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quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

AUTISMOS-TECNOLOGIAS - Paisagens arquitetônicas fornecem terapia para autistas

Paisagens arquitetônicas fornecem terapia para crianças com autismo


Sensory[STRUCTURE} - Textile-hybrid structure formed of CNC knitted textiles interconnected with glass-fiber reinforced polymer (GFRP) rods.

Esse artigo foi publicado originalmente em Redshift, como "Architecture for Autism Could Be a Breakthrough for Kids With ASD."


Os bons arquitetos sempre projetaram com sensações táteis em mente, do grão da madeira em um corrimão, ao tapete grosso e peludo, em uma creche. É uma maneira eficaz de envolver todos os sentidos, conectando os olhos, a mão e a mente de maneiras a criar ambientes mais interessantes.
Mas um professor de arquitetura da Universidade de Michigan em Ann Arbor está trabalhando em um ambiente de arquitetura tátil para autistas que faz muito mais do que oferecer aos visitantes uma experiência háptica agradável e diversificada: É uma forma de terapia para crianças como sua filha Ara, de 7 anos de idade, que tem Transtorno do Espectro Autista (TEA).
Social Sensory Architectures é um projeto de pesquisa em andamento liderado por Sean Ahlquist que cria estruturas terapêuticas para crianças com TEA. Um protótipo, o sensoryPLAYSCAPE, é um pavilhão tipo tenda feito de tecido tracionado sobre varetas para criar um ambiente imersivo. Respondendo ao toque, os sons são disparados, e imagens 2D são projetadas na superfície do tecido, como se estivessem em uma tela. Isso demonstra visualmente a conexão entre habilidades motoras e a resposta auditiva e visual, ajudando as crianças com autismo a ajustar as quantidades de força apropriadas para aplicar em um determinado movimento - um problema comum entre aqueles no espectro autista.

