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terça-feira, 30 de outubro de 2018

AUTISMO&FAKENEWS - Afirmação que vacina causa autismo é falsa *(USP)

Afirmação que vacina causa autismo é falsa

(imagem publicada - da matéria - uma seringa e um frasco de vacina, com uma pessoa usando luvas apropriadas, foto de Osnei Restio- Prefeitura de Nova Odessa)
No primeiro boletim Pílula Farmacêutica desta semana, o assunto é a afirmação do médico britânico Andrew Wakefield, que declarou, em 1998, que a vacina da tríplice viral era causa de autismo. Porém, após a afirmação, estudos desmentiram o britânico.
Mais tarde, foi descoberto que o médico recebeu pagamento de escritórios de advocacia envolvidos em processos contra indústrias farmacêuticas. Então, Wakefield foi criminalmente responsabilizado e teve seu registro médico cassado.
A principal afirmação do médico foi que o conservante timerosal, presente nessa vacina, era o causador do autismo. Contudo, em 2004, um instituto de medicina dos Estados Unidos comprovou que a substância não tem nenhuma relação com a doença.
O boletim Pílula Farmacêutica é apresentado pelos alunos de graduação da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (FCFRP) da USP, com supervisão da professora Regina Célia Garcia de Andrade. Trabalhos técnicos de Luiz Antonio Fontana. Ouça, no link acima, a íntegra do boletim.
Leia também no meu blog INFOATIVO DEFNET -
 Vulneração e Mídia no Cotidiano das Pessoas com Deficiência 

sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

MÚSICA&CÉREBRO - Efeito Mozart comprovado para bebês - cantem

Descobertos neurônios que explicam por que você deve cantar para seu bebê

Descobertos neurônios que explicam por que você deve cantar para seu bebê
Esta imagem mostra a resposta seletiva de um neurônio da subplaca a sons de diferentes frequências (eixo horizontal) e diferentes níveis de volume (eixo vertical). As cores mais quentes indicam uma resposta mais forte.
[Imagem: Jessica M. Wess et al. - 10.1073/pnas.1710793114]

EFEITO MOZART

Acaba de ser descoberto um mecanismo que explica o vínculo entre os sons que as crianças ouvem e o desenvolvimento de suas funções cognitivas.
Esse mecanismo, conhecido como "efeito Mozart", vem dar um fundamento fisiológico para as canções de ninar e mesmo para as recomendações de que as futuras mamães cantem para seus bebês ainda durante a gravidez.
Trabalhando com modelos animais, os pesquisadores descobriram que um tipo de célula na área de processamento primário do cérebro durante o desenvolvimento inicial dos bebês, que os cientistas acreditavam não desempenhar qualquer papel na transmissão de informações sensoriais, pode na verdade captar e conduzir sinais sonoros.

A descoberta pode ter implicações para o diagnóstico precoce de déficits cognitivos, incluindo o autismo, e dar suporte a uma ligação entre a exposição pré-natal à música e às conversas e uma melhor função cerebral - existem muitas recomendações para que as mães conversem e cantem para seus bebês, mas os cientistas ainda não haviam identificado a estrutura responsável por este link no cérebro em desenvolvimento.
"Nosso trabalho é o primeiro a sugerir que, no início do desenvolvimento do cérebro, o som é um sentido importante. Parece que os neurônios que respondem ao som desempenham um papel na organização funcional inicial do córtex. Isso é novo e é realmente entusiasmante," disse o Dr. Amal Isaiah, da Universidade de Maryland (EUA).

Neurônios da subplaca

Isaiah e seus colegas identificaram impulsos nervosos induzidos pelo som nos neurônios da subplaca, que ajudam a orientar a formação dos circuitos neurais da mesma forma que um andaime ajuda uma equipe de construção a erguer um novo edifício. Durante o desenvolvimento, os neurônios da subplaca estão entre os primeiros a se formar no córtex cerebral - a parte externa do cérebro dos mamíferos que controla a percepção, a memória e, nos humanos, funções superiores como a linguagem e o raciocínio abstrato.
O papel dos neurônios da subplaca parece ser temporário - assim que os circuitos neurais permanentes do cérebro se formam, a maioria dos neurônios da subplaca desaparecem.
A identificação de uma fonte de sinais nervosos sensoriais no início do desenvolvimento, ainda na fase pré-natal, pode levar a novas formas de diagnosticar o autismo e outros déficits cognitivos que surgem no início do desenvolvimento.
E também reforçam a recomendação das práticas, hoje tida como "alternativas", que mantêm um foco mais amplo e recomendam uma visão holística do desenvolvimento humano - as práticas de conversar e cantar para seu bebê, mesmo antes que ele nasça
FONTE - http://www.diariodasaude.com.br/news.php?article=descobertos-neuronios-explicam-voce-deve-cantar-seu-bebe&id=12492

