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sábado, 23 de agosto de 2025
ALZHEIMER&PESQUISAS - “Minicérebros” amadurecem com grafeno em estudo sobre Alzheimer
terça-feira, 28 de fevereiro de 2023
Dor Crônica&Demências - Quanto maior a dor crônica maior o risco de demência
Quanto maior a dor crónica maior o risco de demência, diz um novo estudo
(imagem publicada - da matéria CNN Portugal - Uma senhora idosa apoiada em uma janela ...)
As dores crónicas, tais como artrite, câncer ou dores nas costas, com duração superior a três meses, aumentam o risco de declínio cognitivo e demência, segundo um novo estudo.
O hipocampo, uma estrutura cerebral associada à aprendizagem e à memória, envelheceu cerca de um ano numa pessoa de 60 anos que tinha uma dor crónica em comparação com pessoas sem dor.
Quando a dor era sentida em dois locais do corpo, o hipocampo encolheu ainda mais - o equivalente a pouco mais de dois anos de envelhecimento, segundo estimativas do estudo publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS).
"Por outras palavras, o hipocampo (volume de matéria cinzenta) num indivíduo de 60 anos com dor crónica em dois locais do corpo era semelhante ao volume (sem dor) de um com 62 anos", escreveu o autor Tu Yiheng e os seus colegas. Tu é professor de psicologia na Academia Chinesa de Ciências em Pequim.
O risco aumentou à medida que o número de locais de dor no corpo aumentou também, segundo o estudo. O volume do hipocampo foi quase quatro vezes menor em pessoas com dores em cinco ou mais locais do corpo, em comparação com as que tinham apenas dois - o equivalente a até oito anos de envelhecimento.
"Perguntar às pessoas sobre quaisquer condições de dor crónica, e defender o seu seguimento por um especialista em dor, pode ser um fator de risco modificável contra o declínio cognitivo que podemos abordar de forma proativa", disse o investigador da doença de Alzheimer, Richard Isaacson, neurologista do instituto de doenças neurodegenerativas da Florida, nos Estados Unidos, que não esteve envolvido no novo estudo.
A cognição diminuiu com a dor
O estudo analisou dados de mais de 19.000 pessoas que tinham sido submetidas a exames ao cérebro como parte do UK Biobank, um estudo governamental a longo prazo com mais de 500.000 participantes do Reino Unido com idades compreendidas entre os 40 e os 69 anos.
Pessoas com vários locais de dor no corpo tiveram um desempenho pior do que as pessoas sem dor em sete de 11 tarefas cognitivas, de acordo com a investigação. Em contraste, as pessoas com apenas um local de dor tiveram pior desempenho em apenas uma tarefa cognitiva - a capacidade de se lembrarem de realizar uma tarefa no futuro.
O estudo controlou uma variedade de condições contributivas - idade, consumo de álcool, massa corporal, etnia, genética, história de cancro, diabetes, problemas vasculares ou cardíacos, medicamentos, sintomas psiquiátricos e tabagismo, para citar algumas. Contudo, o estudo não controlou os níveis de exercício, sublinhou Isaacson.
"O exercício é a ferramenta mais poderosa na luta contra o declínio cognitivo e a demência", defendeu Isaacson. "As pessoas afetadas pela dor crónica podem ser menos capazes de aderir à atividade física regular como um mecanismo potencial para o aumento do risco de demência."
Igualmente importante é uma ligação entre dor crónica e inflamação, disse Isaacson. Uma revisão de estudos de 2019 revelou que a dor desencadeia células imunitárias chamadas micróglia para criar neuroinflamação que pode levar a alterações na conectividade e função cerebral.
Pessoas com níveis de dor mais elevados tinham também maior probabilidade de ter a massa cinzenta reduzida noutras áreas do cérebro que afetam a cognição, como o córtex pré-frontal e o lobo frontal - as mesmas áreas atacadas pela doença de Alzheimer. De facto, mais de 45% dos doentes de Alzheimer vivem com dor crónica, de acordo com um estudo de 2016.
