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sábado, 29 de abril de 2017

CEGUEIRA/TECNOLOGIAS Exame ocular britânico pode detectar sinais de cegueira

Novo exame ocular permite detetar primeiros sinais de doença que pode levar à cegueira


Uma nova técnica de exame ocular, desenvolvida no Reino Unido, permite detetar os primeiros sinais de glaucoma, uma doença dos olhos que pode levar à cegueira, segundo os resultados de um ensaio clínico hoje divulgados.


(imagem da matéria - um olho humano fotografado bem de perto)

A técnica, testada num pequeno número, não especificado, de doentes com glaucoma, por comparação com pessoas saudáveis, possibilitou aos médicos ver a morte de células nervosas na parte detrás do olho.
A perda da visão em doentes com glaucoma é causada pela morte de células na retina na parte detrás do olho.
A técnica de diagnóstico, criada por investigadores da universidade University College London e do hospital oftalmológico Western Eye Hospital, usa um marcador fluorescente que se liga às proteínas celulares quando injetado em pacientes.
As células do nervo ótico doentes aparecem como manchas fluorescentes brancas num exame ocular.
"Pela primeira vez, fomos capazes de mostrar a morte celular [de células na retina] e detetar os primeiros sinais de glaucoma. Embora não possamos curar a doença, o nosso teste significa que o tratamento pode começar antes de os sintomas surgirem", sublinhou a coordenadora do estudo, Francesca Cordeiro, do Instituto de Oftalmologia do University College London, citada num comunicado da Wellcome Trust, fundação britânica que financia a investigação científica.
A especialista lembrou que "a deteção precoce de glaucoma é vital, pois os sintomas nem sempre são óbvios", e, apesar de os métodos de diagnóstico estarem a melhorar, "a maioria dos doentes perde um terço da visão" quando a doença é diagnosticada.
De acordo com a equipa de cientistas, o uso da nova técnica ocular poderá permitir, no futuro, o diagnóstico precoce de doenças neurodegenerativas como Parkinson, Alzheimer e Esclerose Múltipla.
Os resultados do ensaio clínico, em fase inicial, são publicados na sexta-feira na revista Brain.
Fonte - http://24.sapo.pt/vida/artigos/novo-exame-ocular-permite-detetar-primeiros-sinais-de-doenca-que-pode-levar-a-cegueira

segunda-feira, 2 de março de 2015

CEGOS/CEGUEIRA - Jornalista cego desmitifica a "visão" de ''tudo preto'' em sua vida

‘O que sinto mais falta é da escuridão’, diz jornalista cego


Credito: BBC
(imagem - fotografia da matéria com o jornalista Damon Rose, um homem branco, vestindo uma camisa xadrez, foto da BBC)

Pessoas cegas vivem em uma escuridão total e veem tudo preto, certo? Errado, pelo menos no caso do jornalista da BBC Damon Rose.
Rose perdeu a visão na infância e, hoje, vê luzes coloridas a todo momento. "O que sinto mais falta é da escuridão", afirma.
Leia abaixo seu depoimento.
"As pessoas normalmente acham que as pessoas cegas vivem em uma escuridão completa, mas na minha experiência isso está longe da ser verdade.
Eu acho que isso vai soar estranho vindo de uma pessoa que não enxerga, mas quando as pessoas me perguntam o que eu mais sinto, a minha resposta é sempre "escuridão".
Deixe-me explicar. Eu pertenço a um grupo muito pequeno de pessoas que não têm visão alguma. Sou de fato cego. Sou um "total", como costumávamos dizer na escola.
Eu perdi minha visão há 31 anos, graças a uma cirurgia mal feita, e no certificado de registro da deficiência há três letras, hoje desbotadas, NLP - ausência de percepção luminosa, na sigla em inglês.
O pressuposto lógico é que, quando a visão é extinta, a pessoa fica na escuridão. Se você mergulhar debaixo dos cobertores na cama você não vê nada. Se fechar os olhos, tudo fica preto. Então cegueira significa escuridão? Faz sentido, certo? Aparentemente, não.
Embora eu tenha tido a ligação entre meus olhos e meu cérebro cortada, o mundo não ficou preto. Todas as metáforas, analogias e floreios literários sobre cegueira e escuridão devem deixar de ser usados, porque eu estou dizendo que é longe de ser escuro. É exatamente o oposto.
O que substitui a visão colorida e 3D quando a perdemos? A resposta - pelo menos no meu caso - é luz. Muita luz. Brilhante, colorida, em constante mudança, muitas vezes perturbadora.
Nem sei como começar a explicar... Vou tentar. Agora eu estou vendo um fundo marrom escuro, na frente e no meio tem uma luminescência turquesa. Na verdade, acaba de mudar para verde ... agora está azul brilhante, com manchas amarelas, e tem um laranja ameaçando entrar e cobrir tudo.
O resto do meu campo de visão é ocupado por formas geométricas, rabiscos e nuvens que eu nunca conseguiria descrever - menos ainda antes que elas mudassem de novo. Daqui a uma hora, tudo estará diferente.
Se eu tentar bloquear toda essa distração, fechando meus olhos, não funciona. Isso nunca vai embora.
Tenho saudades daqueles momentos pacíficos de quase escuridão: caminhar durante a noite olhando para as luzes da rua, as sombras em uma sala com uma lareira acesa, ou viajar para casa tarde no carro do meu pai vendo olhos de gato brilhando no meio da estrada.
Para mim, escuro passou a significar calma, e como esses fogos de artifício "embutidos" na minha cabeça nunca vão embora, eu descrevo o que eu tenho como uma espécie de zumbido visual.
Quando fiquei cedo eu achava que as luzes coloridas eram um sinal de que meus olhos estavam tentando funcionar novamente. Isso me deu um pouco de esperança e eu fiquei completamente fascinado. Eu costumava sentar e ficar olhando para aquilo. Agora eu sei que é meu cérebro tentando compensar o fato de que ele não recebe mais nenhuma imagem.
Algumas pessoas de fé já tentaram me dizer que eu estou vendo a vida após a morte, e eu nunca sei como responder a isso. Mas o que eu nunca fui capaz de descobrir é se outras pessoas que não têm nenhuma percepção luminosa também veem o que eu vejo.
E, partindo do princípio de que enxergar completamente e dirigir um carro não são opções, eles também anseiam por um pouco de escuridão?"
fonte - http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2015/03/150302_cego_escuridao_lab

