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terça-feira, 10 de janeiro de 2023

Paralisia Cerebral&Metaverso - Grupo propõe uso do metaverso na reabilitação de pessoas com deficiência

 Grupo propõe uso do metaverso na reabilitação de pessoas com deficiência

Com apenas computador e boa conexão com internet, telerreabilitação em pessoas com paralisia cerebral auxiliou no engajamento e na melhora de desempenho, além de estimular a prática de atividade física







(imagem da matéria - Jornal da USP - uma mulher com celular na mão ao lado de uma criança com deficiência sentada em cadeira de rodas, em frente a uma tela de televisão com imagem de uma ilustração com criança e bolinhas coloridas) 

O metaverso é um mundo virtual que tenta replicar a realidade por meio de dispositivos digitais. Ao entrar no metaverso é possível identificar construções, cômodos, móveis, encontrar outras pessoas, por meio de seus avatares, e conversar com elas de modo semelhante a se estivessem no mundo real, o que é caracterizado, por exemplo, com o volume da voz aumentando ou diminuindo de acordo com a distância entre os avatares.

Um grupo da Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH) da USP, coordenado pelo professor do curso de Educação Física e Saúde Carlos Monteiro, está estudando como o metaverso pode ajudar na reabilitação de pessoas com deficiência. Um dos estudos publicados mostrou que, em pessoas com paralisia cerebral, a aplicação de tarefas em realidade virtual por meio da telerreabilitação auxiliou no engajamento, na melhora de desempenho e foi uma opção interessante para incentivar a prática de atividade física, inclusive durante a pandemia. 

Realidade virtual e paralisia cerebral

O estudo sobre a telerreabilitação de pessoas com paralisia cerebral foi realizado entre março e junho de 2020 e contou com a participação de 44 pessoas. O trabalho foi realizado durante o período de quarentena da pandemia de covid-19, que impedia a realização da terapia tradicional.

Carlos Monteiro – Foto: EACH-USP

Com um pesquisador guiando as atividades de maneira remota e com o auxílio de um responsável, os participantes realizavam as práticas desenvolvidas, sendo uma delas um jogo em que os pacientes precisavam “pegar” bolinhas coloridas que caíam no visor do computador, o que era realizado pelos movimentos dos participantes, detectados pela câmera da máquina. Pessoas com paralisia cerebral apresentam distúrbios motores associados a aspectos como mudanças de sensação, aprendizado e comunicação, assim, o jogo buscava melhorar a performance motora.

Durante o jogo, a percepção de esforço dos participantes, ou seja, o cansaço das pessoas foi avaliado. A escala é baseada nas sensações sentidas durante o exercício, como fadiga muscular e aumento da frequência cardíaca e respiratória. Também foram analisadas a performance motora, medida pela precisão dos movimentos e o número de acertos e erros, e a motivação e satisfação dos participantes.

A melhora na performance no jogo não foi constante. Apesar disso, a recepção dos jogos pelos pacientes foi positiva, tendo sido considerado divertido pelos participantes, que se mostraram interessados em continuar a usar o jogo nas suas terapias.

“As pessoas gostam mais, elas têm mais motivação para fazer uma reabilitação em ambiente virtual”, comenta Monteiro sobre a vantagem desse formato de reabilitação em relação a outros.

Metaverso não imersivo

O diferencial das pesquisas realizadas pelo grupo de estudos do professor Monteiro está em não utilizar o metaverso imersivo, ou seja, aquele que utiliza óculos de realidade virtual. Com um computador ou celular e uma boa conexão com a internet é possível realizar várias tarefas no metaverso. Isso facilita o acesso das pessoas a essa forma de reabilitação e evita que elas precisem gastar com óculos virtuais caros ou se deslocar para laboratórios onde existem equipamentos avançados. Com o uso do metaverso não imersivo o terapeuta também pode atender mais de um paciente por vez e pessoas de diferentes Estados passam a ter acesso a esse tratamento. 

Apesar dessas vantagens, Monteiro lembra que o metaverso é um complemento dos métodos de recuperação tradicional, não uma substituição. “Percebemos que, quando tarefas no ambiente virtual são mais difíceis que no real, isso facilita na hora de realizar as atividades na vida real”, conta Monteiro sobre um dos pontos positivos dessa complementaridade.

Ele aponta como desafios para o amplo uso investidores acreditarem no uso do metaverso para fins de saúde, e a dificuldade de algumas pessoas para se adaptarem a plataformas digitais. Para ele, porém, o uso do metaverso na educação e saúde pode ser adiado, mas é inevitável.

 grupo também estuda o uso dessa tecnologia em outros grupos, por exemplo, em pessoas dentro do espectro autista e pessoas com síndrome de Down.

Monteiro conta que o grupo realizou a primeira corrida no metaverso para pessoas com deficiência: na pesquisa, pessoas dentro do espectro autista, por meio de comandos do teclado do computador para direcionar seus avatares, correram em um caminho predeterminado em uma ilha no metaverso. Assim, foi possível identificar que ocorreu aprendizado no controle dos movimentos de avatares. As pessoas dentro do espectro autista não só aprenderam a usar a plataforma como também descobriram sozinhas funções que aumentavam a velocidade e a performance na corrida.

O próximo projeto do grupo é o uso de avatares que se movimentam ao mesmo tempo que as pessoas. “A tecnologia irá permitir o reconhecimento do máximo de capacidade e desempenho de cada pessoa. Por meio disso, o avatar auxiliará a equilibrar dificuldades, permitindo tarefas com igualdade para todos”, diz Monteiro.

