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sábado, 6 de dezembro de 2014

TECNOLOGIA ASSISTIVA/CADEIRA DE RODAS - Estudantes de Franca criam cadeira com rampas acopladas

Estudantes criam cadeira de rodas com rampas de acesso acopladas

Alunos de universidade paulista desenvolvem projeto que dá mais autonomia a deficientes físicos. Inovação foi premiada














(imagem - foto colorida da matéria,  com duas pessoas atravessando uma rua na faixa de pedestres, apoiando uma cadeira de rodas com as rampas acopladas que se apoiam na calçada, com a legenda de que esta cadeira dar mais autonomia a cadeirantes) 

São Paulo - As dificuldades que cadeirantes enfrentam em ultrapassar obstáculos, como subir calçadas e degraus, por exemplo, podem estar com seus dias contados. Um dia após ser comemorado o Dia Internacional das Pessoas com Deficiência, celebrado nesta quarta-feira, surge no interior de São Paulo, uma cadeira com rampas elétricas acopladas. O protótipo foi desenvolvido pelos alunos Guilherme Serafim e Hotto Paiva Neto, do curso de Tecnologia em Mecatrônica Industrial, da Universidade de Franca (UNIFRAN), para o Projeto de Conclusão de Curso (TCC).

"Queríamos desenvolver um projeto que pudesse unir mecatrônica com  área da acessibilidade, da medicina. Foi então que surgiu a ideia de se construir um protótipo utilizando uma cadeira de rodas", explica o Professor do curso de Tecnologia em Mecatrônica Industrial da UNIFRAN, Ricardo David, orientador do trabalho que contou também com a coorientação dos professores Antônio Marangoni e André Curvello.

O trabalho foi produzido em 10 meses contínuos. Até o momento, não houve testes com pessoas deficientes e as avaliações estão previstas para iniciar em fevereiro de 2015. Com este modelo de cadeira de rodas, se torna mais fácil o deslocamento do deficiente físico em locais rotineiros como bancos, supermercados e outros estabelecimentos onde não há rampas de acesso. “A ideia é dar autonomia aos usuários no momento em que acessam calçadas públicas”, argumenta o professor.

Este trabalho conquistou um prêmio de R$4.000,00 no 1° Prêmio de Tecnologia e Inovação da Associação do Comércio e Indústria de Franca (ACIF). “Com a premiação que pretendemos investir mais na cadeira, aprimorando e melhorando o que precisa ser mudado para que o projeto não fique somente no protótipo e se torne um produto viável para fabricação industrial” afirmam os alunos. Já há uma empresa interessada em viabilizar o modelo para o mercado.

Segundo o coordenador do curso, Henrique José da Silva, o apoio dos professores, alunos e do Polo Francano de Tecnologia e Inovação, foi fundamental para conquistar o prêmio. “A ideia do prêmio cria oportunidades de continuidade e aplicabilidade real para os projetos desenvolvidos na Universidade”, finaliza Silva.

FONTE - http://odia.ig.com.br/noticia/brasil/2014-12-04/estudantes-criam-cadeira-de-rodas-com-rampas-de-acesso-acopladas.html

domingo, 9 de junho de 2013

ACESSIBILIDADE CULTURAL/MUSEUS - Em São Paulo verba de R$1,2 milhão para ampliar acesso de cegos e surdos

Museu terá verba para 'traduzir' obras para cegos e surdos

JAIRO MARQUES
O deficiente visual Olavo de Barros interpreta obra em relevo na Fundação Dorina Nowill
(Imagem - foto colorida de uma pessoa cega, cujas mãos tocam um relevo como de um fóssil exibido em um museu de SP, na matéria com a legenda - O deficiente visual Olavo de Barros interpreta obra em relevo na Fundação Dorina Nowill)

Os museus de São Paulo vão dispor de uma verba de R$ 1,2 milhão para tomarem medidas que possibilitem que visitantes com deficiência visual e auditiva consigam explorar seus acervos de maneira mais completa.

O dinheiro vai poder ser usado na implantação de recursos de comunicação em acervos temporários ou de longa duração.

