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sábado, 26 de junho de 2021

COVID19&ALZHEIMER - Estudo mostra que Covid-19 causa demência similar ao Alzheimer

 Estudo mostra que Covid-19 causa demência similar ao Alzheimer


(imagem - uma representação na matéria de um esquema de cérebro com pontos luminosos como as redes neurais superposto a um laptop e mãos humanas - uma com estetoscópio - indicando a tela do computador)

Desde o início da pandemia, milhares de estudos vêm sendo conduzidos para investigar a relação e o comportamento do novo coronavírus com as demais doenças. No contexto neurológico, já foram encontradas relações entre a Covid-19 e doenças neurodegenerativas, como demência e Alzheimer. Surgiu, então, a necessidade de entender como essa associação acontece.

Para desvendar isso, cientistas da Cleveland Clinic divulgaram seus estudos recentes sobre como usaram inteligência artificial para analisar dados de pacientes com Alzheimer e Covid-19 simultaneamente, a fim de identificar a associação destas doenças por meio da medição de genes e proteínas.

O passo seguinte foi analisar duas marcas específicas do Alzheimer na condição cognitiva dos pacientes, como características da neuroinflamação e lesões microvasculares, que evidenciou onde e como o novo coronavírus promove alterações que levam a alterações cognitivas.

De acordo com um comunicado emitido pelo grupo, percebeu-se que “a Covid-19 altera os marcadores de Alzheimer implicados na inflamação do cérebro e que certos fatores de entrada viral são altamente expressos nas células da barreira hematoencefálica. Essas descobertas indicam que o vírus pode impactar vários genes ou vias envolvidas na neuroinflamação e lesão microvascular do cérebro, o que pode levar ao comprometimento cognitivo semelhante à doença de Alzheimer.”

Ao comentar a notícia, a neurocirurgiã Vanessa Holanda, Diretora de Comunicação da Sociedade Brasileira de Neurocirurgia (SBN), destaca que “há uma séria preocupação em relação às sequelas no Sistema Nervoso Central (SNC) que a infecção pela Covid-19 vem deixando. No futuro pós-pandemia ainda teremos que lidar com estas alterações e devolver à população afetada sua saúde e qualidade de vida. Informações como as deste estudo ajudam a guiar os médicos para a abordagem mais apropriada em cada caso”.

A pesquisa ainda continua e vai focar em alvos terapêuticos para os problemas neurológicos decorrentes da Covid-19.

fonte - https://medicinasa.com.br/covid-alzheimer/

Leia também no meu blog INFOATIVO DEFNET - Alzheimer não é uma piada, mas pode ser poesia de vida - https://infoativodefnet.blogspot.com/2011/06/alzheimer-nao-e-uma-piada-mas-pode-ser.html

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quinta-feira, 20 de agosto de 2020

COVID-19 & Cérebro - Especialista descreve possíveis impactos neurológicos da COVID-19


imagem publicada - da Internet - [Imagem: Gerd Altmann/Pixabay] com cérebro humano sendo tocado como na famosa pintura por um 'dedo' divino donde saem raios e energia, sobre fundo azul predominante.

Especialista descreve possíveis impactos neurológicos da COVID-19 

A COVID-19 tem sido analisada por muitos especialistas, e desencadeando cada vez mais descobertas. Ultimamente, foi apontado que muitos pacientes que sofrem de COVID-19 apresentam sintomas neurológicos, desde aumento no risco de ter um acidente vascular cerebral (AVC) até consequências mais duradouras para o cérebro, como síndrome da fadiga crônica. Com isso, os profissionais da área da saúde estão se perguntando: haverá uma onda de déficits de memória e casos de demência relacionados ao COVID-19 no futuro?

Durante um artigo para o veículo The Conversation, a professora de psicologia da Universidade de Michigan, Natalie C. Tronson, explica que muitos dos sintomas atribuídos a uma infecção se devem, na verdade, às respostas protetoras do sistema imunológico. Essas mudanças no cérebro e no comportamento, embora irritantes para nossa vida cotidiana, são altamente adaptativas e imensamente benéficas. Ao descansar, também se permite que a resposta imune, que exige muita energia, faça seu trabalho. A febre torna o corpo menos hospitaleiro a vírus e aumenta a eficiência do sistema imunológico.

Além de mudar o comportamento e regular as respostas fisiológicas durante a doença, o sistema imunológico também desempenha uma série de outras funções. Recentemente, os especialistas apontaram que as células neuroimunes que ficam nas conexões entre as células cerebrais (sinapses), que fornecem energia e quantidades mínimas de sinais inflamatórios, são essenciais para a formação da memória, mas isso também fornece uma maneira de doenças como COVID-19 causarem sintomas neurológicos e problemas de longa duração no cérebro.

A professora explica que tanto o cérebro quanto o sistema imunológico evoluíram especificamente para mudar como consequência da experiência, a fim de neutralizar o perigo e maximizar a sobrevivência, e que no cérebro, as mudanças nas conexões entre os neurônios nos permitem armazenar memórias e mudar rapidamente o comportamento para escapar de ameaças ou buscar comida ou oportunidades sociais. No entanto, mudanças duradouras no cérebro após a doença também estão intimamente ligadas ao aumento do risco de declínio cognitivo relacionado à idade e doença de Alzheimer.

"As ações destrutivas das células neuroimunes e a sinalização inflamatória podem prejudicar permanentemente a memória. Isso pode ocorrer por meio de danos permanentes às conexões neuronais ou aos próprios neurônios e também por meio de mudanças mais sutis no funcionamento dos neurônios", afirma a especialista.

