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terça-feira, 10 de maio de 2016

ALZHEIMER-PESQUISAS - Por que os doentes com Alzheimer deixam de reconhecer os familiares?

Por que os doentes com Alzheimer deixam de reconhecer os familiares?

Sintomas del alzheimer
*(Imagem publicada - um diapositivo ou seja um slide com uma foto antiga emoldurada sendo segura por uma mão, como representação das fotos antigas que se projetavam com retroprojetores em reuniões das famílias, onde o passado estava lá registrado e os rostos dos familiares reconhecidos- fotografia da matéria)

Tudo começa com esquecer onde estão as chaves ou quem telefonou. Depois, o senso de orientação e as lembranças vão sendo afetados, e se termina na dependência total de outra pessoa para realizar atividades comuns, como comer ou tomar banho. O mal de Alzheimer é uma alteração neurodegenerativa geralmente conhecida pelos problemas associados à perda de memória em curto e longo prazo. As pessoas que padecem da doença não são capazes de recordar nenhuma de suas experiências ao longo da vida e deixam de reconhecer os entes queridos, o que dificulta as relações com os familiares.

Um estudo recente demonstrou que a perda de memória e a capacidade de percepção visual dos rostos não se manifestam só na fase severa da doença, mas alguns sintomas já são observados em sua etapa prematura. Isso explicaria por que essas pessoas deixam de reconhecer os filhos, cônjuges ou amigos. Nessa pesquisa da Universidade de Montreal, Canadá, são comparados os resultados de 25 pessoas afetadas e os de 23 idosos sem nenhum tipo de problema neuronal. Os participantes foram submetidos ao Teste de Reconhecimento Facial de Benton (BFRT, nas siglas em inglês), provas adotadas por neurologistas e neuropsicólogos para determinar as habilidades de reconhecimento facial. O procedimento é simples: é apresentada uma série de rostos e objetos comuns, neste caso, carros em diferentes posições, e a pessoa deve indicar quais imagens são iguais.

Os resultados revelaram que as pessoas com Alzheimer processam de forma menos eficaz os rostos em posição normal do que os invertidos e os carros. “O reconhecimento de rostos invertidos depende de técnicas de estratégia local (observar os olhos, o nariz e a boca de forma individual), enquanto que nós pensamos que quando processamos caras em posição normal as múltiplas partes de um rosto são percebidas integradas, como representações holísticas das caras, e é nesse último ponto onde se encontrou menos eficiência em pessoas com Alzheimer”, afirma o pesquisador principal do projeto, Sven Joubert.
Uma possível explicação apresentada pelo estudo para as dificuldades dos doentes é que existem regiões especificamente associadas com a percepção facial que podem ser afetadas durante o curso da doença. Várias análises do volume da matéria cinzenta do cérebro detectaram que as pessoas que sofrem de Alzheimer costumam ter atrofia do giro fusiforme direito, encarregado de identificar pessoas conhecidas.

Uma doença irreversível

"Temos a concepção de que a visão se dá unicamente com os olhos, com o que se vê, mas isto não é verdade. O cérebro interpreta a informação que os olhos veem”, diz Teresa Moreno, diretora de Edições da Sociedade Espanhola de Neurologia. Ela explica que o Alzheimer é uma degeneração neuronal progressiva, que vai afetando diferentes funções de modo gradual.
Os sintomas da enfermidade podem variar dependendo das zonas do cérebro que estejam prejudicadas. “Algumas pessoas podem reconhecer o rosto de seus familiares, mas não suas vozes, ou podem não reconhecer a voz, mas sua forma de falar”, conta Moreno. Isso se deve a que as conexões neuronais que relacionam regiões do cérebro com outras se encontram afetadas. “A visão é muito complexa. Os olhos podem funcionar corretamente, mas se as conexões neuronais não funcionam bem, a percepção do mundo exterior se distorce”, diz a neurologista.
Apesar de ainda não existir tratamento ou medicamento para acabar com o Alzheimer, Teresa Moreno defende os exercícios de reabilitação cognitiva, que têm como finalidade tornar mais lentos os efeitos da doença. Além disso, recomenda estimular várias partes do cérebro com atividades simples, como falar muito com os doentes, tratá-los de modo carinhoso ou, até mesmo, escutar música com eles.
fonte - http://brasil.elpais.com/brasil/2016/04/28/ciencia/1461864175_680522.html
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MÃES, ALZHEIMER E MÚSICA.

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quarta-feira, 12 de agosto de 2015

EPILEPSIA/MÚSICA CLÁSSICA - O "Efeito Mozart" pode ajudar em crises convulsivas?

