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sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

MÚSICA&CÉREBRO - Efeito Mozart comprovado para bebês - cantem

Descobertos neurônios que explicam por que você deve cantar para seu bebê

Descobertos neurônios que explicam por que você deve cantar para seu bebê
Esta imagem mostra a resposta seletiva de um neurônio da subplaca a sons de diferentes frequências (eixo horizontal) e diferentes níveis de volume (eixo vertical). As cores mais quentes indicam uma resposta mais forte.
[Imagem: Jessica M. Wess et al. - 10.1073/pnas.1710793114]

EFEITO MOZART

Acaba de ser descoberto um mecanismo que explica o vínculo entre os sons que as crianças ouvem e o desenvolvimento de suas funções cognitivas.
Esse mecanismo, conhecido como "efeito Mozart", vem dar um fundamento fisiológico para as canções de ninar e mesmo para as recomendações de que as futuras mamães cantem para seus bebês ainda durante a gravidez.
Trabalhando com modelos animais, os pesquisadores descobriram que um tipo de célula na área de processamento primário do cérebro durante o desenvolvimento inicial dos bebês, que os cientistas acreditavam não desempenhar qualquer papel na transmissão de informações sensoriais, pode na verdade captar e conduzir sinais sonoros.

A descoberta pode ter implicações para o diagnóstico precoce de déficits cognitivos, incluindo o autismo, e dar suporte a uma ligação entre a exposição pré-natal à música e às conversas e uma melhor função cerebral - existem muitas recomendações para que as mães conversem e cantem para seus bebês, mas os cientistas ainda não haviam identificado a estrutura responsável por este link no cérebro em desenvolvimento.
"Nosso trabalho é o primeiro a sugerir que, no início do desenvolvimento do cérebro, o som é um sentido importante. Parece que os neurônios que respondem ao som desempenham um papel na organização funcional inicial do córtex. Isso é novo e é realmente entusiasmante," disse o Dr. Amal Isaiah, da Universidade de Maryland (EUA).

Neurônios da subplaca

Isaiah e seus colegas identificaram impulsos nervosos induzidos pelo som nos neurônios da subplaca, que ajudam a orientar a formação dos circuitos neurais da mesma forma que um andaime ajuda uma equipe de construção a erguer um novo edifício. Durante o desenvolvimento, os neurônios da subplaca estão entre os primeiros a se formar no córtex cerebral - a parte externa do cérebro dos mamíferos que controla a percepção, a memória e, nos humanos, funções superiores como a linguagem e o raciocínio abstrato.
O papel dos neurônios da subplaca parece ser temporário - assim que os circuitos neurais permanentes do cérebro se formam, a maioria dos neurônios da subplaca desaparecem.
A identificação de uma fonte de sinais nervosos sensoriais no início do desenvolvimento, ainda na fase pré-natal, pode levar a novas formas de diagnosticar o autismo e outros déficits cognitivos que surgem no início do desenvolvimento.
E também reforçam a recomendação das práticas, hoje tida como "alternativas", que mantêm um foco mais amplo e recomendam uma visão holística do desenvolvimento humano - as práticas de conversar e cantar para seu bebê, mesmo antes que ele nasça
FONTE - http://www.diariodasaude.com.br/news.php?article=descobertos-neuronios-explicam-voce-deve-cantar-seu-bebe&id=12492

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MÃES, ALZHEIMER E MÚSICA. https://infoativodefnet.blogspot.com.br/2012/05/maes-alzheimer-e-musica.html


sexta-feira, 13 de outubro de 2017

PARALISIA CEREBRAL&PREVENÇÃO- Cientistas criam exame para monitorar atividade cerebral de bebês

Cientistas criam exame para monitorar atividade cerebral de bebês


Valdo Virgo/CB/D.A Press
imagem publicada - da matéria - um bebê recém nascido com a representação de ondas cerebrais, escrito Como Funciona - Aparelho portátil consegue monitorar a atividade cerebral infantil com mais eficiência que as tecnologias disponíveis.

Nos anos 1990, os aparelhos de ressonância magnética funcional revolucionaram exames médicos ao permitir a observação da atividade cerebral de humanos. Desde então, busca-se ferramentas que permitam análises cada vez mais apuradas do órgão. Pesquisadores franceses, por exemplo, desenvolvem uma solução capaz de gerar imagens detalhadas do cérebro de recém-nascidos, o que possibilitará a detecção da origem de problemas como as convulsões. Testes iniciais com bebês tiveram resultados positivos, apresentados na última edição da revista Science Translational Medicine.