Mais informações: e-mail carlosmonteiro@usp.br, com Carlos Monteiro

FONTE - https://jornal.usp.br/ciencias/grupo-propoe-uso-do-metaverso-na-reabilitacao-de-pessoas-com-deficiencia/

sábado, 17 de julho de 2021

Tecnologia Assistiva & Paralisias Cerebrais - Tecnologia é capaz de ler os pensamentos de pessoa com paralisia cerebral

 

Tecnologia é capaz de ler pensamentos de pessoa com Paralisia Cerebral 

(imagem da matéria - uma representação de um cérebro humano em fundo azul cercado por algoritmos e circuitos eletrônicos) 

Mais uma pesquisa impressionante relacionada ao corpo humano acaba de ser desenvolvida por cientistas da Universidade da Califórnia, em São Francisco (UCSF). Nesse estudo, conseguiram desenvolver um circuito de eletrodos que foi implantado no cérebro de uma pessoa que teve um acidente vascular cerebral durante a adolescência. E o dispositivo conseguiu "ler" as respostas dadas pelo seu cérebro e transformá-las em frases numa tela.

Trata-se do primeiro ensaio clínico com essa tecnologia, que trabalhou com cerca de 50 palavras comuns e potencial de formular até mil frases diferentes. O homem de cerca de 30 anos, que usou o codinome BRAVO1 no estudo, atualmente utiliza um computador tátil e uma caneta presa a um boné para conseguir escrever lentamente e se comunicar.

A pesquisa é um passo em direção a descobertas que facilitem e agilizem a comunicação de pessoas que tenham sofrido paralisias do gênero. A ideia é que o circuito desenvolvido seja implantado sobre uma área do cérebro responsável pelos comandos do trato vocal. Assim, quando a pessoa envia os sinais correspondentes às palavras, a tecnologia é capaz de traduzi-las por meio de um algoritmo e transportá-las para a tela.

As palavras foram traduzidas com precisão média de 74%, com 15 palavras por minuto, e alcançaram um desempenho máximo de 93%, com 18 palavras por minuto.

Segundo Edward Chang, neurocirurgião que liderou o estudo, havia pesquisas anteriores no campo — algumas relacionada aos movimentos — mas que apenas trabalhavam com uma escrita letra a letra. Com essa pesquisa, conseguiram trabalhar um aspecto mais natural e dinâmico da fala. A equipe agora busca ampliar o vocabulário, a velocidade e precisão do sistema.

FONTE-https://www.tudocelular.com/tech/noticias/n177105/maquina-ler-pensamentos-paralisia-cerebral.html 

Leia também no blog - INFOATIVO DEFNET - SOBRE PARALISIAS CEREBRAIS - Freud e a Invenção da Paralisia Cerebral

 https://infoativodefnet.blogspot.com/2010/09/freud-e-invencao-da-paralisia-cerebral.html 

domingo, 9 de dezembro de 2018

Tecnologia Assistiva & Pessoas com Deficiência - O que é uma interface Cérebro-Máquina?

O que é uma Interface Cérebro-Máquina?

(imagem da matéria - uma mulher com paralisia e impossibilitada de usar as mãos é suplementada para tomar uma garrafa com líquido por um braço e mãos tecnologicamente projetados para ajudá-la nessa ação, que pode ser comandada pela própria pessoa com deficiência) 

À medida que o poder dos computadores modernos cresce ao lado da nossa compreensão do cérebro humano, chegamos cada vez mais perto de tornar realidade algumas coisas que anteriormente só seriam possíveis nos filmes de ficção científica, como controlar máquinas ou computadores com a força da nossa mente. Essa é exatamente a proposta da chamada “Interface Cérebro-Máquina” ou “Interface Cérebro-Computador”, que é uma tecnologia que serve de ponte entre o nosso cérebro e um dispositivo externo.

Uma interface cérebro-máquina tem como base reunir sinais do cérebro, analisá-los e traduzi-los em comandos. Estes comandos são então traduzidos em um sinal enviado para dispositivos periféricos, que por sua vez fornecem a ação desejada. Nos últimos anos, o principal objetivo do desenvolvimento da interface cérebro-máquina tem sido restaurar ou substituir a função motora de pessoas que desenvolveram distúrbios neuromusculares, como esclerose lateral amiotrófica, paralisia cerebral, acidente vascular cerebral ou lesão da medula espinhal. Graças à essa tecnologia, os pacientes que sofrem com essas condições podem realizar ações que antes seriam inimagináveis.

Basicamente, existem dois tipos de Interface Cérebro-Máquina: a Invasiva e a Não-Invasiva. Como o nome sugere, uma Interface Cérebro-Máquina Não-Invasiva é aquela que pode funcionar sem a necessidade de procedimentos intrusivos no cérebro, geralmente usando as bases da eletroencefalografia. A eletroencefalografia é um método usado principalmente na área médica que busca analisar a atividade das ondas cerebrais dos pacientes ao anexar vários eletrodos ao couro cabeludo. As vantagens desse tipo de procedimento é que ele é muito mais barato de se trabalhar e não requer tantos cuidados por parte do usuário.