O estudo também não foi capaz de determinar os défices de sono - a dor crónica torna muitas vezes difícil ter uma boa noite de sono. Um estudo de 2021 descobriu que dormir menos de seis horas por noite na meia-idade aumenta o risco de demência em 30%.
Uma incapacidade global
Globalmente, a dor lombar é uma das principais causas de anos vividos com incapacidade, com a dor no pescoço a ocupar o quarto lugar, de acordo com um estudo de 2016. Artrite, danos nos nervos, dor causada por cancro e lesões são outras das principais causas.
Os investigadores estimam que mais de 30% das pessoas em todo o mundo sofrem de dor crónica: "A dor é a razão mais comum para as pessoas procurarem cuidados de saúde e a principal causa de incapacidade no mundo", de acordo com artigos publicados na revista The Lancet em 2021.
Só nos Estados Unidos, pelo menos uma em cada cinco pessoas, ou cerca de 50 milhões de americanos, vivem com dor de longa duração, de acordo com os Centros de Controlo e Prevenção de Doenças dos EUA.
Quase 11 milhões de americanos sofrem de dor crónica de alto impacto, definida como dor que dura mais de três meses e que é "acompanhada por pelo menos uma restrição importante de atividade, tal como não poder trabalhar fora de casa, ir à escola, ou fazer tarefas domésticas", segundo National Center for Complementary and Integrative Health dos Estados Unidos.
A dor crónica tem sido associada à ansiedade, depressão, restrições na mobilidade e nas atividades diárias, dependência de Opióides, aumento dos custos com saúde e baixa qualidade de vida. Um estudo de 2019 estimou que cerca de 5 a 8 milhões de americanos utilizavam opioides para controlar a dor crónica.
Tratar a dor crónica
Os programas de controlo da dor normalmente envolvem vários especialistas para encontrar o melhor alívio para os sintomas, ao mesmo tempo que fornecem suporte para a carga emocional e mental da dor, de acordo com a John Hopkins Medicine.
O tratamento médico pode incluir medicamentos de venda livre e prescritos para interromper o ciclo da dor e aliviar a inflamação. As injeções de esteróides também podem ajudar. Os antidepressivos aumentam a quantidade de serotonina, que controla parte do caminho da dor no cérebro. A aplicação de breves choques elétricos nos músculos e terminações nervosas é outro tratamento.
Terapias como a massagem, hidromassagem e exercícios podem ser sugeridas por terapeutas ocupacionais e fisioterapeutas. Tratamentos quentes e frios e acupuntura também podem ajudar.
Psicólogos especializados em reabilitação podem recomendar técnicas cognitivas e de relaxamento, tais como meditação, tai chi e ioga, que podem tirar a mente da fixação na dor. A terapia cognitivo-comportamental é um tratamento psicológico fundamental para a dor.
Pode ser sugerida uma dieta anti-inflamatória, como a redução de gorduras trans, açúcares e outros alimentos processados. A perda de peso também pode ser útil, especialmente para as dores nas costas e joelhos.
FONTE - https://cnnportugal.iol.pt/demencia/dor/quanto-maior-a-dor-cronica-maior-o-risco-de-demencia-diz-um-novo-estudo/20230225/63f8c1530cf2c84d7fc98ba7
Leia mais sobre Demências e Dor Crônica (o que vivencio há mais de 12 anos) no meu blog INFOATIVO.DEFNET.
domingo, 26 de setembro de 2021
ALZHEIMER&AVANÇOS - Estudo descobre indicador precoce para o desenvolvimento do Alzheimer
Estudo descobre indicador precoce para o desenvolvimento do Alzheimer
Cientistas mapearam região do cérebro que promete revolucionar diagnóstico da doença
(imagem da matéria - um cérebro que brilha em azul dentro de uma cabeça humana.)
SÃO PAULO — O Alzheimer, doença que provoca falhas de memória e perda cognitiva, tem desafiado médicos há anos, não apenas na busca da cura, mas também por ser difícil de diagnosticar em estágios iniciais. Uma descoberta anunciada nesta semana por cientistas da Universidade Harvard, porém, aponta um caminho promissor para antecipar a detecção do problema.
