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sexta-feira, 27 de outubro de 2023

ALZHEIMER&PREVENÇÃO - Pesquisa indica qual fruta reduz risco de Alzheimer

 Pesquisa indica qual fruta reduz risco de demência; você costuma consumir?

Estudo da Universidade de Cincinnati mostra como uma fruta, rica em antocianinas, pode ajudar a prevenir distúrbios cognitivos e Alzheimer

(imagem publicada na matéria - um cérebro azul dentro de um perfil humano também azul, saindo de dentro das circunvoluções do cérebro uma nuvem simbolizando perdas das memórias)

Uma pesquisa conduzida pela Universidade de Cincinnati, nos Estados Unidos, lançou uma luz sobre o poder dos alimentos naturais em nossas vidas.

Segundo a pesquisa, participantes com sobrepeso e declínio cognitivo, entre 50 a 65 anos, viveram melhorias significativas após o consumo diário de mirtilo, ou “blueberry” para os americanos, durante um período de três meses.

Os detalhes da pesquisa

No teste que durou por volta de 90 dias, os voluntários foram separados em dois grupos, sendo eles:

  1. grupo – Consumiu um placebo em pó com água;
  2. grupo – Já o outro grupo consumiu mirtilo na mesma consistência e em uma quantidade equivalente a meia xícara da fruta.

O uso de mirtilo neste formato foi planejado para garantir que o teste fosse executado às cegas.

O que aconteceu ao final do período de testes?

No término do experimento, os médicos identificaram melhoras significantes no desempenho das tarefas ligadas a acesso lexical dos pacientes que consumiam mirtilo, além de menor interferência de informações estranhas na memória e outros benefícios relacionados ao processo cognitivo.

Os resultados deste estudo são promissores para o futuro do tratamento de distúrbios cerebrais, incluindo o Alzheimer.

Por que os mirtilos são benéficos para a cognição humana?

A resposta para esta pergunta está na composição química destas pequenas frutas de cor violeta. Os mirtilos são ricos em antocianinas, micronutrientes responsáveis pela coloração da fruta.

Encontradas na maioria das frutas vermelhas, as antocianinas atuam como anti-inflamatórios e defensores contra radicais livres, devido a seu alto potencial antioxidante. Isso explica os impactos positivos dos mirtilos na memória, atenção e funções executivas, comprovados pelo estudo.

Na corrida contra o relógio para prevenir e tratar distúrbios cerebrais, a natureza mais uma vez se mostra uma aliada valiosa.

A inclusão da pequena fruta na dieta diária pode representar um passo importante para melhor qualidade de vida à medida que envelhecemos.

FONTE - https://catracalivre.com.br/saude-bem-estar/pesquisa-indica-qual-fruta-reduz-risco-de-demencia-voce-costuma-consumir/

LEIAM OUTRAS MATÉRIAS E TEXTOS SOBRE ALZHEIMER NO MEU BLOG - INFOATIVO DEFNET

Alzheimer não é  uma piada, mas pode ser poesia de vida - https://infoativodefnet.blogspot.com/2011/06/alzheimer-nao-e-uma-piada-mas-pode-ser.html

sexta-feira, 4 de outubro de 2019

Alzheimer&Pesquisas - Cientistas revertem um ano de Alzheimer em dois meses através de nova invenção

Cientistas revertem um ano de Alzheimer em dois meses através de nova invenção (fonte Panorama Farmacêutico)

Alzheimer
imagem publicada na matéria - um homem com o 'chapéu' com ondas eletromagnéticas e uma representação ao lado com os locais onde são emitidas no cérebro as ondas eletromagnéticas 

Neurocientistas americanos da NeuroEM Therapeutics, em Phoenix, EUA, conseguiram reverter a perda de memória provocada pela doença de Alzheimer com a utilização de um chapéu com ondas eletromagnéticas.
No estudo-piloto, realizado com apenas oito voluntários, o chapéu magnético conseguiu reverter um ano de memória perdida em apenas dois meses.
Os oito voluntários são pacientes que sofrem da doença de Alzheimer, de leve a moderada. Eles receberam um chapéu MemorEM, que utiliza emissores criados especialmente para gerar um fluxo específico de ondas eletromagnéticas através do crânio.
Os pesquisadores observaram “desempenho cognitivo aprimorado” em sete dos oito voluntários na pesquisa.
O tratamento foi realizado duas vezes por dia, durante o período de uma hora, e são muito simples de administrar em casa.
O estudo foi publicado no Journal of Alzheimer’s Disease, mostrando alguns resultados, que precisam de mais pesquisas.
O biólogo Gary Arendash, CEO da NeuroEM Therapeutics, falou sobre o estudo: “Talvez a melhor indicação de que os dois meses de tratamento tenham um efeito clinicamente importante nos pacientes com DA [doença de Alzheimer] neste estudo seja que nenhum dos pacientes quis devolver o dispositivo de cabeça ao Instituto da Universidade do Sul da Flórida / Byrd Alzheimer após o estudo ser concluído”.
Segundo o biólogo, um paciente disse: “Voltei”.
O chapéu
O equipamento está sendo desenvolvido por dois cientistas que são os fundadores da NeuroEM Therapeutics.
Considerando as evidências já alcançadas, o chapéu TEMT parece capaz de deteriorar as proteínas amilóide-beta tóxicas e também as proteínas tau que foram tem forte relação com o Alzheimer: as ondas parecem ser capazes de desestabilizar as ligações fracas de hidrogênio que mantêm os aminoácidos unidos
Aparentemente essas proteínas entopem o cérebro destruindo e sufocando os neurônios necessários para manutenção das memórias, gerar fala à partir de pensamentos entre outros processos cognitivos fundamentais para nosso funcionamento.
A partir de uma série de testes cognitivos, criados para medir o nível de demência, a influência das ondas eletromagnéticas foi vista como “grande e clinicamente importante”.
Um ano de memória recuperada
A escala medida do ADAS-Cog varia entre uma média de cinco pontos para alguém sem Alzheimer, para uma média de 31 pontos para quem sofre da Doença e o estudo observou uma mudança positiva na média que foi de mais de quatro pontos em sete dos oito voluntários.
Esse nível de mudança, de quatro pontos, corresponde a uma redução cognitiva de mais de um ano em pacientes com Alzheimer.
Portanto equivaleu a um ano do impacto negativo da doença de Alzheimer na memória e pensamento revertido. Isso no espaço de dois meses de testes.
Sem efeito colaterais
O estudo também demonstrou que nenhum dos participantes pareceu sofrer efeitos colaterais ou quaisquer danos no cérebro que causados pelo tratamento com ondas eletromagnéticas.
A próxima empreitada seria um estudo bem maior, envolvendo mais pacientes com doença de Alzheimer,
A empresa está planejando um estudo envolvendo 150 voluntários para este ano. Se esse ele demonstrar que o tratamento TEMT tem eficácia e é seguro, poderá alcançar aprovação regulatória para comercialização do equipamento.
“Esses resultados fornecem evidências preliminares de que a administração do TEMT avaliada neste pequeno estudo de DA pode ter a capacidade de melhorar o desempenho cognitivo em pacientes com doença leve a moderada”, disse Amanda Smith, neurocientista da Universidade do Sul da Flórida (EUA).
Veja também:
leiam também no meu blog INFOATIVO.DEFNET matérias sobre ALZHEIMER
Alzheimer não é uma piada, mas pode ser poesia de vida - 