A professora conta que levará muitos anos até sabermos se a infecção COVID-19 causa um aumento no risco de mal de Alzheimer, mas esse risco pode ser diminuído por meio da prevenção e tratamento de COVID-19, e ressalta que a prevenção e o tratamento dependem da capacidade de diminuir a gravidade e a duração da doença e da inflamação.

"A COVID-19 continuará a causar impacto na saúde e no bem-estar muito depois que a pandemia acabar. Como tal, será fundamental continuar a avaliar os efeitos da doença na vulnerabilidade da doença de Alzheimer e a demências", conclui a professora norte-americana, ressaltando que ao fazer isso, os pesquisadores provavelmente terão uma nova visão crítica sobre o papel da inflamação ao longo da vida no declínio cognitivo relacionado à idade, o que ajudará no desenvolvimento de estratégias mais eficazes de prevenção e tratamento dessas doenças debilitantes.

Fonte: The Conversation  https://canaltech.com.br/saude/especialista-descreve-possiveis-impactos-neurologicos-da-covid-19-169664/

sexta-feira, 13 de março de 2020

Alzheimer&Pesquisas - Pesquisa da UFMG pode ajudar no diagnóstico precoce do Alzheimer

PESQUISA DA UFMG pode ajudar no diagnóstico precoce do ALZHEIMER
O exame, que ainda está em fase experimental, analisa a retina do paciente para verificar a presença de uma proteína relacionada à doença
Método desenvolvido por pesquisadores da UFMG detecta acúmulo de proteína beta-amilóide através da retina. Uma vez acumulada nos neurônios, a substância prejudica os impulsos cerebrais, levando ao Alzheimer (foto: UFMG/Divulgação)

Método desenvolvido por pesquisadores da UFMG detecta acúmulo de proteína beta-amilóide através da retina. Uma vez acumulada nos neurônios, a substância prejudica os impulsos cerebrais, levando ao Alzheimer(foto: UFMG/Divulgação)

Perda de memória, repetição de perguntas, irritabilidade, dificuldade para encontrar as palavras certas. Esses são alguns dos sintomas mais comuns do Mal de Alzheimer, doença degenerativa neurológica, geralmente silenciosa no início, que atinge mais de um milhão de brasileiros. O quadro costuma se manifestar em pessoas de idade mais avançada, sendo responsável por mais de metade dos casos de demência nessa população. Porém, apesar de ser uma doença bem conhecida da Ciência, o diagnóstico é complexo. "Ele pode ser feito clinicamente, analisando os sintomas, ou através de um PET scan, exame muito caro em que o paciente precisa tomar um contraste radioativo", diz Leandro Malard, professor do departamento de física da UFMG.


Ele é um dos integrantes de um projeto que procura uma nova forma de diagnosticar o Alzheimer antes mesmo de os sintomas aparecerem. O famoso ditado diz que "os olhos são a janela para a alma", e eles também podem ser uma janela para o cérebro. "Afinal, a retina é um tecido neuronal, que vai diretamente para o cérebro", destaca Leandro Malard. Desenvolvido em parceria com pesquisadores da área de medicina e biologia, a pesquisa usa um raio laser nos olhos para detectar a presença de uma proteína chamada beta-amilóide. "Essa substância se acumula em placas nos neurônios, lesando a célula e prejudicando as sinapses, levando ao aparecimento dos sintomas do Alzheimer", explica o professor.

Testado em retinas de uma raça de camundongos que desenvolve a doença, o diagnóstico é feito através da análise do comportamento do laser após atingir a membrana. "É uma técnica óptica chamada Espectroscopia Raman. Deste modo, obtemos diversas informações, entre elas, as ligações químicas, fornecendo uma 'impressão digital' da amostra", esclarece Leandro Malard. Caso seja detectada a presença da proteína beta-amilóide na retina, é possível iniciar um tratamento precoce do Alzheimer, evitando o surgimento de alguns sintomas e melhorando a qualidade de vida do paciente.

O próximo passo da pesquisa é mostrar que os exames podem ser feitos com segurança, sem danificar a retina. "Feito isso, será hora de pedir permissão ao comitê de ética da universidade, para começar os exames em pessoas. Ainda tem toda uma legislação por trás, então ainda devem passar alguns anos antes de a tecnologia chegar ao mercado tornando-se um método de diagnóstico eficaz e não invasivo, que poderá ser usado em consultas de rotina", projeta o pesquisador.


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sexta-feira, 4 de outubro de 2019

Alzheimer&Pesquisas - Cientistas revertem um ano de Alzheimer em dois meses através de nova invenção

Cientistas revertem um ano de Alzheimer em dois meses através de nova invenção (fonte Panorama Farmacêutico)

Alzheimer
imagem publicada na matéria - um homem com o 'chapéu' com ondas eletromagnéticas e uma representação ao lado com os locais onde são emitidas no cérebro as ondas eletromagnéticas 

