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segunda-feira, 28 de novembro de 2016

ALZHEIMER/PESQUISAS- Fruta amazônica pode tratar Alzheimer

Fruta amazônica pode tratar Alzheimer
O grupo de pesquisas agora tenta convencer a indústria farmacêutica da viabilidade da droga. 

Fruta amazônica pode tratar Alzheimer

Uma fruta da Amazônia pode ajudar no tratamento de uma doença que atinge 1 milhão de pessoas no Brasil: o Alzheimer. O camapu (Physalis angulata) é característico da região e é estudado pelo Grupo de Pesquisa de Bioprospecção de Moléculas Ativas da Flora Amazônica, da Universidade Federal do Pará (UFPA). Os pesquisadores descobriram que suas propriedades estimulam o crescimento de neurônios no hipocampo cerebral, região do cérebro associada à memória, podendo ajudar no tratamento da doença.
Com a produção de novos neurônios, estimulados pela substância, é provável que haja conexões entre as células do cérebro, o que poderia produzir reversão da perda de memória recente, característica comum em doentes de Alzheimer. Os cientistas também apostam que, ao usar o camapu, também seja possível uma reversão da morte neural, muito comum em pacientes que apresentam depressão

Acidental

Os responsáveis pela pesquisa já entraram com o pedido de patente das substâncias e ação farmacológica nos mercados nacional e internacional. “Estamos falando da criação de novos neurônios, algo que não era possível há um tempo atrás”, diz Milton Nascimento da Silva, integrante do grupo. A pesquisa foi iniciada em 2011 e Milton compara os resultados obtidos com os de Alexander Fleming, médico escocês que, acidentalmente, descobriu a penicilina. Foi o que aconteceu, com o extrato da fruta, quando a professora Gilmara Bastos, integrante do grupo, testava o extrato em laboratório visando a atividade anti-inflamatória e descobriu as propriedades benéficas ao cérebro. Com a eficácia e a eficiência da droga comprovadas, os pesquisadores aguardam a 2ª da pesquisa que, segundo o professor Milton Nascimento, é a saída da área acadêmica para a análise de órgãos fiscalizadores e a indústria.

Novos estudos com a planta e testes clínicos em pacientes serão feitos

Apesar dos avanços, ainda há muito a ser feito nessa 2ª fase do projeto. No momento, os pesquisadores estão trabalhando para oferecer mais subsídios que vão agregar valor à pesquisa. Depois de comprovados os efeitos da droga, ainda é preciso pesquisar a capacidade produtiva da planta e sua plantação.Milton Nascimento afirma que o processo se torna ainda mais delicado por se tratar de um produto natural complexo, difícil de ser sintetizado. “Hoje, estamos fazendo o estudo de viabilidade, com o intuito de saber quanto material orgânico pode ser gerado por hectare plantado”, exemplifica o professor. Segundo Gilmara Bastos, os testes já estão sendo feitos em ratos de laboratório. O próximo passo serão os testes clínicos, ainda sem prazo definido.

Para entender O Alzheimer

É uma enfermidade incurável que se agrava ao longo do tempo, mas que pode ser tratada. Quase todos os doentes são pessoas idosas. A doença se apresenta como demência ou perda de funções cognitivas (memória, orientação, atenção e linguagem), causada pela morte de células cerebrais. Quando diagnosticada no início, é possível retardar o seu avanço e ter mais controle sobre os sintomas, garantindo melhor qualidade de vida ao paciente e à família. Estima-se que existam no mundo cerca de 35 milhões de pessoas com Alzheimer. No Brasil, há cerca de 1 milhão de casos.

FONTE: http://www.24horasnews.com.br/noticias/ver/fruta-amazonica-pode-tratar-alzheimer.html#sthash.2lOmwVTY.dpuf

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ALZHEIMER NÃO É UMA PIADA, mas pode ser poesia de vida https://infoativodefnet.blogspot.com.br/2011/06/alzheimer-nao-e-uma-piada-mas-pode-ser.html



segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

ALZHEIMER/TECNOLOGIA ASSISTIVA - Em Petrolina, PE, foi criado game que ajuda memória e concentração

Game que ajuda no tratamento do Alzheimer é desenvolvido em Petrolina

Ferramenta estimula a memória, concentração e atenção dos pacientes.
Jogo pode ser personalizado com dados e fotos de familiares.


