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terça-feira, 4 de novembro de 2014

DEFICIÊNCIAS/EDUCAÇÃO INCLUSIVA - Senado aprova projeto que altera conceito de Educação Especial

Aprovada proposta que reforça educação regular inclusiva

imagem - foto colorida da matéria, com visão das mesas do Senado, tendo a Senadora Maria do Carmo Alves, no canto direito da foto, presidindo a Comissão de Educação, Cultura e Esporte, com outros senadores à sua frente - fotografia de Edilson Rodrigues - Agência Senado)

A Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE) aprovou, nesta terça-feira (4), projeto que altera o conceito da educação especial no Brasil e reforça o papel da educação regular inclusiva, na forma do substitutivo apresentado pela Câmara dos Deputados (PLS 180/2004).
Pelo texto, o ensino especial passa a ser mais restrito, com funções de apoio complementar ou suplementar aos serviços comuns oferecidos preferencialmente na rede regular de ensino para atender pessoas com deficiência ou transtornos globais de desenvolvimento, altas habilidades ou superdotação.
O texto define o conceito de educação especial, que passa a ser uma modalidade de ensino escolar que realiza “atendimento educacional especializado” para apoiar os serviços educacionais comuns. A ideia é promover a educação inclusiva, ou seja, a escola regular terá que se preparar para receber todo e qualquer tipo de aluno.
O substitutivo da Câmara retira três parágrafos do artigo 58 da Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) que preveem: oferta eventual de serviços especializados nas escolas da rede regular; atendimento em classes, escolas ou serviços especiais, em situações específicas; e o dever do Estado de ofertar educação especial de zero a seis anos, durante a educação infantil.
O texto original, da ex-senadora Ideli Salvatti buscava somente assegurar ambiente escolar propício à inclusão educacional e social de estudantes com deficiência auditiva, obrigando as escolas a ofertar a Língua Brasileira de Sinais (Libras) em todas as etapas e modalidades da educação básica.
A partir das modificações aprovadas na Câmara e referendadas pela CE, o projeto agora obriga os sistemas de ensino a garantir, como parte do currículo de todas as etapas e modalidades da educação básica, não só o ensino de Libras, mas também de outros métodos de comunicação para estudantes com deficiência ou transtornos globais de desenvolvimento, altas habilidades ou superdotação, como o sistema braile (para cegos) e o tadoma (para pessoas que são simultaneamente surdas e cegas).
Esses alunos também terão direito a adequação de currículos, métodos e recursos às suas necessidades; professores especializados; e educação especial para o trabalho.  Além disso, deverá ser respeitado o atendimento de necessidades educacionais específicas dos alunos nas diretrizes para cursos superiores em geral; inserção de eixos temáticos e conhecimentos favoráveis à educação inclusiva nos currículos dos cursos de formação de professores; e a oferta, pelo poder público, aos familiares e à comunidade da pessoa com deficiência auditiva de condições para o aprendizado de Libras.
O relator ad hoc na Comissão de Educação foi o senador Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR). A matéria segue agora para o Plenário e, caso seja aprovada, vai à sanção presidencial.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
FONTE - https://www12.senado.gov.br/noticias/materias/2014/11/04/aprovada-proposta-que-reforca-educacao-regular-inclusiva
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DIREITOS HUMANOS COMO QUESTÃO PARA A EDUCAÇÃO INCLUSIVA http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2010/05/imagem-publicada-uma-foto-de-tres.html


terça-feira, 23 de setembro de 2014

EDUCAÇÃO INCLUSIVA/SÍNDROME DE DOWN - Jovem gaúcha e personagem de documentário dá exemplo de inclusão escolar

Renata, uma história de inclusão

das crianças com síndrome de Down na escola

Jovem sonha em ser atriz e já é uma das estrelas de um documentário sobre inclusão
imagem - foto colorida da jobem Renata, de óculos, e com um sorriso de quem soube superar preconceitos e barreiras com os estímulos da quebra de paradigmas na sua educação, hoje um exemplo para outras pessoas em sua cidade. (divulgação)
Personagem principal do documentário Outro Olhar, que será lançado nesta terça-feira (23), a gaúcha Renata Basso, de 19 anos, é uma das poucas jovens com síndrome de Down de Santa Maria, Rio Grande do Sul, que se formou no ensino médio depois de estudar em escolas públicas a vida toda. 
Retratando os desafios da educação inclusiva no País, o filme que ela protagoniza mostra como Renata quebrou paradigmas em sua cidade e se tornou um exemplo para outras crianças com necessidades especiais.
— Entrei em uma escola pública quando tinha seis anos. Nunca frequentei outro tipo de colégio. A primeira lembrança que tenho é que me dava muito bem com as minhas amigas, nunca me senti excluída.
Roseane Basso, irmã da jovem, contou que a família foi aconselhada a incluir Renata em atividades com outras crianças que não tinham necessidades especiais.
— Minha mãe foi aconselhada por  um grupo de professoras da Universidade Federal de Santa Maria a colocá-la em uma escola pública. A universidade ofereceu acompanhamento especial para Renata durante todo o ensino fundamental. 
Renata  foi alfabetizada aos oito anos e acompanhava bem a turma, mesmo assim, conta que o ensino médio foi um período especialmente desgastante. Na mudança de escola, a jovem perdeu o acompanhamento especial e teve que lidar com outros desafios. 
A escola era muito grande e eu imaginava que não conseguiria fazer muitos amigos, mas pedi para entrar nos grupos e consegui. Tinha algumas aulas que eu não era capaz de acompanhar bem, mas outras, como biologia, eram bem legais porque a professora explicava tudo bem explicadinho para mim.
Ricardo Henriques, superintendente executivo do Instituto Unibanco, que patrocinou o filme, comenta que o desafio da educação inclusiva no ensino médio é ainda maior do que na etapa do fundamental.
Segundo ele, inadequação da estrutura atual da escola, voltada para um ideal de aluno e não para atender à singularidade de cada um deles, vai desde o currículo até a infraestrutura e arquitetura da escola, passando pela formação de professores e gestores.
— A educação inclusiva nos obriga a repensar o ensino como um todo. No que se refere ao currículo, precisamos pensar o que é necessário que as crianças e jovens aprendam para a vida. Além disso, são necessárias políticas públicas para formação dos professores e para apoiar os gestores e as famílias para a garantia da educação inclusiva nas escolas públicas.
O Colégio Estadual Coronel Pilar, onde Renata estudou, se tornou referência em educação inclusiva.  Em 1993 a instituição recebeu o primeiro aluno cego em uma classe de ensino regular, reconheceu a importância social e aceitou o desafio pedagógico de ter salas de aula mais plurais quando tais práticas ainda eram absolutamente incipientes e experimentais na educação brasileira.
Outro Olhar

