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segunda-feira, 8 de fevereiro de 2021

Inteligência Artificial & Preconceitos - Pesquisadores criam IA capaz de identificar sinais de racismo

Pesquisadores criam IA capaz de identificar sinais de racismo

Pesquisadores da Universidade da Virgínia, nos Estados Unidos, desenvolveram um sistema de inteligência artificial (IA) que é capaz de identificar e quantificar sinais fisiológicos associados ao racismo, tecnologia apresentada em um estudo publicado recentemente no ArXiv.

Na pesquisa, 76 voluntários passaram por um Teste de Associação Implícita, método no qual preconceitos raciais implícitos podem ser detectados com base nas reações das pessoas ao olhar para imagens e palavras que devem ser associadas a expressões como “pele escura”, “pele clara”, “má” e “boa”.

Durante esse teste, foram usaram dispositivos vestíveis como um Apple Watch ou outro tipo de smartwatch, que tinham a função de medir as reações fisiológicas dos participantes ao se depararem com pessoas estranhas e possíveis ameaças, representadas pelas figuras mostradas a eles.

Em seguida, foi a vez do algoritmo de IA entrar em ação, para analisar as respostas dos voluntários e os dados obtidos pelo relógio inteligente enquanto eles faziam o teste. O objetivo era verificar se uma combinação específica de respostas fisiológicas pode nos mostrar se uma determinada pessoa está experimentando sentimentos involuntários de racismo.

Qual foi o resultado?

De acordo com os pesquisadores da Universidade da Virgínia, a IA desenvolvida por eles foi capaz de prever um “viés implícito de racismo” a partir da análise de sinais fisiológicos com uma precisão de 76,1%.

Essa precisão do algoritmo é considerada baixa, mas levando em conta que a finalidade do estudo não era criar um smartwatch capaz de detectar racistas, o resultado pode ajudar a entender melhor as associações mentais da cor escura da pele com algo negativo e as manifestações fisiológicas desse tipo de reação, como aponta o The Next Web.

Ou seja, a IA não rotula preconceito ou racismo, apenas aponta os "efeitos colaterais" associados a tais condições, embora haja a necessidade de realizar novos testes para confirmar tal capacidade.

FONTE - TECMUNDO - https://www.tecmundo.com.br/software/210581-pesquisadores-criam-ia-capaz-identificar-sinais-racismo.htm

sábado, 30 de maio de 2015

RACISMOS/PSICOLOGIA - Os preconceitos podem ser apagados dos nossos cérebros?

Racismo e machismo podem ser apagados do cérebro

Psicólogos eliminam o preconceito racial ou de gênero durante o sono ou com choques

(imagem - a foto da matéria com o ator que representava Alex, submetido a uma máquina que lhe abria os olhos com garras e muitos eletrodos fixados na sua cabeça com uma tira que prende a mesma, no filme de Kubrick, Laranja Mecânica, citado abaixo)

No filme Laranja Mecânica (Stanley Kubrick, 1971), o protagonista é Alex, um jovem violento e sádico interpretado por um genial Malcolm McDowell. Cansado de seus espancamentos, roubos e estupros, a polícia o coloca nas mãos de sinistros médicos que injetam uma espécie de soro do bom cidadão. Para ativá-lo, submetem o rapaz a eternas sessões de imagens violentas. Finalmente conseguem que Alex sinta aversão à mera possibilidade de matar uma mosca. Mas os cientistas reais não são tão maquiavélicos: bastam para eles 90 minutos de um cochilo ou suaves descargas para apagar o machismo ou o racismo do cérebro.

São poucas as pessoas que, conscientemente, se declaram hoje machistas ou racistas. No entanto, a rejeição ao outro está na base da biologia humana. Entre os seres humanos, a suspeita contra quem não é do grupo é um extra da sobrevivência. Hoje, a cultura suavizou esse preconceito, mas mesmo que inconsciente, ele ainda está lá. Isso fica demonstrado pela tendência a contratar um homem, em vez de uma mulher, ou nos casos persistentes de violência policial contra as minorias étnicas.

Para medir esse viés, psicólogos norte-americanos criaram, há mais de uma década, o Teste de Associação Implícita (TAI). Trata-se de um jogo no qual é preciso ligar imagens com palavras, como uma imagem de uma pessoa de raça negra com termos positivos ou negativos. E isso deve ser feito o mais rápido possível, sem pensar. Seu objetivo é distrair o cérebro para enfraquecer sua capacidade de resposta consciente e deixar aflorar o que você realmente sente pelo outro. Na edição espanhola, por exemplo, é possível fazer o teste Negro-Branco, Madri-Catalunha, Jovem-Velho... Uma advertência, você pode não gostar dos resultados.
Agora, pesquisadores da Universidade Northwestern (EUA) usaram uma versão da TAI com 40 alunos, a metade homens e a metade mulheres, todos brancos. Mas seu objetivo não era verificar o seu viés social contra negros ou de gênero, mas se era possível desaprender esse preconceito. Primeiro confirmaram a validade do teste. Metade dos alunos viu imagens de negros e brancos associadas a palavras negativas ou positivas. À outra metade, foram mostradas fotos de casais de meninos e meninas, com termos relacionados com a ciência ou arte e literatura. Em uma escala de zero (sem preconceito) a 1 (preconceito máximo), a pontuação média foi superior a 0,55.
Após o treinamento, os psicólogos mostraram os resultados aos participantes e pediram para que repetissem o teste, mas com a cabeça, pensando a relação entre imagens e palavras e escolhendo as não discriminatórias. Quando acertavam, o programa emitia um som. No final da tarefa, os voluntários foram convidados a dormir durante 90 minutos. O objetivo não era que descansassem, mas aplicar o que a ciência chama de consolidação das memórias através do sono. Além de reparar, o sonho é o mecanismo que o cérebro usa para fixar na memória ou descartar as experiências e lições do dia.
Quando os rapazes estavam na fase do sono de ondas lentas, ou sono profundo, os pesquisadores começaram a emitir para metade deles o mesmo som que tinham ouvido quando associavam negros com palavras boas ou mulheres com termos de ciência. Ao acordarem, como é explicado na revista Science, eles repetiram o TAI. Comprovaram que suas pontuações de preconceito tinham diminuído para 0,17, mas apenas aqueles que tinham sido embalados pelo som. Os outros mostraram a mesma pontuação.
“Nós chamamos isso de reativação dirigida de lembranças, porque os sons reproduzidos durante o sono podem melhorar a memória para a informação reforçada com estímulos do que sem estímulos”, diz em um comunicado o diretor do Programa de Neurociência Cognitiva da Northwestern, Ken Paller. Estudos anteriores tinham mostrado que, durante o sono, era possível estimular o cérebro para fixar conhecimentos e que isso poderia ser associado a estímulos sensoriais, como odores ou sons. Mas, desta vez, foram excluídos os preconceitos de gênero ou de raça.
A coisa mais surpreendente é que essa lavagem cerebral parece persistente. Depois de uma semana, os jovens repetiram os dois exames. Aqueles que não foram estimulados com o som não variaram seus resultados. Mas os que tiveram suas memórias reforçadas durante o sono com o som ainda mostraram uma redução de estereótipos, embora menor do que quando acordaram do primeiro sono.
“É surpreendente que a intervenção sobre o sono ainda possa ter um impacto claro, mesmo uma semana depois”, comenta o principal autor do estudo, Xiaoqing Hu. “Poderíamos esperar que uma única e breve intervenção não fosse forte o suficiente para ter um impacto duradouro e que seria melhor usar mais sessões e treinamento, mas nossos resultados mostram como a aprendizagem, mesmo desse tipo, depende do sono”, acrescenta.

