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sexta-feira, 27 de outubro de 2023

ALZHEIMER&PREVENÇÃO - Pesquisa indica qual fruta reduz risco de Alzheimer

 Pesquisa indica qual fruta reduz risco de demência; você costuma consumir?

Estudo da Universidade de Cincinnati mostra como uma fruta, rica em antocianinas, pode ajudar a prevenir distúrbios cognitivos e Alzheimer

(imagem publicada na matéria - um cérebro azul dentro de um perfil humano também azul, saindo de dentro das circunvoluções do cérebro uma nuvem simbolizando perdas das memórias)

Uma pesquisa conduzida pela Universidade de Cincinnati, nos Estados Unidos, lançou uma luz sobre o poder dos alimentos naturais em nossas vidas.

Segundo a pesquisa, participantes com sobrepeso e declínio cognitivo, entre 50 a 65 anos, viveram melhorias significativas após o consumo diário de mirtilo, ou “blueberry” para os americanos, durante um período de três meses.

Os detalhes da pesquisa

No teste que durou por volta de 90 dias, os voluntários foram separados em dois grupos, sendo eles:

  1. grupo – Consumiu um placebo em pó com água;
  2. grupo – Já o outro grupo consumiu mirtilo na mesma consistência e em uma quantidade equivalente a meia xícara da fruta.

O uso de mirtilo neste formato foi planejado para garantir que o teste fosse executado às cegas.

O que aconteceu ao final do período de testes?

No término do experimento, os médicos identificaram melhoras significantes no desempenho das tarefas ligadas a acesso lexical dos pacientes que consumiam mirtilo, além de menor interferência de informações estranhas na memória e outros benefícios relacionados ao processo cognitivo.

Os resultados deste estudo são promissores para o futuro do tratamento de distúrbios cerebrais, incluindo o Alzheimer.

Por que os mirtilos são benéficos para a cognição humana?

A resposta para esta pergunta está na composição química destas pequenas frutas de cor violeta. Os mirtilos são ricos em antocianinas, micronutrientes responsáveis pela coloração da fruta.

Encontradas na maioria das frutas vermelhas, as antocianinas atuam como anti-inflamatórios e defensores contra radicais livres, devido a seu alto potencial antioxidante. Isso explica os impactos positivos dos mirtilos na memória, atenção e funções executivas, comprovados pelo estudo.

Na corrida contra o relógio para prevenir e tratar distúrbios cerebrais, a natureza mais uma vez se mostra uma aliada valiosa.

A inclusão da pequena fruta na dieta diária pode representar um passo importante para melhor qualidade de vida à medida que envelhecemos.

FONTE - https://catracalivre.com.br/saude-bem-estar/pesquisa-indica-qual-fruta-reduz-risco-de-demencia-voce-costuma-consumir/

LEIAM OUTRAS MATÉRIAS E TEXTOS SOBRE ALZHEIMER NO MEU BLOG - INFOATIVO DEFNET

Alzheimer não é  uma piada, mas pode ser poesia de vida - https://infoativodefnet.blogspot.com/2011/06/alzheimer-nao-e-uma-piada-mas-pode-ser.html

terça-feira, 10 de janeiro de 2023

Paralisia Cerebral&Metaverso - Grupo propõe uso do metaverso na reabilitação de pessoas com deficiência

 Grupo propõe uso do metaverso na reabilitação de pessoas com deficiência

Com apenas computador e boa conexão com internet, telerreabilitação em pessoas com paralisia cerebral auxiliou no engajamento e na melhora de desempenho, além de estimular a prática de atividade física







(imagem da matéria - Jornal da USP - uma mulher com celular na mão ao lado de uma criança com deficiência sentada em cadeira de rodas, em frente a uma tela de televisão com imagem de uma ilustração com criança e bolinhas coloridas) 

O metaverso é um mundo virtual que tenta replicar a realidade por meio de dispositivos digitais. Ao entrar no metaverso é possível identificar construções, cômodos, móveis, encontrar outras pessoas, por meio de seus avatares, e conversar com elas de modo semelhante a se estivessem no mundo real, o que é caracterizado, por exemplo, com o volume da voz aumentando ou diminuindo de acordo com a distância entre os avatares.

Um grupo da Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH) da USP, coordenado pelo professor do curso de Educação Física e Saúde Carlos Monteiro, está estudando como o metaverso pode ajudar na reabilitação de pessoas com deficiência. Um dos estudos publicados mostrou que, em pessoas com paralisia cerebral, a aplicação de tarefas em realidade virtual por meio da telerreabilitação auxiliou no engajamento, na melhora de desempenho e foi uma opção interessante para incentivar a prática de atividade física, inclusive durante a pandemia. 

Realidade virtual e paralisia cerebral

O estudo sobre a telerreabilitação de pessoas com paralisia cerebral foi realizado entre março e junho de 2020 e contou com a participação de 44 pessoas. O trabalho foi realizado durante o período de quarentena da pandemia de covid-19, que impedia a realização da terapia tradicional.