Neurocientistas americanos da NeuroEM Therapeutics, em Phoenix, EUA, conseguiram reverter a perda de memória provocada pela doença de Alzheimer com a utilização de um chapéu com ondas eletromagnéticas.
No estudo-piloto, realizado com apenas oito voluntários, o chapéu magnético conseguiu reverter um ano de memória perdida em apenas dois meses.
Os oito voluntários são pacientes que sofrem da doença de Alzheimer, de leve a moderada. Eles receberam um chapéu MemorEM, que utiliza emissores criados especialmente para gerar um fluxo específico de ondas eletromagnéticas através do crânio.
Os pesquisadores observaram “desempenho cognitivo aprimorado” em sete dos oito voluntários na pesquisa.
O tratamento foi realizado duas vezes por dia, durante o período de uma hora, e são muito simples de administrar em casa.
O estudo foi publicado no Journal of Alzheimer’s Disease, mostrando alguns resultados, que precisam de mais pesquisas.
O biólogo Gary Arendash, CEO da NeuroEM Therapeutics, falou sobre o estudo: “Talvez a melhor indicação de que os dois meses de tratamento tenham um efeito clinicamente importante nos pacientes com DA [doença de Alzheimer] neste estudo seja que nenhum dos pacientes quis devolver o dispositivo de cabeça ao Instituto da Universidade do Sul da Flórida / Byrd Alzheimer após o estudo ser concluído”.
Segundo o biólogo, um paciente disse: “Voltei”.
O chapéu
O equipamento está sendo desenvolvido por dois cientistas que são os fundadores da NeuroEM Therapeutics.
Considerando as evidências já alcançadas, o chapéu TEMT parece capaz de deteriorar as proteínas amilóide-beta tóxicas e também as proteínas tau que foram tem forte relação com o Alzheimer: as ondas parecem ser capazes de desestabilizar as ligações fracas de hidrogênio que mantêm os aminoácidos unidos
Aparentemente essas proteínas entopem o cérebro destruindo e sufocando os neurônios necessários para manutenção das memórias, gerar fala à partir de pensamentos entre outros processos cognitivos fundamentais para nosso funcionamento.
A partir de uma série de testes cognitivos, criados para medir o nível de demência, a influência das ondas eletromagnéticas foi vista como “grande e clinicamente importante”.
Um ano de memória recuperada
A escala medida do ADAS-Cog varia entre uma média de cinco pontos para alguém sem Alzheimer, para uma média de 31 pontos para quem sofre da Doença e o estudo observou uma mudança positiva na média que foi de mais de quatro pontos em sete dos oito voluntários.
Esse nível de mudança, de quatro pontos, corresponde a uma redução cognitiva de mais de um ano em pacientes com Alzheimer.
Portanto equivaleu a um ano do impacto negativo da doença de Alzheimer na memória e pensamento revertido. Isso no espaço de dois meses de testes.
Sem efeito colaterais
O estudo também demonstrou que nenhum dos participantes pareceu sofrer efeitos colaterais ou quaisquer danos no cérebro que causados pelo tratamento com ondas eletromagnéticas.
A próxima empreitada seria um estudo bem maior, envolvendo mais pacientes com doença de Alzheimer,
A empresa está planejando um estudo envolvendo 150 voluntários para este ano. Se esse ele demonstrar que o tratamento TEMT tem eficácia e é seguro, poderá alcançar aprovação regulatória para comercialização do equipamento.
“Esses resultados fornecem evidências preliminares de que a administração do TEMT avaliada neste pequeno estudo de DA pode ter a capacidade de melhorar o desempenho cognitivo em pacientes com doença leve a moderada”, disse Amanda Smith, neurocientista da Universidade do Sul da Flórida (EUA).
Veja também:
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Alzheimer não é uma piada, mas pode ser poesia de vida - 

quinta-feira, 3 de janeiro de 2019

ALZHEIMER&Pesquisas - USP pesquisa memória visual para detectar precocemente o Alzheimer

USP PESQUISA memória visual para diagnosticar sinais precoces da Doença de Alzheimer 

Pesquisa da USP de Ribeirão Preto, SP, testa memória visual de voluntários — Foto: Cláudio Oliveira/EPTV


imagem da matéria - Pesquisa da USP de Ribeirão Preto, SP, visa mapear memória visual da população — Foto: Cláudio Oliveira/EPTV

Testes visam mapear e identificar pacientes que tenham algum tipo de comprometimento clínico. Estudo está na fase inicial e busca voluntários.

Pesquisadores do laboratório de psicologia cognitiva da USP de Ribeirão Preto (SP) realizam um estudo sobre memória visual para tentar diagnosticar precocemente possíveis demências como o Alzheimer. A pesquisa visa mapear a memória de pessoas normais para tentar identificar pacientes que tenham algum tipo de comprometimento clínico.

“Esse teste de recordação em que apresentamos formas e cores em localizações diferentes tem sido muito utilizado em outros países e tem se mostrado um bom preditor para manifestação precoce do Alzheimer. É importante que a gente tenha uma base da população normal para entender como esses comprometimentos estão acontecendo e para tentarmos explicar melhor porque eles acontecem”, diz a psicóloga Lorena Macedo.De acordo com o professor de psicologia e diretor da pesquisa César Galera, a memória envelhece com o passar dos anos e não há nada a se fazer para mudar isso.

“Existem vários tipos de memórias e nós focamos na memória visuoespacial, aparentemente, é uma memória simples, mas é extremamente importante no nosso dia a dia. Por exemplo, você precisa saber onde deixou as chaves ou um livro, essa associação local-objeto é muito importante e é uma das memórias que se perde mais rapidamente com o envelhecimento", afirma o diretor da pesquisa.Ainda de acordo com Galera, o envelhecimento não pode ser combatido, mas uma alimentação saudável, exercícios físicos e atividade intelectual podem ajudar a manter a memória em dia.