Os cientistas ressaltam que a pesquisa busca atender demandas não atendidas pelas tecnologias atuais.“A ressonância magnética tem limitações e não é adequada para todas as aplicações clínicas devido ao seu custo e tamanho, que dificulta sua portabilidade. Utilizá-la à beira do leito médico para gerar imagens de recém-nascidos vulneráveis é algo especialmente desafiador”, explicam.

Liderados por Olivier Baud, chefe do serviço de neonatologia do Hospital de Assistência Publica de Paris, na França, os pesquisadores criaram um dispositivo que consiste na combinação do eletroencefalograma (EEG) — aparelho que capta imagens por meio de eletrodos colocados na cabeça — e uma sonda de ultrassom de apenas 40g capaz de fazer um monitoramento mais pontual. “Ao contrário das técnicas convencionais, limitadas às imagens de grandes vasos, a imagem da sonda permite o mapeamento de alterações sutis em pequenos vasos cerebrais. Esse tipo de visualização possibilita correlacionar a atividade neural local e as mudanças relativas ao volume de sangue”, diz Baud.

Os pesquisadores testaram o aparelho em ratos e observaram a conectividade cerebral das cobaias durante o estado de repouso e ataques de epilepsia. Em seguida, foram feitos testes em seis recém-nascidos saudáveis. As medições conseguiram distinguir entre o sono silencioso e o ativo. Ao distinguir essas duas fases, fica mais fácil analisar as atividades neurais de um indivíduo.

A tecnologia também foi empregada para medir a atividade cerebral em dois bebês com distúrbios convulsivos e resistentes aos medicamentos disponíveis. O aparelho detectou ondas de alterações neurovasculares, permitindo o rastreamento de regiões cerebrais em que as convulsões se originaram.

Para a equipe, os testes iniciais sinalizam que o dispositivo poderá ajudar a prevenir complicações que podem ser registradas nos primeiros dias de vida de bebês, como a encefalopatia neonatal hipóxico-isquêmica. “Esse problema de saúde ocorre de um a três a cada mil recém-nascidos e pode desencadear danos como as convulsões. Por isso,  o monitoramento em tempo real da função cerebral em recém-nascidos é de importância crucial para a área médica”, justificam os autores.

Novo padrão

O baixo custo e a facilidade de uso da técnica são os principais atrativos e poderão fazer com que ela se torne a escolha padrão para gerar imagens cerebrais de recém-nascidos em maternidades e centros médicos, dizem os criadores. “Essa pode se tornar uma modalidade de neuroimagem muito útil. Seu baixo custo e sua usabilidade podem torná-la a escolha padrão para a realização de imagens funcionais feitas no leito. Além disso, sua melhor resolução pode fornecer resultados muito mais úteis do que outras técnicas funcionais de imagem.”
Renato Mendonça, neurologista do Laboratório Exame de Brasília, destaca que a nova tecnologia tem potencial para ser bastante explorada na área médica. “Apesar de ainda bastante experimental, esse aparelho mostrou resultados interessantes nos testes com roedores e com bebês e que podem ser extremamente úteis, já que é muito difícil examinar os pequenos. Um aparelho que possa ser utilizado na beira do leito traria a vantagem de não precisar alterar a temperatura da criança, por exemplo, já que atualmente é necessário retirá-la da máquina de estufa para realizar essas análises”, explica.

O especialista ressalta ainda que a maioria dos bebês não precisa ser submetida a exames de imagem apurados, mas, nos casos em que a análise é necessária, é importante ter uma opção mais eficiente. “Observar os diferentes níveis de atividade cerebral, como as fases do sono, também pode ajudar a entender como os neurônios estão funcionando e as reações químicas envolvidas nessa atividade complexa”, complementa. Segundo o médico, uma análise mais ampla poderia ser a próxima etapa do estudo. “Utilizar esse método em um número maior de crianças é necessário para reforçar os dados e também comprovar que ele é seguro, não causa danos aos bebês.”