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MÃES, ALZHEIMER E MÚSICA. https://infoativodefnet.blogspot.com.br/2012/05/maes-alzheimer-e-musica.html


quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

AUTISMOS-TECNOLOGIAS - Paisagens arquitetônicas fornecem terapia para autistas

Paisagens arquitetônicas fornecem terapia para crianças com autismo


Sensory[STRUCTURE} - Textile-hybrid structure formed of CNC knitted textiles interconnected with glass-fiber reinforced polymer (GFRP) rods.

Esse artigo foi publicado originalmente em Redshift, como "Architecture for Autism Could Be a Breakthrough for Kids With ASD."


Os bons arquitetos sempre projetaram com sensações táteis em mente, do grão da madeira em um corrimão, ao tapete grosso e peludo, em uma creche. É uma maneira eficaz de envolver todos os sentidos, conectando os olhos, a mão e a mente de maneiras a criar ambientes mais interessantes.
Mas um professor de arquitetura da Universidade de Michigan em Ann Arbor está trabalhando em um ambiente de arquitetura tátil para autistas que faz muito mais do que oferecer aos visitantes uma experiência háptica agradável e diversificada: É uma forma de terapia para crianças como sua filha Ara, de 7 anos de idade, que tem Transtorno do Espectro Autista (TEA).
Social Sensory Architectures é um projeto de pesquisa em andamento liderado por Sean Ahlquist que cria estruturas terapêuticas para crianças com TEA. Um protótipo, o sensoryPLAYSCAPE, é um pavilhão tipo tenda feito de tecido tracionado sobre varetas para criar um ambiente imersivo. Respondendo ao toque, os sons são disparados, e imagens 2D são projetadas na superfície do tecido, como se estivessem em uma tela. Isso demonstra visualmente a conexão entre habilidades motoras e a resposta auditiva e visual, ajudando as crianças com autismo a ajustar as quantidades de força apropriadas para aplicar em um determinado movimento - um problema comum entre aqueles no espectro autista.

