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terça-feira, 3 de maio de 2022

Alzheimer&Prevenção - Aplicativo tira foto dos olhos permitindo rastrear Alzheimer e TDAH

Aplicativo tira foto dos olhos e permite rastrear Alzheimer e TDAH 


imagem de divulgação da matéria - com smartphone, imagem de foto e gráfico

App pode rastrear o Alzheimer 

Identificar doenças e transtornos neurológicos de forma precoce pode ser fundamental para um tratamento mais efetivo e uma melhor qualidade de vida dos pacientes. Por conta disso, um aplicativo promete ajudar a rastrear doenças como Alzheimer e o Transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH) por meio de uma fotografia do olho.

O projeto da Universidade da Califórnia, em San Diego utiliza câmera com sensor infravermelho, presente nos celulares mais modernos, junto com a câmera de selfie convencional para analisar a pupila dos pacientes. Esse rastreamento pode ajudar a determinar as condições cognitivas de um paciente.

De acordo com os pesquisadores em um comunicado divulgado no último dia 29, o tamanho da pupila sofre alterações quando realizados determinadas atividades e algumas alterações podem ser observadas em pacientes com TDAH e Alzheimer. “Esperamos que isso abra as portas para novas explorações do uso de smartphones para detectar e monitorar possíveis problemas de saúde mais cedo”, disse Colin Barry. chefe do estudo, em comunicado. 

Outro ponto importante é facilitar o uso dessa ferramenta, já que boa parte do público com sintomas de algumas dessas doenças é idoso e pode não estar adaptado ao uso de smartphones. “Para nós, um dos fatores mais importantes no desenvolvimento de tecnologia é garantir que essas soluções sejam úteis para qualquer pessoa. Isso inclui indivíduos como adultos mais velhos que podem não estar acostumados a usar smartphones”, completa Barry.

A expectativa é que isso aumente o número de pessoas diagnosticando essas condições ainda no início dos sintomas, facilitando o tratamento. “(Irá) auxiliar na detecção e compreensão de doenças como a doença de Alzheimer. Isso pode ter um enorme impacto na saúde pública”, finaliza Eric Granholm, professor da instituição.

FONTE - Olhar Digital - https://olhardigital.com.br/2022/05/02/internet-e-redes-sociais/aplicativo-tira-foto-dos-olhos-e-permite-rastrear-alzheimer-e-tdah/

terça-feira, 10 de maio de 2016

ALZHEIMER-PESQUISAS - Por que os doentes com Alzheimer deixam de reconhecer os familiares?

Por que os doentes com Alzheimer deixam de reconhecer os familiares?

Sintomas del alzheimer
*(Imagem publicada - um diapositivo ou seja um slide com uma foto antiga emoldurada sendo segura por uma mão, como representação das fotos antigas que se projetavam com retroprojetores em reuniões das famílias, onde o passado estava lá registrado e os rostos dos familiares reconhecidos- fotografia da matéria)

Tudo começa com esquecer onde estão as chaves ou quem telefonou. Depois, o senso de orientação e as lembranças vão sendo afetados, e se termina na dependência total de outra pessoa para realizar atividades comuns, como comer ou tomar banho. O mal de Alzheimer é uma alteração neurodegenerativa geralmente conhecida pelos problemas associados à perda de memória em curto e longo prazo. As pessoas que padecem da doença não são capazes de recordar nenhuma de suas experiências ao longo da vida e deixam de reconhecer os entes queridos, o que dificulta as relações com os familiares.

Um estudo recente demonstrou que a perda de memória e a capacidade de percepção visual dos rostos não se manifestam só na fase severa da doença, mas alguns sintomas já são observados em sua etapa prematura. Isso explicaria por que essas pessoas deixam de reconhecer os filhos, cônjuges ou amigos. Nessa pesquisa da Universidade de Montreal, Canadá, são comparados os resultados de 25 pessoas afetadas e os de 23 idosos sem nenhum tipo de problema neuronal. Os participantes foram submetidos ao Teste de Reconhecimento Facial de Benton (BFRT, nas siglas em inglês), provas adotadas por neurologistas e neuropsicólogos para determinar as habilidades de reconhecimento facial. O procedimento é simples: é apresentada uma série de rostos e objetos comuns, neste caso, carros em diferentes posições, e a pessoa deve indicar quais imagens são iguais.

