Mostrando postagens com marcador ONU. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador ONU. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 29 de outubro de 2018

CONVENÇÃO SOBRE OS DIREITOS DAS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA - nova orientação legal

Comitê da ONU sobre Pessoas Com Deficiência publica nova orientação legal

Pessoas com deficiência e suas organizações representativas devem participar de processos públicos de tomada de decisões sobre seus próprios direitos humanos, afirmou o Comitê das Nações Unidas sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência. O órgão publicou nova orientação legal sobre a Convenção sobre os Direitos de Pessoas com Deficiência.
“Nada sobre nós sem nós” tem sido há tempos um mote de movimentos de direitos para pessoas com deficiência. Em seu comentário geral, o Comitê destaca que, quando pessoas com deficiências são consultadas, isto leva a leis, políticas e programas que contribuem para sociedades e ambientes mais inclusivos.
Estudante com deficiência visual em uma universidade em Al-Fashir, Darfur do Norte, no Sudão. Foto: Hamid Abdulsalam/UNAMID
Estudante com deficiência visual em uma universidade em Al-Fashir, Darfur do Norte, no Sudão. Foto: Hamid Abdulsalam/UNAMID
Pessoas com deficiência e suas organizações representativas devem participar de processos públicos de tomada de decisões sobre seus próprios direitos humanos, afirmou neste mês o Comitê das Nações Unidas sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência.
O órgão publicou uma nova orientação legal sobre a Convenção sobre os Direitos de Pessoas com Deficiência.
A orientação, emitida em 3 de outubro como comentário geral n.º 7, sustenta o direito de todas as pessoas com deficiência participarem e serem envolvidas em todas as questões relacionadas a elas.
A orientação também esclarece as obrigações de Estados garantirem a participação de pessoas com deficiência, através de suas organizações representativas, na implementação e no monitoramento da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, em linha com artigos 4(3) e 33(3) deste tratado internacional.
O documento completo está disponível para leitura aqui em sua forma padrão e aqui em formato de leitura simplificada, ambos em inglês. O Comitê emite muitos de seus documentos em formato simplificado, os tornando acessíveis para pessoas com deficiência.
“Estados Parte da Convenção claramente precisam de orientação sobre como e por que participar com organizações de pessoas com deficiência de forma respeitosa e como iguais”, disse Stig Langvad, presidente do Grupo de Trabalho sobre o comentário geral. “Como uma pessoa com deficiência desde 1973, que está ativa em organizações e na vida pública, eu conheço o poder de pessoas com deficiência”, acrescentou.
Nada sobre nós sem nós” tem sido há tempos um mote de movimentos de direitos para pessoas com deficiência. Em seu comentário geral, o Comitê destaca que, quando pessoas com deficiência são consultadas, isto leva a leis, políticas e programas que contribuem para sociedades e ambientes mais inclusivos.
O comentário geral busca ser uma ferramenta vantajosa para fornecer recomendações concretas sobre como se comprometer com consultas com pessoas com deficiência, por meio de suas organizações representativas.
Isto pode incluir desenvolvimento de informações acessíveis sobre processos de tomada de decisões, implementação de metodologias inclusivas e garantias de que organizações de pessoas com deficiência tenham acesso a financiamentos nacionais e internacionais para funcionamento, segundo o Comitê.
O comentário geral também define organizações de pessoas com deficiência e destaca que respeito aos direitos de pessoas com deficiência à liberdade de associação, assembleia pacífica e expressão é essencial para a participação e realização de consultas.

LEIA TAMBÉM NO MEU BLOG - PARA ALÉM DO PRECONCEITO - A CONVENÇÃO, CIDADANIA E DIGNIDADE

https://infoativodefnet.blogspot.com/2010/12/para-alem-do-preconceito-convencao.html

quinta-feira, 2 de abril de 2015

AUTISMO/TRABALHO - ONU - Por mais empregabilidade para pessoas vivendo com autismo(s)

ONU quer mais empregos para pessoas com autismo

Secretário-geral está encorajado com o aumento do conhecimento público sobre o problema; Ban Ki-moon fez a declaração para marcar o Dia Mundial da Conscientização do Autismo, esta quinta-feira 2 de abril.