Como pesquisador de doutorado no Instituto de Design Computacional (um centro da Universidade de Stuttgart para pesquisa em materiais arquitetônicos leves, onde Frei Otto fundou o Instituto de Estruturas Leves), Ahlquist foca em estruturas pré-tensionadas. Quando chegou a Michigan em 2012, ele continuou sua pesquisa usando uma máquina CNC para tecidos, que lhe deu a capacidade de criar seus próprios têxteis. Quanto mais pesquisava diferentes tipos de materiais táteis leves, mais ele notou algo estranho sobre como as pessoas interagem com eles quando são montados juntos em uma estrutura.
Um pedaço de tecido é uma coisa para ser tocada; uma estrutura de tecido deve ser experimentada a partir de uma distância. "As estruturas que estávamos desenvolvendo tinham uma qualidade realmente íntima para elas, mas em termos de arquitetura, quando você constrói elas em um sistema arquitetônico o segundo que você construí-lo em um "sistema arquitetônico", o material rapidamente torna-se um pano de fundo passivo", diz ele. "Torna-se uma coisa que vai em torno de você, ao contrário da coisa que você realmente se envolve."
Ahlquist se perguntou se era possível superar essa lacuna sensorial. Poderia ele fazer um espaço imersivo que incentivasse a interação tátil direta? O autismo de sua filha silenciou seus sentidos, fazendo com que ela desejasse "um feedback tátil muito forte", diz ele, mas suas habilidades de controle motor foram subdesenvolvidas. Social Sensory Architectures conectam estas habilidades motoras ao feedback visual e auditivo em uma rede abrangente de parábolas e espirais. Se ela não está intuitivamente ciente do quão forte ela está pressionando em algo, as dicas visuais e auditivas mostram isso a ela.
Social Sensory Architectures (que venceu a categoria especulativa e de prototipagem no concurso SXSW Place by Design) depende da capacidade única da arquitetura para trabalhar em múltiplos sentidos de uma só vez - e, como tal, é necessário uma equipe de projeto diversa para unir todos esses elementos. Ahlquist trabalhou com cientistas da computação sobre o software, bem como especialistas em música, terapia do autismo, psiquiatria e cinesiologia. Em breve eles começarão uma série de estudos-piloto, iniciando com amostras de quatro a cinco crianças.
A hipótese de trabalho da equipe é: "Se podemos melhorar as habilidades motoras, existe uma correlação com a criação de oportunidades para a interação social", diz Ahlquist. Para as crianças com o espectro autista, observar e responder adequadamente a pistas sociais é, muitas vezes, um desafio. Ele espera que seu trabalho possa ajudar as crianças com TEA a relacionarem-se melhor com seus próprios sentidos e, posteriormente, melhorar as relações sociais com os outros.
Por exemplo, algumas das respostas visuais que as estruturas podem produzir só podem acontecer quando duas crianças sincronizam suas interações com as superfícies têxteis. E os túneis de tamanho infantil e cones no pavilhão solicitam por pais solícitos para pegarem as crianças e deixá-las deslizar pelo pavilhão. Esses momentos interativos formam "círculos de comunicação" - termo aprendido através da colaboração com o  PLAY Project - o que é especialmente crítico quando as crianças não se comunicam verbalmente, como Ara.
O tecido do Social Sensory Architectures toma forma por hastes de polímero de fibra de vidro flexível reforçada. Um sensor Microsoft Kinect detecta quando a superfície do tecido é esticada em gradientes, de um toque suave a um intenso, e alimenta essas informações através do software desenvolvido por Ahlquist e sua equipe. O Kinect está alojado em uma torre de hardware (com um computador, alto-falantes e um projetor) a poucos metros do pavilhão.
Ele funciona um pouco como uma "interface têxtil de iPad", comenta Ahlquist. Uma programação do software para o pavilhão envolve as crianças com um enxame de peixe - cada qual com sua característica - que se espalha com um leve toque, mas é atraído por uma pressão mais forte e contínua. Outro programa, desenvolvido para a tela 2D, permite que as crianças pintem em cores que variam do claro ao escuro, dependendo da força exercida. (Um golpe delicado faz uma marca amarela, um soco forte gera vermelho).
A tela 2D está atualmente instalada no centro de terapia de autismo que Ara frequenta, onde ela trabalha para afinar as habilidades motoras através de tarefas sequenciais, como empilhar blocos. Quando as crianças com autismo perdem a paciência para tarefas como essas, elas se recarregam em salas sensoriais que, como o projeto de Ahlquist, apresentam muitas impressões cinestésicas e sensoriais.
Ahlquist quer que seu projeto quebre a barreira entre tarefas, como as atividades terapêuticas, e a diversão, das salas de jogos sensoriais. "Se ambas as coisas forem necessárias, não seria melhor se pudéssemos realmente uni-las e minimizar a natureza orientada a tarefas de desenvolver qualquer habilidade que eles estão tentando desenvolver?", diz ele.
No mundo de hoje, imergir-se em telas de mídia multissensorial não é normalmente visto como uma receita para o desenvolvimento de habilidades. Os psicólogos costumam alertar que as interfaces digitais que bombardeiam os ouvidos e os olhos das crianças são excessivamente estimulantes, impedindo-as de dormir à noite e destruindo sua atenção. Mas, para Ahlquist, a conexão com o movimento e as habilidades motoras diferencia esses ambientes multissensoriais baseados em telas.
Os estímulos visuais e auditivos que podem negligentemente hipnotizar em uma tela de smartphone funcionam em um nível muito mais holístico na arquitetura sensorial. "Estamos ensinando a todo o corpo", diz Ahlquist, "em vez de ensinar à cabeça. A experiência torna-se dinâmica e envolvente, em vez de ser repetitiva e absorvente. "
A arquitetura é um dos poucos meios de design que requer interação física completa. Criar ambientes responsivos, sensoriais (espaços físicos que suportam uma maior conexão mente-corpo, ajudam a desenvolver habilidades e expandir a interação social) poderia ser uma poderosa ferramenta no tratamento do autismo.
FONTE - http://www.archdaily.com.br/br/802486/paisagens-arquitetonicas-fornecem-terapia-para-criancas-com-autismo 
http://www.materialarchitectures.com/social-sensory/
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UM AUTISTA PODE VIR A SER UM ARTISTA COM A ÁGUA?  https://infoativodefnet.blogspot.com.br/2010/04/um-autista-pode-vir-ser-um-artista-com.html


quinta-feira, 28 de julho de 2016

AUTISMOS/TECNOLOGIA ASSISTIVA - Aplicativo 'Jujuba' auxilia na rotina diária de pessoas com autismo

