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quinta-feira, 10 de novembro de 2016

DESIGNER COM SÍNDROME DE DOWN ESCREVE "GUIA PARA DIAGRAMAÇÃO PARA UM LIVRO ACESSÍVEL"

Designer com Síndrome de Down escreve ‘Guia de diagramação para um livro acessível’
Fernanda Schacker, que desenvolveu a pesquisa da qual resultou o livro, apresentou seu projeto na Feira do Livro de Porto Alegre
imagem publicada a foto de divulgação de  Otavio Fortes, com Fernanda segurando seu livro de capa cor violeta com desenho sobre a interação que seu livro pode produzir para pessoas com deficiência.


A designer gaúcha Fernanda Schacker foi um dos destaques do III Fórum Municipal de Acessibilidade e Inclusão Social, realizado pela Prefeitura de Porto Alegre e integrante da programação da 62ª Feira do Livro de Porto Alegre, que segue até o dia próximo dia 15. Na tarde da última sexta-feira (5), dia 5, Fernanda apresentou a pesquisa desenvolvida para seu trabalho de conclusão de curso: o Guia de diagramação para um livro acessível, publicação que explica o passo-a-passo da produção editorial de livros que contemplam necessidades de leitores especiais. “Desde criança, eu sempre tive muita imaginação e colocava muita criatividade na escrita. Sonhava em ser escritora e publicar um livro. Quando cheguei ao vestibular, escolhi design gráfico e aprendi todo o processo de produção de um livro. Como eu tenho Síndrome de Down e queria ajudar outras pessoas, criei o Guia”, explica a autora.

A publicação, ainda sem editora, explora uma série de recursos editoriais e gráficos que, se aplicados conforme a proposta da designer, permitem a leitura por pessoas com diferentes graus de deficiências diversas. Por exemplo, a gramatura do papel é pensada para que a página não seja danificada no uso de recursos como virador de páginas com velcro, ou clipe de arame que mantém o livro aberto, usado por pessoas com capacidades reduzidas de manuseio. A aplicação do texto na página atende as necessidades de pessoas com dificuldades visuais, o que implica na escolha da fonte, além de regras sobre alinhamento e limites da caixa de texto.
O grande destaque do projeto, entretanto, é a sobrecapa que, se aberta, permite que o livro fique apoiado sobre abas rígidas num ângulo de 20º. Segundo a autora, a precisão foi alcançada depois de um estudo sobre a necessidade de pessoas impossibilitadas de segurar um livro, oferecendo autonomia para leitores com eventuais deficiências.
fonte - http://www.publishnews.com.br/materias/2016/11/09/designer-com-sindrome-de-down-escreve-guia-de-diagramacao-para-um-livro-acessivel
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quinta-feira, 28 de julho de 2016

AUTISMOS/TECNOLOGIA ASSISTIVA - Aplicativo 'Jujuba' auxilia na rotina diária de pessoas com autismo

Ferramenta lançada no início deste mês ajuda na concentração e desenvolvimento de crianças e adultos com Transtorno do Espectro Autista