Como pesquisador de doutorado no Instituto de Design Computacional (um centro da Universidade de Stuttgart para pesquisa em materiais arquitetônicos leves, onde Frei Otto fundou o Instituto de Estruturas Leves), Ahlquist foca em estruturas pré-tensionadas. Quando chegou a Michigan em 2012, ele continuou sua pesquisa usando uma máquina CNC para tecidos, que lhe deu a capacidade de criar seus próprios têxteis. Quanto mais pesquisava diferentes tipos de materiais táteis leves, mais ele notou algo estranho sobre como as pessoas interagem com eles quando são montados juntos em uma estrutura.
Um pedaço de tecido é uma coisa para ser tocada; uma estrutura de tecido deve ser experimentada a partir de uma distância. "As estruturas que estávamos desenvolvendo tinham uma qualidade realmente íntima para elas, mas em termos de arquitetura, quando você constrói elas em um sistema arquitetônico o segundo que você construí-lo em um "sistema arquitetônico", o material rapidamente torna-se um pano de fundo passivo", diz ele. "Torna-se uma coisa que vai em torno de você, ao contrário da coisa que você realmente se envolve."
Ahlquist se perguntou se era possível superar essa lacuna sensorial. Poderia ele fazer um espaço imersivo que incentivasse a interação tátil direta? O autismo de sua filha silenciou seus sentidos, fazendo com que ela desejasse "um feedback tátil muito forte", diz ele, mas suas habilidades de controle motor foram subdesenvolvidas. Social Sensory Architectures conectam estas habilidades motoras ao feedback visual e auditivo em uma rede abrangente de parábolas e espirais. Se ela não está intuitivamente ciente do quão forte ela está pressionando em algo, as dicas visuais e auditivas mostram isso a ela.
Social Sensory Architectures (que venceu a categoria especulativa e de prototipagem no concurso SXSW Place by Design) depende da capacidade única da arquitetura para trabalhar em múltiplos sentidos de uma só vez - e, como tal, é necessário uma equipe de projeto diversa para unir todos esses elementos. Ahlquist trabalhou com cientistas da computação sobre o software, bem como especialistas em música, terapia do autismo, psiquiatria e cinesiologia. Em breve eles começarão uma série de estudos-piloto, iniciando com amostras de quatro a cinco crianças.
A hipótese de trabalho da equipe é: "Se podemos melhorar as habilidades motoras, existe uma correlação com a criação de oportunidades para a interação social", diz Ahlquist. Para as crianças com o espectro autista, observar e responder adequadamente a pistas sociais é, muitas vezes, um desafio. Ele espera que seu trabalho possa ajudar as crianças com TEA a relacionarem-se melhor com seus próprios sentidos e, posteriormente, melhorar as relações sociais com os outros.
Por exemplo, algumas das respostas visuais que as estruturas podem produzir só podem acontecer quando duas crianças sincronizam suas interações com as superfícies têxteis. E os túneis de tamanho infantil e cones no pavilhão solicitam por pais solícitos para pegarem as crianças e deixá-las deslizar pelo pavilhão. Esses momentos interativos formam "círculos de comunicação" - termo aprendido através da colaboração com o  PLAY Project - o que é especialmente crítico quando as crianças não se comunicam verbalmente, como Ara.
O tecido do Social Sensory Architectures toma forma por hastes de polímero de fibra de vidro flexível reforçada. Um sensor Microsoft Kinect detecta quando a superfície do tecido é esticada em gradientes, de um toque suave a um intenso, e alimenta essas informações através do software desenvolvido por Ahlquist e sua equipe. O Kinect está alojado em uma torre de hardware (com um computador, alto-falantes e um projetor) a poucos metros do pavilhão.
Ele funciona um pouco como uma "interface têxtil de iPad", comenta Ahlquist. Uma programação do software para o pavilhão envolve as crianças com um enxame de peixe - cada qual com sua característica - que se espalha com um leve toque, mas é atraído por uma pressão mais forte e contínua. Outro programa, desenvolvido para a tela 2D, permite que as crianças pintem em cores que variam do claro ao escuro, dependendo da força exercida. (Um golpe delicado faz uma marca amarela, um soco forte gera vermelho).
A tela 2D está atualmente instalada no centro de terapia de autismo que Ara frequenta, onde ela trabalha para afinar as habilidades motoras através de tarefas sequenciais, como empilhar blocos. Quando as crianças com autismo perdem a paciência para tarefas como essas, elas se recarregam em salas sensoriais que, como o projeto de Ahlquist, apresentam muitas impressões cinestésicas e sensoriais.
Ahlquist quer que seu projeto quebre a barreira entre tarefas, como as atividades terapêuticas, e a diversão, das salas de jogos sensoriais. "Se ambas as coisas forem necessárias, não seria melhor se pudéssemos realmente uni-las e minimizar a natureza orientada a tarefas de desenvolver qualquer habilidade que eles estão tentando desenvolver?", diz ele.
No mundo de hoje, imergir-se em telas de mídia multissensorial não é normalmente visto como uma receita para o desenvolvimento de habilidades. Os psicólogos costumam alertar que as interfaces digitais que bombardeiam os ouvidos e os olhos das crianças são excessivamente estimulantes, impedindo-as de dormir à noite e destruindo sua atenção. Mas, para Ahlquist, a conexão com o movimento e as habilidades motoras diferencia esses ambientes multissensoriais baseados em telas.
Os estímulos visuais e auditivos que podem negligentemente hipnotizar em uma tela de smartphone funcionam em um nível muito mais holístico na arquitetura sensorial. "Estamos ensinando a todo o corpo", diz Ahlquist, "em vez de ensinar à cabeça. A experiência torna-se dinâmica e envolvente, em vez de ser repetitiva e absorvente. "
A arquitetura é um dos poucos meios de design que requer interação física completa. Criar ambientes responsivos, sensoriais (espaços físicos que suportam uma maior conexão mente-corpo, ajudam a desenvolver habilidades e expandir a interação social) poderia ser uma poderosa ferramenta no tratamento do autismo.
FONTE - http://www.archdaily.com.br/br/802486/paisagens-arquitetonicas-fornecem-terapia-para-criancas-com-autismo 
http://www.materialarchitectures.com/social-sensory/
LEIA TAMBÉM NO MEU BLOG -INFOATIVO DEFNET - 
UM AUTISTA PODE VIR A SER UM ARTISTA COM A ÁGUA?  https://infoativodefnet.blogspot.com.br/2010/04/um-autista-pode-vir-ser-um-artista-com.html


quinta-feira, 2 de abril de 2015

AUTISMO/TRABALHO - ONU - Por mais empregabilidade para pessoas vivendo com autismo(s)

