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terça-feira, 28 de fevereiro de 2023

Dor Crônica&Demências - Quanto maior a dor crônica maior o risco de demência

 Quanto maior a dor crónica maior o risco de demência, diz um novo estudo


(imagem publicada - da matéria CNN Portugal - Uma senhora idosa apoiada em uma janela ...)

As dores crónicas, tais como artrite, câncer ou dores nas costas, com duração superior a três meses, aumentam o risco de declínio cognitivo e demência, segundo um novo estudo.

O hipocampo, uma estrutura cerebral associada à aprendizagem e à memória, envelheceu cerca de um ano numa pessoa de 60 anos que tinha uma dor crónica em comparação com pessoas sem dor.

Quando a dor era sentida em dois locais do corpo, o hipocampo encolheu ainda mais - o equivalente a pouco mais de dois anos de envelhecimento, segundo estimativas do estudo publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS).

"Por outras palavras, o hipocampo (volume de matéria cinzenta) num indivíduo de 60 anos com dor crónica em dois locais do corpo era semelhante ao volume (sem dor) de um com 62 anos", escreveu o autor Tu Yiheng e os seus colegas. Tu é professor de psicologia na Academia Chinesa de Ciências em Pequim.

O risco aumentou à medida que o número de locais de dor no corpo aumentou também, segundo o estudo. O volume do hipocampo foi quase quatro vezes menor em pessoas com dores em cinco ou mais locais do corpo, em comparação com as que tinham apenas dois - o equivalente a até oito anos de envelhecimento.

"Perguntar às pessoas sobre quaisquer condições de dor crónica, e defender o seu seguimento por um especialista em dor, pode ser um fator de risco modificável contra o declínio cognitivo que podemos abordar de forma proativa", disse o investigador da doença de Alzheimer, Richard Isaacson, neurologista do instituto de doenças neurodegenerativas da Florida, nos Estados Unidos, que não esteve envolvido no novo estudo.

A cognição diminuiu com a dor

O estudo analisou dados de mais de 19.000 pessoas que tinham sido submetidas a exames ao cérebro como parte do UK Biobank, um estudo governamental a longo prazo com mais de 500.000 participantes do Reino Unido com idades compreendidas entre os 40 e os 69 anos.

Pessoas com vários locais de dor no corpo tiveram um desempenho pior do que as pessoas sem dor em sete de 11 tarefas cognitivas, de acordo com a investigação. Em contraste, as pessoas com apenas um local de dor tiveram pior desempenho em apenas uma tarefa cognitiva - a capacidade de se lembrarem de realizar uma tarefa no futuro.

O estudo controlou uma variedade de condições contributivas - idade, consumo de álcool, massa corporal, etnia, genética, história de cancro, diabetes, problemas vasculares ou cardíacos, medicamentos, sintomas psiquiátricos e tabagismo, para citar algumas. Contudo, o estudo não controlou os níveis de exercício, sublinhou Isaacson.

"O exercício é a ferramenta mais poderosa na luta contra o declínio cognitivo e a demência", defendeu Isaacson. "As pessoas afetadas pela dor crónica podem ser menos capazes de aderir à atividade física regular como um mecanismo potencial para o aumento do risco de demência."

Igualmente importante é uma ligação entre dor crónica e inflamação, disse Isaacson. Uma revisão de estudos de 2019 revelou que a dor desencadeia células imunitárias chamadas micróglia para criar neuroinflamação que pode levar a alterações na conectividade e função cerebral.

Pessoas com níveis de dor mais elevados tinham também maior probabilidade de ter a massa cinzenta reduzida noutras áreas do cérebro que afetam a cognição, como o córtex pré-frontal e o lobo frontal - as mesmas áreas atacadas pela doença de Alzheimer. De facto, mais de 45% dos doentes de Alzheimer vivem com dor crónica, de acordo com um estudo de 2016.

O estudo também não foi capaz de determinar os défices de sono - a dor crónica torna muitas vezes difícil ter uma boa noite de sono. Um estudo de 2021 descobriu que dormir menos de seis horas por noite na meia-idade aumenta o risco de demência em 30%.

Uma incapacidade global

Globalmente, a dor lombar é uma das principais causas de anos vividos com incapacidade, com a  dor no pescoço a ocupar o quarto lugar, de acordo com um estudo de 2016. Artrite, danos nos nervos, dor causada por cancro e lesões são outras das principais causas.

Os investigadores estimam que mais de 30% das pessoas em todo o mundo sofrem de dor crónica: "A dor é a razão mais comum para as pessoas procurarem cuidados de saúde e a principal causa de incapacidade no mundo", de acordo com artigos publicados na revista The Lancet em 2021.

Só nos Estados Unidos, pelo menos uma em cada cinco pessoas, ou cerca de 50 milhões de americanos, vivem com dor de longa duração, de acordo com os Centros de Controlo e Prevenção de Doenças dos EUA.

Quase 11 milhões de americanos sofrem de dor crónica de alto impacto, definida como dor que dura mais de três meses e que é "acompanhada por pelo menos uma restrição importante de atividade, tal como não poder trabalhar fora de casa, ir à escola, ou fazer tarefas domésticas", segundo National Center for Complementary and Integrative Health dos Estados Unidos.

A dor crónica tem sido associada à ansiedade, depressão, restrições na mobilidade e nas atividades diárias, dependência de Opióides, aumento dos custos com saúde e baixa qualidade de vida. Um estudo de 2019 estimou que cerca de 5 a 8 milhões de americanos utilizavam opioides para controlar a dor crónica.

Tratar a dor crónica

Os programas de controlo da dor normalmente envolvem vários especialistas para encontrar o melhor alívio para os sintomas, ao mesmo tempo que fornecem suporte para a carga emocional e mental da dor, de acordo com a John Hopkins Medicine.

O tratamento médico pode incluir medicamentos de venda livre e prescritos para interromper o ciclo da dor e aliviar a inflamação. As injeções de esteróides também podem ajudar. Os antidepressivos aumentam a quantidade de serotonina, que controla parte do caminho da dor no cérebro. A aplicação de breves choques elétricos nos músculos e terminações nervosas é outro tratamento.

Terapias como a massagem, hidromassagem e exercícios podem ser sugeridas por terapeutas ocupacionais e fisioterapeutas. Tratamentos quentes e frios e acupuntura também podem ajudar.