Choques contra o racismo

O estudo não explica o que acontece no cérebro para reduzir o preconceito contra outros. Mas outro trabalho publicado este mesmo mês pode dar algumas pistas. Usando o mesmo Teste de Associação Implícita, psicólogos do Instituto para o Cérebro e a Cognição da Universidade de Leiden (Países Baixos) mediram o preconceito contra os norte-africanos entre um grupo de estudantes holandeses. Mas, neste caso, eles foram curados do racismo com choques elétricos.
Como explicado na revista Brain Stimulation, os 60 participantes foram divididos em três grupos. Todos tiveram que fazer um TAI no qual tinham que relacionar nomes holandeses ou do norte da África com palavras positivas (paz, amor...) ou negativas (dor, tristeza...). Os pesquisadores fizeram com que os estudantes acreditassem que o objetivo do estudo era avaliar a tomada de decisão durante estimulação transcraniana de corrente direta, uma técnica que ativa ou apaga certas áreas do cérebro aplicando uma corrente elétrica de baixa intensidade que, no máximo, causa alguma queimação ou cócegas.
Na realidade, apenas metade dos participantes receberam os choques enquanto realizavam o teste durante 20 minutos. O resto recebeu a corrente por alguns segundos, embora acreditaram que continuavam ligados o resto do tempo. Os psicólogos colocaram eletrodos no córtex pré-frontal, a área do cérebro implicada no controle cognitivo, como uma porta de entrada para o inconsciente.
Comprovaram que, em comparação com aqueles que receberam o estímulo falso, os participantes cujo cérebro recebeu o estímulo elétrico, mostravam uma redução significativa do preconceito racial. Para os autores, isso sugere que ao excitar o córtex pré-frontal, os indivíduos podem controlar suas atitudes implícitas e pensamentos mais profundos. No entanto, esse mecanismo contra o racismo só funciona com o uso dos eletrodos.
Os resultados dos estudos ainda são preliminares. É necessário estudar mais quanto tempo duram os efeitos e como podem ser influenciados pelo ambiente social; e descobrir o mecanismo cerebral exato que leva a essa mudança. Além disso, segundo escreveram na revista Science Gordon Feld y Jan Born, psicólogos da Universidade de Tubinga, há o dilema ético: é aceitável modificar pensamentos e comportamentos indesejáveis?
fonte - http://brasil.elpais.com/brasil/2015/05/28/ciencia/1432828182_745841.html
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SAÚDE, BIOÉTICA E POLÍTICA – Vendem-se corpos e compram-se consciências? http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2015/04/saude-bioetica-e-politica-vendem-se.html

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quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

PESSOAS COM DEFICIÊNCIA/SEXUALIDADES - Estas pessoas e o Direito Humano a vivenciar suas sexualidades

Preso a cama de hospital, homem luta para que sexualidade de deficientes deixe de ser tabu


Um argentino paralisado desde o fim da década de 1950 está lutando pelo fim do tabu relacionado à sexualidade de deficientes no país, em meio a um debate nacional sobre a regularização de acompanhantes sexuais para essas pessoas.
BBC
(imagem - foto colorida de Norberto, deitado sobre uma cama, com uma caneca azul próxima ao seu rosto em close, do lado esquerdo, tendo ao meio o aparelho de ventilação que lhe ajuda ligado ao seu corpo, fotografia da matéria da BBC)
Norberto Butler, de 57 anos, passou a maior parte da vida em um hospital, vítima de uma epidemia do vírus da poliomielite que atingiu a Argentina no final daquela década. Desde então, ele vive em uma cama.
Depois de anos de luta, Butler conseguiu que a casa-hospital onde vive o transferisse para um quarto individual, o que, segundo ele, significa o primeiro passo para que as pessoas com deficiência explorem a própria sexualidade.
"Conheço centenas de pessoas com deficiência que não resolvem essa questão (do sexo), que não têm relações de nenhum tipo", disse Butler à BBC Mundo.
"Sei da mortificação que muitos sofrem, e este assunto é uma prioridade absoluta, porque se sente no corpo o ardor de não poder canalizar isso, ter relações com uma garota."