(Imagem - a representação da ONU para o WORLD AUTISM AWARENESS DAY, com o símbolo da entidade sobre estas palavras, à direita, como o rosto de uma criança enquadrado como uma peça de quebra cabeças, à esquerda)
O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, quer que as empresas criem mais empregos para as pessoas com autismo. A declaração foi feita para marcar o Dia Mundial da Conscientização do Autismo, esta quinta-feira 2 de abril.
O tema da campanha deste ano é "Emprego: A Vantagem do Autismo". Ban disse que está encorajado com o aumento do conhecimento público geral sobre o problema.
Tratamentos e Integração
Segundo o chefe da ONU, a data especial não só fornece maior compreensão sobre o assunto, mas também empodera os pais na busca de tratamentos e terapias precoces como busca maior integração das pessoas com autismo na sociedade.
Ban disse ainda que com apoio adequado, os autistas podem e devem frequentar escolas em suas comunidades.
De São Paulo, em entrevista à Rádio ONU, a coordenadora pedagógica da Associação de Amigos do Autista, Carolina Ferreira, falou sobre a dificuldade de se encontrar um emprego para as pessoas nessa condição.
"Nós já tentamos empregos para muitos deles que têm um autismo mais leve, e nós percebemos a grande dificuldade. O Brasil tem a cota para (pessoas) especiais mas não está preparado para receber pessoas com autismo e muitos não conseguem emprego."
A coordenadora pedagógica falou ainda sobre os tipos de trabalho mais apropriados para as pessoas com autismo.
"Olha, as pessoas com autismo executam atividades que sejam mais (ligadas) em linha de montagem, algumas têm facilidade em computação. Eu acho que as profissões ou serviços que lidam muito com pessoas, com o público, são mais difíceis para eles."
Desempregados
Falando sobre emprego, o secretário-geral da ONU convidou as empresas a assumirem um compromisso concreto para contratar pessoas com autismo.
Segundo Ban, 80% dos adultos com autismo estão desempregados. Ele afirmou que essas pessoas têm um potencial enorme, a maioria tem notáveis habilidades visuais, artísticas ou acadêmicas.
Graças ao uso da tecnologia, pessoas que sofrem dessa condição e não conseguem falar podem se comunicar e compartilhar seus conhecimentos e capacidades.
O chefe da ONU pediu a todos que no Dia Mundial da Conscientização do Autismo unam forças para criar as melhores condições possíveis para que essas pessoas possam fazer sua própria contribuição para um futuro mais justo e sustentável.

fonte - Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York. http://www.unmultimedia.org/radio/portuguese/2015/04/onu-quer-mais-empregos-para-pessoas-com-autismo/#.VR1j4JvqOz5.twitter

LEIAM TAMBÉM SOBRE AUTISMO NO MEU BLOG INFOATIVO DEFNET - 

ASPERGER, UMA SÍNDROME DE MENTES BRILHANTES OU NÃO? http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2011/11/asperger-uma-sindrome-de-mentes.html

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

VIOLÊNCIA/PREVENÇÃO - Brasil tem 10.% de homicídios ocorridos no mundo e o Relatório da ONU

Dados da ONU mostram que 10% dos homicídios mundiais ocorrem no Brasil

(imagem - a representação de uma flor vermelha, uma margarida, com suas pétalas sendo despedaçadas à direita, como se atingida por uma bala,  como capa do Global Status Report on Violence Prevention 2014, o Relatório Global sobre a Situação da Violência no mundo em 2014 da Onu)

Cerca de 475 mil pessoas foram vítimas de homicídio em 2012, sendo que as Américas foram a região com o maior índice a cada 100 mil habitantes: 28,5%.
Os números são um dos destaques de um relatório inédito sobre prevenção global da violência, divulgado esta quarta-feira por três agências da ONU.
Foram 133 países analisados, incluindo o Brasil. O estudo cita mais de 47 mil casos de homicídios no país em 2012, cerca de 10% do total global. O resultado é muito maior que os 10 mil casos registrados em países de baixa e média rendas da Europa no mesmo ano
Assista à reportagem de Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York, para o Jornal da Globo News.
fonte - http://www.unmultimedia.org/radio/portuguese/2014/12/dados-da-onu-mostram-que-10-dos-homicidios-mundiais-ocorrem-no-brasil/?utm_source=twitterfeed&utm_medium=twitter
LEIA TAMBÉM NO MEU BLOG INFOATIVO.DEFNET - 

A PERFEIÇÃO RACIAL E A DESTRUIÇÃO NASCEM NO MESMO NINHO...http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2014/07/a-perfeicao-racial-e-destruicao-nascem.html


terça-feira, 16 de setembro de 2014

ONU/CONVENÇÃO SOBRE OS DIREITOS DAS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA - em 150 países e Decreto no Brasil

Convenção da ONU sobre direitos das pessoas com deficiência chega ao marco de 150 países