Por outro lado, a Interface Cérebro-Máquina Invasiva envolve a implantação cirúrgica de um dispositivo no crânio do usuário. Nesse caso, é necessária uma cirurgia para a fixação de uma placa de eletrodos na superfície do cérebro para medir a atividade elétrica do córtex cerebral. Este procedimento geralmente é feito sob anestesia geral ou local, a depender do tipo de paciente.
É importante destacar que a Interface Cérebro-Máquina é uma tecnologia de ponta relativamente nova. Por isso, muitas pesquisas ainda estão sendo feitas por várias universidades e grandes corporações, que buscam levá-la a um novo patamar em futuro próximo.
fonte 
-https://www.tricurioso.com/2018/12/08/o-que-e-uma-interface-cerebro-maquina/ 
Leiam também outros textos sobre o tema no meu blog INFOATIVO DEFNET -
SEREMOS,NO FUTURO, CIBORGUES? Para além de nossas deficiências humanas

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

PARALISIA CEREBRAL&PREVENÇÃO- Cientistas criam exame para monitorar atividade cerebral de bebês

Cientistas criam exame para monitorar atividade cerebral de bebês


Valdo Virgo/CB/D.A Press
imagem publicada - da matéria - um bebê recém nascido com a representação de ondas cerebrais, escrito Como Funciona - Aparelho portátil consegue monitorar a atividade cerebral infantil com mais eficiência que as tecnologias disponíveis.

Nos anos 1990, os aparelhos de ressonância magnética funcional revolucionaram exames médicos ao permitir a observação da atividade cerebral de humanos. Desde então, busca-se ferramentas que permitam análises cada vez mais apuradas do órgão. Pesquisadores franceses, por exemplo, desenvolvem uma solução capaz de gerar imagens detalhadas do cérebro de recém-nascidos, o que possibilitará a detecção da origem de problemas como as convulsões. Testes iniciais com bebês tiveram resultados positivos, apresentados na última edição da revista Science Translational Medicine.

Os cientistas ressaltam que a pesquisa busca atender demandas não atendidas pelas tecnologias atuais.“A ressonância magnética tem limitações e não é adequada para todas as aplicações clínicas devido ao seu custo e tamanho, que dificulta sua portabilidade. Utilizá-la à beira do leito médico para gerar imagens de recém-nascidos vulneráveis é algo especialmente desafiador”, explicam.

Liderados por Olivier Baud, chefe do serviço de neonatologia do Hospital de Assistência Publica de Paris, na França, os pesquisadores criaram um dispositivo que consiste na combinação do eletroencefalograma (EEG) — aparelho que capta imagens por meio de eletrodos colocados na cabeça — e uma sonda de ultrassom de apenas 40g capaz de fazer um monitoramento mais pontual. “Ao contrário das técnicas convencionais, limitadas às imagens de grandes vasos, a imagem da sonda permite o mapeamento de alterações sutis em pequenos vasos cerebrais. Esse tipo de visualização possibilita correlacionar a atividade neural local e as mudanças relativas ao volume de sangue”, diz Baud.

Os pesquisadores testaram o aparelho em ratos e observaram a conectividade cerebral das cobaias durante o estado de repouso e ataques de epilepsia. Em seguida, foram feitos testes em seis recém-nascidos saudáveis. As medições conseguiram distinguir entre o sono silencioso e o ativo. Ao distinguir essas duas fases, fica mais fácil analisar as atividades neurais de um indivíduo.

A tecnologia também foi empregada para medir a atividade cerebral em dois bebês com distúrbios convulsivos e resistentes aos medicamentos disponíveis. O aparelho detectou ondas de alterações neurovasculares, permitindo o rastreamento de regiões cerebrais em que as convulsões se originaram.

Para a equipe, os testes iniciais sinalizam que o dispositivo poderá ajudar a prevenir complicações que podem ser registradas nos primeiros dias de vida de bebês, como a encefalopatia neonatal hipóxico-isquêmica. “Esse problema de saúde ocorre de um a três a cada mil recém-nascidos e pode desencadear danos como as convulsões. Por isso,  o monitoramento em tempo real da função cerebral em recém-nascidos é de importância crucial para a área médica”, justificam os autores.

Novo padrão

O baixo custo e a facilidade de uso da técnica são os principais atrativos e poderão fazer com que ela se torne a escolha padrão para gerar imagens cerebrais de recém-nascidos em maternidades e centros médicos, dizem os criadores. “Essa pode se tornar uma modalidade de neuroimagem muito útil. Seu baixo custo e sua usabilidade podem torná-la a escolha padrão para a realização de imagens funcionais feitas no leito. Além disso, sua melhor resolução pode fornecer resultados muito mais úteis do que outras técnicas funcionais de imagem.”
Renato Mendonça, neurologista do Laboratório Exame de Brasília, destaca que a nova tecnologia tem potencial para ser bastante explorada na área médica. “Apesar de ainda bastante experimental, esse aparelho mostrou resultados interessantes nos testes com roedores e com bebês e que podem ser extremamente úteis, já que é muito difícil examinar os pequenos. Um aparelho que possa ser utilizado na beira do leito traria a vantagem de não precisar alterar a temperatura da criança, por exemplo, já que atualmente é necessário retirá-la da máquina de estufa para realizar essas análises”, explica.