O SURDO, O CEGO E O ELEFANTE BRANCO http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2011/05/o-surdo-o-cego-e-o-elefante-branco.html

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

CEGOS/TECNOLOGIA ASSISTIVA - Em Portugal Universidade cria bengala branca detectora de barreiras

Universidade de Aveiro cria bengala que detecta obstáculos

Imagem - símbolo com fundo preto com a representação de uma pessoa cega com sua bengala, em branco, conforme as normas internacionais)

A Universidade de Aveiro criou uma bengala para invisuais, que através de ultrassons deteta buracos e desníveis no solo. O projeto foi desenvolvido no Departamento de Eletrônica, Telecomunicações e Informática, em resposta ao desafio, lançado pela Associação Promotora do Ensino de Cegos.

O objetivo é evitar acidentes com consequências graves, associando a utilização da bengala normal às novas tecnologias.
O investigador José Vieira explica que se trata de um apoio para situações de perigo, como buracos no chão. «Por exemplo, há umas obras, abrem uma vala e metem os ferros com a fita branca e vermelha, impossível de ver para os cegos, que acabam por entrar nos buracos».
A bengala é o objeto mais utilizado por quem não vê. Por isso, o pretendido era que, esta nova tecnologia colmatasse as limitações da bengala normal, mas que, ao mesmo tempo, fosse fácil de utilizar.
O maior desafio foi a questão do dinheiro. Custos com material e o preço final a pagar por cada cego devia ser o mais pequeno possível. «Tentamos que a tecnologia fosse do mais baixo custo possível, mas isso criou muitas restrições no desenvolvimento da bengala. Podemos fazê-las mais sofisticadas, mas era preciso que fosse de baixo preço, eficaz e leve», argumenta.
Esta nova bengala é um avanço tecnológico e José Vieira explica que «tem um sensor de ultrassons, tem dois receptores, e o que faz é detetar buracos e desníveis. Se o cego não se conseguir aperceber do buraco, o detetor de ultrassons faz esse serviço e provoca vibração no punho».
Miguel Midões
FONTE - http://www.tsf.pt/PaginaInicial/Vida/Interior.aspx?content_id=4375383
LEIAM TAMBÉM NO MEU BLOG INFOATIVO DEFNET -  

SEREMOS, NO FUTURO, CIBORGUES? Para além de nossas deficiências humanas http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2012/02/seremos-no-futuro-ciborgues-para-alem.html

sábado, 3 de janeiro de 2015

CEGOS/TECNOLOGIA ASSISTIVA - Sistema permite a identificação de ambiente pelo som

