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quarta-feira, 22 de outubro de 2014

PESSOAS COM DEFICIÊNCIA/FOTOGRAFIA - Em Passo Fundo é criado calendário com alunos da Apae

Alunos da Apae viram modelos em calendário da instituição no RS

Iniciativa ocorreu em Passo Fundo e contou com aparato profissional.
Renda do calendário voltará para a instituição em materiais escolares.

imagem - foto colorida da matéria, com uma menina, à esquerda, manuseando um globo terrestre, com dois outros alunos ao fundo, um menino e outra menina, todos pessoas com deficiência) 
Alunos da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) de Passo Fundo, no Norte do Rio Grande do Sul, participaram de uma iniciativa especial. Eles viraram modelos em um projeto da instituição e vão estampar as páginas de um calendário, como mostra a reportagem do Jornal do Almoço (veja o vídeo).
No dia dos cliques, o grupo de 48 pessoas contou com o aparato de um ensaio profissional. Maquiagem, penteados e vários profissionais entre cabeleireiros, maquiadores e fotógrafo.
"Dá para ver no rosto dela que está contente, brincando. Ela gosta de arrumar o cabelo, ela gosta de lugar diferente", comemorou Carlos Camargo, pai de uma das alunas.

Os flashes foram capazes de levantar a auto-estima até dos homens. "Para mim, é uma honra muito grande. Fui escolhido. Fiquei 'louco de faceiro'", contou Edemar Shons, um dos modelos
O calendário foi uma porta de inclusão e também uma ideia para aumentar a renda da instituição. Todo dinheiro arrecadado com a venda retorna para a Apae como material educativo para os alunos.
"A gente percebeu que foi uma maneira de incluí-los na sociedade e mostrar o trabalho que a Apae faz também", disse Silvia Portillo, presidente da Apae.
Além do exemplo de respeito, inclusão e carinho, a iniciativa contou também com solidariedade. Os profissionais envolvidos na produção trabalharam de forma voluntária. "É um momento muito especial pra mim, o que a gente recebe em troca aqui é bom demais", contou o fotógrafo Guilherme Benck.
"É um momento que se desenvolve a sensibilidade. Nos tornamos muito melhor como pessoa e como profissional também", completa Desirê Koch, diretora de um salão de beleza que participou do projeto.
fonte - http://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/noticia/2014/10/alunos-da-apae-viram-modelos-em-calendario-da-instituicao-no-rs.html

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

EDUCAÇÃO INCLUSIVA/DEFICIÊNCIA INTELECTUAL - Software muda conceitos na alfabetização e inclusão escolar

Nova ferramenta muda conceitos para alfabetização de deficientes intelectuais

Software é sucesso nas escolas do DF e deve ser distribuído pelo governo para mais de 90 mil escolas

imagem - foto colorida de uma pessoa com síndrome de down, o jovem estudante/ator Antônio da Silva Filho, no canto esquerdo, com a mão em um mouse, ao lado do Professor Wilson Veneziano, que aponta para uma tela com o software, fotografia de divulgação Alan Sampaio/IG Brasilia)

A Universidade de Brasília (UnB) criou – e distribui gratuitamente – uma ferramenta inovadora para alfabetizar jovens e adultos com deficiência intelectual. Fugindo de métodos tradicionais e da infantilização, comuns nos materiais convencionais usados nesse processo, o software educacional auxilia os professores a ensinar palavras, expressões e até códigos matemáticos a esses estudantes. Sucesso nas escolas de Brasília, o programa deve ser distribuído no País.

O Ministério da Educação pretende entregar a ferramenta a mais de 90 mil escolas públicas. Por enquanto, está analisando como distribuir o software. Para os criadores do material, esse trabalho será simples. O programa foi elaborado para rodar em qualquer computador (sem a necessidade de muita memória ou tecnologia muito avançada) e as explicações sobre os exercícios são fáceis.