A apresentação do documentário acontece às 19h, na Livraria Cultura do Conjunto Nacional, na avenida Paulista. O evento também terá um debate, que contará com a participação de Henriques, do diretor geral do Instituto Rodrigo Mendes, Rodrigo Mendes e de Liliane Garcez, mestre em educação e assessora especial da Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida de São Paulo.
fonte - http://noticias.r7.com/educacao/renata-uma-historia-de-inclusao-das-criancas-com-sindrome-de-down-na-escola-23092014
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CARTA A UM JOVEM COM SÍNDROME DE DOWN NA UNIVERSIDADE http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2012/02/carta-um-jovem-com-sindrome-de-down-na.html

quarta-feira, 12 de março de 2014

EDUCAÇÃO INCLUSIVA/LEIS - Escolas regulares devem oferecer cuidador para alunos com deficiência

Câmara aprova cuidador nas escolas para alunos com deficiência

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) aprovou nesta quarta-feira (12), em caráter conclusivo, medida que obriga as escolas regulares a oferecer cuidador específico para alunos portadores de necessidades especiais, se for verificado que o aluno precisa de atendimento individualizado. A iniciativa está prevista no Projeto de Lei 8014/10, do deputado Eduardo Barbosa (PSDB-MG), que agora será analisado pelo Senado.

A legislação brasileira incentiva a inclusão dos portadores de deficiência no ensino regular, deixando o ensino especial para aqueles com características específicas. Por isso, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (9394/96) prevê o serviço de apoio especializado aos alunos portadores de deficiência matriculados nas escolas regulares. O projeto inclui explicitamente o cuidador como parte desse suporte, desde que necessário.

Segundo o projeto, o cuidador acompanhará o estudante de maneira mais individualizada no ambiente escolar para facilitar sua mobilidade e auxiliar nas necessidades pessoais e na realização de tarefas.

Íntegra da proposta:  
fonte - http://www2.camara.leg.br/camaranoticias/noticias/EDUCACAO-E-CULTURA/438330-CAMARA-APROVA-CUIDADOR-NAS-ESCOLAS-PARA-ALUNOS-COM-DEFICIENCIA.html

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A INCLUSÃO ESCOLAR AINDA USA FRALDAS? http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2010/07/inclusao-escolar-ainda-usa-fraldas.html

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

INCLUSÃO ESCOLAR/PARALISIAS CEREBRAIS - Menina com Paralisia Cerebral revela necessidade de recursos na escola

Menina com paralisia não volta às aulas por falta de estrutura de escola

Escola onde Manuela estuda precisa contratar funcionário para ajudá-la.
Secretaria da Educação de Canoas garante que caso será resolvido.

Manuela, de cinco anos, espera contratação de funcionária para poder voltar à escola (Foto: Reprodução/RBS TV)
(imagem - foto colorida da menina Manuela, com sua mãe sentada ao seu lado, com um quadro de flores ao fundo, tendo um livro apoiado nas pernas de Manuela, sobre um suporte. Fotografia da matéria RBS TV)

Aos cinco anos, a pequena Manuela Soares foi a única aluna de sua turma que não voltou às aulas, iniciadas no dia 6 de fevereiro em uma escola municipal de Canoas, na Região Metropolitana. A menina nasceu nasceu com paralisia cerebral e tem vaga garantida na rede pública do município. No entanto, a escola não tem condições de recebê-la no momento por falta de um funcionário que a acompanhe, como mostra a reportagem do Jornal do Almoço, da RBS TV. (Veja o vídeo no link - fonte da matéria)

Manuela frequenta a Escola Municipal de Educação Infantil de Canoas desde 2012, mas teve de se afastar em junho do ano passado para fazer uma cirurgia no quadril. Mesmo assim, a rematrícula foi realizada. Só que a instituição não tem uma pessoa para acompanhar a menina de perto e ajudar a professora, como costumava acontecer com a menina.

A situação preocupa a mãe de Manuela, Berenice Moreira Soares. “Ela já tem essa dificuldade cognitiva, de vivenciar, de conviver com outras crianças. Já tem esse atraso. Quanto mais tempo passar, pior. Para ela e para nós. É uma frustração”, reclama Berenice.
O pai de Manuela trabalha à noite, então precisa descansar durante o dia. “Ficar com ela é uma missão não muito fácil porque ela exige atenção o tempo todo. Não é em qualquer cadeira que ela senta, ela pode sentar e, em um momento de descuido, pode cair”.
A mãe diz que não tem nada contra a escola, mas reclama das falhas no processo de inclusão. “Ela foi muito bem recebida tanto pelos funcionários, quanto pelos alunos. Teve apresentação, ela participou, foi muito bom. Mas, essa questão burocrática é que complica. A inclusão é algo lindo, maravilhoso, mas na prática deixa muito a desejar”, fala Berenice.
A Secretaria Municipal de Educação tem um setor específico para a inclusão de crianças e adolescentes com deficiência. O responsável pelo setor em Canoas, Eri Domingos da Silva, explica que é difícil conseguir estagiários para fazer esse trabalho nas escolas. “Estamos entrevistando candidatos para estágio, para que possam acompanhar não só essa aluna, mas todos os alunos que precisam de apoio. Além da entrevista, eles passam por uma formação para que saibam qual a realidade e a criança”, explica Silva. Segundo ele, o contato da mãe de Manuela para retornar à aula foi somente na última terça-feira (18).
De acordo com Berenice, a escola sabia que a menina voltaria no dia 6 de fevereiro, já que estava rematriculada. “A escola tem o atestado da médica que fez a cirurgia dizendo o tipo de cirurgia, que ela precisava dos meus cuidados, que ela estava de atestado”, repete a mãe.
Conforme Silva, uma reunião presencial foi marcada para a próxima terça-feira (25) entre a secretaria e a família de Manuela. “A escola chegou a fazer esse relato, como outras escolas, mas nós gostamos de um contato direto com a família para ter a percepção da família, e isso ainda não aconteceu, vai acontecer semana que vem com a mãe”, aponta. “Vamos resolver, com certeza. Como outros casos que surgiram, que às vezes não são na mesma rapidez que gostaríamos, mas acabam tendo uma solução, com a participação da escola e da família”, fala.
FONTE - http://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/noticia/2014/02/menina-com-paralisia-nao-volta-aulas-por-falta-de-estrutura-de-escola.html
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A INCLUSÃO ESCOLAR AINDA USA FRALDAS? http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2010/07/inclusao-escolar-ainda-usa-fraldas.html

