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domingo, 9 de dezembro de 2018

Tecnologia Assistiva & Pessoas com Deficiência - O que é uma interface Cérebro-Máquina?

O que é uma Interface Cérebro-Máquina?

(imagem da matéria - uma mulher com paralisia e impossibilitada de usar as mãos é suplementada para tomar uma garrafa com líquido por um braço e mãos tecnologicamente projetados para ajudá-la nessa ação, que pode ser comandada pela própria pessoa com deficiência) 

À medida que o poder dos computadores modernos cresce ao lado da nossa compreensão do cérebro humano, chegamos cada vez mais perto de tornar realidade algumas coisas que anteriormente só seriam possíveis nos filmes de ficção científica, como controlar máquinas ou computadores com a força da nossa mente. Essa é exatamente a proposta da chamada “Interface Cérebro-Máquina” ou “Interface Cérebro-Computador”, que é uma tecnologia que serve de ponte entre o nosso cérebro e um dispositivo externo.

Uma interface cérebro-máquina tem como base reunir sinais do cérebro, analisá-los e traduzi-los em comandos. Estes comandos são então traduzidos em um sinal enviado para dispositivos periféricos, que por sua vez fornecem a ação desejada. Nos últimos anos, o principal objetivo do desenvolvimento da interface cérebro-máquina tem sido restaurar ou substituir a função motora de pessoas que desenvolveram distúrbios neuromusculares, como esclerose lateral amiotrófica, paralisia cerebral, acidente vascular cerebral ou lesão da medula espinhal. Graças à essa tecnologia, os pacientes que sofrem com essas condições podem realizar ações que antes seriam inimagináveis.

Basicamente, existem dois tipos de Interface Cérebro-Máquina: a Invasiva e a Não-Invasiva. Como o nome sugere, uma Interface Cérebro-Máquina Não-Invasiva é aquela que pode funcionar sem a necessidade de procedimentos intrusivos no cérebro, geralmente usando as bases da eletroencefalografia. A eletroencefalografia é um método usado principalmente na área médica que busca analisar a atividade das ondas cerebrais dos pacientes ao anexar vários eletrodos ao couro cabeludo. As vantagens desse tipo de procedimento é que ele é muito mais barato de se trabalhar e não requer tantos cuidados por parte do usuário.

Por outro lado, a Interface Cérebro-Máquina Invasiva envolve a implantação cirúrgica de um dispositivo no crânio do usuário. Nesse caso, é necessária uma cirurgia para a fixação de uma placa de eletrodos na superfície do cérebro para medir a atividade elétrica do córtex cerebral. Este procedimento geralmente é feito sob anestesia geral ou local, a depender do tipo de paciente.
É importante destacar que a Interface Cérebro-Máquina é uma tecnologia de ponta relativamente nova. Por isso, muitas pesquisas ainda estão sendo feitas por várias universidades e grandes corporações, que buscam levá-la a um novo patamar em futuro próximo.
fonte 
-https://www.tricurioso.com/2018/12/08/o-que-e-uma-interface-cerebro-maquina/ 
Leiam também outros textos sobre o tema no meu blog INFOATIVO DEFNET -
SEREMOS,NO FUTURO, CIBORGUES? Para além de nossas deficiências humanas

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL/rROBÓTICA - Stephen Hawking adverte sobre o ''império'' dos robôs inteligentes

Stephen Hawking: Inteligência artificial pode destruir a humanidade

Stephen Hawking, um dos mais proeminentes cientistas do mundo, disse à BBC que os esforços para criar máquinas pensantes é uma ameaça à existência humana.
Stephen Hawking (PA)
(Imagem - foto colorida da matéria, com o cientísta e físico britânico S. Hawking, de óculos e com um dispositivo ligado ao mesmo, 
"O desenvolvimento da inteligência artificial total poderia significar o fim da raça humana", afirmou.
Hawking fez a advertência ao responder uma pergunta sobre os avanços na tecnologia que ele próprio usa para se comunicar, a qual envolve uma forma básica de inteligência artificial.
O físico britânico, que sofre de esclerose lateral amiotrófica (ELA), uma doença degenerativa, está usando um novo sistema desenvolvido pela empresa Intel para se comunicar.
Especialistas da empresa britânica Swiftkey também participaram da criação do sistema. Sua tecnologia, já empregada como um aplicativo para teclados de smartphones, "aprende" a forma como Hawking pensa e sugere palavras que ele pode querer usar em seguida.
Hawking diz que as formas primitivas de inteligência artificial desenvolvidas até agora têm se mostrado muito úteis, mas ele teme eventuais consequências de se criar máquinas que sejam equivalentes ou superiores aos humanos.
"(Essas máquinas) avançariam por conta própria e se reprojetariam em ritmo sempre crescente", afirmou. "Os humanos, limitados pela evolução biológica lenta, não conseguiriam competir e seriam desbancados."