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(Imagem publicada - foto de divulgação - com um smartphone com uma data após ''minha agenda'', com fundo em violeta, tendo o nome do aplicativo embaixo- Jujuba) 
Mais autonomia e independência para crianças, adolescentes e adultos com desenvolvimento atípicos. Essa é uma das funções do aplicativo “Jujuba”, lançado para plataforma iOS 6 no início de julho, o dispositivo poderá ser adquirido pelo preço promocional de 1,99 dólar. O desconto continua valendo, ainda sem prazo anunciado para se encerrar.  
A ferramenta dispõe de itens que planejam e controlam com praticidade as atividades diárias, avisos visuais e sonoros, sistema de recompensa para as metas alcançadas, personalização de tarefas com fotos e vídeos familiares, relatório semanal do desempenho das tarefas, entre outros, e foi criada pela Jujuba, empresa de tecnologia e informação que oferece serviços e materiais pedagógicos para crianças e adolescentes com dificuldade de aprendizado, autismo (TEA) e outras síndromes.
“Nosso propósito é levar informação e aprendizado, contribuindo para que essas pessoas e suas famílias tenham uma vida mais independente, autônoma e integrada à sociedade. Este app é baseado no método ABA (Análise do Comportamento Aplicado) que é referência mundial para organizar comportamentos”, destaca a empresária Ana Carolina Felício, responsável pelo aplicativo, ainda sem data oficial para lançamento para as plataformas Android. 
Na prática
O app “Jujuba” pode ser utilizado de várias formas, como no auxílio ao beber água. Outras atividades também podem ser executadas como lembrete do horário de medicamento, planejamento da rotina diária, uso do banheiro, entre outras. “O Jujuba é uma ajuda para os responsáveis se envolverem de forma atraente com as pessoas diagnosticadas com desenvolvimento atípico. O bacana é que a própria criança gerencia suas metas e seus prêmios de acordo com seus avanços. Em cada conquista é importante os responsáveis fazerem muita festa para motivar ainda mais”, alerta Ana Carolina. 
Antes de ser lançada, a ferramenta foi testada por famílias que convivem com autismo ou desenvolvimento atípico. “A possibilidade de mostrar para o meu filho as atividades do dia a dia e fazer com que ele interaja com o aplicativo, tirando fotos das ações, das brincadeiras, das profissionais que trabalham com ele, para mim foi a melhor experiência de uso", considera o professor universitário Everton Nascimento, de Florianópolis, pai de Pedro – portador de síndrome de Asperger. 
A fotógrafa Tonnia Coelho Nacev, de Ribeirão Preto, mãe de Maria Cecília, de 4 anos, diagnosticada com TEA, também participou do projeto piloto do app e o classificou como intuitivo e interativo. “Facilita a compreensão da rotina diariamente. A Cissa se deu muito bem, mexe sozinha em tudo, adorou! A hora de dormir sempre foi a mais crítica, agora eu coloquei o Jujuba para despertar para contar historinhas. Como ela pega as coisas muito rápido, já sabe que quando toca o alarme é hora da historinha para dormir”, revela. 
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O AUTISMO NÃO É APENAS UMA DOENÇA http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2012/06/o-autismo-nao-e-apenas-uma-doenca.html

segunda-feira, 22 de junho de 2015

TECNOLOGIA ASSISTIVA/DEFICIÊNCIA FÍSICA - Criada um cadeira de rodas que vira triciclo

Engenheiro cria cadeira de rodas que vira triciclo motorizado

Com apenas 11 meses de idade, o agente administrativo Marcos David teve paralisia infantil e perdeu o movimento das pernas. Depois de transformar sua cadeira de rodas em um triciclo, a vida ficou mais fácil, segundo ele
(imagem publicada - fotografia colorida da matéria com um cadeirante utilizando esse triciclo que se adapta à sua cadeira de rodas, um homem com um capacete de camisa listrada e calça jeans, com o sorriso de quem encontra uma área acessível para o uso desse veículo que lhe dá vida independente e autonomia)

Com apenas 11 meses de idade, o agente administrativo Marcos David teve paralisia infantil e perdeu o movimento das pernas. Depois de transformar sua cadeira de rodas em um triciclo, a vida ficou mais fácil, segundo ele

