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terça-feira, 12 de novembro de 2013

PARALISIA CEREBRAL/UNIVERSIDADE - Jovem concluirá curso de História na UEG com a ponta do nariz

Jovem com Paralisia Cerebral escreve livro e vai se formar em faculdade

Estudante de 27 anos concluirá curso de história em dezembro, na UEG.
Sem coordenação motora, ela digita com a ponta do nariz, em Goianésia.


Jovem com paralisia cerebral consegue se formar na faculdade em Goianésia, Goiás (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)
(imagem- foto colorida de uma mulher, jovem, sorridente, com outra mulher ao seu lado (sua colega de estudos universitários), na Universidade Estadual de Goiás. Ela se chama Lívia e está em uma cadeira de rodas,  pois VIVE E SUPERVIVE COM  PARALISIA CEREBRAL,com uma bolsa amarela sobre sua blusa vermelha, fotografia da matéria reprodução/TV Anhanguera)
Uma jovem de 27 anos é exemplo de superação em Goianésia, a 198 quilômetros de Goiânia. Lívia Barbosa Cruz tem paralisia cerebral e está se formando em história na Universidade Estadual de Goiás. A jovem, que mexe apenas com a cabeça e fala com dificuldade, concluirá o curso no próximo mês e já se prepara para conquistar novos objetivos: "Quero publicar um livro que estou escrevendo e fazer uma pós-graduação".
Lívia teve paralisia cerebral ao nascer e não desenvolveu a coordenação motora. Sem dominar as mãos, ela precisou encontrar outra forma de escrever a monografia e o livro: digitar com a ponta do nariz e o queixo. O irmão Jeferson Barbosa Cruz, de 22 anos, ensinou o básico sobre o computador e ela, sozinha, aprendeu a mexer no Twitter e Facebook. A estudante gosta de usar as redes sociais para se comunicar com os amigos e com os primos que moram em outras cidades.
Em entrevista ao G1, pelo Facebook, a jovem conta que chegar até o fim do curso não foi fácil. Além de ter os movimentos do corpo limitados, também sofreu preconceito. "Tive problemas, mas venci e hoje estou muito feliz", comemora a estudante que escolheu a inclusão no ensino superior como tema para a monografia.

Professora do curso de história, Edilze de Fátima Faria elogia a aluna. "A deficiência física não afeta a inteligência dela. Ela é muito esforçada. Ela mora longe da universidade e vem todos os dias em uma cadeira [de rodas]. É um exemplo de vida", diz.
"Viciada em livros", como a própria Lívia diz, ela agora está escrevendo o seu próprio romance. A jovem adianta que o trabalho está em fase de conclusão e contará a história de amores platônicos. Segundo ela, a obra é baseada em fatos reais, tanto de casos que ela tomou conhecimento quanto dela mesma. "Quem nunca amou em segredo?", questiona.
Apoio
Para realizar o sonho de fazer um curso superior, Lívia contou com a ajuda de algumas pessoas. O apoio principal vem da mãe, Cleones Barbosa dos Santos, de 43 anos, que desde 2009 leva a filha todos os dias para a universidade.
De segunda a sexta-feira, Cleones anda cerca de três quilômetros a pé, no caminho de ida e volta para a UEG, empurrando a cadeira de rodas da filha. Enquanto Lívia assiste aula, ela espera do lado de fora. Para passar o tempo, faz bordados e crochê. Para a mãe, todo o esforço valeu a pena: "Eu não tenho palavras para dizer o que sinto. Ela conseguiu mostrar o valor dela".

Cleones conta que ficou grávida de Lívia aos 16 anos e parou de estudar no terceiro ano do ensino fundamental. Mas, ao ajudar a filha, acabou aprendendo e hoje até se expressa melhor. "Ela sempre gostou de ler e se interessou pelos estudos. Às vezes eu copiava a tarefa para ela e fui aprendendo. Tenho formação em ser mãe", diz. A filha retribui a dedicação da mãe: "Sem ela seria impossível chegar onde estou hoje".
Antes da faculdade, ela contou com o auxílio do irmão. Era Jeferson quem levava a irmã para a escola. "Estudávamos juntos até o terceiro ano do ensino médio", conta a universitária. Os dois tentaram o vestibular, mas só Lívia seguiu em frente.