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

SÍNDROME DE DOWN/MÚSICA - Criança com SD desenvolve leitura por estímulo musical

Criança com Síndrome de Down aprende a ler através da música

(imagem - foto colorida de Evie, que usa óculos, no canto esquerdo, olhando para câmera, uma menina loira, com seu pai ao lado sentado e olhando um cd de músicas, fotografia da divulgação da matéria) 

Evie é uma menina de 7 anos que 'sofre' de (termo incorreto pois sua deficiência intelectual não é uma 'doença' - informa o DEFNET, recomendo o uso de "vive com'')  Síndrome de Down. No entanto, com a ajuda dos pais, que todos os dias cantam para ela, está a desenvolver extraordinárias capacidades de leitura.

Simon e Jo Kent sempre acharam que esta era a melhor forma de ajudar a filha. Os dois punham música e cantavam para a menina ainda quando esta se encontrava na barriga da mãe, mas sem nunca imaginar a importância que esse gesto viria a ter no desenvolvimento da criança.

«Bombardeámo-la com música desde o dia que ela nasceu», revelou o pai, Simon Kent, de 35 anos. 

O casal, que vive atualmente no Reino Unido, soube que a filha ia nascer com Síndrome de Down na altura da ecografia das 20 semanas. Desde então, têm procurado tudo o que possa ajudar a estimular a filha.

«Quando ela era mais pequena, cantávamos sempre as instruções para se vestir, tomar banho, ir dormir, etc.», acrescentou Simon. Mais tarde, quando entrou para a escola, Evie usou precisamente esse método para aprender a ler, a escrever e a fazer contas. Hoje, com 7 anos, dá provas de estar cerca de um ano à frente dos colegas no que diz respeito à leitura.

FONTE - http://www.lux.iol.pt/internacionais/sindrome-de-down-ler-musica-aprender-evie-simon-kent/1539156-4997.html
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NÃO SOMOS ANORMAIS, SOMOS APENAS CIDA-DOWNS.... http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2012/03/nao-somos-anormais-somos-apenas-cida.html  

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

EDUCAÇÃO INCLUSIVA/ONU - Estudo da ACNUDH mostra abordagens discriminatórias na inclusão escolar

Relatório da ONU alerta para sistemas educacionais que discriminam pessoas com deficiência

Um estudo realizado pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) mostra que os sistemas de ensino têm adotado abordagens discriminatórias em relação às pessoas com deficiência, muitas vezes, infringindo o direito à educação
(imagem - foto colorida das mãos de uma estudante negra, com pulseiras vermelhas na mão, que repousam sobre uma pedaços de papel, com  a letra A feita a giz, próximo à sua mão, com uma caneta esferográfica ao meio. Fotografia de Giacommo Pirozzi/ Unicef) 

Alguns estudantes são impossibilitados de frequentar a escola por causa de uma deficiência. Outros vão para colégios especiais, resultando em segregação. Ainda há aqueles que vão para colégios regulares, mas que são obrigados a se adaptar às normas da instituição.
O estudo explica que a inclusão de alunos com deficiência implica na eliminação de barreiras que restringem ou proíbem sua participação no sistema de ensino em geral e a mudança de culturas, políticas e práticas das escolas regulares para se acomodarem às necessidades de todos os alunos.
A educação inclusiva fornece uma plataforma para combater o estigma e a discriminação. Ela também permite que as pessoas com deficiência, que normalmente sofrem desproporcionalmente com o desemprego, participem plenamente da sociedade.
A pesquisa observa que as escolas não podem negar alunos com deficiência e devem adaptar currículos e métodos de ensino para fazer com que todos tenham acesso igual à educação. As medidas devem ser postas em prática para eliminar barreiras físicas, socioeconômicas e de comunicação, dando, se preciso, apoio individualizado para facilitar a inclusão.
O estudo, que defende a adoção de uma meta para educação inclusiva na agenda de desenvolvimento pós-2015, também recomenda a contratação de professores que são qualificados em linguagem gestual e Braille e têm formação para lidar com as necessidades dos alunos especiais.
De acordo com a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, a educação inclusiva é essencial para a realização do direito à educação, sem discriminação e com base na igualdade de oportunidades.
Com informações da Onu
FONTE - http://www.cbnfoz.com.br/editorial/mundo/19022014-93161-relatorio-da-onu-alerta-para-sistemas-educacionais-que-discriminam-pessoas-com-deficiencia
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A CONSCIÊNCIA INCLUSIVA E O RACISMO NA ESCOLA http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2014/01/a-consciencia-inclusiva-e-o-racismo-na.html

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

EDUCAÇÃO INCLUSIVA/AVANÇOS - Alunos com deficiência recebem atenção e investimentos em Dourados