Cerca de um bilhão de pessoas no mundo sofrem com algum tipo de deficiência. Foto: Departamento do Reino Unido para o Desenvolvimento Internacional (Creative Commons)
(imagem - foto colorida da matéria com uma criança, uma menina que tem ao colo outra criança, com paralisia cerebral, em uma cadeira de rodas, sendo apoiada e levada por outra criança, um menino, Foto: Departamento do Reino Unido para o Desenvolvimento Internacional (Creative Commons)
Guiana é o 150º país a ratificar a Convenção da ONU sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, que estabelece obrigações aos Estados Partes para promover, proteger e garantir os direitos de todas as pessoas com deficiência, bem como a igualdade dos direitos em todas as áreas da vida.
A adesão do país é um marco importante para a Convenção, que está vigor desde 2008 e tem sido aceita rapidamente por vários países.
A ratificação do 150º país é uma prova do compromisso da comunidade internacional para promover e proteger os direitos humanos das pessoas com deficiência”, disse a presidente do Comitê sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência (CRPD), Maria Soledad Cisternas Reyes, que pediu aos países que ainda vão ratificar para que o faça. A ratificação do Brasil ocorreu em agosto de 2008.
Segundo Reyes, a Convenção tem sido ratificada em todas as regiões e culturas do mundo e está a caminho de se tornar universalmente reconhecida. Além disso, a rápida e ampla aprovação pelos países destaca o progresso em relação à consciência de que as pessoas com deficiência sofrem graves lacunas no gozo dos seus direitos e que estas lacunas precisam ser abordadas.
FONTE - http://www.onu.org.br/convencao-da-onu-sobre-direitos-das-pessoas-com-deficiencia-chega-ao-marco-de-150-paises/
LEIA TAMBÉM NO MEU BLOG INFOATIVO.DEFNET - 

PARA ALÉM DO PRECONCEITO - A Convenção, Cidadania e Dignidade http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2010/12/para-alem-do-preconceito-convencao.html

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

EDUCAÇÃO INCLUSIVA/ONU - Estudo da ACNUDH mostra abordagens discriminatórias na inclusão escolar

Relatório da ONU alerta para sistemas educacionais que discriminam pessoas com deficiência

Um estudo realizado pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) mostra que os sistemas de ensino têm adotado abordagens discriminatórias em relação às pessoas com deficiência, muitas vezes, infringindo o direito à educação
(imagem - foto colorida das mãos de uma estudante negra, com pulseiras vermelhas na mão, que repousam sobre uma pedaços de papel, com  a letra A feita a giz, próximo à sua mão, com uma caneta esferográfica ao meio. Fotografia de Giacommo Pirozzi/ Unicef) 

Alguns estudantes são impossibilitados de frequentar a escola por causa de uma deficiência. Outros vão para colégios especiais, resultando em segregação. Ainda há aqueles que vão para colégios regulares, mas que são obrigados a se adaptar às normas da instituição.
O estudo explica que a inclusão de alunos com deficiência implica na eliminação de barreiras que restringem ou proíbem sua participação no sistema de ensino em geral e a mudança de culturas, políticas e práticas das escolas regulares para se acomodarem às necessidades de todos os alunos.
A educação inclusiva fornece uma plataforma para combater o estigma e a discriminação. Ela também permite que as pessoas com deficiência, que normalmente sofrem desproporcionalmente com o desemprego, participem plenamente da sociedade.
A pesquisa observa que as escolas não podem negar alunos com deficiência e devem adaptar currículos e métodos de ensino para fazer com que todos tenham acesso igual à educação. As medidas devem ser postas em prática para eliminar barreiras físicas, socioeconômicas e de comunicação, dando, se preciso, apoio individualizado para facilitar a inclusão.
O estudo, que defende a adoção de uma meta para educação inclusiva na agenda de desenvolvimento pós-2015, também recomenda a contratação de professores que são qualificados em linguagem gestual e Braille e têm formação para lidar com as necessidades dos alunos especiais.
De acordo com a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, a educação inclusiva é essencial para a realização do direito à educação, sem discriminação e com base na igualdade de oportunidades.
Com informações da Onu
FONTE - http://www.cbnfoz.com.br/editorial/mundo/19022014-93161-relatorio-da-onu-alerta-para-sistemas-educacionais-que-discriminam-pessoas-com-deficiencia
LEIAM TAMBÉM SOBRE EDUCAÇÃO INCLUSIVA NO MEU BLOG INFOATIVO.DEFNET - 

A CONSCIÊNCIA INCLUSIVA E O RACISMO NA ESCOLA http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2014/01/a-consciencia-inclusiva-e-o-racismo-na.html

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

VIOLÊNCIA/DADOS - A ONU apresenta relatório sobre a América Latina com taxa de homicídios