“Todo mundo a partir dos 25 a 30 anos começa a ter uma pequena perda de memória. Pessoas que perdem essa capacidade de associar cor e forma, nome e face, talvez venham a ter Alzheimer. Essa perda de memória pode ser um indicativo de que a pessoa vai ter um problema no futuro", conta o professor.A pesquisa consiste em observar cores, formas e localizá-las em um programa de computador, que mede o número de acertos e erros em um determinado período de tempo, cerca de 40 minutos. O que parece ser uma tarefa simples, pode confundir na hora dos exercícios.“É fácil, só que é bem rápido e você tem que se concentrar bastante nas formas, porque elas mudam de lugar e, algumas vezes, de cor também e tem que estar bem concentrado”, afirma a voluntária Tainara Albiasetti.

Os pesquisadores explicam que os dados não serão analisados individualmente. Será considerado o comportamento do grupo de voluntários. Além disso, outras linhas de estudo que envolvem emoção e atenção, também estão sendo realizadas.

“Apesar da gente falar muito sobre memória, ainda tem muita coisa que precisamos saber do funcionamento normal da memória para expandir depois para as diferenças clínicas. A partir do tempo de resposta da pessoa e a quantidade de acertos, traçamos um padrão de desempenho”, afirma a psicóloga Lorena.De acordo com a psicóloga, a pesquisa ainda está no estágio inicial e precisa de voluntários. Podem participar dos testes pessoas entre 18 e 35 anos e que tenham visão normal para cor. 

Os interessados podem entrar em contato pelo telefone (16) 3315-4393.

Fonte - com vídeo da matéria e mais imagens - 
https://g1.globo.com/sp/ribeirao-preto-franca/noticia/2019/01/01/usp-pesquisa-memoria-visual-para-diagnosticar-sinais-precoces-de-doencas-como-alzheimer.ghtml

Leia mais sobre Alzheimer e pesquisas neste blog e no INFOATIVO DEFNET 

sábado, 15 de dezembro de 2018

ALZHEIMER&PESQUISAS - Cientistas descobrem que proteína ligada ao Alzheimer pode ser transmitida

Cientistas descobrem que proteína ligada ao Alzheimer pode ser transmitida

Imagem publicada - uma foto da primeira mulher diagnosticada pelo médico que deu o nome à doença, Alzheimer. É uma foto cuja descrição não atingirá a força de sua gravidade e sofrimento, feita há mais de um século, da Sra. August D.; onde uma mulher de aparência depressiva e decadente, com olhar esvaziado como a sua mente e memória, vestindo uma provável roupa uniforme do Sanatório Municipal para Dementes e Epilépticos de Frankfurt, na Alemanha. É uma foto em cores ciano com uma mulher olhando para baixo, com as mãos entrelaçadas próximas do corpo, que se curva como as rugas que se pronunciam em sua fronte, anunciando um envelhecimento precoce e intensivo que lhe rouba toda vitalidade.

Segundo os autores, o resultado da pesquisa pode ajudar a entender mecanismos ainda obscuros da doença neurodegenerativa


A origem do Alzheimer intriga especialistas. Já se sabe que o acúmulo de proteínas beta-amiloide no cérebro está relacionado ao desenvolvimento da doença neurodegenerativa. Agora, pesquisadores ingleses identificaram indícios de que essa condição pode ser repassada. Eles transplantaram em ratos tecidos cerebrais com placas de beta-amiloide retirados de cadáveres humanos e observaram que a proteína se propagou no cérebro dos animais. Os investigadores deixam claro que o trabalho não mostra que o Alzheimer é transmissível. Na verdade, ajuda a entender possíveis novos mecanismos ligados à doença. Os resultados foram publicados na última edição da revista britânica Nature.

Em 2015, a mesma equipe encontrou evidências da patologia amiloide — o acúmulo da proteína — em pessoas que desenvolveram a doença de Creutzfeldt-Jakob (CJD) após tratamentos com o hormônio HGH, extraído de glândulas pituitárias removidas de cadáveres. A técnica era usada na década de 1970 para tratar pessoas com problemas de crescimento.

A hipótese principal da equipe era de que a beta-amiloide foi acidentalmente transmitida aos pacientes por meio desse tratamento médico antigo, desencadeando a CJD. “Nosso estudo anterior descobriu que alguns indivíduos que desenvolveram CJD muitos anos após o tratamento também tinham depósitos no cérebro dessa proteína característica da doença de Alzheimer”, explica, em comunicado, John Collinge, um dos autores do trabalho e pesquisador do Institute of Prion Diseases.

Para o estudo atual, a equipe rastreou alguns lotes de HGH com os quais os pacientes foram tratados e os analisou, confirmando que as amostras ainda tinham níveis significativos de proteínas beta-amiloide. “Nossas descobertas de agora confirmam a suspeita de que esse hormônio realmente contém sementes da proteína beta-amiloide encontrada na doença de Alzheimer e que isso se mantém por muito tempo”, ressalta o autor. O uso de HGH cadavérico foi substituído por hormônio sintético que não carrega o risco de transmitir a CJD.

Em uma segunda etapa, os pesquisadores testaram se esse material era capaz de semear a patologia. Para isso, injetaram amostras dos frascos de hormônio em camundongos geneticamente modificados para serem propensos à patologia beta- amiloide. As cobaias apresentaram patologia no cérebro. Já os grupos de ratos que receberam hormônio de crescimento sintético ou tecido cerebral normal não mostraram o mesmo padrão.