Game que ajuda no tratamento do Alzheimer (Foto: Reprodução/TV Grande Rio)
(imagem - a foto de uma tela de computador com exibição de duas imagens de pessoas em uma tabela de doze quadrados onde se reproduzem também um símbolo de interrogação - reprodução de matéria da TV Grande Rio, sobre o game)

Estimular a concentração e a memória de pacientes com Alzheimer é a proposta de um jogo eletrônico, na forma de aplicativo, desenvolvido por uma terapeuta ocupacional de Petrolina, no Sertão pernambucano. O game é resultado da pesquisa de mestrado de Denise Cavalcanti, que foi defendida na Universidade do Vale do São Francisco (Univasf), e tem o diferencial de ser personalizável.

Segundo Denise, que também é coordenadora da Sub-regional de Petrolina da Associação Brasileira de Alzheimer (Abraz), o paciente com Alzheimer apresenta déficit de memória, atenção e concentração e jogos são usados como forma de tratamento. “Os jogos ajudam a potencializar as funções cognitivas, auxiliando no tratamento. O aplicativo que desenvolvemos ele se enquadra na categoria de serious games, que são jogos com fins terapêuticos”, conta.

O aplicativo, que recebe o nome de Software to Improve Memory (SIM), software para melhoria da memória em tradução livre, possibilita cadastrar dados pessoais do paciente e fotos dos familiares e amigos. “Na segunda fase do Alzheimer os idosos passam a não reconhecer nomes e faces de conhecidos. O aplicativo é o primeiro a disponibilizar essa ferramenta de personalização”, explica a terapeuta ocupacional. Outra característica do SIM é uma ferramenta que permite o acompanhamento do desempenho dos usuários. “O aplicativo gera um relatório com os dados sobre as partidas jogadas pelos pacientes, como por exemplo, o tempo de jogo, número de partidas e de desistências”, afirmou Cavalcanti.

O software está em processo de patente, mas segundo Denise, ele deve ficar disponível no futuro para dispositivos com sistema Android e na web. “Como é uma ferramenta de grande relevância social, o jogo deve ser acessível. Acredito que a ciência tem que ir além da área acadêmica e beneficiar a população”, concluiu Denise.
FONTE - http://g1.globo.com/pe/petrolina-regiao/noticia/2015/02/game-que-ajuda-no-tratamento-do-alzheimer-e-desenvolvido-em-petrolina.html
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MÃES, ALZHEIMER E MÚSICA. http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2012/05/maes-alzheimer-e-musica.html

terça-feira, 11 de novembro de 2014

AIDS/TRATAMENTO - SUS distribuirá Ritovanir 100 mg e outro novo comprimido gratuitamente

DOIS NOVOS REMÉDIOS PARA AIDS SERÃO DISTRIBUÍDOS GRATUITAMENTE PELO SUS
A inovação é o medicamento Ritovanir 100 mg na apresentação termoestável; outra é um comprimido '2 em1'

Ilustração do vírus HIV na corrente sanguínea
Foto: Terceiro / Agência O Globo
(imagem - uma representação do vírus da AIDS, em verde com um fundo em vermelho, com sua representação microscópica ampliada, como ilustração do HIV na corrente sanguínea - Terceiro/agência Globo)

RIO - A partir da próxima semana, o Ministério da Saúde vai iniciar a distribuição de duas novas formulações de medicamentos para os pacientes de Aids pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Cerca de 135 mil pessoas serão beneficiadas em tratamento com as novas formulações.