Acompanhante

A sexualidade de pessoas com deficiência começa, muito lentamente, a deixar de ser tabu na Argentina e se transforma em motivo de discussões nos meios de comunicação e também em conferências.
Em uma reunião recente na Assembleia Legislativa de Buenos Aires, especialistas, profissionais do sexo e ativistas pediram a regulamentação do cargo de "acompanhante sexual" e, se o pedido for atendido, a Argentina será o primeiro país da América Latina a reconhecer esse trabalho
"É uma pessoa que, depois de passar por um processo de capacitação, poderá acompanhar homens ou mulheres adultos com deficiência, de forma sexual, afetiva e erótica", disse à BBC Mundo Silvina Peirano, professora de deficiência mental e social e criadora do Sex Assistent, um serviço de formação de assistentes sexuais, assessoramento e acompanhamento criado há anos em Barcelona.
A função não é apenas manter relações sexuais com a pessoa que contrata o serviço. Os acompanhantes também podem prestar assistência a casais de deficientes que querem ter relações acomodando seus corpos e facilitando o contato físico, ajudando a colocar um preservativo, por exemplo.
"Não estamos dizendo que todas as pessoas com deficiência devam ter uma assistência sexual, mas que ela pode ser uma opção enriquecedora e válida para algumas", afirmou Silvina.
Há países em que a figura da assistente sexual está regulada pelo governo e é considerada uma terapia, caso da Suíça.

Cautela

Talvez pelo fato de o assunto estar sendo discutido apenas agora na Argentina, ainda não há muitas críticas para a proposta de reconhecimento do acompanhamento sexual para deficientes.
Mas, em outros países, a ideia foi recebida com cautela pelos que se opõem ao trabalho sexual, em geral, ou pelos religiosos que promovem a abstinência. A proposta também recebeu críticas dos próprios deficientes.
Mik Scarlet é um reconhecido autor britânico que há anos milita para acabar como tabu da sexualidade das pessoas com deficiência na Grã-Bretanha.
Em uma entrevista no ano passado ao jornal The Guardian a respeito do debate sobre a contratação de acompanhantes, Scarlet afirmou que promover este tipo de serviço é como "se o mundo falasse que as pessoas deficientes são tão pouco atraentes que a única forma de elas manterem relações sexuais é pagando".
"Não quero um mundo onde seja mais fácil para as pessoas deficientes visitar profissionais sexuais, quero um mundo que veja os deficientes como seres sexuais e como casais válidos", disse.
Norberto Butler também encara com cautela a proposta, mas vê a assistência sexual como um direito que poderia "preencher um espacinho" para os deficientes que não puderam desenvolver a própria sexualidade. Também acha, porém, que o projeto deve vir acompanhado de outras políticas de inserção profissional e social.
O objetivo, para Butler, é que as pessoas com deficiência tenham as mesmas oportunidades e possam conhecer um potencial parceiro em qualquer outro âmbito que não seja o do hospital ou do acompanhante.
Em uma entrevista no ano passado ao jornal The Guardian a respeito do debate sobre a contratação de acompanhantes, Scarlet afirmou que promover este tipo de serviço é como "se o mundo falasse que as pessoas deficientes são tão pouco atraentes que a única forma de elas manterem relações sexuais é pagando".
"Não quero um mundo onde seja mais fácil para as pessoas deficientes visitar profissionais sexuais, quero um mundo que veja os deficientes como seres sexuais e como casais válidos", disse.
Norberto Butler também encara com cautela a proposta, mas vê a assistência sexual como um direito que poderia "preencher um espacinho" para os deficientes que não puderam desenvolver a própria sexualidade. Também acha, porém, que o projeto deve vir acompanhado de outras políticas de inserção profissional e social.
O objetivo, para Butler, é que as pessoas com deficiência tenham as mesmas oportunidades e possam conhecer um potencial parceiro em qualquer outro âmbito que não seja o do hospital ou do acompanhante.
Na Argentina não é crime a troca consentida de sexo por dinheiro entre indivíduos maiores de idade.
Atualmente, existem dois projetos de lei que tentam regular o trabalho sexual no país, permitir a criação de cooperativas e dar direitos e garantias às profissionais.

Assexuados

A sexualidade de pessoas com deficiência não é algo muito debatido na Argentina.
"Mas é um dos direitos que não temos, devido à pressão da Igreja, pressão de fatores distintos", afirmou Norberto Butler.
Pouco a pouco, como aconteceu com o reconhecimento dos direitos da comunidade homossexual há alguns anos, a Argentina parece estar começando o debate público sobre a sexualidade dos deficientes.
Mas, para a professora Silvina Peirano, muitos ainda partem da ideia de que os deficientes são seres "solitários e, no pior dos casos, se assume que não existe a sexualidade ou que sua sexualidade é de segunda categoria".
"Promovam, ajudem um deficiente para que ele consiga um trabalho que permita que ele se relacione. Mas não interfiram para o mal na sexualidade do garoto", disse Norberto Butler.
fonte - http://www.bbc.co.uk/portuguese/videos_e_fotos/2014/12/141209_argentina_assistencia_sexual_fn
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AS DEFICIÊNCIAS E O KAMA SUTRA - Algumas aproximações e distanciamentos http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2009/12/imagem-foto-de-evgen-bavcar-fotografo.html

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

DOENÇA RARA/MULHERES - Britânica com Osteogênese prova como ''quebrar'' preconceitos e se torna mãe

PARA QUEBRAR PRECONCEITOS - Britânica com 'ossos de vidro' atinge objetivo de ser mãe após 200 fraturas 
Uma mulher que sofreu mais de 200 fraturas ósseas na vida, por ter uma doença rara, conseguiu realizar o sonho de virar mãe.
Marie-Ann Andrews. Foto: BBC
(imagem - foto colorida de Marie-Ann Andrews, à esquerda, onde aparece a ponta do controle de sua cadeira de rodas motorizada, segurando no colo carinhosamente seu filho, Mark, recostada em um sofá, fotografia da BBC)

Marie-Ann Andrews, da cidade britânica de Milton Keynes, tem um mal conhecido como "doença do osso de vidro" ou osteogênese imperfeita
A osteogênese imperfeita impediu que ela crescesse mais que 1,2 metro, já que seus ossos estavam sempre quebrando. Seu irmão mais novo sofria da mesma doença. Ele morreu aos 9 anos de idade, após uma queda acidental.
Ela disse que quando estava na adolescência decidiu que pararia de sentir pena de si mesma e escreveu uma lista de metas.
Com o tempo, ela conseguiu atingir todas as metas que perseguiu – inclusive a de ser mãe.