“Nosso desafio era produzir uma ferramenta que não fosse pesada e pudesse ser usada em computadores mais simples. Nosso objetivo sempre foi distribuir o software gratuitamente às famílias, organizações não-governamentais e escolas”, conta Wilson Henrique Veneziano, professor do Departamento de Ciência da Computação da UnB e coordenador do projeto. Até aqui, ele e a idealizadora pedagógica da ferramenta, Maraísa Helena Pereira, pagaram tudo do próprio bolso.

Maraísa trabalha há 23 anos com alfabetização de adolescentes e jovens com deficiência intelectual. Sentia, no trabalho diário, a falta de materiais mais específicos e menos infantis. “Havia uma lacuna para esse público. Esses estudantes adoram tecnologia, mas não sabem o significado das letras do teclado, por exemplo. Eles querem se comunicar. Comecei a desenhar as primeiras com base na minha experiência prática mesmo”, conta.

Para tirar as ideias do papel, a professora de ensino especial da Secretaria de Educação do Distrito Federal procurou o Departamento de Ciência da Computação da UnB. Veneziano e alguns estudantes do curso de licenciatura em Computação encararam o desafio. “Dois alunos ficaram encantados com a possibilidade de fazer algo diferente para a conclusão do curso. Não é uma monografia que fica na prateleira e não tem valor social prático”, ressalta Maraísa.
Alfabetização social
Apelidado de Participar, o primeiro software construído por eles ficou pronto em 2011. Aos poucos, Maraísa começou a utilizar a ferramenta com seus alunos e apresentar a outros colegas. Logo, várias escolas públicas da capital estavam utilizando o material como apoio às aulas (hoje, são 750). As Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) de todo o país distribuíram aos colégios especializados vinculados a elas.
A nova versão do programa, lançada neste início de ano, oferece mais lições e exercícios, que ensinam os estudantes a compreender as letras do teclado, formar palavras e os estimulam a bater papo com outros jovens, participar de redes sociais. Todas as atividades são sugeridas em mais de 600 vídeos gravados por estudantes com Síndrome de Down. “Eles se enxergam como pares e se sentem capazes também, já que quem está passando a lição é outro colega”, comenta Maraísa.
A proposta dos criadores do programa é contribuir, sobretudo, para a inserção social desses jovens. A pedagoga faz questão de ressaltar que a ferramenta não é para “letramento” dos alunos, mas para inserir o estudante em uma vida social e no mundo da tecnologia. “É uma comunicação alternativa. Queríamos que eles participassem do mundo”, diz. Nas escolas do DF, as tarefas são feitas no contraturno das aulas regulares. Todas as atividades têm orientações para os professores.
A nova versão do Participar possui lições de acentuação e pontuação. Um novo software, o Somar, também será lançado em breve para ajuda-los a aprender matemática. De novo, a proposta é colocá-los em condição de participar da vida prática. “É uma ferramenta construída com, por e para os alunos. Mas não tinha noção que pudesse ter tamanha repercussão. Além das três mil Apaes que já usam o material, o MEC agora quer distribuir para mais escolas. Nosso objetivo era atingir quem precisa”, afirma a pedagoga.
Na opinião de Maria Margarida Romeiro Araújo, mãe de um dos atores que gravaram os vídeos, o material precisa se espalhar. Ela e o filho, Antonio Araujo da Silva Filho, 34 anos, visitam escolas e divulgam a ferramenta. “A coisa mais importante na vida de uma pessoa é a alfabetização. O Tonico tem qualidade de vida, uma vida social, por causa disso. Procuro colaborar ao máximo, porque o método é excelente e nem todas as crianças tiveram a oportunidade do Tonico para aprender”, diz.
Ao contrário do que se fazia à época do nascimento de Antonio, o Tonico, Margarida nunca escondeu o filho do mundo. Procurou todas as atividades – terapia, equoterapia, fonoaudiologia, psicomotricidade, fisioterapia – possíveis para ajudá-lo a se desenvolver. “Eu fiz o contrário. Contava pra todo mundo, para descobrir as melhores atividades. O Tonico estudou até a 8ª série. Hoje, ele pinta, vende os próprios quadros, tem conta no banco, usa o próprio cartão”, fala.
Futuro
Qualquer interessado pode fazer o download do programa no site http://www.projetoparticipar.unb.br/. Em breve, o Somar também estará disponível. Alguns países africanos de língua portuguesa solicitaram a utilização do material e, em audiência com o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, ele sugeriu que a ferramenta fosse traduzida para o espanhol e partilhada com outros países da América Latina.
Veneziano garante que a metodologia tem potencial para ser expandida em mais versões que permitam uma alfabetização completa desses jovens. A limitação agora é financeira. Os dois professores já chegaram ao limite do que poderiam gastar do próprio bolso com o projeto. “A gente precisa que o governo assuma isso para dar continuidade. O mais caro foi feito”, pondera Maraísa
fonte - http://ultimosegundo.ig.com.br/educacao/2014-01-26/nova-ferramenta-muda-conceitos-para-alfabetizacao-de-deficientes-intelectuais.html
LEIAM TAMBÉM NO MEU BLOG INFOATIVO.DEFNET - 