Os cientistas explicam que faz sentido o locus coeruleus ter um papel tão grande no mecanismo biológico da doença. Apesar de ser pequena, essa região cerebral é responsável pela produção de um grande volume de norepinefrina, um dos neurotransmissores que o sistema nervoso usa na comunicação entre seus diversos componentes.
A capacidade do maquinário usado na pesquisa atualmente não está à disposição de hospitais convencionais, explicam os cientistas, mas com a evolução natural dessa tecnologia é possível que as próximas gerações de equipamentos comerciais já contem com essa precisão.
“Poder detectar e medir o local onde a patologia se inicia será crítico para melhorar a detecção precoce e identificar indivíduos elegíveis para testes clínicos de tratamentos tentando frear o processo da doença”, escrevem os cientistas. (Rafael Garcia)
FONTE - https://oglobo.globo.com/saude/estudo-descobre-indicador-precoce-para-desenvolvimento-do-alzheimer-25212700
Leia também no meu blog INFOATIVO DEFNET - outras matérias sobre ALZHEIMER https://infoativodefnet.blogspot.com/2011/06/alzheimer-nao-e-uma-piada-mas-pode-ser.html
quinta-feira, 20 de agosto de 2020
COVID-19 & Cérebro - Especialista descreve possíveis impactos neurológicos da COVID-19
Especialista descreve possíveis impactos neurológicos da COVID-19
Além de mudar o comportamento e regular as respostas fisiológicas durante a doença, o sistema imunológico também desempenha uma série de outras funções. Recentemente, os especialistas apontaram que as células neuroimunes que ficam nas conexões entre as células cerebrais (sinapses), que fornecem energia e quantidades mínimas de sinais inflamatórios, são essenciais para a formação da memória, mas isso também fornece uma maneira de doenças como COVID-19 causarem sintomas neurológicos e problemas de longa duração no cérebro.
A professora explica que tanto o cérebro quanto o sistema imunológico evoluíram especificamente para mudar como consequência da experiência, a fim de neutralizar o perigo e maximizar a sobrevivência, e que no cérebro, as mudanças nas conexões entre os neurônios nos permitem armazenar memórias e mudar rapidamente o comportamento para escapar de ameaças ou buscar comida ou oportunidades sociais. No entanto, mudanças duradouras no cérebro após a doença também estão intimamente ligadas ao aumento do risco de declínio cognitivo relacionado à idade e doença de Alzheimer.
"As ações destrutivas das células neuroimunes e a sinalização inflamatória podem prejudicar permanentemente a memória. Isso pode ocorrer por meio de danos permanentes às conexões neuronais ou aos próprios neurônios e também por meio de mudanças mais sutis no funcionamento dos neurônios", afirma a especialista.
A professora conta que levará muitos anos até sabermos se a infecção COVID-19 causa um aumento no risco de mal de Alzheimer, mas esse risco pode ser diminuído por meio da prevenção e tratamento de COVID-19, e ressalta que a prevenção e o tratamento dependem da capacidade de diminuir a gravidade e a duração da doença e da inflamação.
"A COVID-19 continuará a causar impacto na saúde e no bem-estar muito depois que a pandemia acabar. Como tal, será fundamental continuar a avaliar os efeitos da doença na vulnerabilidade da doença de Alzheimer e a demências", conclui a professora norte-americana, ressaltando que ao fazer isso, os pesquisadores provavelmente terão uma nova visão crítica sobre o papel da inflamação ao longo da vida no declínio cognitivo relacionado à idade, o que ajudará no desenvolvimento de estratégias mais eficazes de prevenção e tratamento dessas doenças debilitantes.