Uma das inovações para o tratamento contra a doença é o medicamento ritovanir 100 mg na apresentação termoestável, que poderá ser mantido em temperatura de até 30ºC. Segundo o Ministério, a distribuição da nova fórmula representa um grande avanço, pois o remédio que era distribuído pelo SUS até então necessitava de armazenamento em câmara fria, com temperatura entre 2°C e 8°C

Já em dezembro deste ano, a pasta também começará a distribuir o tenofovir 300 mg, composto com a lamivudina 300mg em um único comprimido, o “2 em 1”. A nova formulação é produzida nacionalmente e distribuída pela Farmanguinhos/Fiocruz. Atualmente, cerca de 75 mil pacientes estão em uso das monodrogas, utilizando 1 comprimido de tenofovir e 2 comprimidos de lamivudina 150 mg ao dia.

Essa apresentação irá melhorar a adesão ao tratamento, por facilitar a administração dos medicamentos. A fórmula 2 em 1 será disponibilizada somente para os pacientes que não têm indicação clínica de uso conjunto com efavirenz 600 mg.

Atualmente, o Ministério da Saúde oferece 22 medicamentos com 39 fórmulas e, entre 2005 e 2013, o País mais que dobrou (2,14 vezes) o total de brasileiros em tratamento, passando de 165 mil, em 2005, para cerca de 350 mil em 2013.

FONTE - http://oglobo.globo.com/sociedade/saude/dois-novos-remedios-para-tratamento-da-aids-serao-distribuidos-gratuitamente-no-sus-1-14532836

quinta-feira, 19 de junho de 2014

CÂNCER/AVANÇOS - Estudo realizado em São Paulo com proteína EGFR ajuda no tratamento de câncer de vulva

Análise de proteína auxilia a planejar tratamento de câncer 

Análise da expressão de uma proteína chamada EGFR em tumores de vulva pode ser fundamental na definição do prognóstico e tratamento do paciente

Representação de célula cancerígena
(imagem - foto de Representação de célula cancerígena: EGFR está relacionado com a capacidade do tumor de se multiplicar e migrar para outros locais - publicada na matéria) 

São Paulo – Estudo realizado no A.C. Camargo Cancer Center e divulgado na revista Human Pathology revela que a análise da expressão de uma proteína chamada EGFR (sigla em inglês para receptor do fator de crescimento epidermal), em tumores de vulva, pode ser fundamental na definição do prognóstico e do tratamento do paciente.
sso porque o EGFR está relacionado com a capacidade do tumor de se multiplicar e migrar para outros locais do organismo, explicou o pesquisador Rafael Malagoli Rocha à Agência FAPESP.
“Nossos resultados, como esperado, mostraram que os tumores que não expressam EGFR são os que melhor respondem ao tratamento padrão e cujas portadoras têm maior sobrevida. O surpreendente foi descobrir que os tumores mistos, em que parte das células expressam e parte não expressam esse receptor, têm prognóstico pior do que os tumores em que todas as células expressam EGFR”, contou Rocha.
pesquisa foi realizada durante o doutorado de Beatriz de Melo Maia, sob orientação de Rocha e com Bolsa da FAPESP.
Foram analisadas 150 amostras de portadoras de carcinoma de células escamosas de vulva atendidas no A.C. Camargo Cancer Center entre 1979 e 2007. Por meio de análises de imuno-histoquímica, os pesquisadores verificaram se as células tumorais expressavam ou não o receptor do fator de crescimento epidermal.
Ao cruzar os resultados da análise com os dados clínicos das pacientes, os pesquisadores verificaram que as portadoras de tumores com expressão heterogênea foram as que tiveram menor sobrevida.
“Nesses casos, as células de um mesmo tumor respondem de forma diferente ao tratamento padrão. Acreditamos que esses tumores com subpopulações celulares distintas têm maior capacidade adaptativa e, portanto, mais condições de promover metástase”, contou Rocha.
Análise de rotina
De acordo com Rocha, a análise da expressão de EGFR já é feita na rotina clínica para outros tipos de câncer e seria relativamente simples adotar o método no acompanhamento de tumores de vulva.
O pesquisador também defende a realização de ensaios clínicos com drogas já existentes capazes de inibir a expressão de EGFR, para descobrir se são eficazes no tratamento de tumores de vulva com expressão homogênea ou heterogênea.
“Devemos olhar para o câncer como uma doença altamente heterogênea. Uma única alternativa terapêutica, portanto, pode não ser suficiente. Cada vez mais, combinações de drogas específicas e adequadas a cada caso podem ajudar a alcançar melhores resultados”, argumentou.
Segundo Rocha, o tratamento-padrão atual para câncer de vulva inclui, além de químio e radioterapia, a ressecção cirúrgica do tumor. O procedimento costuma ser invasivo e tem forte impacto psicossexual nas pacientes. “Nosso objetivo ao investigar a biologia molecular do câncer é encontrar alternativas terapêuticas menos mutilantes”, disse.
Para o pesquisador, o câncer de vulva pode ser considerado uma doença negligenciada em todo o mundo, principalmente por estar associado a um comportamento sexual considerado promíscuo. Cerca de 40% dos casos estão relacionados a infecção prévia pelo vírus HPV e acometem mulheres jovens.
A doença corresponde a cerca de 3% a 5% das neoplasias do trato genital feminino, com uma incidência mundial de 100 mil casos por ano. Os principais sintomas são: prurido no local da lesão, ulceração, sangramento, secreção e aparecimento de verrugas. Em alguns casos, a paciente pode apresentar disfunção urinária.
Genes diferencialmente expressos
Em uma segunda análise cujos resultados devem ser publicados em breve, o grupo do A.C. Camargo comparou a expressão gênica das 150 amostras de tumores com a de células sadias de vulva.
“Fizemos um screening de mais de 20 mil genes para ver quais estavam diferencialmente expressos em amostras de câncer e em tecido normal. Posso adiantar que encontramos dois genes diferencialmente expressos no câncer de vulva e essa diferença está relacionada ao seu ganho no número de cópias, além de estarem relacionados com pior prognóstico nas pacientes”, contou Rocha.
FONTE - http://exame.abril.com.br/tecnologia/noticias/analise-de-proteina-auxilia-a-planejar-tratamento-de-cancer