Oxigênio escasso

Ocorre devido à diminuição da oferta de oxigênio, que pode ser gerada por diversas complicações, como a interrupção do fluxo sanguíneo umbilical e uma insuficiente troca de gases na placenta. A oferta adequada de oxigênio aos tecidos é fundamental para que as células mantenham o metabolismo e as funções vitais. Entre os bebês que sobrevivem a essa complicação, 25% apresentam dano neurológico permanente, manifestado por paralisia cerebral, retardo mental ou crises convulsivas.

FONTE - http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/cidades/2017/10/12/interna_cidadesdf,633161/cientistas-criam-exame-para-monitorar-atividade-cerebral-de-bebes.shtml

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quarta-feira, 16 de outubro de 2013

BIOÉTICA/EUGENIA - Teste nos EUA combina DNAs e identifica possíveis doenças genéticas

Teste virtual combinará DNAs milhares de vezes para prever doenças em bebês

Paul Rincon
Um serviço que, digitalmente, combina os DNAs de um homem e de uma mulher que pensem em ter um filho para identificar possíveis doenças genéticas que o bebê possa vir a ter deve ser lançado em dezembro nos Estados Unidos.
Bebê - Foto: PA
(imagem - foto colorida de um bebê, em zoom, onde se destaca sua mãozinha, que gerará, caso seja um ''bebê projetado'' uma séria questão bioética: é um ato de eugenia? fotografia da matéria BBC)

No início, o teste a ser disponibilizado pela empresa novaiorquina Genepeeks deve atender mulheres interessadas em usar o esperma de doadores anônimos para engravidar. A ideia é simular, por computador, antes da gestação, combinações entre o código genético de uma cliente e os códigos genéticos de vários doadores em potencial.
O processo, feito por computador, permite que os genes da cliente sejam combinados com o dos doadores milhares de vezes. Homens que frequentemente produzam com aquela mulher "bebês digitais" com alto risco de anomalias genéticas terão seu esperma excluído da lista de possíveis pais, deixando na fila doadores que produzam combinações melhores.
A proposta da Genepeeks já está gerando um debate sobre questões éticas.
Para alguns, iniciativas como essa tornam cada vez mais real a perspectiva de que, um dia, existam os chamados "bebês projetados" - descritos em obras de ficção científica como o filme Gattaca - Experiência Genética (1997).
Avanços Tecnológicos
"Estamos apenas dando a mães em potencial, que estão usando esperma de doadores para engravidar, um catálogo 'filtrado' de doadores baseado em seu próprio perfil genético", disse a cofundadora da Genepeeks, Anne Morriss, à BBC.
"Estamos eliminando os doadores com risco elevado de doenças pediátricas recessivas raras."
Morriss, uma empresária, fez uma palestra sobre sua companhia na Consumer Genetics Conference em Boston, nos Estados Unidos, na semana passada.
Ela foi motivada, em parte, por sua própria experiência quando começou sua família. Seu filho foi concebido com esperma de um doador que, assim como Morriss, carregava o gene para uma doença genética rara, chamada MCADD (sigla inglesa para Deficiência de Acil-CoA Desidrogenase de Cadeia Média).
A doença impede que a pessoa converta gorduras em açúcar, podendo ser fatal se não for diagnosticada cedo. Felizmente, no caso de Morriss, o problema foi identificado em testes quando o bebê era recém-nascido.
"Meu filho tem uma vida normal", disse Morriss. "Mas cerca de 30% das crianças com doenças genéticas raras não ultrapassam os cinco anos de idade".
Genepeeks acaba de fazer uma parceria com um banco de esperma e iniciou o processo de registro da patente do teste que faz as combinações de DNA.
Teste 'ampliado'
Para casais que planejam iniciar uma família, outras companhias já oferecem testes para um, ou ambos os parceiros, que identificam genes que poderiam causar doenças se combinados com variantes genéticas similares. São os chamados "testes de portadores".
Comentando a inciativa da empresa americana, um acadêmico que estuda o uso de tecnologias genéticas disse: "Essa (tecnologia) é parecida (com as já oferecidas), mas ampliada 100 mil vezes".
O geneticista da Princeton University Lee Silver, que trabalha com Morriss, disse à BBC News: "Recebemos as sequências de DNA de dois parceiros em potencial. Simulamos o processo de reprodução, formando espermatozoides e óvulos virtuais. E os colocamos juntos, criando o genoma hipotético de uma criança".
"Assim, podemos estudar aquele genoma hipotético e - com todos os recursos da genética moderna - determinar os riscos de que o genoma resulte em uma criança com alguma doença. Nosso objetivo é identificar diretamente as doenças e não o status de portador (de um gene associado a doenças). Para cada par de pessoas que analisamos, fazemos 10 mil crianças hipotéticas".
O processo se repete com cada cliente e cada um de seus parceiros em potencial.Os fundadores da empresa dizem ter planos de expandir os testes para identificar não apenas transtornos recessivos associados a um gene como também complicações provocadas por múltiplos genes associados.
Em um vídeo promocional, o geneticista Silver diz: "Tenho esperanças de que, no futuro, qualquer pessoa que queira ter um bebê possa usar essa tecnologia para reduzir os riscos de transmissão genética de doenças."
Incerteza
Especialistas entrevistados pela BBC disseram que o serviço oferecido pela Genepeeks é um resultado lógico da demanda cada vez maior por informações quando decisões envolvendo reprodução humana são tomadas, mas não representam uma resposta exata àqueles que temem geral um filho com problemas genéticos.
"A maior questão, para mim, é compreender o grau de incerteza envolvido. Mesmo pessoas que estudam genomas há anos ainda têm dificuldade em quantificar com exatidão os riscos que uma predisposição genética trazem para a vida de uma família", disse um especialista.
"Interações entre o gene e o ambiente podem levar as pessoas a apresentar, ou não, uma determinada doença."Ewan Birney, diretor associado do European Bioinformatics Institute em Hinxton, Grã-Bretanha, concorda."Tenho certeza de que os cientistas têm compreensão dessa complexidade. Mas, ao comunicar essa complexidade para as pessoas no dia a dia, essas coisas podem soar mais absolutas do que são na realidade".
"É muito bom que as pessoas pensem em formas de usar essa tecnologia de maneiras diferentes, mas ainda existem muitas coisas que desconhecemos", ele acrescentou.
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domingo, 17 de março de 2013