Ferramenta lançada no início deste mês ajuda na concentração e desenvolvimento de crianças e adultos com Transtorno do Espectro Autista

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(Imagem publicada - foto de divulgação - com um smartphone com uma data após ''minha agenda'', com fundo em violeta, tendo o nome do aplicativo embaixo- Jujuba) 
Mais autonomia e independência para crianças, adolescentes e adultos com desenvolvimento atípicos. Essa é uma das funções do aplicativo “Jujuba”, lançado para plataforma iOS 6 no início de julho, o dispositivo poderá ser adquirido pelo preço promocional de 1,99 dólar. O desconto continua valendo, ainda sem prazo anunciado para se encerrar.  
A ferramenta dispõe de itens que planejam e controlam com praticidade as atividades diárias, avisos visuais e sonoros, sistema de recompensa para as metas alcançadas, personalização de tarefas com fotos e vídeos familiares, relatório semanal do desempenho das tarefas, entre outros, e foi criada pela Jujuba, empresa de tecnologia e informação que oferece serviços e materiais pedagógicos para crianças e adolescentes com dificuldade de aprendizado, autismo (TEA) e outras síndromes.
“Nosso propósito é levar informação e aprendizado, contribuindo para que essas pessoas e suas famílias tenham uma vida mais independente, autônoma e integrada à sociedade. Este app é baseado no método ABA (Análise do Comportamento Aplicado) que é referência mundial para organizar comportamentos”, destaca a empresária Ana Carolina Felício, responsável pelo aplicativo, ainda sem data oficial para lançamento para as plataformas Android. 
Na prática
O app “Jujuba” pode ser utilizado de várias formas, como no auxílio ao beber água. Outras atividades também podem ser executadas como lembrete do horário de medicamento, planejamento da rotina diária, uso do banheiro, entre outras. “O Jujuba é uma ajuda para os responsáveis se envolverem de forma atraente com as pessoas diagnosticadas com desenvolvimento atípico. O bacana é que a própria criança gerencia suas metas e seus prêmios de acordo com seus avanços. Em cada conquista é importante os responsáveis fazerem muita festa para motivar ainda mais”, alerta Ana Carolina. 
Antes de ser lançada, a ferramenta foi testada por famílias que convivem com autismo ou desenvolvimento atípico. “A possibilidade de mostrar para o meu filho as atividades do dia a dia e fazer com que ele interaja com o aplicativo, tirando fotos das ações, das brincadeiras, das profissionais que trabalham com ele, para mim foi a melhor experiência de uso", considera o professor universitário Everton Nascimento, de Florianópolis, pai de Pedro – portador de síndrome de Asperger. 
A fotógrafa Tonnia Coelho Nacev, de Ribeirão Preto, mãe de Maria Cecília, de 4 anos, diagnosticada com TEA, também participou do projeto piloto do app e o classificou como intuitivo e interativo. “Facilita a compreensão da rotina diariamente. A Cissa se deu muito bem, mexe sozinha em tudo, adorou! A hora de dormir sempre foi a mais crítica, agora eu coloquei o Jujuba para despertar para contar historinhas. Como ela pega as coisas muito rápido, já sabe que quando toca o alarme é hora da historinha para dormir”, revela. 
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O AUTISMO NÃO É APENAS UMA DOENÇA http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2012/06/o-autismo-nao-e-apenas-uma-doenca.html

terça-feira, 18 de agosto de 2015

AUTISMOS/TECNOLOGIAS ASSISTIVAS - Plataforma portuguesa quer congregar aplicativos para autistas

Projeto português congrega várias aplicações sobre autismo

plataforma de informação Enforcing Kids pretende congregar outras aplicações dedicadas ao Autismo, em particular projetos de estudantes universitários.
Os responsáveis por este projeto são Cátia Raminhos e Jorge Santos, alunos da Universidade de Lisboa dos mestrados de Engenharia Informática e de Metodologias e Tecnologias em E-Learning. O Enforcing Kids tem como função partilhar dúvidas, esclarecimentos, opiniões e experiências sobre o autismo.
A plataforma é destinada ao público adulto que lida com a temática do autismo, enquanto uma aplicação móvel está pensada para ser usada por crianças acompanhadas por adultos responsáveis pela terapia. A app Enforcing Kids está disponível gratuitamente e pode ser usada nos quatro idiomas de trabalho da Enforcing Kids: português, castelhano, francês e inglês.
O projeto é apoiado pelo Departamento de Investigação LaSIGE da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa.
Via Enforcing Kids. https://www.facebook.com/enforcingkids
FONTE - https://www.pcguia.pt/2015/08/plataforma-enforcing-kids-pretende-congregar-outras-aplicacoes-dedicadas-ao-autismo/
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A TERRA É AZUL e o AUTISMO TAMBÉM... http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2011/03/terra-e-azul-e-o-autismo-tambem.html