ONU quer mais empregos para pessoas com autismo

Secretário-geral está encorajado com o aumento do conhecimento público sobre o problema; Ban Ki-moon fez a declaração para marcar o Dia Mundial da Conscientização do Autismo, esta quinta-feira 2 de abril.

(Imagem - a representação da ONU para o WORLD AUTISM AWARENESS DAY, com o símbolo da entidade sobre estas palavras, à direita, como o rosto de uma criança enquadrado como uma peça de quebra cabeças, à esquerda)
O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, quer que as empresas criem mais empregos para as pessoas com autismo. A declaração foi feita para marcar o Dia Mundial da Conscientização do Autismo, esta quinta-feira 2 de abril.
O tema da campanha deste ano é "Emprego: A Vantagem do Autismo". Ban disse que está encorajado com o aumento do conhecimento público geral sobre o problema.
Tratamentos e Integração
Segundo o chefe da ONU, a data especial não só fornece maior compreensão sobre o assunto, mas também empodera os pais na busca de tratamentos e terapias precoces como busca maior integração das pessoas com autismo na sociedade.
Ban disse ainda que com apoio adequado, os autistas podem e devem frequentar escolas em suas comunidades.
De São Paulo, em entrevista à Rádio ONU, a coordenadora pedagógica da Associação de Amigos do Autista, Carolina Ferreira, falou sobre a dificuldade de se encontrar um emprego para as pessoas nessa condição.
"Nós já tentamos empregos para muitos deles que têm um autismo mais leve, e nós percebemos a grande dificuldade. O Brasil tem a cota para (pessoas) especiais mas não está preparado para receber pessoas com autismo e muitos não conseguem emprego."
A coordenadora pedagógica falou ainda sobre os tipos de trabalho mais apropriados para as pessoas com autismo.
"Olha, as pessoas com autismo executam atividades que sejam mais (ligadas) em linha de montagem, algumas têm facilidade em computação. Eu acho que as profissões ou serviços que lidam muito com pessoas, com o público, são mais difíceis para eles."
Desempregados
Falando sobre emprego, o secretário-geral da ONU convidou as empresas a assumirem um compromisso concreto para contratar pessoas com autismo.
Segundo Ban, 80% dos adultos com autismo estão desempregados. Ele afirmou que essas pessoas têm um potencial enorme, a maioria tem notáveis habilidades visuais, artísticas ou acadêmicas.
Graças ao uso da tecnologia, pessoas que sofrem dessa condição e não conseguem falar podem se comunicar e compartilhar seus conhecimentos e capacidades.
O chefe da ONU pediu a todos que no Dia Mundial da Conscientização do Autismo unam forças para criar as melhores condições possíveis para que essas pessoas possam fazer sua própria contribuição para um futuro mais justo e sustentável.

fonte - Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York. http://www.unmultimedia.org/radio/portuguese/2015/04/onu-quer-mais-empregos-para-pessoas-com-autismo/#.VR1j4JvqOz5.twitter

LEIAM TAMBÉM SOBRE AUTISMO NO MEU BLOG INFOATIVO DEFNET - 

ASPERGER, UMA SÍNDROME DE MENTES BRILHANTES OU NÃO? http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2011/11/asperger-uma-sindrome-de-mentes.html

quarta-feira, 1 de abril de 2015

AUTISMO/CONSCIENTIZAÇÃO - Não use ''autismo'' como insulto ou alienação

Autismo deixou de ser só síndrome para ser insulto

 autismo é uma síndrome neurocomportamental que afeta cerca de 10 em cada 10 mil pessoas no mundo, mas o termo entrou no vocabulário corrente como um insulto, principalmente entre a classe política, algo que as associações condenam.