Música clássica pode ser usada para evitar crises convulsivas

Cientistas dos EUA descobrem que as áreas cerebrais comprometidas pela epilepsia são ativadas pelo som de compositores eruditos

(efeito que comprovei na prática com minha filha Luana, em 1994, com quadro de Síndrome de West, Espasmos Infantis, na Uti Neonatal da Clínica Perinatal de Laranjeiras, RJ, por anóxia perinatal, e apresentou uma considerável redução de suas convulsões na incubadeira com um cd de músicas de Mozart - concertos para Piano e Orquestra, e duas pequenas caixas de som dentro da mesma...) 

Clique na imagem para ampliá-la e saiba mais (CB/D.A Press)
(imagem - da matéria com a representação gráfica de um cérebro humano com fones de ouvido, tendo ao lado esquerdo a representação do número de pessoas pesquisas, abaixo três cabeças, sendo a do meio com um fone de ouvido, descrevendo que por eletroencefalografia pesquisadores observaram as ondas cerebrai dos voluntários de acordo com a sequência, no meio os Resultados obtidos, depoisa a aplicação e no canto direito uma figura de um homem, com a palavra doença (epilepsia não é uma doença) com a córtex cerebral em vermelho para localizar o córtex motor, com a descrição de que a 'epilepsia é uma desordem do cérebro que leva os neurônios a sinalizarem de forma anormal, pertubando a atividade neuronal e causa reações comportamentais estranhas, com convulsão e espasmos musculares - informações do Correio Braziliense - autoria Vilhena Soares -  VEJA NO LINK http://sites.uai.com.br/app/noticia/saudeplena/noticias/2015/08/12/noticia_saudeplena,154564/musica-classica-pode-ser-usada-para-evitar-crises-convulsivas.shtml)

Pérolas de Mozart ou de Bach para amenizar a epilepsia. É o que sugere um estudo apresentado na 123ª Convenção Anual da Associação Psicológica Americana, no Canadá. Os pesquisadores mostraram que o cérebro de pessoas com a enfermidade neural fica mais ativo ao “ouvir” música clássica do que o de não epiléticos. O efeito protetivo ainda não foi totalmente destrinchado, mas os cientistas acreditam que a descoberta pode ajudar a evitar principalmente as crises convulsivas.

A ideia do experimento surgiu com base em mecanismos semelhantes da doença e do processamento cerebral da música. “Aproximadamente, 80% dos epiléticos têm a do lobo temporal, e a música é percebida nessa mesma região. Queríamos ver se e como as pessoas com esse tipo da doença sincronizam sua atividade neural com a música”, explica ao Correio Christine Charyton, professora-assistente de neurologia no Ohio State University Wexner Medical Center, nos Estados Unidos, e uma das autoras do trabalho.

A equipe utilizou um eletroencefalograma, aparelho capaz de visualizar minuciosamente o cérebro, para observar a reação de 21 pacientes com epilepsia e pessoas saudáveis enquanto ouviam músicas clássicas. As sinfonias foram tocadas com intervalos de 10 minutos de silêncio para que fosse possível comparar as duas situações e as reações dos participantes.

Como resultado, observou-se que o nível das ondas cerebrais de todo o grupo aumentava quando eles ouviam as músicas. E o mais interessante: a atividade neural dos epiléticos era maior ainda no momento das sinfonias. “Ficamos surpresos.Trabalhamos com a hipótese de que a música seria processada no cérebro de forma diferente do que o silêncio. Nós não sabíamos se isso seria o mesmo ou diferente para os epiléticos”, conta Charyton.

Para a autora, a constatação ajuda a entender melhor como funciona a epilepsia, um conhecimento a ser utilizado em tratamentos futuros para evitar ataques provocados pela doença. “Pessoas com a doença sincronizam mais as canções no lóbulo temporal. Isso pode ser útil, uma vez que o cérebro pode sincronizar com a música e não provocar uma convulsão. Nossos pacientes não têm convulsões quando escutam a música”, detalha a autora.

Mais estudos

Apesar de o estudo norte-americano ter trazido esperanças para o aperfeiçoamento de técnicas de tratamento da epilepsia com base em novas informações sobre a atividade neural dos pacientes, os autores destacam que muito ainda precisa ser estudado para que os dados possam ser usados. “Acredito que entender melhor como o cérebro reage à música fará com que, futuramente, possamos pensar nela como uma possibilidade de intervenção, não sozinha, mas incorporada a técnicas já utilizadas”, adianta Charyton.

Christian Muller, especialista em neurologia infantil e médico do Hospital Santa Lúcia, em Brasília, acredita que o trabalho é interessante, mas ainda precisa responder a mais perguntas. “O que eles mostram é uma alteração na onda cerebral que leva à convulsão, porém não tem como prever como serão essas alterações. Precisamos de mais pesquisas para saber como isso pode ser usado em tratamentos, de que modo traria resultados para evitar as convulsões”, destaca.