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

EPILEPSIAS/PRECONCEITO - Dia Nacional de Conscientização sobre Epilepsia, que é um transtorno com tratamento e solução

Um em cada 26 brasileiros teve, tem ou terá epilepsiaPESSOAS COM EPILEPSIA são vítimas de preconceito. Hoje é Dia Nacional da Conscientização sobre a Epilepsia  (epilepsia não deve ser vista como doença)
(imagem- representação gráfica de um cérebro, o nosso SNC, sistema nervoso central, de cor azul, com suas circunvoluções, de onde saem como raios luminosos azuis feixes que tem pontos brilhantes sobre o fundo escuro, publicada na matéria)
Uma em cada 26 pessoas já foi, é ou será acometida pela epilepsia. Embora seja possível controlar as crises em 70% dos casos, ao menos 40% desses pacientes, ou seja, 780 mil estão recebendo tratamento inadequado ou não recebem tratamento algum. O alerta é da Academia Brasileira de Neurologia. Para o Dia Nacional da Conscientização sobre a Epilepsia, hoje, será lançada uma campanha de conscientização com ações diversas, em diversos estados brasileiros.

As pessoas que convivem com a epilepsia muitas vezes são vítimas de preconceito e de exclusão social. Muitas se afastam do convívio com amigos e familiares, tem dificuldade de acesso à escola e ao mercado de trabalho. Segundo a Organização Mundial de Saúde 70 a 80% das pessoas com epilepsia poderiam apresentar condições de vida melhores se recebessem tratamento adequado. De acordo com o o médico do núcleo de doenças complexas da Secretaria Estadual de Saúde de Minas Gerais, Carlos Danton Machado, desmitificar a epilepsia por meio de informações corretas contribui para diminuir o preconceito sofrido pelo doente. A pessoa com epilepsia é perfeitamente capaz de levar vida normal: estudar, trabalhar, praticar esportes e conviver bem com todos.

É importante esclarecer que o transtorno não é contagioso; a pessoa saudável não pega a doença tocando em uma pessoa em estado de crise. A doença também não é um tipo de loucura e muito menos possessão demoníaca. Muita gente ainda acredita nisso, o que é triste. Mitos como estes são preconceituosos e amplificam o sofrimento”, disse.

