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quinta-feira, 29 de maio de 2014

AIDS/OMS - Estabelecidas metas para combater HIV/AIDS na América Latina e Caribe

OMS - NOVAS METAS PARA COMBATER HIV/AIDS  NA AMÉRICA LATINA E CARIBE SÃO ESTABELECIDAS

(imagem - foto colorida de duas mulheres, uma vestida de camiseta rosa e sendo coletado sangue pela outras de blusa marrom e calça jeans - Centro de Testagem e Aconselhamento no Rio de Janeiro providencia informação, aconselhamento e testes confidenciais. Foto: ONU/ A Waak)
Para reduzir novas infeções pelo vírus HIV, melhorar a qualidade de vida das pessoas com aid,s e diminuir sua mortalidade, países da América Latina e Caribe estabeleceram, nesta quarta-feira (28), no Primeiro Fórum de Latino-americano e do Caribe sobre a Atenção Contínua ao HIV, as novas metas a serem alcançadas até 2020.
Intituladas “90-90-90″, as metas pretendem aumentar em 90% a proporção de pessoas com HIV que saibam seu diagnóstico;  aumentar para 90% aquelas que recebem tratamento antirretroviral; e que 90% das pessoas em tratamento tenham sua carga viral suprimida. Conheça mais detalhes de cada um destas metas neste link.
Segundo o chefe da unidade de HIV, Hepatite, Tuberculose e Infeções de Sexualmente Transmissíveis da Organização Mundial de Saúde (OMS), Massimo Ghidinelli, “se queremos que mais pessoas recebam tratamento e tenham a carga viral suprimida, é essencial que conheçam seu diagnóstico e iniciem um tratamento de forma rápida”.
Cerca de 1,8 milhão de pessoas viviam com o vírus HIV na América Latina e Caribe em 2012. Este ano houve, aproximadamente, 98 mil novas infeções, segundo o Escritório do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (UNAIDS).
fonte - http://www.onu.org.br/oms-novas-metas-para-combater-o-hivaids-na-america-latina-e-caribe-ate-2020-sao-estabelecidas/

terça-feira, 6 de maio de 2014

POLIOMIELITE/EPIDEMIAS - OMS lança alerta sobre a emergência internacional da Pólio

Disseminação da pólio é emergência pública internacional, diz OMS

A Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou que a disseminação da pólio é uma emergência pública de saúde internacional.
Ativista aplica vacina contra pólio em criança de Aleppo, na Síria (Reuters)
(imagem - foto colorida de uma menina síria, em Alleppo, zona de guerra permanente, recebendo a vacina anti-pólio, apenas uma gota que pode lhe mudar o futuro todo, para além da guerra, como em todos os outros locais onde a poliomielite voltou com força total....apenas um mão estendida de um ativista, mas que precisa de urgentemente ter outras em ação contra a pólio - fotografia reuters)

O surgimento de casos na Ásia, África e Oriente Médio, segundo a agência, é um "evento extraordinário" e é necessária uma "resposta internacional" coordenada.
"As condições para uma emergência pública de saúde internacional foram alcançadas", afirmou Bruce Aylward, diretor-geral assistente da organização.
Aylward deu a declaração depois da reunião de emergência da semana passada, ocorrida em Genebra, que discutiu justamente a doença e incluiu representantes dos países afetados.
"A disseminação internacional da pólio em 2014 constitui um 'evento extraordinário' e um risco para a saúde pública para outros países para o qual uma resposta coordenada internacional é essencial", informou o Comitê de Regulação de Emergência da OMS em uma declaração oficial.
"Se não for controlada, esta situação poderá resultar no fracasso da erradicação global de uma das mais graves doenças que podem ser evitadas com vacinas."
A OMS afirma que países como Paquistão, Camarões e Síria representam "a maior ameaça de maior exportação do vírus da pólio em 2014".
A agência recomendou que cidadãos dos países afetados pela doença que forem viajar para o exterior levem certificados e provas de que foram vacinados.
Segundo a correspondente da BBC em Genebra Imogen Foulkes, esta é a segunda vez na história da OMS que a agência faz este tipo de declaração. A primeira vez ocorreu durante a epidemia de gripe suína em 2009.
A pólio é uma doença infecciosa causada por um vírus que invade o sistema nervoso e pode chegar a causar paralisia total.
Em um em cada 200 casos, essa paralisia é irreversível. As principais vítimas são crianças até de cinco anos.

Violência

O vírus da pólio é considerado endêmico em três países: Paquistão, Afeganistão e Nigéria. Mas os ataques e violência contra as campanhas de vacinação, ocorridos principalmente no Paquistão, permitiram que o vírus se espalhasse através das fronteiras.
A Síria, que havia 14 anos não registrava casos, voltou a ser infectada com o vírus vindo do Paquistão.
Os refugiados estão fugindo da Síria para a Jordânia, Líbano e Turquia e checar se todos eles foram vacinados será impossível, afirmou a correspondente da BBC em Genebra.
Segundo a OMS, no total são dez países infectados pela pólio: Afeganistão, Camarões, Guiné Equatorial, Etiópia, Iraque, Israel, Nigéria, Paquistão, Somália e Síria.