Muller também frisa que estudar a música e o efeito dela no organismo pode render muitos frutos, principalmente para resolver problemas relacionados ao cérebro. “Fica difícil definir essa pesquisa como boa ou ruim, mas o estudo é interessante principalmente por abordar esse tema que tem sido bem explorado na área médica, a musicoterapia. Trata-se de um recurso rico, utilizado também em tratamentos para dor” exemplifica.

Efeito contrário
Adelia Henriques Souza, coordenadora do Departamento Científico de Epilepsia da Academia Brasileira de Neurologia (ABN), destaca que a pesquisa precisa considerar a música também como um fator desencadeante das convulsões. “Não tem como dizermos que esse estímulo melhore as crises, já que muitas delas são causadas pelas próprias canções. É difícil estabelecer uma melhora justamente pela quantidade variada de causa das convulsões, provocadas até pelo ato de comer”, justifica.
Souza frisa ainda que existem muitos tipos de epilepsia além da tratada pelos cientistas — eles analisaram a causada por problemas no lobo temporal e que acomete principalmente os adultos. “As crianças mesmo não apresentam esse subtipo. Temos também a do lobo frontal, a do lobo parental, os locais variam bastante”, diz.

Testes com maconha
Um estudo realizado por pesquisadores do Programa Global de Epilepsia em Denver Health, nos Estados Unidos, mostrou que a maconha pode auxiliar no tratamento da epilepsia. Os cientistas acompanharam uma mãe que medicou a filha com canabidiol. A menina sofria de síndrome de Dravet, uma epilepsia severa da infância. A substância reduziu o número de convulsões de 50 para duas ou três por mês e foi utilizado combinada com medicamentos antiepilépticos. Um trabalho da mesma equipe mostrou que o THC — principal composto psicoativo da erva — apresentou melhoras em convulsões em animais.

Outra opção testada também por pesquisadores norte-americanos baseou-se no uso da estimulação cerebral profunda (ECP). Um dispositivo implantado cirurgicamente nos pacientes emite impulsos elétricos no núcleo anterior do tálamo (NAT), área cerebral ligada à propagação das convulsões. Os testes mostraram resultados positivos, reduzindo a quantidade de crises em pacientes resistentes a medicamentos antiepilépticos.

A ingestão de medicamentos é um dos principais tratamentos da doença. Eles ajudam a diminuir a atividade anormal das células nervosas, reduzindo a quantidade de crises. Outra alternativa é a cirurgia para a remoção do foco epiléptico, local em que as convulsões são desencadeada
Indicações diversas

A música foi utilizada para tratamentos médicos há muito tempo. Um famoso filósofo muçulmano chamado Avicena, que viveu entre 980 e 1037, prescrevia aos seus pacientes canções, em vez de opiáceos, para aliviar a dor. A Organização Mundial da Saúde (OMS) reconheceu há 15 anos a musicoterapia como uma atividade importante em centros de saúde, com indicação para aplicação em diversas especialidades.

Um estudo conduzido por cientistas da American Music Therapy Association, nos Estados Unidos, mostrou que, dependendo do ritmo, a respiração, a pressão sanguínea e os batimentos cardíacos podem se tornar mais lentos ou rápidos, o que ajuda a relaxar ou agitar os humanos. Como mexe com o sistema límbico, centro responsável pelas emoções, a música pode contribuir para a socialização e o aumento da endorfina. Por isso, é indicada para o combate de problemas como estresse e ansiedade.
FONTE - http://sites.uai.com.br/app/noticia/saudeplena/noticias/2015/08/12/noticia_saudeplena,154564/musica-classica-pode-ser-usada-para-evitar-crises-convulsivas.shtml

VEJA EM - LINKS - Mozart K.448 listening decreased seizure recurrence and epileptiform discharges in children with first unprovoked seizures: a randomized controlled study  http://www.biomedcentral.com/1472-6882/14/17
https://www.epilepsy.org.uk/info/treatment/effects-of-other-things-on-treatment/mozart-effect
http://www.epilepsyqueensland.com.au/site/content/the-mozart-effect-1


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segunda-feira, 15 de junho de 2015

TECNOLOGIA ASSISTIVA/SURDOS - Criado em Campinas um aplicativo (Ludwig) para surdos ouvirem música

Aplicativo criado por campineiros auxilia pessoas com deficiência auditiva a ouvir música


Aplicativo criado por campineiros auxilia  pessoas com deficiência auditiva a ouvir música
(imagem - foto do aplicativo Ludwig na tela de um tablet, publicada pela matéria, com os dispositivos que parecem um teclado de piano com cores diferentes em barra no fim delas)

Depois de se conhecerem em um curso de desenvolvimento de aplicativos, os campineiros Raphael Silva, 23, e Ivan Ortiz, 29, decidiram unir a programação à paixão em comum pela música para ensinar teoria musical para surdos. Deste encontro, nasceu o Ludwig, projeto de um aplicativo ainda em elaboração que usa imagens e vibração para tentar transmitir a experiência de ouvir música para pessoas que têm deficiência auditiva.