Carlos Monteiro – Foto: EACH-USP

Com um pesquisador guiando as atividades de maneira remota e com o auxílio de um responsável, os participantes realizavam as práticas desenvolvidas, sendo uma delas um jogo em que os pacientes precisavam “pegar” bolinhas coloridas que caíam no visor do computador, o que era realizado pelos movimentos dos participantes, detectados pela câmera da máquina. Pessoas com paralisia cerebral apresentam distúrbios motores associados a aspectos como mudanças de sensação, aprendizado e comunicação, assim, o jogo buscava melhorar a performance motora.

Durante o jogo, a percepção de esforço dos participantes, ou seja, o cansaço das pessoas foi avaliado. A escala é baseada nas sensações sentidas durante o exercício, como fadiga muscular e aumento da frequência cardíaca e respiratória. Também foram analisadas a performance motora, medida pela precisão dos movimentos e o número de acertos e erros, e a motivação e satisfação dos participantes.

A melhora na performance no jogo não foi constante. Apesar disso, a recepção dos jogos pelos pacientes foi positiva, tendo sido considerado divertido pelos participantes, que se mostraram interessados em continuar a usar o jogo nas suas terapias.

“As pessoas gostam mais, elas têm mais motivação para fazer uma reabilitação em ambiente virtual”, comenta Monteiro sobre a vantagem desse formato de reabilitação em relação a outros.

Metaverso não imersivo

O diferencial das pesquisas realizadas pelo grupo de estudos do professor Monteiro está em não utilizar o metaverso imersivo, ou seja, aquele que utiliza óculos de realidade virtual. Com um computador ou celular e uma boa conexão com a internet é possível realizar várias tarefas no metaverso. Isso facilita o acesso das pessoas a essa forma de reabilitação e evita que elas precisem gastar com óculos virtuais caros ou se deslocar para laboratórios onde existem equipamentos avançados. Com o uso do metaverso não imersivo o terapeuta também pode atender mais de um paciente por vez e pessoas de diferentes Estados passam a ter acesso a esse tratamento. 

Apesar dessas vantagens, Monteiro lembra que o metaverso é um complemento dos métodos de recuperação tradicional, não uma substituição. “Percebemos que, quando tarefas no ambiente virtual são mais difíceis que no real, isso facilita na hora de realizar as atividades na vida real”, conta Monteiro sobre um dos pontos positivos dessa complementaridade.

Ele aponta como desafios para o amplo uso investidores acreditarem no uso do metaverso para fins de saúde, e a dificuldade de algumas pessoas para se adaptarem a plataformas digitais. Para ele, porém, o uso do metaverso na educação e saúde pode ser adiado, mas é inevitável.

 grupo também estuda o uso dessa tecnologia em outros grupos, por exemplo, em pessoas dentro do espectro autista e pessoas com síndrome de Down.

Monteiro conta que o grupo realizou a primeira corrida no metaverso para pessoas com deficiência: na pesquisa, pessoas dentro do espectro autista, por meio de comandos do teclado do computador para direcionar seus avatares, correram em um caminho predeterminado em uma ilha no metaverso. Assim, foi possível identificar que ocorreu aprendizado no controle dos movimentos de avatares. As pessoas dentro do espectro autista não só aprenderam a usar a plataforma como também descobriram sozinhas funções que aumentavam a velocidade e a performance na corrida.

O próximo projeto do grupo é o uso de avatares que se movimentam ao mesmo tempo que as pessoas. “A tecnologia irá permitir o reconhecimento do máximo de capacidade e desempenho de cada pessoa. Por meio disso, o avatar auxiliará a equilibrar dificuldades, permitindo tarefas com igualdade para todos”, diz Monteiro.

Mais informações: e-mail carlosmonteiro@usp.br, com Carlos Monteiro

FONTE - https://jornal.usp.br/ciencias/grupo-propoe-uso-do-metaverso-na-reabilitacao-de-pessoas-com-deficiencia/

terça-feira, 3 de maio de 2022

Alzheimer&Prevenção - Aplicativo tira foto dos olhos permitindo rastrear Alzheimer e TDAH

Aplicativo tira foto dos olhos e permite rastrear Alzheimer e TDAH 


imagem de divulgação da matéria - com smartphone, imagem de foto e gráfico

App pode rastrear o Alzheimer 

Identificar doenças e transtornos neurológicos de forma precoce pode ser fundamental para um tratamento mais efetivo e uma melhor qualidade de vida dos pacientes. Por conta disso, um aplicativo promete ajudar a rastrear doenças como Alzheimer e o Transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH) por meio de uma fotografia do olho.

O projeto da Universidade da Califórnia, em San Diego utiliza câmera com sensor infravermelho, presente nos celulares mais modernos, junto com a câmera de selfie convencional para analisar a pupila dos pacientes. Esse rastreamento pode ajudar a determinar as condições cognitivas de um paciente.