Com atenção redobrada, Dourados faz inclusão de alunos especiais

Prefeitura investe para garantir a inclusão de alunos especiais na sala de aula e oferece programas no contraturno como o “Mais Educação” Com atenção redobrada, Dourados faz inclusão de alunos especiais
(Imagem - foto colorida de uma sala de aula, com uma professora no canto direito, com uma interprete de LIBRAS se comunicando no canto esquerdo, ambas em frente aos alunos vestidos de azul, com um quadro atrás delas - fotografia de A. Frota)
Prefeitura investe para garantir a inclusão de alunos especiais na sala de aula e oferece programas no contraturno, como o “Mais Educação”
Com o aumento do número de alunos especiais na medida em que Dourados cresce, a prefeitura investe para garantir a inclusão com educação de qualidade.
O trabalho da educação na administração do prefeito Murilo é tão bem avaliado que profissionais médicos estão recomendando que os pais façam a matrícula nas escolas públicas quando constatado algum tipo de deficiência na criança.
Em 2013 foram 472 alunos especiais matriculados nos Ceims (Centros de Educação Municipal) e escolas urbanas, indígenas e rurais, contra 386 alunos em 2012. O crescimento médio anual é de 15%, de acordo com a coordenadora do Núcleo de Educação Especial da Secretaria de Educação, a professora e psicóloga Terezinha Aparecida Piva Espósito.
São alunos com alguma deficiência física, visual, auditiva e autista que recebem toda a atenção do município. Terezinha conta que, quando necessário, é deslocado um profissional de apoio educacional, que atua como mediador entre o professor regente e o aluno especial. Esse profissional apóia o especial também na higiene, alimentação e locomoção nos casos necessários.
Para cuidar ainda melhor dos seus alunos especiais, a Prefeitura de Dourados mantém 29 SRM’s (Salas de Recurso Multifuncional) espalhadas pela cidade e que funcionam no contraturno. Ou seja, os especiais têm um programa de educação integral. O atendimento nessas salas, segundo Terezinha, é feito com base nas necessidades de cada aluno.
Na Escola Avani Fehlauer, que fica na Avenida José Roberto Teixeira, no Jardim Flórida I, funciona um programa de atendimento e orientação e ainda avaliação emocional para pais e alunos com deficiência visual.
Dois profissionais especializados no ensino de Libras garantem todo o apoio ao sistema de educação especial. A Secretaria de Educação também oferece três cursos por ano nessa linguagem, para capacitar os profissionais da área, um básico, um intermediário e outro avançado.
A prioridade gestão do prefeito Murilo é a educação, com foco no ser humano, na sua formação integral, preparando-o para viver bem em sociedade e com ótimo desempenho profissional no futuro. Por isso, o prefeito tem se preocupado em ampliar os programas “Mais Educação” e “Mais Cultura”, para garantir as atividades do contraturno para cada vez mais alunos.
Neste sentido, o trabalho de qualidade desenvolvido com os alunos especiais tem recebido diariamente o reconhecimento de profissionais da área da saúde e dos pais dos alunos.
“Ao observar algum comprometimento na criança, neuropediatras, psiquiatras, psicopedagogos, fisioterapeutas e outros profissionais da área medica têm recomendado aos pais fazer a matrícula na escola pública, pela qualidade da formação que é oferecida”, afirma Terezinha.
Na reunião que fazemos com os pais eles nos revelam que estão muito satisfeitos com o trabalho que vem sendo oferecido pelo município”, afirma a coordenadora. “Nós trabalhamos o aluno como um todo, como ser humano. Eles participam das festas, das atividades culturais, dos jogos; enfim, Dourados faz a verdadeira inclusão dos seus especiais”.  *(o DefNet não concorda com o uso do termo 'nossos especiais', mas sim que sejam tratados como cidadãos e cidadãs com deficiência, e tratados terminologicamente como alunos com deficiências)
FONTE - http://www.agorams.com.br/jornal/2014/01/com-atencao-redobrada-dourados-faz-inclusao-de-alunos-especiais/
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A INCLUSÃO ESCOLAR AINDA USA FRALDAS? http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2010/07/inclusao-escolar-ainda-usa-fraldas.html

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

NEGROS/INCLUSÃO NO TRABALHO - Relatório do DIEESE revela que mesmo trabalhando mais sempre ganham menos

Só escolaridade não garante presença de negros no mercado de trabalho, aponta Dieese

Negros representam 48,2% dos trabalhadores nas regiões metropolitanas, mas a média de seu salário chega a ser 36,1% menor do que a de não negros
Negros no Mercado
(imagem - foto colorida de um homem, um operário negro, da construção civil, com parte de seu corpo próximo a uma parede, trazendo uma ferramenta na mão, com a roupa suja de tinta para a pintura, confirmando a maçiça presença negra nesse mercado de trabalho, onde a desigualdade salarial é menor)
São Paulo – O boletim “Os negros no trabalho”, divulgado hoje (13) pelo Dieese, revelou que apesar de a população negra ter maior participação no mercado de trabalho ainda ganha menos do que os não negros e ocupa os postos de serviços menos valorizados. Mesmo quando o nível de escolarização se eleva e se equipara ao da população não negra, os cargos ocupados pelos negros são os de menor prestígio hierárquico e os salários são inferiores.
De fato, o acesso dos negros à universidade e à qualificação é menor. No entanto, quando aumentam o grau de escolaridade, individualmente têm uma melhora de renda. Mas não é suficiente para reduzir desigualdade, porque apesar de melhor remuneração, ela continua menor se comparada com a dos não negros”, observa a socióloga do Dieese Adriana Marcolino.  O estudo resulta de pesquisa feita pelo Dieese, em parceria com a Fundação Seade e o Ministério do Trabalho e Emprego.
Apesar de os índices relativos ao biênio 2011-2012 revelarem progresso em relação à maior ocupação dos negros e menor desemprego – nas regiões metropolitanas pesquisadas, 48,2% eram negros –, essa população segue tendo seu esforço produtivo menos reconhecido. Em média, suas remunerações por hora ficavam limitadas a 63,9% do ganho-hora dos não negros.
A pesquisa englobou as regiões metropolitanas de Belo Horizonte, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Salvador e São Paulo. Dos negros ocupados no mercado, 27,3% não haviam concluído o ensino fundamental (que vai do 1º ao 9° ano) e apenas 11,8% concluíram o ensino superior. Entre a população não negra, 17,8% dos ocupados não terminaram o ensino fundamental e 23,4% formaram-se em uma faculdade. Este cenário se reflete nos ganhos salariais, apesar de não ser determinante para as desigualdades constatadas.
Os negros, em todas as estruturas produtivas, estão em ocupação de menos prestígio, e mesmo quando têm maior escolaridade, estão em níveis mais precarizados. Os dados são uma comprovação de que existe um papel grande da discriminação racial no mercado de trabalho. A despeito do aumento da escolaridade, o negro vai se manter na ocupação que exige menos escolaridade. Porque é aquele emprego que é oferecido a ele, que é destinado a ele”, afirma Adriana.
Foi comprovado também que quanto maior o nível do patamar de escolaridade, a desigualdade entre a remuneração de negros e não negros aumenta. Por exemplo, na indústria de transformação, a desigualdade de rendimento por hora dos negros em relação aos não negros era de 18,4% no ensino fundamental incompleto e de 40,1% para aqueles com ensino superior completo. Ou seja, quanto maior o nível de escolaridade, maior a desigualdade entre negros e não negros.
No setor da construção, em que a qualificação exigida se apoia mais na experiência do que na escolaridade, a desigualdade entre os rendimentos por cor é menor: variou de 15,6% dentre os ocupados com ensino fundamental incompleto e 24,4% para aqueles com superior completo.