ONU: América Latina é única região do mundo com aumento de homicídios


A América Latina é a única região do mundo onde o número de homicídios subiu entre 2000 e 2010, com 11 países com taxas consideradas "epidêmicas" pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e um milhão de vítimas de violência criminal em uma década. Essas informações foram divulgadas nesta terça-feira, no relatório apresentado nas Nações Unidas, em Nova York. O Brasil aparece na lista.
"Entre 2000 e 2010, a taxa de homicídios da região cresceu 11%, enquanto que, na maioria das regiões do mundo, caiu ou se estabilizou. Em uma década, mais de um milhão de pessoas morreram na América Latina e no Caribe por causa da violência criminal", alerta o estudo do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud).
Essa "epidemia de violência, acompanhada pelo crescimento e difusão dos crimes, assim como pelo aumento do temor entre os cidadãos" acontece, apesar de a América Latina "mostrar hoje em dia economias mais fortes e integradas, menos pobreza e democracias mais consolidadas", acrescenta o documento.
"Na última década, a América Latina foi cenário de duas grandes expansões: a econômica e a criminosa", resume o estudo de 285 páginas e que oferece uma visão regional da segurança cidadã para 18 países, do México à Argentina, passando pela República Dominicana.
Segundo os dados coletados, 11 países (Brasil, Colômbia, Equador, El Salvador, Guatemala, Honduras, México, Panamá, Paraguai, República Dominicana e Venezuela) apresentam um "alto nível" de homicídios, com taxas superiores a 10 em cada 100 mil habitantes. Esse percentual é considerado como um "nível de epidemia" pela OMS. Abaixo dele, estão os outros sete países analisados: Argentina, Bolívia, Chile, Costa Rica, Nicarágua, Peru e Uruguai.
O país com o menor índice de homicídio é o Chile, com 2 a cada 100 mil habitantes. Honduras lidera a lista, com 77,5, enquanto México registra 23,8, e o Brasil, 15,5.
O aumento do homicídio na América Latina afeta, sobretudo, "jovens entre 15 e 25 anos, que não trabalham, nem estudam", afirmou o moderador da apresentação do informe, Carlos Loret de Mola.
Apesar dos números alarmantes, "na maioria dos países, a taxa se estabilizou nos últimos dois, ou três anos, e existe até um grupo de países que mostra uma moderada diminuição", ressalta o documento.
Estiveram presentes a diretora do Pnud, Helen Clark, e o subsecretário-geral da ONU e diretor regional do Pnud, Heraldo Muñoz. Nos últimos 25 anos, os roubos na região triplicaram", afirmou Helen Clark, destacando que os latino-americanos "estão cada vez mais preocupados com sua segurança".
Os países da região com "alto nível" de roubos são Argentina, Bolívia, Colômbia, Equador, Guatemala, Peru, Uruguai e Venezuela. "Metade dos latino-americanos consultados acredita que segurança em seu país se deteriorou. Dois terços deixaram de sair à noite por medos ligados à insegurança", acrescentou Clark, citando uma pesquisa.
Segundo uma pesquisa mundial Gallup, apenas 43,44% dos latino-americanos responderam que se sentiam seguros ao andarem sozinhos à noite, menos do que na África Subsaariana (55,3%), Europa e Ásia Central (53%), países árabes (62,9%) e sul da Ásia (66,9%).
O estudo critica, em particular, os "grandes déficits de capacidades em matéria de Justiça e Segurança", que se refletem em "índices de impunidade alarmantes, na crise que seus sistemas carcerários atravessam e na desconfiança dos cidadãos em relação às instituições da Justiça e da Polícia".
Frente a essa situação, o PNUD reconhece que não existe uma solução mágica "para enfrentar os desafios da segurança cidadã na América Latina". O Programa afirma ainda, de forma taxativa, que "é imprescindível reconhecer o fracasso das políticas de linha-dura que foram adotadas na região e deixá-las de lado".
Nesse sentido, recomenda-se fazer uso das "experiências e lições aprendidas", como, por exemplo, a "melhora da atuação policial a partir de sua divisão por quadrantes e do trabalho próximo das comunidades", ou da "adoção de novas tecnologias para localizar pontos nevrálgicos do crime e enfocar nos esforços de prevenção".
LEIA TAMBÉM NO MEU BLOG INFOATIVO.DEFNET - 

A VIOLÊNCIA NOSSA DE CADA DIA... Dai-nos também. http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2010/11/violencia-ou-melhor-as-variadas-formas.html

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

ADOLESCÊNCIA/GRAVIDEZ PRECOCE - Onu lança relatório mundial sobre as 7.3 milhões de 'mães' adolescentes

Relatório da ONU diz que 7,3 milhões são mãe antes dos 18 anos

"Estado da População Mundial" mostrou que a maternidade precoce é um grande problema global; países em desenvolvimento registram 95% dos casos; Brasil é um dos que aumentaram acesso das adolescentes grávidas à saúde.

(imagem - foto colorida de uma jovem adolescente, com roupa típica de sua região, possivelmente na  Índia, de cores muito fortes, trazendo ao colo uma criança pequena, Relatório “Maternidade na Infância: Enfrentando o Desafio da Gravidez Adolescente” foi apresentado hoje. Foto: Unfpa/Mark Tuschman)

