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domingo, 4 de novembro de 2018

ALZHEIMER&AVANÇOS - Pesquisadores criam Mapeamento Esférico Cerebral para diagnosticar a doença de Alzheimer

Pesquisadores criam Mapeamento Esférico Cerebral para diagnosticar a doença de Alzheimer

Pesquisadores criam Mapeamento Esférico Cerebral para diagnosticar a doença de Alzheimer
(Imagem publicada na matéria - um desenho com muitos chips de fundo em azul com um cérebro humano no centro, sendo escaneado por vários cortes tridimensionais)

Uma equipe de pesquisadores da Universidade de Granada projetou uma técnica de processamento de imagens que gera um mapa esférico do cérebro.

Uma equipe de pesquisadores da Universidade de Granada projetou uma técnica de processamento de imagem que gera um mapa esférico do cérebro, uma ferramenta que converte a informação em ressonâncias e permite diagnosticar a doença de Alzheimer com 90% de precisão.


Um dos pesquisadores deste projeto do Departamento de Teoria de Sinais, Telemática e Telecomunicações da Universidade de Granada, Francisco Jesús Martínez-Murcia, explicou à Efe que o Mapeamento Esférico Cerebral é uma técnica que permite analisar e visualize imagens médicas de uma maneira sem precedentes até agora.

Esse avanço consistiu no processamento de ressonâncias magnéticas do cérebro e na construção de mapas estatísticos que analisam a textura de cada zona graças aos vetores de coordenadas que permitem selecionar cada voxel - como um pixel, mas volumétrico - em todas as dimensões do cérebro. 

Dessa forma, segundo Martínez-Murcia, um tipo de mapa é gerado em duas dimensões que podem ser implantadas para analisar as texturas e diagnosticar doenças que causam deterioração cognitiva, como a doença de Alzheimer. 

"Uma das novidades é que modifica o método de visualização para os médicos, pois apresenta um mapa mais fácil de interpretar que os atuais em três dimensões e que mostra texturas e áreas afetadas por esse tipo de doença", afirmou o pesquisador.

Para verificar a eficácia deste mapa cerebral, que permite verificar como os tecidos variam em cada direção ou suas densidades, os pesquisadores analisaram o banco de dados de ressonância de cerca de mil pessoas afetadas pela doença de Alzheimer. 

Esses testes mostraram que a nova técnica de mapeamento permite diagnosticar a doença de Alzheimer com mais de 90% de precisão, pois demonstra a diminuição da densidade tecidual causada pelo processo de neuro degeneração da doença. 

A visualização bidimensional permite a fácil identificação das áreas que mais contribuem para a diferenciação entre pacientes com Alzheimer e indivíduos saudáveis, localizados principalmente em áreas como o hipocampo ou a amígdala.

"Mas talvez ainda mais importante seja o fato de termos alcançado um diagnóstico de 77% em um problema muito mais sério, para prever se pacientes que já sofrem comprometimento cognitivo leve progredirão para estágios mais avançados da doença de Alzheimer ou permanecerão estáveis ​​por vários anos.", ressaltou o pesquisador. 

Essa técnica também possui código aberto e está disponível para download gratuitamente no "github" da equipe de pesquisadores. EFE


LEIA MAIS NO MEU BLOG SOBRE O TEMA - INFOATIVO DEFNET - MÃES, ALZHEIMER E MÚSICA https://infoativodefnet.blogspot.com/2012/05/maes-alzheimer-e-musica.html

quinta-feira, 12 de junho de 2014

AUTISMO/AVANÇOS - Plataforma do Google será utilizada para buscar novas pesquisas

