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sábado, 16 de agosto de 2014

ALZHEIMER/FOTOGRAFIAS - Estudo comprova que fotos podem auxiliar pessoas com Alzheimer na memória

As fotografias podem ajudar os doentes de Alzheimer a conservar a memória 

(imagem - foto colorida da câmara Autographer na mão de uma pessoa - fotografia da matéria)
Cada vez mais se veste ou se usa a tecnologia como um adereço útil. E se a moda de partilhar a vida inteira nas redes sociais parece ainda mal ter começado, vão-se descobrindo em novas aplicações diferentes utilidades. Acontece com frequência: uma ideia é desenvolvida com um determinado fim e acaba por se tornar útil noutro. Os dispositivos de captação automática de imagens não são novidade, mas novos estudos sugerem que podem beneficiar significativamente a qualidade de vida dos doentes de Alzheimer, porque funcionam como retentores de memória.
As câmaras de disparo automático como a Autographer ou a Narrative são aplicativos que se prendem à roupa e que tiram centenas de fotos por dia. Entre outras características, possuem sensores de movimento, de luminosidade e GPS. Prendem-se com um clipe ao casaco ou ao cinto, tornando-se assim num método simples de captar em imagem — e na perspectiva do utilizador — todos os minutos de um dia inteiro. Essas fotos podem ser visionadas posteriormente e até partilhadas pelas redes sociais.
Autographer foi o resultado da aplicação comercial de um projeto que a Microsoft Research desenvolveu chamado SenseCam, com o objectivo inicial de servir de “caixa negra” do dia a dia, registando acidentes e outras ocorrências. Mas o departamento de pesquisa da Microsoft percebeu que, mais do que para distrair e partilhar, este tipo de tecnologia poderia ter outra aplicação prática: ajudar a registar a memória daqueles que, involuntariamente, não a têm.
A doença de Alzheimer é apenas uma das várias formas de demência, mas é provavelmente a mais falada, quanto mais não seja porque representa mais de metade de todas as formas de demência. Caracteriza-se inicialmente pela perda progressiva da memória de curto prazo. O doente deixa de ser capaz de se lembrar onde fica a gaveta dos talheres da casa onde viveu toda a vida – apesar de poder ser capaz de recuperar memórias de infância. É uma doença crónica e devastadora, também para os familiares e amigos destes doentes, que se confrontam com o esquecimento constante. Nos estados mais avançados (ainda antes da perda total de autonomia e mobilidade), um pai deixa de reconhecer um filho. O lapso da memória a curto prazo tem outras consequências práticas e igualmente sérias, como por exemplo o facto de os doentes de Alzheimer se perderem com facilidade. Um passeio breve pelo quarteirão pode terminar em horas de deambulação pelas ruas, pois estas pessoas deixam de ter a capacidade de reconhecer o caminho trilhado minutos antes. Já existem localizadores GPS para estes doentes, mas o objetivo das câmaras “wearable” é outro.
Vários estudos apontam para a importância do registo diário (escrito) como um método para ajudar os doentes a manter a memória ativa, mas este nem sempre funciona e, pelo contrário, pode nalguns casos agravar os estados de confusão e ansiedade: imagine como seria se lhe pedissem para escrever sobre um dia do qual já quase não se recorda e, ainda por cima, tendo consciência disso. As fotografias são por isso um método muito mais eficaz para registar os momentos passados no curto prazo e têm uma vantagem extra: estudos revelam que os doentes de Alzheimer conseguem não só recordar os momentos esquecidos, como são capaz de os memorizar em 85% das vezes e durante vários dias ou semanas. Por outras palavras, ao verem numa fotografia onde está a gaveta dos talheres (para usar o mesmo exemplo), conseguem reter essa informação nas semanas seguintes. Pensa-se que a visualização destas imagens serve de “gatilho” na ativação dos centros de memória visual do cérebro que são usados quando assimilamos uma experiência pela primeira vez. Os cientistas acreditam que a repetição dessa ação — o confronto repetido com uma imagem — acaba por transformar a memória em consciência e que provavelmente, nalguns doentes, consegue recuperar funções cognitivas.
Outros trabalhos estão em curso, mas a evidência estatística de que os doentes de Alzheimer (em fase inicial) são capazes de “fixar” memórias através de simples fotografias é um dado muito animador. Estas câmaras são muito pequenas e fáceis de utilizar, não necessariamente para o doente com demência, mas para quem o auxilia e acompanha — as fotos têm de ser descarregadas para o computador — e custam entre 200 e 300 euros.
FONTE - http://observador.pt/2014/08/13/fotografia-alzheimer-memoria/