Os resultados revelaram que as pessoas com Alzheimer processam de forma menos eficaz os rostos em posição normal do que os invertidos e os carros. “O reconhecimento de rostos invertidos depende de técnicas de estratégia local (observar os olhos, o nariz e a boca de forma individual), enquanto que nós pensamos que quando processamos caras em posição normal as múltiplas partes de um rosto são percebidas integradas, como representações holísticas das caras, e é nesse último ponto onde se encontrou menos eficiência em pessoas com Alzheimer”, afirma o pesquisador principal do projeto, Sven Joubert.
Uma possível explicação apresentada pelo estudo para as dificuldades dos doentes é que existem regiões especificamente associadas com a percepção facial que podem ser afetadas durante o curso da doença. Várias análises do volume da matéria cinzenta do cérebro detectaram que as pessoas que sofrem de Alzheimer costumam ter atrofia do giro fusiforme direito, encarregado de identificar pessoas conhecidas.

Uma doença irreversível

"Temos a concepção de que a visão se dá unicamente com os olhos, com o que se vê, mas isto não é verdade. O cérebro interpreta a informação que os olhos veem”, diz Teresa Moreno, diretora de Edições da Sociedade Espanhola de Neurologia. Ela explica que o Alzheimer é uma degeneração neuronal progressiva, que vai afetando diferentes funções de modo gradual.
Os sintomas da enfermidade podem variar dependendo das zonas do cérebro que estejam prejudicadas. “Algumas pessoas podem reconhecer o rosto de seus familiares, mas não suas vozes, ou podem não reconhecer a voz, mas sua forma de falar”, conta Moreno. Isso se deve a que as conexões neuronais que relacionam regiões do cérebro com outras se encontram afetadas. “A visão é muito complexa. Os olhos podem funcionar corretamente, mas se as conexões neuronais não funcionam bem, a percepção do mundo exterior se distorce”, diz a neurologista.
Apesar de ainda não existir tratamento ou medicamento para acabar com o Alzheimer, Teresa Moreno defende os exercícios de reabilitação cognitiva, que têm como finalidade tornar mais lentos os efeitos da doença. Além disso, recomenda estimular várias partes do cérebro com atividades simples, como falar muito com os doentes, tratá-los de modo carinhoso ou, até mesmo, escutar música com eles.
fonte - http://brasil.elpais.com/brasil/2016/04/28/ciencia/1461864175_680522.html
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MÃES, ALZHEIMER E MÚSICA.

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quarta-feira, 22 de outubro de 2014

PESSOAS COM DEFICIÊNCIA/FOTOGRAFIA - Em Passo Fundo é criado calendário com alunos da Apae

Alunos da Apae viram modelos em calendário da instituição no RS

Iniciativa ocorreu em Passo Fundo e contou com aparato profissional.
Renda do calendário voltará para a instituição em materiais escolares.

imagem - foto colorida da matéria, com uma menina, à esquerda, manuseando um globo terrestre, com dois outros alunos ao fundo, um menino e outra menina, todos pessoas com deficiência) 
Alunos da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) de Passo Fundo, no Norte do Rio Grande do Sul, participaram de uma iniciativa especial. Eles viraram modelos em um projeto da instituição e vão estampar as páginas de um calendário, como mostra a reportagem do Jornal do Almoço (veja o vídeo).
No dia dos cliques, o grupo de 48 pessoas contou com o aparato de um ensaio profissional. Maquiagem, penteados e vários profissionais entre cabeleireiros, maquiadores e fotógrafo.
"Dá para ver no rosto dela que está contente, brincando. Ela gosta de arrumar o cabelo, ela gosta de lugar diferente", comemorou Carlos Camargo, pai de uma das alunas.

Os flashes foram capazes de levantar a auto-estima até dos homens. "Para mim, é uma honra muito grande. Fui escolhido. Fiquei 'louco de faceiro'", contou Edemar Shons, um dos modelos
O calendário foi uma porta de inclusão e também uma ideia para aumentar a renda da instituição. Todo dinheiro arrecadado com a venda retorna para a Apae como material educativo para os alunos.
"A gente percebeu que foi uma maneira de incluí-los na sociedade e mostrar o trabalho que a Apae faz também", disse Silvia Portillo, presidente da Apae.
Além do exemplo de respeito, inclusão e carinho, a iniciativa contou também com solidariedade. Os profissionais envolvidos na produção trabalharam de forma voluntária. "É um momento muito especial pra mim, o que a gente recebe em troca aqui é bom demais", contou o fotógrafo Guilherme Benck.
"É um momento que se desenvolve a sensibilidade. Nos tornamos muito melhor como pessoa e como profissional também", completa Desirê Koch, diretora de um salão de beleza que participou do projeto.
fonte - http://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/noticia/2014/10/alunos-da-apae-viram-modelos-em-calendario-da-instituicao-no-rs.html

sábado, 16 de agosto de 2014

ALZHEIMER/FOTOGRAFIAS - Estudo comprova que fotos podem auxiliar pessoas com Alzheimer na memória