SÍNDROME DE DOWN/ESTIMULAÇÃO PRECOCE - A importãncia de estimular os bebês com a síndrome

Estimulação desde os primeiros dias muda a vida com Síndrome de Down
Emanuella e Filipe. Ela aos 4 meses e ele já com mais de 1 ano, bebês que sorriem o desenvolvimento das atividades da estimulação precoce. (Foto: Marcos Ermínio)
*(imagem- foto colorida de duas crianças, bebês com Síndrome de Down, estando o bêbe da direita levando carinhosamente a mão à boca do outro, sendo apoiado por um homem que o traz ao colo - fotografia de Marcos Ermínio)
Na sala, uma música relaxante que contrasta com os barulhinhos de bebê. Aqueles sons de quem já ensaia para falar, que reconhece a mãe e os colegas e sabe onde está. Entre nenês de quatro meses a pouco mais de um ano, oito mães se reúnem com a prole durante 1h30, de duas a três vezes por semana. Os olhos delas se dividem entre os filhos e o acompanhamento dos exercícios passados pela terapeuta ocupacional. Os de hoje eram massagem de textura.
As crianças frequentam a Sociedade Educacional Juliano Varela, nasceram com Síndrome de Down e são assistidas gratuitamente desde os primeiros sorrisos. A aula é de estimulação precoce, atividade fundamental para famílias que querem ver o quanto antes os pequenos darem os primeiros passos.
A pequena Emanuella, de quatro meses, estava junto da mãe, Edenilda Esquivel Gimenes, 36 anos, e da inseparável boneca de cabelo rosa. Deitadinha no chão e com os pezinhos para o alto, a escrevente de cartório era quem fazia os exercícios na filha. De massagear os pés, calcanhar e pernas. Tudo para estimular os músculos da pequena, mesmo ainda bebê.
As duas frequentam a Juliano Varela há dois meses e meio e o resultado é nítido aos olhos da mãe coruja. “Mudou 100%. Ela está durinha, já está rolando, bem mais esperta e forte”, conta a mãe. Edenilda soube da Síndrome da filha nos primeiros segundos de vida de Emanuella, logo depois do parto. “Foi um baque tremendo e 40 dias em depressão. Você espera uma criança perfeita”, relembra. O encaminhamento ao Juliano Varela foi de imediato e hoje a menina tem assistência de terapeuta ocupacional, fisioterapia, fonoaudiologia e psicologia. A última também para a mãe.
A escola está com 141 alunos matriculados, destes 15 são bebes na média de um mês a três anos. A estimulação precoce trabalha toda a parte motora e a sensibilidade dos bebês. Quem tem Síndrome de Down possui uma sensibilidade quase inexistente, é preciso sentir uma dor muito forte, por exemplo, para que eles sintam o que está se passando.
“A diferença não é só na escola, no desenvolvimento da fala, mas no desenvolvimento enquanto pessoa. A estimulação precoce quebra paradigmas até mesmo clínicos, a intervenção faz com que todo período de desenvolvimento seja mais próximo possível de qualquer criança”. A explicação é diretora da escola, Roseli Gayoso.