Com apenas 11 meses de idade, o agente administrativo Marcos David teve paralisia infantil e perdeu o movimento das pernas. Sem poder caminhar, as coisas do dia-a-dia sempre sempre foram mais difíceis para ele. Até que há cerca de dois meses, David, hoje com 41 anos de idade, conheceu um mecanismo que mudaria sua vida e facilitaria muito sua rotina, sempre tão difícil: o Kit Radical Livre.
Criado pelo engenheiro mecatrônico Júlio Oliveto Alves, 30, com o intuito de facilitar a locomoção de pessoas que têm mobilidade reduzida, o Kit Radical Livre é acoplado na cadeira de rodas e a transforma em triciclo. O aparelho tem motor elétrico e bateria de 20 quilômetros de autonomia.
"Tudo sempre foi muito difícil. Fazer coisas simples, como ir à feira, eram quase sonho. E quando eu saía sozinho, precisava sempre pedir ajuda pra alguém. Agora eu me sinto mais livre, tenho mais autonomia e não preciso depender de ninguém. A sensação de liberdade é a melhor coisa que alguém nessa situação pode sentir", disse.
A pesquisa para a criação do kit começou há cinco anos durante o projeto de mestrado em engenharia mecânica de Alves e, em 2011, o primeiro protótipo foi concluído. O lançamento do kit e disponibilização ao mercado ocorreu no início de abril, durante a 14ª edição da Feira Internacional de Tecnologias em Reabilitação, Inclusão e Acessibilidade (Reatech).
O equipamento, que se adequa à necessidade de cada usuário, já está sendo utilizado, além de São Paulo, por cadeirantes de Minas Gerais e do Rio de Janeiro. "Minha prioridade sempre foi conseguir uma forma de dar um novo estilo de vida ao cadeirante, facilitar a vida dele ao máximo", contou Júlio, que, apesar de não ter nenhum deficiente físico na família, teve o desejo despertado ao ver pessoas com dificuldade de locomoção.
Para Marcos, o kit tem sido prático e eficiente. "Em um bairro como o Itaim Paulista, em São Paulo, por exemplo, onde eu moro sozinho e as dificuldades de acessibilidade são muitas, um equipamento como esse veio realmente para mudar minha vida. Estou há cerca de dois meses com meu triciclo, mas já consigo fazer tanta coisa que antes não fazia, que não me imagino mais sem ele", contou Marcos.

Sentimento semelhante ao de Marcos vive a pedagoga aposentada Rita de Cássia Orsini, de 56 anos. Moradora da Vila Mariana, em São Paulo, Rita teve as duas pernas amputadas há 11 anos por conta de uma infecção e pensou que nunca mais poderia sentir o prazer de estar livre pela rua, até que descobriu o equipamento.

"É uma sensação de liberdade maravilhosa. Antes, eu dependia do carro pra tudo. Poder chegar ao shopping, ao mercado, por exemplo, pela calçada, é sensacional. E pra mim, a sensação foi ainda melhor porque eu me sinto na minha antiga moto. O aparelho me proporciona um misto de tranquilidade, segurança com liberdade indescritível", concluiu.
O equipamento poderia estar no mercado há mais tempo. Depois de o ficar protótipo pronto e o requerimento da patente ter sido enviado em 2012, o engenheiro chegou a apresentar a ideia em duas feiras, mas não houve interesse de parceira de nenhuma empresa do setor.
O engenheiro resolveu, então, empreender com a ajuda do irmão, o administrador de empresas Lúcio Oliveto Alves e criar a empresa Livre – Sistemas Motorizados Multifuncionais, sediada em São José dos Campos (SP).
"A reação dos cadeirantes que testavam o equipamento me motivou e não me deixou desistir. Eles pareciam criança com brinquedo novo. E eu sabia que poderia fazer a diferença na vida deles, por isso decidimos abrir a empresa", disse.
Como funciona
O Kit Radical Livre é composto por uma roda dianteira, um motor elétrico (com acelerador eletrônico disponível no guidão), freio duplo, bateria, um par de retrovisores e farois dianteiro e traseiro. "Para mim, o importante é ver o sorriso no rosto de cada usuário que nesse veículo esquece que está em uma cadeira de rodas. E, além disso, o design ficou tão interessante que até quem não é cadeirante sente vontade de guiar", concluiu.
O kit já foi lançado com 10 versões diferentes, com variedade de cor, motor, bateria, velocidade e tamanho do pneu. A versão básica, com potência de 350w e roda-padrão de 20 polegadas, custa R$ 4.990. Com as diversas combinações, o preço pode chegar a R$ 8.500, incluindo uma bateria reserva. 
Serviço:
radical@kitlivre.com
FONTE - http://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/redacao/2015/05/04/engenheiro-cria-cadeira-de-rodas-que-vira-triciclo-motorizado.htm

sábado, 6 de dezembro de 2014

TECNOLOGIA ASSISTIVA/CADEIRA DE RODAS - Estudantes de Franca criam cadeira com rampas acopladas