'Fazer o melhor que posso'

"Eu podia desistir de tudo, ou tentar fazer o melhor que posso com o corpo que tenho. É como eu encaro as coisas", diz.
"Quando eu era criança, eu tinha a mesma aparência das demais. Foi apenas quando comecei a crescer mais rapidamente que os ossos começaram a quebrar, e fiquei mais deformada, e fiquei com uma aparência diferente."
Havia 50% de chances de seu filho, Mark, herdar a doença da mãe, mas a criança de dez meses de idade ainda não apresentou nenhum sintoma. Seu marido não tem a doença.
"Com dez meses, ele já consegue erguer o corpo sozinho. Eu não consigo levantá-lo sozinha, e acho que ele sabe disso. Ele sabe que há coisas que a mãe dele não consegue fazer."
A mãe de Marie-Ann Andrews morreu há mais de um ano, e a britânica precisou contratar uma assistente para ajudar a família com as tarefas do dia a dia.
FONTE - http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2014/02/140214_ossos_vidro_mae_dg.shtml
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AS SEXUALIDADES NÃO SÃO "DEFICIENTES"... http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2011/08/as-sexualidades-nao-sao-deficientes.html

domingo, 11 de agosto de 2013

NANISMO/ESPORTES - Atletas paralímpicos trazem medalhas de ouro para o Brasil no halterofilismo

Atletas brasileiros voltam com ouro do Mundial de Anões

(imagem - foto colorida dos atletas com nanismo, com três homens a partir da esquerda, e uma mulher à direita, estão vestindo roupas atléticas em verde amarelo, com verde predominando no ambiente e nas suas roupas, tendo nas camisetas regatas os números; abaixo da palavra Brasil, em mais esta prova paralímpica)

A cada quatro anos, centenas de atletas de todo o mundo se reúnem em um único evento para vencer outros competidores e quebrar o próprio recorde, seja na natação, no basquete ou no tênis de mesas.

A diferença do evento que se encerrou neste sábado em East Lansing, no estado americano de Michigan, para uma Olimpíadas ou jogos regionais é que todos os atletas participantes tinham baixa estatura
.
Os Jogos Mundiais de Anões são o principal evento para atletas portadores de nanismo do mundo. Em sua sexta edição, ele reuniu mais mais de 500 atletas, vindos de 25 países - inclusive do Brasil, que participa pela primeira vez do evento e cuja a delegação era formada por quatro halterofilistas.

Todos eles voltam ao país com medalhas de ouro penduradas no pescoço. Luciano das Chagas Dantas, de 34 anos, ficou em primeiro lugar não apenas na sua categoria (67kg), mas também na classificação geral.
"Adorei a experiência de ter participado dos Jogos. Conviver com os outros atletas foi algo que superou minhas expectativas. Também fiquei muito feliz com a minha performance na competição, já que superei minha melhor marca pessoal", disse Luciano à BBC Brasil.
Ele foi o atleta que conseguiu levantar a barra mais pesada da competição: 145 quilos. Sua marca anterior até então era de 10 quilos a menos. Sem nunca ter praticado outro esporte, ele entrou para o halterofilismo em 2004, a convite de um outro atleta.
Desde então ele treina no Clube Desportivo para Deficientes de Uberlândia, em Minas Gerais, assim como os outros 3 atletas que participaram dos Jogos.
Considerado uma das apostas dessa modalidade, Lucas Elias Tavares tem apenas 17 anos e treina halterofilismo desde os 15. Além da medalha de ouro em sua categoria (60kg), ele só trouxe boas lembranças do Mundial, especialmente do convívio com outros atletas.
"A gente enfrenta preconceito na sociedade. Mas no esporte isso não acontece. Quando estou treinando ou competindo, tenho todo o apoio", disse.
Além de Lucas e Luciano, também participaram Maria Rizonaide da Silva, na categoria 48 quilos, e Erinaldo Ferreira de Lima, que ficou sem sexto lugar na colocação geral e em primeiro na sua classe, a de até 52 quilos.
As marcas que cada um dos atletas atingiu no Mundial agora podem ser usadas em rankings internacionais, inclusive para o treinamento visando classificação nas próximas Paralimpíadas.

'Férias da vida real'

Apesar de não ser atleta, ao acompanhar as competições deste ano o colaborador da BBC Simon Minty teve uma impressão parecida com a de Lucas sobre o preconceito.
"Óbvio que o propósito principal dos Jogos é a competição em si. Mas não há dúvida de que há outros benefícios, como a chance de encontrar outras pessoas e apenas ser quem você é", escreveu Simon em um artigo para a BBC.
"É ótimo falar com os outros olhando na mesma linha dos olhos. Não ter de ficar explicando tudo, nem ter pessoas te encarando o tempo todo... é como ter férias da vida real."
Ele afirma, no entanto, que nem tudo gira em torno de gentilezas. "A competição é severa e os atletas são dedicados, treinam duro, se sacrificam e lutam para conseguir patrocínio. Muitos competem em várias modalidades."
Minty conta que gostou tanto da experiência que pretende participar do próximo Mundial de Anões, mas dessa vez como atleta.
Ele tem quatro anos para escolher qual esporte pretende se dedicar: futebol, natação, tênis de mesa, vôlei, atletismo, tiro, halterofilismo, arco e flecha, badminton, basquete, hóquei ou curling.

quinta-feira, 16 de maio de 2013

SÍNDROME DE DOWN/PRECONCEITO - Hotéis rejeitam um grupo de pessoas com Down na Espanha

Rede hoteleira da Espanha teria recusado grupo de jovens com Síndrome de Down

A associação de Down Espanhola denunciou que o hotel CaboGata Almeria Plaza Suites, do grupo ZTHotels, tenha rejeitado um grupo de jovens com síndrome de Down no final do ano, porque 'essas pessoas poderiam perturbar o resto do clientes'. O caso está nas mãos da Secretaria de Almeria.  A gerência do hotel pede desculpas e diz que foi um "mal-entendido", diz Agostinho Matía baixo gerente do hotel.