CARTA A UM JOVEM COM SÍNDROME DE DOWN NA UNIVERSIDADE http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2012/02/carta-um-jovem-com-sindrome-de-down-na.html

segunda-feira, 20 de maio de 2013

DEFICIÊNCIAS/PREVENÇÃO - USP- Em estudo centrado em Apaes constatam 35% de problemas genéticos

Pesquisa da USP aponta risco de famílias terem filhos deficientes

Estudo mostra que 35% dos estudantes das Apaes tem problema genético.
Outras origens são uso de álcool e drogas na gestação, em 45% dos casos.


Um estudo da Universidade de São Paulo (USP) em Ribeirão Preto (SP) concluiu que 35% dos estudantes das Apaes têm deficiências de origem genética, sendo que em 15% dos casos o problema é hereditário – passado de geração para geração. Esses dados estão ajudando os pesquisadores a calcularem o risco que famílias que possuem um filho com algum tipo de distúrbio terão caso resolvam engravidar novamente.
Em todo o Estado de São Paulo, as Apaes atendem 80 mil alunos. O médico geneticista da USP João Monteiro Pina Neto, que liderou a pesquisa, estudou casos das instituições de Limeira, Batatais e Altinópolis.  Segundo ele, o estudo é importante porque muitas famílias não sabem do risco da transmissão genética das deficiências e a investigação das causas e origens do distúrbio não é uma rotina na rede pública de saúde.
“São alterações genéticas que estão nos pais. Eles já tiveram um filho afetado e se eles forem engravidar eles têm risco importante de ter outro filho alterado. Por exemplo, 50%, 25% de risco. Significa que de quatro em média um, ou de dois em média um, se for 50% [de risco], será afetado. Por tanto, nós precisamos identificar para prevenir as doenças genéticas e hereditárias na região”, afirmou.
A empregada doméstica Tatiana aparecida Assoni tem uma filha de 8 anos com síndrome de Down. Ela foi orientada pelos pesquisadores de que teria 20% de probabilidade de ter um segundo bebê com o problema caso resolvesse engravidar novamente. Mesmo assim ela decidiu ter outra criança, que nasceu sem o distúrbio.
“Ele falou que tinha 20% de chance de eu ter outro [filho] com síndrome de Down. Eles explicaram que se eu quisesse arrumar outro eu poderia, só que eu sabia desse risco e o que eles me aconselhariam seria uma inseminação, mas como o HC não fornece, como eu teria que pagar, eu falei: se Deus achou que eu tive capacidade de criar uma [criança com a síndrome], se ele achar que eu tenho capacidade de criar outra eu vou criar”, relatou.
Na Apae de Batatais a pesquisa começou em 2006 e avaliou mais de 400 alunos. A médica geneticista Lizandra Mesquita Batista, que atua na instituição, diz que além de investigar o histórico das famílias, o trabalho inclui exames clínicos detalhados. Segundo ela, esse trabalho é importante para prevenir problemas futuros que são característicos a cada distúrbio dos pacientes.
“A gente faz uma anamnese, que é tirar toda a história do paciente, de nascimento, tudo o que ele passou até agora e depois a gente faz um exame clínico. Na genética a gente presta muita atenção nas dismorfias [alterações morfológicas], a gente mede todo o paciente, perímetro encefálico, distância dos olhos, tamanho de orelha, tudo é importante para a gente. Diante disso, dependendo das dismorfias, das características, da história dele, direciona a gente para alguma surpresa, que as vezes a gente confirma clinicamente mesmo”, afirmou.
A Apae de Batatais também realiza por mês cerca de 60 exames em todos os recém-nascidos da cidade. Os testes são da orelhinha, para identificar problemas auditivos; do pezinho, onde um laboratório do HC de Ribeirão identifica doenças que podem ser prevenidas e evitar algumas deficiências; além do exame do olhinho e de questionários dirigidos as famílias dos bebês para identificar distúrbios.
“A vantagem é que quanto mais precoce a gente consegue identificar um atraso, um sintoma, ou mesmo a deficiência, nós conseguimos um resultado melhor. Essa criança pode vir até a eliminar, mas no mínimo minimizar as deficiências ou os sintomas que ela vai ter”, diz.
Álcool na gestação
Uma conclusão preocupante da pesquisa, segundo o geneticista João Monteiro Pina, é a de que 45% dos estudantes das Apaes tem a deficiência causada por fatores não genéticos, como o uso de álcool ou drogas na gestação, infecções, doenças e falta de oxigênio para o feto.  