'No comando'

Nem todos os cientistas, porém, compartilham da visão negativa de Hawking sobre a inteligência artificial.
"Acredito que continuaremos no comando da tecnologia por um período razoável de tempo, e o potencial dela de resolver muitos dos problemas globais será concretizado", opinou o especialista em inteligência artificial Rollo Carpenter, criador do Cleverbot, cujo software aprende a imitar conversas humanas com crescente eficácia.
Carpenter disse que ainda estamos longe de ter o conhecimento de computação ou de algoritmos necessário para alcançar a inteligência artificial plena, mas acredita que isso acontecerá nas próximas décadas.
"Não podemos saber exatamente o que acontecerá se uma máquina superar nossa inteligência, então não sabemos se ela nos ajudará para sempre ou se nos jogará para escanteio e nos destruirá", disse Carpenter, que apesar disso vê o cenário como otimismo por acreditar que a inteligência artificial será uma força positiva.
Ao mesmo tempo, Hawking não está sozinho em seu temor.
No curto prazo, há preocupação quanto à eliminação de milhões de postos de trabalho por conta de máquinas capazes de realizar tarefas humanas; mas líderes de empresas de alta tecnologia, como Elon Musk, da fabricante de foguetes espaciais Space X, acreditam que, a longo prazo, a inteligência artificial se torne "nossa maior ameaça existencial".

Voz

Na entrevista à BBC, Hawking também alertou para os perigos da internet, citando o argumento usado por centros de inteligência britânicos de que a rede estaria se tornando "um centro de comando para terroristas".
Mas o cientista se disse entusiasta de todas as tecnologias de comunicação e espera conseguir escrever com mais rapidez usando o seu novo sistema.
Um aspecto tecnológico que não mudou no sistema é a voz robotizada que externaliza os pensamentos de Hawking. Mas o cientista diz que não faz questão de ter uma voz que soe natural.
"(A voz robótica) se tornou minha marca registrada, e não a trocaria por uma mais natural com sotaque britânico", disse. "Ouvi dizer que crianças que precisam de vozes computadorizadas querem uma igual à minha."
fonte - http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2014/12/141202_hawking_inteligencia_pai
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FUTEBOL, VÉRTEBRAS, CLONES E TRANSFORMERS – A PRODUÇÃO DO ESPETÁCULO DA VIOLÊNCIA. http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2014/07/futebol-vertebras-clones-e-transformers.html

domingo, 19 de outubro de 2014

ROBÓTICA/EVOLUÇÃO - Robô brasileiro R1T1 é sucesso em Hospital Universitário de Maringá

Robô de telepresença faz sucesso na Semana de Ciência e Tecnologia

 robô de telepresença
imagem - foto colorida da matéria, com o Robô R1T1 com várias crianças ao seu redor no Pavilhão de Exposição, em Brasília, sendo uma torre revestida de fibra de vidro, branca, com aproximadamente, 1,6 m de altura )

robô de telepresença R1T1 não consegue passar despercebido pelo Pavilhão de Exposição da 11ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, em Brasília. Guiado por controle remoto, ele atrai as crianças por sua autonomia e pelas interações por meio de câmera e tela acopladas ao “pescoço”.

Revestido de fibra de vidro e com, aproximadamente, 1,6 metro de altura, o robô teve seu nome inspirado no R2D2, personagem do filme Star Wars. Assim como seu colega do cinema, o R1T1 pode interagir com aqueles ao seu redor. Conforme o engenheiro Antônio Henrique Dianin, coordenador do Project Robot, da startup brasileira DMS Company, e idealizador do robô, o principal foco é a área hospitalar.