Psicólogos especializados em reabilitação podem recomendar técnicas cognitivas e de relaxamento, tais como meditação, tai chi e ioga, que podem tirar a mente da fixação na dor. A terapia cognitivo-comportamental é um tratamento psicológico fundamental para a dor.

Pode ser sugerida uma dieta anti-inflamatória, como a redução de gorduras trans, açúcares e outros alimentos processados. A perda de peso também pode ser útil, especialmente para as dores nas costas e joelhos.

FONTE - https://cnnportugal.iol.pt/demencia/dor/quanto-maior-a-dor-cronica-maior-o-risco-de-demencia-diz-um-novo-estudo/20230225/63f8c1530cf2c84d7fc98ba7

Leia mais sobre Demências e Dor Crônica (o que vivencio há mais de 12 anos) no meu blog INFOATIVO.DEFNET.

sábado, 11 de abril de 2015

CÂNCER/AVANÇOS -Cientista brasileira cria sensor para detecção de Câncer

Brasileira cria sensor que detecta câncer em estágio inicial

Cientista brasileira
(imagem - a cientista brasileira Priscila Monteiro Kosaka olhando para a câmera e de luva azul em seu laboratório de pesquisas - fotografia da matéria)

São Paulo – A cientista brasileira Priscila Monteiro Kosaka criou uma tecnologia que promete avançar os estudos sobre o câncer no mundo.
Doutora em Química e integrante do Instituto de Microeletrônica de Madri, Priscila desenvolveu, junto a outros pesquisadores da instituição, um nanosensor que detecta a doença nos primeiros estágios de infecção, antes do paciente ter os sintomas.
O trabalho da pesquisadora foca no desenvolvimento de uma tecnologia para a identificação de biomarcadores, que apontam se o indivíduo possui ou não um tipo específico de doença.
“Eles (biomarcadores) são usados para seguir o crescimento oncológico de cânceres avançados e a resposta ao tratamento aplicado ao paciente”, relata Priscila, em entrevista à EXAME.com.
De acordo com a cientista, o nanosensor inventado por ela possui uma sensibilidade 10 milhões de vezes maior que a dos exames tradicionais de sangue e é mais específico, pois descobre qual tipo de câncer o paciente tem. Assim, o diagnóstico é mais rápido e preciso.
Ela explica que o sensor é como um trampolim com anticorpos que reconhecem o biomarcador. “É muito simples, se o biomarcador cancerígeno está na amostra, esse será gravado pelo sensor, que funcionará como uma etiqueta”.
Assim, caso o exame de sangue revele a doença, a superfície do nanosensor ficará com uma cor avermelhada e brilhará como uma árvore de Natal, relata Priscila.
Além do diagnóstico de diversos tipos de câncer, a pesquisadora conta que o grupo do Instituto de Microeletrônica em que trabalha também tem interesse em testar o sensor para a detecção de outras enfermidades como o Mal deAlzheimer e a AIDS.
A taxa de erro do sensor é de apenas dois em cada 10 mil ensaios realizados em laboratório.
Apesar de ainda não ter uma previsão de quando o sensor entrará no mercado, a cientista confirma que já concluíram a primeira parte na aprovação do produto para uso clínico e estão avançando rapidamente para os próximos estágios.
O objetivo da equipe é que o nanosensor seja ultrassensível e de baixo custo. “Só assim todas as pessoas terão acesso ao exame”, diz a pesquisadora.

A ida para a Espanha

Após seis anos de trabalho em Madri, Priscila conseguiu publicar o artigo sobre o sensor na revista internacional Nature Nanotechnology.
Ela conta que saiu do Brasil, pois o campo que pesquisa, o dos biossensores nanomecânicos, ainda não era forte no país.  No entanto, o interesse começou na UnB, trabalhando com os professores da instituição.
“Eu aprendi a profissão de cientista durante o meu doutorado com a Prof. Dra. Denise Petri e o Prof. Dr Yoshio Kawano”, relata a pesquisadora. 
FONTE - Marina Demartini, http://exame.abril.com.br/tecnologia/noticias/brasileira-cria-sensor-que-detecta-cancer-em-estagio-inicial

quinta-feira, 19 de junho de 2014

CÂNCER/AVANÇOS - Estudo realizado em São Paulo com proteína EGFR ajuda no tratamento de câncer de vulva

Análise de proteína auxilia a planejar tratamento de câncer 

Análise da expressão de uma proteína chamada EGFR em tumores de vulva pode ser fundamental na definição do prognóstico e tratamento do paciente

Representação de célula cancerígena
(imagem - foto de Representação de célula cancerígena: EGFR está relacionado com a capacidade do tumor de se multiplicar e migrar para outros locais - publicada na matéria) 