Novo programa do Google quer melhorar auxílio aos portadores de autismo

A Autism Speaks, organização científica que auxilia pessoas com autismo, anunciou nesta terça-feira (10) uma parceria com o Google que visa criar o maior banco de dados do mundo com a intenção de buscar avanços na compreensão, diagnóstico e tratamento do autismo e seus subtipos. As informações são do site da Autism Speaks.
Para conseguir gerenciar e analisar os dados, a Autism Speaks irá utilizar o Google Cloud Platform para gerir as informações e criar uma biblioteca com informações genômicas de indivíduos com autismo e seus familiares. A intenção é que seja possível sequenciar os genomas completos de cerca de 10 mil pessoas.
A biblioteca está sendo estabelecida pela Autism Speaks Ten Thousand Genomes Program (AUT10K) e, para o diretor de ciência da Autism Speaks, Rob Ring, a iniciativa representa a possibilidade de transformação na forma como o autismo é compreendido no mundo. Ainda de acordo com Ring, esta é a oportunidade-chave para mudar a forma como acontece a assistência a pessoas afetadas pela doença.
fontes - http://canaltech.com.br/noticia/ciencia/Novo-programa-do-Google-quer-melhorar-auxilio-aos-portadores-de-autismo/
http://www.autismspeaks.org/science/science-news/autism-speaks-google-harness-%E2%80%98cloud%E2%80%99-genomic-breakthroughs
LEIAM TAMBÉM NO MEU BLOG INFOATIVO.DEFNET - 

O AUTISMO NÃO É APENAS UMA DOENÇA http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2012/06/o-autismo-nao-e-apenas-uma-doenca.html

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

CÂNCER/BIOELETRÔNICA - Novas tecnologias robóticas se propõem como cura para o câncer, no futuro

Entenda como os bioeletrônicos podem nos levar à cura do câncer
Novas tecnologias propõem monitoramento em nível celular e a possibilidade de impedir tumores por meio de tecidos híbridos

Entenda como os bioeletrônicos podem nos levar à cura do câncer
(imagem - uma mão robótica, à esquerda, toca suavemente a ponta dos dedos de uma mão humana, à direita, com representação desse encontro do homem com as 'máquinas', ou melhor os robôs, nesse novo passo tecnológico da medicina, nos tornaremos ciborgues?. (Fonte da imagem: Shutterstock)

Aficção científica no cinema sempre ofereceu um prato-cheio de hipóteses no ramo da bioeletrônica, principalmente nos anos 80 e 90, trazendo clássicos como “O Império Contra-ataca”, “O Exterminador do Futuro” e “Robocop” (além de uma série de outras produções menos notáveis). Entretanto, o conceito de simplesmente incluir próteses de membros e órgãos eletrônicos em um corpo humano, fazendo dele “parte máquina”, tem se tornado rudimentar comparado ao que as pesquisas mais recentes têm revelado sobre o assunto.

No futuro, a ideia de um corpo com propriedades bioeletrônicas pode estar mais ligada a um processo tecnológico em que modificações menores são feitas no corpo de uma pessoa ao longo de um período, e isto talvez se apresente de forma mais visualmente discreta do que possamos imaginar.

Parte homem, parte máquina, todo bioeletrônico

A bioeletrônica pode ser definida basicamente como o campo de pesquisa que busca estabelecer uma combinação entre elementos eletrônicos e biológicos para fins clínicos, terapêuticos ou de teste. A origem de seu estudo deu-se no fim do século XIX, com o primeiro registro de precisão do eletrocardiograma em 1895. A partir deste evento foi possível perceber o impacto que os sistemas eletrônicos poderiam causar na medicina.

No século XX, a tecnologia permitiu que esta disciplina fosse aplicada de forma mais prática, trazendo invenções como o marca-passo e as próteses robóticas. Porém, com o tempo, cientistas do ramo, pensando em impulsionar o conceito de bioeletrônica mais além, passaram a cogitar a chance de que em vez de construir dispositivos eletrônicos para ser implantados em sistemas biológicos, talvez pudesse ser mais efetivo construir dispositivos que se tornassem parte deles.