A epilepsia é caracterizada por crises repetidas, que não sejam causadas por intoxicação ou alterações no metabolismo. Possui causas variadas como: traumatismo craniano, tumores cerebrais, sequela de sofrimento fetal e infecção do sistema nervoso. Uma porcentagem muito pequena das epilepsias tem causa hereditária.
Cerca de 70% das pessoas com epilepsia levam vida normal tomando medicamentos. Os outros 30%, que não respondem bem ao tratamento farmacológico, podem ser submetidos à cirurgia ou a outros tratamentos.
Segundo Machado, conhecer o modo de manifestação da doença e saber lidar com ela sem preconceitos é a melhor maneira de garantir uma vida melhor e mais saudável.

Diante de uma crise epilética é importante manter a calma. Posicione a pessoa de lado. Afaste os objetos que ofereçam risco. Não tente desenrolar a língua. Não coloque objetos na boca, não dê substâncias para cheirar nem dê líquidos para ela beber. Esfregar álcool, vinagre ou outras substâncias no corpo da pessoa também não são indicados. Se a crise durar mais que de 5 a 10 minutos, chame uma ambulância”, explica. O diagnóstico da epilepsia é simples e pode ser feito em uma entrevista com o médico. O tratamento também é simples e eficaz, e os medicamentos necessários estão disponíveis gratuitamente no SUS.

TIRE SUAS DÚVIDAS
O que fazer durante uma crise?
Fora do ambiente hospitalar o observador deve voltar a cabeça do paciente para o lado, se possível, sobre uma almofada ou travesseiro. Isso ajuda a proteger contra traumatismos na cabeça e também evitar que ocorra aspiração de alimentos, salivação ou vômitos para o pulmão. Não se deve tentar puxar a língua do paciente, pois o observador pode sofrer lesão grave da mão e neste tipo de crise, ao contrario dos desmaios, a língua costuma ficar em sua posição normal. Geralmente a crise dura alguns segundos a minutos e o paciente pode ser levado ao hospital com tranqüilidade, se a crise for inédita ou conforme orientação médica. Caso a crise dure mais que 5 minutos, deve-se levar o paciente imediatamente ao hospital, para que se possam usar medicamentos para abortar a crise.

Sem tratamento, há danos irreversíveis
Se fica sem tratamento por muito tempo, o prejuízo é imenso para o indivíduo e para o Estado.
São questões que reforçar o fato de que, apesar de a rede de atendimento do Sistema Único de Saúde (SUS) para portadores de epilepsia estar desenhada e implantada, ainda funciona de forma precária, assimétrica e desproporcional às necessidades dos pacientes. Os motivos são vários: o treinamento em epilepsia é insuficiente, o retorno às unidades de saúde é muito demorado, os Centros de Neurologia estão sobrecarregados (com recursos pessoais e diagnósticos insuficientes) e a comunidade não conhece bem a doença. Uma das soluções capazes controlar as crises epilépticas em 50% dos pacientes com epilepsia é fazer este atendimento na rede básica de saúde.

Atualmente a ABN atua nesse sentido, participando da  Comissão do Ministério da Saúde/OPAS para elaborar o Caderno de Ações Básicas de Saúde (CAB) em epilepsia para capacitar os profissionais que atuam neste nível de atendimento.
Para a população em geral, o risco de ter epilepsia é de 1%
Para a população em geral o risco de ter epilepsia é de 1%. Se um dos pais apresentar a doença, esse risco aumenta para 2 a 4 %. Porém se os dois tiverem crises, o risco pode chegar a 30%. Já para irmão gêmeos, quando um deles tem crises epilépticas, o risco para o outro é de 10 a 20 % se não forem gêmeosidênticos é de 80% se forem idênticos.