São Paulo – Estudo realizado no A.C. Camargo Cancer Center e divulgado na revista Human Pathology revela que a análise da expressão de uma proteína chamada EGFR (sigla em inglês para receptor do fator de crescimento epidermal), em tumores de vulva, pode ser fundamental na definição do prognóstico e do tratamento do paciente.
sso porque o EGFR está relacionado com a capacidade do tumor de se multiplicar e migrar para outros locais do organismo, explicou o pesquisador Rafael Malagoli Rocha à Agência FAPESP.
“Nossos resultados, como esperado, mostraram que os tumores que não expressam EGFR são os que melhor respondem ao tratamento padrão e cujas portadoras têm maior sobrevida. O surpreendente foi descobrir que os tumores mistos, em que parte das células expressam e parte não expressam esse receptor, têm prognóstico pior do que os tumores em que todas as células expressam EGFR”, contou Rocha.
pesquisa foi realizada durante o doutorado de Beatriz de Melo Maia, sob orientação de Rocha e com Bolsa da FAPESP.
Foram analisadas 150 amostras de portadoras de carcinoma de células escamosas de vulva atendidas no A.C. Camargo Cancer Center entre 1979 e 2007. Por meio de análises de imuno-histoquímica, os pesquisadores verificaram se as células tumorais expressavam ou não o receptor do fator de crescimento epidermal.
Ao cruzar os resultados da análise com os dados clínicos das pacientes, os pesquisadores verificaram que as portadoras de tumores com expressão heterogênea foram as que tiveram menor sobrevida.
“Nesses casos, as células de um mesmo tumor respondem de forma diferente ao tratamento padrão. Acreditamos que esses tumores com subpopulações celulares distintas têm maior capacidade adaptativa e, portanto, mais condições de promover metástase”, contou Rocha.
Análise de rotina
De acordo com Rocha, a análise da expressão de EGFR já é feita na rotina clínica para outros tipos de câncer e seria relativamente simples adotar o método no acompanhamento de tumores de vulva.
O pesquisador também defende a realização de ensaios clínicos com drogas já existentes capazes de inibir a expressão de EGFR, para descobrir se são eficazes no tratamento de tumores de vulva com expressão homogênea ou heterogênea.
“Devemos olhar para o câncer como uma doença altamente heterogênea. Uma única alternativa terapêutica, portanto, pode não ser suficiente. Cada vez mais, combinações de drogas específicas e adequadas a cada caso podem ajudar a alcançar melhores resultados”, argumentou.
Segundo Rocha, o tratamento-padrão atual para câncer de vulva inclui, além de químio e radioterapia, a ressecção cirúrgica do tumor. O procedimento costuma ser invasivo e tem forte impacto psicossexual nas pacientes. “Nosso objetivo ao investigar a biologia molecular do câncer é encontrar alternativas terapêuticas menos mutilantes”, disse.
Para o pesquisador, o câncer de vulva pode ser considerado uma doença negligenciada em todo o mundo, principalmente por estar associado a um comportamento sexual considerado promíscuo. Cerca de 40% dos casos estão relacionados a infecção prévia pelo vírus HPV e acometem mulheres jovens.
A doença corresponde a cerca de 3% a 5% das neoplasias do trato genital feminino, com uma incidência mundial de 100 mil casos por ano. Os principais sintomas são: prurido no local da lesão, ulceração, sangramento, secreção e aparecimento de verrugas. Em alguns casos, a paciente pode apresentar disfunção urinária.
Genes diferencialmente expressos
Em uma segunda análise cujos resultados devem ser publicados em breve, o grupo do A.C. Camargo comparou a expressão gênica das 150 amostras de tumores com a de células sadias de vulva.
“Fizemos um screening de mais de 20 mil genes para ver quais estavam diferencialmente expressos em amostras de câncer e em tecido normal. Posso adiantar que encontramos dois genes diferencialmente expressos no câncer de vulva e essa diferença está relacionada ao seu ganho no número de cópias, além de estarem relacionados com pior prognóstico nas pacientes”, contou Rocha.
FONTE - http://exame.abril.com.br/tecnologia/noticias/analise-de-proteina-auxilia-a-planejar-tratamento-de-cancer

quarta-feira, 5 de março de 2014

CÂNCER/BIOMEDICINA - Óculos permitem 'ver' e localizar as células cancerígenas em azul

ÓCULOS DE ALTA TECNOLOGIA PERMITEM QUE OS CIRURGIÕES 'VEJAM' O CÂNCER

Óculos  permitem ver o câncer
(imagem - foto colorida de um médico(a) com uma câmera do lado esquerdo do seu rosto, conectada a um óculos de cor branca, que é o invento criado para tornar as cirurgias de câncer mais precisas, uma esperança para o futuro da oncologia, fotografia da matéria CanalTech )

Um novo dispositivo desenvolvido por uma empresa dos Estados Unidos promete dar aos cirurgiões a capacidade de localizar, com mais facilidade, as células cancerosas durante a cirurgia, tornando as operações mais curtas, precisas e eficientes. De acordo com o Natural News, os óculos foram desenvolvidos na Escola de Medicina da Universidade de Washington, em St. Louis, e permitem que os médicos enxerguem as células cancerígenas em tons de azul.
A cirurgiã Julie Margenthaler, da Universidade de Washington, disse que os pesquisadores estão “nos estágios iniciais dessa tecnologia, e mais desenvolvimento e testes serão feitos, mas estamos certamente entusiasmados com os benefícios potenciais para os pacientes”. “Imagine o que significaria se esses óculos eliminassem a necessidade de cirurgia acompanhada e a dor associada, transtorno e ansiedade”, acrescentou.

De acordo com os padrões atuais de cuidados, o cirurgião precisa remover os tumores cancerosos, bem como parte dos tecidos circundantes, que podem ou não conter células cancerosas. Margenthaler afirma que cerca de 20% a 25% das pacientes com câncer de mama precisam ser submetidas a uma segunda cirurgia justamente por causa de tecidos cancerígenos restantes, mesmo com o procedimento de remoção de tecidos ao redor dos tumores e demais áreas afetadas.

“Nossa esperança é que esta nova tecnologia possa reduzir ou, idealmente, eliminar a necessidade de uma segunda cirurgia”, afirma Margenthaler. Os óculos funcionam em conjunto com uma tecnologia de vídeo personalizada, em que um display montado sobre a cabeça do médico se combina com um agente molecular – chamado “indocianina verde” –, que se liga às células cancerosas.

Em estudo publicado no Journal of Biomedical Optics, os cientistas escreveram que mesmo os tumores muito pequenos, de um milímetro de diâmetro, poderiam ser detectados usando os novos óculos. Atualmente, a universidade está tentando a aprovação da tecnologia no Food and Drug Administration – órgão dos Estados Unidos similar à Anvisa do Brasil. A aprovação da entidade é, principalmente, para o uso de um novo agente molecular que, além de se ligar especificamente às células cancerosas, permanece com essa ligação por mais tempo.

A tecnologia foi desenvolvida por uma equipe liderada por Samuel Achilefu, professor de radiologia e engenharia biomédica na Universidade de Washington. Um teste deve ser feito ainda no final deste mês, durante a operação para remover um melanoma de um paciente. Ainda há a possibilidade de adaptar o sistema para visualizar qualquer tipo de câncer.