Sensor de som criado por brasileiros ajuda pessoas com deficiência visual 

Por meio de avisos sonoros, protótipo desenvolvido por pesquisadores brasileiros tem como objetivo dar mais autonomia à portadores de deficiência visual.
(imagem publicada - a foto da matéria com parte de um rosto humano com óculos escuros)
Para auxiliar a realização das atividades diárias de pessoas com deficiência visual, pesquisadores do Núcleo de Apoio à Pesquisa em Software Livre (NAP-SoL), sediado no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, desenvolveram um protótipo de sistema que permite ao usuário fazer a identificação de obstáculo e ambiente por intermédio do som. O programa computacional denominado GuideMe funciona em um dispositivo pequeno, ajustável à roupa e utiliza processamento de imagem e localização através do eco para reconhecer o ambiente. O protótipo desenvolvido alcançou o primeiro lugar no II Concurso Intel de Sistemas Embarcados realizado durante o IV Simpósio Brasileiro de Engenharia de Sistemas Computacionais (SBESC), que aconteceu de 4 a 7 de novembro, em Manaus (AM).
A equipe de pesquisa é formada pelos doutorandos do programa de pós-graduação em Ciências de Computação e Matemática Computacional (PPG-CCMC) Renê de Souza, Heitor Freitas e Luiz Nunes, com a coordenação do professor Francisco Monaco, do Laboratório de Sistemas Distribuídos e Programação Concorrente do Departamento de Sistemas de Computação, todos do ICMC. O sistema, por meio de fones de ouvido, estabelece comunicação com o usuário tanto verbalmente, com o uso de um sintetizador de voz, quanto por meio de sons tridimensionais.
“Imagine o deficiente visual aproximando-se de um balcão para pedir informações; se não houver ninguém para atendê-lo, o sistema diz: “ninguém à vista”. Em outra situação, podemos imaginar o deficiente visual procurando por uma pessoa conhecida em um local público; caso a pessoa seja detectada pela câmera, o sistema aponta para a aproximação dela e pode, inclusive, guiar o usuário até o seu amigo”, explica o professor Monaco.
O professor menciona ainda que, em uma situação na qual o usuário caminhe por um corredor, em linha reta, ele deve ouvir um som (suave) que pareça vir de sua frente. Caso o usuário ande em direção a uma das paredes, o som modifica sua direção e passa a ser ouvido como se viesse do lado da parede. Assim, o usuário pode utilizar essa dica sonora para conhecer a geometria do ambiente e corrigir seus passos.
Visão computacional
O sistema explora duas técnicas inovadoras. Uma é baseada em visão computacional que utiliza um webcam convencional e algoritmos de processamento de imagem para detectar a presença de pessoas e identificar rostos conhecidos. A outra técnica é apoiada em psicoacústica (estudo da relação entre estímulos sonoros e suas sensações decorrentes) e utiliza sensores de ultrassom para localizar obstáculos. Porém, em vez de emitir bipes, como sensores de estacionamento utilizados em veículos, por meio de um algoritmo de geração de áudio 3D, o dispositivo produz um som que aparenta surgir da direção e da distância em que está o obstáculo.
O GuideMe utiliza conceitos de wearable computing (tecnologia portátil como peça de vestuário) e sensor fusion (geração de informação combinando múltiplos sensores) e em sua especificação completa, utilizará sensor GPS, bússola e conexão wireless para prover auxílio à locomoção em áreas abertas. O objetivo inicial do projeto foi de aperfeiçoar os algoritmos que utilizam processamento espacial e de imagem. O protótipo atual foi produzido em um equipamento de hardware fornecido pela empresa de tecnologia Intel.
“Pretendemos migrar para um hardware menor, mais leve e com maior eficiência energética, para que possa ser utilizado por mais tempo com auxílio de bateria. Em longo prazo, pretendemos aprimorar a utilidade do dispositivo a partir da avaliação dos usuários”, explica Monaco. Durante o desenvolvimento a equipe fez testes preliminares utilizando o sistema para guiar-se em corredores com outras pessoas presentes. As funções do dispositivo foram executadas como o esperado. O próximo passo é realizar testes em pessoas com deficiência visual. O programa que foi desenvolvido em software livre será disponibilizado para a sociedade.
“Todas as especificações, artefatos de software e aplicações são livres para beneficiar a população e, sobretudo, às pessoas que possam fazer uso do sistema. Acreditamos nos conceitos de free open source software (software livre e de código aberto) e de free open source hardware (hardware livre de projeto livre e aberto) como facilitadores para que a pesquisa possa virar produto, este evolua livremente e chegue às pessoas a custos acessíveis”, complementa o professor “O sistema de orientação psicoacústico utilizado é baseado em técnicas de processamento de áudio tridimensional estudados por pesquisadores na Alemanha. Em conjunto, pretendemos intensificar as pesquisas”, planeja Monaco.
O  II Concurso Intel de Sistemas Embarcados é destinado a estudantes de graduação e pós-graduação e tem a intenção de promover o desenvolvimento de sistemas inteligentes e inovadores com base em tecnologia embarcada.  A equipe fará uma visita técnica ao laboratório da Intel nos Estados Unidos, como parte da premiação, e integrará o programa Intel Developer Forum, além de estar pré-classificada para a edição de 2015. A proposta apresentada para o concurso foi uma das aprovadas que recebeu uma placa de desenvolvimento (hardware) para produzir um protótipo em três meses. Além da continuidade do projeto, a equipe visa a investir em pesquisa na área de acessibilidade.  Para conhecer os demais projetos ganhadores acesse aqui.
Foto: Marcos Santos / USP Imagens
FONTE - http://www.usp.br/agen/?p=194396%22%20%5Ct%20%22_blank
INFORMAÇÕES - Flávia Cayres, da Assessoria de Comunicação NAP-SoL
comunicanapsol@gmail.com

sábado, 8 de novembro de 2014

CEGOS/TECNOLOGIA ASSISTIVA - Criado na Universidade de Coimbra aplicativo para pessoas cegas com uso da voz

Investigadores da UC criam aplicação para guiar pessoas cegas através da voz

SmartGuia: Shopping Assistant for Blind People funciona em smartphones mesmo através debluetooth e wi-fi.
(Imagem - foto colorida de uma pessoa cega, vista apenas com suas pernas, caminhando em uma calçada com piso tátil à direita, usando sua bengala branca - fotografia da matéria)
 
Uma equipe de investigadores da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC) desenvolveu uma aplicação para smartphones para guiar pessoas cegas no interior de edifícios. A aplicação que funciona com o sistema SmartGuia: Shopping Assistant for Blind People guia por voz o utilizador.