Sem contágio
Segundo os autores, os resultados demonstram que os lotes originais de HGH contêm proteínas beta-amiloide que podem semear patologia amiloide em camundongos, mesmo após décadas de armazenamento, e que certos procedimentos médicos precisam ser mais bem avaliados. “Nós, agora, fornecemos evidências experimentais para apoiar nossa hipótese de que a patologia beta-amiloide pode ser transmitida para pessoas por meio de materiais contaminados. Mas ainda não podemos confirmar se procedimentos médicos ou cirúrgicos já causaram a doença de Alzheimer em si, ou quão comum seria adquirir patologia amiloide dessa maneira”, reforça Collinge.

Os pesquisadores fazem questão de ressaltar que os resultados não mostram um contágio de Alzheimer de pessoa para pessoa. “É muito importante enfatizar que não há nenhuma sugestão em nosso trabalho de que se pode pegar a doença de Alzheimer, ou mesmo a CJD, pelo contato com uma pessoa doente. Nossas descobertas destacam a necessidade de fazer mais pesquisas nessa área”, frisa Collinge.

Otávio Castello, presidente da Associação Brasileira de Alzheimer na regional do Distrito Federal, acredita que o estudo britânico mostra dados que condizem com suspeitas na área neurológica. “A novidade é que eles conseguiram confirmar essa propagação por meio de animais vivos”, destaca. “Mas isso não quer dizer que a doença seja transmissível, até porque eles não provocaram o Alzheimer nos animais, apenas um dos fatores envolvidos. É importante frisar isso para não criar um alarde.”

O especialista enfatiza que novos dados relacionados ao Alzheimer, como os divulgados pelos cientistas ingleses, são de extrema importância para a área médica. “É uma doença que ainda não tem suas origens bem determinadas, esse é mais um passo para uma maior compreensão dessa enfermidade”, explica.

Em condições excepcionais
“Esse novo trabalho contribui para a discussão em curso das semelhanças entre os mecanismos de distúrbios neurodegenerativos, em particular o Alzheimer e o Parkinson. Ambas as doenças são caracterizadas por proteínas que se espalham pelo cérebro e causam demência. Como visto, a transmissibilidade do amiloide é claramente muito baixa e, portanto, ocorrerá apenas sob condições excepcionais em seres humanos. O tratamento de pacientes com extratos cerebrais humanos é, obviamente, uma dessas condições excepcionais e foi encerrado há mais de 30 anos para evitar esse problema. A segunda via de transmissão possível é via transfusão de sangue. Essa tem sido uma preocupação no campo há algum tempo, e vários estudos usando ratos que foram similarmente geneticamente ‘preparados’ para desenvolver sintomas semelhantes aos do Alzheimer mostraram que essa rota de transmissão é teoricamente possível, mas esses resultados também forneceram evidências reais de que qualquer risco desse tipo é extremamente pequeno. No entanto, vale a pena monitorar esses riscos”.
Bart De Strooper, diretor do Instituto de Pesquisa em Demência no Reino Unido

FONTE - Correio Braziliense http://www.segs.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=85652:-a-importancia-do-apoio-paterno-no-tratamento-contra-o-cancer&catid=47:cat-saude&Itemid=328

Leiam também no meu outro blog INFOATIVO DEFNET -  Alzheimer Não é Uma Piada, mas Pode Ser Poesia de Vida https://infoativodefnet.blogspot.com/2011/06/alzheimer-nao-e-uma-piada-mas-pode-ser.html

domingo, 4 de novembro de 2018

ALZHEIMER&AVANÇOS - Pesquisadores criam Mapeamento Esférico Cerebral para diagnosticar a doença de Alzheimer

Pesquisadores criam Mapeamento Esférico Cerebral para diagnosticar a doença de Alzheimer

Pesquisadores criam Mapeamento Esférico Cerebral para diagnosticar a doença de Alzheimer
(Imagem publicada na matéria - um desenho com muitos chips de fundo em azul com um cérebro humano no centro, sendo escaneado por vários cortes tridimensionais)

Uma equipe de pesquisadores da Universidade de Granada projetou uma técnica de processamento de imagens que gera um mapa esférico do cérebro.

Uma equipe de pesquisadores da Universidade de Granada projetou uma técnica de processamento de imagem que gera um mapa esférico do cérebro, uma ferramenta que converte a informação em ressonâncias e permite diagnosticar a doença de Alzheimer com 90% de precisão.


Um dos pesquisadores deste projeto do Departamento de Teoria de Sinais, Telemática e Telecomunicações da Universidade de Granada, Francisco Jesús Martínez-Murcia, explicou à Efe que o Mapeamento Esférico Cerebral é uma técnica que permite analisar e visualize imagens médicas de uma maneira sem precedentes até agora.

Esse avanço consistiu no processamento de ressonâncias magnéticas do cérebro e na construção de mapas estatísticos que analisam a textura de cada zona graças aos vetores de coordenadas que permitem selecionar cada voxel - como um pixel, mas volumétrico - em todas as dimensões do cérebro. 

Dessa forma, segundo Martínez-Murcia, um tipo de mapa é gerado em duas dimensões que podem ser implantadas para analisar as texturas e diagnosticar doenças que causam deterioração cognitiva, como a doença de Alzheimer. 

"Uma das novidades é que modifica o método de visualização para os médicos, pois apresenta um mapa mais fácil de interpretar que os atuais em três dimensões e que mostra texturas e áreas afetadas por esse tipo de doença", afirmou o pesquisador.