“A limitação da cirurgia [convencional] é que [o câncer] nem sempre é claro a olho nu, a distinção entre o tecido normal e tecido canceroso é difícil”, diz Ryan Fields, professor assistente da Universidade de Washington e cirurgião no Siteman Cancer Center. “Com os óculos desenvolvidos pelo Dr. Achilefu, podemos identificar melhor o tecido que tem de ser removido”. “Esta tecnologia tem um grande potencial para os pacientes e profissionais de saúde. Nosso objetivo é ter certeza de que nenhum caso de câncer seja deixado para trás”.
Matéria completa da FONTE: http://canaltech.com.br/noticia/ciencia/Oculos-de-alta-tecnologia-permitem-que-os-cirurgioes-possam-ver-o-cancer/#ixzz2v7QGHCdQ 


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domingo, 2 de março de 2014

GENÉTICA/AVANÇOS - Estudo pioneiro de biologia molecular faz mapeamento do RNA

Cores da vida: método mapeia a atividade do RNA dentro das células

Pesquisadores desenvolveram um método capaz de fotografar cadeias de RNA e obter informações sobre a expressão dos genes nas células. Na imagem acima, cadeias de RNA coloridas com marcadores fluorescentes. Crédito: HMS e Wyss Institute
(imagem - foto colorida dos mapas tridimensionais, como as cores, obtidos pelas fotografias que mostram o RNA sendo mapeado pelo novo método)
Um novo método permite aos cientistas obter fotografias instantâneas da expressão de milhares de genes em amostras de tecidos biológicos diversos. Assim, uma simples lâmina de microscópio pode ser utilizada na criação de mapas tridimensionais (como o visto na imagem de destaque acima) das maneiras como as células interagem umas com as outras, fatores de fundamental importância para a compreensão de doenças como o câncer (cancro).
Detalhada na Science em 27 de fevereiro, a técnica possui outras aplicações. Por exemplo, pesquisadores podem dotar células cerebrais de “códigos de barra” moleculares únicos, possibilitando o mapeamento das conexões cerebrais estabelecidas entre tais células.
Os especialistas em biologia molecular têm dificuldades de observar a configuração espacial da expressão gênica, processo através do qual um trecho de DNA é convertido em RNA que, por sua vez, pode ser traduzido em proteínas. Para realizar os estudos pertinentes à área, os cientistas normalmente empregam duas metodologias: a primeira consiste em triturar um pedaço de tecido e documentar todos os RNAs encontrados ali; a segunda, em aplicar marcadores fluorescentes para traçar a expressão de até 30 RNAs localizados dentro de cada célula de um tecido amostral.
Matrix
A nova técnica “fossiliza” o RNA na célula e o sequencia. Para que isto ocorra, a equipe de cientistas prende uma lâmina de tecido em uma superfície e retira as membranas celulares, mantendo intactos a estrutura da célula, o RNA e as proteínas. Em seguida, compostos químicos promovem a transcrição reversa de cada segmento de RNA, i.e., sintetizam fragmentos circulares de DNA de uma única cadeia molecular (ao contrário do famoso formato de dupla hélice da molécula) a partir destes segmentos de RNA.
Após a adição de outras substâncias, são formadas centenas de cópias de cada círculo de DNA que, quando se agrupam, recebem o nome de nanobolas (nanoballs), estruturas que também se unem quimicamente na formação de uma matriz transparente que se aproxima do exato desenho original da célula. Então, as nanobolas são analisadas pelo programa de sequenciamento SOLiD (Sequenciamento pela Ligação e Detecção de Oligonucleotídeos), método que emprega imagens digitais na captura das cores e localizações de marcadores fluorescentes inseridos no DNA.
Funciona como um endereço postal: se os correios quisessem identificar cada residência com uma cor fluorescente, rapidamente ficariam sem cores suficientes. O mesmo ocorreria com um fabricante que desejasse identificar cada um dos seus produtos com uma cor. O grande diferencial da inserção de marcadores fluorescentes na nova técnica é o de estes não aderirem a moléculas inteiras (o que geraria um enorme número de moléculas de mesma coloração), mas procurarem cada uma das quatro bases — A, T, C e G — do DNA. A sequência de cores é, então, interpretada pelo programa como um RNA específico, o que fornece aos pesquisadores um número praticamente ilimitado de combinações ou “códigos de barra”.
O estudo pioneiro de desenvolvimento da técnica foi realizado pelo biólogo molecular George Church, da Harvard Medical School, e seus colegas de Harvard e do Allen Institute for Brain Science. Os pesquisadores removeram uma camada de células de tecido conjuntivo (ou conectivo) cultivadas em laboratório e sequenciaram o RNA das células que se dirigiam ao ferimento no processo de reparação do tecido. Dos 6.880 genes sequenciados, 12 demonstraram alterações na sua expressão gênica. Por fim, oito dos genes identificados eram conhecidos por sua participação na migração das células, mas ainda não haviam sido estudados no âmbito da cura de ferimentos.
Robert Singer, biólogo da Albert Einstein College of Medicine, em Nova York, não esteve envolvido no trabalho, mas confirmou que a técnica analisa produtos da expressão gênica de forma muito veloz, opondo-a aos métodos convencionais que requerem a observação dos produtos “um por um”.
Je Hyuk Lee, colega de Church, indica que as aplicações do procedimento devem ir além da identificação de padrões de expressão. A tecnologia mais avançada que conhecemos para rotular e mapear neurônios, a Brainbow, se limita a 100 tonalidades simultâneas. Agora, é possível criar um trilhão (um bilião, em português europeu) de códigos de barra moleculares a partir de curtas cadeias de RNA, diz Lee, para quem a técnica lembra uma cena do filme “Matrix”, na qual o personagem Neo vê o código binário que gera todo o ambiente da Matrix.
A imagem de destaque utilizada neste artigo é propriedade da Harvard Medical School e do Wyss Institute of Biologically Inspired Engineering.
Fontes: NatureHMS http://www.techenet.com/2014/03/cores-da-vida-metodo-mapeia-a-atividade-do-rna-dentro-das-celulas/

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

CÂNCER/BIOELETRÔNICA - Novas tecnologias robóticas se propõem como cura para o câncer, no futuro

Entenda como os bioeletrônicos podem nos levar à cura do câncer
Novas tecnologias propõem monitoramento em nível celular e a possibilidade de impedir tumores por meio de tecidos híbridos

Entenda como os bioeletrônicos podem nos levar à cura do câncer
(imagem - uma mão robótica, à esquerda, toca suavemente a ponta dos dedos de uma mão humana, à direita, com representação desse encontro do homem com as 'máquinas', ou melhor os robôs, nesse novo passo tecnológico da medicina, nos tornaremos ciborgues?. (Fonte da imagem: Shutterstock)

Aficção científica no cinema sempre ofereceu um prato-cheio de hipóteses no ramo da bioeletrônica, principalmente nos anos 80 e 90, trazendo clássicos como “O Império Contra-ataca”, “O Exterminador do Futuro” e “Robocop” (além de uma série de outras produções menos notáveis). Entretanto, o conceito de simplesmente incluir próteses de membros e órgãos eletrônicos em um corpo humano, fazendo dele “parte máquina”, tem se tornado rudimentar comparado ao que as pesquisas mais recentes têm revelado sobre o assunto.