Estudantes criam cadeira de rodas com rampas de acesso acopladas

Alunos de universidade paulista desenvolvem projeto que dá mais autonomia a deficientes físicos. Inovação foi premiada














(imagem - foto colorida da matéria,  com duas pessoas atravessando uma rua na faixa de pedestres, apoiando uma cadeira de rodas com as rampas acopladas que se apoiam na calçada, com a legenda de que esta cadeira dar mais autonomia a cadeirantes) 

São Paulo - As dificuldades que cadeirantes enfrentam em ultrapassar obstáculos, como subir calçadas e degraus, por exemplo, podem estar com seus dias contados. Um dia após ser comemorado o Dia Internacional das Pessoas com Deficiência, celebrado nesta quarta-feira, surge no interior de São Paulo, uma cadeira com rampas elétricas acopladas. O protótipo foi desenvolvido pelos alunos Guilherme Serafim e Hotto Paiva Neto, do curso de Tecnologia em Mecatrônica Industrial, da Universidade de Franca (UNIFRAN), para o Projeto de Conclusão de Curso (TCC).

"Queríamos desenvolver um projeto que pudesse unir mecatrônica com  área da acessibilidade, da medicina. Foi então que surgiu a ideia de se construir um protótipo utilizando uma cadeira de rodas", explica o Professor do curso de Tecnologia em Mecatrônica Industrial da UNIFRAN, Ricardo David, orientador do trabalho que contou também com a coorientação dos professores Antônio Marangoni e André Curvello.

O trabalho foi produzido em 10 meses contínuos. Até o momento, não houve testes com pessoas deficientes e as avaliações estão previstas para iniciar em fevereiro de 2015. Com este modelo de cadeira de rodas, se torna mais fácil o deslocamento do deficiente físico em locais rotineiros como bancos, supermercados e outros estabelecimentos onde não há rampas de acesso. “A ideia é dar autonomia aos usuários no momento em que acessam calçadas públicas”, argumenta o professor.

Este trabalho conquistou um prêmio de R$4.000,00 no 1° Prêmio de Tecnologia e Inovação da Associação do Comércio e Indústria de Franca (ACIF). “Com a premiação que pretendemos investir mais na cadeira, aprimorando e melhorando o que precisa ser mudado para que o projeto não fique somente no protótipo e se torne um produto viável para fabricação industrial” afirmam os alunos. Já há uma empresa interessada em viabilizar o modelo para o mercado.

Segundo o coordenador do curso, Henrique José da Silva, o apoio dos professores, alunos e do Polo Francano de Tecnologia e Inovação, foi fundamental para conquistar o prêmio. “A ideia do prêmio cria oportunidades de continuidade e aplicabilidade real para os projetos desenvolvidos na Universidade”, finaliza Silva.

FONTE - http://odia.ig.com.br/noticia/brasil/2014-12-04/estudantes-criam-cadeira-de-rodas-com-rampas-de-acesso-acopladas.html

domingo, 5 de janeiro de 2014

SURDOS/TRABALHO - Inclusão de cozinheiros surdos no Vietnã (Pão da Vida)

Restaurante tem cozinheiros e funcionários surdos no Vietnã


A confusão habitual na cozinha de qualquer restaurante do mundo se reduz no vietnamita "Bread of Life" (Pão da vida) com o notável silêncio de seus cozinheiros deficientes auditivos. Os 19 comandantes da cozinha são surdos e gesticulam sem descanso para se comunicar enquanto salteiam verduras, fritam carne, amassam ou ligam molhos.