No Brasil

O Brasil, assim como todos os países das Américas, faz parte do grupo de países que não registram casos de pólio há mais de uma década, segundo a OMS.
Segundo o Ministério da Saúde, não há registro de casos de poliomielite no Brasil desde 1990.
"Além disso, o país possui certificado da Organização Mundial de Saúde (OMS) de eliminação da doença e, anualmente, o Sistema Único de Saúde (SUS) realiza campanhas de vacinação, com coberturas superiores a 95%, o que confere alto grau de proteção à população brasileira", afirmou o Ministério em nota enviada à BBC Brasil.
"Em relação ao comunicado da OMS, o documento não faz restrição de viagens para os países que tiveram circulação do vírus nos últimos meses. Entretanto, recomendamos aos brasileiros que queiram visitar estes países que mantenham atualizada a caderneta de vacinação. A vacina contra a poliomielite é ofertada gratuitamente nos postos de saúde."
FONTE - http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2014/05/140505_polio_epidemia_alerta_fn.shtml

sexta-feira, 11 de abril de 2014

VÍRUS H1N1/GRIPE A/BIOTECNOLOGIA - Estudo britânico questiona o uso de Tamiflu como antiviral

Estudo questiona eficácia e bilhões gastos em tamiflu

Em 2009, em meio à pandemia de gripe A (chamada inicialmente de gripe suína), vários governos - entre eles o brasileiro - gastaram bilhões de dólares na compra de um remédio que, segundo um novo estudo, não seria mais eficiente do que um analgésico comum.
Tamiflu (Reuters)
(imagem- foto de caixas do medicamento Tamiflu 75mg, o Oseltamivir, da matéria da BBC)

Segundo Cliqueuma análise da Cochrane Collaboration, uma rede independente e global de pesquisadores e profissionais de saúde, o medicamento antiviral tamiflu (oseltamivir) não evita a disseminação da gripe e nem reduz as complicações perigosas da doença, apenas ajuda com os sintomas.
No combate ao vírus H1N1, o medicamento não seria mais eficaz do que um paracetamol, analgésico popular usado em vários países.
A Roche, fabricante do tamiflu, e outros especialistas afirmam, entretanto, que a análise do Cochrane Collaboration apresenta falhas.
O medicamento foi receitado em larga escala durante a epidemia de gripe suína em 2009 em vários países do mundo.
Na Grã-Bretanha, o Tamiflu começou a ser estocado em 2006, quando algumas agências de saúde previam que uma pandemia de gripe que poderia matar até 750 mil pessoas na Grã-Bretanha. O governo britânico gastou 473 milhões de libras (quase R$ 2 bilhões) na compra do medicamento.
No Brasil, o Ministério da Saúde gastou R$ 400 milhões comprando uma quantia de tamiflu suficiente para 14,5 milhões de pessoas. Segundo o ministério, foram adotados critérios técnicos "que levaram em conta a previsão de 10% da população brasileira", e o tamiflu era o tratamento recomendado "para casos graves e pessoas com fatores de risco".

Dados

Companhias farmacêuticas não publicam todos os dados de suas pesquisas. O relatório do Cochrane resultou de um grande esforço para conseguir a liberação de dados que não tinham sido divulgados a respeito da eficácia e dos efeitos colaterais do tamiflu.
Segundo o documento, o medicamento reduziu a persistência dos sintomas de gripe de sete dias para 6,3 dias em adultos, e para 5,8 dias em crianças. Mas, os autores do relatório dizem que remédios como o paracetamol poderiam ter um efeito semelhante.
O grupo Cochrane questiona também as alegações de que o tamiflu evitava complicações como o possível desenvolvimento da pneumonia, dizendo que os testes foram precários e que não foi possível detectar um "efeito visível" neste sentido.
Outro argumento usado para defender a estocagem do tamiflu foi o de o remédio diminuía a velocidade com que a doença se espalhava, para dar tempo aos cientistas para o desenvolvimento de uma vacina.
Os autores do relatório afirmaram que "este caso simplesmente não foi provado" e que "não há uma forma confiável de estes medicamentos evitarem uma pandemia".
A análise também afirmou que o tamiflu tem uma série de efeitos colaterais, incluindo náuseas, dores de cabeça, eventos psiquiátricos, problemas renais e hiperglicemia.
"Acho que o total de 500 milhões de libras (investidas pela Grã-Bretanha) não beneficiou a saúde humana de nenhuma forma e nós podemos ter prejudicado as pessoas", disse à BBC Carl Heneghan, professor de medicina na Universidade de Oxford e um dos autores do relatório.
"Eu não daria (tamiflu) para alívio de sintomas, daria paracetamol", disse à BBC Tom Jefferson, epidemiologista clínico e ex-clínico geral.
Os pesquisadores do grupo Cochrane Collaboration não culparam indivíduos ou organizações em particular e afirmaram que ocorreram falhas em cada passo do processo, desde a fabricação, passando por órgãos reguladores e chegando até o governo.

'Estatísticas erradas'

A fabricante do remédio, a Roche, e alguns especialistas discordam das conclusões da análise do grupo Cochrane.
A Roche alertou que a análise "pode ter implicações graves para a saúde pública".
Daniel Thurley, diretor médico da Roche na Grã-Bretanha disse à BBC que os resultados dos testes do medicamento foram divulgados para os órgãos reguladores e lembrou que cem países no mundo todo "aprovaram o tamiflu para tratamento e prevenção da gripe".
Thurley disse que o grupo Cochrane usou estatísticas "erradas" que acabaram "subestimando sistematicamente os benefícios" do remédio e usaram métodos "pouco ortodoxos para analisar os efeitos colaterais".
"Um dos desafios que temos aqui é saber realmente o que eles fizeram", concluiu.
Wendy Barcley, que pesquisa o vírus da gripe no Imperial College de Londres, disse que reduzir os sintomas em 29 horas seria "muito benéfico", em particular para crianças.
"Tamiflu funciona tão bem como qualquer remédio que conhecemos ou que esteja sendo usado. Sim, acho que eles deveriam renovar os estoques. O que mais você vai fazer em caso de pandemia? Não teremos uma vacina pelos primeiros seis meses", disse.
O Departamento de Saúde da Grã-Bretanha afirmou que o país é reconhecido como um dos "mais bem preparados do mundo para uma potencial pandemia de gripe" e "nosso estoque de antivirais é uma parte importante disso".
"Nós regularmente analisamos todos os dados publicados e vamos analisar o relatório Cochrane em detalhe", acrescentou.
Já a Organização Mundial de Saúde, que classifica o tamiflu como medicamento essencial, afirmou que "aprova uma nova e rigorosa análise dos dados disponíveis e aguardamos a análise das descobertas quando elas aparecerem".
* Com dados da redação da BBC Brasil em São Paulo
FONTE - http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2014/04/140410_tamiflu_relatorio_fn.shtml - de James Gallager - repórter de Ciência e Saúde da BBC.
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POR UMA MEDICINA QUE ENVELHEÇA COM DIGNIDADE http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2012/07/por-uma-medicina-que-envelheca-com.html