O exame mais importante para o diagnóstico de epilepsia é o Eletroencefalograma (EEG), que pode ser realizado no intervalo ou durante as crises, quando então a chance de identificar o local e a causa do problema é bem maior. O EEG ajuda o médico na classificação do tipo de epilepsia, na escolha da medicação mais adequada, na definição do tempo de tratamento e na programação de outros exames complementares como, por exemplo, a Tomografia Computadorizada e a Ressonância Magnética que podem identificar lesões cerebrais e constatar a causa da epilepsia. Quando se identifica uma causa que provoque a epilepsia, esta é designada por “sintomática”, ou seja, a epilepsia é apenas o sintoma pelo qual a doença subjacente se manifestou; em 65% dos casos não se identifica nenhuma causa, é a epilepsia “idiopática”.

A escolha da medicação antiepiléptica a ser utilizada é feita com base no tipo de crise apresentada pelo paciente e resultado dos exames complementares. 70% das pessoas com epilepsia têm as crises completamente controladas com esses medicamentos. E o primeiro passo para o controle adequado das crises é o uso coreto destas medicações, respeitando rigorosamente a orientação do médico quanto às doses e horários em que devem ser tomadas. Em geral a medicação deve ser usada por anos ou até o final da vida. Para os 30 % restantes que não controlam as crises com medicamentos, há alternativas, como o tratamento cirúrgico, que promove a remoção da parte do cérebro que dá origem à descargas elétricas que causam a crise. Em determinadas situações o médico pode recomendar a mudança no padrão alimentar, que pode levar a uma alteração no metabolismo do paciente, favorecendo o controle das crises.

PROGRAMA
Atendimento Integral do HC
O Grupo de Epilepsia do Hospital de Clínicas da UFPR realiza atendimento ambulatorial de epilepsia de difícil controle em adultos, desde 1992; videoeletrencefalografia, desde 1994; e cirurgia de epilepsia, desde 1996. Em maio de 1997, foi credenciado pelo Sistema Único de Saúde do Ministério da Saúde como um dos oito centros nacionais de referência para exploração e tratamento cirúrgico de epilepsia.

Nos dois ambulatórios de epilepsia são atendidos, semanalmente, de 40 a 45 pacientes e, mensalmente, são realizadas de oito a dez explorações e três a quatro cirurgias. Para o atendimento integral aos pacientes com epilepsia, o Programa conta com vários profissionais de diversas áreas.

QUAIS SÃO AS CAUSAS DA APILEPSIA?
Muitos fatores, genéticos ou adquiridos podem causar lesão nos neurônios a ponto de causar epilepsia. As causas mais frequentes são:

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

ALZHEIMER/PESQUISAS - Como tratar e cuidar da doença antes dos primeiros sintomas?

Nova possibilidade para tratar Alzheimer antes dos sintomas

Nova possibilidade para tratar Alzheimer antes dos sintomas
(imagem - foto colorida com os braços de uma pessoa com as mãos entrelaçadas, idosa, à esquerda, tendo à sua frente várias 'cartas', como de um baralho, com imagens usadas para testes de memória - fotografia Arquivo Global Imagens)
O cientista Luís Maia participou um estudo que analisou o desenvolvimento da doença de Alzheimer antes do aparecimento dos primeiros sintomas. A experiência foi levada a cabo com animais e abre caminho para novas possibilidades no tratamento de humanos.

Um estudo, publicado na revista "Science Translational Medicine", abre caminho ao desenvolvimento de tratamentos capazes de parar a doença de Alzheimer antes do seu aparecimento, ou seja, antes da ocorrência de qualquer dano importante no cérebro do paciente.

Doença neuro-degenerativa, atualmente incurável, o Alzheimer tem uma evolução lenta e o aparecimento dos primeiros sintomas "leva mais de 10 anos (...) sendo este período pré-clínico [antes do aparecimento dos primeiros sintomas], o momento ideal para intervir", refere o artigo científico.

Parte de uma equipa internacional, de acordo com a Lusa, Luís Maia verificou que "as alterações ocorridas no fluido cefalorraquidiano (líquido em torno da coluna vertebral e do cérebro) de dois modelos animais (ratinhos) da doença de Alzheimer eram paralelas à progressão da doença, podendo ser utilizadas para monitorizar a doença sem recurso aos sintomas".