Para verificar a eficácia deste mapa cerebral, que permite verificar como os tecidos variam em cada direção ou suas densidades, os pesquisadores analisaram o banco de dados de ressonância de cerca de mil pessoas afetadas pela doença de Alzheimer. 

Esses testes mostraram que a nova técnica de mapeamento permite diagnosticar a doença de Alzheimer com mais de 90% de precisão, pois demonstra a diminuição da densidade tecidual causada pelo processo de neuro degeneração da doença. 

A visualização bidimensional permite a fácil identificação das áreas que mais contribuem para a diferenciação entre pacientes com Alzheimer e indivíduos saudáveis, localizados principalmente em áreas como o hipocampo ou a amígdala.

"Mas talvez ainda mais importante seja o fato de termos alcançado um diagnóstico de 77% em um problema muito mais sério, para prever se pacientes que já sofrem comprometimento cognitivo leve progredirão para estágios mais avançados da doença de Alzheimer ou permanecerão estáveis ​​por vários anos.", ressaltou o pesquisador. 

Essa técnica também possui código aberto e está disponível para download gratuitamente no "github" da equipe de pesquisadores. EFE


LEIA MAIS NO MEU BLOG SOBRE O TEMA - INFOATIVO DEFNET - MÃES, ALZHEIMER E MÚSICA https://infoativodefnet.blogspot.com/2012/05/maes-alzheimer-e-musica.html

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

ALZHEIMER-PESQUISAS - Franceses descobrem nova molécula para tratamento da doença

Cientistas franceses descobrem nova molécula que pode tratar mal de Alzheimer

Cientistas franceses descobrem nova molécula que pode tratar mal de Alzheimer

Imagem  da matéria - O Mal de Alzheimer é um quebra-cabeça para os médicos Getty Images/Andrew Bret Wallis/Andrew Bret Wallis 

Um estudo divulgado no final do ano por duas equipes de pesquisadores do Inserm, o Instituto de Saúde e Pesquisa Médica da França, traz uma nova esperança para os pacientes que sofrem de Mal de Alzheimer.
A nova molécula que pode revolucionar a vida dos pacientes se chama Interleucina 2, uma proteína do sistema imunológico que ativa a proliferação dos linfócitos reguladores, que controlam a resposta do organismo a uma inflamação. Essas células evitam que cérebro se intoxique e adoeça, permitindo ao mal que se desenvolva, matando aos poucos os neurônios.
Usada em pequenas doses, administradas por injeções, como no caso da insulina, a Interleucina 2 regula a resposta inflamatória da doença de Alzheimer e de outros males, atuando como um modulador, diz a diretora de pesquisa do Instituto, Nathalie Cartier-Lacave.
“Dadas em doses bem baixas, em diferentes tipos de doenças inflamatórias, por exemplo, como a poliartrite, o diabetes, a esclerose múltipla, temos um efeito benéfico nos pacientes”. A imunoterapia, explica, poderia interromper o processo de degeneração cerebral observado no Mal de Alzheimer, principalmente se for detectado no início. Desta forma, o tratamento poderia preservar os neurônios e ajudar o sistema imunológico a encontrar um equilíbrio.
O diagnóstico precoce, entretanto, é um desafio: clinicamente, as placas no cérebro são visíveis apenas em um estágio avançado da doença. A doença atinge cerca de 850 mil pessoas no país e a estimativa é que, em 2020, 1 a cada 4 pessoas de mais de 65 anos seja diagnosticada com o Mal. Segundo a OMS , 135 milhões terão a doença –atualmente já são 47 milhões.
A doença de Alzheimer tem um componente inflamatório importante, como já foi observado no cérebro de alguns pacientes, diz a pesquisadora, que já desenvolveu diversas terapias para a doença. Ela e o cientista David Klapzman, chefe do serviço de bioterapia do hospital Pitié Salpetrière, que durante muito tempo trabalhou com os linfócitos reguladores e a Interleucina, tentam agora achar pistas para controlar a dose exata da substância a ser administrada.
Testes em humanos
A pesquisa levou dois anos para ser terminada e foi feita por uma equipe multidisciplinar. Os testes realizados em ratos, explica a cientista, foram conclusivos.
“Nossas equipes são complementares. Trabalho há muito tempo com doença de Alzheimer, utilizando o modelo testado nos ratos. Tenho uma equipe, por exemplo, que sabe muito bem analisar o comportamento de camundongos que sofrem do Mal de Alzheimer para avaliar os problemas de memória. Tudo isso é importante para obter a prova da eficácia da molécula”.
O desafio, explica Nathalie, é adaptar os testes feitos nos camundongos nos humanos, que possuem um sistema orgânico bem mais complexo. A vantagem da Interleucina 2, diz, é que já está sendo testada em outras doenças, e já se sabe que é pouco tóxica e bem tolerada. “Então não teremos muitas dificuldades para obter autorização de testes em humanos”, declara.
Componente genético
Como uma boa parte das doenças autoimunes, os pacientes que desenvolvem o Alzheimer têm uma predisposição genética. Os doentes, explica a pesquisadora, têm um sistema imunológico que funciona de uma maneira diferente. Mas essa tendência não é determinante: depende dos estímulos recebidos por esse sistema ao longo da vida, como as infecções virais. E, contrariamente ao que muita gente pensa, a doença não é detectada apenas em idosos. Na França, por exemplo, 30 mil pessoas diagnosticadas têm menos de 60 anos.
fonte - https://br.rfi.fr/franca/20170117-cientistas-franceses-descobrem-nova-molecula-que-pode-tratar-mal-de-alzheimer
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ALZHEIMER NÃO É UMA PIADA, mas pode ser poesia de vida https://infoativodefnet.blogspot.com.br/2011/06/alzheimer-nao-e-uma-piada-mas-pode-ser.html

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

ALZHEIMER/PESQUISAS- Fruta amazônica pode tratar Alzheimer

Fruta amazônica pode tratar Alzheimer
O grupo de pesquisas agora tenta convencer a indústria farmacêutica da viabilidade da droga. 