"Quando chegam, muitos deles são tímidos, não estão acostumados a falar com gente e é a primeira vez que trabalham", comenou Hô Thi Phuong Thao, uma jovem vietnamita que é uma das encarregadas do local desde sua abertura, em 2005. "Mas depois de um ano ganham confiança e os vejo muito contentes. Inclusive se formaram casais", acrescentou com um sorriso no rosto.
A cozinheira Nguyen Thi Li Na, 26 anos, fica vermelha quando Thao pergunta na linguagem de sinais por seu namorado, um cozinheiro surdo por quem se apaixonou há há dois anos e com quem deve se casar nos próximos meses.
Um dos aspectos que mais agradece de seu trabalho atual é o contato com os clientes, em sua maioria turistas ou residentes estrangeiros, já que o restaurante é especializado em pratos ocidentais, como hambúrgueres e pizza, contou Li Na.
"Quando temos tempo mostramos alguns sinais aos turistas. Eles muito e nós também. Antes de trabalhar aqui quase não tinha contato com ninguém exceto minha família. Foi um desafio conhecer gente diferente e fazer novos amigos", disse a cozinheira.
Os garçons e os encarregados, quase todos com capacidade auditiva normal, tiveram que aprender a linguagem de sinais para poderem se comunicar com os cozinheiros. "Demorei quase um mês para me entender de maneira básica com eles. É muito fácil", comentou Thao.
A cozinheira Li Na tinha noções da linguagem de sinais antes de começar a trabalhar no restaurante, mas outros companheiros seus tiveram que aprender lá mesmo, com a ajuda de um professor. "Agora são os veteranos que ensinam a linguagem aos novos", elogiou Thao.
A americana Kathleen Huff e seu marido Bob fundaram este projeto na cidade de Danang.
"Queríamos ajudar, mas também demonstrar aos vietnamitas que os surdos são capazes. São inteligentes e podem aprender muitos ofícios, mas muito poucos têm um emprego no Vietnã", indica Kathleen.
O casal Huff também iniciou cursos de formação profissional e aulas de inglês para deficientes, porque o restaurante só pode acolher uma pequena parte dos surdos da região.
Segundo Kathleen, 80% dos surdos vietnamitas são analfabetos e muitos deles nem conhecem a existência da linguagem de sinais, principalmente os que vivem em áreas rurais.
Embora existam 85 escolas para surdos no Vietnã, a americana acredita que esse número é insuficiente, além de muitas famílias nunca terem ouvido falar sobre estes centros especializados.
"Muitos vão por poucos anos ao colégio convencional, mas abandonam rapidamente ao não podem acompanhar o ritmo. Demora normalmente dois anos para passar de ano, de modo que com 18 anos estariam no primário ainda", explica Kahtleen. "O objetivo de 'Bread of Life' é conseguir que os surdos sejam donos de seu destino", completou.
FONTES - EFE http://culinaria.terra.com.br/,a08f681c2c253410VgnCLD2000000dc6eb0aRCRD.html

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

PARALISIA CEREBRAL/INCLUSÃO - Homem curitibano relata sua história de superação e inclusão escolar

HOMEM COM PARALISIA CEREBRAL CONTA A SUA HISTÓRIA ( E SUPERAÇÃO DE BARREIRAS)

(imagem - foto colorida de um  homem em uma cadeira de rodas motorizada, e uma rua da cidade onde mora, Curitiba, vestindo uma calça azul claro e uma blusa azul escuro, com pessoas caminhando atrás dele, totalmente independente, caso as calçadas sejam acessíveis, e nosso olhar não seja piedoso - fotografia de Gerson Khaina, matéria de Giselle Ulbrich)

Ser uma pessoa com uma paralisia cerebral (que não é um "portador" e sim um cidadão com deficiência física -informa o DefNet), é uma sentença para se levar a vida inteira dependente e sem conquistas próprias? Certo? Errado!

Para o contador  Mauro Sérgio Langoswski, de 37 anos, a afirmação é totalmente falsa e prova isto contando a sua história. Ele não só estudou, conquistou sua casa própria e se formou bacharel em Ciências Contábeis como ganhou o 2º lugar num prêmio científico do Conselho Estadual de Contabilidade.

