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segunda-feira, 24 de junho de 2013

CEGOS/LIVROS DIGITAIS - Stevie Wonder clama por livros e acessibilidade para pessoas cegas na OMPI

Stevie Wonder pede maior acesso de livros para pessoas com deficiência visual

Músico e Mensageiro da Paz da ONU defende acordo internacional para o setor; mais de 600 negociadores participam de reunião da Organização Mundial da Propriedade Intelectual, no Marrocos.
Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York. 
(imagem - fotografia do cantor Stevie Wonder, com o símbolo da ONU- Nações Unidas ao fundo) 
A Organização Mundial da Propriedade Intelectual, Ompi, está realizando uma reunião em Marrakech, no Marrocos, sobre como facilitar o acesso de livros e outras publicações para pessoas com deficiências visuais.
Mais de 600 negociadores dos 186 países membros da Ompi participam do encontro. Eles tem até o dia 28 de junho para definir um acordo sobre o tema.
Presente
O músico e mensageiro de paz da ONU, Stevie Wonder, enviou uma mensagem de vídeo aos diplomatas, onde apela à assinatura do tratado internacional.
Stevie Wonder disse que os cegos do mundo todo estão contando com os negociadores no Marrocos. Para o músico, a assinatura do acordo representa "o legado e um presente para as gerações futuras". 
Para o cantor e compositor, o novo tratado poderá "abrir as portas para os tesouros escritos do mundo, levando a um futuro onde não há barreiras para a expansão do conhecimento e do prazer da cultura, mesmo para as pessoas com deficiência visual".
Braille e Áudio
Stevie Wonder garante que caso o acordo seja alcançado, ele irá para Marrakech celebrar com as delegações que participam da reunião da Ompi.
Segundo a agência da ONU, o tratado que está sendo negociado ampliaria o acesso cegos a livros e outras publicações em formatos como Braille, audiolivros ou impressões com letras grandes.
Uma pesquisa da Ompi feita em 2006 descobriu que apenas 60 países têm cláusulas em suas leis de direitos autorais estabelecendo regras especiais em benefício das pessoas com deficiência visual, como versões de livros em Braille ou em áudio.
A União Mundial dos Cegos calcula que de 1 milhão de livros publicados por ano, menos de 5% estão em formatos acessíveis a esse público.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde, existem mais de 314 milhões de cegos e deficientes visuais no mundo e 90% vivem em países em desenvolvimento.
LEIAM TAMBÉM NO BLOG  INFOATIVO.DEFNET - 

UMA LUZ NO FIM DO LIVRO http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2010/09/uma-luz-no-fim-do-livro.html

domingo, 9 de junho de 2013

ACESSIBILIDADE CULTURAL/MUSEUS - Em São Paulo verba de R$1,2 milhão para ampliar acesso de cegos e surdos

Museu terá verba para 'traduzir' obras para cegos e surdos

JAIRO MARQUES
O deficiente visual Olavo de Barros interpreta obra em relevo na Fundação Dorina Nowill
(Imagem - foto colorida de uma pessoa cega, cujas mãos tocam um relevo como de um fóssil exibido em um museu de SP, na matéria com a legenda - O deficiente visual Olavo de Barros interpreta obra em relevo na Fundação Dorina Nowill)

Os museus de São Paulo vão dispor de uma verba de R$ 1,2 milhão para tomarem medidas que possibilitem que visitantes com deficiência visual e auditiva consigam explorar seus acervos de maneira mais completa.

O dinheiro vai poder ser usado na implantação de recursos de comunicação em acervos temporários ou de longa duração.

Pessoas cegas, por exemplo, precisam de audiodescrição (recurso que narra com detalhes uma situação, objeto ou cena) ou imagens em relevo para terem uma melhor compreensão de uma obra.

Os surdos podem precisar de um intérprete de libras --língua brasileira de sinais-- ou de legendas para entenderem com mais desenvoltura determinada exibição.
A medida faz parte do programa de incentivo à cultura da Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo.

Vão ser escolhidos 12 projetos que serão contemplados com verbas que variam de R$ 75 mil a R$ 137,5 mil. Pelo menos quatro deles devem ser do interior ou do litoral.
Os museus que tiverem suas iniciativas aprovadas vão ter de dar uma "contrapartida social" ao governo, como garantia de ingressos gratuitos para idosos ou ações específicas para esse público, entre outras iniciativas.

Para advogada Thays Martinez, a primeira pessoa cega a garantir acesso ao metrô de São Paulo com um cão-guia, a medida é importante, "desde que seja bem realizada".
"É preciso ter muito critério na seleção desses projetos para que eles sejam mesmo úteis. Há casos em que oportunistas pegam o dinheiro público e, em troca, oferecem um recurso precário que não ajuda ninguém."

De acordo com a secretaria, os projetos serão avaliados por um grupo de especialistas do segmento.

As inscrições podem ser feitas até 19 de julho pelo site www.cultura.sp.gov.br.
O Museu de História da USP concluiu anteontem, após dois meses, uma reforma de acessibilidade.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

SURDEZ/ARTES - Companhia de Teatro "MÃOS LIVRES" faz espetáculo em Manaus

‘Palhaços Surdos na Estação’ é a atração do projeto Pôr-do-Sol

Espetáculo será realizado neste domingo, 24, na Estação das Docas.
Companhia é o primeiro grupo de atores surdos da Amazônia.


Companhia de Teatro Mãos Livres Belém (Foto: Divulgação)
*(imagem - foto colorida da Companhia de Teatro Mãos Livres com quatro pessoas surdas caracterizadas como palhaços - foto de divulgação)
Neste domingo (24), o público vai poder assistir ao espetáculo “Palhaços Surdos na Estação”, que fala sobre a igualdade entre os homens, a natureza e a importância do acesso à cultura. O espetáculo é uma apresentação da Companhia de Teatro Mãos Livres, que volta ao projeto Pôr-do-Sol após três anos afastados dos palcos da Estação das Docas.
Uma das maiores preocupações do grupo, que surgiu em 2005 e é o primeiro grupo de atores surdos da Amazônia, é que todos entendam a mensagem da apresentação.
“Nós proporcionamos a inclusão de todos no espetáculo e esse é um dos grandes motivos de conquistarmos um número cada vez maior de fãs. Muitos surdos marcam presença nas nossas apresentações; alguns deles assistem várias vezes ao mesmo espetáculo, o que nos deixa com a sensação de trabalho cumprido”, relata a produtora do grupo, Lourdes Maria.
Serviço: O Pôr-do-Sol começa às 17h30, no Armazém 3, na Estação das Docas. A apresentação é gratuita. 
FONTE - http://g1.globo.com/pa/para/noticia/2013/02/palhacos-surdos-na-estacao-e-atracao-do-projeto-por-do-sol.html