De acordo com os pesquisadores em um comunicado divulgado no último dia 29, o tamanho da pupila sofre alterações quando realizados determinadas atividades e algumas alterações podem ser observadas em pacientes com TDAH e Alzheimer. “Esperamos que isso abra as portas para novas explorações do uso de smartphones para detectar e monitorar possíveis problemas de saúde mais cedo”, disse Colin Barry. chefe do estudo, em comunicado. 

Outro ponto importante é facilitar o uso dessa ferramenta, já que boa parte do público com sintomas de algumas dessas doenças é idoso e pode não estar adaptado ao uso de smartphones. “Para nós, um dos fatores mais importantes no desenvolvimento de tecnologia é garantir que essas soluções sejam úteis para qualquer pessoa. Isso inclui indivíduos como adultos mais velhos que podem não estar acostumados a usar smartphones”, completa Barry.

A expectativa é que isso aumente o número de pessoas diagnosticando essas condições ainda no início dos sintomas, facilitando o tratamento. “(Irá) auxiliar na detecção e compreensão de doenças como a doença de Alzheimer. Isso pode ter um enorme impacto na saúde pública”, finaliza Eric Granholm, professor da instituição.

FONTE - Olhar Digital - https://olhardigital.com.br/2022/05/02/internet-e-redes-sociais/aplicativo-tira-foto-dos-olhos-e-permite-rastrear-alzheimer-e-tdah/

sábado, 12 de fevereiro de 2022

Saúde Mental &Pesquisas - Cientistas descobrem uma das possíveis origens da Esquizofrenia

Cientistas descobrem possível origem da Esquizofrenia

 
(Imagem na matéria - um cérebro humano e suas vascularizações sobre fundo preto)

Pesquisadores norte-americanos afirmam ter identificado a possível causa da esquizofrenia e o local do cérebro em que o distúrbio mental ocorre. De acordo com os cientistas, a condição está associada com a atividade anormal da proteína 97 (SAP97) em uma parte do hipocampo, mais especificamente o giro denteado (DG).

Publicado na revista científica Nature, o estudo que investiga as origens da esquizofrenia foi liderado por pesquisadores da USC Dornsife College of Letters, Arts and Sciences, nos Estados Unidos. Agora, novas pesquisas devem aprofundar as descobertas do grupo.

“A função reduzida da SAP97 pode muito bem dar origem ao maior aumento no risco de esquizofrenia em humanos que conhecemos, mas a função do SAP97 tem sido um mistério total por décadas. Nosso estudo revela onde o SAP97 funciona no cérebro e mostra exatamente o que as mutações associadas à esquizofrenia nessa proteína fazem com os neurônios”, explica Bruce Herring, um dos autores do estudo e professor assistente da USC Dornsife, em comunicado

Vale explicar que a esquizofrenia afeta cerca de 20 milhões de pessoas em todo o mundo. Entre os principais sintomas da condição, estão:

  • Alucinações;
  • Delírios;
  • Perda do senso de identidade pessoal;
  • Perda de memória.

  • Estudo sobre as origens da esquizofrenia

    O estudo sobre as causas da esquizofrenia investigou o comportamento das proteínas SAP97, encontradas em neurônios no cérebro. A proteína tem como função regular a sinalização glutamatérgica entre neurônios e influenciar como as memórias são criadas e armazenadas.

    Anteriormente, outras pesquisas já sugeriram que as mutações que inibem a função desta proteína podem dar origem à esquizofrenia. Segundo os autores do estudo, essas mutações estão ligadas a um aumento de 40 vezes no risco de um indivíduo desenvolver o distúrbio mental. Este é o maior aumento no risco já documentado para qualquer mutação relacionada com a condição.

    Em paralelo, os pesquisadores norte-americanos estudaram uma região do cérebro que é, em teoria, relacionada com a esquizofrenia, o giro denteado, localizado no hipocampo. É a parte que controla a memória episódica — algo como a lembrança consciente de experiências de vida associada com o lugar e o tempo em que ocorreram. Em pessoas com o distúrbio, essa memória é frequentemente afetada roedores com mutações que afetam a proteína SAP97, a equipe de pesquisadores analisou o funcionamento da região do giro denteado. Em comparação com animais sem as alterações, a atividade era anormal.

    Neurônios no giro denteado com função SAP97 reduzida mostraram aumentos extremamente grandes na sinalização glutamatérgica. Por causa disso, os cientistas entenderam que a proteína, em condições normais, deve controlar e reduzir esse tipo de sinalização.

    No experimento, o aumento da sinalização glutamatérgica no giro denteado — causado pela redução da função SAP97 — produzia déficits significativos na memória episódica dos roedores, o que permitiu associar a condição com a esquizofrenia.

    Segundo os pesquisadores, os resultados são os primeiros a confirmar onde a SAP97 está ativa no cérebro e a vincular diretamente as alterações na função do giro denteado ao desenvolvimento da esquizofrenia. Agora, é necessário seguir os estudos em humanos e, no futuro, essa descoberta pode permitir novas terapias para o tratamento do distúrbio.