Políticas afirmativas

O desemprego diminuiu entre os negros e não negros, e apesar de haver maior inserção dos primeiros no mercado, os índices mostram diferenças no acesso. “O mercado teve melhora como todo, e isso é fruto do desempenho econômico, do crescimento, da melhoria de condições gerais. A população negra, em alguma medida se beneficiou, aumentou sua ocupação, mas a desigualdade de inserção se mantém”, comenta a socióloga do Dieese.
Adriana ressalta que apesar da importância de políticas afirmativas na educação, como a adoção de cotas por universidades públicas, para maior inserção social da população negra, elas não são suficientes para mudar significativamente o cenário do mercado de trabalho.
A política de cotas teve impactos positivos, pois cria mais oportunidades e eleva a escolaridade da população negra, mas não é único elemento para acabar com desigualdade no mercado de trabalho”, diz a socióloga, acrescentando que é preciso avançar em outras políticas específicas para o mercado de trabalho. “O movimento sindical tem iniciado esse debate, tem aparecido bastante nas negociações coletivas, para que este tema seja debatido no espaço da empresa. Preconceito racial é subjetivo às vezes, embora tenha um reflexo objetivo no mercado. É importante incluir todos no debate, para ir aos poucos saindo do esquecimento, dessa capa de que há igualdade no mercado”, observa Adriana.
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INCLUSÃO, RACISMO E DIFERENÇA http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2011/05/inclusao-racismo-e-diferenca.html

PARALISIA CEREBRAL/INCLUSÃO - Homem curitibano relata sua história de superação e inclusão escolar

HOMEM COM PARALISIA CEREBRAL CONTA A SUA HISTÓRIA ( E SUPERAÇÃO DE BARREIRAS)

(imagem - foto colorida de um  homem em uma cadeira de rodas motorizada, e uma rua da cidade onde mora, Curitiba, vestindo uma calça azul claro e uma blusa azul escuro, com pessoas caminhando atrás dele, totalmente independente, caso as calçadas sejam acessíveis, e nosso olhar não seja piedoso - fotografia de Gerson Khaina, matéria de Giselle Ulbrich)

Ser uma pessoa com uma paralisia cerebral (que não é um "portador" e sim um cidadão com deficiência física -informa o DefNet), é uma sentença para se levar a vida inteira dependente e sem conquistas próprias? Certo? Errado!

Para o contador  Mauro Sérgio Langoswski, de 37 anos, a afirmação é totalmente falsa e prova isto contando a sua história. Ele não só estudou, conquistou sua casa própria e se formou bacharel em Ciências Contábeis como ganhou o 2º lugar num prêmio científico do Conselho Estadual de Contabilidade.

Mauro tem paralisia cerebral de nascença, por problema de parto. Ele conta que viveu 21 anos em casa, numa colônia polonesa em Colombo, sob os cuidados da família, até que conheceu um grupo de amigos com deficiência. Os amigos lhe mostraram que a vida de uma pessoa especial pode ter novos horizontes e o estimularam a estudar. Através do curso supletivo, fez os ensinos fundamental e médio,e , no dia que pegou o diploma, já tinha sido aprovado no vestibular na Facinter para o curso de Ciências Contábeis. Fez o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem)  e conseguiu bolsa de estudos para custear a faculdade.

Por causa da deficiência Mauro tem problemas na fala e anda de cadeira de rodas. Mas recebeu o apoio e o carinho de muita gente. Fez trabalhos e provas orais e, depois de quatro anos e meio de muita batalha, se formou com louvor no dia 30 de abril.  Tirou nota 9,6 no seu trabalho de conclusão de curso (TCC), o que levou a coordenadora do curso, Viviane da Costa Freitag,  a inscrever o trabalho no prêmio anual do Conselho Estadual de Contabilidade. O trabalho ficou tão bom que Mauro ficou entre os 20 finalistas e conquistou o segundo lugar.

DIFICULDADES
Mauro nunca andou e depende de cadeira de rodas para se locomover. Na época em que ainda fazia faculdade, apesar de já ter comprado sua casa na Tatuquara, teve dificuldades para andar nas ruas esburacadas e sem asfalto, o que resultou na quebra de algumas cadeiras. Para evitar o deslocamento tão longo e os consertos e compras de novas cadeiras, conseguiu um quarto na casa do estudante universitário (CEU) , onde morou até o final do curso universitário.
Mauro se orgulha de fazer quase tudo sozinho. As poucas coisas que ele não consegue fazer são comer sozinho, escrever usando caneta,  e fazer a barba. "O resto eu faço tudo sozinho sem a ajuda de ninguém", disse o contador.
fonte - http://www.parana-online.com.br/editoria/cidades/news/706490/?noticia=HOMEM+COM+PARALISIA+CEREBRAL+CONTA+SUA+HISTORIA

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FREUD E A "INVENÇÃO" DA PARALISIA CEREBRAL http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2010/09/freud-e-invencao-da-paralisia-cerebral.html

terça-feira, 12 de novembro de 2013

PARALISIA CEREBRAL/UNIVERSIDADE - Jovem concluirá curso de História na UEG com a ponta do nariz

Jovem com Paralisia Cerebral escreve livro e vai se formar em faculdade

Estudante de 27 anos concluirá curso de história em dezembro, na UEG.
Sem coordenação motora, ela digita com a ponta do nariz, em Goianésia.