O aplicativo começou da melhor forma, quando foi exibido na semana passada pela Apple na abertura de seu congresso para desenvolvedores, em San Francisco nos Estados Unidos, de forma a demonstrar como esses pequenos softwares têm potencial para mudar o mundo.

Outras ferramentas brasileiras para pessoas com deficiência têm recebido distinções de grandes empresas como Microsoft e Google e de órgãos como a ONU. E o número de usuários não é desprezível. O Ludwig, cujo nome homenageia Beethoven (que compôs mesmo surdo em grande parte da vida), começará a ser oferecido gratuitamente até o final deste ano, com uma pulseira vibratória que será vendida por um preço ainda não definido.

Raphael Augusto da Silva, de 23 anos, surpreendeu ao aparecer no vídeo que homenageou os desenvolvedores, durante a palestra de Tim Cook. “Esse sentimento fantástico que a música me proporciona, eu quero que todos sintam. Mesmo os que não podem ouvir”. Com essa frase, no vídeo exibido no telão, Raphael apresentou seu Ludwig para toda a comunidade Apple.

Os protótipos do aparelho, que vibra em frequências diferentes conforme a nota tocada na interface (um piano virtual), foram construídos manualmente pelos desenvolvedores e já testados por surdos. "Um dos meninos, que é de uma família de músicos, mas não ouve desde os três anos, disse que a experiência era mesma de quando seu irmão tentou lhe ensinar violão", diz o idealizador Ortiz, que conta que a inspiração ocorreu a partir de um grupo de surdos da igreja de que faz parte.
Sabia que eles tinham contato com a música por meio da vibração, então discuti a ideia com meu primo, um intérprete de Libras [língua brasileira de sinais]". A partir daí, começaram a fazer os primeiros testes. Agora, Raphael diz que está organizando o grande número de propostas de parceria e de investimento que recebeu durante o evento da Apple. "Ainda vamos decidir qual estratégia financeira vamos adotar."

Segundo o Censo de 2010, quase um quarto (23,9% ou 45,6 milhões) da população brasileira diz ter algum tipo de deficiência, dos quais 9,7 milhões (5,1%) são parcial ou totalmente surdos.

FONTE - http://www.portaldepaulinia.com.br/regiao/noticias/30224-aplicativo-criado-por-campineiros-auxilia-pessoas-com-deficiencia-auditiva-a-ouvir-musica.html

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

MÚSICA/CÉREBRO - Pesquisa revela que improvisação musical se processa na mesma área cerebral da linguagem

Improvisação musical envolve áreas cerebrais que processam estrutura das frases faladas

A visualização da atividade cerebral durante “conversas musicais” informais e espontâneas entre músicos de jazz mostra que o processamento da música e da linguagem possuem circuitos neuronais em comum.
(imagem - foto colorida de um teclado de piano, com uma mão de pianista tocando-o, espelhada no próprio piano, fotografia  da divulgação da matéria)

As áreas do cérebro humano que analisam a sintaxe – a estrutura das frases da linguagem – não estão reservadas apenas ao processamento linguístico, sugere um estudo publicado na última edição da revista online de acesso livrePLoS ONE. Essas mesmas áreas, concluem Charles Limb, da Universidade Johns Hopkins (EUA), e colegas, também são utilizadas, em situação de improvisação musical jazzística a dois, quando cada músico processa, antes de responder, as “frases” musicais que vão sendo criadas pelo seu parceiro.

Os cientistas recrutaram para o estudo 11 experientes pianistas de jazz com idades entre os 25 e os 56 anos e puseram-nos a “trocar quatros” – tradução literal da expressão em inglês “trading fours”, que se refere a um exercício de improvisação em que cada um de dois intérpretes vai criando, alternadamente, quatro compassos de música. Durante as sessões, que duravam 10 minutos, um dos dois participantes estava deitado de costas numa máquina de ressonância magnética. Com os pés relativamente elevados graças a um almofadão e um teclado de plástico pousado nas coxas, esse músico conseguia ver a posição dos seus dedos no teclado olhando para um sistema espelhos colocados por cima da sua cabeça.

Nas imagens da função cerebral obtidas ao vivo e em directo durante as improvisações, os investigadores observaram que a essa tarefa musical activava áreas cerebrais associadas ao processamento sintáctico da linguagem. “Até aqui, os estudos de como o cérebro processa a comunicação auditiva entre duas pessoas têm sido feitos no contexto da linguagem falada”, diz Limb em comunicado da sua universidade. "Mas ao olharmos para o jazz, conseguimos investigar as bases neurológicas da comunicação musical interativa fora desse contexto.”