    Fonte: Nature USC Dornsife  https://canaltech.com.br/saude/cientistas-descobrem-possivel-origem-da-esquizofrenia-209014/

Leiam também no meu blog INFOATIVO DEFNET - O Manicômio morreu? Para que o mantemos vivo em nós? https://infoativodefnet.blogspot.com.br/2015/05/o-manicomio-morreu-para-que-o-mantemos.html

sábado, 17 de julho de 2021

Tecnologia Assistiva & Paralisias Cerebrais - Tecnologia é capaz de ler os pensamentos de pessoa com paralisia cerebral

 

Tecnologia é capaz de ler pensamentos de pessoa com Paralisia Cerebral 

(imagem da matéria - uma representação de um cérebro humano em fundo azul cercado por algoritmos e circuitos eletrônicos) 

Mais uma pesquisa impressionante relacionada ao corpo humano acaba de ser desenvolvida por cientistas da Universidade da Califórnia, em São Francisco (UCSF). Nesse estudo, conseguiram desenvolver um circuito de eletrodos que foi implantado no cérebro de uma pessoa que teve um acidente vascular cerebral durante a adolescência. E o dispositivo conseguiu "ler" as respostas dadas pelo seu cérebro e transformá-las em frases numa tela.

Trata-se do primeiro ensaio clínico com essa tecnologia, que trabalhou com cerca de 50 palavras comuns e potencial de formular até mil frases diferentes. O homem de cerca de 30 anos, que usou o codinome BRAVO1 no estudo, atualmente utiliza um computador tátil e uma caneta presa a um boné para conseguir escrever lentamente e se comunicar.

A pesquisa é um passo em direção a descobertas que facilitem e agilizem a comunicação de pessoas que tenham sofrido paralisias do gênero. A ideia é que o circuito desenvolvido seja implantado sobre uma área do cérebro responsável pelos comandos do trato vocal. Assim, quando a pessoa envia os sinais correspondentes às palavras, a tecnologia é capaz de traduzi-las por meio de um algoritmo e transportá-las para a tela.

As palavras foram traduzidas com precisão média de 74%, com 15 palavras por minuto, e alcançaram um desempenho máximo de 93%, com 18 palavras por minuto.

Segundo Edward Chang, neurocirurgião que liderou o estudo, havia pesquisas anteriores no campo — algumas relacionada aos movimentos — mas que apenas trabalhavam com uma escrita letra a letra. Com essa pesquisa, conseguiram trabalhar um aspecto mais natural e dinâmico da fala. A equipe agora busca ampliar o vocabulário, a velocidade e precisão do sistema.

FONTE-https://www.tudocelular.com/tech/noticias/n177105/maquina-ler-pensamentos-paralisia-cerebral.html 

Leia também no blog - INFOATIVO DEFNET - SOBRE PARALISIAS CEREBRAIS - Freud e a Invenção da Paralisia Cerebral

 https://infoativodefnet.blogspot.com/2010/09/freud-e-invencao-da-paralisia-cerebral.html 

sábado, 26 de junho de 2021

COVID19&ALZHEIMER - Estudo mostra que Covid-19 causa demência similar ao Alzheimer

 Estudo mostra que Covid-19 causa demência similar ao Alzheimer


(imagem - uma representação na matéria de um esquema de cérebro com pontos luminosos como as redes neurais superposto a um laptop e mãos humanas - uma com estetoscópio - indicando a tela do computador)

Desde o início da pandemia, milhares de estudos vêm sendo conduzidos para investigar a relação e o comportamento do novo coronavírus com as demais doenças. No contexto neurológico, já foram encontradas relações entre a Covid-19 e doenças neurodegenerativas, como demência e Alzheimer. Surgiu, então, a necessidade de entender como essa associação acontece.

Para desvendar isso, cientistas da Cleveland Clinic divulgaram seus estudos recentes sobre como usaram inteligência artificial para analisar dados de pacientes com Alzheimer e Covid-19 simultaneamente, a fim de identificar a associação destas doenças por meio da medição de genes e proteínas.

O passo seguinte foi analisar duas marcas específicas do Alzheimer na condição cognitiva dos pacientes, como características da neuroinflamação e lesões microvasculares, que evidenciou onde e como o novo coronavírus promove alterações que levam a alterações cognitivas.

De acordo com um comunicado emitido pelo grupo, percebeu-se que “a Covid-19 altera os marcadores de Alzheimer implicados na inflamação do cérebro e que certos fatores de entrada viral são altamente expressos nas células da barreira hematoencefálica. Essas descobertas indicam que o vírus pode impactar vários genes ou vias envolvidas na neuroinflamação e lesão microvascular do cérebro, o que pode levar ao comprometimento cognitivo semelhante à doença de Alzheimer.”

Ao comentar a notícia, a neurocirurgiã Vanessa Holanda, Diretora de Comunicação da Sociedade Brasileira de Neurocirurgia (SBN), destaca que “há uma séria preocupação em relação às sequelas no Sistema Nervoso Central (SNC) que a infecção pela Covid-19 vem deixando. No futuro pós-pandemia ainda teremos que lidar com estas alterações e devolver à população afetada sua saúde e qualidade de vida. Informações como as deste estudo ajudam a guiar os médicos para a abordagem mais apropriada em cada caso”.