No futuro, a ideia de um corpo com propriedades bioeletrônicas pode estar mais ligada a um processo tecnológico em que modificações menores são feitas no corpo de uma pessoa ao longo de um período, e isto talvez se apresente de forma mais visualmente discreta do que possamos imaginar.

Parte homem, parte máquina, todo bioeletrônico

A bioeletrônica pode ser definida basicamente como o campo de pesquisa que busca estabelecer uma combinação entre elementos eletrônicos e biológicos para fins clínicos, terapêuticos ou de teste. A origem de seu estudo deu-se no fim do século XIX, com o primeiro registro de precisão do eletrocardiograma em 1895. A partir deste evento foi possível perceber o impacto que os sistemas eletrônicos poderiam causar na medicina.

No século XX, a tecnologia permitiu que esta disciplina fosse aplicada de forma mais prática, trazendo invenções como o marca-passo e as próteses robóticas. Porém, com o tempo, cientistas do ramo, pensando em impulsionar o conceito de bioeletrônica mais além, passaram a cogitar a chance de que em vez de construir dispositivos eletrônicos para ser implantados em sistemas biológicos, talvez pudesse ser mais efetivo construir dispositivos que se tornassem parte deles.


Computadores vivos

O estudo do tema tem sido levado ao nível celular. Testes com nanochips já foram feitos no estabelecimento de conexões diretas entre células vivas e circuitos eletrônicos, assim como o desenvolvimento de protocomputadores biológicos, programados para detectar e destruir células cancerígenas, e que vêm obtendo certo êxito.

Mais recentemente, um time de cientistas liderado pelo pesquisador de Stanford Drew Endy obteve mais resultados em sua experiência com o DNA que armazena dados, construindo um sistema de transmissão de informação genética.

A capacidade de armazenar informação, transmiti-la e executar uma função de acordo com um sistema de lógica vem sendo testada através de transistores biológicos que podem realmente possibilitar no futuro a construção de um biocomputador totalmente funcional.

Tecido Ciborgue
Entretanto, a manipulação eletrônica de células não constitui propriamente a essência da bioeletrônica. Este cerne está mais próximo de invenções como o tecido híbrido carregado com nanoeletrodos desenvolvido por cientistas de Harvard, em 2012.

A tecnologia batizada de “tecido ciborgue” compõe um tecido artificial que é funcional, biocompatível e que possui fios em nanoescala em sua estrutura, permitindo o monitoramento de alterações no organismo biológico e atividade celular. O primeiro passo rumo à perfeita sinergia entre matéria biológica e eletrônica.

De acordo com o Prof. Charles Lieber, que lidera esta pesquisa, o objetivo é fundir o tecido biológico com o eletrônico de forma que se torne difícil determinar onde um começa e o outro termina. Sendo o corpo humano controlado por sinais elétricos, os fios em nanoescala funcionariam como uma espécie de nervos, conduzindo à existência de um sistema nervoso autônomo.

Sinais elétricos celulares e a cura para o câncer

É claro que, tendo em vista que estes estudos estão ainda em estágio inicial, as possibilidades de aplicação destas tecnologias ainda são apenas hipóteses. No entanto, a expectativa é que no futuro o impacto da evolução destas descobertas possa revolucionar para sempre as mais diversas áreas da medicina, como a oncologia.

O biólogo Michael Levin, da Universidade de Tufts, acredita que seja possível modificar os sinais elétricos das células, provocando novos padrões de crescimento. Em um artigo publicado pela equipe do cientista, estes sinais elétricos são associados diretamente a fatores que definem o desenvolvimento de tumores. Em outras palavras: monitorando sinais elétricos divergentes nas células, seria possível localizar um tumor antes mesmo de seu surgimento.

Na verdade, em uma projeção ainda mais ambiciosa, a manipulação destes sinais poderia também parar o câncer já em níveis avançados, criar reações em cadeia que alterariam totalmente o curso de desenvolvimento de doenças, identificar ameaças das mais diversas no organismo e até mesmo possibilitar a regeneração de membros.

Em breve nas melhores lojas

Como dito anteriormente, a bioeletrônica do futuro, praticável e disseminada entre a população, provavelmente não virá em forma de melhoramentos agressivos à la filmes sci-fi, em propostas de trans-humanismo e substituição de membros orgânicos por próteses aperfeiçoadas. Ela virá — ou pelo menos se iniciará — com dispositivos de caráter médico, aparelhos e sensores mais sutis que monitorarão seu corpo e que como o tempo estarão disponíveis no mercado.

Alguns destes dispositivos ainda dependem de um computador para serem controlados, mas a previsão é de que em algum tempo surjam versões que operem de modo autônomo, independentes de fios ou até mesmo baterias.  Quando chegarmos a este ponto, a tecnologia bioeletrônica que vêm permeando nosso imaginário há décadas através da ficção científica parecerá risivelmente ultrapassada.

FONTE: http://www.tecmundo.com.br/ciencia/51421-entenda-como-os-bioeletronicos-podem-nos-levar-a-cura-do-cancer.htm#ixzz2tdt4d5XV
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SEREMOS, NO FUTURO, CIBORGUES? Para além de nossas deficiências humanas http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2012/02/seremos-no-futuro-ciborgues-para-alem.html

sábado, 1 de fevereiro de 2014

MUSICOTERAPIA/CÂNCER - O efeito positivo e a resiliência aumentada em jovens através da música

Musicoterapia ajuda jovens com câncer a lidar com tratamento

CDs
*(imagem - foto colorida de cds ou dvds, que fazem parte da idéia e projeto de uso da música como terapia; Projeto de pacientes envolvia escrever letras, gravar música e selecionar imagens para fazer um videoclipe - BBC)

Jovens que fizeram musicoterapia enquanto recebiam tratamento para câncer mostraram-se mais aptos a tolerar os rigores do tratamento, de acordo com um estudo publicado na revista científica Cancer.