A observação de algumas alterações biológicas que sinalizam a doença permitiu a obtenção de informações sobre o avanço da doença. A conclusão retirada da experiência"foi particularmente interessante" já que "abre a possibilidade de finalmente ser possível intervir durante o período pré-clínico da doença".

Os cientistas dizem ser necessário continuar a investigar, mas consideram possível que os ratos transgênicos possam ser "usados para testar novos medicamentos para a doença de Alzheimer".

O estudo foi realizado no Institute for Clinical Brain Research in Tübingen, na Alemanha, e no Hospital de Santo António, no Porto.

De acordo com dados relativos a 2010, o número de doentes com Alzheimer ascendia a 36 milhões, a nível mundial. Especialistas esperam que, até 2020, este número duplique, estimando-se que o número duplicasse em 2020.

A doença aparece normalmente com o aumento da idade e destrói o cérebro, causando perda de memória, da linguagem e da percepção do tempo e do espaço.

Em 2010, a Organização Mundial de Saude calculava que ao todo tenham sido gastos 640mil milhões de dólares (cerca de 490 mil milhões de euros) com pacientes de Alzheimer.


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ALZHEIMER NÃO É UMA PIADA, mas pode ser poesia de vida http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2011/06/alzheimer-nao-e-uma-piada-mas-pode-ser.html


segunda-feira, 1 de julho de 2013

SÍNDROME DE DOWN/ ALZHEIMER - Testes no Japão usam droga de Alzheimer em pessoas com Síndrome de Down

Medicamento para Alzheimer será testado com portadores de síndrome de Down no Japão

Testes começarão em agosto em hospitais de todo o país

A farmacêutica Eisai planeja realizar no Japão testes sobre a eficácia de um medicamento contra Alzheimer em alguns sintomas típicos de adultos com síndrome de Down, informou o Yomiuri Shimbum.

O teste consistirá em provar se o remédio é capaz de impedir a deterioração das habilidades diárias constatadas em pessoas com síndrome de Down. O remédio Aricept, comercializado pelo laboratório japonês Eisai e que é usado contra o Alzheimer desde 1999, começará a ser testado em 10 deagosto em hospitais de todo o país com portadores de síndrome de Down com idade entre 15 e 39 anos.

Dependendo do resultado dos testes, que podem se estender entre três ou quatro anos, o Ministério da Saúde japonês decidirá se aprovará ou não o medicamento para tratar pacientes com Down.

De acordo com um relatório de 2011 elaborado pela equipe de pesquisa do Ministério da Saúde japonês, 6% dos afetados com síndrome de Down desenvolveram durante curtos períodos de tempo sintomas como lentidão dos movimentos, distúrbios de sono entre outros.

Uma equipe da Universidade de Nagasaki (sul do Japão) começou a investigar em 2002 os efeitos que o Aricept poderia ter sobre sintomas como a lentidão de movimentos contraída pelos pacientes e concluíram que o medicamento parece eficaz.

quarta-feira, 10 de abril de 2013

CÂNCER DE PRÓSTATA/GENES - Presença de gene BRCA2 torna o câncer mais agressivo e grave

Cientistas descobrem gene por trás de câncer agressivo de próstata
Homens que sofrem câncer de próstata e que carregam um gene mutante podem desenvolver a forma mais agressiva da doença, alertam especialistas britânicos.
tumor na próstata
(imagem - foto colorida de uma célula mutante de câncer vista ao microscópio, seu processo de duplicação, nas cores predominantes de amarelo e violeta, fotografia de divulgação BBC)

Agora, os pesquisadores do Institute of Cancer Research, em Londres, e do Royal Marsden NHS Foundation Trust acreditam que, além de terem mais probabilidade de ter câncer de próstata, homens que carregam o gene BRCA2 têm menos chances de sobreviver a formas agressivas do tumor.O gene BRCA2 está geralmente relacionado a formas hereditárias de câncer de mama, próstata e ovário.
O câncer de próstata pode se desenvolver devagar ou rapidamente, algo difícil de prever nos estágios iniciais da doença. Muitos homens convivem com o tumor a vida inteira sem manifestar sintomas. Muitos nem precisam de tratamento.
Mas os cientistas alertam que os que sofrem de câncer de próstata e têm o gene defeituoso devem ser tratados o mais rapidamente possível porque neles há probabilidade maior de o tumor se espalhar.