quinta-feira, 3 de janeiro de 2019

ALZHEIMER&Pesquisas - USP pesquisa memória visual para detectar precocemente o Alzheimer

USP PESQUISA memória visual para diagnosticar sinais precoces da Doença de Alzheimer 

Pesquisa da USP de Ribeirão Preto, SP, testa memória visual de voluntários — Foto: Cláudio Oliveira/EPTV


imagem da matéria - Pesquisa da USP de Ribeirão Preto, SP, visa mapear memória visual da população — Foto: Cláudio Oliveira/EPTV

Testes visam mapear e identificar pacientes que tenham algum tipo de comprometimento clínico. Estudo está na fase inicial e busca voluntários.

Pesquisadores do laboratório de psicologia cognitiva da USP de Ribeirão Preto (SP) realizam um estudo sobre memória visual para tentar diagnosticar precocemente possíveis demências como o Alzheimer. A pesquisa visa mapear a memória de pessoas normais para tentar identificar pacientes que tenham algum tipo de comprometimento clínico.

“Esse teste de recordação em que apresentamos formas e cores em localizações diferentes tem sido muito utilizado em outros países e tem se mostrado um bom preditor para manifestação precoce do Alzheimer. É importante que a gente tenha uma base da população normal para entender como esses comprometimentos estão acontecendo e para tentarmos explicar melhor porque eles acontecem”, diz a psicóloga Lorena Macedo.De acordo com o professor de psicologia e diretor da pesquisa César Galera, a memória envelhece com o passar dos anos e não há nada a se fazer para mudar isso.

“Existem vários tipos de memórias e nós focamos na memória visuoespacial, aparentemente, é uma memória simples, mas é extremamente importante no nosso dia a dia. Por exemplo, você precisa saber onde deixou as chaves ou um livro, essa associação local-objeto é muito importante e é uma das memórias que se perde mais rapidamente com o envelhecimento", afirma o diretor da pesquisa.Ainda de acordo com Galera, o envelhecimento não pode ser combatido, mas uma alimentação saudável, exercícios físicos e atividade intelectual podem ajudar a manter a memória em dia.

“Todo mundo a partir dos 25 a 30 anos começa a ter uma pequena perda de memória. Pessoas que perdem essa capacidade de associar cor e forma, nome e face, talvez venham a ter Alzheimer. Essa perda de memória pode ser um indicativo de que a pessoa vai ter um problema no futuro", conta o professor.A pesquisa consiste em observar cores, formas e localizá-las em um programa de computador, que mede o número de acertos e erros em um determinado período de tempo, cerca de 40 minutos. O que parece ser uma tarefa simples, pode confundir na hora dos exercícios.“É fácil, só que é bem rápido e você tem que se concentrar bastante nas formas, porque elas mudam de lugar e, algumas vezes, de cor também e tem que estar bem concentrado”, afirma a voluntária Tainara Albiasetti.

Os pesquisadores explicam que os dados não serão analisados individualmente. Será considerado o comportamento do grupo de voluntários. Além disso, outras linhas de estudo que envolvem emoção e atenção, também estão sendo realizadas.

“Apesar da gente falar muito sobre memória, ainda tem muita coisa que precisamos saber do funcionamento normal da memória para expandir depois para as diferenças clínicas. A partir do tempo de resposta da pessoa e a quantidade de acertos, traçamos um padrão de desempenho”, afirma a psicóloga Lorena.De acordo com a psicóloga, a pesquisa ainda está no estágio inicial e precisa de voluntários. Podem participar dos testes pessoas entre 18 e 35 anos e que tenham visão normal para cor. 

Os interessados podem entrar em contato pelo telefone (16) 3315-4393.

Fonte - com vídeo da matéria e mais imagens - 
https://g1.globo.com/sp/ribeirao-preto-franca/noticia/2019/01/01/usp-pesquisa-memoria-visual-para-diagnosticar-sinais-precoces-de-doencas-como-alzheimer.ghtml

Leia mais sobre Alzheimer e pesquisas neste blog e no INFOATIVO DEFNET 

sexta-feira, 10 de março de 2017

ALZHEIMER/PESQUISAS - Cientistas mais perto de prevenir doença de Alzheimer

Cientistas mais perto de prevenir doença de Alzheimer

Uma equipe de investigadores dos EUA concluiu que a queda do nível de glicose no cérebro estimula os sintomas do Alzheimer, e propõem uma forma de combater a doença.


foto internet - Setembro Lilás com um cérebro em lilás, com lobo occipital desaparecendo....