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

VIOLÊNCIA/DADOS - A ONU apresenta relatório sobre a América Latina com taxa de homicídios

ONU: América Latina é única região do mundo com aumento de homicídios


A América Latina é a única região do mundo onde o número de homicídios subiu entre 2000 e 2010, com 11 países com taxas consideradas "epidêmicas" pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e um milhão de vítimas de violência criminal em uma década. Essas informações foram divulgadas nesta terça-feira, no relatório apresentado nas Nações Unidas, em Nova York. O Brasil aparece na lista.
"Entre 2000 e 2010, a taxa de homicídios da região cresceu 11%, enquanto que, na maioria das regiões do mundo, caiu ou se estabilizou. Em uma década, mais de um milhão de pessoas morreram na América Latina e no Caribe por causa da violência criminal", alerta o estudo do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud).
Essa "epidemia de violência, acompanhada pelo crescimento e difusão dos crimes, assim como pelo aumento do temor entre os cidadãos" acontece, apesar de a América Latina "mostrar hoje em dia economias mais fortes e integradas, menos pobreza e democracias mais consolidadas", acrescenta o documento.
"Na última década, a América Latina foi cenário de duas grandes expansões: a econômica e a criminosa", resume o estudo de 285 páginas e que oferece uma visão regional da segurança cidadã para 18 países, do México à Argentina, passando pela República Dominicana.
Segundo os dados coletados, 11 países (Brasil, Colômbia, Equador, El Salvador, Guatemala, Honduras, México, Panamá, Paraguai, República Dominicana e Venezuela) apresentam um "alto nível" de homicídios, com taxas superiores a 10 em cada 100 mil habitantes. Esse percentual é considerado como um "nível de epidemia" pela OMS. Abaixo dele, estão os outros sete países analisados: Argentina, Bolívia, Chile, Costa Rica, Nicarágua, Peru e Uruguai.
O país com o menor índice de homicídio é o Chile, com 2 a cada 100 mil habitantes. Honduras lidera a lista, com 77,5, enquanto México registra 23,8, e o Brasil, 15,5.
O aumento do homicídio na América Latina afeta, sobretudo, "jovens entre 15 e 25 anos, que não trabalham, nem estudam", afirmou o moderador da apresentação do informe, Carlos Loret de Mola.
Apesar dos números alarmantes, "na maioria dos países, a taxa se estabilizou nos últimos dois, ou três anos, e existe até um grupo de países que mostra uma moderada diminuição", ressalta o documento.
Estiveram presentes a diretora do Pnud, Helen Clark, e o subsecretário-geral da ONU e diretor regional do Pnud, Heraldo Muñoz. Nos últimos 25 anos, os roubos na região triplicaram", afirmou Helen Clark, destacando que os latino-americanos "estão cada vez mais preocupados com sua segurança".
Os países da região com "alto nível" de roubos são Argentina, Bolívia, Colômbia, Equador, Guatemala, Peru, Uruguai e Venezuela. "Metade dos latino-americanos consultados acredita que segurança em seu país se deteriorou. Dois terços deixaram de sair à noite por medos ligados à insegurança", acrescentou Clark, citando uma pesquisa.
Segundo uma pesquisa mundial Gallup, apenas 43,44% dos latino-americanos responderam que se sentiam seguros ao andarem sozinhos à noite, menos do que na África Subsaariana (55,3%), Europa e Ásia Central (53%), países árabes (62,9%) e sul da Ásia (66,9%).
O estudo critica, em particular, os "grandes déficits de capacidades em matéria de Justiça e Segurança", que se refletem em "índices de impunidade alarmantes, na crise que seus sistemas carcerários atravessam e na desconfiança dos cidadãos em relação às instituições da Justiça e da Polícia".
Frente a essa situação, o PNUD reconhece que não existe uma solução mágica "para enfrentar os desafios da segurança cidadã na América Latina". O Programa afirma ainda, de forma taxativa, que "é imprescindível reconhecer o fracasso das políticas de linha-dura que foram adotadas na região e deixá-las de lado".
Nesse sentido, recomenda-se fazer uso das "experiências e lições aprendidas", como, por exemplo, a "melhora da atuação policial a partir de sua divisão por quadrantes e do trabalho próximo das comunidades", ou da "adoção de novas tecnologias para localizar pontos nevrálgicos do crime e enfocar nos esforços de prevenção".
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A VIOLÊNCIA NOSSA DE CADA DIA... Dai-nos também. http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2010/11/violencia-ou-melhor-as-variadas-formas.html