Segundo denuncia a organização, Almería Baixo trabalhador pediu a um agente de viagens para solicitar orçamento de hospedagem de três hotéis perto da cidade para organizar a viagem, para um grupo de jovens com síndrome de Down. No entanto, um desses hotéis, o CaboGata Plaza Suites, disse que a agência não poderia fornecer um orçamento para acomodar os jovens. "Nós não aceitamos grupos de pessoas com deficiência mental", disse o estabelecimento, de acordo com a associação.

A organização diz ainda que, quando entrou em contato com a gerência do hotel para buscar explicações, o gerente "reafirmou a sua posição", acrescentando que "essas pessoas poderiam perturbar os outros hóspedes do hotel", e que já "tinham ocorrido em outra ocasião. "
A associação levou o fato a conhecimento do promotor da cidade, alegando que "constituem um caso claro de discriminação contra as pessoas com deficiência e que violam a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, ratificada pela Espanha", que proíbe "qualquer discriminação baseada na deficiência ". 

A gestão do hotel diz que "já se desculpou com a associação, porque foi tudo um mal-entendido". Eles também observam que o pessoal do hotel está "muito preocupado" com o que aconteceu, e principalmente com o impacto que pode ter esse fato e sua repercussão nas redes sociais. A rede hoteleira também divulgou um comunicado, que disse que "nunca em 35 anos de vida" da empresa hoteleira tinha se recusado a receber um grupo de pessoas com síndrome de Down, que "foram, são e serão sempre bem-vindos ".

Quando confrontados com estas situações de discriminação, a associação recomenda que as famílias e as organizações que solicitem um formulário de reclamação para registrar o que aconteceu, e façam contato com o Ministério Público. 

LEIAM TAMBÉM NO MEU BLOG INFOATIVO DEFNET TEXTOS SOBRE SÍNDROME DE DOWN:

SINDROME DE DOWN E REJEIÇÃO: UM CORPO ESTRANHO ENTRE NÓS? http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2011/10/sindrome-de-down-e-rejeicao-um-corpo.html

segunda-feira, 22 de abril de 2013

EPILEPSIAS/PRECONCEITOS - Audiência pública discutirá este distúrbio e os seus direitos na Câmara

Audiência discute atenção à saúde de pessoas com epilepsia

(imagem - uma fotografia de época, em preto e branco, com diversos homens vestidos de ternos e chapéus, com um banco de madeira.onde dois homens estão, um homem apoiando um outro e segura a sua cabeça, enquanto outro com chapéu côco. em pé de frente para eles, lhe abana com um lenço, o homem sendo atendido é MACHADO DE ASSIS)
A Comissão de Seguridade Social e Família promove na quinta-feira (25) audiência pública para discutir o tema “Epilepsia, uma doença não contagiosa que se manifesta em indivíduos de todas as idades”.
A deputada Jô Moraes (PCdoB-MG), que sugeriu o debate, ressalta que a epilepsia atinge 1% a 2% da população em todos os países, segundo estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS). “Assumindo uma prevalência de 2%, pode-se estimar que 4 milhões de brasileiros têm epilepsia”, afirma a parlamentar.
Segundo a deputada, o País precisa de uma política de atenção à saúde de pessoas com epilepsia em todas as esferas (física, psicológica e social), de modo que os portadores da doença possam exercer plenamente seus direitos de cidadão. “A maior parte das pessoas com epilepsia, mesmo tendo qualificação profissional, está fora do mercado formal de trabalho, devido ao estigma e ao preconceito relacionados à doença”, diz Jô Moraes.
Convidados
Foram convidados para a audiência:
- a presidente da Federação Brasileira de Epilepsia (Epibrasil), Maria Carolina Doretto;
- o secretário da Liga Brasileira de Epilepsia, Carlos Silvado;
- o procurador de Roraima Edmilson Fonseca;
- um representante do Ministério da Previdência.
A audiência será realizada às 9h30, no Plenário 7.
OBS- INFORMA O DEFNET - A nova e moderna concepção sobre EPILEPSIAS é que não devem ser denominadas como "doenças",pois ainda reforça os estigmas e preconceitos, pois se trata de um distúrbio neurológico, com crises diferenciadas, dependendo da área do SNC que estiver com uma maior descarga neuronal, não transmissível e com tratamentos eficazes para seu controle, que ocorre em diferentes situações da vida, podendo ser precipitados por eventos ou fenômenos ambientais ou psíquicos, que segundo a Wikipédia é: "Epilepsia (do grego antigo ἐπιληψία (Epilepsia) - "apreensão") é um conjunto comum e diversificado de desordens neurológicas caracterizadas por descargas elétricas anormais dos neurônios, as quais podem gerar convulsões."

quarta-feira, 3 de abril de 2013

SÍNDROME DE DOWN/INCLUSÃO ESCOLAR - Primeira professora Down de Natal RN contra os preconceitos

“Me chamavam de mongolóide”, conheça a história da primeira professora Down do Brasil
professora com down
*(imagem - a foto colorida da Professora Débora sentada no chão com crianças, seus alunos, participando de uma leitura de um livro infantil para sua alfabetização - fotografia de arquivo pessoal)

Hoje professora de alfabetização, Débora Seabra, 31 anos, não gostava de ir à escola. Portadora da síndrome de Down, ela foi alvo de bullying por anos na sala de aula.

Falavam que eu era mongol. Mongolóide, sabe?Mas por insistência dos pais - a advogada e fundadora da Associação de Síndrome de Down em Natal, Margarida Seabra e o médico psiquiatra José Robério – ela  nunca pisou em uma escola especial.
Para o casal, a escola para crianças especiais reforça a discriminação, que era ainda maior na época que Débora era criança, nas décadas de 1980 e 1990, quando ainda havia pouca informação sobre o Down.
Ela teve que encarar a escola e o preconceito dos colegas. Acabou gostando tanto do desafio, que se tornou a primeira professora com Down do Brasil.

— Eu me formei no magistério em 2005. Fiz estágio na Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) e sou professora há nove anos.

Agora, em um colégio particular tradicional de Natal, a Escola Doméstica, Débora ajuda na alfabetização de 28 crianças de seis e sete anos. E mais que isso: ajuda a acabar com qualquer tipo de bullying e preconceito.