E acrescenta: “Quando dois músicos de jazz a trocar quatros parecem imersos nos seus pensamentos, não estão simplesmente à espera da sua vez para tocar. Pelo contrário, estão a utilizar as áreas sintácticas do seu cérebro para processar o que estão a ouvir de forma a conseguir responder com uma série de notas que nunca tinham sido compostas nem interpretadas.” 

Por outro lado, os cientistas também descobriram uma diferença substancial entre linguagem e música. Mais precisamente, a improvisação musical “desligava” as áreas associadas ao processamento semântico da linguagem – ou seja, aquelas que interpretam o significado do que está a ser dito.

“Neste estudo, mostramos que existe uma diferença fundamental entre a forma como o significado da música e da linguagem é processado pelo cérebro”, salienta Limb. “Especificamente, é o processamento sintáctico, e não o semântico, que é essencial para este tipo de comunicação musical. Os conceitos convencionais da semântica poderão não ser aplicáveis ao processamento da música pelo cérebro.

FONTE - http://www.publico.pt/ciencia/noticia/a-improvisacao-musical-envolve-as-mesmas-areas-cerebrais-que-a-interpretacao-da-estrutura-linguistica-das-frases-faladas-1626041
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A MÚSICA QUE ENCANTA DEPENDE DOS OLHOS? http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2010/03/musica-que-encanta-depende-dos-olhos.html

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

SÍNDROME DE DOWN/MÚSICA - Criança com SD desenvolve leitura por estímulo musical

Criança com Síndrome de Down aprende a ler através da música

(imagem - foto colorida de Evie, que usa óculos, no canto esquerdo, olhando para câmera, uma menina loira, com seu pai ao lado sentado e olhando um cd de músicas, fotografia da divulgação da matéria) 

Evie é uma menina de 7 anos que 'sofre' de (termo incorreto pois sua deficiência intelectual não é uma 'doença' - informa o DEFNET, recomendo o uso de "vive com'')  Síndrome de Down. No entanto, com a ajuda dos pais, que todos os dias cantam para ela, está a desenvolver extraordinárias capacidades de leitura.

Simon e Jo Kent sempre acharam que esta era a melhor forma de ajudar a filha. Os dois punham música e cantavam para a menina ainda quando esta se encontrava na barriga da mãe, mas sem nunca imaginar a importância que esse gesto viria a ter no desenvolvimento da criança.

«Bombardeámo-la com música desde o dia que ela nasceu», revelou o pai, Simon Kent, de 35 anos. 

O casal, que vive atualmente no Reino Unido, soube que a filha ia nascer com Síndrome de Down na altura da ecografia das 20 semanas. Desde então, têm procurado tudo o que possa ajudar a estimular a filha.

«Quando ela era mais pequena, cantávamos sempre as instruções para se vestir, tomar banho, ir dormir, etc.», acrescentou Simon. Mais tarde, quando entrou para a escola, Evie usou precisamente esse método para aprender a ler, a escrever e a fazer contas. Hoje, com 7 anos, dá provas de estar cerca de um ano à frente dos colegas no que diz respeito à leitura.

FONTE - http://www.lux.iol.pt/internacionais/sindrome-de-down-ler-musica-aprender-evie-simon-kent/1539156-4997.html
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NÃO SOMOS ANORMAIS, SOMOS APENAS CIDA-DOWNS.... http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2012/03/nao-somos-anormais-somos-apenas-cida.html  

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

NEUROTECNOLOGIA/MÚSICA - Experimento de brasileiro "lê pensamentos" e tranforma em Música

Experimento usa ondas cerebrais para compor música clássica

Um experimento desenvolvido por um brasileiro na Universidade de Plymouth, na Grã-Bretanha, pode transformar em realidade os sonhos de milhares de músicos profissionais e amadores.
Foto: BBC
(imagem - foto colorida de uma pessoa no canto esquerdo com a touca na sua cabeça e diante de um laptop, e bem a sua frente está uma mulher tocando um violoncelo, fotografia sobre o repórter que testou o sistema que capta ondas cerebrais e as transforma em música - BBC)

O projeto de neurotecnologia musical, desenvolvido pelo compositor e professor Eduardo Miranda, "lê pensamentos" - com a ajuda de uma espécie de touca que capta ondas cerebrais - e promete transformá-los em música, mudando completamente o processo tradicional de composição.
O professor planeja usar este sistema para fazer leituras dos cérebros de quatro pessoas e controlar um quarteto de cordas com o resultado. Isto é a base de sua composição mais recente, chamada de Activating Memory (Ativando a memória, em tradução livre).
A repórter de tecnologia da BBC LJ Rich estou a máquina antes da performance musical. Confira seu depoimento abaixo.