Pessoas cegas, por exemplo, precisam de audiodescrição (recurso que narra com detalhes uma situação, objeto ou cena) ou imagens em relevo para terem uma melhor compreensão de uma obra.

Os surdos podem precisar de um intérprete de libras --língua brasileira de sinais-- ou de legendas para entenderem com mais desenvoltura determinada exibição.
A medida faz parte do programa de incentivo à cultura da Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo.

Vão ser escolhidos 12 projetos que serão contemplados com verbas que variam de R$ 75 mil a R$ 137,5 mil. Pelo menos quatro deles devem ser do interior ou do litoral.
Os museus que tiverem suas iniciativas aprovadas vão ter de dar uma "contrapartida social" ao governo, como garantia de ingressos gratuitos para idosos ou ações específicas para esse público, entre outras iniciativas.

Para advogada Thays Martinez, a primeira pessoa cega a garantir acesso ao metrô de São Paulo com um cão-guia, a medida é importante, "desde que seja bem realizada".
"É preciso ter muito critério na seleção desses projetos para que eles sejam mesmo úteis. Há casos em que oportunistas pegam o dinheiro público e, em troca, oferecem um recurso precário que não ajuda ninguém."

De acordo com a secretaria, os projetos serão avaliados por um grupo de especialistas do segmento.

As inscrições podem ser feitas até 19 de julho pelo site www.cultura.sp.gov.br.
O Museu de História da USP concluiu anteontem, após dois meses, uma reforma de acessibilidade.

sábado, 9 de março de 2013

EDUCAÇÃO INCLUSIVA/ACESSIBILIDADE - Em SP o Governo Estadual adaptará 50% das escolas até 2020

Governo paulista quer adaptar metade das escolas até 2020. MP acha insuficiente
Embora o prazo para adaptação de todas as escolas tenha vencido em 2007, censo escolar do MEC indica que apenas 25% delas têm algum tipo de acessibilidade
Governo paulista quer adaptar metade das escolas até 2020. MP acha insuficiente

(imagem - o interior de uma escola com uma pessoa cega com sua bengala branca diante de uma escadaria - Garantidas por lei, instalações acessíveis ainda não são oferecidas pela rede estadual de educação paulista - fotografia de Fabio Pozzobon/Abr)
São Paulo – O Ministério Público Estadual de São Paulo (MP-SP) apura diversos inquéritos civis sobre a falta de rampas, elevadores, corrimões e banheiros adaptados, entre outras obras de acessibilidade física, e também da oferta de atendimento escolar especializado para alunos com algum tipo de deficiência, bem como de suporte especial e de auxiliares em sala de aula para professores do ensino regular – a chamada acessibilidade pedagógica.
Segundo o promotor de Justiça do Grupo Especial de Educação do MP, João Paulo Faustinoni e Silva, há inquéritos com origem em reclamações específicas, como aquelas de pais que não conseguem matricular seus filhos porque a escola não tem condições físicas adequadas, e um mais amplo, que busca soluções para problemas dessa natureza nos mais de 5.200 estabelecimentos em todo o estado. 
“Nós já estamos negociando uma solução com a Secretaria Estadual da Educação. Uma proposta apresentada, que consideramos insatisfatória, pretende tornar acessível metade dos prédios até 2020”, disse o promotor. “Não concordamos porque o direito à acessibilidade já está garantido.”
O promotor disse que em dezembro passado começou a ser discutido outro acordo para garantir acessibilidade completa, conforme as normas oficiais, em 300 prédios por ano. E outros, excluídos desse grupo, receberiam obras de adequação parcial, como instalação de banheiro e rampa provisória, até que fossem incluídos no cronograma de adequação total.
Essa proposta ainda vai ser avaliada pelo grupo de educação, que terá apoio de promotores da área de pessoas com deficiência de outras comarcas. “Vamos começar a avaliar o que a proposta traz de adequado, de inadequado e a maneira pela qual vamos atuar em relação a isso. Precisamos ainda de alguns dados complementares já que este projeto exclui as escolas tombadas e também saber, entre outras coisas, como isso seria distribuído no estado.”
Dados do Censo Escolar 2011, do Ministério da Educação (MEC), mostram que na época do levantamento a rede estadual paulista tinha 4.818 escolas de ensino fundamental, das quais 1.268 eram consideradas acessíveis. Desse total, apenas 611 tinham dependências e vias adequadas; em 970 havia banheiros adequados e 906 não tinham nenhuma de suas dependências em condições de receber pessoas com deficiência. 