O guia, que foi criado em colaboração com a Associação dos Cegos e Amblíopes de Portugal (ACAPO), pretende “orientar o cego até ao seu objectivo, respondendo a perguntas e facultando informação clara sobre lugares, produtos e serviços que se encontram no edifício”, explica o coordenador do projeto, José Cecílio, numa nota da FCTUC.

“A aplicação é acionada pelo utilizador e, a partir daí, atualiza constantemente a informação: estabelece percursos e indica distâncias, descreve o ambiente envolvente [por exemplo, a que distância está do elevador ou de escadas], identifica pontos de interesse”, explica o coordenador.

Segundo os investigadores, o utilizador pode dizer para o smartphone o que pretende fazer, ir às compras ou comer. O sistema reconhece as palavras que foram ditas e questiona depois o utilizador sobre preferências mais concretas, como o restaurante que pretende. Feita a escolha, o sistema guia a pessoa cega por voz, através de mudanças de trajetória, até ao sítio desejado. O sistema funciona por bluetooth wi-fi.

Os investigadores pretendem que a utilização do guia inteligente, que foi recentemente premiado pelo Instituto Fraunhofer Portugal, seja alargada a qualquer pessoa. O objectivo é que “ao entrar no centro comercial, o cliente possa saber quais as lojas que estão com promoções nesse dia, em que produtos e qual a percentagem de desconto”, indica José Cecílio. Segundo o investigador, o primeiro projeto-piloto vai decorrer em breve num centro comercial de Coimbra.
FONTE - NELSON GARRIDO  http://www.publico.pt/tecnologia/noticia/investigadores-da-uc-criam-aplicacao-para-guiar-pessoas-cegas-atraves-da-voz-1675502

segunda-feira, 26 de maio de 2014

CEGOS/TECNOLOGIA ASSISTIVA - Nova tecnologia espanhola ligada ao Google Grass ajudará deficientes visuais

Google Glass como aliado para deficientes visuais

Iniciativa da Universidade de Alicante poderá transformar o Google Glass é um novo aliado para os deficientes visuais.
1x1.trans Google Glass como aliado para deficientes visuais
(imagem - foto colorida de uma pessoa com o Google Glass acoplado diante de seu olho, com a câmera 3D, que fazem parte de um protótipo do aplicativo que utiliza as câmeras duplas do LG Optimus 3D Max. fotografia da matéria)

É sempre bacana conhecer novos projetos que envolvem tecnologia e acessibilidade, depois do lançamento do primeiro celular em braile que noticiamos aqui no ZUTI, surge mais uma iniciativa bem interessante pensado para os deficientes visuais.
Foi recentemente patenteada uma nova tecnologia para ajudar que os deficientes visuais possam detectar os obstáculos à frente deles, através de avisos de som e vibração, em um projeto que surgiu na Espanha. Este software foi desenvolvido pela Universidade de Alicante e está pronto para chegar para o Google Glass brevemente.
A vibração, bem como o som é o que o aplicativo utiliza a fim de alertar os usuários sobre os obstáculos. Esta tecnologia foi demonstrada através de um telefone, equipado com uma câmera 3D; o LG Optimus 3D Max para ser exato. De acordo com a Live Science, o app foi testado com sucesso em nove participantes deficientes visuais, que usavam o dispositivo em torno de seus pescoços.
Em termos de como funciona,  a câmera 3D apresenta duas lentes diferentes, uma entre elas é usada para a detecção de profundidade. Isso significa que ela pode calcular a distância entre o sujeito e um objeto específico na frente deles.
Desta forma, sempre que a câmera vê algo que é cerca de seis metros de distância, o telefone vibra ou emite um som de alerta. E se a pessoa continua se movendo para mais perto deste objeto, os sinais são intensificados, ajudando-os a mudar a direção facilmente.
Desde que foi demonstrado apenas em um telefone 3D, ainda será um longo caminho até a app se popularizar. Mas esse processo foi acelerado graças a Fundação Vodafone Espanha, que tinha oferecido os desenvolvedores um enorme subsídio para continuar sua pesquisa.
Para trazê-lo para o Google Glass para usuários deficientes visuais, algumas grandes modificações serão necessárias principalmente porque não há nenhuma configuração de câmera dupla neste dispositivo. Os fabricantes do app esperam poder lança-lo já em 2015
FONTE -http://www.zuti.com.br/google-glass-como-aliado-para-deficientes-visuais/

terça-feira, 20 de maio de 2014

CEGOS/ACESSIBILIDADE - Primeiro celular em Braille é lançado na Inglaterra

Celular com teclado em Braille começa a ser vendido no Reino Unido

A empresa britânica OwnPhone lançou um aparelho que diz ser o primeiro telefone em Braille a ser comercializado no mundo.
(imagem - foto colorida de diferentes cores do celular com o teclado em braille, vermelho, violeta, verde, azul, parte da customização e personalização dos aparelhos, cujas faces dianteira e traseira podem ser modificadas - foto da publicação)

Outros telefones em Braille já haviam sido inventados, mas a OwnPhone diz que o seu aparelho - cujas faces dianteira e traseira foram feitas em impressoras 3D e podem ser customizadas - é o único a ser colocado à venda.
Para deficientes visuais que não conhecerem a linguagem Braille, é possível imprimir letras e números em relevo no teclado.
O telefone por enquanto é vendido apenas no Reino Unido, por 60 libras (R$ 223). Segundo seu inventor, Tom Sunderland, a impressão das capas em 3D ajuda a baratear seu custo.
"A impressão é uma forma rápida e economicamente eficiente de criar botões personalizados em Braille", diz à BBC.