O Fundo de População das Nações Unidas, Unfpa, alertou que todos os anos 7,3 milhões de meninas e jovens menores de 18 anos têm filho nos países em desenvolvimento.
Isso significa 20 mil nascimentos diários na região, que registra 95% dos casos.
Desafios e Futuro
A informação consta do relatório "Maternidade na Infância: Enfrentando o Desafio da Gravidez Adolescente", divulgado esta quarta-feira.
A representante auxiliar do Unfpa no Brasil, Fernanda Lopes, disse à Rádio ONU, de Brasília, que o documento destaca os principais desafios e o impacto da gravidez na adolescência sobre as meninas.
"A gravidez é um fato que embora influencie no projeto de vida, essas meninas também têm que ser vistas na sua potencialidade. Ainda que elas já sejam mães e que sejam mães cedo. Esse é o grande desafio."
E falando sobre esse potencial, a jovem brasileira Lívia Lemos, que teve um filho quando tinha 14 anos, deu um conselho para as adolescentes.
"A primeira coisa é se prevenir sempre, que nunca (se) sabe com quem você está fazendo ou o que pode trazer, as vezes não é uma gravidez é uma doença. Que a pessoa nunca deixe de estudar, sempre pensar que agora não é só mais ela. Ela tem um motivo a mais que vai ser o filho, então é sempre lutar para você dar o melhor para ele."
Brasil
Segundo o relatório, o Brasil é um dos países que adotaram medidas para aumentar o acesso de adolescentes aos serviços de saúde pré e pós-natal.
O documento afirma que o Brasil elevaria sua produtividade em mais de US$ 3,5 bilhões, equivalentes a mais de R$ 7 bilhões, se as jovens adiassem a gravidez para depois dos 20 anos.
A gravidez na adolescência também tem um custo, no Brasil, ele corresponde a 10% do Produto Interno Bruto do país.
O Unfpa diz ainda que as adolescentes grávidas têm menos chances do que as mulheres de adquirir qualquer conhecimento profissional antes e depois do parto.
Lusófonos
A situação nos países lusófonos preocupa. A taxa de nascimento entre jovens de 15 a 19 anos entre 1991 e 2010 foi de 193 para cada mil em Moçambique; 165 em Angola, Guiné-Bissau 137 e São Tome e Príncipe 110.
Ainda na lista estão Cabo Verde com 92 nascimentos para cada mil adolescentes grávidas, Brasil com 71 e Timor-Leste com 54. Portugal tem o menor número, apenas 16.
Em comparação com os países desenvolvidos, Estados Unidos registraram 39 nascimentos por cada mil jovens grávidas, Grã-Bretanha 25, França 12 e Alemanha 9.
Riscos
O documento mostra que das 7,3 milhões de meninas e jovens grávidas, 2 milhões têm menos de 14 anos. O Unfpa diz que essas meninas correm vários riscos de saúde ao terem filhos tão cedo.
Apesar de 90% dos nascimentos serem frutos de casamentos ou uniões, a ONU diz que eles têm consequências na saúde, na educação, no emprego e nos direitos de milhões de meninas.
Aproximadamente 70 mil adolescentes nos países em desenvolvimento morrem todos os anos por causa de problemas na gravidez ou no parto. Pelos cálculos do Unfpa, anualmente são realizados 3,2 milhões de abortos considerados inseguros, sem as mínimas condições médicas.
Causas e Sugestões
Entre as causas da maternidade precoce, o relatório cita os casamentos infantis organizados pelas famílias, a pobreza, a violência sexual e a falta de acesso anticoncepcionais.
Para combater o problema, o relatório sugere ações preventivas para as jovens e a proibição de casamentos para menores de 18 anos. Além disso, o Unfpa diz que as meninas devem ter mais acesso não só à educação regular, mas também sexual.
fonte - Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York 

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

CHUMBO/ALERTA DA ONU - Envenenamento leva à morte e Deficiências Intelectuais

ENVENENAMENTO POR CHUMBO MATA 143 MIL PESSOAS POR ANO,  E CAUSA 600 MIL NOVOS CASOS DE DE DEFICIÊNCIA INTELECTUAL, ALERTA A ONU

(imagem - representação de cinco tonéis de tinta, com as cores azul - blue, escrito distúrbios de comportamento - behavior disorder, vermelho-red, escrito redução-reduced, rosa- magenta, escrito  Aborto espontâneo -miscarriage, Indigo - azul escuro escrito irritável-irritabled e verde-green escrito diminuição do crescimento - reduction growth, que são alguns dos efeitos colaterais gerados pela ingestão de chumbo, um metal pesado e tóxico, principalmente para crianças e mulheres grávidas, tendo em letras grandes e garrafais a frase abaixo: BAN LEAD PAINS - PROIBIR AS TINTAS COM CHUMBO, PRINCIPALMENTE EM BRINQUEDOS)
O relator especial das Nações Unidos sobre as obrigações de direitos humanos relacionadas à gestão ecológica e descarte de substâncias perigosas e resíduos, Marc Pallemaerts, pediu nesta segunda-feira (21) que os Governos aumentassem seus esforços para eliminar o uso do chumbo, especialmente em tinta e brinquedos. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS) é possível prevenir o envenenamento por chumbo, no entanto, a exposição a esse elemento ainda causa 143 mil mortes e 600 mil novos casos de crianças com deficiências intelectuais por ano.
A tinta com chumbo pode ser encontrada em casas, brinquedos, móveis e em outros objetos. A deterioração da pintura feita com tinta que contém chumbo em paredes, móveis e outras superfícies interiores gera a poeira contaminada dentro de casa, facilitando a ingestão tóxica por crianças. O chumbo tem sabor doce, fazendo com que muitas crianças ao colocar objetos na boca queiram engolir pequenas lascas de tinta.
Quando os níveis de exposição são altos, o chumbo causa danos cerebrais e ao sistema nervoso central, levando ao coma, convulsões e até a morte. As crianças que sobrevivem a esse tipo de envenenamento muitas vezes ficam com sequelas intelectuais e distúrbios comportamentais. Elas são particularmente vulneráveis aos efeitos tóxicos do chumbo porque absorvem de quatro a cinco vezes mais que adultos.
Em 1919, quando a Organização Internacional do Trabalho (OIT) recomendou a exclusão de mulheres e pessoas menores que 18 anos de atividades que envolviam o chumbo, o mundo já conhecia as consequências da exposição a esse elemento. “Não podemos esperar mais um século para acabar com o uso do chumbo, especialmente em tinta e brinquedos”, ressaltou Pallemaerts.
Durante a Semana Internacional de Ação para Prevenção do Envenenamento de Chumbo, de 20 a 26 de outubro, serão realizadas atividades voltadas para a conscientização do uso do chumbo.
Segundo a diretora da OMS para Saúde Pública e Meio Ambiente, Maria Neira, “a intoxicação por chumbo continua sendo um dos principais problemas de saúde ambiental para crianças em todo o mundo e a tinta que contém chumbo é o maior perigo para a potencial intoxicação de crianças”.
Cerca de 30 países já extinguiram o uso de tinta contendo chumbo. A Aliança Global para a Eliminação da tinta com chumbo, coliderada pela OMS e pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), estabeleceu uma meta de 70 países até 2015.