O especialista ressalta ainda que a maioria dos bebês não precisa ser submetida a exames de imagem apurados, mas, nos casos em que a análise é necessária, é importante ter uma opção mais eficiente. “Observar os diferentes níveis de atividade cerebral, como as fases do sono, também pode ajudar a entender como os neurônios estão funcionando e as reações químicas envolvidas nessa atividade complexa”, complementa. Segundo o médico, uma análise mais ampla poderia ser a próxima etapa do estudo. “Utilizar esse método em um número maior de crianças é necessário para reforçar os dados e também comprovar que ele é seguro, não causa danos aos bebês.”

Oxigênio escasso

Ocorre devido à diminuição da oferta de oxigênio, que pode ser gerada por diversas complicações, como a interrupção do fluxo sanguíneo umbilical e uma insuficiente troca de gases na placenta. A oferta adequada de oxigênio aos tecidos é fundamental para que as células mantenham o metabolismo e as funções vitais. Entre os bebês que sobrevivem a essa complicação, 25% apresentam dano neurológico permanente, manifestado por paralisia cerebral, retardo mental ou crises convulsivas.

FONTE - http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/cidades/2017/10/12/interna_cidadesdf,633161/cientistas-criam-exame-para-monitorar-atividade-cerebral-de-bebes.shtml

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quinta-feira, 15 de junho de 2017

PARALISIA CEREBRAL&TECNOLOGIA ASSISTIVA - Software é criado em Santa Catarina

Software para pessoas com paralisia cerebral será apresentado na Grécia

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imagem publicada - da internet - com uma menina com paralisia cerebral usando um colar para sustentação de sua cabeça, sentada em cadeira de rodas adaptada ao seu tipo de paralisia cerebral.


Um estudo pioneiro em Santa Catarina, sobre a usabilidade de uma interface cérebro-computador aplicada a pessoas com paralisia cerebral, realizado por pesquisadores Universidade do Vale do Itajaí (Univali), e Fundação Catarinense de Educação Especial (FCEE), será apresentada, na 10ª Conferência Internacional sobre Tecnologias Pervasivas Relacionadas a Ambientes de Vida Assistida (PEtra, na sigla em inglês), que ocorre, entre os dias 21 e 23 de junho, na Ilha de Rodes, na Grécia.
A pesquisa, de autoria de Alejandro Rafael Garcia Ramirez, professor e pesquisador do Programa de Pós-graduação em Computação Aplicada (MCA/Univali), em parceria com Jéferson Fernandes da Silva, pesquisador do MCA/Univali, e a Ana Carolina Savall, da FCEE, apresenta dados sobre o desenvolvimento de um sistema chamado de Interface Cérebro-Computador, que vem sendo utilizado na FCEE por pessoas com múltiplas deficiências.
O sistema é formado por um hardware em formato de fone de ouvido com sensores para a região frontal do cérebro e um software desenvolvido pela equipe do MCA/Univali. Na parte física do equipamento, sensores captam expressões, como piscar de olhos ou levantar a sobrancelha, enquanto o software traduz a captação destes movimentos para formar palavras e frases.
O mecanismo é fruto de diversas pesquisas realizadas em conjunto pelas duas instituições, com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc). As instituições vêm trabalhando conjuntamente, desde 2012, para o desenvolvimento de soluções de comunicação para crianças que sofrem de paralisia cerebral e enfrentam desafios ocasionados por distúrbios motores, especialmente casos complexos, quando a comunicação só é possível por meio de movimentos oculares e o piscar, bem como por meio de pequenos movimentos nas mãos e nos pés.
Outras informações: (48) 3247-8233/99102-9107, com Alejandro Rafael Garcia Ramirez, professor e pesquisador do Programa de Pós-graduação em Computação Aplicada da Univali.
FONTE - https://oregionalsul.com.br/cidades/florianopolis/software-para-pessoas-com-paralisia-cerebral-sera-apresentado-na-grecia/56886
Leiam também neste blog outras matérias sobre Paralisias Cerebrais.Clique em 'pesquisar'. E conheça meu outro blog - https://infoativodefnet.blogspot.com.br

quinta-feira, 28 de julho de 2016

PARALISIA CEREBRAL/TECNOLOGIAS - Exoesqueleto ajuda a detectar danos a crianças precocemente

Exoesqueleto robótico ajuda a prevenir Paralisias Cerebrais 

(Paralisia cerebral Não é Doença -DefNet) 


(imagem publicada - foto da publicação do Olhar Digital, com uma criança em um exoesqueleto, ou seja, um aparato robótico que se prende ao corpo e à cabeça da criança, que controla seus movimentos e os analisa através de conectores ligados a ela) 
Pesquisadores da Universidade de Oklahoma desenvolveram um exoesqueleto robótico que ajuda a prevenir a paralisia cerebral em bebês. A estrutura robótica conta com direção hidráulica, ajudando bebês com risco a desenvolver a doença (CONDIÇÃO RESULTANTE QUASE SEMPRE DE ANÓXIA OU PROBLEMAS PRÉ,PERI E PÓS NATAIS- informa o DEFNET)  a darem seus primeiros movimentos.
A paralisia cerebral pode causar danos no sistema nervoso central, infecções e lesões desde o início da vida do bebê. Para ser combatida, ela necessita que o tratamento comece o mais rápido possível. Entretanto, normalmente a doença não é diagnosticada antes de a criança completar um ano.
A mesma pesquisa envolvida na construção do exoesqueleto também desenvolveu um método para identificar quais bebês entre dois e oito meses estão mais susceptíveis a desenvolver a doença. Com o uso do exoesqueleto, essas crianças podem reverter as consequências da paralisia. De acordo com o informado pela IEEE, a equipe ainda vai realizar uma série de estudos e testes sobre como equipamento.
LEIA TAMBÉM NO BLOG INFOATIVO DEFNET - 