As crianças perguntam sobre o Down. Converso com cada uma delas e explico que o que tenho é genético e elas aprendem. Nunca me senti ofendida ou discriminada por elas

A professora é querida por todos os alunos que adoram as aulas em que Débora usa as técnicas de interpretação que desenvolveu em três anos de teatro. Ela também é convidada para dar palestras dentro e fora do País.

— Quando posso, vou a eventos que ajudam a combater o preconceito. Eu também estou escrevendo um livro de fábulas inclusivas para crianças. 

Débora é a primeira professora, porém não é a única vitória na luta pela inclusão de pessoas com Down nas escolas do Brasil. Entre já formados e recém-formados, outros 20 professores estão se inserindo nas salas de aula. Segundo a ONG Movimento Down, cerca de 50 ingressam em cursos profissionalizantes a cada ano.


LEIAM TAMBÉM SOBRE O TEMA NO MEU BLOG INFOATIVO.DEFNET - 

NÃO SOMOS ANORMAIS, SOMOS APENAS CIDA-DOWNS....http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2012/03/nao-somos-anormais-somos-apenas-cida.html

sábado, 23 de março de 2013

SÍNDROME DE DOWN/LEGISLAÇÃO - Projetos de lei tramitam no Senado e Câmara Federal


SÍNDROME DE DOWN E A NECESSIDADE DE LEIS



Pelo menos seis propostas que asseguram direitos a portadores da síndrome de Down tramitam atualmente no Congresso Nacional: uma no Senado e cinco na Câmara dos Deputados, de acordo com levantamento feito pela Agência Brasil. Quando o assunto diz respeito à legislação para pessoas com a alteração genética, as opiniões são divergentes.

As propostas vão desde a reserva de vagas em concursos públicos para esse grupo à isenção de Imposto de Renda. Há também uma proposta que prevê o pagamento de pensão por morte no caso de pessoas com a síndrome e outra que estabelece a realização de ecocardiograma para recém-nascidos portadores da alteração. Além desses projetos, há outras mais abrangentes que tratam da questão, como o Estatuto da Pessoa com Deficiência.

Segundo o deputado federal Romário (PSB-RJ), pessoas com a síndrome de Down têm os mesmos direitos das portadoras de deficiência. “Acredito que um dos maiores problemas, ainda hoje, é o preconceito. Por isso, faço campanha para mostrar como o estímulo correto pode garantir a essas pessoas uma vida normal. Elas podem trabalhar, estudar, namorar e tudo mais que uma pessoa faz”, disse.  Romário tem uma filha de 7 anos com a síndrome.

Para o deputado, um dos problemas graves é a resistência das escolas em aceitar alunos com a síndrome de Down. “Temos de fiscalizar: a lei garante a plena inclusão dessas pessoas no ensino regular, embora algumas famílias prefiram o ensino especial”. Para Romário, a consequência, é a judicialização do problema: pais e mães recorrem ao Ministério Público para terem o direito garantido.

O senador Wellington Dias (PT-PI) defende que é preciso um marco legal mais unificado para a síndrome de Down, a exemplo do Estatuto do Idoso e da Criança e do Adolescente. O senador é favorável à aprovação do Estatuto da Pessoa com Deficiência. Ele explicou que a norma, se aprovada, vai unificar a legislação. A proposta já foi aprovada no Senado, mas há sete anos está parada na Câmara, pronta para ir a plenário (PL 7.699/2006).

Segundo Wellington Dias, a dificuldade de aprovação na Câmara tem a ver com divergências geradas por conflitos de concepção. Um exemplo, de acorco com ele, é a questão de surdos e autistas. Para o senador, antes de frequentar a escola regular, essas pessoas precisam passar por uma preparação específica. Há quem defenda que essa preparação é desnecessária.

Na visão da consultora jurídica do Movimento Down, Ana Cláudia Corrêa, o maior avanço nos últimos anos em termos de legislação foi a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência. Promulgada em 2009, pelo Senado, ela deu status de emenda constitucional à Convenção Internacional sobre o tema e seu protocolo facultativo, firmados pelo Brasil em Nova Iorque, em março de 2007.

“Ela (a convenção) conseguiu reunir em um documento tudo o que havia sobre o direito de pessoas com deficiência. A convenção é a nossa bíblia, nosso norte a seguir”, explicou. Apesar disso, Ana Cláudia ressalta que apesar de a norma ser completa, a falta de regulamentação de alguns artigos acaba inviabilizando a aplicação da lei.

“Educação é um dos temas complicados. Você sabe que as pessoas não podem negar matrícula, podem e devem estudar em escola regular e que as escolas têm de fornecer os meios necessários para que essas crianças possam estudar, mas não há uma lei que diga que o não cumprimento é crime. Não há uma lei que regulamente como isso vai se dar. Aí vem o discurso de que a escola não está preparada”, argumenta.  

Ela destaca que na legislação em debate há um projeto (PLS 112/2006) do senador José Sarney (PMDB-AP), desarquivado pela Casa, que considera polêmico. O texto pretende alterar as regras sobre a reserva de vagas no mercado de trabalho para pessoas com deficiência, previstas no Artigo 93 da Lei 8.213/91. A proposta diz que deve ser observada, entre outros aspectos, a ideia de compatibilidade da deficiência em relação à educação e às funções a serem exercidas.

O desarquivamento da proposta foi alvo, nesta semana, de uma nota de repúdio divulgada pela Federação Brasileira das Associações de Síndrome de Down. O documento diz que o projeto é um retrocesso político e está em desacordo com a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência.

Na opinião da advogada do Movimento Down, o Brasil tem o que comemorar no avanço das leis de proteção às pessoas com a síndrome, especialmente no que diz respeito à educação. “Pouco se sabe sobre o universo das pessoas com deficiência”. Para Ana Cláudia Corrêa, o Dia Internacional da Síndrome de Down, comemorado nesta quinta-feira (21), é importante para que as pessoas possam parar, conhecer e reconhecer as pessoas que têm a alteração genética com seus direitos, ou seja, o de ter uma vida normal.