Mauro tem paralisia cerebral de nascença, por problema de parto. Ele conta que viveu 21 anos em casa, numa colônia polonesa em Colombo, sob os cuidados da família, até que conheceu um grupo de amigos com deficiência. Os amigos lhe mostraram que a vida de uma pessoa especial pode ter novos horizontes e o estimularam a estudar. Através do curso supletivo, fez os ensinos fundamental e médio,e , no dia que pegou o diploma, já tinha sido aprovado no vestibular na Facinter para o curso de Ciências Contábeis. Fez o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem)  e conseguiu bolsa de estudos para custear a faculdade.

Por causa da deficiência Mauro tem problemas na fala e anda de cadeira de rodas. Mas recebeu o apoio e o carinho de muita gente. Fez trabalhos e provas orais e, depois de quatro anos e meio de muita batalha, se formou com louvor no dia 30 de abril.  Tirou nota 9,6 no seu trabalho de conclusão de curso (TCC), o que levou a coordenadora do curso, Viviane da Costa Freitag,  a inscrever o trabalho no prêmio anual do Conselho Estadual de Contabilidade. O trabalho ficou tão bom que Mauro ficou entre os 20 finalistas e conquistou o segundo lugar.

DIFICULDADES
Mauro nunca andou e depende de cadeira de rodas para se locomover. Na época em que ainda fazia faculdade, apesar de já ter comprado sua casa na Tatuquara, teve dificuldades para andar nas ruas esburacadas e sem asfalto, o que resultou na quebra de algumas cadeiras. Para evitar o deslocamento tão longo e os consertos e compras de novas cadeiras, conseguiu um quarto na casa do estudante universitário (CEU) , onde morou até o final do curso universitário.
Mauro se orgulha de fazer quase tudo sozinho. As poucas coisas que ele não consegue fazer são comer sozinho, escrever usando caneta,  e fazer a barba. "O resto eu faço tudo sozinho sem a ajuda de ninguém", disse o contador.
fonte - http://www.parana-online.com.br/editoria/cidades/news/706490/?noticia=HOMEM+COM+PARALISIA+CEREBRAL+CONTA+SUA+HISTORIA

LEIAM TAMBÉM NO MEU BLOG INFOATIVO.DEFNET -  

FREUD E A "INVENÇÃO" DA PARALISIA CEREBRAL http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2010/09/freud-e-invencao-da-paralisia-cerebral.html

domingo, 11 de agosto de 2013

TECNOLOGIAS/PESSOAS COM DEFICIÊNCIA - Dispositivo dá autonomia a pessoas com deficiência nas praias da Grécia

Gregos com deficiências nadam graças a cadeira a energia solar

Dispositivo Seatrac permite que pessoas entrem e saiam do mar sozinhas.
Equipe tenta vender aparelho a Croácia, França, Emirados Árabes e Israel

 Lefteris Theofilou, de 52 anos, que sofre de paraplegia, entra no mar com a ajuda do "Seatrac", dispositivo movido a energia solar que permite pessoas com deficiência entrem e saiam do mar de forma autônoma, em praia de Alepochori, no oeste de Atenas, no dia 12 de julho  (Foto: Yorgos Karahalis/Reuters)
(imagem - foto colorida de uma pessoa com deficiência, a contraluz, com sol à sua frente, cujo nome é Lefteris Theofilou, de 52 anos, que sofre de paraplegia, ao entrar no mar com a ajuda do Seatrac, dispositivo movido a energia solara, em praia de Alepochori, no oeste de Atenas, no dia 12 de julho - fotograifa Yorgos Karahalis/Reuters)