quinta-feira, 2 de abril de 2015

AUTISMO/TRABALHO - ONU - Por mais empregabilidade para pessoas vivendo com autismo(s)

ONU quer mais empregos para pessoas com autismo

Secretário-geral está encorajado com o aumento do conhecimento público sobre o problema; Ban Ki-moon fez a declaração para marcar o Dia Mundial da Conscientização do Autismo, esta quinta-feira 2 de abril.

(Imagem - a representação da ONU para o WORLD AUTISM AWARENESS DAY, com o símbolo da entidade sobre estas palavras, à direita, como o rosto de uma criança enquadrado como uma peça de quebra cabeças, à esquerda)
O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, quer que as empresas criem mais empregos para as pessoas com autismo. A declaração foi feita para marcar o Dia Mundial da Conscientização do Autismo, esta quinta-feira 2 de abril.
O tema da campanha deste ano é "Emprego: A Vantagem do Autismo". Ban disse que está encorajado com o aumento do conhecimento público geral sobre o problema.
Tratamentos e Integração
Segundo o chefe da ONU, a data especial não só fornece maior compreensão sobre o assunto, mas também empodera os pais na busca de tratamentos e terapias precoces como busca maior integração das pessoas com autismo na sociedade.
Ban disse ainda que com apoio adequado, os autistas podem e devem frequentar escolas em suas comunidades.
De São Paulo, em entrevista à Rádio ONU, a coordenadora pedagógica da Associação de Amigos do Autista, Carolina Ferreira, falou sobre a dificuldade de se encontrar um emprego para as pessoas nessa condição.
"Nós já tentamos empregos para muitos deles que têm um autismo mais leve, e nós percebemos a grande dificuldade. O Brasil tem a cota para (pessoas) especiais mas não está preparado para receber pessoas com autismo e muitos não conseguem emprego."
A coordenadora pedagógica falou ainda sobre os tipos de trabalho mais apropriados para as pessoas com autismo.
"Olha, as pessoas com autismo executam atividades que sejam mais (ligadas) em linha de montagem, algumas têm facilidade em computação. Eu acho que as profissões ou serviços que lidam muito com pessoas, com o público, são mais difíceis para eles."
Desempregados
Falando sobre emprego, o secretário-geral da ONU convidou as empresas a assumirem um compromisso concreto para contratar pessoas com autismo.
Segundo Ban, 80% dos adultos com autismo estão desempregados. Ele afirmou que essas pessoas têm um potencial enorme, a maioria tem notáveis habilidades visuais, artísticas ou acadêmicas.
Graças ao uso da tecnologia, pessoas que sofrem dessa condição e não conseguem falar podem se comunicar e compartilhar seus conhecimentos e capacidades.
O chefe da ONU pediu a todos que no Dia Mundial da Conscientização do Autismo unam forças para criar as melhores condições possíveis para que essas pessoas possam fazer sua própria contribuição para um futuro mais justo e sustentável.

fonte - Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York. http://www.unmultimedia.org/radio/portuguese/2015/04/onu-quer-mais-empregos-para-pessoas-com-autismo/#.VR1j4JvqOz5.twitter

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ASPERGER, UMA SÍNDROME DE MENTES BRILHANTES OU NÃO? http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2011/11/asperger-uma-sindrome-de-mentes.html

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

AUTISMOS/PESQUISAS - Cientista português participa de criação de vacina para bactéria intestinal de autistas

Vacina que ajuda crianças autistas foi desenvolvida por um português

Português ajuda a criar vacina para crianças autistas
(imagem - foto de uma seringa descartável com uma gota saindo pela agulha, sobre fundo azul)

Há um português envolvido na primeira vacina contra uma bactéria intestinal associada ao autismo. Mais de 90 por cento das crianças autistas sofrem de problemas gastrointestinais crônicos e a nova vacina, criada por Mário Monteiro, poderá melhorar a qualidade de vida dessas crianças.