Jovens que fizeram musicoterapia enquanto recebiam tratamento para câncer mostraram-se mais aptos a tolerar os rigores do tratamento, de acordo com um estudo publicado na revista científica Cancer.

O termo resiliência, nesse contexto, se refere à capacidade dos participantes de se ajustarem positivamente aos estresses e efeitos adversos do tratamento que estavam recebendo.
Segundo o site da American Music Therapy Association, musicoterapia é uma prática terapêutica em que profissionais qualificados usam música para auxiliar indivíduos a lidar com questões físicas, emocionais, cognitivas e sociais.

Efeito Positivo

Os participantes foram orientados por musicoterapeutas profissionais. O projeto, que durou três semanas, culminou na produção de videoclipes que, quando prontos, foram compartilhados com amigos e familiares.
Os pesquisadores concluíram que o grupo que participou do projeto de musicoterapia demonstrou mais resiliência e capacidade de suportar o tratamento do que um outro grupo que não recebeu musicoterapia.
Cem dias após o tratamento, o mesmo grupo relatou que a comunicação na família e os relacionamentos com amigos tinham melhorado.
"Esses 'fatores protetores' influenciam a forma como adolescentes e jovens adultos lidam (com o câncer e o rigoroso tratamento), ganham esperança e encontram sentido (para suas vidas) durante a jornada do câncer", disse a líder do estudo, Joan Haase.
"Adolescentes e jovens que são resilientes têm a capacidade de superar sua doença, sentem-se em controle e autoconfiantes pela forma como lidaram com o câncer e mostram um desejo de ajudar o outro".
Entrevistas com os pais dos pacientes revelaram aos pesquisadores que os videoclipes tinham produzido um benefício adicional, oferecendo aos pais uma melhor compreensão sobre como é a experiência de crianças que sofrem de câncer.

Estresse e Ansiedade

Uma das musicoterapeutas envolvidas no estudo, Sheri Robb, explicou por que música pode ter um efeito tão positivo sobre jovens lutando contra o câncer:
"Quando tudo parece incerto, canções que ele conhecem e com as quais se identificam fazem com que se sintam conectados".
Segundo a ONG britânica Cancer Research UK, musicoterapia pode diminuir a ansiedade e melhorar a qualidade de vida de pessoas que sofrem de câncer. A terapia também pode ajudar a aliviar alguns sintomas do câncer e efeitos colaterais do tratamento - mas não pode curar, tratar ou evitar doenças, inclusive o câncer.
Estudos anteriores que investigaram os efeitos da musicoterapia sobre crianças com câncer concluíram que a atividade pode ajudar a diminuir o medo e a angústia, além de melhorar os relacionamentos da criança com a família.
A portavoz de uma entidade que oferece apoio a adolescentes com câncer e suas famílias - o Teenage Cancer Trust - disse que é muito importante incentivar crianças com câncer a se comunicar e cooperar umas com as outras.
"Sabemos que ser tratado ao lado de outros (pacientes) da mesma idade faz uma diferença imensa, especialmente em um ambiente que permita que jovens com câncer ofereçam apoio uns aos outros".
fonte - http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2014/01/140127_musicoterapia_cancer_mv.shtml
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quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

CÂNCER/PESSOAS COM DEFICIÊNCIA - O chamado 'Homem-Elefante' poderá ajudar nas pesquisas de câncer

Restos mortais de homem-elefante podem ajudar a desvendar causas do câncer

Uma análise dos restos mortais de Joseph Carey Merrick, mais conhecido como o "Homem-Elefante", pode ajudar a desvendar as causas do câncer, afirmam cientistas britânicos.
Joseph Merrick | Crédito: BBC
(imagem - uma fotografia de Jonh Merrick, com as "deformidades" cranianas geradas por sua doença rara, a Neurofibromatose, com tom sépia, como foto muito antiga sem definição precisa do retratado, visto de perfil, divulgação BBC)

Nascido na Inglaterra em 1862, Merrick sofria de uma forma severa de uma doença que provocava o crescimento excessivo de seus ossos e tecidos. (Informa o DefNet: Merrick tinha a condição de doença rara chamada Neurofibromatose, associada à Síndrome de Proteus  vide: http://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%ADndrome_de_Proteus)

O apelido "Homem Elefante" veio das deformidades físicas decorrentes de sua condição que, não raro, atraíam o olhar de curiosos na segunda metade do século 19 e o tornaram em uma celebridade na Grã-Bretanha vitoriana.
Antes de morrer, aos 27 anos, Merrick doou seu corpo à ciência, mas, até hoje, pouco se sabe sobre as causas de sua doença. Tentativas anteriores de extrair o seu DNA fracassaram uma vez que seu esqueleto ainda estava sendo higienizado.
Agora, amparados por novas tecnologias, cientistas da Universidade Queen Mary, em Londres, onde o esqueleto do inglês está armazenado, acreditam que a rara condição do "Homem Elefante" possa ajudá-los a entender como as células cancerígenas se formam.
"Merrick sofria de uma doença que provocava o crescimento excessivo de partes de seu corpo, daí a comparação com um elefante", explica o professor Richard Trembath, coordenador do estudo.
"Mas outras partes de seu corpo apresentavam uma aparência normal e isso revela muito sobre os fundamentos da formação da célula, ou seja, como uma célula cresce e quanto ela para de crescer", acrescenta.
A pesquisa começou faz pouco tempo, mas os cientistas já demonstram entusiasmo com a possibilidade das descobertas.
"Não acredito que o estudo levará à cura do câncer, mas penso que a pesquisa ampliará o nosso conhecimento sobre a má formação celular", prevê Trembath.