Fonte: The Conversation https://canaltech.com.br/saude/especialista-descreve-possiveis-impactos-neurologicos-da-covid-19-169664/
quinta-feira, 3 de janeiro de 2019
ALZHEIMER&Pesquisas - USP pesquisa memória visual para detectar precocemente o Alzheimer
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sábado, 15 de dezembro de 2018
ALZHEIMER&PESQUISAS - Cientistas descobrem que proteína ligada ao Alzheimer pode ser transmitida

Imagem publicada - uma foto da primeira mulher diagnosticada pelo médico que deu o nome à doença, Alzheimer. É uma foto cuja descrição não atingirá a força de sua gravidade e sofrimento, feita há mais de um século, da Sra. August D.; onde uma mulher de aparência depressiva e decadente, com olhar esvaziado como a sua mente e memória, vestindo uma provável roupa uniforme do Sanatório Municipal para Dementes e Epilépticos de Frankfurt, na Alemanha. É uma foto em cores ciano com uma mulher olhando para baixo, com as mãos entrelaçadas próximas do corpo, que se curva como as rugas que se pronunciam em sua fronte, anunciando um envelhecimento precoce e intensivo que lhe rouba toda vitalidade.
Segundo os autores, o resultado da pesquisa pode ajudar a entender mecanismos ainda obscuros da doença neurodegenerativa
“Esse novo trabalho contribui para a discussão em curso das semelhanças entre os mecanismos de distúrbios neurodegenerativos, em particular o Alzheimer e o Parkinson. Ambas as doenças são caracterizadas por proteínas que se espalham pelo cérebro e causam demência. Como visto, a transmissibilidade do amiloide é claramente muito baixa e, portanto, ocorrerá apenas sob condições excepcionais em seres humanos. O tratamento de pacientes com extratos cerebrais humanos é, obviamente, uma dessas condições excepcionais e foi encerrado há mais de 30 anos para evitar esse problema. A segunda via de transmissão possível é via transfusão de sangue. Essa tem sido uma preocupação no campo há algum tempo, e vários estudos usando ratos que foram similarmente geneticamente ‘preparados’ para desenvolver sintomas semelhantes aos do Alzheimer mostraram que essa rota de transmissão é teoricamente possível, mas esses resultados também forneceram evidências reais de que qualquer risco desse tipo é extremamente pequeno. No entanto, vale a pena monitorar esses riscos”.
domingo, 4 de novembro de 2018
ALZHEIMER&AVANÇOS - Pesquisadores criam Mapeamento Esférico Cerebral para diagnosticar a doença de Alzheimer
Pesquisadores criam Mapeamento Esférico Cerebral para diagnosticar a doença de Alzheimer
Uma equipe de pesquisadores da Universidade de Granada projetou uma técnica de processamento de imagens que gera um mapa esférico do cérebro.
quarta-feira, 19 de agosto de 2015
ALZHEIMER/PESQUISAS - Parkinson e Alzheimer poderão ser detetados por uma caneta digital
Caneta digital pode ajudar a verificar indícios de doenças cerebrais
sábado, 30 de maio de 2015
RACISMOS/PSICOLOGIA - Os preconceitos podem ser apagados dos nossos cérebros?
Racismo e machismo podem ser apagados do cérebro
Psicólogos eliminam o preconceito racial ou de gênero durante o sono ou com choques
Choques contra o racismo
SAÚDE, BIOÉTICA E POLÍTICA – Vendem-se corpos e compram-se consciências? http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2015/04/saude-bioetica-e-politica-vendem-se.html
RAÇA, RACISMO E IDEOLOGIA: ZUMBI ERA UM VÂNDALO, UM BLACK O QUÊ? http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2013/11/raca-racismo-e-ideologia-zumbi-era-um.html
segunda-feira, 29 de setembro de 2014
ALZHEIMER/PESQUISAS - Pessoas vivendo com Alzheimer mantêm suas emoções
Mesmo sem memória, paciente de Alzheimer mantém emoções
quinta-feira, 4 de setembro de 2014
ALZHEIMER/PESQUISAS - Médica da Clínica Mayo traz respostas importantes sobre o avanço da doença
em todo o mundo, com o aumento da longevidade.
| Pesquisa avança, mas ainda não tem a resposta para a cura. Estima-se que a doença afete mais de 115 milhões de pessoas até 2050. ![]() | |
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