As fotografias podem ajudar os doentes de Alzheimer a conservar a memória 

(imagem - foto colorida da câmara Autographer na mão de uma pessoa - fotografia da matéria)
Cada vez mais se veste ou se usa a tecnologia como um adereço útil. E se a moda de partilhar a vida inteira nas redes sociais parece ainda mal ter começado, vão-se descobrindo em novas aplicações diferentes utilidades. Acontece com frequência: uma ideia é desenvolvida com um determinado fim e acaba por se tornar útil noutro. Os dispositivos de captação automática de imagens não são novidade, mas novos estudos sugerem que podem beneficiar significativamente a qualidade de vida dos doentes de Alzheimer, porque funcionam como retentores de memória.
As câmaras de disparo automático como a Autographer ou a Narrative são aplicativos que se prendem à roupa e que tiram centenas de fotos por dia. Entre outras características, possuem sensores de movimento, de luminosidade e GPS. Prendem-se com um clipe ao casaco ou ao cinto, tornando-se assim num método simples de captar em imagem — e na perspectiva do utilizador — todos os minutos de um dia inteiro. Essas fotos podem ser visionadas posteriormente e até partilhadas pelas redes sociais.
Autographer foi o resultado da aplicação comercial de um projeto que a Microsoft Research desenvolveu chamado SenseCam, com o objectivo inicial de servir de “caixa negra” do dia a dia, registando acidentes e outras ocorrências. Mas o departamento de pesquisa da Microsoft percebeu que, mais do que para distrair e partilhar, este tipo de tecnologia poderia ter outra aplicação prática: ajudar a registar a memória daqueles que, involuntariamente, não a têm.
A doença de Alzheimer é apenas uma das várias formas de demência, mas é provavelmente a mais falada, quanto mais não seja porque representa mais de metade de todas as formas de demência. Caracteriza-se inicialmente pela perda progressiva da memória de curto prazo. O doente deixa de ser capaz de se lembrar onde fica a gaveta dos talheres da casa onde viveu toda a vida – apesar de poder ser capaz de recuperar memórias de infância. É uma doença crónica e devastadora, também para os familiares e amigos destes doentes, que se confrontam com o esquecimento constante. Nos estados mais avançados (ainda antes da perda total de autonomia e mobilidade), um pai deixa de reconhecer um filho. O lapso da memória a curto prazo tem outras consequências práticas e igualmente sérias, como por exemplo o facto de os doentes de Alzheimer se perderem com facilidade. Um passeio breve pelo quarteirão pode terminar em horas de deambulação pelas ruas, pois estas pessoas deixam de ter a capacidade de reconhecer o caminho trilhado minutos antes. Já existem localizadores GPS para estes doentes, mas o objetivo das câmaras “wearable” é outro.
Vários estudos apontam para a importância do registo diário (escrito) como um método para ajudar os doentes a manter a memória ativa, mas este nem sempre funciona e, pelo contrário, pode nalguns casos agravar os estados de confusão e ansiedade: imagine como seria se lhe pedissem para escrever sobre um dia do qual já quase não se recorda e, ainda por cima, tendo consciência disso. As fotografias são por isso um método muito mais eficaz para registar os momentos passados no curto prazo e têm uma vantagem extra: estudos revelam que os doentes de Alzheimer conseguem não só recordar os momentos esquecidos, como são capaz de os memorizar em 85% das vezes e durante vários dias ou semanas. Por outras palavras, ao verem numa fotografia onde está a gaveta dos talheres (para usar o mesmo exemplo), conseguem reter essa informação nas semanas seguintes. Pensa-se que a visualização destas imagens serve de “gatilho” na ativação dos centros de memória visual do cérebro que são usados quando assimilamos uma experiência pela primeira vez. Os cientistas acreditam que a repetição dessa ação — o confronto repetido com uma imagem — acaba por transformar a memória em consciência e que provavelmente, nalguns doentes, consegue recuperar funções cognitivas.
Outros trabalhos estão em curso, mas a evidência estatística de que os doentes de Alzheimer (em fase inicial) são capazes de “fixar” memórias através de simples fotografias é um dado muito animador. Estas câmaras são muito pequenas e fáceis de utilizar, não necessariamente para o doente com demência, mas para quem o auxilia e acompanha — as fotos têm de ser descarregadas para o computador — e custam entre 200 e 300 euros.
FONTE - http://observador.pt/2014/08/13/fotografia-alzheimer-memoria/

domingo, 18 de agosto de 2013

ALZHEIMER/PREVENÇÃO - Um teste com fotos de celebridades identifica precocemente demências