Personalizado

Em 2012, a OwnPhone havia lançado o primeiro telefone parcialmente feito com a ajuda de impressoras 3D. No ano seguinte, desenvolveu uma edição voltada para crianças, chamada 1stFone - um aparelho do tamanho de um cartão de crédito com botões programados para ligar para números pré-determinados.
O "Braille-fone" é baseado nesses aparelhos prévios, mantendo seu tamanho pequeno e seu design colorido.
"Ele pode ser personalizado com dois ou quatro botões em Braille, pré-programados para telefonar a amigos, parentes, colegas de trabalho ou serviços de emergência", explica Sunderland.
Apesar das inovações, a ideia não é completamente original.
A start-up indiana Kriyate construiu um protótipo de smartphone habilitado com a linguagem Braille e que usa comandos ligados à vibração do telefone para ajudar o deficiente visual.
Algumas dessas vantagens podem até ser substituídas por aplicativos, como o VoiceOver, da Apple, que tem um leitor de tela que permite ao usuário navegar pelo celular ouvindo o que está na tela.
FONTE - http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2014/05/140519_braille_fone_fn.shtml
http://www.bbc.com/news/technology-27437770
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UMA LUZ NO FIM DO LIVRO http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2010/09/uma-luz-no-fim-do-livro.html

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

CEGUEIRA/PESQUISA - Medicamento investigado poderá ajudar cegos perceberem a luz

Droga em testes pode dar a cegos capacidade de 'ver' luz

Um medicamento ainda em fase de testes poderá dar a cegos a capacidade de perceber a luz.
Olho (PA)
(imagem - foto colorida em close up, aproximada, de um olho humano, fotografia divulgação BBC)

Estruturas da retina conhecidas como cones e bastonetes são responsáveis pela reação à luz, mas estas estruturas podem ser afetadas e destruídas por doenças.
Um estudo dos pesquisadores da Universidade da Califórnia em Berkeley sugere que uma droga poderá dar a estas células no olho o poder de responder rapidamente à luz.
O olho é formado por camadas que incluem os bastonetes e cones.
Outras camadas mantêm os bastonetes e cones vivos, além de passar os sinais elétricos produzidos pelas células sensíveis à luz para o cérebro.
Os cientistas se concentraram em um tipo de neurônio presente no olho, as células ganglionares da retina.
Eles desenvolveram um composto químico, chamado Denaq, que muda de forma em resposta à luz. Esta mudança de forma altera a química da célula nervosa e o resultado são sinais elétricos enviados ao cérebro.
O estudo foi publicado na revista especializada Neuron.

Até certo ponto

Os testes mostraram que, ao injetar o Denaq nos olhos de camundongos cegos, os cientistas restauraram parcialmente a visão dos animais. Ocorreram mudanças no comportamento mas não foi possível determinar o quanto os camundongos estavam enxergando.
O efeito da droga acabou rapidamente, mas os camundongos ainda conseguiam detectar a luz uma semana depois da aplicação.
"São necessários mais testes em mamíferos maiores para avaliar a segurança do Denaq no curto e no longo prazo. Serão necessários vários anos, mas se a segurança puder ser estabelecida, estes compostos poderão finalmente ser úteis para restaurar a sensibilidade à luz em humanos cegos", disse Richard Kramer, um dos pesquisadores.
"Ainda precisamos ver o quão perto vão chegar de restabelecer a visão normal", acrescentou.
Os cientistas esperam que a droga possa, no futuro, ajudar no tratamento de doenças como a retinite pigmentosa e degeneração macular relacionada à idade.
Para Astrid Limb, do Instituto de Oftalmologia do University College de Londres, o conceito do Denaq "é muito interessante, poder estimular as células que restam" na retina.
"Mas, ainda é preciso muito trabalho antes de esta pesquisa ser aplicada em humanos", afirmou.
De acordo com ela, a duração do efeito da droga é outra questão que precisa ser resolvida.
A pesquisa dos cientistas da Universidade da Califórnia em Berkeley é mais uma de uma série de estudos que visa restaurar a visão em casos de cegueira, junto com pesquisas com células-tronco e manipulação de DNA para corrigir problemas genéticos que levem à perda da visão.
FONTE - http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2014/02/140220_remedio_cegos_luz_fn.shtml

sábado, 11 de janeiro de 2014

CEGOS/TECNOLOGIA ASSISTIVA - Aplicativo criado na Itália usa mitologia para ajudar na cegueira