A relação entre os baixos níveis de glicose no cérebro e o Alzheimer já era conhecida dos médicos, mas uma equipa de investigadores da Temple University, nos Estados Unidos, descobriu recentemente que esta ligação pode ser ainda mais profunda.
Num estudo publicado na revista Translational Psychiatry, a equipa liderada pelo investigador Domenico Praticò descobriu que a descida dos níveis de glicose acontece muito antes dos primeiros sintomas (a perda de memória e as dificuldades cognitivas) e pode até motivar o aparecimento desses sintomas. Além disto, os investigadores apontam neste artigo um tratamento que pode impedir a queda dos níveis de glicose, o que, em última análise, poderá significar a prevenção do próprio Alzheimer.
Os especialistas identificaram novas provas que apontam para uma ideia que já era conhecida: o envolvimento da proteína p38 neste processo. Segundo Domenico Praticò, “há agora muitas provas de que a proteína p38 está envolvida no desenvolvimento da doença de Alzheimer“. Por isso, propõem a utilização desta proteína na produção de um medicamento para prevenir a doença.
O estudo foi feito com recurso a ratos de laboratório. Os investigadores reduziram o nível de glicose no cérebro dos animais e observaram o resultado. O que aconteceu foi que os ratos a quem foi diminuído o nível de glicose sofreram um declínio no funcionamento das células do cérebro, falharam muito mais em testes de memória e registaram uma aceleração da morte celular no cérebro – sintomas que indicam o início da doença de Alzheimer.
fonte - https://observador.pt/2017/03/09/cientistas-mais-perto-de-prevenir-o-alzheimer/
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terça-feira, 10 de maio de 2016

ALZHEIMER-PESQUISAS - Por que os doentes com Alzheimer deixam de reconhecer os familiares?

Por que os doentes com Alzheimer deixam de reconhecer os familiares?

Sintomas del alzheimer
*(Imagem publicada - um diapositivo ou seja um slide com uma foto antiga emoldurada sendo segura por uma mão, como representação das fotos antigas que se projetavam com retroprojetores em reuniões das famílias, onde o passado estava lá registrado e os rostos dos familiares reconhecidos- fotografia da matéria)

Tudo começa com esquecer onde estão as chaves ou quem telefonou. Depois, o senso de orientação e as lembranças vão sendo afetados, e se termina na dependência total de outra pessoa para realizar atividades comuns, como comer ou tomar banho. O mal de Alzheimer é uma alteração neurodegenerativa geralmente conhecida pelos problemas associados à perda de memória em curto e longo prazo. As pessoas que padecem da doença não são capazes de recordar nenhuma de suas experiências ao longo da vida e deixam de reconhecer os entes queridos, o que dificulta as relações com os familiares.

Um estudo recente demonstrou que a perda de memória e a capacidade de percepção visual dos rostos não se manifestam só na fase severa da doença, mas alguns sintomas já são observados em sua etapa prematura. Isso explicaria por que essas pessoas deixam de reconhecer os filhos, cônjuges ou amigos. Nessa pesquisa da Universidade de Montreal, Canadá, são comparados os resultados de 25 pessoas afetadas e os de 23 idosos sem nenhum tipo de problema neuronal. Os participantes foram submetidos ao Teste de Reconhecimento Facial de Benton (BFRT, nas siglas em inglês), provas adotadas por neurologistas e neuropsicólogos para determinar as habilidades de reconhecimento facial. O procedimento é simples: é apresentada uma série de rostos e objetos comuns, neste caso, carros em diferentes posições, e a pessoa deve indicar quais imagens são iguais.

Os resultados revelaram que as pessoas com Alzheimer processam de forma menos eficaz os rostos em posição normal do que os invertidos e os carros. “O reconhecimento de rostos invertidos depende de técnicas de estratégia local (observar os olhos, o nariz e a boca de forma individual), enquanto que nós pensamos que quando processamos caras em posição normal as múltiplas partes de um rosto são percebidas integradas, como representações holísticas das caras, e é nesse último ponto onde se encontrou menos eficiência em pessoas com Alzheimer”, afirma o pesquisador principal do projeto, Sven Joubert.
Uma possível explicação apresentada pelo estudo para as dificuldades dos doentes é que existem regiões especificamente associadas com a percepção facial que podem ser afetadas durante o curso da doença. Várias análises do volume da matéria cinzenta do cérebro detectaram que as pessoas que sofrem de Alzheimer costumam ter atrofia do giro fusiforme direito, encarregado de identificar pessoas conhecidas.

Uma doença irreversível

"Temos a concepção de que a visão se dá unicamente com os olhos, com o que se vê, mas isto não é verdade. O cérebro interpreta a informação que os olhos veem”, diz Teresa Moreno, diretora de Edições da Sociedade Espanhola de Neurologia. Ela explica que o Alzheimer é uma degeneração neuronal progressiva, que vai afetando diferentes funções de modo gradual.
Os sintomas da enfermidade podem variar dependendo das zonas do cérebro que estejam prejudicadas. “Algumas pessoas podem reconhecer o rosto de seus familiares, mas não suas vozes, ou podem não reconhecer a voz, mas sua forma de falar”, conta Moreno. Isso se deve a que as conexões neuronais que relacionam regiões do cérebro com outras se encontram afetadas. “A visão é muito complexa. Os olhos podem funcionar corretamente, mas se as conexões neuronais não funcionam bem, a percepção do mundo exterior se distorce”, diz a neurologista.
Apesar de ainda não existir tratamento ou medicamento para acabar com o Alzheimer, Teresa Moreno defende os exercícios de reabilitação cognitiva, que têm como finalidade tornar mais lentos os efeitos da doença. Além disso, recomenda estimular várias partes do cérebro com atividades simples, como falar muito com os doentes, tratá-los de modo carinhoso ou, até mesmo, escutar música com eles.
fonte - http://brasil.elpais.com/brasil/2016/04/28/ciencia/1461864175_680522.html
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MÃES, ALZHEIMER E MÚSICA.