FREUD E A "INVENÇÃO" DA PARALISIA CEREBRAL http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2010/09/freud-e-invencao-da-paralisia-cerebral.html


sexta-feira, 29 de maio de 2015

PARALISIA CEREBRAL/TECNOLOGIA ASSISTIVA - Aplicativo brasileiro LIVOX é sucesso no Google I/O

APP PERNAMBUCANO QUE AJUDA JOVENS COM PARALISIA CEREBRAL É DESTAQUE NO GOOGLE I/O

(Imagem - foto da matéria com o jovem Jhonatan, sentado em sua cadeira de rodas, com um tablet na mão, e feliz com sua utilização do LIVOX, fotografia de Inaldo Lins/PCR)

, de 17 anos, aluno do 5º ano da Escola Municipal do Engenho do Meio, no Recife, é um desses casos em que nos orgulhamos do poder transformar da tecnologia. Ele tem paralisia cerebral e se comunica através do aplicativo Livox, criado em Pernambuco. O desenvolvedor do software, Carlos Pereira, foi um dos convidados para o  I/O, conferência anual do  voltada ao desenvolvimento de aplicações.

O aplicativo, disponível para , permite que pessoas com deficiências motoras, cognitivas e visuais consigam se comunicar com maior facilidade através de tablets. O software tem catálogos de palavras e imagens que são reproduzidas em áudio quando são selecionadas ou digitadas. Os usuários podem relatar emoções, indicar que querem comer, selecionar desenhos, filmes, jogos e músicas. Premiada pela Organização das Nações Unidas(ONU) e pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), a ferramenta também facilita a alfabetização e o estudo de conceitos de disciplinas como a matemática.
O segredo do Livox é que ele usa algoritmos inteligentes que se ajustam à deficiência de quem o utiliza e corrige até mesmo os toques imprecisos das pessoas com deficiências.
O software surgiu da necessidade de Carlos se comunicar melhor com a filha, Clara Costa Pereira, 7 anos, que também tem paralisia cerebral. O aplicativo é usado na Escola Engenho do Meio de forma piloto. A Secretaria de Educação do Recife adquiriu cinco mil licenças do Livox para usar com alunos da Educação Especial e da Educação Infantil em 2016. “Percebemos que a ferramenta também pode auxiliar a alfabetização dos estudantes que não têm deficiência, pois as imagens usadas no software se parecem muito com os cartões gráficos que os professores costumam utilizar em sala de aula para que os alunos associem as figuras às palavras, por exemplo”, explica Francisco Luiz dos Santos, secretário-executivo de Tecnologia na Educação da Secretaria de Educação do Recife.
O vídeo exibido no evento do Google, traz o momento em que Jhonatan conheceu Carlos na escola, no dia 12 de maio. Na ocasião, o jovem pediu pra dar um abraço em Carlos e lhe agradeceu pelo aplicativo. Através de perguntas cujas respostas eram sim ou não disponibilizadas no Livox, Jhonatan contou que ficou muito feliz depois que começou a usar o software e disse que outras crianças que não conseguem se comunicar também devem usá-lo. O estudante não fala, mas entende o que escuta e também compreende a Língua Brasileira de Sinais (Libras). As pessoas fazem a pergunta e Jhonatan responde com o aplicativo, que exibe figuras e algumas palavras básicas. Ele também está aprendendo a escrever.
Atualmente, cerca de dez mil pessoas utilizam a ferramenta, que está disponível em 25 idiomas. Criado em 2011, o aplicativo funciona apenas em tablets Android, mas, em breve, deve se tornar compatível com Windows e iOS (iPad).
fonte - http://blogs.ne10.uol.com.br/mundobit/2015/05/28/app-pernambucano-que-ajuda-jovens-com-paralisia-cerebral-e-destaque-no-google-io/

quinta-feira, 21 de maio de 2015

TECNOLOGIA ASSISTIVA/PESSOAS COM DEFICIÊNCIA - Criado implante que ajuda pessoas com paralisias a ter autonomia com pensamentos

Implante sem fio ajuda pessoas com paralisia a moverem objetos com a mente

(imagem - foto colorida com um braço robô  com um frasco vermelho, à esquerda, com uma mulher com os dois braços paralisados, à direita, com um homem ao fundo diante de uma tela de computador - fotografia da divulgação)

Pesquisadores da BrainGate e cientistas de universidades renomadas nos Estados Unidos como Stanford e Brown querem utilizar a conexão sem fio para ajudar pessoas com paralisia a se moverem novamente. O projeto desenvolveu um implante sem fio que pode ser integrado no corpo do paciente para enviar ordens e pensamentos para outros dispositivos. Na prática, ele torna possível ligar a tv, o computador e fazer uma cadeira de rodas se moverem pelo pensamento. "É essencial alcançar este objetivo porque os testes feitos até agora necessitam de um aparelho volumoso com um cabo. A tecnologia sem fio facilitaria a utilização do paciente em casa", explica Donoghue.

Para que isso se torne possível, em primeiro lugar, é preciso interpretar os desejos do cérebro e os comandos de movimentos que são dados por ele para executar cada ação. A tarefa é muito complexa porque os padrões elétricos que os neurônios desenham ao fazer algo simples como tomar uma bebida variam a cada dia. "Não sabemos exatamente o que causa a mudança. Estar com fome, por exemplo, pode alterar o padrão. O que fazemos é deixar a máquina aprender a interpretar diferentes padrões com o mesmo fim", explica John Donoghue, um dos líderes do projeto.