A pesquisa ainda continua e vai focar em alvos terapêuticos para os problemas neurológicos decorrentes da Covid-19.

fonte - https://medicinasa.com.br/covid-alzheimer/

Leia também no meu blog INFOATIVO DEFNET - Alzheimer não é uma piada, mas pode ser poesia de vida - https://infoativodefnet.blogspot.com/2011/06/alzheimer-nao-e-uma-piada-mas-pode-ser.html

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segunda-feira, 8 de fevereiro de 2021

Inteligência Artificial & Preconceitos - Pesquisadores criam IA capaz de identificar sinais de racismo

Pesquisadores criam IA capaz de identificar sinais de racismo

Pesquisadores da Universidade da Virgínia, nos Estados Unidos, desenvolveram um sistema de inteligência artificial (IA) que é capaz de identificar e quantificar sinais fisiológicos associados ao racismo, tecnologia apresentada em um estudo publicado recentemente no ArXiv.

Na pesquisa, 76 voluntários passaram por um Teste de Associação Implícita, método no qual preconceitos raciais implícitos podem ser detectados com base nas reações das pessoas ao olhar para imagens e palavras que devem ser associadas a expressões como “pele escura”, “pele clara”, “má” e “boa”.

Durante esse teste, foram usaram dispositivos vestíveis como um Apple Watch ou outro tipo de smartwatch, que tinham a função de medir as reações fisiológicas dos participantes ao se depararem com pessoas estranhas e possíveis ameaças, representadas pelas figuras mostradas a eles.

Em seguida, foi a vez do algoritmo de IA entrar em ação, para analisar as respostas dos voluntários e os dados obtidos pelo relógio inteligente enquanto eles faziam o teste. O objetivo era verificar se uma combinação específica de respostas fisiológicas pode nos mostrar se uma determinada pessoa está experimentando sentimentos involuntários de racismo.

Qual foi o resultado?

De acordo com os pesquisadores da Universidade da Virgínia, a IA desenvolvida por eles foi capaz de prever um “viés implícito de racismo” a partir da análise de sinais fisiológicos com uma precisão de 76,1%.

Essa precisão do algoritmo é considerada baixa, mas levando em conta que a finalidade do estudo não era criar um smartwatch capaz de detectar racistas, o resultado pode ajudar a entender melhor as associações mentais da cor escura da pele com algo negativo e as manifestações fisiológicas desse tipo de reação, como aponta o The Next Web.

Ou seja, a IA não rotula preconceito ou racismo, apenas aponta os "efeitos colaterais" associados a tais condições, embora haja a necessidade de realizar novos testes para confirmar tal capacidade.

FONTE - TECMUNDO - https://www.tecmundo.com.br/software/210581-pesquisadores-criam-ia-capaz-identificar-sinais-racismo.htm

sexta-feira, 13 de março de 2020

Alzheimer&Pesquisas - Pesquisa da UFMG pode ajudar no diagnóstico precoce do Alzheimer

PESQUISA DA UFMG pode ajudar no diagnóstico precoce do ALZHEIMER
O exame, que ainda está em fase experimental, analisa a retina do paciente para verificar a presença de uma proteína relacionada à doença
Método desenvolvido por pesquisadores da UFMG detecta acúmulo de proteína beta-amilóide através da retina. Uma vez acumulada nos neurônios, a substância prejudica os impulsos cerebrais, levando ao Alzheimer (foto: UFMG/Divulgação)

Método desenvolvido por pesquisadores da UFMG detecta acúmulo de proteína beta-amilóide através da retina. Uma vez acumulada nos neurônios, a substância prejudica os impulsos cerebrais, levando ao Alzheimer(foto: UFMG/Divulgação)

Perda de memória, repetição de perguntas, irritabilidade, dificuldade para encontrar as palavras certas. Esses são alguns dos sintomas mais comuns do Mal de Alzheimer, doença degenerativa neurológica, geralmente silenciosa no início, que atinge mais de um milhão de brasileiros. O quadro costuma se manifestar em pessoas de idade mais avançada, sendo responsável por mais de metade dos casos de demência nessa população. Porém, apesar de ser uma doença bem conhecida da Ciência, o diagnóstico é complexo. "Ele pode ser feito clinicamente, analisando os sintomas, ou através de um PET scan, exame muito caro em que o paciente precisa tomar um contraste radioativo", diz Leandro Malard, professor do departamento de física da UFMG.