[Aplicativo Arianna ajuda deficientes visuais a andar em ambientes fechados]
Projeto foi inspirado em um história da mitologia grega e criado na Itália
A vida de um deficiente visual não é fácil e num mundo cheio de telas pode parecer que tudo fica pior, mas na verdade existem centenas de aplicativos para smartphones que ajudam o acesso de deficientes visuais a todos os tipos de informações muito mais facilmente do que seria possível sem a tecnologia.
Aplicativo Arianna ajuda deficientes visuais a andar em ambientes fechados
(imagem - uma representação de uma via pública com piso tátil em verde, com círculo pintado de vermelho em torno de uma árvore, no campo visual à direita, com uma figura representativa de um homem cego em preto, no qual estão desenhados um celular , uma câmera, um sensor e uma onda esquematizada, como funcionaria o aplicativo para orientar e avisar à pessoa dos obstáculos, barreiras e objetos na calçada - de mobile expert)

Entre esses aplicativos e recursos podemos citar os livros em áudio, apps que reconhecem cores e utilizam a voz de uma assistente virtual, entre vários outros recursos de usabilidade que estão presentes em smartphones e tablets. Existem até mesmo aplicativos que dão instruções de direção, igual ao GPS, mas para os deficientes visuais nem todos cumprem a proposta tão bem como eles precisam. E além disso, sistemas de GPS não funcionam em ambientes fechados como casas e lojas.
 
Porém um solução criada por Pierluigi Gallo e pela Universidade de Palermo na Itália oferece ajuda na navegação em qualquer tipo de ambiente fechado e que não tem nenhum tipo de distração de áudio ou a necessidade de GPS. A ideia é surpreendentemente simples e se baseou na história da mitologia grega entre Ariadne e Teseu.
 
No mito, Teseu se oferece para matar Minotauro, que vive em um labirinto na ilha de Creta. Para ajudá-lo, Ariadne lhe dá uma espada e um novelo de linha para que ele solte o fio pelo caminho e depois de matar o monstro, consiga retornar do labirinto. 
 
A ideia do pessoal da Universidade de Palermo se aproxima da história e o aplicativo é chamado de Arianna, o nome Italiano para Ariadne e que também é uma abreviação para pAth Recognition for Indoor Assisted NavigatioN with Augmented perception. A ideia deles é fazer o mapeamento de uma rota por uma casa ou prédio utilizando fita adesiva colorida no chão.
 
Em um ambiente mapeado, o usuário aponta a câmera do celular para o chão e põe o dedo sobre a tela, o usuário precisa fazer um movimento com a câmera e então ele escaneia o caminho. Enquanto isso o aplicativo analisa os quadros produzidos pela câmera e detecta a linha conforme ela se move na tela. QR Codes colocados no chão podem dar ao usuário outras informações, como a localização de lugares como banheiros, bebedouros de água, lojas e assim por diante.
 
Eles já testaram o projeto em dezembro e disseram que funciona muito bem, porém já planejam algumas novidades para o futuro. Uma das ideias é usar linhas de infravermelho, que não são visíveis, mas que podem ser detectadas pelas câmeras dos smartphones. E esta sensibilidade ao infravermelho é atualmente um recurso sub-utilizados na maioria dos smartphones, como eles próprios apontam. 
 
Eles não disseram quando a ideia estará disponível nas lojas de aplicativos, nem quanto irá custar. A adoção desse tipo de recurso pode ser muito barata devido a larga adoção de smartphones e aparelhos disponíveis em várias faixas de preço. Além do aplicativo é necessário colocar as linhas em lojas e ambientes de uso comum, mas certamente não será algo caro.
fonte -TechnologyReview http://mobilexpert.com.br/apps/utilidades/materias/7144/aplicativo-arianna-ajuda-deficientes-visuais-a-andar-em-ambientes-fechados  (abaixo reprodução de uma mão em três momentos de moviemento do smartphone e a orientação espacial desenhada)

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

CEGOS/AUDIODESCRIÇÃO - Noivos cegos se casam ''ao som'' da Audiodescrição

Noivos com deficiência visual casam com ajuda de audiodescrição no RS

Cerimônia contou com profissional para fazer audiodescrição do evento.
Noivos, que trabalham na mesma empresa, se conheceram pela internet.

Noivos deficientes visuais se casaram em Giruá, RS (Foto: Reprodução/RBS TV)
(imagem - fotografia colorida dos dois noivos, Jorge, à esquerda, e Carlise à direita, ambos cegos, vestidos a caráter para seu casamento, com flores à sua frente do altar da igreja. foto reprodução RBS/TV)