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

CHUMBO/ALERTA DA ONU - Envenenamento leva à morte e Deficiências Intelectuais

ENVENENAMENTO POR CHUMBO MATA 143 MIL PESSOAS POR ANO,  E CAUSA 600 MIL NOVOS CASOS DE DE DEFICIÊNCIA INTELECTUAL, ALERTA A ONU

(imagem - representação de cinco tonéis de tinta, com as cores azul - blue, escrito distúrbios de comportamento - behavior disorder, vermelho-red, escrito redução-reduced, rosa- magenta, escrito  Aborto espontâneo -miscarriage, Indigo - azul escuro escrito irritável-irritabled e verde-green escrito diminuição do crescimento - reduction growth, que são alguns dos efeitos colaterais gerados pela ingestão de chumbo, um metal pesado e tóxico, principalmente para crianças e mulheres grávidas, tendo em letras grandes e garrafais a frase abaixo: BAN LEAD PAINS - PROIBIR AS TINTAS COM CHUMBO, PRINCIPALMENTE EM BRINQUEDOS)
O relator especial das Nações Unidos sobre as obrigações de direitos humanos relacionadas à gestão ecológica e descarte de substâncias perigosas e resíduos, Marc Pallemaerts, pediu nesta segunda-feira (21) que os Governos aumentassem seus esforços para eliminar o uso do chumbo, especialmente em tinta e brinquedos. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS) é possível prevenir o envenenamento por chumbo, no entanto, a exposição a esse elemento ainda causa 143 mil mortes e 600 mil novos casos de crianças com deficiências intelectuais por ano.
A tinta com chumbo pode ser encontrada em casas, brinquedos, móveis e em outros objetos. A deterioração da pintura feita com tinta que contém chumbo em paredes, móveis e outras superfícies interiores gera a poeira contaminada dentro de casa, facilitando a ingestão tóxica por crianças. O chumbo tem sabor doce, fazendo com que muitas crianças ao colocar objetos na boca queiram engolir pequenas lascas de tinta.
Quando os níveis de exposição são altos, o chumbo causa danos cerebrais e ao sistema nervoso central, levando ao coma, convulsões e até a morte. As crianças que sobrevivem a esse tipo de envenenamento muitas vezes ficam com sequelas intelectuais e distúrbios comportamentais. Elas são particularmente vulneráveis aos efeitos tóxicos do chumbo porque absorvem de quatro a cinco vezes mais que adultos.
Em 1919, quando a Organização Internacional do Trabalho (OIT) recomendou a exclusão de mulheres e pessoas menores que 18 anos de atividades que envolviam o chumbo, o mundo já conhecia as consequências da exposição a esse elemento. “Não podemos esperar mais um século para acabar com o uso do chumbo, especialmente em tinta e brinquedos”, ressaltou Pallemaerts.
Durante a Semana Internacional de Ação para Prevenção do Envenenamento de Chumbo, de 20 a 26 de outubro, serão realizadas atividades voltadas para a conscientização do uso do chumbo.
Segundo a diretora da OMS para Saúde Pública e Meio Ambiente, Maria Neira, “a intoxicação por chumbo continua sendo um dos principais problemas de saúde ambiental para crianças em todo o mundo e a tinta que contém chumbo é o maior perigo para a potencial intoxicação de crianças”.
Cerca de 30 países já extinguiram o uso de tinta contendo chumbo. A Aliança Global para a Eliminação da tinta com chumbo, coliderada pela OMS e pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), estabeleceu uma meta de 70 países até 2015.

terça-feira, 24 de setembro de 2013

ALZHEIMER/OMS - Organização Mundial de Saúde lança documento sobre Demências como prioridade

DEMÊNCIA: Uma Prioridade de Saúde Pública

(imagem - o símbolo da campanha do mês de Conscientização sobre Alzheimer, da ABRAz, Associação Brasileira de Alzheimer, com o lema: EU NÃO ESQUEÇO, representado por uma mão que tem um laço de cor roxa amarrado no dedo indicador, traduzindo a questão da memória que é um dos sintomas do quadro demencial)

A Organização Mundial de Saúde (OMS) publicou o relatório “Demência: Uma Prioridade de Saúde Pública”, que apresenta dados atuais sobre o estado da demência no mundo. Segundo a OMS, um novo caso de Demência é diagnosticado a cada 4 segundos.

Apenas 8 países em todo o mundo têm um plano de atuação para as Demências. A Organização Mundial da Saúde pede aos governos de todo o mundo para desenvolverem um Plano Nacional para as Demências com soluções e abordagens que impulsionem o diagnóstico precoce, sensibilizem a opinião pública sobre a doença, reduzam o estigma e proporcionem um melhor atendimento e mais apoio aos cuidadores.

O número de casos diagnosticados de demência irá triplicar até 2050, mas a realidade continua a ser ignorada.
Em todo o mundo, cerca de 35,6 milhões de pessoas vivem com demência. Este número deverá duplicar até 2030 (65,7 milhões) e mais que triplicar em 2050 (115,4 milhões). A demência afeta pessoas em todos os países, com mais de metade dos casos (58%) em países desenvolvidos. Em 2050, este número é suscetível de aumentar para mais de 70%.

Cuidar de pessoas com demência tem um custo atualmente de mais de 604 mil milhões de dólares por ano, incluindo aprestação de cuidados de saúde e serviços sociais, assim como a redução ou perda de rendimentos das pessoas com demência e dos seus cuidadores.

FONTE - http://alzheimerportugal.org/pt/text-0-9-42-45-demencia-uma-prioridade-de-saude-publica


INFORMAÇÕES IMPORTANTES ACESSAR A ABRAz Associação Brasileira de Alzheimer - http://abraz.org.br/

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MÃES, ALZHEIMER E MÚSICA. http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2012/05/maes-alzheimer-e-musica.html

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

IDOSOS/CUIDADOS - Até 2050 número de pessoas idosas triplicará, e os seus cuidados e apoio?