A primeira instituição a receber o projeto foi o Hospital Universitário Regional de Maringá (HUM). Com estrutura arredondada, o R1T1não acumula resíduos e é fácil de ser esterilizado. Por isso, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária permite que ele circule em todas as alas do hospital, inclusive nas UTIs.
- Também pensamos nas pessoas que ficam muito tempo em um hospital. Nas pediatrias, as crianças adoram. O robô consegue tirá-las desse ambiente. Elas podem se conectar e passear em exposições como essa ou visitar outras salas de aula. O melhor é que o robô pode substituir as famílias nos casos de dificuldades de contato com os pacientes – ressaltou o engenheiro.
Segundo Dianin, o R1T1 também pode se conectar ao sistema do hospital, permitindo ao médico consultar dados do paciente. A próxima etapa será instalar equipamentos de ultrassom no robô. “Estamos idealizando uma cirurgia odontológica, com a utilização de câmeras na boca do paciente. O procedimento será feito pela tela do robô”, adiantou.
Lançado em 2013, após um ano de desenvolvimento, esta é a terceira versão do R1T1. A primeira custou R$ 100 mil ao grupo. “Consideramos o HUM nosso grande parceiro. Eles aceitaram o projeto na fase inicial, quando ainda era um protótipo bem rústico, cheio de fios e placas aparentes”, assinalou.
Para o idealizador, o R1T1 é o primeiro robô de telepresença da América Latina e um dos mais avançados do mundo, pois tem autonomia (a bateria funciona 24 horas) e movimentação. O projeto já ganhou prêmios e tem parcerias com universidades nacionais e internacionais. “É muito difícil desenvolver um projeto desse no Brasil. Além da burocracia, a visão e a cultura é muito diferente do exterior. Infelizmente, o apoio para pesquisa é maior fora do nosso país”, lamentou o técncico.
Antônio Dianin acredita que os robôs farão parte do dia a dia da sociedade em futuro bem próximo. “Ano que vem, lançaremos um robô de limpeza. Todos precisarão de um em casa. O custo ainda será alto, mas tende a baratear. Teremos robôs na educação, marketing e em games. Vislumbramos um horizonte que o cinema muitas vezes apresenta em estágio avançado. Inicialmente, eles auxiliarão nas pequenas atividades”, explicou.
De acordo com o engenheiro, haverá uma migração de áreas de especialidade. “Os seres humanos precisarão estar cada vez mais preparados, com mais estudo, de modo que transitem de atividade corriqueiras para as de desenvolvimento. Para fazer tecnologia avançada, é preciso pessoas preparadas e isso requer muito estudo. Os robôs forçarão essa migração, ao mesmo tempo que engrandecerão o ser humano”, observou.
A Semana Nacional de Ciência e Tecnologia será encerrada no domingo em todo país. Em Brasília, as exposições, palestras e oficinas ocorrem no Pavilhão de Exposição do Parque da Cidade.
fonte - http://correiodobrasil.com.br/tecnologia/conexao-hightech/robo-de-telepresenca-faz-sucesso-na-semana-de-ciencia-e-tecnologia/734623/?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=b20141019
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ROBÔS, POLÍTICA E DEFICIÊNCIA. http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2012/07/robos-politica-e-deficiencia.html

sábado, 4 de outubro de 2014

AUTISMO/ROBÓTICA - Um robô auxilia no tratamento de autistas

Autistas interagem com robô que pode auxiliar em tratamento

De tecnologia francesa, NAO é considerado um dos robôs mais avançados do mundo e é capaz de reconhecer comandos de voz, gestos e toques

Japão lança robôs inspirados em animadoras de torcida - Foto: Divulgação
*imagem ilustrativa de um robô utilizado no Japão, de cor vermelha predominante, que é utilizado com se fossem os animadores de torcidas...)

São Paulo - Pela primeira vez no Brasil, pessoas com autismo tiveram contato com um robô capaz de auxiliá-las no tratamento. O Estado acompanhou, na manhã de ontem, a iniciativa com dois adultos e quatro crianças atendidos pela ONG Gaia (Grupo de Apoio ao Indivíduo com Autismo) em São José dos Campos, no Vale do Paraíba.

De tecnologia francesa, o NAO tem 57 centímetros de altura. É composto por duas câmeras, quatro microfones, dois alto-falantes e sensores espalhados pelo corpo revestido de material plástico. É considerado um dos robôs mais avançados, capaz de reconhecer comandos de voz, gestos e toques.
O que parece ser um brinquedo pode ajudar a melhorar a interação de pessoas com autismo e, assim, dar mais qualidade de vida a elas. A equipe da ONG se emocionou com a experiência. Quando o robô começou o gingado de capoeira, um dos pacientes levantou e imitou o movimento. "Isso é uma revolução", diz a psicóloga Ana Maria de Andrade.
Segundo a terapeuta ocupacional Juliana Janei, uma das características do autismo é o isolamento social. "A interação entre os meninos é mínima, dado o grau de severidade. O que vemos neste primeiro contato é que, além da interação, o Daniel (paciente da ONG) gostou da companhia." O garoto, de 17 anos, tocava o robô para continuar a ouvir música.
Estudantes de robótica de um colégio de São José dos Campos que acompanharam a experiência já fazem planos para usar o robô no auxílio de pessoas com autismo. Eles devem iniciar, nos próximos dias, os trabalhos de programação específica para atender às necessidades dos pacientes.
Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), há mais de 2 milhões de autistas no Brasil e 70 milhões no mundo.
FONTE - http://exame.abril.com.br/tecnologia/noticias/autistas-interagem-com-robo-que-auxilia-tratamento
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