FONTE - http://www.oregional.com.br/portal/detalhe-noticia.asp?Not=299749

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NÃO SOMOS ANORMAIS, SOMOS APENAS CIDA-DOWNS.... http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2012/03/nao-somos-anormais-somos-apenas-cida.html

sábado, 2 de março de 2013

EDUCAÇÃO INCLUSIVA/SÍNDROME DE DOWN - Professora com Down comprova efeito da inclusão

1ª professora com Down do país defende inclusão em escola regular

Débora Seabra, de 31 anos, é professora assistente em Natal (RN). 
'A escola regular me fez sentir incluída', diz. 

Débora faz palestras dentro e fora do país (Foto: Arquivo pessoal)
(imagem- foto colorida da Profª Débora Seabra, de Natal, RN, com um microfone na mão realizando uma fala sobre inclusão)
Seja na aula de spinning, de musculação, nas oficinas de teatro ou no trato com as crianças no trabalho como professora, Débora Araújo Seabra de Moura, de 31 anos, prova que a inclusão é possível. Moradora de Natal (RN), ela estudou exclusivamente na rede regular de ensino, e foi a primeira pessoa com síndrome de Down a se formar no magistério, em nível médio, no Brasil, em 2005. Fez estágio na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e há nove anos trabalha como professora assistente em um colégio particular tradicional de Natal, a Escola Doméstica.

Débora considera que sua vida escolar teve mais experiências positivas. “A escola regular me fez sentir incluída com as outras crianças. Para mim não existe separação. Superei preconceitos, fiz muitas amizades e mostrei para as pessoas o que era a inclusão”, afirma.
Neste ano, a missão da jovem na Escola Doméstica é ajudar a cuidar e alfabetizar uma sala com 28 crianças de 6 a 7 anos do 1º ano do ensino fundamental. “Eu gosto das crianças. Tenho paciência, só alguns são bagunceiros e a maioria é focado. Se eu sou brava? Não, sou normal, trato eles super bem”, diz.
A professora diz que foi muito bem recebida pelos funcionários, professores e alunos da escola que de vez em quando a questionam sobre as diferenças. “Às vezes as crianças me perguntam: ‘Tia por que você fala assim?’. Aí eu respondo: ‘Minha fala é essa, cada um fala de um jeito, de forma diferente’. Aproveito e explico que tenho síndrome Down e eles entendem."
Desinformação
Há 31 anos quando Débora nasceu pouco se sabia sobre a síndrome de Down. Na época, as crianças que têm olhos amendoados e podem ter habilidade cognitiva comprometida por conta presença do cromossomo 21 eram chamadas de maneira pejorativa de ‘mongoloides’. Receosos, os pais em sua maioria optavam em matricular os filhos nas escolas especiais. Eles achavam de maneira errônea que ao restringir o contato das crianças aos deficientes as chances de adaptação eram maiores.
Contrariando esta tendência, o médico psiquiatra José Robério, de 72 anos, e a advogada Margarida, 71, pais de Débora não imaginaram outra escola para a garota, se não a regular. Foi assim por toda a vida escolar, nem sempre fácil. Ainda na educação infantil, Débora lembra de ter sido chamada de 'mongol' por um garoto. Ela chorou, ficou magoada, mas encontrou na professora uma aliada que explicou à classe que 'mongóis' eram os habitantes da Mongólia e ainda ensinou as crianças o que era a síndrome de Down.
'Amor se sobrepõe'
A mãe relata: "Nunca cogitei uma escola especial porque Débora era uma criança comum. A escola especial era discriminatória e ela precisava de desafios. Não sabia muito bem como seria, mas estava aberta para ajudar minha filha a encarar qualquer coisa". Engajada na causa, em 1983, Margarida fundou a Associação de Síndrome de Down, em Natal, com o objetivo de conscientizar a população e batalhar pelo fim do preconceito.
"Quando eu soube que Débora tinha Down foi como seu eu tivesse virado do avesso. A perspectiva era tenebrosa, não havia informação, mas o amor se sobrepõe a qualquer deficiência", afirma Margarida. "Criamos a Débora desprovida de total preconceito, sempre a tratei igual ao meu filho mais velho [Frederico, advogado, de 33 anos], o assunto nunca foi tabu. Ela é uma moça como qualquer outra, sonha, deseja, tem planos, é descolada e bem aceita em qualquer ambiente."
Por conta de sua experiência com professora, Débora já foi convidada para palestrar em várias partes do país e até fora dele, como Argentina e Portugal. Sempre que pode participa de iniciativas para ajudar a combater o preconceito. “Ainda existe e acho que as palestras ajudam a diminui-lo. Muitos professores foram assistir minhas palestras e fui aplaudida em pé pela plateia.”
No dia 21 de março quando se comemora o Dia Internacional da Pessoa com Síndrome de Down, Débora vai apresentar uma peça de teatral junto com outros professores da Escola Doméstica de Natal para explicar o que é a síndrome aos alunos. Ela fez aulas de teatro por três anos. Outro plano é lançar um livro de pequenas fábulas, todas de cunho moral que abordam a inclusão. 
FONTE- http://g1.globo.com/educacao/noticia/2013/03/1-professora-com-down-do-pais-defende-inclusao-em-escola-regular.html
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CARTA A UM JOVEM COM SÍNDROME DE DOWN NA UNIVERSIDADE http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2012/02/carta-um-jovem-com-sindrome-de-down-na.html



terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

DEFICIÊNCIAS/SUPERAÇÃO - Com os pés é possível até voar?

Jovem sem braços aprende a pilotar e dirigir com os pés

Um raro defeito congênito fez com que a americana Jessica Cox nascesse sem os braços. Mas a deficiência não a impede de viver a vida intensamente.

(PARA ALÉM DOS ESTIGMAS, DO HEROÍSMO, DAS MITIFICAÇÕES E DOS PRECONCEITOS SOBRE AS DEFICIÊNCIAS - infoativo.defnet)

Foto: BBC

(imagem - foto colorida de uma jovem norte americana, JESSICA, que está dirigindo seu carro com os pés)
Na verdade, Jessica, aos 30 anos, já experimentou e conquistou mais coisas do que muita gente ao longo de toda uma vida.
Ela consegue dirigir, pilotar aviões e tocar piano - tudo com seus pés.
Em 2012, Jessica se casou com Patrick, seu ex-professor de Taekwondo (arte marcial em que ela é faixa preta). O casal vive em Tucson, Arizona.
Atualmente ela viaja o mundo como palestrante motivacional, usando sua própria vida como exemplo. Neste mês ela visitará a Etiópia, para ajudar a promover os direitos de PESSOAS COM deficiências.