Investimento em cuidado com idosos precisa triplicar até 2050, diz estudo

O número de pessoas idosas que precisam de cuidados no mundo todo deve praticamente triplicar em 2050, segundo um estudo divulgado pela organização Alzheimer Disease International.
Alzheimer (Getty)
(imagem- foto colorida de uma enfermeira diante de uma pessoa idosa, como referência aos cuidados que esta faixa etária exige, fotografia Getty imagens da matéria) 
O número de pessoas nessa situação saltará de 101 milhões para 277 milhões até lá, parte delas também sofrendo demência. Tanto que o relatório reforça o alerta para uma "epidemia global de Alzheimer".
O Mal de Alzheimer é a causa mais comum de demência, cujos sintomas incluem perda de memória, mudança de humor, problemas com comunicação e de raciocínio.
De acordo com o estudo, países como Índia e China sofrerão duros golpes, e precisam começar a planejar como lidar com o problemas.
Isso porque mais da metade das mais de 35 milhões de pessoas que sofrem com demência em todo o mundo estão em país de renda média ou baixa, de acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde).
Segundo o autor do relatório, Martin Prince, professor do Instituto de Psiquiatria do King's College de Londres, "as mudanças sociais e econômicas que estão ocorrendo nesses países vão, inevitavelmente, fazer com que seja reduzido o número de familiares disponíveis para cuidar dos idosos."
"Entre esses fatores está a redução das taxas de fertilidade, o que significam que as pessoas terão menos filhos (para cuidar delas na velhice), e o fato de que as mulheres estão estudando mais e integrando cada vez mais o mercado de trabalho, deixando-a menos disponível para fornecer esse tipo de cuidado

Apoio maior

O estudo revela ainda que à medida que a população envelhece, o sistema tradicional de cuidar dessas pessoas – feito de maneira informal pela família, amigos e comunidade – vai precisar de um apoio muito maior.
Ainda segundo o relatório, um pouco mais que uma em cada dez pessoas acima de 60 anos precisa de cuidados a longo prazo, tais como ajuda diária em tarefas como tomar banho, alimentar-se, vestir-se e usar o banheiro.
Isso pode ser um fardo para famílias, já que muitos dos parentes que cuidam do idoso precisar deixar o trabalho.
Tratar e cuidar de pessoas com demência custa atualmente 376 bilhões de libras (o equivalente a R$ 1,3 trilhão por ano), incluindo custos previdenciários, gastos na área de saúde, além da redução de ganhos.
O relatório faz diversas recomendações, como fornecer "gratificações financeiras apropriadas" para cuidadores, profissionais ou familiares.
Também sugere monitorar a qualidade do tratamento tanto em casas de repouso como o fornecido pela comunidade.
Segundo a organização britânica Alzheimer's Society, a demência é a maior crise na área de saúde que o mundo enfrenta atualmente. "Esse relatório é um alerta para governos mundo afora sobre a urgência de se investir mais em cuidado e apoio."
(Tulip Mazumdar Repórter Saúde BBC News)
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O MUNDO ENVELHECE, AS INJUSTIÇAS AINDA PERSISTEM, E, ENTRETANTOS, MEU PAI FAZ 102 ANOS..http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2012/04/o-mundo-envelhece-as-injusticas-ainda.html

terça-feira, 10 de setembro de 2013

SUICÍDIOS/SAÚDE MENTAL - Dia Mundial de Prevenção do Suicídio, que mata mais que guerras

Mortes anuais por suicídio ultrapassam as de homicídios e guerras, diz OMS

Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio é assinalado sob o lema "Estigma: uma grande barreira para a prevenção ao suicídio"; anualmente envolve um milhão de pessoas no mundo.

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova Iorque. *


(imagem- foto colorida de uma pessoa deitada sobre um banco, em primeiro plano, vestida de branco com a expressão de possível sofrimento por seus  braços sobre o rosto, com uma pessoa de azul passando ao fundo - fotografia de OMS/P.Virot)
Uma série de atividades realizadas a nível global marcam nesta terça-feira o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio.
Entre elas está uma "volta em bicleta" pelo globo como parte das iniciativas para aumentar a consciencialização para a prevenção do fenómeno, que anualmente envolve um milhão de mortes no mundo. O número corresponde a uma morte a cada 40 segundos.
Prevenção
Os eventos realizados sob o lema "Estigma: uma grande barreira para a prevenção ao suicídio" são apoiados pela Organização Mundial da Saúde, OMS, e a Associação Internacional para Prevenção ao Sucídio, Iasp.
Em entrevista à Rádio ONU, de São Paulo, o antigo especialista da Organização Mundial da Saúde, José Bertolote, falou das ações individuais para ajudar a prevenir as mortes.
Ajuda
"Eu diria um pouquinho mais de solidariedade humana. Perceber o sofrimento do outro e ter a coragem de se aproximar do outro. Muitas vezes as pessoas pensam: o que é que eu vou fazer? Eu não sou especialista, não sei o que fazer. Eu não vou fazer nada. Isso não é a melhor conduta. Eu posso não saber a solução, mas se eu me aproximo de alguém, identifico um problema, eu posso ajudar a ir procurar quem entende mais do que eu, e pode ajudar essa pessoa."
A OMS informou que o número de casos de suicídio ultrapassa o de mortes por homicídio e guerras combinados.
Problemas Mentais
A agência da ONU lembra que uma grande parte das pessoas que se matam sofrem de problemas mentais. E muitas pessoas que morrem por suicídio jamais contatam os serviços de saúde à procura de ajuda.
Para a Associação Internacional para Prevenção ao Sucídio o preconceito com pessoas que sofrem de problemas mentais ou têm pensamentos suicidas só piora a situação.
De acordo com a associação, um outro problema é a criminalização do comportamento suicida, que inibe muitas pessoas a procurarem ajuda.
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CRIANÇAS SÃO MORTAIS! - O Suicidado pedagógico http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2011/09/criancas-sao-mortais-o-suicidado.html