Como funciona? 
Segundo o pesquisador, o processo é parecido com o da ativação dos pixels de uma TV: “Se você olhasse atentamente para uma TV, veria o flash de um dos pequenos quadrados que formam a imagem. Olhando de perto não faz sentido, mas vendo o quadro inteiro, faz. Nós fazemos exatamente isso: tomamos amostras parciais e, em seguida, reconstruímos o padrão. E surpreendentemente ele é bastante simples. Ele muda quando você deseja mover a mão para cima, para baixo ou para a esquerda”, conta Donoghue.
Depois disso, o impulso cerebral é traduzido na linguagem binária, que pode ser interpretada por um computador, e a ordem é enviada a um dispositivo externo, como um braço robótico ou um exoesqueleto.

Outras aplicações

De acordo com os cientistas, a interface de comunicação entre cérebro e computadores pode ajudar a superar outros tipos de deficiência, como a de pessoas com membros amputados, por exemplo. O líder do projeto aposta que a tecnologia pode chegar ao mercado antes do que se imagina: “Eu sou uma pessoa otimista e acho que em cinco anos, as pessoas com deficiência serão capazes de usar essa tecnologia em casa para e recuperar sua interação com o mundo"

fonte - http://olhardigital.uol.com.br/noticia/implante-sem-fio-ajuda-pessoas-com-paralisia-a-moverem-objetos-com-a-mente/48654
VEJA O VÍDEO: 

domingo, 29 de março de 2015

PARALISIA CEREBRAL/SUPERAÇÃO - Irmão de Lewis Hamilton, Nicolas prova sua habilidade no automobilismo

O outro campeão Hamilton que desafia os limites da paralisia cerebral


Irmão mais novo do piloto de Fórmula 1 decidiu, há quatro anos, tentar a sua sorte no automobilismo, inspirado pelas proezas de Lewis. Agora vai estrear-se no Campeonato Britânico de Turismo.
O outro campeão Hamilton que desafia os limites da paralisia cerebral

(imagem - foto colorida da matéria, pela Reuters, com os irmãos Hamilton, dentro de um espaço de fórmula 1 do automobilismo, com Lewis Hamilton, negro, de blusa clara, com seu irmão em cadeira de rodas, com blusa cinza escuro, sendo empurrado por ele, o jovem Nicolas Hamilton)

Quando Lewis Hamilton, em 2008, garantiu a conquista do seu primeiro título mundial de Fórmula 1, alcançado no Grande Prêmio do Brasil, apressou-se a abraçar um fã muito especial que o esperava junto às boxes do circuito de São Paulo. Era o irmão, Nicolas, sete anos mais novo. Mas Lewis não se limitou a dar uma alegria ao irmão: a partir daquele momento também passou a ser uma inspiração.
"Decidi que queria ser como ele. Diferente, mas queria ser como ele. A minha própria versão", explicou, mais tarde, Nicolas, num documentário da BBC. Nic, como é carinhosamente tratado pelo irmão, completa hoje o 23.º aniversário e prepara-se para fazer história no Campeonato Britânico de Turismo (BTCC): vai disputar cinco das dez etapas, ao serviço da AmD Tuning, e será o primeiro piloto com paralisia cerebral da história da competição.
fonte - http://www.dn.pt/desporto/outrasmodalidades/interior.aspx?content_id=4480824

domingo, 14 de dezembro de 2014

PARALISIAS CEREBRAIS/TRATAMENTOS INOVADORES - Pedia Suit é um macacão terapêutico e reabilitador que está ajudando crianças com PC

PARALISIA CEREBRAL -  Um novo conceito em tratamento neurológico infantil

Criado em 2006 por Leonardo Oliveira, para o tratamento de reabilitação de seu próprio filho (portador de hemiplegia), o Pedia Suit é o mais moderno macacão terapêutico ortopédico disponível no mundo para tratamento de desordens neurológicas, sensitivas e motoras.
Um novo conceito em tratamento neurológico infantil
(Imagem - foto colorida da matéria, com uma criança, uma menina com paralisia cerebral, dentro de um espaço ligada aos 'cabos elásticos' azuis que prendem a sua ''roupa'' especial, um macacão terapêutico,  desse tratamento fisioterápico e ortopédico, nas cores verde, preto e azul) 
Com base no “Peguin Suit” - roupa desenvolvida pelos Russos para amenizar os efeitos colaterais das viagens ao espaço nos astronautas - Leonardo e um grupo de terapeutas adaptaram a vestimenta, tornando-a mais leve, transpirável e também de fácil aplicação e remoção, além de ser confortável. Essa confecção foi baseada no fato de que a ausência da força da gravidade apresentada pelos astronautas era semelhante aos problemas físicos apresentados pelos portadores de Paralisia Cerebral.

PROTOCOLO 
O Pedia Suit é um protocolo de tratamento intensivo, com utilização do macacão, da spider (gaiola), elásticos e a monkey cage (exercícios de fortalecimento). Realizado durante um período de 01 mês, com aproximadamente 04 horas diárias, 05 dias por semana, levando em conta as condições de cada paciente. É aplicado por Fisioterapeutas e Terapeutas Ocupacionais, com uso do macacão e sistemas de elásticos para alinhar o corpo o mais próximo do normal.