Jovem com paralisia cerebral consegue se formar na faculdade em Goianésia, Goiás (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)
(imagem- foto colorida de uma mulher, jovem, sorridente, com outra mulher ao seu lado (sua colega de estudos universitários), na Universidade Estadual de Goiás. Ela se chama Lívia e está em uma cadeira de rodas,  pois VIVE E SUPERVIVE COM  PARALISIA CEREBRAL,com uma bolsa amarela sobre sua blusa vermelha, fotografia da matéria reprodução/TV Anhanguera)
Uma jovem de 27 anos é exemplo de superação em Goianésia, a 198 quilômetros de Goiânia. Lívia Barbosa Cruz tem paralisia cerebral e está se formando em história na Universidade Estadual de Goiás. A jovem, que mexe apenas com a cabeça e fala com dificuldade, concluirá o curso no próximo mês e já se prepara para conquistar novos objetivos: "Quero publicar um livro que estou escrevendo e fazer uma pós-graduação".
Lívia teve paralisia cerebral ao nascer e não desenvolveu a coordenação motora. Sem dominar as mãos, ela precisou encontrar outra forma de escrever a monografia e o livro: digitar com a ponta do nariz e o queixo. O irmão Jeferson Barbosa Cruz, de 22 anos, ensinou o básico sobre o computador e ela, sozinha, aprendeu a mexer no Twitter e Facebook. A estudante gosta de usar as redes sociais para se comunicar com os amigos e com os primos que moram em outras cidades.
Em entrevista ao G1, pelo Facebook, a jovem conta que chegar até o fim do curso não foi fácil. Além de ter os movimentos do corpo limitados, também sofreu preconceito. "Tive problemas, mas venci e hoje estou muito feliz", comemora a estudante que escolheu a inclusão no ensino superior como tema para a monografia.

Professora do curso de história, Edilze de Fátima Faria elogia a aluna. "A deficiência física não afeta a inteligência dela. Ela é muito esforçada. Ela mora longe da universidade e vem todos os dias em uma cadeira [de rodas]. É um exemplo de vida", diz.
"Viciada em livros", como a própria Lívia diz, ela agora está escrevendo o seu próprio romance. A jovem adianta que o trabalho está em fase de conclusão e contará a história de amores platônicos. Segundo ela, a obra é baseada em fatos reais, tanto de casos que ela tomou conhecimento quanto dela mesma. "Quem nunca amou em segredo?", questiona.
Apoio
Para realizar o sonho de fazer um curso superior, Lívia contou com a ajuda de algumas pessoas. O apoio principal vem da mãe, Cleones Barbosa dos Santos, de 43 anos, que desde 2009 leva a filha todos os dias para a universidade.
De segunda a sexta-feira, Cleones anda cerca de três quilômetros a pé, no caminho de ida e volta para a UEG, empurrando a cadeira de rodas da filha. Enquanto Lívia assiste aula, ela espera do lado de fora. Para passar o tempo, faz bordados e crochê. Para a mãe, todo o esforço valeu a pena: "Eu não tenho palavras para dizer o que sinto. Ela conseguiu mostrar o valor dela".

Cleones conta que ficou grávida de Lívia aos 16 anos e parou de estudar no terceiro ano do ensino fundamental. Mas, ao ajudar a filha, acabou aprendendo e hoje até se expressa melhor. "Ela sempre gostou de ler e se interessou pelos estudos. Às vezes eu copiava a tarefa para ela e fui aprendendo. Tenho formação em ser mãe", diz. A filha retribui a dedicação da mãe: "Sem ela seria impossível chegar onde estou hoje".
Antes da faculdade, ela contou com o auxílio do irmão. Era Jeferson quem levava a irmã para a escola. "Estudávamos juntos até o terceiro ano do ensino médio", conta a universitária. Os dois tentaram o vestibular, mas só Lívia seguiu em frente.

No ensino médio, Lívia descobriu a paixão pela história nas aulas de Valdelice Camilo, sua grande incentivadora e também professora na UEG. Na universidade, a estudante também destaca as aulas do professor Paulo Bernardes.
Professora de apoio
Quando Lívia conseguiu a aprovação no vestibular, o campus da UEG de Goianésia precisou fazer algumas adequações para recebê-la. A sala de aula foi transferida do primeiro andar para o térreo a universidade teve de contratar uma professora de apoio.
A contratação da docente especial foi a parte mais difícil, segundo a mãe de Lívia. A jovem precisa da professora de apoio para sentar ao lado dela e copiar o conteúdo nos dias de trabalho. "Foi um trabalhão danado para conseguir, porque não tinha esse cargo lá. Mas a direção conseguiu contratar uma professora de Libras e conciliar os horários para que ela pudesse atender a Lívia", relata Cleones.
fonte - http://g1.globo.com/goias/noticia/2013/11/jovem-com-paralisia-cerebral-escreve-livro-e-vai-se-formar-em-faculdade.html  (Veja matéria da TV nesse link)
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UM MUNDO PARA VOAR 

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terça-feira, 8 de outubro de 2013

PARALISIAS CEREBRAIS/TECNOLOGIA ASSISTIVA -

Estudo permite uso de computador por criança com paralisia no RS

Equipamento capta impulsos elétricos do cérebro, possibilitando interação.
Mãe tem perspectiva de que filho de três anos possa estudar normalmente