“Nós já identificamos dentro das Apaes, crianças produtos de gravidez em que as mães beberam álcool, principalmente, em níveis nocivos. Nós aplicamos instrumentos aqui, nós e o professor Erikson [Furtado] do HC, mostrando que 30%, em média, das mulheres dos nossos pré-natais públicos estão bebendo álcool em nível nocivo”, explicou o professor.
Ele ressalta que nos Estados Unidos, por causa de um serviço pré-natal de melhor qualidade, os fatores não genéticos que levam a deficiência são três vezes menor do que no Brasil, 18%. O pesquisador diz ainda que já está comprovado cientificamente a relação do consumo de álcool na gestação com o autismo.
“O autismo esta sendo muito estudado agora porque ele aumentou muito a frequência. Até 1985 ele era considerado dois a cinco [casos] por 10 mil [nascimentos], hoje em dia ele é considerado um para 110. Um dos fatores provados é o álcool e o segundo são os herbicidas com produtos organofosforado, provado que eles levam ao autismo. Nós estamos expondo muito a mulher na gestação a situações de agressão ao feto do tipo drogas, álcool e herbicidas que tenham organofosforados. No Brasil, uma pessoa que não come [alimento] orgânico ela está tomando 5 litros de produtos agrotóxicos por ano”, conclui.
LEIAM TAMBÉM E REFLITAM SOBRE O TEMA NO MEU BLOG INFOATIVO.DEFNET -  

A PAGAR-SE UMA PESSOA COM SÍNDROME DE DOWN http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2010/09/pagar-se-uma-pessoa-com-sindrome-de.html


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EUGENIA – Como realizar a castração e esterilização de mulheres e homens com deficiência? http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2013/01/eugenia-como-realizar-castracao-e.html

SINDROME DE DOWN E REJEIÇÃO: UM CORPO ESTRANHO ENTRE NÓS? http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2011/10/sindrome-de-down-e-rejeicao-um-corpo.html