O pesquisador e engenheiro Joel Eaton me ajudou a vestir a "touca cerebral", que é cheia de eletrodos de metal e fios.
Segundo Eaton, o eletrodo principal na parte de trás da minha cabeça selecionaria ondas cerebrais do meu córtex visual, enquanto os outros eletrodos ajudariam a cancelar qualquer barulho de fundo.
Para que o sistema funcione, é preciso que o usuário se concentre em um de quatro padrões quadriculados. Eles piscam em ritmos diferentes e cada padrão faz com que a área visual do cérebro emita um sinal elétrico simpático.
O sinal é captado pela touca e enviado ao computador. O aparelho funciona melhor quando o resto do cérebro está relaxado, então o pesquisador me pede para "limpar a mente".
Em seguida, os sinais elétricos do cérebro são amplificados e enviados para um laptop.
Eaton me pediu para prestar atenção em um dos padrões de uma maneira muito específica, focando e desfocando o olhar. Às vezes eu tinha que tirar os olhos da tela e olhar novamente para refrescar o cérebro.
Quando eu acertava, o padrão escolhido enviava uma frase musical para uma tela diante de Jane, uma violoncelista profissional que tocava a música que eu produzia.
Foi muito difícil no começo. Enquanto tentava focar, desfocar e relaxar, eu não conseguia ficar muito animada quando funcionava, porque isso me tirava do estado mental necessário para produzir o sinal.

Dificuldades

Eu esperava que o sistema criasse frases musicais vindas direto do meu cérebro, mas não foi exatamente assim que aconteceu.
Ao invés de compor livremente, minha mente escolheu entre frases musicais pré-prontas, que correspondiam a cada um dos padrões quadriculados. Pode-se dizer que eu fui uma operadora mais do que uma compositora, e que meu cérebro se tornou um instrumento como o violoncelo de Jane.
Quando falamos sobre meu desejo de experimentar uma interface mais eficiente de composição musical diretamente do cérebro, o professor Miranda disse que isso poderia ser fascinante no começo, mas que ficaria chato depois de algum tempo.
Ele gosta do desafio de uma solução imperfeita.
"Humanos gostam de manipular coisas - eu não pretendo eliminar este processo, quero melhorar as ferramentas que ajudem os compositores a conseguir isso talvez de uma maneira diferente", disse ele.
Para pessoas com deficiência de audição, há alguns benefícios óbvios desta interface, até mesmo neste estágio elementar.
O laboratório do Centro Interdisciplinar de Pesquisa de Música Computacional (ICCMR, na sigla em inglês) já realizou algumas pesquisas com um paciente da síndrome do encarceiramento (doença rara em que os movimentos do corpo são paralisados, mas as condições mentais permanecem intactas) com resultados animadores.
Mesmo assim, o sistema não é tão receptivo ao usuário como eu esperava que fosse.
Durante o experimento, foi muito difícil dominar a técnica. Durante o processo, minhas leituras cerebrais caíram muito quando o violoncelo estava sendo tocado. Tivemos que recalibrar o sistema enquanto eu estava ouvindo Jane tocar, porque não conseguia manter a concentração.
Consegui emitir o sinal consistentemente depois de duas horas. Joel e Eduardo me disseram que duas horas é rápido - geralmente leva alguns dias para conseguir pegar o jeito.
FONTE - LJ Rich  Repórter de tecnologia da BBC  http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2014/02/140210_musica_computador_rich_cc.shtml
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sábado, 1 de fevereiro de 2014

MUSICOTERAPIA/CÂNCER - O efeito positivo e a resiliência aumentada em jovens através da música

Musicoterapia ajuda jovens com câncer a lidar com tratamento

CDs
*(imagem - foto colorida de cds ou dvds, que fazem parte da idéia e projeto de uso da música como terapia; Projeto de pacientes envolvia escrever letras, gravar música e selecionar imagens para fazer um videoclipe - BBC)

Jovens que fizeram musicoterapia enquanto recebiam tratamento para câncer mostraram-se mais aptos a tolerar os rigores do tratamento, de acordo com um estudo publicado na revista científica Cancer.

Jovens que fizeram musicoterapia enquanto recebiam tratamento para câncer mostraram-se mais aptos a tolerar os rigores do tratamento, de acordo com um estudo publicado na revista científica Cancer.

O termo resiliência, nesse contexto, se refere à capacidade dos participantes de se ajustarem positivamente aos estresses e efeitos adversos do tratamento que estavam recebendo.
Segundo o site da American Music Therapy Association, musicoterapia é uma prática terapêutica em que profissionais qualificados usam música para auxiliar indivíduos a lidar com questões físicas, emocionais, cognitivas e sociais.