Uma nova vacina para travar a propagação de uma bactéria intestinal, a primeira de sempre a ser desenvolvida a pensar nas crianças com autismo, tem a marca de um português: Mário Monteiro.
O professor de Química da Universidade de Guelph, no Canadá, desenvolveu com Brittany Pequegnat, uma estudante de mestrado, uma vacina que ataca a 'Clostridium bolteae’, uma bactéria produzida no intestino e que aparece em maior concentração nas crianças autistas.
“Esta é a primeira vacina destinada a controlar a obstipação e a diarreia potencialmente causadas pela bactéria C. Bolteae e, quem sabe, sintomas do autismo que estão relacionados com este micróbio”, salientou o investigador português, num comunicado distribuído pela universidade.
A 'Clostridium bolteae’ está associada a vários distúrbios gastrointestinais, os quais afetam mais de 90 por cento das crianças com autismo.
De momento, a única terapêutica passa pelos antibióticos, pelo que a nova vacina abre um campo completamente novo.
Mário Monteiro, que já em 2013 divulgara os trabalhos sobre a vacina na Vaccine, alertou que ainda são necessários vários ensaios e estudos para apurar todos os efeitos da nova terapêutica, pelo que pode passar uma década antes que a vacina seja comercializada.
Isto porque os resultados, muitos prometedores, foram alcançados em ensaios com coelhos, que produziram mais anticorpos contra a bactéria após a administração da vacina.
“Este é um primeiro passo muito significativo na construção de uma vacina com múltiplas valências destinada a combater várias bactérias intestinais associadas ao autismo”, realçou o investigador, acrescentando que os anticorpos adicionais poderão ser utilizados para detetar a bactéria em contexto médico.
FONTE - http://www.ptjornal.com/saude/2015/01/16/vacina-que-ajuda-criancas-autistas-foi-desenvolvida-por-um-portugues.html
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O AUTISMO NÃO É APENAS UMA DOENÇA http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2012/06/o-autismo-nao-e-apenas-uma-doenca.html


domingo, 28 de dezembro de 2014

AUTISMOS/TECNOLOGIA ASSISTIVA - Aplicativo da Samsung auxilia autistas no reconhecimento de emoções

Samsung lança app para ajudar crianças autistas

Samsung lança app para ajudar crianças autistas
*(imagem - representação em azul com uma câmera com o texto LOOK AT ME ao lado, símbolo do aplicativo lançado)

Um aplicativo que tem o objetivo de ajudar a melhorar o desenvolvimento de pessoas com autismo foi lançado pela Samsung esta semana. O app promete melhorar o contato visual, além do reconhecimento de emoções. Batizado de Look At Me, o recurso vai de encontro às dificuldades enfrentadas por pacientes autistas. 

Desenvolvido por médicos e professores da universidade nacional de Seoul, do departamento de psicologia da Universidade de Yonsei e do Hospital Bundag, o software usa fotos, jogos e tecnologia de reconhecimento facial em seu processo. A ideia é fazer com que as crianças que possuem o autismo se comuniquem com outras pessoas, além de conseguirem ler as emoções. 

"Mais de 60 milhões de pessoas já foram diagnosticadas com autismo no mundo e existe uma falta de hospitais e locais preparados para tratá-las de forma eficiente. Os custos do tratamento são altos e possuem períodos de espera para o início do período clínico. Sabendo que crianças autistas interagem bem com tecnologia, nós imaginamos que poderíamos ajudar de alguma forma o desenvolvimento de suas habilidades de comunicação", disse Chung Lyong Lee, Vice Presidente da Corporate Citizenship Group na Samsung. 

Segundo a Samsung, o Look At Me melhorou o contato visual de 60% dos pacientes que o utilizaram, isso, quando ele ainda estava em fase de testes. Quem desejar efetuar o download do aplicativo, basta acessar a Google Play. 

fonte - http://pt.kioskea.net/news/25151-samsung-lanca-app-para-ajudar-criancas-autistas

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AUTISMO – TODOS PODEMOS SER/NOS TORNAR UM POUCO AZUIS? http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2013/04/autismo-todos-podemos-sernos-tornar-um.html

sábado, 4 de outubro de 2014

AUTISMO/ROBÓTICA - Um robô auxilia no tratamento de autistas

Autistas interagem com robô que pode auxiliar em tratamento

De tecnologia francesa, NAO é considerado um dos robôs mais avançados do mundo e é capaz de reconhecer comandos de voz, gestos e toques

Japão lança robôs inspirados em animadoras de torcida - Foto: Divulgação
*imagem ilustrativa de um robô utilizado no Japão, de cor vermelha predominante, que é utilizado com se fossem os animadores de torcidas...)