Equipamento ajuda Gabriel a aprender na Feevale, em Novo Hamburgo (Foto: Reprodução/ RBS TV)
(imagem - foto colorida de um menino de 03 anos, Gabriel, com o equipamento, de cor cinza, que está colocado no lado direito da foto, em sua cabeça, e ele olha para a tela de um computador, fotografia RBS TV).
Uma tecnologia inovadora permite que crianças com paralisia cerebral consigam realizar exercícios em um computador com a força do pensamento, como mostra reportagem veiculada no Teledomingo, da RBS TV (confira no vídeo). Graças ao estudo realizado no Laboratório de Inclusão e Ergonomia da Feevale, em Novo Hamburgo, na Região do Vale do Sinos, no Rio Grande do Sul,Elizangela dos Santos, mãe do pequeno Gabriel, de 3 anos, tem perspectiva de que o filho possa estudar normalmente.
“Crianças com deficiência têm uma dificuldade de dar continuidade à educação, e sabemos que com esse programa, com esses incentivos, vai ficar mais fácil pra ele ter uma continuidade nos estudos e não ter uma evasão escolar por falta de recursos”, diz Elizangela.
Fabricado nos Estados Unidos, o equipamento denominado Mindwave (Onda Mental, em inglês) faz a leitura de duas ondas produzidas na parte frontal do cérebro, uma quando a pessoa está concentrada e outra, quando está relaxada. O eletrodo capta os impulsos elétricos e os converte em sinais digitais para o computador por meio de uma conexão sem fio.
Ajuda na concentração dele”, comenta Elizangela. “Ele tem muito mais interesse em jogos de raciocínio lógico, e ajuda bastante na atenção durante as atividades e até mesmo na escola”, diz a mãe de Gabriel.
Responsável por analisar os benefícios deste equipamento para pessoas com paralisia cerebral, a pesquisadora da Feevale Regina Heidrich destaca as vantagens do uso desde cedo. "Se a paralisia cerebral for detectada no início, se consegue que ela consiga desenvolver, através de estimulação precoce, muitas destas habilidades que faltaram lá no início", acrescenta.
Gabriel surpreendeu pesquisadora
Regina analisou o desempenho de 15 crianças e adolescentes com paralisia cerebral, ao usarem o Mindwave. Depois, testou o equipamento em 15 estudantes da Feevale, que realizaram os mesmos jogos. “Vimos que os resultados são muito parecidos”, contou.
Todos os voluntários tinham de executar quatro jogos. Na tela, um barril explode se o jogador se concentra, e uma esfera flutua quando ele relaxa. A capacidade de Gabriel surpreendeu a pesquisadora.
“Quando comecei a fazer os testes, não queria uma criança tão pequena, e pensei que ele com três anos não fosse conseguir utilizar o Mindwave. E minha maior surpresa foi que ele teve um desempenho como um adulto da universidade, como um aluno, no desempenho e no escore dos games. Fiquei muito satisfeita com esse resultado, porque eu realmente não esperava isso”, confessou.
Equipamento dá esperança a pais de deficientes
A tecnologia abre caminho para que, no futuro, um número cada vez maior de crianças e adolescentes com paralisia cerebral possa ser incluído no ensino regular. Por desconhecimento dos problemas e falta de estrutura das escolas, muitos deles não passam nem pelo processo de alfabetização.
“É um estudo em fase inicial e a ainda pretendemos muita coisa nesta área”, comenta a pesquisadora.Acredito que com este tipo de interface possamos passar o conteúdo que o professor passa no quadro, ou que entrega em folhas, para um software que uma pessoa com grande dificuldade de coordenação motora possa utilizar”, contou.
O equipamento traz esperança para que jovens como Dieisson, de 20 anos, possam aprender na idade certa. A mãe, Cirlei Lopes, conta que ele só entrou na escola com 11 anos, e atualmente frequenta a oitava série de uma escola municipal de Nova Hartz, no Vale do Sinos.
"Se ele tivesse começado mais cedo, já teria passado o Ensino Médio e tudo. Eles são mais devagares que uma criança normal, mas aprendem", diz Cirlei, acreditando que a inclusão é o melhor caminho.
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quarta-feira, 11 de setembro de 2013

SÍNDROME DE DOWN/INCLUSÃO ESCOLAR - Ministério Público de SP investiga taxa extra para matricular criança com Down

MP que explicações de escola que cobrou taxa ilegal para matricular criança com síndrome de down

Órgão instaurou inquérito para apurar denúncia apresentada por mãe de menino
Caso criança síndrome de down
(imagem - foto colorida da mãe de  Gabriel, Mônica, em segundo plano, com o menino estendendo a mão para um brinquedo de madeira, para estimulação sensorial, de cores azul, verde, vermelho, branco e amarelo, no formato de um carrinho - fotografia de Daia Olivier/R7)

A escola Infantus, na zona oeste de São Paulo, tem até o dia seis de outubro para prestar esclarecimentos ao MP-SP (Ministério Público de São Paulo) sobre a proposta de cobrança de uma taxa adicional à mensalidade de uma criança com síndrome de down. O caso foi publicado pelo R7 na última quinta-feira (5), o órgão abriu um inquérito para apurar a denúncia.  O aditivo sugerido pela escola à mãe do menino é ilegal.
O caso aconteceu na escola Infantus, na Vila Leopoldina, zona oeste da capital paulista, no fim de agosto. A escola informou a engenheira civil Mônica Burin, mãe de Gabriel, de apenas dois anos, portador da síndrome de down, que ela teria que pagar um adicional na mensalidade para instituição receber o menino. O valor seria utilizado na contratação de um profissional para acompanhar o aluno durante o período em que estivesse na escola.
A atitude é ilegal do ponto de vista da LDB (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional), a partir do que define o artigo 209 da Constituição Federal de 1988.
Mônica procurou o R7 para denunciar o caso. A reportagem entrou em contado com a Secretaria Municipal de Educação de São Paulo, a Ampid (Associação Nacional dos Membros do Ministério Público de Defesa dos Direitos dos Idosos e Pessoas com Deficiência), e a coordenadora do núcleo especializado nos direitos do idoso e da pessoa com deficiência da Defensoria Pública de São Paulo, Aline Maria Fernandes Morais, e todos afirmaram que segundo a constituição a medida é ilegal.
A escola informou, à época, que não sabia da ilegalidade da cobrança, negou que tenha agido com preconceito e afirmou que teria cancelado o valor adicional se a mãe do garoto tivesse voltado à escola para dizer que não concordava com a cobrança.
A Secretaria da Educação do município confirmou que a cobrança do adicional é ilegal e que, se a escola entender que precisa de um profissional para auxiliar o professor no atendimento a uma criança com algum tipo de necessidade especial, o custo deste profissional é de responsabilidade da escola. Mais: o fato de ser uma instituição privada não dá a qualquer escola o direito de se negar a matricular um aluno por algum tipo de deficiência.

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

CEGOS/EDUCAÇÃO INCLUSIVA - Professor cego disponibiliza livro que ajuda cegos a aprenderem física

Professor cego mostra em livro como ensinar física para quem não enxerga

Eder Camargo pesquisa formas não visuais de ajudar no ensino da matéria.
Ele perdeu visão aos 9 anos e hoje tem pós-doutorado pela Unesp.