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

INFÂNCIA/MORTALIDADE - Brasil reduz em 77% número de mortes de crianças, segundo Unicef

Unicef: mortalidade infantil no Brasil caiu 77% nos últimos 20 anos

Em todo o mundo, foram salvas 90 milhões de vidas de crianças menores de cinco anos; tratamentos acessíveis, melhoria da nutrição materna e serviços de saúde aos mais pobres contribuíram para a redução do índice.
Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova York.*
(imagem - foto colorida de uma criança negra, de colo, apoiada e sendo tocada pelas mão de uma mulher, também negra, provavelmente sua mãe - fotografia Unicef/ Olivier Asselin)


Cerca de 90 milhões de vidas de crianças foram salvas nas últimas duas décadas, segundo um relatório lançado nesta sexta-feira pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef.
O total de mortes de crianças menores de cinco anos caiu pela metade: de 12,6 milhões em 1990, para 6,6 milhões em 2012. Segundo o Unicef, as reduções ocorreram graças a tratamentos mais acessíveis, melhoria na nutrição e educação das mães e na garantia de serviços aos mais pobres e excluídos.
Progressos
O Brasil ganha destaque no documento, já que a taxa de mortalidade infantil caiu 77%. O Unicef cita uma "combinação de estratégias", incluindo serviços de saúde nas comunidades, melhora na condição de saneamento, promoção do aleitamento materno e expansão da imunização.
De Turim, na Itália, a representante do Unicef, Micaela Marques de Sousa, disse à Rádio ONU ser preciso continuar com os investimentos no setor.
Futuro
"É certamente uma causa para celebrar, por ter acontecido nesses 22 anos. Sabemos que o mundo não teria salvo 90 milhões de crianças e isso é muito. Mas é caso também para refletir e agir com urgência, porque se não fizermos isso, 35 milhões de crianças ainda correm o risco de morrer".
Segundo o Unicef, esse é o total de crianças que corre o risco de perder a vida até 2028, se não forem acelerados os progressos pelo fim da mortalidade infantil no mundo.
Doenças
O relatório da agência cita pneumonia, diarreia e malária como as principais causas de morte entre os menores de cinco anos. Por dia, cerca de 6 mil crianças morrem por essas doenças.
A desnutrição é responsável por quase metade das mortes. O Unicef lembra que o primeiro mês de vida é o mais frágil: somente no ano passado, 3 milhões de recém-nascidos morreram, a maioria de causas que poderiam ser prevenidas.
Apesar de progressos na África Subsaariana, a região ainda tem as taxas mais altas de mortalidade infantil no mundo. O relatório aponta para 98 mortes a cada mil nascimentos.
Além do Unicef, a pesquisa envolveu a Organização Mundial da Saúde, o Banco Mundial e o Departamento das Nações Unidas para os Assuntos Económicos e Sociais.
*Apresentação: Leda Letra.
LEIA TAMBÉM NO MEU BLOG INFOATIVO.DEFNET - 

UMA VIOLÊNCIA COTIDIANA E BANAL? A VIOLAÇÃO DE DIREITOS HUMANOS DE CRIANÇAS COM DEFICIÊNCIA http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2013/06/uma-violencia-cotidiana-violacao-de.html

quarta-feira, 17 de julho de 2013

CONVENÇÃO/ONU/PESSOAS COM DEFICIÊNCIA - IV CONFERÊNCIA DOS ESTADOS-PARTES em NOVAYORK

Conferência da ONU discute formas de melhorar educação e emprego de pessoas com deficiência