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MURDERBALL: QUANDO AS CADEIRAS DE RODAS SE CHOCAM... EM NÓS http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2010/06/murderball-quando-as-cadeirasde-rodas.html


segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

AUTISMO/INCLUSÃO ESCOLAR - Rompendo com preconceitos/medos nas escolas

É preciso perder o medo mútuo entre escola e autistas
Profissionais da educação e da saúde defendem a escola como uma das grandes forças para o bom desenvolvimento do portador da Síndrome de Asperger

“Ainda existe uma grande dificuldade da escola regular para lidar com a neurodiversidade”, declara a médica Fátima Dourado. A afirmação foi sentida nas angústias dos pais e portadores de Asperger ouvidos pelo O POVO. “O mais difícil de tudo é encarar a escola. Não existem profissionais treinados para receber as crianças”, diz uma das mães. “A escola tem um modelo padrão de tudo para seguir. É doloroso saber que os seus filhos não são bem aceitos”, desabafa um pai.
 A Política de Proteção dos Direitos de Pessoa com Transtorno do Espectro Autista, sancionada pela presidente Dilma Rousseff na última semana de dezembro de 2012, prevê punições aos gestores de escolas que se recusarem a matricular alunos com autismo. A rejeição pode provocar multas aos diretores, e, em caso de reincidência, a perda do cargo. A lei, batizada de Berenice Piana, em homenagem à autora do projeto apresentado no Congresso, também mãe de autista, fala ainda acerca da participação da sociedade em todas as etapas da política: desde a implementação até o controle da execução das ações.
Para os pais de crianças e adolescentes com Asperger, a lei é importante, embora a grande preocupação seja ainda a forma como a escola conduz o processo de ensino-aprendizado deles.

A professora da Faculdade de Educação (Faced) da Universidade Federal do Ceará (UFC) Rita Vieira defende que, apesar do medo dos pais, é importante matricular a criança na escola. “Nenhuma criança deve ficar de fora da escola, que tem a obrigação não somente de aceitar, mas de cuidar da melhor maneira e com as particularidades necessárias ao bom desenvolvimento dela”, diz Rita, que é phd em psicopedagogia e pesquisadora no campo da inclusão escolar.
A psicomotricista Clarissa Leão reforça que no ambiente escolar, os “aspis” costumam apresentar bom desempenho nas primeiras séries e podem inclusive aprender a ler sozinhas. A médica Fátima Dourado completa que crianças com Asperger não apresentam deficiência intelectual e precisam da convivência com os seus pares cronológicos para o desenvolvimento acadêmico e social.
Inclusão nas públicas
A pesquisadora Rita Vieira afirma que a escola pública municipal está mais à frente no processo de inclusão do que as escolas particulares da Capital. “Existe, hoje, na maioria das escolas, professores treinados pela Universidade que atuam em salas de recursos multifuncionais, responsáveis por realizar atendimento em educação especial. No caso dos autistas, eles são orientados para agir no processo de socialização e interação”. 

 A professora Rita diz é possível perceber, cada vez mais, um fluxo de pais que mudam os filhos da escola particular para a pública em busca de melhor acolhimento. “As escolas de maneira geral ainda deixam muito a desejar no aspecto da inclusão. Porém, a concepção de incluir ainda é mais falha na rede particular do que na pública; pelo menos, na rede municipal. Poucas particulares conseguem fazer isso de fato. Na públicas, o processo já andou mais”, defende a acadêmica. (Sara Rebeca Aguiar)


 Dicas de livros, filmes, sites e serviços
Livros
Olhe nos meus olhos
Síndrome de Asperger no ensino fundamental 
Asperger no feminino
Tudo sobre a Síndrome de Asperger 
Compreender a Síndrome de Asperger
A Síndrome de Asperger 
Autismo e Cérebro Social (Fátima Dourado)
Filmes
Meu nome é Khan
Ben-X 
Adam
Loucos de Amor
Mary & Max
Muito além do jardim
Sites
www.autismobrasil.org
www.apsa.org.pt (o site da Associação Portuguesa de Síndrome de Asperger – Apsa é considerado um dos melhores sobre o assunto. Além de ricas informações sobre a síndrome, traz guias para pais e professoras. A página disponibiliza ideias de atividades em sala de aula, um grande apoio aos professores. Há também mais dicas de livros e filmes).
Saiba mais
A Síndrome de Asperger é reconhecida, hoje, como um dos transtornos do espectro do Autismo. Foi descrita pela primeira vez em 1943 por Hans Asperger, pediatra austríaco. Ele descreveu características comuns como isolamento social, linguagem precoce e formal, grande dificuldade na comunicação não verbal, incluindo gestos e expressão facial, desajeitamento motor e fixação em assuntos não usuais.
 Onde se informar
Centro Internacional de Análise Relacional (Ciar)
Realiza trabalhos que objetivam desenvolver o potencial do ser humano, elevando sua qualidade de vida socioafetiva e profissional. Presta serviços nas áreas de terapia, educação e saúde. Endereço: Rua Monsenhor Catão, 1.179, Aldeota. (Fortaleza-CE)
Telefone: (85) 3244 1779
Site: www.ciar.com.br

Casa da Esperança
Realiza trabalho com crianças e jovens autistas. Possui equipes multiprofissionais para atendimento. É credenciada ao Sistema Único de Saúde (SUS). Faz parte de um movimento mundial de luta pela saúde, educação e dignidade de pessoas autistas.  Endereço: Rua Francílio Dourado, 11, bairro Água Fria.(Fortaleza-CE)
Telefone: (85) 3081 4873
fonte - http://www.opovo.com.br/app/opovo/cienciaesaude/2013/02/16/noticiasjornalcienciaesaude,3006117/e-preciso-perder-o-medo-mutuo-entre-escola-e-autistas.shtml
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O AUTISMO NÃO É APENAS UMA DOENÇA http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2012/06/o-autismo-nao-e-apenas-uma-doenca.html