Ele é um dos integrantes de um projeto que procura uma nova forma de diagnosticar o Alzheimer antes mesmo de os sintomas aparecerem. O famoso ditado diz que "os olhos são a janela para a alma", e eles também podem ser uma janela para o cérebro. "Afinal, a retina é um tecido neuronal, que vai diretamente para o cérebro", destaca Leandro Malard. Desenvolvido em parceria com pesquisadores da área de medicina e biologia, a pesquisa usa um raio laser nos olhos para detectar a presença de uma proteína chamada beta-amilóide. "Essa substância se acumula em placas nos neurônios, lesando a célula e prejudicando as sinapses, levando ao aparecimento dos sintomas do Alzheimer", explica o professor.

Testado em retinas de uma raça de camundongos que desenvolve a doença, o diagnóstico é feito através da análise do comportamento do laser após atingir a membrana. "É uma técnica óptica chamada Espectroscopia Raman. Deste modo, obtemos diversas informações, entre elas, as ligações químicas, fornecendo uma 'impressão digital' da amostra", esclarece Leandro Malard. Caso seja detectada a presença da proteína beta-amilóide na retina, é possível iniciar um tratamento precoce do Alzheimer, evitando o surgimento de alguns sintomas e melhorando a qualidade de vida do paciente.

O próximo passo da pesquisa é mostrar que os exames podem ser feitos com segurança, sem danificar a retina. "Feito isso, será hora de pedir permissão ao comitê de ética da universidade, para começar os exames em pessoas. Ainda tem toda uma legislação por trás, então ainda devem passar alguns anos antes de a tecnologia chegar ao mercado tornando-se um método de diagnóstico eficaz e não invasivo, que poderá ser usado em consultas de rotina", projeta o pesquisador.


Leia mais no meu blog INFOATIVO DEFNET -
 Alzheimer não é uma piada, mas pode ser poesia de Vida 

sexta-feira, 4 de outubro de 2019

Alzheimer&Pesquisas - Cientistas revertem um ano de Alzheimer em dois meses através de nova invenção

Cientistas revertem um ano de Alzheimer em dois meses através de nova invenção (fonte Panorama Farmacêutico)

Alzheimer
imagem publicada na matéria - um homem com o 'chapéu' com ondas eletromagnéticas e uma representação ao lado com os locais onde são emitidas no cérebro as ondas eletromagnéticas 

Neurocientistas americanos da NeuroEM Therapeutics, em Phoenix, EUA, conseguiram reverter a perda de memória provocada pela doença de Alzheimer com a utilização de um chapéu com ondas eletromagnéticas.
No estudo-piloto, realizado com apenas oito voluntários, o chapéu magnético conseguiu reverter um ano de memória perdida em apenas dois meses.
Os oito voluntários são pacientes que sofrem da doença de Alzheimer, de leve a moderada. Eles receberam um chapéu MemorEM, que utiliza emissores criados especialmente para gerar um fluxo específico de ondas eletromagnéticas através do crânio.
Os pesquisadores observaram “desempenho cognitivo aprimorado” em sete dos oito voluntários na pesquisa.
O tratamento foi realizado duas vezes por dia, durante o período de uma hora, e são muito simples de administrar em casa.
O estudo foi publicado no Journal of Alzheimer’s Disease, mostrando alguns resultados, que precisam de mais pesquisas.
O biólogo Gary Arendash, CEO da NeuroEM Therapeutics, falou sobre o estudo: “Talvez a melhor indicação de que os dois meses de tratamento tenham um efeito clinicamente importante nos pacientes com DA [doença de Alzheimer] neste estudo seja que nenhum dos pacientes quis devolver o dispositivo de cabeça ao Instituto da Universidade do Sul da Flórida / Byrd Alzheimer após o estudo ser concluído”.
Segundo o biólogo, um paciente disse: “Voltei”.
O chapéu
O equipamento está sendo desenvolvido por dois cientistas que são os fundadores da NeuroEM Therapeutics.
Considerando as evidências já alcançadas, o chapéu TEMT parece capaz de deteriorar as proteínas amilóide-beta tóxicas e também as proteínas tau que foram tem forte relação com o Alzheimer: as ondas parecem ser capazes de desestabilizar as ligações fracas de hidrogênio que mantêm os aminoácidos unidos
Aparentemente essas proteínas entopem o cérebro destruindo e sufocando os neurônios necessários para manutenção das memórias, gerar fala à partir de pensamentos entre outros processos cognitivos fundamentais para nosso funcionamento.
A partir de uma série de testes cognitivos, criados para medir o nível de demência, a influência das ondas eletromagnéticas foi vista como “grande e clinicamente importante”.
Um ano de memória recuperada
A escala medida do ADAS-Cog varia entre uma média de cinco pontos para alguém sem Alzheimer, para uma média de 31 pontos para quem sofre da Doença e o estudo observou uma mudança positiva na média que foi de mais de quatro pontos em sete dos oito voluntários.
Esse nível de mudança, de quatro pontos, corresponde a uma redução cognitiva de mais de um ano em pacientes com Alzheimer.
Portanto equivaleu a um ano do impacto negativo da doença de Alzheimer na memória e pensamento revertido. Isso no espaço de dois meses de testes.
Sem efeito colaterais
O estudo também demonstrou que nenhum dos participantes pareceu sofrer efeitos colaterais ou quaisquer danos no cérebro que causados pelo tratamento com ondas eletromagnéticas.
A próxima empreitada seria um estudo bem maior, envolvendo mais pacientes com doença de Alzheimer,
A empresa está planejando um estudo envolvendo 150 voluntários para este ano. Se esse ele demonstrar que o tratamento TEMT tem eficácia e é seguro, poderá alcançar aprovação regulatória para comercialização do equipamento.
“Esses resultados fornecem evidências preliminares de que a administração do TEMT avaliada neste pequeno estudo de DA pode ter a capacidade de melhorar o desempenho cognitivo em pacientes com doença leve a moderada”, disse Amanda Smith, neurocientista da Universidade do Sul da Flórida (EUA).
Veja também:
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Alzheimer não é uma piada, mas pode ser poesia de vida - 