Um casamento realizado neste final de semana chamou a atenção em Giruá, na Região Noroeste do Rio Grande do Sul. Os noivos, Jorge Fernando Vieira e Carlise Inês Kronbauer, que são deficientes visuais, contaram com ajuda de audiodescrição para acompanhar a cerimônia.Como a pessoa vai saber como está a festa, como é a igreja, quantos convidados vieram, a expressão nos rostos, se eles estão emocionados, felizes ou chorando? Tudo isso nós transmitimos para eles, é uma tradução visual”, explica Márcia Caspary, profissional responsável por transcrever o que acontecia no evento.
O padre Rosalvo Frey, que nunca havia realizado um casamento de noivos cegos, também tentou ajudar, descrevendo a cerimônia. "Para mim foi uma bênção porque a gente percebe nesses noivos uma superação total e que é possível, mesmo para pessoas com limites", afirma.
Apesar das dificuldades, Jorge Fernando e Carlise concluíram o ensino superior e hoje trabalham na mesma empresa como analista de sistema e assistente administrativo, respectivamente. Mas não foi lá que eles se encontraram: o casal se conheceu pela internet, como mostra a reportagem do Teledomingo, da RBS TV (veja o vídeo acessando o link da fonte).“Eu acho que ter encontrado o Jorge Fernando foi muito especial, porque ele me completa, me entende, me aceita, principalmente, do jeito que eu sou”, diz a noiva.
Os convidados da cerimônia e da festa receberam um convite escrito a caneta e em braile, que é a escrita utilizada pelos cegos. No papel, foi gravada uma frase que dizia: "O amor é como o vento, não podemos ver com os olhos, mas sim com o coração". Depois de casados, os noivos vão morar sozinhos em um apartamento em Porto Alegre.
fonte - http://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/noticia/2014/01/noivos-com-deficiencia-visual-casam-com-ajuda-de-audiodescricao-no-rs.html

domingo, 3 de novembro de 2013

TECNOLOGIA ASSISTIVA/CEGOS - Em Itu foi desenvolvido um semáforo adaptado para pessoas cegas

Alunos de Itu desenvolvem semáforo para deficientes visuais

Professor cego do Senai auxiliou no projeto.Antes de ir para as ruas, equipamento precisa de autorização do Denatran.

Estudantes contam com a ajuda de deficientes visuais para desenvolver o semáforo (Foto: Reprodução/TV Tem)
(imagem - foto colorida com os estudantes do Senai de Itu, com o semáforo do lado direito, com um piso tactil no meio da foto, com o aparelho desenvolvido ligado ao semáforo sendo manipulado por uma pessoa no canto direito - fotografia da reportagem TV Tem)
Um projeto desenvolvido por estudantes do Senai de Itu (SP) pode facilitar a locomoção de deficientes visuais. O semáforo adaptado oferece mais segurança e independência na hora de atravessar a rua.
Aparentemente é um semáforo comum, mas a diferença é que ele está instalado no corredor de uma escola técnica e tem um papel a mais: a inclusão social. O equipamento desenvolvido por alunos conta com uma tecnologia diferenciada para pedestres que são deficientes visuais. Um sistema de identificação por radiofrequência avisa a hora certa de passar. O bracelete com um transmissor vibra e orienta o pedestre.
Gelson dos Santos nasceu com cegueira total e se formou em sistemas de informações e pedagogia. Atualmente trabalha no Senai de Itu ensinando deficientes visuais e capacitando professores. Ele conta que ajudou no desenvolvimento do projeto. "A vantagem e a diferença deste semáforo para os sonoros que já existem está em que este não faz barulho. Não fica incomodando os moradores ao redor do semáforo. E uma outra qualidade desse semáforo é que ele tem no bracelete um sistema vibratório. Mesmo se tiver barulho, o pedestre vai perceber através da vibração que vai fazer no braço", explicou.
Depois dos testes em laboratório, o semáforo vai funcionar em uma rua de Itu. Mas para ser instalado definitivamente nas vias, o equipamento precisa ser validado pelo Departamento Nacional de Trânsito (Denatran). "Nossa parte é a criação das ideias, o desenvolvimento da tecnologia e passamos isso para a indústria. Já existe alguma coisa nesse sentido para compor uma parceria na fabricação desse sistema", adianta o professor João da Silva.
fonte -
http://g1.globo.com/sao-paulo/sorocaba-jundiai/noticia/2013/11/alunos-de-itu-desenvolvem-semaforo-para-deficientes-visuais.html

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

CEGOS/AUDIODESCRIÇÃO - Justiça determina prazo para o Ministério das Comunicações