Efeito Positivo

Os participantes foram orientados por musicoterapeutas profissionais. O projeto, que durou três semanas, culminou na produção de videoclipes que, quando prontos, foram compartilhados com amigos e familiares.
Os pesquisadores concluíram que o grupo que participou do projeto de musicoterapia demonstrou mais resiliência e capacidade de suportar o tratamento do que um outro grupo que não recebeu musicoterapia.
Cem dias após o tratamento, o mesmo grupo relatou que a comunicação na família e os relacionamentos com amigos tinham melhorado.
"Esses 'fatores protetores' influenciam a forma como adolescentes e jovens adultos lidam (com o câncer e o rigoroso tratamento), ganham esperança e encontram sentido (para suas vidas) durante a jornada do câncer", disse a líder do estudo, Joan Haase.
"Adolescentes e jovens que são resilientes têm a capacidade de superar sua doença, sentem-se em controle e autoconfiantes pela forma como lidaram com o câncer e mostram um desejo de ajudar o outro".
Entrevistas com os pais dos pacientes revelaram aos pesquisadores que os videoclipes tinham produzido um benefício adicional, oferecendo aos pais uma melhor compreensão sobre como é a experiência de crianças que sofrem de câncer.

Estresse e Ansiedade

Uma das musicoterapeutas envolvidas no estudo, Sheri Robb, explicou por que música pode ter um efeito tão positivo sobre jovens lutando contra o câncer:
"Quando tudo parece incerto, canções que ele conhecem e com as quais se identificam fazem com que se sintam conectados".
Segundo a ONG britânica Cancer Research UK, musicoterapia pode diminuir a ansiedade e melhorar a qualidade de vida de pessoas que sofrem de câncer. A terapia também pode ajudar a aliviar alguns sintomas do câncer e efeitos colaterais do tratamento - mas não pode curar, tratar ou evitar doenças, inclusive o câncer.
Estudos anteriores que investigaram os efeitos da musicoterapia sobre crianças com câncer concluíram que a atividade pode ajudar a diminuir o medo e a angústia, além de melhorar os relacionamentos da criança com a família.
A portavoz de uma entidade que oferece apoio a adolescentes com câncer e suas famílias - o Teenage Cancer Trust - disse que é muito importante incentivar crianças com câncer a se comunicar e cooperar umas com as outras.
"Sabemos que ser tratado ao lado de outros (pacientes) da mesma idade faz uma diferença imensa, especialmente em um ambiente que permita que jovens com câncer ofereçam apoio uns aos outros".
fonte - http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2014/01/140127_musicoterapia_cancer_mv.shtml
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SAÚDE MENTAL: quando a Bioética se encontra com a Resiliência. http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2012/10/saude-mental-quando-bioetica-se_11.html

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

SAÚDE MENTAL/ MÚSICA - Grupo mineiro, o São Doidão, lançou disco de MPB, combatendo preconceitos

"São Doidão" canta clássicos da MPB e combate o preconceito à loucura

Pacientes com transtorno mental lançam disco neste sábado


*(imagem - foto dos integrantes da Banda "São Doidão", composta de pessoas que se conheceram em  oficina de canto de centro de referência em saúde mental, com duas mulheres e quatro homens, fotografia de divulgação da banda)

No palco, luzes, movimento e oito vozes ensaiadas cantam clássicos da MPB em releituras ousadas. Por trás de refrões e melodias, histórias de sofrimento mental que encontraram na arte uma ponte para vencer o a doença e o preconceito.

O grupo São Doidão, formado por Andrea Dario, Janice Teixeira, Joao Paulo, Ricardo Rodrigues, Suzane D’Avila e Wander Lopes, pacientes que se conheceram ema oficinas de música do Cersam (Centro de Referência em Saúde Mental) do bairro São Paulo, região nordeste de BH, apresentou neste sábado (dia 30 de novembro), no Cine Theatro Brasil, o repertório do primeiro disco, "Devotos de São Doidão".
Chico Buarque, Tim Maia, Vinícius de Morais e João do Vale são alguns dos cantores e compositores que recebem interpretações do São Doidão. No disco há ainda composições de José Anacleto Teixeira, paciente do centro.

O maestro e violinista Helvécio Viana, que fundou o grupo em 2006, explica que o trabalho nas oficinas de música impulsionou o tratamento dos pacientes.

Muitos não tocavam um instrumento há anos, e as oficinas de canto e coral proporcionaram isso. A arte tem um viés terapêutico, e a gente tem avaliado que há uma melhora na socialização e no campo emocional. Há diversidade no universo da loucura.

As canções ajudam os pacientes-cantores a desafiar o preconceito.  