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terça-feira, 4 de agosto de 2015

ESQUIZOFRENIA/TECNOLOGIAS - Uso de iPad pode ajudar memória de pessoas com esquizofrenia

Aplicativo para treinar cérebro pode ajudar pessoas com esquizofrenia

cérebro; mente; pensamento (Foto: Thinkstock)
(imagem - um cérebro em azul com suas circunvoluções realçadas por uma claridade que as realça sobre um fundo azul escuro - fonte Thinkstock)

LONDRES (Reuters) - Um jogo de "treino cerebral" para iPad desenvolvido na Grã Bretanha pode melhorar a memória de pacientes com esquizofrenia, ajudando-os em suas vidas cotidianas em casa e no trabalho, disseram pesquisadores nesta segunda-feira.

Cientistas da Universidade de Cambridge disseram que testes feitos com um pequeno número de pacientes que jogaram o game por quatro semanas descobriram que tiveram melhorias na memória e no aprendizado.

O jogo, "Wizard", é desenhado para ajudar a chamada memória episódica - o tipo de memória necessária para lembrar onde você deixou suas chaves algumas horas atrás, ou para lembrar algumas horas depois onde você estacionou seu carro em um estacionamento com muitos andares.
Este estudo, publicado no periódico Philosophical Transactions of the Royal Society B, descobriu que 22 pacientes que jogaram o jogo da memória incorreram significativamente em menos erros para tentar lembrar a localização de diferentes testes de padrões específicos.
"Precisamos de uma maneira de tratar os sintomas cognitivos da esquizofrenia, como problemas com a memória episódica, mas o progresso em desenvolver um tratamento com medicamentos tem sido lento", disse Barbara Sahakian do departamento de psiquiatria da Universidade de Cambridge.
"Este estudo de prova de conceito... demonstra que o jogo da memória ajuda onde as drogas falharam até então. E porque o jogo é interessante, até mesmo os pacientes com falta de motivação são estimulados a continuar o treinamento."
fonte - http://br.reuters.com/article/internetNews/idBRKCN0Q821120150803 © Thomson Reuters 2015 All rights reserved.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

ALZHEIMER/TECNOLOGIA ASSISTIVA - Em Petrolina, PE, foi criado game que ajuda memória e concentração

Game que ajuda no tratamento do Alzheimer é desenvolvido em Petrolina

Ferramenta estimula a memória, concentração e atenção dos pacientes.
Jogo pode ser personalizado com dados e fotos de familiares.


Game que ajuda no tratamento do Alzheimer (Foto: Reprodução/TV Grande Rio)
(imagem - a foto de uma tela de computador com exibição de duas imagens de pessoas em uma tabela de doze quadrados onde se reproduzem também um símbolo de interrogação - reprodução de matéria da TV Grande Rio, sobre o game)

Estimular a concentração e a memória de pacientes com Alzheimer é a proposta de um jogo eletrônico, na forma de aplicativo, desenvolvido por uma terapeuta ocupacional de Petrolina, no Sertão pernambucano. O game é resultado da pesquisa de mestrado de Denise Cavalcanti, que foi defendida na Universidade do Vale do São Francisco (Univasf), e tem o diferencial de ser personalizável.

Segundo Denise, que também é coordenadora da Sub-regional de Petrolina da Associação Brasileira de Alzheimer (Abraz), o paciente com Alzheimer apresenta déficit de memória, atenção e concentração e jogos são usados como forma de tratamento. “Os jogos ajudam a potencializar as funções cognitivas, auxiliando no tratamento. O aplicativo que desenvolvemos ele se enquadra na categoria de serious games, que são jogos com fins terapêuticos”, conta.

O aplicativo, que recebe o nome de Software to Improve Memory (SIM), software para melhoria da memória em tradução livre, possibilita cadastrar dados pessoais do paciente e fotos dos familiares e amigos. “Na segunda fase do Alzheimer os idosos passam a não reconhecer nomes e faces de conhecidos. O aplicativo é o primeiro a disponibilizar essa ferramenta de personalização”, explica a terapeuta ocupacional. Outra característica do SIM é uma ferramenta que permite o acompanhamento do desempenho dos usuários. “O aplicativo gera um relatório com os dados sobre as partidas jogadas pelos pacientes, como por exemplo, o tempo de jogo, número de partidas e de desistências”, afirmou Cavalcanti.

O software está em processo de patente, mas segundo Denise, ele deve ficar disponível no futuro para dispositivos com sistema Android e na web. “Como é uma ferramenta de grande relevância social, o jogo deve ser acessível. Acredito que a ciência tem que ir além da área acadêmica e beneficiar a população”, concluiu Denise.
FONTE - http://g1.globo.com/pe/petrolina-regiao/noticia/2015/02/game-que-ajuda-no-tratamento-do-alzheimer-e-desenvolvido-em-petrolina.html
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segunda-feira, 29 de setembro de 2014