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

EPILEPSIAS/PRECONCEITO - Dia Nacional de Conscientização sobre Epilepsia, que é um transtorno com tratamento e solução

Um em cada 26 brasileiros teve, tem ou terá epilepsiaPESSOAS COM EPILEPSIA são vítimas de preconceito. Hoje é Dia Nacional da Conscientização sobre a Epilepsia  (epilepsia não deve ser vista como doença)
(imagem- representação gráfica de um cérebro, o nosso SNC, sistema nervoso central, de cor azul, com suas circunvoluções, de onde saem como raios luminosos azuis feixes que tem pontos brilhantes sobre o fundo escuro, publicada na matéria)
Uma em cada 26 pessoas já foi, é ou será acometida pela epilepsia. Embora seja possível controlar as crises em 70% dos casos, ao menos 40% desses pacientes, ou seja, 780 mil estão recebendo tratamento inadequado ou não recebem tratamento algum. O alerta é da Academia Brasileira de Neurologia. Para o Dia Nacional da Conscientização sobre a Epilepsia, hoje, será lançada uma campanha de conscientização com ações diversas, em diversos estados brasileiros.

As pessoas que convivem com a epilepsia muitas vezes são vítimas de preconceito e de exclusão social. Muitas se afastam do convívio com amigos e familiares, tem dificuldade de acesso à escola e ao mercado de trabalho. Segundo a Organização Mundial de Saúde 70 a 80% das pessoas com epilepsia poderiam apresentar condições de vida melhores se recebessem tratamento adequado. De acordo com o o médico do núcleo de doenças complexas da Secretaria Estadual de Saúde de Minas Gerais, Carlos Danton Machado, desmitificar a epilepsia por meio de informações corretas contribui para diminuir o preconceito sofrido pelo doente. A pessoa com epilepsia é perfeitamente capaz de levar vida normal: estudar, trabalhar, praticar esportes e conviver bem com todos.

É importante esclarecer que o transtorno não é contagioso; a pessoa saudável não pega a doença tocando em uma pessoa em estado de crise. A doença também não é um tipo de loucura e muito menos possessão demoníaca. Muita gente ainda acredita nisso, o que é triste. Mitos como estes são preconceituosos e amplificam o sofrimento”, disse.

A epilepsia é caracterizada por crises repetidas, que não sejam causadas por intoxicação ou alterações no metabolismo. Possui causas variadas como: traumatismo craniano, tumores cerebrais, sequela de sofrimento fetal e infecção do sistema nervoso. Uma porcentagem muito pequena das epilepsias tem causa hereditária.
Cerca de 70% das pessoas com epilepsia levam vida normal tomando medicamentos. Os outros 30%, que não respondem bem ao tratamento farmacológico, podem ser submetidos à cirurgia ou a outros tratamentos.
Segundo Machado, conhecer o modo de manifestação da doença e saber lidar com ela sem preconceitos é a melhor maneira de garantir uma vida melhor e mais saudável.

Diante de uma crise epilética é importante manter a calma. Posicione a pessoa de lado. Afaste os objetos que ofereçam risco. Não tente desenrolar a língua. Não coloque objetos na boca, não dê substâncias para cheirar nem dê líquidos para ela beber. Esfregar álcool, vinagre ou outras substâncias no corpo da pessoa também não são indicados. Se a crise durar mais que de 5 a 10 minutos, chame uma ambulância”, explica. O diagnóstico da epilepsia é simples e pode ser feito em uma entrevista com o médico. O tratamento também é simples e eficaz, e os medicamentos necessários estão disponíveis gratuitamente no SUS.

TIRE SUAS DÚVIDAS
O que fazer durante uma crise?
Fora do ambiente hospitalar o observador deve voltar a cabeça do paciente para o lado, se possível, sobre uma almofada ou travesseiro. Isso ajuda a proteger contra traumatismos na cabeça e também evitar que ocorra aspiração de alimentos, salivação ou vômitos para o pulmão. Não se deve tentar puxar a língua do paciente, pois o observador pode sofrer lesão grave da mão e neste tipo de crise, ao contrario dos desmaios, a língua costuma ficar em sua posição normal. Geralmente a crise dura alguns segundos a minutos e o paciente pode ser levado ao hospital com tranqüilidade, se a crise for inédita ou conforme orientação médica. Caso a crise dure mais que 5 minutos, deve-se levar o paciente imediatamente ao hospital, para que se possam usar medicamentos para abortar a crise.

Sem tratamento, há danos irreversíveis
Se fica sem tratamento por muito tempo, o prejuízo é imenso para o indivíduo e para o Estado.
São questões que reforçar o fato de que, apesar de a rede de atendimento do Sistema Único de Saúde (SUS) para portadores de epilepsia estar desenhada e implantada, ainda funciona de forma precária, assimétrica e desproporcional às necessidades dos pacientes. Os motivos são vários: o treinamento em epilepsia é insuficiente, o retorno às unidades de saúde é muito demorado, os Centros de Neurologia estão sobrecarregados (com recursos pessoais e diagnósticos insuficientes) e a comunidade não conhece bem a doença. Uma das soluções capazes controlar as crises epilépticas em 50% dos pacientes com epilepsia é fazer este atendimento na rede básica de saúde.