(imagem - foto colorida de uma menina de Madagascar que está aprendendo a sua língua de sinais - fotografia de UNICEF/Dia Styvanley)
Cerca de 80% dos mais de um bilhão de pessoas com deficiência no mundo estão em idade de trabalhar e enfrentam desafios físicos e sociais para conseguir qualificação e emprego, afirmou a ONU. Para encontrar formas de melhorar o padrão de vida e emprego das pessoas com deficiência, os Estados-Membros estão reunidos a partir desta quarta-feira (17) na sede da ONU, em Nova York, Estados Unidos, na VI Conferência dos Estados-Parte da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência.
De acordo com informações divulgadas na reunião, as pessoas com deficiência enfrentam um risco maior de viver na pobreza do que as pessoas sem deficiência, tanto nos países desenvolvidos quanto naqueles em desenvolvimento.
A Conferência, que acaba dia 19 de julho, é o maior encontro internacional sobre questões de deficiência e é realizada anualmente para facilitar a troca de experiências e ideias para a implementação da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, que foi aprovada em dezembro de 2006 e entrou em vigor em 2008.
O tratado obriga os países a assegurarem os direitos humanos a todas as pessoas com deficiência. Ele reconhece que todos são iguais perante a lei e devem ter o mesmo acesso à educação, saúde, trabalho, condições de vida adequadas e liberdade de circulação.
“Quando se trata de pessoas com deficiência, a inclusão significa que temos que fazer tudo ao nosso alcance para garantir que elas tenham as mesmas oportunidades de sucesso como todo mundo,” disse o embaixador do Quênia e presidente da Conferência, Macharia Kamau.
A Conferência acontece dois meses antes da Reunião de Alto Nível da Assembleia Geral sobre a Deficiência e o Desenvolvimento  do dia 23 de setembro, que terá como tema “O caminho a seguir: uma agenda de desenvolvimento inclusiva para 2015 e além”.

LEIAM TAMBÉM NO MEU BLOG INFOATIVO.DEFNET - 

PARA ALÉM DO PRECONCEITO - A Convenção, Cidadania e Dignidade http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2010/12/para-alem-do-preconceito-convencao.html

terça-feira, 9 de julho de 2013

SURDOS/TECNOLOGIA ASSISTIVA - Hand Talk é eleito pela ONU o melhor aplicativo de inclusão do mundo

Aplicativo que traduz português para Libras já pode ser baixado


Hand talk foi eleito pela ONU como o melhor aplicativo de inclusão social do mundo em 2013

 

Hugo é o personagem do aplicativo Hand Talk
*(imagem - foto colorida de um  smartphone com o personagem em 3D, denominado Hugo, que traduz para Libras os conteúdos em português, que pode ser baixado na App Store gratuitamente)

Na quarta-feira (3), em São Paulo, foi lançado oficialmente o aplicativo Hand Talk, ferramenta gratuita de tradução simultânea de conteúdos em português para Libras, a Língua Brasileira de Sinais. A Organização das Nações Unidas ONU elegeu o Hand Talk como melhor aplicativo de inclusão social do mundo em 2013.

A apresentação da solução foi realizada no DEMODAY da Artemísia, aceleradora de impacto que apoia negócios sociais que podem mudar o mundo. O evento foi um sucesso. Cerca de 300 convidados, entre eles: jornalistas, investidores, representantes de grandes empresas e associações de surdos que ficaram impressionados com o aplicativo e suas funções. “Estou muito feliz com essa ferramenta. Tenho certeza que irá trazer muito mais acessibilidade à comunidade surda”, disse M. Inês Vieira, coordenadora do Programa de Acessibilidade da Derdic/PUC-SP.

O aplicativo Hand Talk chega ao mercado traduzindo, em tempo real, conteúdos em áudio, texto escrito ou fotografado para Libras com o auxilio de um intérprete virtual, o Hugo, um simpático personagem em 3D que torna a utilização da solução interativa e de fácil compreensão.

Muito entusiasmado com o lançamento, Ronaldo Tenório, CEO da Hand Talk, fez questão de lembrar o propósito real do aplicativo. “Nossa ferramenta pretende auxiliar a comunicação entre surdos e ouvintes. Além disso, um dos nossos objetivos é difundir ainda mais a Língua Brasileira de Sinais em nosso país”.

Na ocasião, os sócios da Hand Talk também apresentaram mais um produto, o HT Plus, soluções empresariais sob demanda de tradução digital para Libras. Conheça mais em: www.handtalk.me/plus.