ALZHEIMER/PESQUISAS - Pessoas vivendo com Alzheimer mantêm suas emoções

Mesmo sem memória, paciente de Alzheimer mantém emoções

A constatação é da Universidade de Iowa, nos EUA
(imagem - foto colorida da matéria, com um neurocirurgião examinando através de um aparelho uma neuroimagem do cérebro, fotografia AFP)
Manaus - Os pacientes com Alzheimer podem sentir emoções mesmo quando se esquecem do motivo que as causou por causa da doença, afirmou Edmarie Guzmán-Vélez, que comandou uma pesquisa sobre o tema publicada na revista ‘Cognitive and Behavioral Neurology’.
O estudo assinala que, apesar de os pacientes não conseguirem se lembrar de uma visita recente de um ente querido ou que não receberam os cuidados devidos, essas ações podem ter um impacto em seus sentimentos.
Em entrevista, Edmarie destacou que é importante que familiares e cuidadores aprendam a se comunicar com o paciente com Alzheimer para fazer com que sintam emoções positivas.
“Talvez o paciente não se lembre do motivo que o levou a comer seu prato favorito, mas esse momento de felicidade, esse sentimento positivo vai continuar em sua mente”, garantiu Edmarie, autora principal do estudo e doutoranda em psicologia clínica na Universidade de Iowa (EUA).
“Por outro lado, se acontece alguma coisa que o faça se sentir triste, esse sentimento vai permanecer durante um tempo, o que significa que é extremamente importante que nos dediquemos a tentar induzir emoções positivas e minimizar o máximo possível as emoções negativas”, acrescentou.
A equipe de pesquisadores da Universidade de Iowa mostrou para 17 pessoas sem a doença e a 17 com o mal de Alzheimer fragmentos de filmes tristes e alegres, que resultaram em emoções como risos e lágrimas. Cerca de cinco minutos depois, os pesquisadores entregaram aos participantes um teste de memória para ver se conseguiam se lembrar do que tinham visto.
Como era de se esperar, os pacientes com Alzheimer guardaram significativamente menos informação sobre os filmes. De fato, quatro deles foram incapazes de se lembrar de qualquer informação sobre os filmes e um sequer se recordou que tinha visto um filme.
No entanto, os pacientes mantiveram o sentimento de alegria ou tristeza por um período de até 30 minutos depois de terem assistido o filme.
“Isso confirma que a vida emocional de um paciente com Alzheimer está viva”, afirmou a investigadora, que destacou as implicações diretas que têm suas descobertas para ensinar os cuidadores a melhorar o tratamento com os pacientes.
Para Edmarie, as visitas frequentes, as interações sociais, o exercício físico, a música, a dança e as brincadeiras “são coisas simples que podem ter um impacto emocional durável na qualidade de vida de um paciente e no seu bem-estar subjetivo”.
Estima-se que nos Estados Unidos o mal de Alzheimer afetará 16 milhões de pessoas em 2050, sem que tenha sido descoberto, até o momento, um medicamento para prevenir ou influenciar o desenvolvimento progressivo desse tipo de doença neurodegenerativa.
Edmarie conduziu o estudo com Daniel Tranel, professor de neurologia e psicologia da Universidade de Iowa, e Justin Feinstein, professor assistente na Universidade de Tulsa, no Estado de Oklahoma, e do Laureate Institute for Brain Research.
Segundo a Associação Brasileira de Alzheimer, mais de 35 milhões de pessoas no mundo têm a doença que afeta e gera demência ou perda de funções cognitivas (memória, orientação, atenção e linguagem), causada pela morte de células cerebrais. Só no Brasil, são cerca de 1,2 milhão de casos, a maior parte deles ainda sem diagnóstico.
O mal de Alzheimer atinge principalmente idosos a partir dos 55 anos de idade e leva a problemas sérios, incluindo dificuldade em se realizar atividades básicas do dia a dia. A doença ainda é marcada pela falta de conhecimento e pela crença de que alguns sintomas são naturais do processo do envelhecimento.
Teste de sangue identifica proteínas que causam doença
A novidade ganhou as manchetes da respeitada revista científica Alzheimer’s & Dementia: um grupo de pesquisadores da Universidade de Oxford, na Inglaterra, criou um teste de sangue, tão simples quanto o do colesterol, capaz de identificar um conjunto de proteínas no sangue que pode antever o surgimento da demência com 87% de precisão.
Os resultados do estudo, realizado com mais de mil pessoas, serão usados para aprimorar os testes com novos medicamentos.
Apesar do grande avanço para compreender o mal, que afeta mais de 40 milhões de pessoas em todo mundo, parte da classe científica tem questionado o valor desse tipo de exame, já que o tratamento para a doença ainda não foi descoberto. Basta imaginar a reação de uma pessoa cujo diagnóstico foi positivo e que pouco pode fazer para melhorar seu estado nos anos que lhe sobram de vida. Algo que só tende a piorar com o tempo.
O mal de Alzheimer é uma forma de demência decorrente da degeneração e morte das células cerebrais e seus sintomas mais frequentes são enfraquecimento da memória e do processo cognitivo, aquele relacionado à aprendizagem.
Ele se manifesta com maior frequência a partir dos 65 anos. A boa notícia, no entanto, é que a prevenção, como tudo que diz respeito à saúde, é um caminho promissor para manter as funções cerebrais e corporais azeitadas.
Afinal, não se pode esquecer, que sempre é tempo de fazer mudanças cotidianas para garantir uma boa qualidade de vida, segundo recomendam cientistas que pesquisam a doença.
fonte - http://new.d24am.com/noticias/saude/mesmo-memoria-paciente-alzheimer-mantem-emocoes/120714

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

ALZHEIMER/PESQUISAS - Médica da Clínica Mayo traz respostas importantes sobre o avanço da doença

DOENÇA DE ALZHEIMER - Impacto da doença cresce
em todo o mundo, com o aumento da longevidade.


Pesquisa avança, mas ainda não tem a resposta para a cura.
Estima-se que a doença afete mais de 115 milhões de pessoas até 2050.

(imagem - do meu blog InfoAtivoDefNet - 
uma foto da primeira mulher diagnosticada pelo médico que deu o nome à doença, Alzheimer. 
É uma foto cuja descrição não atingirá a força de sua gravidade e sofrimento,
 feita há mais de um século, da Sra. August D.)

Cientistas de todo o mundo lutam para encontrar uma cura para a doença de Alzheimer,
muito temida, que cresce em ritmo acelerado em todo o mundo, em consequência do aumento
da expectativa de vida da população;
 Quanto mais velha, maior o risco de uma pessoa sofrer dessa patologia que afeta o cérebro,
 “apagando as recordações”
e que condena o paciente, bem como sua família, a uma deterioração devastadora e
 inevitável da qualidade de vida.

Até hoje, a medicina conhece as causas desse tipo de demência, porém não conseguiu
descobrir a cura. As estatísticas indicam que aproximadamente 44 milhões de pessoas
convivem com a demência em todo o mundo, número que,
segundo se estima, aumentará para cerca de 115 milhões até o ano 2050.
Por isso, já se faz referência à Alzheimer como uma epidemia mundial.
No entanto, os avanços na pesquisa estão produzindo informações novas e promissoras
sobre a origem do problema e trazendo esperanças de se poder detectar a doença em
estágios mais precoces, como também definir formas mais específicas de tratá-la.