No ensino médio, Lívia descobriu a paixão pela história nas aulas de Valdelice Camilo, sua grande incentivadora e também professora na UEG. Na universidade, a estudante também destaca as aulas do professor Paulo Bernardes.
Professora de apoio
Quando Lívia conseguiu a aprovação no vestibular, o campus da UEG de Goianésia precisou fazer algumas adequações para recebê-la. A sala de aula foi transferida do primeiro andar para o térreo a universidade teve de contratar uma professora de apoio.
A contratação da docente especial foi a parte mais difícil, segundo a mãe de Lívia. A jovem precisa da professora de apoio para sentar ao lado dela e copiar o conteúdo nos dias de trabalho. "Foi um trabalhão danado para conseguir, porque não tinha esse cargo lá. Mas a direção conseguiu contratar uma professora de Libras e conciliar os horários para que ela pudesse atender a Lívia", relata Cleones.
fonte - http://g1.globo.com/goias/noticia/2013/11/jovem-com-paralisia-cerebral-escreve-livro-e-vai-se-formar-em-faculdade.html  (Veja matéria da TV nesse link)
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UM MUNDO PARA VOAR 

http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2009/12/um-mundo-para-voar.html

quinta-feira, 23 de maio de 2013

SÍNDROME DE DOWN/UNIVERSIDADE - Jovem baiana é diplomada em Biologia na Bahia (a conquista de uma vitória)

Baiana com Síndrome de Down é a primeira a concluir universidade no estado
Colação de grau está marcada para a próxima quinta-feira (23), em Vitória da Conquista
Amanda, Bahia (Foto: Arquivo Pessoal)
(foto de arquivo pessoal - e do convite de formatura de Amanda)

A jovem Amanda Amaral Lopes, de 24 anos, é a primeira pessoa com Síndrome de Down da Bahia a concluir curso de nível superior. A colação de grau está marcada para a próxima quinta-feira (23), em Vitória da Conquista. “Sonhar é preciso. "É só acreditar que um dia o sonho se transforma em realidade". Este é um dos trechos da mensagem do convite de formatura da estudante que será diplomada em Biologia pela Faculdade de Tecnologia e Ciências (FTC). 

E a universitária já faz planos para o futuro. “O que quero é atuar na área de pesquisa científica, me especializar em genética”. Determinada a jovem promete alçar voos mais altos. “Sonho em trabalhar com Zan Mustacchi”, revela, referindo-se a um dos médicos geneticistas mais reconhecidos no Brasil e que atende pacientes com down há mais de 30 anos.

A estudante não é a primeira pessoa com Síndrome de Down a concluir um curso de nível superior no país. No ano passado, o paulista João Vitor, de 26 anos, colou grau no curso de Licenciatura em Educação Física, em Curitiba, e em 2009 ele concluiu o bacharelado na mesma área. 

Preconceito

Na Bahia, a Serdown, associação que reúne pais de pessoas com a síndrome, promove ações que facilitem o desenvolvimento afim de incluí-las na sociedade. Para o auditor José Raimundo Mota, pai de uma garota com down, a sociedade não pode mais enxergar a síndrome como uma doença. “As pessoas com down devem ser vistas como outras tantas que se vê nas ruas, nos shoppings, nos parques”

Para Amanda, que também já sofreu e ainda sofre preconceitos, o mais importante é nunca desistir de seus objetivos. “Se você ouvir um não, deve sempre seguir em frente


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CARTA A UM JOVEM COM SÍNDROME DE DOWN NA UNIVERSIDADE http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2012/02/carta-um-jovem-com-sindrome-de-down-na.html