Com pedaços de plástico e diferentes tipos de barbante é possível criar modelos táteis para ensinar conceitos de óptica, explica o professor Eder Pires de Camargo, da Unesp (Foto: Arquivo pessoal/Paulo Maciel)
*(imagem - fotografia de uma mão segurando um modelo construído artesanalmente,  com pedaços de plástico e diferentes tipos de barbante, para ensinar conceitos de óptica, pelo professor Eder Camargo da Unesp - arquivo pessoal/ Paulo Maciel) 

O professor de educação para a ciência Eder Pires de Camargo, que dá aulas na Universidade Estadual Paulista (Unesp), reuniu em um e-book ferramentas úteis para professores ensinarem física a alunos que não enxergam. Lançado neste ano pela Editora Unesp, o livro avalia os obstáculos para incluir os estudantes cegos no aprendizado de conhecimentos como óptica, eletromagnetismo, mecânica, termodinâmica e física moderna, e sugere formas de viabilizar a participação e o entendimento desses alunos. O livro pode ser acessado gratuitamente pela Internet. (ver Link no fim da matéria)

Em entrevista ao G1, Camargo explicou que este é o terceiro livro produzido por ele a respeito da educação inclusiva de conteúdos de física. Seu quarto livro, no qual ele pretende propor modelos teóricos para melhorar a formação dos professores nesta área, já está nos planos.
Desde 2007, ele dá aulas na Unesp para futuros professores de física e afirma que já tem obtido resultados interessantes. O professor explica que decidiu pesquisar o tema, entre outros motivos, porque perdeu a visão a partir dos 9 anos de idade. Além disso, "em ordem primeira de importância, este é tema de grande necessidade social", disse o professor.
"Pensei em estudar formas de ensinar física para um aluno com a mesma deficiência que a minha, para facilitar o acesso desse aluno a um tipo de conteúdo amplamente relacionado à visão, não que em sua natureza seja, mas por uma cultura de videntes esta área do conhecimento acabou sendo tornada dependente da visão", afirmou Camargo. Hoje, aos 40 anos, ele tem pós-doutorado e dá aulas na graduação e pós-graduação da Unesp em Bauru e em Ilha Solteira.
O livro é resultado da pesquisa de pós-doutorado do professor, realizada a partir de 2005 sob a supervisão do professor Roberto Nardi, da Unesp de Bauru. Ele tenta driblar costumes que estão enraizados na dinâmica de uma sala de aula, onde o professor usa ao mesmo tempo sua fala e a informação visual para se comunicar com os alunos. "Se utiliza muito um tipo de linguagem que envolve o áudio e a visualização simultânea da informação. Por exemplo: 'note as características desse gráfico' (professor indica o gráfico na lousa), 'isto mais isto dá isto' (indica a equação)", explicou ele.
Dessa forma, segundo Camargo, o estudante cego não consegue participar da aula e sequer tem condições para formular perguntas a respeito do que está sendo ensinado, porque só tem acesso parcial ao conteúdo. "Mais de 90% dos momentos de comunicação em sala de aula de física utilizam o perfil que descrevi. Nisto reside uma parte das dificuldades enfrentadas pelo aluno cego."
Segundo ele, não há soluções definitivas para ensinar todos os conteúdos de física para quem não vê, mas é preciso dar mais atenção a outros canais de comunicação. "De um lado, não podemos comunicar coisas estritamente visuais a um cego total de nascimento. Contudo, de outro, nos faz pensar que as outras experiências (táteis, auditivas etc) são fundamentais para a construção de realidade, pois, pelo contrário, como estaria o cego no  mundo? Ele é um individuo que está ai, pensa, vive e muito bem sem a visão."
Metodologia
Para entender como superar esse obstáculo, ele passou um ano coletando dados com a ajuda de estudantes de licenciatura em física e 35 alunos videntes e dois cegos. "Na primeira parte, desafiamos futuros professores de física da Unesp de Bauru a planejarem materiais e atividades de ensino de física adequadas para a participação de alunos com e sem deficiência visual. Na segunda parte da pesquisa, esses futuros professores aplicaram módulos de ensino de física sobre cinco temas. O curso todo levou 80 horas."
As aulas foram gravadas em vídeo e, depois do curso, todos os participantes da pesquisa foram entrevistados. "A análise desses materiais foi realizada durante os outros anos da pesquisa, 2006 a 2009", explicou Camargo.
Segundo ele, uma das formas pelas quais é possível driblar os hábitos de comunicação excludente na sala de aula é ensinando por meio de maquetes táteis. Ao transferir o conteúdo dos gráficos e esquemas da lousa para um modelo 3D, não só é possível incluir os alunos cegos, mas a ferramenta também pode facilitar o processo de aprendizado dos colegas videntes, além de incentivar a interação entres os alunos.
Outros materiais que podem ser usados são barbante, arame, massa de modelar, isopor e pregos, entre outros. "Não sei por que, depois de um tempo, na escola tudo se torna enlatado em livros e lousa e giz, de tal forma que toda aquela criatividade do ensino infantil é esquecida. Não estou dizendo contra livros e lousa, e sim criticando seus usos exclusivos", afirmou Camargo.
Além disso, outra diferença nos hábitos do professor, na hora de pensar em como dar uma aula acessível para quem não consegue enxergar, é a necessidade de planejamento com maior antecedência. Isso permite a construção dos modelos adequados para o ensino do conteúdo específico da aula. Por isso, ele defende que, além do incentivo à formação qualificada do professor, é preciso que o governo dê, no caso das escolas públicas, a infraestrutura necessária para que o trabalho seja feito.
Na opinião do professor, essas condições ainda não são satisfatórias. Mas Camargo defende que de nada adianta constatar o estado das coisas hoje, principalmente considerando o sistema atual de ensino. "Eu diria que torna-se muito complexo e contraditório falar em inclusão no atual modelo de escola e sociedade, cujo ensinamento central é a competitividade e o acúmulo, valores divergentes aos apregoados pela inclusão. 
Por isto, é preciso falar em inclusão em seu sentido prospectivo, porque a inclusão não está pronta, constituindo uma meta a ser atingida, uma meta de uma nova sociedade e de um novo modelo social."
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A MÚSICA QUE EDUCA NÃO DEPENDE SÓ DOS OLHOS http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2010/02/musica-que-educa-nao-depende-so-dos.html