Pesquisadores da Clínica Mayo, de Jacksonville, Flórida, divulgaramrecentemente os
resultados de um amplo estudo realizado em centenas de genes, com mais de
700 amostras de tecidos cerebrais de pacientes com a doença de Alzheimer ou
outros distúrbios neurodegenerativos.
A médica Minerva Carrasquillo, uma das participantes dessa pesquisa, explica o
avanço da doença de Alzheimer e as novas ferramentas para combatê-la à
disposição da ciência. Acompanhe sua entrevista:

Se a ciência já definiu que a doença de Alzheimer decorre de um acúmulo no cérebro
da proteína beta-amilóide e da proteína tau.
Por que tem sido tão difícil encontrar uma droga que cure e previna a doença –
 ou mesmo uma vacina?

A evidência obtida até hoje indica que a patologia da doença de Alzheimer se inicia
com o acúmulo da proteína beta-amilóide, o que resulta em uma cascata de eventos,
que terminam com a destruição de neurônios, em regiões do cérebro essenciais
para a preservação da memória e das funções cognitivas. Ainda que os tratamentos
 já desenvolvidos para reduzir o acúmulo dessa proteína tenham apresentado
 efeito colaterais, temos feito progresso nas tentativas de eliminá-los.
A maior dificuldade tem sido encontrar drogas que possam cruzar a
barreira hematoencefálica (barreira entre o sangue e o cérebro) e que não produzam
efeitos colaterais sérios. Porém, quanto mais aprendemos sobre os
 fatores genéticos e ambientais, que aumentam o risco de
desenvolvimento da doença de Alzheimer, mais aumentamos o
 armamento para combater essa doença.

Em que porcentagem a herança genética influencia na neurodegeneração,
 em comparação com a idade avançada e com fatores ambientais de risco?

Estudos epidemiológicos que compararam a relação da Alzheimer
entre gêmeos idênticos (univitelinos) e gêmeos fraternos (bivitelinos)
estimaram que o componente genético dessa doença oscila entre 58% e 79%.
Portanto, não há dúvida de que os genes exercem um papel muito
importante no desenvolvimento da neurodegeneração.
Porém, esses estudos também demonstraram que os fatores ambientais
contribuem em uma percentagem significativa para o desenvolvimento da doença.
Por isso, devem ser estudados, a fim de se determinar se podem ser
modificados a ponto de diminuir, significativamente, os efeitos dos riscos genéticos.
Embora ainda não se tenha avaliada a porcentagem de risco oriundo especificamente
do envelhecimento, sabe-se que a idade avançada também aumenta a deterioração
do cérebro, o que, pelo que sabemos, intensifica os efeitos adversos dos
fatores genéticos que contribuem para o risco de desenvolver a doença de Alzheimer.
Por isso, o estudo de fatores que influenciam na longevidade também pode
contribuir para o desenvolvimento de tratamentos para a doença de Alzheimer.

As pessoas que têm antecedentes familiares da doença de Alzheimer
contam com alguma forma de prevenção de seu desenvolvimento?

Não. Ainda não se encontrou um tratamento para a prevenção do
desenvolvimento dessa doença.

Atualmente, o mercado farmacêutico oferece medicamentos indicados para
 retardar a progressão dessa doença, quando é diagnosticada.
Quais têm sido os resultados conseguidos com o uso desses medicamentos,
considerando seus altos custos?

Os medicamentos disponíveis atualmente apenas diminuem a progressão
dos sintomas e, infelizmente, o benefício é, com frequência, imperceptível.
Por isso, há tanta urgência em descobrir melhores tratamentos.

Qual a diferença entre o estudo recente da Clínica Mayo em comparação
 com os estudos realizados anteriormente, tanto na Mayo como em outras instituições?

Até há pouco tempo, a maioria dos estudos se concentravam em genes ou
em proteínas com funções relacionadas aos sintomas ou à patologia da doença.
Nos últimos cinco anos, estudos do genoma identificaram 20 variantes
associadas ao risco do desenvolvimento da doença de Alzheimer.
No entanto, ainda não se sabe exatamente qual é a função dessas variantes.
Portanto, o enfoque de nosso estudo mais recente se concentra
em determinar se essas novas variantes causam mudanças na expressão genética no cérebro.

Qual é o principal mérito dos resultados obtidos?

Graças ao grande número de amostras de tecido de autópsia cerebral
 que foram doadas à Clínica Mayo para a pesquisa de doenças neurodegenerativas,
 temos capacidade estatística suficiente para detectar associações
de variantes com níveis de expressão de genes específicos.
 Os genes que demonstram ser modulados pelas variantes que foram associadas
 ao risco de desenvolvimento da doença de Alzheimer poderiam
se converter em novos caminhos de intervenções terapêuticas.

De que maneira esse estudo contribui para a possibilidade de desenvolver terapias eficazes?

Nosso estudo está facilitando a identificação dos genes associados à doença
e nos guia para os mecanismos biológicos que contribuem para a doença.
O desenvolvimento de tratamentos eficazes depende do
conhecimento desses mecanismos biológicos.

Há alguma esperança a curto prazo?

Falar de cura tem sido muito difícil até agora. Porém, é preciso manter sempre
a esperança. Milhares de cientistas em todo o mundo trabalham arduamente
 com esse objetivo em mente e, a cada dia, recebemos mais informações
 que nos levam para mais próximos dessa meta.

Na recente Conferência Internacional de Copenhague (julho), foi feita
referência à relação entre a doença de Alzheimer e a perda do olfato.
Essa associação ajudará na detecção mais precoce do problema?

De acordo com os resultados desse estudo, a correlação entre a perda do olfato
e a doença de Alzheimer é significativa, porém não é perfeita.
Por isso, não se pode usá-la para predizer o desenvolvimento dessa doença.
Porém, conforme se especula, será possível utilizá-la em combinação com os
exames já existentes para se poder diagnosticar a doença em pacientes,
antes que eles apresentem todos os sintomas que até agora têm sido
 usados para definir a doença, como, por exemplo, a perda de memória episódica.