INDICAÇÕES
O uso do macacão terapêutico ortopédico combinado com a terapia intensiva tem sido muito benéfico em crianças que apresentam paralisia cerebral; atraso no desenvolvimento motor; traumatismo crânio-encefálico; AVC; ataxia; atetose; deficiências neurológicas; deficiências ortopédicas; doenças degenerativas; desordens convulsivas; incapacidades pós-cirúrgicas; lesões de medula espinhal; transtornos vestibulares e síndrome de Down. O protocolo é aplicado em crianças acima dos 02 anos de idade ou com peso superior há 09 kilos. Para a faixa etária abaixo da citada, as atividades são adaptadas.

BENEFÍCIOS
Os benefícios terapêuticos proporcionados pelo protocolo são: melhora nas respostas sensoriais e motora; normalização de tônus muscular; melhorar o alinhamento e equilíbrio corporal; minimizar contraturas; aumento da densidade óssea; reforço muscular; estabilidade muscular; propriocepção; ajustar o padrão da marcha; melhorar consciência corporal com relação ao espaço; proporcionar melhor qualidade de vida, desenvolver atividades funcionais e aumentar variedade de movimentos voluntários, dentre outras.

CONTRA-INDICAÇÃO ABSOLUTAS

Sub-luxação ou luxação com indicação cirúrgica; escoliose com indicação cirúrgica; osteoporose; deformidades e contraturas ósseas sem capacidade de reversão; pressão arterial elevada; certas doenças cardíacas; alterações vasculares graves.
O macacão terapêutico Pedia Suit auxilia no reaprendizado do sistema nervoso central e possibilita que o paciente supere padrões de movimentos patológicos, executando e repetindo padrões de movimentos até então desconhecidos. Esses movimentos são facilitados pelos ajustes do macacão, adaptando-se às necessidades do paciente. Estímulos de equilíbrio, consciência corporal no espaço, dentre outros, são enviados ao centro motor cerebral com a finalidade de restabelecer as suas funções danificadas, facilitando a formação de novas sequências de movimentos e posicionamento corporal. Os estímulos intensivos e diferenciados, facilitam um novo aprendizado motor e consequentemente melhores evoluções do quadro apresentado pelo paciente.
FONTE - http://tribunadonorte.com.br/noticia/um-novo-conceito-em-tratamento-neurola-gico-infantil/300886
Alini Brito
Fisioterapeuta e Educadora Física
LEIAM TAMBÉM NO MEU BLOG INFOATIVO.DEFNET - 

FREUD E A "INVENÇÃO" DA PARALISIA CEREBRAL http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2010/09/freud-e-invencao-da-paralisia-cerebral.html


sexta-feira, 4 de abril de 2014

PARALISIA CEREBRAL/INOVAÇÕES - Um colete ajustada às pernas, da criança e dos pais, estimulam a marcha

Novo equipamento permite que crianças com paralisia cerebral experimentem sensação de andar

Upsee, como é chamado o produto, estará à venda na internet a partir do dia 7 de abril

upsee_firefly_ (Foto: divulgação)

(imagem - foto colorida de três crianças com paralisia cerebral, vestindo o Upsee, que se liga às pernas de seus pais, com sorrisos que revelam a sensação que devem experimentar nessa nova forma de estímulo para a marcha, fotografia da matéria)

A ideia é simples, mas tem potencial para mudar – e muito – a rotina de  crianças com paralisia cerebral. Recém-criado, o UpSee é um equipamento que torna viável a caminhada de quem não tem os movimentos dos membros inferiores. Com a ajuda dos pais, os filhos poderão ver o mundo de outro ângulo, e se encantar com as novas descobertas e sensações.

O produto consiste em um cinto para o adulto prender à cintura, um colete (que lembra o modelo salva-vidas) para a criança vestir e sandálias para a dupla. O colete é feito de brim com forro transpirável especial. Estará disponível em quatro opções de tamanho: extrapequeno (1 a 2 anos), pequeno (2 a 4 anos), médio (4 a 6 anos) e grande (6 a 8 anos).

A inventora do produto é a israelense Debby Elnatan, mãe de Rotem, hoje com 19 anos, que nasceu com paralisia cerebral. Após ouvir de uma médica que o seu filho “não sabia o que as pernas dele eram”, Debby começou a pensar em maneiras de ajudá-lo, há mais de uma década, até chegar à forma do UpSee.

O equipamento começou a ser produzido este ano em grande escala. A ideia foi comprada pela Firefly, uma empresa da Irlanda do Norte, especializada em produtos para crianças com necessidades especiais. O lançamento está previsto para o dia 7 de abril, na loja on-line da Firefly (www.fireflyfriends.com), mas o preço ainda não foi divulgado.

“Pretendemos despachar o produto para todo o mundo, inclusive para o Brasil”, afirma o proprietário da empresa, James Leckey, em entrevista à CRESCER. “Nós trabalhamos por dois anos com Debby no desenho do UpSee, para garantir um conceito incrível”, completa Leckey. De acordo com o empresário, a procura pelo produto já é grande, antes mesmo do lançamento.
Recomendações 

Apesar de animadora, a novidade requer cuidados. Os pais que pretendem comprar o UpSee para o filho devem consultar o médico da criança antes para saber se ela está apta a usá-lo.
“Há diversos quadros de paralisia. Os mais graves, que atingem também os membros superiores, podem dificultar o uso do produto. É preciso avaliar cada criança individualmente”, afirma Edilson Forlin, pediatra ortopedista do Hospital Pequeno Príncipe (PR).