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

ALZHEIMER/GENÉTICA - Consórcio de pesquisa descobriu 11 genes relacionados com a doença

Estudo indica 11 genes que teriam ligação com mal de Alzheimer


Um estudo que envolveu quatro grandes consórcios internacionais de pesquisa e analisou o DNA de quase 75 mil voluntários - 25,5 mil portadores do mal de Alzheimer e 49.038 pessoas saudáveis do grupo de controle - de 15 países descobriu 11 genes relacionados à forma mais comum da doença neurodegenerativa. Eles se somam a outros genes conhecidos e que podem ser alvo de medicamentos para combater a desordem. O estudo foi divulgado neste domingo na revista especializada Nature Genetics.
Os genes descobertos atuam no funcionamento de marcas conhecidas do Alzheimer, como o acúmulo das proteínas tau e beta-amiloide no cérebro. Além disso, foram identificadas marcas genéticas ligadas à resposta imunológica e inflamação, migração celular, transporte de lipídios e endocitose. Além disso, outros genes foram apontados como "potenciais" para auxiliar no tratamento da doença, mas que precisam de mais pesquisa. 
Segundo os cientistas, a descoberta pode indicar medicamentos que podem ajudar a prevenir ou diminuir os efeitos da doença nos portadores ao focar no funcionamento desses genes.
"Nossas descobertas nos levam mais perto de identificar novas drogas para o Alzheimer e outras doenças neurodegenerativas. Nós continuamos a expandir e analisar nossos dados desse incrível grupo e então nós podemos entender melhor as influências genéticas nessa doença devastadora e achar novas intervenções médicas e terapêuticas", diz Margaret A. Pericak-Vance, diretora do Instituto John P. Hussman (EUA) e um dos líderes do estudo.
"O Alzheimer é uma desordem complexa, e mais estudo é necessário para determinar o papel relativo de cada um desses fatores genéticos. E eu espero continuar nossa colaboração para descobrir mais sobre estes - e quem sabe outros - genes", diz Gerard Schellenberg, professor da Universidade da Pensilvânia e líder de um dos quatro consórcios envolvidos no esforço.
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ALZHEIMER NÃO É UMA PIADA, mas pode ser poesia de vida http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2011/06/alzheimer-nao-e-uma-piada-mas-pode-ser.html

sábado, 20 de abril de 2013

DOENÇAS RARAS/PESQUISAS - Estudo da USP - Síndrome de Williams provoca estresse mais elevado

Estudo da USP
Síndrome de Williams provoca estresse mais elevado em crianças com seu quadro 

São Paulo - Inspirado nas dificuldades enfrentadas por crianças e adolescentes que sofrem da Síndrome de Williams-Beuren no contexto escolar, um estudo desenvolvido na Faculdade de Medicina (FM) da USP apontou um elevado índice de estresse dessas pessoas comparado com outras sem a doença.

A Síndrome de Williams-Beuren é uma doença congênita rara, que atinge 1 entre 20.000 nascidos vivos. A pessoa doente apresenta anomalias cardiovasculares e cardíacas importantes, podendo ter hipertensão arterial, alterações renais no trato urinário e musculoesquético, como escoliose, lordose e alteração osteoarticular.
Problemas gastrointestinais, oculares e má formação dentária também aparecem como sintomas da doença, podendo apresentar também hiperacusia, ansiedade, depressão, déficit de atenção e deficiência intelectual de leve a moderada. Devido a condição clínica, as crianças e adolescentes com síndrome de Williams têm dificuldades na coordenação motora fina, como amarrar cadarços, usar tesoura, escrever com letra cursiva e outros.
A pesquisa, desenvolvida pela psicopedagoga Vera Alice Amaral, partiu de uma iniciativa de estudo sobre estresse dos professores. Devido às características próximas dos sintomas de quem sofre de estresse, os pacientes que sofrem da Síndrome de Williams passaram a ser o foco do estudo.
Se uma pessoa sem a síndrome no enfrentamento de estresse podem ter problemas cardíacos, hipertensão e problemas mentais, uma pessoa com doença, sem a devida atenção e sofrendo de estresse, pode estar em maior perigo”, conta a pesquisadora.
Vera Alice afirma que, em muitos casos, os professores não conseguem reconhecer os sintomas da síndrome, o que pode agravar o nível de estresse do aluno. “Na minha atuação como professora, sempre me incomodei com as crianças que apresentavam dificuldades de aprendizagem”, conta.
“Busquei respostas na Psicopedagogia e fiquei intrigada com a deficiência intelectual”, relata, ressaltando que “se especializou no assunto e se surpreendeu com as mais variadas síndromes, especialmente a de Williams, quando se tornou voluntária da Associação Brasileira da Síndrome de Williams”.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