São Paulo - Pela primeira vez no Brasil, pessoas com autismo tiveram contato com um robô capaz de auxiliá-las no tratamento. O Estado acompanhou, na manhã de ontem, a iniciativa com dois adultos e quatro crianças atendidos pela ONG Gaia (Grupo de Apoio ao Indivíduo com Autismo) em São José dos Campos, no Vale do Paraíba.

De tecnologia francesa, o NAO tem 57 centímetros de altura. É composto por duas câmeras, quatro microfones, dois alto-falantes e sensores espalhados pelo corpo revestido de material plástico. É considerado um dos robôs mais avançados, capaz de reconhecer comandos de voz, gestos e toques.
O que parece ser um brinquedo pode ajudar a melhorar a interação de pessoas com autismo e, assim, dar mais qualidade de vida a elas. A equipe da ONG se emocionou com a experiência. Quando o robô começou o gingado de capoeira, um dos pacientes levantou e imitou o movimento. "Isso é uma revolução", diz a psicóloga Ana Maria de Andrade.
Segundo a terapeuta ocupacional Juliana Janei, uma das características do autismo é o isolamento social. "A interação entre os meninos é mínima, dado o grau de severidade. O que vemos neste primeiro contato é que, além da interação, o Daniel (paciente da ONG) gostou da companhia." O garoto, de 17 anos, tocava o robô para continuar a ouvir música.
Estudantes de robótica de um colégio de São José dos Campos que acompanharam a experiência já fazem planos para usar o robô no auxílio de pessoas com autismo. Eles devem iniciar, nos próximos dias, os trabalhos de programação específica para atender às necessidades dos pacientes.
Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), há mais de 2 milhões de autistas no Brasil e 70 milhões no mundo.
FONTE - http://exame.abril.com.br/tecnologia/noticias/autistas-interagem-com-robo-que-auxilia-tratamento
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ROBÔS, POLÍTICA E DEFICIÊNCIA. http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2012/07/robos-politica-e-deficiencia.html

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

AUTISMOS/PESQUISAS - Estudo lança luz sobre o funcionamento do cérebro nos autismos

Cérebros de crianças autistas possuem demasiadas sinapses, segundo estudo

Um novo estudo veio lançar uma nova luz sobre o funcionamento do cérebro no autismo, ao sugerir que há um excesso de sinapses em pelo menos algumas partes dos cérebros de crianças autistas, e que a capacidade do cérebro de reduzir o número dessas sinapses é comprometida.