Os empreendedores afirmaram que também estão planejando o lançamento de diversos produtos que terão o Hugo no comando, trazendo mais inclusão social e acessibilidade para a comunidade surda. Para baixar o aplicativo gratuitamente na App Store acesse: www.handtalk.me/app.

segunda-feira, 24 de junho de 2013

CEGOS/LIVROS DIGITAIS - Stevie Wonder clama por livros e acessibilidade para pessoas cegas na OMPI

Stevie Wonder pede maior acesso de livros para pessoas com deficiência visual

Músico e Mensageiro da Paz da ONU defende acordo internacional para o setor; mais de 600 negociadores participam de reunião da Organização Mundial da Propriedade Intelectual, no Marrocos.
Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York. 
(imagem - fotografia do cantor Stevie Wonder, com o símbolo da ONU- Nações Unidas ao fundo) 
A Organização Mundial da Propriedade Intelectual, Ompi, está realizando uma reunião em Marrakech, no Marrocos, sobre como facilitar o acesso de livros e outras publicações para pessoas com deficiências visuais.
Mais de 600 negociadores dos 186 países membros da Ompi participam do encontro. Eles tem até o dia 28 de junho para definir um acordo sobre o tema.
Presente
O músico e mensageiro de paz da ONU, Stevie Wonder, enviou uma mensagem de vídeo aos diplomatas, onde apela à assinatura do tratado internacional.
Stevie Wonder disse que os cegos do mundo todo estão contando com os negociadores no Marrocos. Para o músico, a assinatura do acordo representa "o legado e um presente para as gerações futuras". 
Para o cantor e compositor, o novo tratado poderá "abrir as portas para os tesouros escritos do mundo, levando a um futuro onde não há barreiras para a expansão do conhecimento e do prazer da cultura, mesmo para as pessoas com deficiência visual".
Braille e Áudio
Stevie Wonder garante que caso o acordo seja alcançado, ele irá para Marrakech celebrar com as delegações que participam da reunião da Ompi.
Segundo a agência da ONU, o tratado que está sendo negociado ampliaria o acesso cegos a livros e outras publicações em formatos como Braille, audiolivros ou impressões com letras grandes.
Uma pesquisa da Ompi feita em 2006 descobriu que apenas 60 países têm cláusulas em suas leis de direitos autorais estabelecendo regras especiais em benefício das pessoas com deficiência visual, como versões de livros em Braille ou em áudio.
A União Mundial dos Cegos calcula que de 1 milhão de livros publicados por ano, menos de 5% estão em formatos acessíveis a esse público.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde, existem mais de 314 milhões de cegos e deficientes visuais no mundo e 90% vivem em países em desenvolvimento.
LEIAM TAMBÉM NO BLOG  INFOATIVO.DEFNET - 

UMA LUZ NO FIM DO LIVRO http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2010/09/uma-luz-no-fim-do-livro.html

quinta-feira, 13 de junho de 2013

ALBINOS/DIREITOS HUMANOS - ONU aprova resolução contra a discriminação de Albinos

Conselho de Direitos Humanos condena discriminação contra albinos

Resolução foi aprovada em Genebra nesta quinta-feira; países pedem medidas que garanta a segurança das pessoas com a condição. 
(imagem - fotografia colorida do amplo salão do Conselho de Direitos Humanos da ONU, com as mesas em formato arredondado e concêntricas, com um belo teto onde o azul é predominante)
O Conselho de Direitos Humanos adotou uma resolução que condena ataques e discriminação de pessoas albinas. O documento foi aprovado nesta quinta-feira, em Genebra.
O órgão também pede medidas para garantir a proteção de pessoas com albinismo. A resolução foi uma proposta das nações africanas.
Investigação
Na alteração genética, ocorre uma falha na produção de melanina, causando ausência parcial ou total da pigmentação da pele, olhos e cabelos.
Os países que fazem parte do Conselho de Direitos Humanos pedem garantias da prestação de contas, através de uma conduta imparcial e da investigação rápida e eficaz dos ataques contra albinos.
Objetivos
O embaixador de Angola junto às Nações Unidas em Genebra, Apolinário Jorge Correia, destacou em entrevista à Rádio ONU a promoção dos direitos dos albinos como objetivo fundamental da resolução.
"Ainda há tendências, em algumas sociedades, onde é visível a discriminação contra os albinos. Estes têm dificuldades de encontrar emprego e de se inserir na sociedade, porque ainda há preconceitos. Esta resolução visa, precisamente, acabar com esses estereótipos. É uma resolução do grupo africano que foi apoiada por outros países fora do continente e passou por consenso."
Bruxaria 
Segundo a ONU, na Tanzânia, onde os ataques contra albinos são recorrentes, houve 72 homicídios desde 2000. Os casos estão geralmente ligados à bruxaria.
A resolução prevê ainda que seja garantido o acesso das vítimas e das suas famílias a remédios apropriados e à Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência.
Resposta
O embaixador Correia falou da situação dos albinos em Angola.
"A importância é lutar para a promoção e igualdade para os direitos dos Albinos. Em Angola estamos avançados, já temos a Associação de Apoio aos Albinos de Angola, para combater este tipo de discriminação e marginalização que ainda existia."
O Conselho pediu ao Escritório do Alto Comissariado para os Direitos Humanos que apresente um relatório preliminar sobre os ataques e a discriminação contra as pessoas com albinismo na próxima sessão.