quinta-feira, 15 de junho de 2017

PARALISIA CEREBRAL&TECNOLOGIA ASSISTIVA - Software é criado em Santa Catarina

Software para pessoas com paralisia cerebral será apresentado na Grécia

Resultado de imagem para paralisia cerebral imagens
imagem publicada - da internet - com uma menina com paralisia cerebral usando um colar para sustentação de sua cabeça, sentada em cadeira de rodas adaptada ao seu tipo de paralisia cerebral.


Um estudo pioneiro em Santa Catarina, sobre a usabilidade de uma interface cérebro-computador aplicada a pessoas com paralisia cerebral, realizado por pesquisadores Universidade do Vale do Itajaí (Univali), e Fundação Catarinense de Educação Especial (FCEE), será apresentada, na 10ª Conferência Internacional sobre Tecnologias Pervasivas Relacionadas a Ambientes de Vida Assistida (PEtra, na sigla em inglês), que ocorre, entre os dias 21 e 23 de junho, na Ilha de Rodes, na Grécia.
A pesquisa, de autoria de Alejandro Rafael Garcia Ramirez, professor e pesquisador do Programa de Pós-graduação em Computação Aplicada (MCA/Univali), em parceria com Jéferson Fernandes da Silva, pesquisador do MCA/Univali, e a Ana Carolina Savall, da FCEE, apresenta dados sobre o desenvolvimento de um sistema chamado de Interface Cérebro-Computador, que vem sendo utilizado na FCEE por pessoas com múltiplas deficiências.
O sistema é formado por um hardware em formato de fone de ouvido com sensores para a região frontal do cérebro e um software desenvolvido pela equipe do MCA/Univali. Na parte física do equipamento, sensores captam expressões, como piscar de olhos ou levantar a sobrancelha, enquanto o software traduz a captação destes movimentos para formar palavras e frases.
O mecanismo é fruto de diversas pesquisas realizadas em conjunto pelas duas instituições, com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc). As instituições vêm trabalhando conjuntamente, desde 2012, para o desenvolvimento de soluções de comunicação para crianças que sofrem de paralisia cerebral e enfrentam desafios ocasionados por distúrbios motores, especialmente casos complexos, quando a comunicação só é possível por meio de movimentos oculares e o piscar, bem como por meio de pequenos movimentos nas mãos e nos pés.
Outras informações: (48) 3247-8233/99102-9107, com Alejandro Rafael Garcia Ramirez, professor e pesquisador do Programa de Pós-graduação em Computação Aplicada da Univali.
FONTE - https://oregionalsul.com.br/cidades/florianopolis/software-para-pessoas-com-paralisia-cerebral-sera-apresentado-na-grecia/56886
Leiam também neste blog outras matérias sobre Paralisias Cerebrais.Clique em 'pesquisar'. E conheça meu outro blog - https://infoativodefnet.blogspot.com.br

sexta-feira, 10 de março de 2017

ALZHEIMER/PESQUISAS - Cientistas mais perto de prevenir doença de Alzheimer

Cientistas mais perto de prevenir doença de Alzheimer

Uma equipe de investigadores dos EUA concluiu que a queda do nível de glicose no cérebro estimula os sintomas do Alzheimer, e propõem uma forma de combater a doença.


foto internet - Setembro Lilás com um cérebro em lilás, com lobo occipital desaparecendo....

A relação entre os baixos níveis de glicose no cérebro e o Alzheimer já era conhecida dos médicos, mas uma equipa de investigadores da Temple University, nos Estados Unidos, descobriu recentemente que esta ligação pode ser ainda mais profunda.
Num estudo publicado na revista Translational Psychiatry, a equipa liderada pelo investigador Domenico Praticò descobriu que a descida dos níveis de glicose acontece muito antes dos primeiros sintomas (a perda de memória e as dificuldades cognitivas) e pode até motivar o aparecimento desses sintomas. Além disto, os investigadores apontam neste artigo um tratamento que pode impedir a queda dos níveis de glicose, o que, em última análise, poderá significar a prevenção do próprio Alzheimer.
Os especialistas identificaram novas provas que apontam para uma ideia que já era conhecida: o envolvimento da proteína p38 neste processo. Segundo Domenico Praticò, “há agora muitas provas de que a proteína p38 está envolvida no desenvolvimento da doença de Alzheimer“. Por isso, propõem a utilização desta proteína na produção de um medicamento para prevenir a doença.
O estudo foi feito com recurso a ratos de laboratório. Os investigadores reduziram o nível de glicose no cérebro dos animais e observaram o resultado. O que aconteceu foi que os ratos a quem foi diminuído o nível de glicose sofreram um declínio no funcionamento das células do cérebro, falharam muito mais em testes de memória e registaram uma aceleração da morte celular no cérebro – sintomas que indicam o início da doença de Alzheimer.
fonte - https://observador.pt/2017/03/09/cientistas-mais-perto-de-prevenir-o-alzheimer/
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quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