ALZHEIMER/PESQUISAS - Estudos buscam tratamentos e prevenção para a doença

Mais de cem estudos buscam cura para Alzheimer

(imagem - foto colorida de uma mulher, envelhecida, com os olhos fechados e levando à testa as duas mãos, como se fosse o esforço para se lembrar de alguma coisa)

Perda de memória, apatia, dificuldades para executar tarefas cotidianas. Estes são os sintomas iniciais da doença de Alzheimer, que se manifesta principalmente a partir dos 65 anos de idade e prejudica de maneira significativa a autonomia dos pacientes. A mais comum das doenças neurodegenerativas, ela não tem cura, mas vários estudos buscam formas mais eficientes de diagnóstico e tratamento, e exploram caminhos para a prevenção.
O professor Paulo Caramelli, do Departamento de Clínica Médica da Faculdade de Medicina da UFMG, explica que, atualmente, o tratamento à base de medicamentos é iniciado na fase sintomática da doença, com drogas capazes de atenuar os sintomas, além de reduzir a velocidade de progressão da doença, proporcionando, assim, melhora na qualidade de vida dos pacientes.
Por outro lado, o tratamento complementar consiste na aplicação de técnicas de estimulação cognitiva, como exercícios de memória, leitura, jogos, programas de terapia ocupacional, entre outros, sempre sob supervisão de profissionais de saúde. “Uma alimentação balanceada e a prática de atividade aeróbica leve e regular também são importantes para o melhor funcionamento do cérebro”, ressalta o professor.

Novas possibilidades
Paulo Caramelli afirma que há mais de cem estudos em curso com o objetivo de desenvolver tratamentos mais específicos, capazes de retardar a evolução da doença e com poucos efeitos colaterais. “As novas medicações, atualmente em fase de testes, poderão ter maior chance de êxito se administradas em fases muito iniciais da doença, idealmente quando os sintomas são bastante leves”, aponta. Para isso, grandes esforços foram feitos na última década na busca de novos métodos diagnósticos, visando à detecção mais precoce e precisa.
No curto prazo, analisa o neurologista, pode-se obter avanços nos estudos que investigam a eficácia da medicação utilizada para tratar outras enfermidades também para a doença de Alzheimer.

Vacina
Quanto ao possível desenvolvimento de uma vacina contra a doença de Alzheimer, o professor pondera que as formas testadas até o momento apresentaram problemas sérios de segurança, com grandes riscos de provocar encefalite (inflamação aguda do cérebro).
“Tratamentos eficazes em animais não necessariamente funcionam em humanos”, alerta. Para o médico, a descoberta da cura ainda depende de muitas pesquisas e o mais importante é que as novas técnicas sejam desenvolvidas e testadas com cautela, para que sejam comprovadamente eficazes e seguras.
Prevenção
A prevenção por remédios ainda não é possível, mas alguns fatores de risco para o desenvolvimento da demência já são conhecidos, como problemas cardiovasculares e o diabetes tipo 2. Prevenir estes males é uma das maneiras de também precaver o surgimento da doença de Alzheimer. “Proteger o cérebro antes da velhice também é muito importante” garante Caramelli. Evitar o abuso de álcool e drogas, manter atividade intelectual intensa ao longo de toda a vida e um convívio social frequente são algumas das formas de se incrementar a chamada “reserva cognitiva”, que favorece as conexões entre os neurônios, dificultando o processo futuro de degeneração cerebral.
fonte - http://www.medicina.ufmg.br/noticias/?p=32271

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ALZHEIMER NÃO É UMA PIADA, mas pode ser poesia de vida http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2011/06/alzheimer-nao-e-uma-piada-mas-pode-ser.html