Pessoas com deficiências físicas podem nadar sozinhas na Grécia graças a uma cadeira movida a energia solar desenvolvida por uma equipe de cientistas. O dispositivo Seatrac permite que os indivíduos entrem e saiam da água de forma autônoma, por meio de um trilho que os leva até o mar e os traz de volta à areia.
O aparelho foi criado em 2008 e protegido por leis de patente europeias e americanas. Ele opera sobre um mecanismo de controle fixo, que permite que até 30 cadeiras de rodas sejam movidas diariamente para dentro e fora do mar.
Atualmente, 11 dispositivos Seatrac estão instalados na Grécia, um país com milhares de ilhas e uma das maiores costas do mundo. Os pesquisadores tentam agora expandir o negócio: o produto já foi exportado para o Chipre, e há negociações com países como Croácia, França, Emirados Árabes Unidos e Israel.
Os criadores do dispositivo também se beneficiaram do clima da Grécia, onde faz sol quase o ano todo, mas ainda há pouca acessibilidade para pessoas com deficiência. Além disso, o Seatrac pode ser configurado facilmente em praias sem rede elétrica e desinstalado ao fim da temporada, sem danos para o meio ambiente.
A equipe espera que o aparelho impulsione o turismo no Mediterrâneo, o setor mais lucrativo da região. Os cientistas lamentam, porém, a falta de apoio das autoridades locais, que compraram o dispositivo por R$ 90.810 cada, e são responsáveis pela manutenção após o primeiro ano de uso.
Paralisado da cintura para baixo, o mecânico Lefteris Theofilou, de 52 anos, passou quase metade da vida ligado a uma cadeira de rodas. Ele lembra como se fosse um sonho a primeira vez que a cadeira movida a energia solar lhe permitiu nadar sozinho no mar grego, em uma noite quente de verão.
Ele se sentou na cadeira e, ao apartar um botão, subiu nela sem ajuda e andou 20 metros pela costa até a água.
"Temos milhares de praias, as mais belas do mundo, e ainda assim não somos capazes de nadar nelas? Isso faz você se sentir livre e capaz de coisas que não poderia imaginar que faria em seu próprio país", disse. "Esses caras criaram uma coisa incrível, e ainda tropeçamos em problemas do Estado. Esse é o desleixo do Terceiro Mundo", afirmou Theofilou.
O engenheiro Ignatios Fotiou, um dos inventores do Seatrac, comparou a falta de apoio do governo à "construção de um apartamento de cobertura sem um edifício embaixo dele".
Em uma praia movimentada na cidade costeira de Alepochori, perto de Atenas, vandalismo e roubos de painéis solares são comuns. Se alguma coisa quebra, os moradores dizem que pode levar dias para o município corrigir o problema, o que às vezes é adiado ainda mais por trabalhadores em greve. Muitas vezes, adolescentes também usam a máquina como trampolim de mergulho.
O grego Minas Georgakis – cuja mulher, Matoula Kastrioti, de 46 anos, sofre de esclerose múltipla e está em uma cadeira de rodas – disse que precisou tomar o assunto nas próprias mãos, porque a ajuda da administração local "simplesmente não existe".
Com pranchas de madeira, ele construiu uma rampa adicional para permitir o acesso ao Seatrac, já que as cadeiras de roda convencionais não podem ser conduzidas sobre a areia. Mesmo assim, o caminho que leva até o dispositivo é frequentemente bloqueado por motocicletas estacionadas e lixo não recolhido.