Fotos de celebridades ajudam diagnóstico de forma de demência

Pedir a pacientes que identifiquem fotos de pessoas famosas - como Elvis Presley ou a princesa Diana, por exemplo - pode ajudar médicos a identificar traços precoces de um tipo de demência, dizem pesquisadores.
Elvis Presley (AP)
(imagem - foto colorida do cantor Elvis Presley com sua roupa típica e personalizada, branca, segurando um microfone - fotografia AP Associeted Press)
Atualmente, médicos usam testes de agilidade mental para tentar diagnosticar a doença. Especialistas dos EUA acreditam que um teste adicional de reconhecimento facial pode ajudar esse diagnóstico. 
Segundo um pequeno estudo publicado no periódico Neurology, o método do reconhecimento facial ajudou a identificar sinais de um tipo de demência em 30 pacientes.
Mas novos estudos são necessários para saber se a iniciativa serve também para notar outras variações da doença.
Pontos para rostos
A pesquisa, da Universidade Northwestern, em Chicago, descobriu que pessoas com afasia primária progressiva (APP) - uma forma rara de demência - em fase inicial tiveram dificuldades em identificar fotos em preto e branco de pessoas famosas, como John F Kennedy, Albert Einstein e Martin Luther King.
Os participantes receberam pontos para cada rosto que conseguiam reconhecer. Se eles não conseguissem lembrar o nome da pessoa famosa, podiam tentar identificá-la descrevendo-a.
Comparados com 27 voluntários sem sinais de demência, 30 pacientes pontuaram muito pouco no teste facial.
Ainda que seja normal que qualquer pessoa esqueça nomes e rostos ocasionalmente, o fato de esquecer-se de famosos como Elvis Presley pode ser indicativo de problemas mais sérios.
Após o teste, os pacientes foram submetidos a exames médicos, que revelaram perda de tecido cerebral em áreas que lidam com o reconhecimento facial.
Nuances
Para Tamar Gefen, líder da pesquisa, o teste pode ser útil se somado a outros já usados por médicos para detectar a demência.
"Há muitas nuances e diferenças (nos diagnósticos de) demência, então é bom usar diferentes testes", disse ela.
O teste de celebridades, porém, teria de ser adaptado para cada indivíduo. Alguém de 45 anos pode não reconhecer, por exemplo, estrelas de Hollywood dos anos 30; e um paciente de 80 anos talvez não identifique famosos atuais.
"É importante dar um diagnóstico preciso para portadores de demência, para que eles possam buscar o cuidado e o tratamento adequados", diz a médica Marie Janson, do grupo Alzheimer's Research UK, ressaltando que são necessários novos estudos.
"Diferentes formas de demência podem ser difíceis de se identificar. Estudos como este podem ampliar nosso entendimento sobre como o cérebro é afetado, mas precisamos investir em mais pesquisas para que esses resultados possam ser usadas para um melhor diagnóstico."
Para a Sociedade de Alzheimer britânica, o teste pode ajudar a identificar formas raras de demência "que poderiam passar despercebidas". Mas a entidade ressalta que "problemas de reconhecimento facial não são sintomas de todos os tipos de demência, então precisamos de mais estudos para saber se adaptações desta abordagem podem ter uma aplicação mais ampla".
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sexta-feira, 10 de maio de 2013

CEGOS/FOTOGRAFIA - Criado um aplicativo (app) para auxiliar fotógrafos cegos

Cientistas criam programa de fotografia para deficientes visuais 

App ajuda os fotógrafos cegos tirar o snap perfeito

For visually impaired users, most smartphone camera apps leave something to be desired  <i>(Image: Victor Jori/Getty)</i>

