo moicano, antes de raspar devido à quimioterapia - fotografia de arquivo pessoal )

O blog de Laura Cannon, CliqueLaura Louise and her Naughty Disease, já tem mais de 150 mil seguidores. Nele, além de dar conselhos sobre como ficar bonita, ela fala sobre o seu tratamento.

Cannon passou por quimioterapia e uma mastectomia dupla e diz que queria ajudar outras jovens com a doença, ao mesmo tempo que tornava sua batalha "o mais divertida possível".
Ela foi diagnosticada com câncer de mama no dia 22 de novembro do ano passado e logo depois começou a escrever o blog.

As postagens incluem fotos dela cortando o que cabelo após o início da quimioterapia, quando ela já estava começando a ficar careca.
"Eu fiz diferentes estilos de corte, inclusive um moicano", lembra.
"Eu queria olhar para o que aconteceu e rir, e não ter a lembrança de um dia triste."

'Ponto de vista positivo'

Agora seu cabelo já cresceu de volta, e ela tem escrevido sobre maquiagem no blog.
"Foi um dia muito bom, pude passar delineador e rímel", disse ela. "É algo que eu sentia falta quando não tinha cílios."
Outras postagens lidam com o lado grave dos efeitos da doença.

"Quando eu fui diagnosticada fiz uma pesquisa na internet e percebi que não havia muita coisa escrita para pacientes jovens com câncer, por isso quis escrever algo para elas."
"Foi libertador, e foi muito bom ser honesta e contar a história a partir de um ponto de vista positivo", disse Cannon.

"Houve momentos em que eu não estava (otimista), mas eu queria abordar o problema de forma positiva."

Terapia
Formada em biologia, Cannon adora fazer compras pela internet e disse que o blog tem sido uma terapia para ela.
"É algo para se concentrar, uma boa distração."

O retorno que ela recebe dos leitores do blog tem sido positivo, inclusive quando ela fala sobre os altos e baixos de seu tratamento. Em postagens recentes, Cannon está refletindo sobre as próximas cinco semanas que enfrentará de radioterapia.

"Sendo honesta, a única coisa que está me incomodando sobre isso é o fato de que não vou poder tomar um banho quente durante, e um pouco depois, do tratamento. "

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sábado, 20 de abril de 2013

CÂNCER/NANOTECNOLOGIAS - Nanodiamantes como terapia para o CÂNCER DE MAMA

Diamantes ajudam a curar câncer de mama 
Diamantes ajudam a curar câncer de mama
(imagem - representação com desenhos de nanodiamantes com o formato de pequenas bolas de futebol, de cor azul, em grupos de três, que têm de 4 a 6 nanômetros de diâmetro - UCLA)
Recentemente, os médicos começaram a categorizar o câncer de mama em quatro grupos principais, de acordo com a composição genética das células cancerosas.
A categoria do câncer em geral determina o melhor método de tratamento.
Mas o câncer de um dos quatro grupos - o chamado "tipo basal" ou câncer de mama "triplo negativo" (CMTN) - tem sido particularmente difícil de tratar porque geralmente não responde aos medicamentos que são muitas vezes eficazes no tratamento de outros tipos de câncer de mama.
Felizmente, uma terapia pode estar a caminho, uma terapia baseada em uma substância que parece ter pouco ou nada a ver com medicamentos.
Dean Ho e seus colegas da Universidade da Califórnia (EUA) desenvolveram um tratamento potencialmente mais eficaz para o CMTN que usa diamantes.
São diamantes minúsculos, em escala nanométrica, tão pequenos que são conhecidos como nanodiamantes.
Os nanodiamantes têm entre 4 e 6 nanômetros de diâmetro e têm a forma de pequenas bolas de futebol.
Subprodutos da mineração convencional que procura diamantes para joias e uso industrial, os nanodiamantes formam aglomerados quando são associados com as drogas da quimioterapia, levando o medicamento diretamente às células a serem tratadas.
Isto melhora significativamente o efeito das drogas.
"Este estudo demonstra a versatilidade dos nanodiamantes como agentes de entrega de medicamentos diretamente no tumor," disse Ho. "O agente que nós desenvolvemos reduz os efeitos colaterais tóxicos associados com o tratamento e leva a reduções significativas no tamanho do tumor."
A equipe combinou várias fármacos que combatem o câncer na superfície dos nanodiamantes, incluindo a epirubicina, uma droga de quimioterapia altamente tóxica, mas amplamente utilizada, que é frequentemente administrada em combinação com outros medicamentos contra o câncer.
O novo composto mostrou-se capaz de se ligar a um material da membrana celular revestido com anticorpos que ocorre em grande quantidade na superfície das células tumorais.
Quando testado em camundongos, o agente à base de nanodiamantes diminuiu notavelmente o crescimento do tumor e eliminou os efeitos colaterais devastadores do tratamento convencional do câncer de mama.
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