Em quanto tempo se poderá aplicar esse conhecimento à prática clínica?
De que depende o desenvolvimento desses testes?

Ainda que o exame de odor, que foi utilizado nesses estudos, seja fácil
 de aplicar e não é caro, é difícil prever quando se poderá utilizar esse
conhecimento, de fato, na prática clínica. Esses estudos ainda estão
em etapas iniciais e requerem confirmação em um grupo maior e independente de pacientes.

Alguns estudos identificaram placas de beta-amilóide na retina de pacientes
 afetados pela doença. Essa é uma descoberta realmente promissora?

De uma forma similar aos estudos sobre a perda de olfato, os estudos que
visualizaram as placas de beta-amilóide no olho concluem que esses exames
poderiam ajudar a diagnosticar a doença de Alzheimer em idade mais precoce,
medir o progresso da doença e as respostas a terapias. De acordo com os pesquisadores
participantes do estudo que visualiza a beta-amilóide no cristalino (a lente dos olhos),
a correlação da densidade de placas na lente com o diagnóstico clínico da doença
de Alzheimer é muito significativa. Porém, ainda são necessários novos estudos
para examinar essa correlação a longo prazo em indivíduos sem demência,
para determinar se, na realidade, esses exames podem ser utilizados para
diagnosticar a doença em idade mais precoce. Esse estudo foi financiado, em parte,
por verbas dos Institutos Nacionais de Saúde e pelo
Centro de Pesquisa da Doença da Alzheimer da Mayo.

Para mais informações sobre tratamento da doença de Alzheimer na
 Clínica Mayo de Jacksonville, Flórida, os interessados devem contatar
 o departamento de Serviços Internacionais pelo telefone 1-904-953-7000
 ou envie e-mail para intl.mcj@mayo.edu.
 Para mais informações em português, visite www.mayoclinic.org/portuguese/.

Sobre a Mayo Clinic
Completando 150 anos de serviços à humanidade em 2014,
a Mayo é uma das principais clínicas mundiais, dedicada à atenção médica,
 pesquisa e educação para pessoas em todas as etapas da vida.
 Não tem fins lucrativos. Para mais informações,
 acesse150years.mayoclinic.org ou newsnetwork.mayoclinic.org/.

LEIAM TAMBÉM NO MEU BLOG INFOATIVO.DEFNET - 

ALZHEIMER NÃO É UMA PIADA, mas pode ser poesia de vida http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2011/06/alzheimer-nao-e-uma-piada-mas-pode-ser.html

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

MEMÓRIAS/NEUROCIÊNCIAS - Emoções relacionadas com sofrimentos podem ser ''apagadas''?

Neurocientistas querem reescrever lembranças ruins

Mulher em exposição do cérebro humano

(imagem - com uma mulher sobreposta por uma imagem de um desenho que representaria a cabeça humana como em uma radiografia, transparente, que estaria em uma exposição sobre o cérebro humano - da divulgação da matéria - Matty Cards/Getty Imagens)

Cientistas dizem que podem fazer com que eventos ruins do passado pareçam melhores e coisas boas, piores

As emoções relacionadas a lembranças podem ser reescritas, fazendo com que eventos ruins do passado pareçam melhores e coisas boas, piores, descobriram cientistas do Japão e dos Estados Unidos, que deram detalhes de seu estudo em artigo publicado nesta quarta-feira na revista científica britânica Nature.
De acordo com eles, a descoberta do mecanismo por trás do processo ajuda a explicar o poder dos tratamentos atuais de psicoterapia para doenças mentais, como a depressão ou o Distúrbio de Estresse Pós-traumático (DEPT), e pode abrir novas vias para o tratamento psiquiátrico.
"Estas descobertas validam o sucesso da psicoterapia atual, ao revelarem seu mecanismo subjacente", explicou à AFP, em Tóquio, o chefe das pesquisas, Susumu Tonegawa.
A equipe de cientistas, formada a partir de uma colaboração entre o Instituto RIKEN, do Japão, e o Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), dos Estados Unidos, usaram a optogenética - uma nova técnica de controle cerebral que usa a luz - para compreender melhor o que acontece quando pensamos no passado.
Eles descobriram que sentimentos acolhedores ou de medo intenso, provocados pela interação entre o hipocampo - o 'confessionário' do cérebro - e a amígdala - o local onde seria codificada a positividade ou a negatividade - são mais flexíveis do que se pensava.
"Depende da intensidade da prevalência (do aspecto bom ou ruim). Há uma competição entre as duas forças de conexão dos circuitos", explicou Tonegawa.
Os cientistas injetaram em dois grupos de camundongos machos proteínas de uma alga sensível à luz, permitindo a eles identificar a formação de uma nova memória na medida em que acontecia e, com isso, usar pulsos de luz para reativá-la quando quisessem.
Eles permitiram a um grupo de roedores brincar com as fêmeas, criando uma memória positiva. O outro grupo levou um pequeno, porém desagradável, choque elétrico no chão.
Memória dolorosa
Em seguida, os cientistas reativaram artificialmente a memória, usando os pulsos de luz, efetivamente fazendo os roedores se lembrarem do que tinha acontecido com eles.
Enquanto os ratinhos "lembravam" o evento, eles vivenciavam a experiência oposta: as cobaias com a memória positiva levavam um choque, enquanto aqueles com a memória dolorosa eram conduzidos a fêmeas.
Tonegawa explicou que sua equipe descobriu que a emoção da nova experiência subjugou a emoção original, reescrevendo a forma como o animal se sentiu a respeito.
"Fizemos um teste na câmara original e a memória de medo original desapareceu", afirmou.
No entanto, reescrever a lembrança só foi possível com a manipulação do hipocampo, que é sensível a contextos. O mesmo resultado não poderia ser alcançado manipulando-se a amígdala.
Tonegawa disse que a conexão entre a memória contextual no hipocampo e as emoções "boas" ou "ruins" na amígdala ficaram mais fortes ou mais fracas, dependendo do que foi vivenciado.
Os cientistas esperam que suas descobertas possam abrir novas possibilidades para tratar distúrbios do humor, como depressão ou estresse pós-traumático, uma condição mais presente em determinados segmentos da sociedade, como os militares, em que as pessoas vivenciaram eventos particularmente trágicos ou de risco de morte.
"No futuro, eu gostaria de pensar que, com a nova tecnologia, seremos capazes de controlar os neurônios no cérebro sem fios e sem ferramentas intrusivas, como os eletrodos", disse Tonegawa, que ganhou o Prêmio Nobel de Fisiologia e Medicina em 1987.
"Poderíamos fazer prevalecer as lembranças boas sobre as ruins", afirmou.
Em um comentário também publicado na Nature, os cientistas especializados em cognição Tomonori Takeuchi e Richard Morris, da Universidade de Edimburgo, na Escócia, disseram que o estudo representa uma inovação na exploração de mecanismos da memória, embora a optogenética tenha limitações como uma ferramenta para fazer isso.
"Mas a engenharia molecular está lançando luz sobre nossa compreensão das redes de memória fisiológica subjacente", escreveram.
FONTE- http://exame.abril.com.br/tecnologia/noticias/neurocientistas-dizem-ser-possivel-reescrever-lembrancas-ruins
LEIAM TAMBEM NO BLOG -