Prazo expirou

Pela lei estadual de acessibilidade (11.263/2002), o prazo para adequação total dos prédios expirou em 2007. Na época, o então governador José Serra (PSDB) apresentou um plano para adaptar, pelo menos, metade das escolas até 2010. “Estou cobrando essa informação da secretaria da Educação para entender os motivos orçamentários e operacionais que impediram o cumprimento.” 
Segundo o promotor Faustinoni e Silva, ingressar com ação civil pública cobrando acessibilidade em todas as escolas não é uma estratégia eficaz. Por isso, ele pretende firmar um acordo adequado e razoável que pode trazer resposta mais efetiva e em prazo mais curto. “Se essa negociação não avançar, aí a saída vai ser judicializar mesmo”, disse. 
Conforme o promotor, a rede municipal de São Paulo está um pouco mais avançada em termos de acessibilidade pedagógica. Ele destacou um programa de acolhimento das crianças com deficiência na escola, que conta com auxiliar da rede escolar, profissional que tem autonomia para atividades diárias de higiene e alimentação, por exemplo. Outra iniciativa é a criação de centros regionais de formação e apoio à inclusão, que dão suporte pedagógico às escolas em questões de acolhimento e atenção às especificidades de cada um. Já na rede estadual, segundo ele, há apenas um Centro de Apoio Pedagógico, localizado na capital. Por isso, o MP tem cobrado da secretaria uma nova proposta descentralizada para lidar com a inclusão e que crie estruturas próximas às escolas para dar apoio aos professores. “Assim torna-se possível diagnosticar com mais facilidade aqueles alunos que precisam de atenção especial”. 
Ainda segundo o promotor, o governo estadual desenvolveu materiais, ofereceu cursos, mas esse investimento ainda não foi convertido em melhorias concretas nas escolas. “Faltam acessibilidade física, pedagógica e atitudes inclusivas na escola, onde a criança está.”
No começo do mês, um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) assinado entre o Ministério Público Estadual e o governo paulista determinou que a partir do próximo dia 19 as escolas estaduais deverão dispor de profissionais cuidadores para auxiliar os professores em sala de aula. O termo prevê, até 2014, o acompanhamento de profissional capacitado para atender às diferentes necessidades dos alunos com deficiência. O professor que identificar a necessidade de apoio de outro profissional no acompanhamento de alunos deverá notificar a direção da escola, que fará a solicitação à Diretoria de Ensino da região.
Em nota, a Secretaria Estadual da Educação informou que seu plano de acessibilidade prevê atender de forma gradativa a todas as escolas da rede, respeitando o orçamento anual da pasta e que são 1.014 as escolas com acessibilidade. Nos últimos dez anos, foi investido mais de R$ 1,164 bilhão em obras de acessibilidade e em 2012, R$ 208 milhões na adaptação de 130 escolas. No ano anterior, mais de R$ 60 milhões para adaptar 78 unidades. Estão em execução ou processo de licitação cerca de 346 escolas em todo o estado. 
Ainda conforme a nota, o plano – que foi apresentado ao MP-SP – prevê a oferta de escola com acessibilidade em todas as áreas urbanas no alcance de um raio de dois quilômetros da residência dos estudantes e de um raio de 15 quilômetros em áreas rurais; todas as escolas estaduais são inclusivas – caso não seja possível o atendimento de um estudante na rede regular de ensino devido ao elevado nível da deficiência, ele é assistido por instituições credenciadas – e são oferecidas 1.421 salas de recursos multifuncionais para auxiliar o aprendizado dos 60.044 alunos com deficiência matriculados em todo o estado. 
FONTE - http://www.redebrasilatual.com.br/temas/educacao/2013/03/acessibilidade-governo-estadual-paulista-quer-adaptar-metade-das-escolas-ate-2020.-mp-acha-pouco
LEIAM TAMBÉM SOBRE O TEMA NO MEU BLOG INFOATIVO.DEFNET - 