ALZHEIMER-PESQUISAS - Franceses descobrem nova molécula para tratamento da doença

Cientistas franceses descobrem nova molécula que pode tratar mal de Alzheimer

Cientistas franceses descobrem nova molécula que pode tratar mal de Alzheimer

Imagem  da matéria - O Mal de Alzheimer é um quebra-cabeça para os médicos Getty Images/Andrew Bret Wallis/Andrew Bret Wallis 

Um estudo divulgado no final do ano por duas equipes de pesquisadores do Inserm, o Instituto de Saúde e Pesquisa Médica da França, traz uma nova esperança para os pacientes que sofrem de Mal de Alzheimer.
A nova molécula que pode revolucionar a vida dos pacientes se chama Interleucina 2, uma proteína do sistema imunológico que ativa a proliferação dos linfócitos reguladores, que controlam a resposta do organismo a uma inflamação. Essas células evitam que cérebro se intoxique e adoeça, permitindo ao mal que se desenvolva, matando aos poucos os neurônios.
Usada em pequenas doses, administradas por injeções, como no caso da insulina, a Interleucina 2 regula a resposta inflamatória da doença de Alzheimer e de outros males, atuando como um modulador, diz a diretora de pesquisa do Instituto, Nathalie Cartier-Lacave.
“Dadas em doses bem baixas, em diferentes tipos de doenças inflamatórias, por exemplo, como a poliartrite, o diabetes, a esclerose múltipla, temos um efeito benéfico nos pacientes”. A imunoterapia, explica, poderia interromper o processo de degeneração cerebral observado no Mal de Alzheimer, principalmente se for detectado no início. Desta forma, o tratamento poderia preservar os neurônios e ajudar o sistema imunológico a encontrar um equilíbrio.
O diagnóstico precoce, entretanto, é um desafio: clinicamente, as placas no cérebro são visíveis apenas em um estágio avançado da doença. A doença atinge cerca de 850 mil pessoas no país e a estimativa é que, em 2020, 1 a cada 4 pessoas de mais de 65 anos seja diagnosticada com o Mal. Segundo a OMS , 135 milhões terão a doença –atualmente já são 47 milhões.
A doença de Alzheimer tem um componente inflamatório importante, como já foi observado no cérebro de alguns pacientes, diz a pesquisadora, que já desenvolveu diversas terapias para a doença. Ela e o cientista David Klapzman, chefe do serviço de bioterapia do hospital Pitié Salpetrière, que durante muito tempo trabalhou com os linfócitos reguladores e a Interleucina, tentam agora achar pistas para controlar a dose exata da substância a ser administrada.
Testes em humanos
A pesquisa levou dois anos para ser terminada e foi feita por uma equipe multidisciplinar. Os testes realizados em ratos, explica a cientista, foram conclusivos.
“Nossas equipes são complementares. Trabalho há muito tempo com doença de Alzheimer, utilizando o modelo testado nos ratos. Tenho uma equipe, por exemplo, que sabe muito bem analisar o comportamento de camundongos que sofrem do Mal de Alzheimer para avaliar os problemas de memória. Tudo isso é importante para obter a prova da eficácia da molécula”.
O desafio, explica Nathalie, é adaptar os testes feitos nos camundongos nos humanos, que possuem um sistema orgânico bem mais complexo. A vantagem da Interleucina 2, diz, é que já está sendo testada em outras doenças, e já se sabe que é pouco tóxica e bem tolerada. “Então não teremos muitas dificuldades para obter autorização de testes em humanos”, declara.
Componente genético
Como uma boa parte das doenças autoimunes, os pacientes que desenvolvem o Alzheimer têm uma predisposição genética. Os doentes, explica a pesquisadora, têm um sistema imunológico que funciona de uma maneira diferente. Mas essa tendência não é determinante: depende dos estímulos recebidos por esse sistema ao longo da vida, como as infecções virais. E, contrariamente ao que muita gente pensa, a doença não é detectada apenas em idosos. Na França, por exemplo, 30 mil pessoas diagnosticadas têm menos de 60 anos.
fonte - https://br.rfi.fr/franca/20170117-cientistas-franceses-descobrem-nova-molecula-que-pode-tratar-mal-de-alzheimer
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