Atualmente a ABN atua nesse sentido, participando da  Comissão do Ministério da Saúde/OPAS para elaborar o Caderno de Ações Básicas de Saúde (CAB) em epilepsia para capacitar os profissionais que atuam neste nível de atendimento.
Para a população em geral, o risco de ter epilepsia é de 1%
Para a população em geral o risco de ter epilepsia é de 1%. Se um dos pais apresentar a doença, esse risco aumenta para 2 a 4 %. Porém se os dois tiverem crises, o risco pode chegar a 30%. Já para irmão gêmeos, quando um deles tem crises epilépticas, o risco para o outro é de 10 a 20 % se não forem gêmeosidênticos é de 80% se forem idênticos.

O exame mais importante para o diagnóstico de epilepsia é o Eletroencefalograma (EEG), que pode ser realizado no intervalo ou durante as crises, quando então a chance de identificar o local e a causa do problema é bem maior. O EEG ajuda o médico na classificação do tipo de epilepsia, na escolha da medicação mais adequada, na definição do tempo de tratamento e na programação de outros exames complementares como, por exemplo, a Tomografia Computadorizada e a Ressonância Magnética que podem identificar lesões cerebrais e constatar a causa da epilepsia. Quando se identifica uma causa que provoque a epilepsia, esta é designada por “sintomática”, ou seja, a epilepsia é apenas o sintoma pelo qual a doença subjacente se manifestou; em 65% dos casos não se identifica nenhuma causa, é a epilepsia “idiopática”.

A escolha da medicação antiepiléptica a ser utilizada é feita com base no tipo de crise apresentada pelo paciente e resultado dos exames complementares. 70% das pessoas com epilepsia têm as crises completamente controladas com esses medicamentos. E o primeiro passo para o controle adequado das crises é o uso coreto destas medicações, respeitando rigorosamente a orientação do médico quanto às doses e horários em que devem ser tomadas. Em geral a medicação deve ser usada por anos ou até o final da vida. Para os 30 % restantes que não controlam as crises com medicamentos, há alternativas, como o tratamento cirúrgico, que promove a remoção da parte do cérebro que dá origem à descargas elétricas que causam a crise. Em determinadas situações o médico pode recomendar a mudança no padrão alimentar, que pode levar a uma alteração no metabolismo do paciente, favorecendo o controle das crises.

PROGRAMA
Atendimento Integral do HC
O Grupo de Epilepsia do Hospital de Clínicas da UFPR realiza atendimento ambulatorial de epilepsia de difícil controle em adultos, desde 1992; videoeletrencefalografia, desde 1994; e cirurgia de epilepsia, desde 1996. Em maio de 1997, foi credenciado pelo Sistema Único de Saúde do Ministério da Saúde como um dos oito centros nacionais de referência para exploração e tratamento cirúrgico de epilepsia.

Nos dois ambulatórios de epilepsia são atendidos, semanalmente, de 40 a 45 pacientes e, mensalmente, são realizadas de oito a dez explorações e três a quatro cirurgias. Para o atendimento integral aos pacientes com epilepsia, o Programa conta com vários profissionais de diversas áreas.

QUAIS SÃO AS CAUSAS DA APILEPSIA?
Muitos fatores, genéticos ou adquiridos podem causar lesão nos neurônios a ponto de causar epilepsia. As causas mais frequentes são:

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

SAÚDE MENTAL/OMS - Lançado um guia para os estresses pós-traumáticos

OMS lança guia para problemas mentais causados por traumas

Programa de Ação Global de Saúde Mental vai abranger pessoas que sofram da disordem de estresse pós-traumático; documento foi preparado pela agência da ONU e pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados, Acnur.

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.
(imagem - foto colorida de um rosto humano que expressa angústia e sofrimento, fotografia da Rádio ONU, segundo a qual tem suas etiologias e aumento ligados às grandes cidades) 
A Organização Mundial da Saúde, OMS, lançou, nesta terça-feira, um novo guia com protocolos clínicos para o tratamento de doenças mentais causadas por traumas ou perdas.
Segundo a agência da ONU, as doenças mentais são comuns, incapacitantes e geralmente, não são tratadas. O Programa de Ação Global de Saúde Mental da OMS foi criado em 2008 e agora, a organização decidiu incluir os cuidados com o transtorno de estresse pós-traumático.
Violência
Dados da Organização Mundial da Saúde mostram que os eventos traumáticos e as perdas são comuns nas vidas das pessoas. Um estudo da agência feito em 21 países revelou que 21,8% sofreram algum tipo de violência. Mais de 16% tiveram experiências com guerras e 12% sofreram com a perda de uma pessoa querida.
Para tratar destas pessoas, o novo protocolo produzido em conjunto pela OMS e pelo Alto Comissariado da ONU para Refugiados, Acnur, diz que o atendimento inicial pode ser feito nos hospitais.
Apoio
Segundo o documento, os trabalhadores de saúde podem oferecer apoio psicosocial básico ao doente, assim como controle de estresse. Ele vão ajudar as pessoas a identificar e fortalecer os métodos para enfrentar situações e de apoio social.
O novo protocolo faz um alerta contra certos métodos populares de tratamento, como por exemplo, o uso de remédios que tenham como princípio básico a benzodiapezina, muito usada para controlar a ansiedade.
A OMS diz que o medicamento não deve ser utilizado para casos de transtorno de estresse pós-traumático ou insônia nos primeiros meses após o a ocorrência do evento que causou o trauma.
Recuperação
A agência da ONU afirmou que o remédio pode prolongar o tempo de recuperação e que até o momento, não há nenhuma prova dos benefícios da benzodiapezina.
Ao mesmo tempo, a OMS diz que o medicamento pode ser usado para o tratamento de outras doenças mentais.
Para Mark Van Ommeren, médico do Departamento de Saúde Mental da OMS, o Tept, como é chamado o transtorno, deve ser controlado como outras doenças mentais.
Ele afirmou que o novo guia vai orientar os funcionários de saúde no mundo inteiro no tratamento de adultos e crianças que sofrem de condições especificamente relacionadas ao estresse.
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SOMOS TRABALHADORES COM "SAÚDE"? COM DOR OU ARDOR NAS LUTAS E LABUTAS? ATÉ QUANDO? http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2013/05/somos-trabalhadores-com-saude-com-dor.html