DIREITOS HUMANOS COMO QUESTÃO PARA A EDUCAÇÃO INCLUSIVA http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2010/05/imagem-publicada-uma-foto-de-tres.html

sexta-feira, 1 de março de 2013

EDUCAÇÃO INCLUSIVA/LEIS - Ministério Público de SP lança TAC para Auxiliar Cuidador nas Escolas e Guia para Promotores

Escolas paulistas terão cuidador para alunos com necessidades Educacionais especiais
Medida resulta de Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) entre governo de São Paulo e Ministério Público Estadual
São Paulo – A partir do próximo dia 19, o governo de São Paulo terá de dispor de profissionais cuidadores para auxiliar os professores da rede pública de ensino no trabalho com alunos deficientes em todo o estado. A medida resulta de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), que será assinado no próximo dia 18, conforme disse hoje (1º) o promotor de Justiça de Direitos Humanos Júlio César Botelho no Seminário de Educação Inclusiva: Teoria e Prática, realizado na sede do Ministério Público Estadual (MP), no centro da capital.
Botelho contou que o termo prevê, até 2014, o acompanhamento de um profissional específico à necessidade, a todo aluno que necessitar de algum tipo de auxílio para acompanhar as aulas. “Nós não restringimos o cuidador ao aluno com mobilidade reduzida. Por exemplo, um autista não tem dificuldades motoras e pode, mesmo assim, precisar de auxílio. O objetivo é permitir a efetiva inclusão de todo aluno que precise de auxílio no processo de aprendizagem ou de qualquer outro suporte durante as atividades escolares”, disse.
O funcionamento do processo se dará no corpo escolar. O professor que identificar a necessidade de apoio de outro profissional no acompanhamento de alunos deverá notificar a direção da escola, que fará a solicitação à Diretoria de Ensino da região.
A Secretaria de Estado da Educação não confirmou que a assinatura do termo se dará na data informada pelo promotor.
O promotor afirmou que este é só o primeiro de cinco TACs que devem ser estabelecidos entre e o Ministério Público e o governo estadual. Os outros termos em discussão dispõem sobre ensino e utilização da linguagem brasileira de sinais (libras) nas escolas; sobre atenção a crianças autistas; sobre o transporte escolar de alunos com mobilidade reduzida e sobre a acessibilidade física dos prédios. De acordo com Botelho, o governo Alckmin ainda está bastante atrasado no desenvolvimento de políticas públicas que realizem a inclusão na prática.
“No âmbito do Estado de São Paulo, nós identificamos uma morosidade na garantia desses direitos. Existe uma estrutura, bastante arcaica, que é o Centro de Apoio Pedagógico Especializado (Cape), sediado na capital com a função de dar suporte para o estado inteiro. Me parece que faltam políticas públicas na esfera estadual que contemplem essas áreas de maneira eficiente. Afinal, porque é que o Ministério Público tem de criar um acordo para que o estado cumpra? Seria muito mais adequado que a secretaria não dependesse do MP e desenvolvesse a sua política”, analisa Botelho.
Durante o seminário foi lançado o "Guia Prático: O Direito de Todos à Educação", fruto de uma parceira entre o Ministério Público e a ONG Sorri-Brasil, que atua na área dos direitos de pessoas com deficiência. O guia é voltado à orientação de promotores públicos em questões relacionadas a inclusão na educação. 
Participaram do evento as secretárias de pessoas com deficiência do estado, Linamara Rizzo Battistella, e do município, Marianne Pinotti, representantes das secretarias estadual e municipal de educação, da Sorri-Brasil e promotores de diversas regiões do estado.
FONTE - http://www.redebrasilatual.com.br/temas/educacao/2013/03/escolas-estaduais-paulistas-deverao-ter-cuidador-para-auxiliar-criancas-com-necessidades-especiais
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O JUQUINHA, E SUA CADEIRA , por uma Educação Diferente http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2011/07/juquinha-e-sua-cadeira-por-um-educacao.html