segunda-feira, 1 de abril de 2013

ASPERGER/AUTONOMIA - Jovem mexicano reivindica afirmação de sua autonomia legal

Jovem com síndrome de Asperger luta contra a lei que o incapacita no México

Um jovem de 24 anos diagnosticado com síndrome de Asperger reivindicou perante a Corte Suprema do México a constitucionalidade de uma lei que o considera incapaz e o condena a viver toda sua vida tutelado por ser como um menor de idade.
O caso de Ricardo Adair Coronel Robles é o primeiro do mundo em que se analisa a constitucionalidade de uma lei à luz da Convenção da ONU sobre os Direitos das Pessoas com DEFICIÊNCIAS (2007), à qual o México aderiu em maio de 2008, conforme disse o advogado do jovem, Andrés Aguinaco, à Agência Efe.
A batalha do jovem começou há quase cinco anos, quando seus pais pediram que o classificassem em estado de "interdição", como se denomina na Cidade do México o status legal que é atribuído à maioria das pessoas com alguma incapacidade.
"(Asperger) é um tipo de autismo, é o mais funcional. Dificulta principalmente nas relações com as pessoas e em conversas longas" , explicou Ricardo à Efe na porta do Museu Soumaya, na Cidade do México, onde trabalha como estagiário.
Há anos os advogados do Centro Estratégico de Impacto Social (CIES) explicaram a Ricardo que sob um "estado de interdição" ele seria "como um menor de idade" durante toda sua vida e teria que estar submetido às ordens de um tutor.
Ricardo e seus pais se contrapuseram a esta circunstância e em 2011 apresentaram um recurso contra o governo da Cidade do México e o Congresso local alegando que com essa legislação do Código Civil local violavam os direitos humanos ao não reconhecerem sua capacidade jurídica plena.
Atualmente o jovem necessita do tutor, sua mãe, para dirigir um carro, usar um cartão de crédito, abrir uma conta no banco, tirar o passaporte ou ter cadastro na Seguridade Social.
"Se me casar, o tutor tem que autorizar, tem que assinar. Aí depende se o casal lhe agradar ou se considerar a nora adequada para seu filho. Se não for assim, já não posso me casar", lamentou Ricardo.
O jovem terminou o bacharelado, é técnico em alimentos e bebidas, e concluiu a graduação na Universidade Anáhuac dirigida a pessoas com incapacidade.
No último dia 6 de março a Suprema Corte de Justiça da Nação (SCJN) decidiu pegar o caso e se declarou competente para resolvê-lo, o que acontecerá em poucos meses.
Para o advogado, o caso de Ricardo Adair é paradigmático e pode transformá-lo "em um ícone" para as pessoas com capacidades diferentes que queiram ser "donas da sua própria vida" no país e na região.
"No México e em todos os países da América Latina temos o mesmo modelo de tutela (...) que é o mesmo desde o Código Napoleônico, desde o 'pater familias' em Roma", lembrou.
Frente a ele está agora o artigo 12 da Convenção da ONU para incapacitados, que estabelece que estas pessoas "têm o direito ao reconhecimento de sua personalidade jurídica" e "capacidade de exercê-la em igualdade de circunstâncias".
Em sua batalha legal, Ricardo Adair enfrentou situações paradoxais, como quando um juiz rejeitou que fosse ele mesmo a assinar o recurso contra seu estado de interdição - por ser incapaz.
Chegar até a Corte Suprema, disse o advogado, ajuda a tornar visíveis "os problemas que há de violações de direitos humanos de pessoas com incapacidade, que até agora estavam, diria eu, um pouquinho no escuro no México", e que são "importantes e transcendentes".
Se o Supremo declarar a interdição como inconstitucional haveria "uma mudança de paradigma" no México, pois se passaria de um modelo como o atual, mediado por tutores, a outro "de tomada de decisões com apoios", impulsionado pela Convenção da ONU.
O psicólogo Diego Reza, que trabalha há 25 anos com pessoas dentro do espectro autista, lembra que os manuais da Organização Mundial da Saúde (OMS) e da Associação Psiquiátrica Americana (APA, em inglês) "não falam de incapacidade como característica de Asperger", e sim de "dificuldade ou falhas" na socialização.
"Isso quer dizer que trabalhando com eles é possível alcançar níveis de desempenho social onde não podemos falar de uma incapacidade. Uma dificuldade pode ir sendo remediada", especificou.
FONTE - http://saude.terra.com.br/jovem-com-sindrome-de-asperger-luta-contra-a-lei-que-o-incapacita-no-mexico,0627a7af252bd310VgnCLD2000000ec6eb0aRCRD.html
LEIAM TAMBÉM SOBRE ASPERGER NO MEU BLOG INFOATIVO.DEFNET - 

ASPERGER, UMA SÍNDROME DE MENTES BRILHANTES OU NÃO? http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2011/11/asperger-uma-sindrome-de-mentes.html