Do circo à corte

Joseph Merrick foi uma figura bastante conhecida na Inglaterra vitoriana. Vítima de humilhações públicas e rejeitado pela madrasta devido à sua aparência física, ele decidiu sair de casa ainda adolescente.
Sem dinheiro, sobreviveu de pequenos bicos em apresentações circenses, nas quais era anunciado como uma das atrações de shows de aberrações.
Rapidamente, rumores sobre sua condição espalharam-se pelo Reino Unido e atraíram a atenção da alta sociedade vitoriana.
Alexandra da Dinamarca, futura rainha consorte, interessou-se pelo caso, fazendo com que outros membros da Corte também compartilhassem do mesmo interessante.
Devido à sua popularidade, Merrick chegou a se tornar próximo da Rainha Vitória (1819-1901), trisavó da atual Rainha Elizabeth 2ª do Reino Unido.
Por muito tempo, médicos acreditavam que o inglês sofria de um tipo raro de elefantíase, mas pesquisas recentes concluíram que Merrick teria sido portador da Síndrome de Proteus, cujas causas ainda não são totalmente conhecidas.
A doença, que deriva do nome do deus grego capaz de assumir formas monstruosas, consiste no crescimento exagerado e patológico da pele.
Em 1980, a vida de Joseph Merrick foi tema do filme O Homem Elefante, dirigido por David Lynch e estrelado por Anthony Hopkins.
FONTE - http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2014/01/140107_homem_elefante_pesquisa_lgb.shtml
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sexta-feira, 25 de outubro de 2013

CÂNCER DE PRÓSTATA/NOVOS TRATAMENTOS - Vacina brasileira é novo tratamento para CA de próstata

Vacina desenvolvida no Brasil pode tratar câncer de próstata

Sistema imunológico do paciente passa a identificar as células cancerosas e destrói o tumor. Técnica tem sido adaptada com sucesso para outros tipos de carcinoma


  O câncer de próstata matou pelo menos 15 mil brasileiros no ano passado e 60 mil novos casos surgem no país anualmente. Embora os índices de cura sejam elevados – 95% para casos descobertos precocemente, conforme dados da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) – uma vacina pode ser a esperança contra a doença.
Trata-se de uma terapia imunológica desenvolvida no Brasil e que tem conseguido resultados animadores na primeira rodada de testes clínicos: a chance de morte caiu de um em cada cinco pacientes para um em cada 11, depois de cinco anos. O método já está sendo testado em outros tipos de câncer.
O coordenador da pesquisa, Fernando Kreutz, explica que a vacina é desenvolvida especificamente para cada paciente, com células extraídas do tumor que vai ser combatido. Dessa forma, as células do sistema imunológico passam a reconhecer os antígenos e transformam as células doentes em alvos. De acordo com o médico, que preside a Associação Brasileira de Biotecnologia, cada paciente tem um perfil de células tumorais diferentes e por isso o tratamento personalizado tem mais eficácia.
Já existem opções no mercado
Vacinas similares já existem no mercado. A empresa estatal cubana Labiofam anunciou resultados promissores em um tratamento imunológico personalizado, embora não tenha divulgado detalhes da pesquisa em seu próprio site. Já a norte-americana Dendreon desenvolveu uma terapia em que linfócitos do paciente são modificados para atuar sobre uma proteína característica do câncer de próstata.
O remédio já está no mercado e o tratamento custa 91 mil dólares. Embora tenha falhado em reduzir os tumores avançados, a vacina provou-se eficaz em aumentar a sobrevida dos pacientes graves em até quatro meses.
A pesquisa de Kreutz tem usado os resultados da Dendreon como parâmetro comparativo e os resultados têm sido melhores. Dos 107 pacientes tratados, após cinco anos 85% apresentaram níveis de PSA indetectáveis. O PSA (Antígeno Prostático Específico) é uma proteína que, quando em níveis elevados no sangue, pode indicar a presença de tumor de próstata.
A diferença entre as duas terapias, segundo o médico, é que a vacina que ele desenvolve na FK Biotec não usa apenas um marcador protéico, mas material da célula tumoral do próprio paciente. "Nem mesmo as células do tumor são iguais entre elas", detalha. O material personalizado cria dezenas de diferentes marcadores – e não apenas a proteína padrão –, o que amplia largamente a chance de que a célula tumoral seja reconhecida pelo sistema imunológico.
Alternativa para outros tipos de câncer
Teoricamente, conforme Kreutz, o método pode ser adaptado para quase todos os tipos de câncer e por isso a equipe de pesquisas ampliou o foco. Pequenos grupos de paciente com câncer de mama, melanomas e câncer de pâncreas estão sendo tratados. O médico diz que a amostragem ainda é pequena e os resultados não podem ser medidos de forma estatística, no entanto, está satisfeito com os resultados preliminares. De três pacientes com câncer de pâncreas – um dos carcinomas mais letais – um deles apresentou uma resposta imunológica além da esperada, com a redução do tumor.
As vacinas podem ser um avanço no tratamento dos tumores, mas, para os homens, descobrir a doença da próstata em estágios iniciais é ainda a maior certeza de cura. "Não existe prevenção, existe diagnóstico precoce", afirma o presidente da Sociedade Brasileira de Urologia, Aguinaldo Nardi.
Segundo o médico, quando o carcinoma é identificado a tempo, 95% dos pacientes que recebem o tratamento adequado ficam livres da doença. O tratamento é planejado conforme a necessidade de cada doente, mas em geral, como explica o médico, há um procedimento cirúrgico seguido de tratamento hormonal, radioterapia e quimioterapia, em casos com metástase.
No entanto, a dificuldade maior está exatamente em se obter o diagnóstico ainda nos estágios iniciais da doença. Nardi afirma que 43% de todos os homens brasileiros nunca visitaram um urologista. O problema, na sua opinião, é a falta de acesso ao serviço público de saúde somado à falta de informação e ao preconceito. Ele recomenda que exames de PSA e toque retal sejam feitos a partir dos 50 anos. "E a partir dos 40 anos quando há histórico familiar de câncer de próstata", destaca.
Idade aumenta o risco de carcinoma
Dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA) confirmam que a idade é o único fator de risco estabelecido. Estatísticas do instituto mostram que 62% dos casos acometem homens com mais de 65 anos e que o aumento da expectativa de vida em todo o mundo deve elevar o número de casos. O câncer de próstata é a segunda causa de morte por carcinoma entre homens no Brasil e no mundo, ficando atrás apenas do câncer de pele.
Embora não conheça os resultados da vacina da FK Biotec, Aguinaldo Nardi acredita na eficácia dos tratamentos imunológicos na luta contra o câncer de próstata. Já Kreutz coloca ênfase: "É o futuro", garante. A patente da vacina já foi registrada, mas ele acredita que, em previsões otimistas, ainda leve cerca de três anos para o que o produto chegue ao mercado.
O pesquisador não vê a vacina como uma substituição para os métodos de tratamento já existentes, mas como um novo reforço que possa trazer qualidade de vida. O médico não fala em cura, mas na possibilidade de "manter pacientes já tratados livres da doença por mais tempo".
Além disso, Kreutz não vê empecilhos para que o remédio seja oferecido também a pacientes do sistema público no futuro. "Hoje, os brasileiros têm acesso a remédios que chegam a custar 100 mil reais e a vacina não será mais cara do que uma quimioterapia comum", calcula
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sábado, 19 de outubro de 2013