O médico lembra outras limitações do UpSee, como a questão da pouca praticidade para o dia a dia, o tamanho da criança (se ela for muito grande, será mais difícil), e o bom equilibro que requer dos pais – já que as quedas podem ser perigosas

Feitas as ressalvas, o produto, de acordo com Forlin, parece ser positivo. “A criança fica em movimento, e isso é uma vantagem, é melhor do que mantê-la imobilizada. Este sistema não vai influenciar a capacidade da criança andar, mas beneficia a terapia”, diz. Psicologicamente, também há benefícios segundo o médico, pois a criança tem a chance de ver o mundo de outra altura e de passar momentos de maior proximidade com os pais.

Veja aqui o vídeo em que Debby Elnatan conta sua história (em inglês).
fonte - http://revistacrescer.globo.com/Curiosidades/noticia/2014/04/novo-equipamento-permite-que-criancas-com-paralisia-cerebral-experimentem-sensacao-de-andar.html (Por Maria Clara Vieira)

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terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

INCLUSÃO ESCOLAR/PARALISIAS CEREBRAIS - Menina com Paralisia Cerebral revela necessidade de recursos na escola

Menina com paralisia não volta às aulas por falta de estrutura de escola

Escola onde Manuela estuda precisa contratar funcionário para ajudá-la.
Secretaria da Educação de Canoas garante que caso será resolvido.

Manuela, de cinco anos, espera contratação de funcionária para poder voltar à escola (Foto: Reprodução/RBS TV)
(imagem - foto colorida da menina Manuela, com sua mãe sentada ao seu lado, com um quadro de flores ao fundo, tendo um livro apoiado nas pernas de Manuela, sobre um suporte. Fotografia da matéria RBS TV)

Aos cinco anos, a pequena Manuela Soares foi a única aluna de sua turma que não voltou às aulas, iniciadas no dia 6 de fevereiro em uma escola municipal de Canoas, na Região Metropolitana. A menina nasceu nasceu com paralisia cerebral e tem vaga garantida na rede pública do município. No entanto, a escola não tem condições de recebê-la no momento por falta de um funcionário que a acompanhe, como mostra a reportagem do Jornal do Almoço, da RBS TV. (Veja o vídeo no link - fonte da matéria)

Manuela frequenta a Escola Municipal de Educação Infantil de Canoas desde 2012, mas teve de se afastar em junho do ano passado para fazer uma cirurgia no quadril. Mesmo assim, a rematrícula foi realizada. Só que a instituição não tem uma pessoa para acompanhar a menina de perto e ajudar a professora, como costumava acontecer com a menina.

A situação preocupa a mãe de Manuela, Berenice Moreira Soares. “Ela já tem essa dificuldade cognitiva, de vivenciar, de conviver com outras crianças. Já tem esse atraso. Quanto mais tempo passar, pior. Para ela e para nós. É uma frustração”, reclama Berenice.
O pai de Manuela trabalha à noite, então precisa descansar durante o dia. “Ficar com ela é uma missão não muito fácil porque ela exige atenção o tempo todo. Não é em qualquer cadeira que ela senta, ela pode sentar e, em um momento de descuido, pode cair”.
A mãe diz que não tem nada contra a escola, mas reclama das falhas no processo de inclusão. “Ela foi muito bem recebida tanto pelos funcionários, quanto pelos alunos. Teve apresentação, ela participou, foi muito bom. Mas, essa questão burocrática é que complica. A inclusão é algo lindo, maravilhoso, mas na prática deixa muito a desejar”, fala Berenice.
A Secretaria Municipal de Educação tem um setor específico para a inclusão de crianças e adolescentes com deficiência. O responsável pelo setor em Canoas, Eri Domingos da Silva, explica que é difícil conseguir estagiários para fazer esse trabalho nas escolas. “Estamos entrevistando candidatos para estágio, para que possam acompanhar não só essa aluna, mas todos os alunos que precisam de apoio. Além da entrevista, eles passam por uma formação para que saibam qual a realidade e a criança”, explica Silva. Segundo ele, o contato da mãe de Manuela para retornar à aula foi somente na última terça-feira (18).
De acordo com Berenice, a escola sabia que a menina voltaria no dia 6 de fevereiro, já que estava rematriculada. “A escola tem o atestado da médica que fez a cirurgia dizendo o tipo de cirurgia, que ela precisava dos meus cuidados, que ela estava de atestado”, repete a mãe.
Conforme Silva, uma reunião presencial foi marcada para a próxima terça-feira (25) entre a secretaria e a família de Manuela. “A escola chegou a fazer esse relato, como outras escolas, mas nós gostamos de um contato direto com a família para ter a percepção da família, e isso ainda não aconteceu, vai acontecer semana que vem com a mãe”, aponta. “Vamos resolver, com certeza. Como outros casos que surgiram, que às vezes não são na mesma rapidez que gostaríamos, mas acabam tendo uma solução, com a participação da escola e da família”, fala.
FONTE - http://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/noticia/2014/02/menina-com-paralisia-nao-volta-aulas-por-falta-de-estrutura-de-escola.html
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A INCLUSÃO ESCOLAR AINDA USA FRALDAS? http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2010/07/inclusao-escolar-ainda-usa-fraldas.html