Cérebros de crianças autistas possuem demasiadas sinapses, segundo estudo
*imagem - a representação de uma rede neural com neurônios em azul com suas conexões sinápticas (como milhares de fios interconectados) sobre um fundo preto, com algumas áreas das sinapses com a cor laranja brilhante representando essas conexões intersinápticas intensas e suas comunicações - desenho da matéria)
A descoberta fornece pistas sobre como o autismo se desenvolve na infância e poderá ajudar a explicar alguns dos sintomas, como a sensibilidade excessiva a ruído ou experiências sociais, bem como os ataques epiléticos. Também poderá ajudar os cientistas na busca de tratamento, se puderem desenvolver terapias seguras para consertar o sistema usado pelo cérebro para eliminar as sinapses excedentes.
O estudo, publicado quinta-feira na revista Neuron, envolveu tecido dos cérebros de crianças e adolescentes que morreram com idades entre os 2 e os 20 anos. Cerca da metade das crianças tinha autismo, as outras não.
Os investigadores, do Centro Médico da Universidade de Columbia, observaram atentamente para uma área do lobo temporal do cérebro envolvido no comportamento social e na comunicação. Ao analisar o tecido de 20 dos cérebros, contaram as dendrites nos neurónios e encontraram-nos em maior quantidade nas crianças com autismo. As dendrites ramificam-se de um neurónio e recebem sinais de outros neurónios através de conexões chamadas sinapses, de modo que mais dendrites indicam mais sinapses.
No desenvolvimento saudável do cérebro, há uma explosão de sinapses muito cedo e depois tem início um processo de «poda» (diminuição das sinapses). Esse processo é necessário para assegurar que diferentes áreas do cérebro possam desenvolver funções específicas e não fiquem sobrecarregadas de estímulos.
A equipa de Columbia descobriu que nas idades mais jovens, o número de dendrites não difere muito entre os dois grupos de crianças, mas os adolescentes com autismo possuem significativamente mais que aqueles sem autismo. Jovens saudáveis de 19 anos tinham 41% menos sinapses do que crianças pequenas saudáveis, mas os autistas no final da adolescência apresentavam apenas 16% menos do que as crianças pequenas com autismo.
Uma criança com autismo que tinha 3 anos quando morreu tinha muito mais sinapses do que qualquer criança saudável de qualquer idade, explicou David Sulzer, neurobiólogo e principal investigador do estudo.
Os especialistas disseram que o facto de as crianças pequenas de ambos os grupos apresentarem aproximadamente o mesmo número de sinapses sugere um problema de «poda» no autismo, não um problema de produção excessiva.
«Mais não significa melhor quando se trata de sinapses, e a ´poda` é absolutamente essencial», disse Lisa Boulanger, uma bióloga molecular de Princeton, que não esteve envolvida na pesquisa. «Se fosse um crescimento excessivo, a expectativa é de que elas seriam diferentes desde o início, mas como a diferença de sinapses ocorre posteriormente, trata-se provavelmente da ´poda`».
A equipa de Sulzer também encontrou biomarcadores e proteínas nos cérebros com autismo, refletindo mau funcionamento nos sistemas de remoção de células velhas e degradadas, um processo chamado autofagia.
«Eles mostram que esses marcadores de autofagia diminuem» nos cérebros afectados pelo autismo, disse Eric Klann, um professor de ciência neural da Universidade de Nova Iorque. «Sem a autofagia, essa ´poda` não pode ocorrer», disse.
As descobertas são as mais recentes numa área da pesquisa do autismo que está a atrair um interesse crescente. Há anos que os cientistas debatem se o autismo é um problema de cérebros com conectividade insuficiente ou excessiva, ou alguma combinação.
Ralph-Axel Müller, um neurocientista da Universidade Estadual de San Diego, disse que há crescente evidência de conectividade excessiva, inclusivamente a partir dos estudos de imagens do cérebro que conduziu.
«As deficiências que vemos no autismo parecem ocorrer em diferentes partes do cérebro, conversando demais umas com as outras», disse. «É preciso perder parte dessas conexões para um desenvolvimento ajustado do sistema das redes cerebrais, porque se todas as partes do cérebro conversarem com todas as partes do cérebro, só se obtém ruído, não comunicação», explicou.
Mais sinapses também criam oportunidade para ataques epilépticos, porque há sinais eléctricos em excesso a ser transmitidos no cérebro, prosseguiu Klann. Mais de um terço das pessoas com autismo tem epilepsia, acrescentou.
FONTE - http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=725017
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O AUTISMO NÃO É APENAS UMA DOENÇA http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2012/06/o-autismo-nao-e-apenas-uma-doenca.html

quinta-feira, 12 de junho de 2014

AUTISMO/AVANÇOS - Plataforma do Google será utilizada para buscar novas pesquisas

Novo programa do Google quer melhorar auxílio aos portadores de autismo

A Autism Speaks, organização científica que auxilia pessoas com autismo, anunciou nesta terça-feira (10) uma parceria com o Google que visa criar o maior banco de dados do mundo com a intenção de buscar avanços na compreensão, diagnóstico e tratamento do autismo e seus subtipos. As informações são do site da Autism Speaks.
Para conseguir gerenciar e analisar os dados, a Autism Speaks irá utilizar o Google Cloud Platform para gerir as informações e criar uma biblioteca com informações genômicas de indivíduos com autismo e seus familiares. A intenção é que seja possível sequenciar os genomas completos de cerca de 10 mil pessoas.
A biblioteca está sendo estabelecida pela Autism Speaks Ten Thousand Genomes Program (AUT10K) e, para o diretor de ciência da Autism Speaks, Rob Ring, a iniciativa representa a possibilidade de transformação na forma como o autismo é compreendido no mundo. Ainda de acordo com Ring, esta é a oportunidade-chave para mudar a forma como acontece a assistência a pessoas afetadas pela doença.
fontes - http://canaltech.com.br/noticia/ciencia/Novo-programa-do-Google-quer-melhorar-auxilio-aos-portadores-de-autismo/
http://www.autismspeaks.org/science/science-news/autism-speaks-google-harness-%E2%80%98cloud%E2%80%99-genomic-breakthroughs
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