Tratamento imediato

O professor Ros Eeles e seus colegas analisaram pacientes de câncer de próstata, incluindo 61 homens com o gene BRCA2, 18 com uma mutação genética similar conhecida como BRCA1 e outros 1.940 sem mutações genéticas.
Eles concluíram que os pacientes com a mutação BRCA2 tinham menor chance de sobreviver ao câncer, vivendo cerca de seis anos e meio após o diagnóstico. Já os pacientes com a mutação BRCA1 e os que não apresentavam qualquer mutação viveram quase 13 anos após o tumor ser detectado.
Os cientistas observaram que os pacientes com o gene BRCA2 ainda tinham mais chance de apresentar a forma mais avançada da doença já na época do diagnóstico.
Na avaliação do professor Eeles, "faz sentido começar a tratar esses pacientes com cirurgia ou radioterapia imediatamente, ainda nos primeiros estágios da doença".
A médica Julie Sharp, da organização Cancer Research UK, diz que o estudo sugere que os médicos devem considerar tratar este grupo de pacientes muito antes do que fazem atualmente.
"Este é o maior estudo já feito sobre a relação entre câncer de próstata e o gene mutante, mostrando que os médicos devem começar tratamento logo, em vez de aguardar para ver como a doença se desenvolve", diz Sharp.
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sábado, 2 de março de 2013

AIDS/ONU - UNAIDS afirma que apenas 28% das crianças recebem tratamento para o HIV

Unaids diz que HIV mata 1,7 milhão por ano por falta de tratamento
Diretor-executivo da agência da ONU afirmou que apenas 28% das crianças estão recebendo tratamento; doença ainda lidera causa de mortes de mulheres jovens no mundo.

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.
O diretor-executivo do Programa Conjunto sobre HIV/Aids, Unaids, Michel Sidibé, afirmou, nesta quinta-feira, que a doença mata 1,7 milhão de pessoas, anualmente, por falta de acesso ao tratamento no mundo.
A declaração foi feita num discurso no Conselho dos Direitos Humanos, em Genebra, na Suíça.
Avanços
Sidibé afirmou que o mundo está hoje a meio caminho para acabar e reverter a epidemia da Aids. Ele cita que os países estão disponibilizando mais verbas para o combate ao HIV, as promessas de doações estão sendo mantidas e as descobertas científicas estão acontecendo rapidamente.
O chefe do Unaids lembrou que o acesso ao tratamento da Aids saiu do zero, em 1996, para mais de 8 milhões de pessoas até o final de 2011. Segundo ele, a África do Sul aumentou em cinco anos a expectativa de vida para os doentes.
Tratamento
Apesar do progresso, Sidibé alertou que apenas 28% das crianças contaminadas com o HIV recebem tratamento. Ele disse em países pobres, ao contrário dos ricos, bebês continuam nascendo infectados com o vírus. Filhos de mães soropositivas têm a chance de nascer sem HIV caso a mãe tome os antiretrovirais durante a gravidez para evitar a chamada contaminação vertical.
O diretor-executivo afirmou que a Aids ainda é a maior causa de morte entre as mulheres jovens em todo o mundo. Segundo ele, ainda se luta contra o preconceito, a discriminação, a exclusão e a criminalização por todas as partes.
Legado
Sidibé disse que acabar com a Aids é um legado dos direitos humanos para todos. Para ele, a vitória contra a doença vai inspirar a sociedade civil, os governos e parceiros a lidar com outros desafios complexos do século 21.
O chefe do Unaids pediu ao Conselho dos Direitos Humanos para que todos trabalhem juntos para pôr um fim à Aids.
fonte - http://www.unmultimedia.org/radio/portuguese/2013/02/unaids-diz-que-hiv-mata-17-milhao-por-ano-por-falta-de-tratamento/