CÂNCER/LEGISLAÇÃO - Senado votará proposta que obriga plano de saúde a custear medicação de uso oral

Plenário vota projeto que beneficia doente de câncer

Está na pauta desta semana proposta que obriga plano de saúde a custear remédio de uso oral para o tratamento de tumor. Senado também votará texto que trata de número de deputados federais

A semana começa com a pauta do Plenário destrancada após a votação, na semana passada, da Medida Provisória (MP) 621/2013, que criou o Programa Mais Médicos. Da ordem do dia da sessão de amanhã constam 20 itens

Duas matérias tramitam em regime de urgência. Uma delas é o PDS 85/2013, de Eduardo Lopes (PRB-RJ), que suspende os efeitos da decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que mudou o número de deputados federais por estado.

Pelas regras em vigor, as 513 vagas da Câmara são distribuídas de acordo com a população dos estados em 1998. A Justiça Eleitoral redistribuiu as cadeiras levando em consideração dados mais atuais, do Censo de 2010. Nas mudanças feitas pelo tribunal, Pará, Minas Gerais, Ceará, Santa Catarina e Amazonas ganham deputados. Por outro lado, perdem deputados Paraíba, Piauí, Pernambuco, Paraná, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Alagoas e Rio Grande do Sul.
Outro projeto prioritário, dentro das atividades do Outubro Rosa, movimento a que se integrou o Congresso Nacional, é o substitutivo ao PLS 352/2011, que inclui tratamentos com remédios de uso oral contra o câncer entre as coberturas obrigatórias dos planos de saúde.
Segundo o projeto, de Ana Amélia (PP-RS), os planos devem cobrir despesas com medicamentos de uso oral e procedimentos radioterápicos e de hemoterapia, no tratamento domiciliar, desde que relacionados à continuidade da assistência hospitalar.
A senadora informou que, em 15 anos, 80% dos tratamentos oncológicos serão feitos na casa do paciente, com medicamentos de uso oral. Ela lembrou que, atualmente, os planos de saúde só são obrigados a arcar com os custos ambulatoriais.
Devem ser votadas pelo Plenário oito propostas de emenda à Constituição que tratam de temas diversos. Nesta semana, deve avançar a discussão da PEC do Orçamento Impositivo (PEC 22A/2000). A proposta, que torna obrigatória a liberação de emendas parlamentares ao Orçamento da União e cria uma fonte permanente de financiamento para a saúde, ainda precisa passar por mais três sessões de discussão em primeiro turno e três em segundo turno. A quinta discussão da PEC deve ocorrer na quinta-feira.

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

CÂNCER/SUPERAÇÃO - Quando a autoestima enfrenta o Câncer de Mama - OUTUBRO ROSA

Blogueira faz sucesso com dicas de beleza para pessoas com câncer

Uma britânica de 23 anos, diagnosticada com câncer de mama, ganhou sucesso na internet com um blog em que dá dicas de dicas de beleza para pessoas que enfrentam a mesma doença.
Laura Cannon (arquivo pessoal)
(imagem - foto colorida de Laura Cannon, uma mulher britânica olhando para a câmera no momento do corte de seu cabelo, como o modelo moicano, antes de raspar devido à quimioterapia - fotografia de arquivo pessoal )

O blog de Laura Cannon, CliqueLaura Louise and her Naughty Disease, já tem mais de 150 mil seguidores. Nele, além de dar conselhos sobre como ficar bonita, ela fala sobre o seu tratamento.

Cannon passou por quimioterapia e uma mastectomia dupla e diz que queria ajudar outras jovens com a doença, ao mesmo tempo que tornava sua batalha "o mais divertida possível".
Ela foi diagnosticada com câncer de mama no dia 22 de novembro do ano passado e logo depois começou a escrever o blog.

As postagens incluem fotos dela cortando o que cabelo após o início da quimioterapia, quando ela já estava começando a ficar careca.
"Eu fiz diferentes estilos de corte, inclusive um moicano", lembra.
"Eu queria olhar para o que aconteceu e rir, e não ter a lembrança de um dia triste."

'Ponto de vista positivo'

Agora seu cabelo já cresceu de volta, e ela tem escrevido sobre maquiagem no blog.
"Foi um dia muito bom, pude passar delineador e rímel", disse ela. "É algo que eu sentia falta quando não tinha cílios."
Outras postagens lidam com o lado grave dos efeitos da doença.

"Quando eu fui diagnosticada fiz uma pesquisa na internet e percebi que não havia muita coisa escrita para pacientes jovens com câncer, por isso quis escrever algo para elas."
"Foi libertador, e foi muito bom ser honesta e contar a história a partir de um ponto de vista positivo", disse Cannon.

"Houve momentos em que eu não estava (otimista), mas eu queria abordar o problema de forma positiva."

Terapia
Formada em biologia, Cannon adora fazer compras pela internet e disse que o blog tem sido uma terapia para ela.
"É algo para se concentrar, uma boa distração."

O retorno que ela recebe dos leitores do blog tem sido positivo, inclusive quando ela fala sobre os altos e baixos de seu tratamento. Em postagens recentes, Cannon está refletindo sobre as próximas cinco semanas que enfrentará de radioterapia.

"Sendo honesta, a única coisa que está me incomodando sobre isso é o fato de que não vou poder tomar um banho quente durante, e um pouco depois, do tratamento. "

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