Fruta amazônica pode tratar Alzheimer

Uma fruta da Amazônia pode ajudar no tratamento de uma doença que atinge 1 milhão de pessoas no Brasil: o Alzheimer. O camapu (Physalis angulata) é característico da região e é estudado pelo Grupo de Pesquisa de Bioprospecção de Moléculas Ativas da Flora Amazônica, da Universidade Federal do Pará (UFPA). Os pesquisadores descobriram que suas propriedades estimulam o crescimento de neurônios no hipocampo cerebral, região do cérebro associada à memória, podendo ajudar no tratamento da doença.
Com a produção de novos neurônios, estimulados pela substância, é provável que haja conexões entre as células do cérebro, o que poderia produzir reversão da perda de memória recente, característica comum em doentes de Alzheimer. Os cientistas também apostam que, ao usar o camapu, também seja possível uma reversão da morte neural, muito comum em pacientes que apresentam depressão

Acidental

Os responsáveis pela pesquisa já entraram com o pedido de patente das substâncias e ação farmacológica nos mercados nacional e internacional. “Estamos falando da criação de novos neurônios, algo que não era possível há um tempo atrás”, diz Milton Nascimento da Silva, integrante do grupo. A pesquisa foi iniciada em 2011 e Milton compara os resultados obtidos com os de Alexander Fleming, médico escocês que, acidentalmente, descobriu a penicilina. Foi o que aconteceu, com o extrato da fruta, quando a professora Gilmara Bastos, integrante do grupo, testava o extrato em laboratório visando a atividade anti-inflamatória e descobriu as propriedades benéficas ao cérebro. Com a eficácia e a eficiência da droga comprovadas, os pesquisadores aguardam a 2ª da pesquisa que, segundo o professor Milton Nascimento, é a saída da área acadêmica para a análise de órgãos fiscalizadores e a indústria.

Novos estudos com a planta e testes clínicos em pacientes serão feitos

Apesar dos avanços, ainda há muito a ser feito nessa 2ª fase do projeto. No momento, os pesquisadores estão trabalhando para oferecer mais subsídios que vão agregar valor à pesquisa. Depois de comprovados os efeitos da droga, ainda é preciso pesquisar a capacidade produtiva da planta e sua plantação.Milton Nascimento afirma que o processo se torna ainda mais delicado por se tratar de um produto natural complexo, difícil de ser sintetizado. “Hoje, estamos fazendo o estudo de viabilidade, com o intuito de saber quanto material orgânico pode ser gerado por hectare plantado”, exemplifica o professor. Segundo Gilmara Bastos, os testes já estão sendo feitos em ratos de laboratório. O próximo passo serão os testes clínicos, ainda sem prazo definido.

Para entender O Alzheimer

É uma enfermidade incurável que se agrava ao longo do tempo, mas que pode ser tratada. Quase todos os doentes são pessoas idosas. A doença se apresenta como demência ou perda de funções cognitivas (memória, orientação, atenção e linguagem), causada pela morte de células cerebrais. Quando diagnosticada no início, é possível retardar o seu avanço e ter mais controle sobre os sintomas, garantindo melhor qualidade de vida ao paciente e à família. Estima-se que existam no mundo cerca de 35 milhões de pessoas com Alzheimer. No Brasil, há cerca de 1 milhão de casos.

FONTE: http://www.24horasnews.com.br/noticias/ver/fruta-amazonica-pode-tratar-alzheimer.html#sthash.2lOmwVTY.dpuf

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ALZHEIMER NÃO É UMA PIADA, mas pode ser poesia de vida https://infoativodefnet.blogspot.com.br/2011/06/alzheimer-nao-e-uma-piada-mas-pode-ser.html



sábado, 30 de julho de 2016

ALZHEIMER/NOVOS TRATAMENTOS - LMTZ - Novo medicamento pode retardar progressão de Alzheimer em 80%

Novo medicamento pode retardar progressão de Alzheimer em 80%

(imagem da matéria - um cérebro humano como uma cópia em material sintético com um estetoscópio o envolvendo) 

A substância LMTX demorou 30 anos a ser desenvolvida, mas mostra resultados “sem precedentes”