Autismo deixou de ser só síndrome para ser insulto
(imagem - foto colorida da matéria com duas pessoas de costas, duas crianças, uma à esquerda de blusa azul marinho e outra à direita com camisa listrada de verde e branco, em um espaço que se supõe ser uma sala de aula - fotografia Lusa) 

Em PORTUGAL - Numa pesquisa rápida é fácil encontrar exemplos: numa situação que envolveu a retirada de confiança política a um presidente de uma Junta de Freguesia, em março, a concelhia do PSD/Porto felicitava a autarquia pela atitude, mas dizia que se não houvesse consequências, seria porque estavam perante um "comportamento autista, arrogante e desrespeitador da legalidade democrática".

Noutra ocasião, em fevereiro, numa análise às infraestruturas construídas na ilha da Madeira, o antigo eurodeputado Nuno Teixeira disse que "é tão autista quem afirma que tudo foi mal feito como o que afirma que não houve nada mal feito".

Também o reitor da Universidade do Minho, António Cunha, usou a palavra para criticar o processo de avaliação das instituições de investigação, feita pela Fundação para a Ciência e Tecnologia, descrevendo-o como uma "oportunidade perdida", feita de uma forma "autista".

Para criticar o Governo no processo de transferência do hospital para a Misericórdia, a Câmara Municipal de Santo Tirso classificou a decisão do Governo como "autista", ao ter tomado a decisão de forma unilateral, sem ter ouvido previamente a autarquia.

A presidente da Federação Portuguesa de Autismo (FPDA) não consegue precisar quando é que o termo autista/autismo passou a ser usado como um insulto, mas diz que é algo que acontece com mais frequência entre a classe política.

Na opinião de Isabel Cottinelli Telmo, terá a ver com o facto de autismo derivar da palavra grega 'autós', que significa "em si próprio": "As pessoas quando querem dizer que os outros não as ouvem ou que estão insensíveis a certas coisas, dizem que são autistas, como insulto", apontou.
Para a responsável, o uso da palavra de forma depreciativa é não só ofensivo, como um insulto a todas as pessoas que têm autismo, que apesar de poderem ter dificuldades de comunicação com quem os rodeia, não são insensíveis aos outros.

"Podem estar ensimesmadas porque têm dificuldade de comunicação e de interação social. Só por isso. Porque muitas vezes não é que não pensem ou não sintam, mas não sabem como exprimir e às vezes até exprimem de maneiras que não são compreendidas pelos outros", explicou, acrescentando que vê isto como a "pior discriminação".

Já o diretor coordenador da Associação Portuguesa para as Perturbações do Desenvolvimento e Autismo (APPDA) -- Lisboa, disse que é "inconveniente" e "não é agradável" de ouvir para quem lida com o problema e tenta ajudar as pessoas com autismo.

No entanto, apesar de ser uma questão desagradável, Paulo Ferreira preferia que fossem outras "coisas piores" a serem alteradas, nomeadamente no ensino regular, em que as crianças com autismo ficam os três meses de férias sem qualquer apoio.

O coordenador executivo do site Ciberdúvidas da Língua Portuguesa explicou que é muito frequente o recurso a temas da área da psiquiatria com consequente deturpação e deu como exemplo, para além da palavra autista, o termo "mongoloide" ou "bipolar", que são muitas vezes usados com valor depreciativo ou até insultuoso.

"Isto ocorre, porque qualquer afeção que impeça o comportamento dito 'normal' pode ser ainda, na nossa sociedade, termo de comparação para outro tipo de comportamentos que, não sendo anormais, são objeto de reprovação ou alvo da nossa irritação", adiantou Carlos Rocha.
A 02 de abril assinala-se o Dia Mundial de Consciencialização do Autismo.

LEIAM TAMBÉM NO MEU BLOG INFOATIVO.DEFNET textos sobre AUTISMO - 

O AUTISMO NÃO É APENAS UMA DOENÇA http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2012/06/o-autismo-nao-e-apenas-uma-doenca.html