quarta-feira, 10 de abril de 2013

SAÚDE PÚBLICA/RECURSOS - Apesar de crescimento nos gastos em/com Saúde, Brasil vive contradição

Gastos públicos crescem, mas modelo de saúde ainda vive contradição no Brasil
Apesar do investimento substancial em saúde nos últimos anos, o Brasil ainda vive uma contradição: é um país onde a população paga de seu próprio bolso mais de 50% dos gastos no setor, embora tenha um sistema público de saúde ''gratuito e universal''.
*(imagem - foto de uma reportagem de jornal com o título "Fila em posto chega a ter 2 mil pessoas" - com a fotografia colorida, ao centro, de uma uma mulher na porta do posto com um papel na mão com a legenda dizendo que a pessoa espera há 8 meses por um tratamento para sua bursite)
A contradição é apontada por especialistas com base em dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) compilados pela BBC Brasil.
Parcela do orçamento dos governos investida na saúde *Os números revelam que, em 2011 - os últimos dados disponíveis - os gastos privados com a saúde responderam por cerca de 54% das despesas totais na área, enquanto que o governo financiou os 46% restantes.  
A taxa é inversamente proporcional à de muitos países ricos e de alguns emergentes, em que a maior parte dos investimentos na saúde é feita pelos governos, como é o caso da Noruega (86%), Luxemburgo (84%), Grã-Bretanha (83%) e Japão (80%), além de Turquia (75%), Colômbia (74%) e Uruguai (68%).
Segundo a OMS, no Brasil a parcela do orçamento federal destinada à saúde (em torno de 8,7%) também é menor, inclusive, do que a média dos países africanos (10,6%) e a média mundial (11,7%). Dez anos atrás, no entanto, a situação era ainda pior: apenas 4,7% dos gastos públicos eram investidos na saúde.
Os dados também mostram que o gasto anual do governo com a saúde de cada brasileiro (US$ 477 ou R$ 954), apesar de ter mais do que dobrado na última década, permanece em um patamar inferior à média mundial (US$ 716 ou R$ 1432) e representa apenas uma fração do que países ricos destinam a seus cidadãos.
Em Luxemburgo, por exemplo, que lidera a lista, o governo gasta, por ano, US$ 5,8 mil (R$ 11,6 mil) na saúde de cada habitante, ou 12 vezes o valor do Brasil.
Países vizinhos, como Argentina (US$ 869 ou R$ 1.738) e Chile (US$ 607 ou R$ 1.214), também destinam mais recursos na saúde de seus habitantes.
"Os dados evidenciam que o nosso sistema público de saúde está subfinanciado e necessita de mais aportes de modo a permanecer gratuito e universal", defende Lígia Bahia, professora da UFRJ e uma das maiores especialistas do setor no Brasil.

Bolsa-saúde?

Especialistas também criticaram um eventual pacote de estímulos a operadoras de assistência médica privadas como forma de desafogar a saúde pública e ampliar o número de atendimentos na área.
''Esse dinheiro deveria financiar o SUS, que necessita de mais recursos. Do contrário, trata-se de um passo à privatização do sistema de saúde'', argumenta Thelman Madeira de Souza, ex-funcionário do Ministério da Saúde e analista da área.
Conforme noticiou o jornal Folha de São Paulo no final de fevereiro, o governo teria mantido conversas internas para lançar medidas de incentivo aos planos de saúde, incluindo desonerações fiscais e linhas de financiamento.
Em nota enviada à BBC Brasil, entretanto, o Ministério da Saúde negou a informação.
''Não foi apresentada, nem discutida pelo governo federal proposta de ampliar a isenção fiscal do Imposto de Renda para planos de saúde. Essa proposta não existe na agência regulatória da ANS.''
PARCELA DO ORÇAMENTO INVESTIDA EM SAÚDE -
Suíça – 21%
Holanda – 20,6%
Argentina – 20,4%
Estados Unidos – 19,8%
Colômbia – 18,5%
Alemanha – 18,5%
Japão – 18,2%
Noruega – 17,7%
Chile – 15,1%
China – 12,5%
Brasil – 8,7%
Índia – 8%
Afeganistão – 3,3%
Média mundial – 11,7%
Fonte: OMS/2011

Gasto em saúde por habitante (em US$)*

Luxemburgo – 5,8 mil
Noruega – 4,8 mil
Holanda – 4,4 mil
Estados Unidos – 3,9 mil
Suíça – 3,6 mil
Argentina – 869
Chile – 607
Brasil – 477
Nigéria – 51
Média mundial – 716
Fonte: OMS/2011
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SAÚDE MENTAL: quando a Bioética se encontra com a Resiliência.http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2012/10/saude-mental-quando-bioetica-se_11.html