Uma nova droga, chamada LMTX, foi testada em um grande ensaio clínico que já se encontra na fase final e foi apresentada esta semana na conferência internacional da Alzheimer Association, em Toronto.
Embora já existam algumas drogas para a doença de Alzheimer, elas têm pouco efeito. “Os nossos resultados são sem precedentes, em comparação com quaisquer outros", disse Claude Wischik, da Universidade de Aberdeen, Reino Unido, e co-fundador da empresa farmacêutica TauRx Pharmaceuticals, que desenvolveu LMTX.
Das 891 pessoas envolvidas no estudo, 15% tomaram apenas LMTX, enquanto as restantes tomaram a substância em conjunto com outros tratamentos que já faziam, ou receberam um placebo.
Ao fim dos 15 meses do estudo, os testes de capacidade mental revelaram que as pessoas que tomaram exclusivamente LMTX tiveram uma redução significativa da progressão da doença com retardamento do declínio cognitivo.
“No geral, [o medicamento] retarda a progressão em cerca de 80%", disse Wischik, segundo cita o site New Scientist.
As ressonâncias magnéticas revelaram que a atrofia cerebral diminuiu entre 33 e 38% em pacientes que foram tratados exclusivamente com LMTX, em comparação com os que tomaram o placebo.
Porém, quando tomada em combinação com outras drogas, a LMTX não mostrou qualquer efeito, o que levou muitos especialistas a olharem com reservas para os resultados. Contudo, há quem explique que o fato de esta substância não funcionar em coterapia pode se dever ao fato de as outras drogas ajudarem a limpar o material tóxico do cérebro, podendo acabar por retirar o LMTX também
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MÃES, ALZHEIMER E MÚSICA.http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2012/05/maes-alzheimer-e-musica.html

terça-feira, 1 de setembro de 2015

ALZHEIMER-PESQUISAS - Descoberto novo peptídeo amilóide com ação na doença

Detetado novo tipo de molécula com implicações na Doença de Alzheimer

(imagem - foto colorida da matéria, com dois homens sentados, de costas, sendo o do primeiro plano representando um idoso e o da frente mais novo, ambos estão em um espaço como um bar ou café que tem a rua à sua frente...fotografia Lusa) 

A molécula em causa, o peptídeo amiloide-(eta), passou despercebida, durante anos, aos investigadores, que creem, agora, que desempenha um papel relevante na inibição dos neurônios no hipocampo cerebral.

A partir de estudos com ratos e testes com doentes de Alzheimer, a equipa de cientistas concluiu que o novo peptídeo pode diminuir a capacidade do cérebro para reter informação.
A doença de Alzheimer, patologia neurodegenerativa, está ligada ao aparecimento de placas amiloides no cérebro, mas os estudos têm-se centrado no peptídeo beta-amiloide, o principal componente dessas placas.
Segundo o estudo publicado na Nature, a acumulação do novo peptídeo, o amiloide-(eta), sintetizado a partir da proteína precursora de amiloide, também altera as funções neuronais.
A equipe de investigadores liderada por Michael Willem, da Universidade Ludwig-Maximilian, na Alemanha, sugere que o amiloide-(eta), que o cérebro produz por si mesmo, está associado ao aparecimento de agregados neurotóxicos no hipocampo, uma irregularidade que se estende mais tarde a todo o cérebro.
O funcionamento dos peptídeos amiloide-(eta) e beta-amiloide é distinto: enquanto o primeiro torna mais difícil a estimulação dos neurônios, o segundo torna-os hiperativos.
FONTE - http://www.noticiasaominuto.com/lifestyle/443444/detetado-novo-tipo-de-molecula-com-implicacoes-na-alzheimer
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segunda-feira, 2 de março de 2015

ALZHEIMER/NOVAS IDÉIAS - Na Holanda é criada uma vila só para pessoas vivendo com Alzheimer

ALDEIA ONDE TODOS OS HABITANTES TÊM ALZHEIMER

Foto retirada de: mirror.co.uk
(imagem - foto colorida com o bairro criado, com visão de árvores, plantas e flores, e uma área que é interna aos prédios, onde se destacam mesas, bancos e locais para reunir estas pessoas vivendo com Alzheimer - fotografia da matéria retirada de mirror.co.uk)
A ideia surgiu na Holanda e pretende dar a possibilidade dos doentes de Alzheimer terem uma vida normal com o mínimo de medicação possível num ambiente seguro, sem a necessidade do “aprisionamento” de um lar.
O projeto “Dementiaville”, criado por Frank van Dillen e Michael Bol, dois arquitectos que têm desenvolvido vários edifícios na zona, consiste num bairro para doentes de Alzheimer, onde lhes é dada a possibilidade de viver de forma segura. O principal objetivo é fazer com que estas pessoas levem uma vida o mais normal possível, de forma a pensarem que moram numa vila como todas as outras. O bairro, criado apenas com o propósito de albergar estes doentes, tem uma equipa de auxiliares que os ajudam em tarefas diárias e está equipada com um supermercado, cinema, barbeiro e mais de 30 clubes sociais.
Esta construção pretende assegurar que as pessoas possam ter as condições necessárias para fazerem o seu dia-a-dia da forma mais normal possível e, assim, afastarem-se da ideia dos lares que acabam por isolar os pacientes que lá vivem.
Os criadores desta ideia deixam que os moradores decidam os seus horários e rotinas, planeiam as compras e refeições em conjunto. Podem pintar, jogar e passear em jardins realistas.
O bairro foi construído de forma a proporcionar o máximo de conforto e segurança de todos os pacientes. Para comprovar a qualidade deste bairro na terapia dos pacientes, a ideia foi mesmo nomeada para o “Hedy d’Ancona Award”, um prémio que visa prestigiar edifícios onde a arquitetura ajuda a assegurar cuidados de saúde com um ambiente acolhedor em termos de design urbano, de interiores e envolvência geral de espaços exteriores e interiores.
A ideia já chegou aos Estados Unidos da América, onde vai ser inaugurada brevemente a “Mahal Cielo Village” com a mesma finalidade, a de tratar os doentes com perturbações mentais, como o Alzheimer, com a dignidade que merecem.
GAZETA DO ROSSIO
Fonte: p3.publico.pt