Computadores vivos

O estudo do tema tem sido levado ao nível celular. Testes com nanochips já foram feitos no estabelecimento de conexões diretas entre células vivas e circuitos eletrônicos, assim como o desenvolvimento de protocomputadores biológicos, programados para detectar e destruir células cancerígenas, e que vêm obtendo certo êxito.

Mais recentemente, um time de cientistas liderado pelo pesquisador de Stanford Drew Endy obteve mais resultados em sua experiência com o DNA que armazena dados, construindo um sistema de transmissão de informação genética.

A capacidade de armazenar informação, transmiti-la e executar uma função de acordo com um sistema de lógica vem sendo testada através de transistores biológicos que podem realmente possibilitar no futuro a construção de um biocomputador totalmente funcional.

Tecido Ciborgue
Entretanto, a manipulação eletrônica de células não constitui propriamente a essência da bioeletrônica. Este cerne está mais próximo de invenções como o tecido híbrido carregado com nanoeletrodos desenvolvido por cientistas de Harvard, em 2012.

A tecnologia batizada de “tecido ciborgue” compõe um tecido artificial que é funcional, biocompatível e que possui fios em nanoescala em sua estrutura, permitindo o monitoramento de alterações no organismo biológico e atividade celular. O primeiro passo rumo à perfeita sinergia entre matéria biológica e eletrônica.

De acordo com o Prof. Charles Lieber, que lidera esta pesquisa, o objetivo é fundir o tecido biológico com o eletrônico de forma que se torne difícil determinar onde um começa e o outro termina. Sendo o corpo humano controlado por sinais elétricos, os fios em nanoescala funcionariam como uma espécie de nervos, conduzindo à existência de um sistema nervoso autônomo.

Sinais elétricos celulares e a cura para o câncer

É claro que, tendo em vista que estes estudos estão ainda em estágio inicial, as possibilidades de aplicação destas tecnologias ainda são apenas hipóteses. No entanto, a expectativa é que no futuro o impacto da evolução destas descobertas possa revolucionar para sempre as mais diversas áreas da medicina, como a oncologia.

O biólogo Michael Levin, da Universidade de Tufts, acredita que seja possível modificar os sinais elétricos das células, provocando novos padrões de crescimento. Em um artigo publicado pela equipe do cientista, estes sinais elétricos são associados diretamente a fatores que definem o desenvolvimento de tumores. Em outras palavras: monitorando sinais elétricos divergentes nas células, seria possível localizar um tumor antes mesmo de seu surgimento.

Na verdade, em uma projeção ainda mais ambiciosa, a manipulação destes sinais poderia também parar o câncer já em níveis avançados, criar reações em cadeia que alterariam totalmente o curso de desenvolvimento de doenças, identificar ameaças das mais diversas no organismo e até mesmo possibilitar a regeneração de membros.

Em breve nas melhores lojas

Como dito anteriormente, a bioeletrônica do futuro, praticável e disseminada entre a população, provavelmente não virá em forma de melhoramentos agressivos à la filmes sci-fi, em propostas de trans-humanismo e substituição de membros orgânicos por próteses aperfeiçoadas. Ela virá — ou pelo menos se iniciará — com dispositivos de caráter médico, aparelhos e sensores mais sutis que monitorarão seu corpo e que como o tempo estarão disponíveis no mercado.

Alguns destes dispositivos ainda dependem de um computador para serem controlados, mas a previsão é de que em algum tempo surjam versões que operem de modo autônomo, independentes de fios ou até mesmo baterias.  Quando chegarmos a este ponto, a tecnologia bioeletrônica que vêm permeando nosso imaginário há décadas através da ficção científica parecerá risivelmente ultrapassada.

FONTE: http://www.tecmundo.com.br/ciencia/51421-entenda-como-os-bioeletronicos-podem-nos-levar-a-cura-do-cancer.htm#ixzz2tdt4d5XV
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SEREMOS, NO FUTURO, CIBORGUES? Para além de nossas deficiências humanas http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2012/02/seremos-no-futuro-ciborgues-para-alem.html