Há um desconhecimento sobre o universo da loucura que gera o preconceito. Mas hoje esse tema tem sido mais abordado, e todo mundo conhece um caso na família ou de amigos com problemas de saúde mental. A perspectiva é de inclusão, de vivência cidadã.
O grupo recebeu, em 2009, o prêmio "Diversidade pela Loucura", do Ministério da Cultura e da Fiocruz
Fonte - http://noticias.r7.com/minas-gerais/sao-doidao-canta-classicos-da-mpb-e-combate-o-preconceito-a-loucura-30112013
LEIA TAMBÉM SOBRE SAÚDE MENTAL NO MEU BLOG INFOATIVO.DEFNET -
SAÚDE MENTAL: quando a Bioética se encontra com a Resiliência http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2012/10/saude-mental-quando-bioetica-se_11.html

domingo, 4 de agosto de 2013

AUTISMO/MÚSICA -LOU, eu me chamo LOU - Lou, je m" appelle Lou Video- sobre artista francês "autista" e cego


UMA DOCE, TERNA E PROVOCANTE LIÇÃO DE VIDA.... usemos os quatro minutos e meio, ou cinco, de nossas vidas para nos emocionar e compreender como ir além de nossos PRÉ CONCEITOS SOBRE AS DIFERENTES FORMAS DE SER E ESTAR NO MUNDO... COMO LOU...COS PELA VIDA. PARA ALEM DOS CONCEITOS SOBRE OS AUTISMOS.
um artista chamado LOU que nos emociona com sua música e visão para além do olhar que aprendemos naturalizar...    clique aqui https://www.youtube.com/watch?v=VumaWumENEk

E LEIAM MAIS SOBRE AUTISMOS NO MEU BLOG INFOATIVO.DEFNET - 

AUTISMO: O AMOR É AZUL?http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2012/03/autismo-o-amor-e-azul.html

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

PESSOASCDEFICIÊNCIA/CARNAVAL - Alegria e Inclusão em Vila Isabel

Em Vila Isabel, bloco Gargalhada desfila com deficientes

 Alana Gandra

Repórter da Agência Brasil
Rio de Janeiro - Com o tema “Eu juro que não sei de nada”, o bloco da diversidade e da inclusão, como é  definido o Bloco Gargalhada, desfila hoje (10) à tarde pelas ruas de Vila Isabel, bairro da zona norte do Rio de Janeiro, berço do compositor Noel Rosa, que ali nasceu em 1910.
A marchinha campeã de 2013 “Quem comeu o meu pudim?” venceu outras três músicas candidatas e foi composta por Waldir Lopes (deficiente visual), Osmar Junior (cadeirante) e Cheila Felton, diretora-geral da Comunidade Anjos de Visão. O bloco foi fundado em 2005 por Yolanda Braconnot, cujo filho Leonardo, deficiente auditivo, desfila como uma das “madrinhas gargalhetes”, travestido na 'drag queen' Kitana McNew.
A concentração está marcada para as 15 horas, na Associação Atlética Vila Isabel (AAVI), localizada na Avenida 28 de Setembro, número 160.  O desfile começará às 16 horas.
Ao contrário de anos anteriores, em que deficientes auditivos integraram a bateria, o bloco sai este ano com uma banda profissional e carro de som. “A diferença é que agora a gente congrega muito mais deficientes”, disse à Agência Brasil a presidenta da agremiação. “Criamos a figura das gargalhetes. Há uma gargalhete cadeirante, uma gargalhete cega, além da rainha Kitana McNew e da princesa Valeska, duas 'drag queens',  surdas”.
Como Yolanda preside também a AAVI, com o seu projeto de terceira idade “Curtindo a vida”, este ano ela traz  para o Bloco Gargalhada uma ala de idosos. No ano passado, o bloco contou com  a participação de 150 pessoas com deficiências. A expectativa é que esse número aumente este ano.   “A cada ano cresce esse número: eles vão tomando conhecimento, por meio de outros colegas, que este é um bloco inclusivo”.
A grande bandeira do Gargalhada, sustentou Yolanda Braconnot, é a inclusão. “Porque junto com os deficientes saem os demais foliões: é aquela bagunça de todo mundo junto e misturado. Não dá para distinguir quem é cego, quem é surdo: está todo mundo curtindo o carnaval”.
O bloco atraiu em 2012 em torno de 800 pessoas. Neste carnaval, a perspectiva é ampliar o número de integrantes. “Os foliões vão entrando pelo caminho”.
O desfile deste carnaval terá como porta-bandeira e mestre-sala dois adolescentes – Shirley e Dudu – com Síndrome de Down. O estandarte do bloco, entretanto, é revezado com um cadeirante e um idoso. “Ao longo do desfile, entram novos personagens”. Confirmando uma tradição, o bloco tem a presença de um intérprete de libras (linguagem dos sinais) em todas as suas apresentações, desde 2006. “Somos o único bloco no Brasil com intérprete de libras”, disse Yolanda.
Edição: José Romildo
fonte - http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2013-02-10/em-vila-isabel-bloco-gargalhada-desfila-com-deficientes