PSIQUIATRIA/MEMÓRIA - Uso de ECT para apagamento de memórias seletivas na Holanda  http://infonoticiasdefnet.blogspot.com.br/2014/02/psiquiatriamemoria-uso-de-ect-para.html

sábado, 16 de agosto de 2014

ALZHEIMER/FOTOGRAFIAS - Estudo comprova que fotos podem auxiliar pessoas com Alzheimer na memória

As fotografias podem ajudar os doentes de Alzheimer a conservar a memória 

(imagem - foto colorida da câmara Autographer na mão de uma pessoa - fotografia da matéria)
Cada vez mais se veste ou se usa a tecnologia como um adereço útil. E se a moda de partilhar a vida inteira nas redes sociais parece ainda mal ter começado, vão-se descobrindo em novas aplicações diferentes utilidades. Acontece com frequência: uma ideia é desenvolvida com um determinado fim e acaba por se tornar útil noutro. Os dispositivos de captação automática de imagens não são novidade, mas novos estudos sugerem que podem beneficiar significativamente a qualidade de vida dos doentes de Alzheimer, porque funcionam como retentores de memória.
As câmaras de disparo automático como a Autographer ou a Narrative são aplicativos que se prendem à roupa e que tiram centenas de fotos por dia. Entre outras características, possuem sensores de movimento, de luminosidade e GPS. Prendem-se com um clipe ao casaco ou ao cinto, tornando-se assim num método simples de captar em imagem — e na perspectiva do utilizador — todos os minutos de um dia inteiro. Essas fotos podem ser visionadas posteriormente e até partilhadas pelas redes sociais.
Autographer foi o resultado da aplicação comercial de um projeto que a Microsoft Research desenvolveu chamado SenseCam, com o objectivo inicial de servir de “caixa negra” do dia a dia, registando acidentes e outras ocorrências. Mas o departamento de pesquisa da Microsoft percebeu que, mais do que para distrair e partilhar, este tipo de tecnologia poderia ter outra aplicação prática: ajudar a registar a memória daqueles que, involuntariamente, não a têm.
A doença de Alzheimer é apenas uma das várias formas de demência, mas é provavelmente a mais falada, quanto mais não seja porque representa mais de metade de todas as formas de demência. Caracteriza-se inicialmente pela perda progressiva da memória de curto prazo. O doente deixa de ser capaz de se lembrar onde fica a gaveta dos talheres da casa onde viveu toda a vida – apesar de poder ser capaz de recuperar memórias de infância. É uma doença crónica e devastadora, também para os familiares e amigos destes doentes, que se confrontam com o esquecimento constante. Nos estados mais avançados (ainda antes da perda total de autonomia e mobilidade), um pai deixa de reconhecer um filho. O lapso da memória a curto prazo tem outras consequências práticas e igualmente sérias, como por exemplo o facto de os doentes de Alzheimer se perderem com facilidade. Um passeio breve pelo quarteirão pode terminar em horas de deambulação pelas ruas, pois estas pessoas deixam de ter a capacidade de reconhecer o caminho trilhado minutos antes. Já existem localizadores GPS para estes doentes, mas o objetivo das câmaras “wearable” é outro.
Vários estudos apontam para a importância do registo diário (escrito) como um método para ajudar os doentes a manter a memória ativa, mas este nem sempre funciona e, pelo contrário, pode nalguns casos agravar os estados de confusão e ansiedade: imagine como seria se lhe pedissem para escrever sobre um dia do qual já quase não se recorda e, ainda por cima, tendo consciência disso. As fotografias são por isso um método muito mais eficaz para registar os momentos passados no curto prazo e têm uma vantagem extra: estudos revelam que os doentes de Alzheimer conseguem não só recordar os momentos esquecidos, como são capaz de os memorizar em 85% das vezes e durante vários dias ou semanas. Por outras palavras, ao verem numa fotografia onde está a gaveta dos talheres (para usar o mesmo exemplo), conseguem reter essa informação nas semanas seguintes. Pensa-se que a visualização destas imagens serve de “gatilho” na ativação dos centros de memória visual do cérebro que são usados quando assimilamos uma experiência pela primeira vez. Os cientistas acreditam que a repetição dessa ação — o confronto repetido com uma imagem — acaba por transformar a memória em consciência e que provavelmente, nalguns doentes, consegue recuperar funções cognitivas.
Outros trabalhos estão em curso, mas a evidência estatística de que os doentes de Alzheimer (em fase inicial) são capazes de “fixar” memórias através de simples fotografias é um dado muito animador. Estas câmaras são muito pequenas e fáceis de utilizar, não necessariamente para o doente com demência, mas para quem o auxilia e acompanha — as fotos têm de ser descarregadas para o computador — e custam entre 200 e 300 euros.
FONTE - http://observador.pt/2014/08/13/fotografia-alzheimer-memoria/