*(imagem publicada - uma pessoa, uma mulher vista de costas, utilizando um celular e sua câmera para fotografar uma paisagem - (Image: Victor Jori/Getty)
As pessoas cegas e amblíopes podem agora aumentar suas habilidades de fotografia, graças a um aplicativo de câmera do smartphone que ignora os sinais visuais avistado pessoas tomam para concedido.
Dustin Adams e seus colegas da Universidade da Califórnia em Santa Cruz observou que as pessoas com deficiência visual querem ser capaz de tirar fotos e mostrá-las aos amigos - assim como ninguém faz. Mas pouca pesquisa existente no que ajuda as pessoas com problemas de visão tirar fotos melhores.
Assim, os pesquisadores entrevistaram 54 pessoas com idades entre 18 e 78 - alguns totalmente cego, alguns amblíopes e alguns com um grau de percepção de luz - sobre o que eles acham mais difícil de tirar fotos. Os resultados praticamente serviu como uma especificação para um aplicativo.
Um inquirido disse que sabendo como enquadrar um tiro foi um dos principais obstáculos: "Se eu estou em um grupo, eu costumo ter alguém me aconselhar sobre o posicionamento da câmera, mesmo se eu tirar a foto eu mesmo."
A pesquisa mostrou que, apesar de muitos smartphones já oferecem detecção de rosto e um recurso de acessibilidade útil que fala a função de botões da tela que você toque, muitos mais recursos são necessários para fazer um aplicativo de câmera adequada para os deficientes visuais.
Em vez disso, o aplicativo tira uma foto em resposta a um simples gesto de deslizar para cima. E se funde detecção de rosto e voz a acessibilidade apresenta para que o telefone fala em voz alta o número de rostos detectados, ajudando o usuário obter todos na foto. Sinais de áudio ajudar a tirar o assunto principal de um tiro no quadro e em foco.
O resultado levou à criação de um aplicativo que utiliza o deslizamento do dedo na tela do celular para fotografar e, com detecção facial, conta e avisa quantas pessoas estão aparecendo no enquadramento do retrato. O sistema também é capaz de ajudar no foco.
Assim como o modo de câmera do aplicativo é ligado, o telefone também começa a gravar 30 segundos de arquivo de áudio que pode ser reiniciado a qualquer momento com um duplo toque na tela. Isto é para ajudar com foto organizar e compartilhar - e é usado como um aide-mémoire de quem está na foto. O usuário pode optar por salvar o arquivo de som, juntamente com a data ea hora e os dados de GPS que é traduzido em áudio dando o nome do bairro, distrito ou cidade a foto foi tirada dentro
A equipe de UC Santa Cruz vai revelar os resultados dos inquéritos completos e detalhes os recursos do app nas Conferências sobre Tecnologias Assistivas em Rhodes, na Grécia, no final deste mês.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

PESSOASCDEFICIENCIA/FOTOGRAFIA - Exposição Vidas em Cenas no Memorial da Inclusão SP

Exposição apresenta cenas da vida de pessoas com deficiência na capital paulista 
Daniel Mello
Repórter da Agência Brasil
São Paulo – O namoro no banquinho ao pôr do sol, o casamento, uma conversa na rua. Essas são algumas das cenas da exposição Vidas em Cenas, que retrata momentos da vida de pessoas com deficiência e pode ser vista até o dia 31 de março no Memorial da Inclusão, zona oeste paulistana. “As pessoas ditas normais olham para a pessoa deficiente com dó, como se não pudesse casar, não pudesse ser feliz”, destaca a modelo e atriz Priscila Menucci, uma das retratadas na exposição.
A foto favorita de Priscila não é, no entanto, a sua própria, posando ao lado de manequins. Ela gosta muito da imagem que mostra o casamento de uma cadeirante. Para ela, uma comprovação para quem ainda duvida da felicidade das pessoas com deficiência. O riso permeia até o trabalho da atriz, que prefere atuar em comédias, seja no teatro ou na TV. “Prefiro o humor, chorar todo mundo sabe fazer”, diz a artista que tem nanismo.
A curadora do Memorial da Inclusão, Elza Ambrósio, explica que as 12 fotos fazem uma espécie de linha do tempo da pessoa com deficiência. “Desde muito cedo, criança, passando pela adolescência, vida adulta, escola, na vida profissional, namoro, casamento até velhice”, explica.
A exposição temporária é, segundo Elza, uma forma de receber o trabalho de outras pessoas que também se esforçam em prol dos direitos das pessoas com deficiência. “A ideia central do Memorial da Inclusão é falar do movimento social da pessoa com deficiência”, ressalta.
A curadora acrescenta ainda que tanto a exposição fotográfica, quanto a exposição permanente, que apresenta as conquistas dos deficientes no Brasil, podem ser apreciadas por qualquer pessoa. “Trabalhamos com desenho universal. Todas as pessoas que chegam neste espaço tem mobilidade. Se entra uma pessoa cega e que apreciar todos os painéis, ela pode ir sozinha, porque tem o piso tátil”, exemplifica. Além de serem de altura apropriada para cadeirantes, os painéis do memorial contam com audiodescrição e textos em braile.
Edição: José Romildo
http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2013-02-10/exposicao-apresenta-cenas-da-vida-de-pessoas-com-deficiencia-na-capital-paulista