Roseli enfatiza que o trabalho tem resultado sim, num desenvolvimento harmônico e integral. “A gente quer ver o filho independente, que ele não precise da gente o tempo todo. Toda mãe tem que fortalecer no filho a sua independência esperando que ele faça a América e estes aqui vão fazer”, completa.
A Sociedade acolhe crianças, jovens e adultos com Síndrome de Down, trabalhando o desenvolvimento, educação para inclusão na sociedade. Todo o serviço, de bebê até o 5° ano da escola é oferecido de graça. Basta só que os pais levem a criança para passar por avaliação.
A professora Luciana Espíndola Eudociak, 36 anos, deixou de lado o tratamento com profissionais particulares para que Filipe, de 1 ano, tivesse o acompanhamento na Juliano Varela. Sorridente, ele mexe braços, pernas, se estica todo que chega a ser difícil controlá-lo no colo. A mãe também só veio a saber da Síndrome como Filipe nos braços, depois de nascido. Mesmo com exames durante toda a gestação.
“Antes de vir para cá eu comecei a fazer fono e fisioterapia separado, pelo plano de saúde. Mas eles não tinham o preparo, o corpo técnico que tem aqui, um lugar realmente especializado”, conta.
A professora sempre foi uma apaixonada pela educação especial, mas quando sentiu na pele, o medo chegou. “Por conhecer a Síndrome, eu sabia das limitações, me preocupava com o futuro, a fragilidade da saúde. Mas hoje ele está quase andando e melhorou muito. Ele era apático e aqui despertou não só a parte motora como a comunicação”, descreve.
O marido é o próprio ‘paizão’. Na folga do serviço, Alex da Silva Barros, faz questão de acompanhar as sessões e em casa, colocou um tatame na sala para dar continuidade aos exercícios em casa. “Existe um esforço maior para o tratamento dele, mas eu adoro criança. Sou apaixonado e independente da Síndrome, criança tem que ter estímulo”, fala.
A coordenadora da área clínica da Sociedade, Juliana Longhini Breschigliari, 32 anos, tem quase uma década de casa e explica “quanto mais cedo, melhor a capacidade dele de aprender mais rápido a se desenvolver. Quanto mais cedo vem, menos atraso ele vai ter no desenvolvimento”.
Antes mesmo de nascer, Lucas que deve chegar no final de maio já está familiarizado com a Juliano Varela. A mãe, Fabiana Alencar Antunes Vieira, 35 anos, está vindo há um mês, desde quando soube que a gestação de 7 meses é de uma criança com Síndrome.
“No começo é um baque. As pessoas falam muita coisa que não é a realidade e aqui você vai se acalmando e vê que uma criança pode ter todo desenvolvimento só precisa ser estimulada a amada”.
A Sociedade Juliano Varela fica na avenida Noroeste, n° 6513. O telefone para marcar a primeira visita é o 3026-8828. No próximo dia 21 é comemorado o Dia Internacional da Síndrome de Down.
FONTE - http://www.campograndenews.com.br/lado-b/comportamento-23-08-2011-08/estimulacao-desde-os-primeiros-dias-muda-a-vida-com-sindrome-de-down
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SINDROME DE DOWN E REJEIÇÃO: UM CORPO ESTRANHO ENTRE NÓS? http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2011/10/sindrome-de-down-e-rejeicao-um-corpo.html