Governo deve manter implantação de audiodescrição na TV


O Tribunal Regional Federal da 1ª Região suspendeu portaria do Ministério das Comunicações que alterava o cronograma para implementação do recurso de audiodescrição na programação da televisão brasileira. De acordo com decisão do TRF-1, o Ministério das Comunicações tem 60 dias, a contar da intimação da decisão proferida no dia 2 de outubro, para cumprir o cronograma inicial previsto na Norma Complementar 1/2006.
Esta norma estabeleceu o prazo para implementação do recurso e o período mínimo que as emissoras devem disponibilizar a audiodescrição. Porém, por meio da portaria MC 188/2010 — agora suspensa pelo TRF-1 —, o Ministério das Comunicações ampliou o prazo e reduziu a escala de programação. A multa, caso o cronograma inicial não seja cumprido, é de R$ 5 mil por dia de atraso.
De acordo com a Portaria MC 188/2010, a audiodescrição corresponde a uma locução, em língua portuguesa, sobreposta ao som original do programa, destinada a descrever imagens, sons, textos e demais informações que não poderiam ser percebidos ou compreendidos por pessoas com deficiência visual. 
As restrições aos direitos dos portadores de necessidades visuais, elencadas na Portaria 188/2010, afiguram-se como graves violações aos princípios da não discriminação, da proibição do retrocesso e da isonomia, na medida em que impõe tratamento diferenciado ao mesmo universo de telespectadores que pretendem ter acesso às fontes de cultura nacional”, apontou o desembargador federal Souza Prudente, relator do caso.
Ele afirmou em sua decisão que a Norma Complementar, juntou com outras legislações relacionadas, deram eficácia aos comandos da Constituição, “que garante a todos (direito difuso e fundamental) o acesso à informação (CF, artigo 5º, XIV), promovendo a integração na vida comunitária das pessoas portadoras de deficiência (CF, artigo 203, IV) e assegurando a todos o pleno exercício dos direitos culturais e acesso às fontes de cultura nacional (CF, artigo 215, caput)”.
O relator apontou em seu voto que, na ótica do Supremo Tribunal Federal, o princípio da proibição do retrocesso impede, em tema de direitos fundamentais de caráter social, que sejam desconstituídas as conquistas já alcançadas pelo cidadão ou pela formação social em que vive. “Em manifesto prejuízo aos quatro milhões de brasileiros portadores de necessidade visual, o Ministério das Comunicações editou a Portaria 188/2010, que fixou novo cronograma de implantação do recurso de audiodescrição cujo conteúdo é bastante restritivo em relação às conquistas previstas na Norma Complementar 1/2006 a caracterizar, na espécie, a ilegitimidade do cronograma”, afirmou.
De acordo com o Souza Prudente a audiodescrição permite a qualquer usuário, mesmo aquele que não pode enxergar, receber a informação contida na imagem ao mesmo tempo em que esta aparece, possibilitando apreciar integralmente a obra, seguir a trama e captar a subjetividade da narrativa da mesma forma que alguém que enxerga perfeitamente. Com informações da Assessoria de Imprensa do TRF-1.
4712-38.2009.4.01.3400

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

CEGOS/EDUCAÇÃO INCLUSIVA - Professor cego disponibiliza livro que ajuda cegos a aprenderem física

Professor cego mostra em livro como ensinar física para quem não enxerga

Eder Camargo pesquisa formas não visuais de ajudar no ensino da matéria.
Ele perdeu visão aos 9 anos e hoje tem pós-doutorado pela Unesp.

Com pedaços de plástico e diferentes tipos de barbante é possível criar modelos táteis para ensinar conceitos de óptica, explica o professor Eder Pires de Camargo, da Unesp (Foto: Arquivo pessoal/Paulo Maciel)
*(imagem - fotografia de uma mão segurando um modelo construído artesanalmente,  com pedaços de plástico e diferentes tipos de barbante, para ensinar conceitos de óptica, pelo professor Eder Camargo da Unesp - arquivo pessoal/ Paulo Maciel) 

O professor de educação para a ciência Eder Pires de Camargo, que dá aulas na Universidade Estadual Paulista (Unesp), reuniu em um e-book ferramentas úteis para professores ensinarem física a alunos que não enxergam. Lançado neste ano pela Editora Unesp, o livro avalia os obstáculos para incluir os estudantes cegos no aprendizado de conhecimentos como óptica, eletromagnetismo, mecânica, termodinâmica e física moderna, e sugere formas de viabilizar a participação e o entendimento desses alunos. O livro pode ser acessado gratuitamente pela Internet. (ver Link no fim da matéria)

Em entrevista ao G1, Camargo explicou que este é o terceiro livro produzido por ele a respeito da educação inclusiva de conteúdos de física. Seu quarto livro, no qual ele pretende propor modelos teóricos para melhorar a formação dos professores nesta área, já está nos planos.
Desde 2007, ele dá aulas na Unesp para futuros professores de física e afirma que já tem obtido resultados interessantes. O professor explica que decidiu pesquisar o tema, entre outros motivos, porque perdeu a visão a partir dos 9 anos de idade. Além disso, "em ordem primeira de importância, este é tema de grande necessidade social", disse o professor.
"Pensei em estudar formas de ensinar física para um aluno com a mesma deficiência que a minha, para facilitar o acesso desse aluno a um tipo de conteúdo amplamente relacionado à visão, não que em sua natureza seja, mas por uma cultura de videntes esta área do conhecimento acabou sendo tornada dependente da visão", afirmou Camargo. Hoje, aos 40 anos, ele tem pós-doutorado e dá aulas na graduação e pós-graduação da Unesp em Bauru e em Ilha Solteira.
O livro é resultado da pesquisa de pós-doutorado do professor, realizada a partir de 2005 sob a supervisão do professor Roberto Nardi, da Unesp de Bauru. Ele tenta driblar costumes que estão enraizados na dinâmica de uma sala de aula, onde o professor usa ao mesmo tempo sua fala e a informação visual para se comunicar com os alunos. "Se utiliza muito um tipo de linguagem que envolve o áudio e a visualização simultânea da informação. Por exemplo: 'note as características desse gráfico' (professor indica o gráfico na lousa), 'isto mais isto dá isto' (indica a equação)", explicou ele.
Dessa forma, segundo Camargo, o estudante cego não consegue participar da aula e sequer tem condições para formular perguntas a respeito do que está sendo ensinado, porque só tem acesso parcial ao conteúdo. "Mais de 90% dos momentos de comunicação em sala de aula de física utilizam o perfil que descrevi. Nisto reside uma parte das dificuldades enfrentadas pelo aluno cego."
Segundo ele, não há soluções definitivas para ensinar todos os conteúdos de física para quem não vê, mas é preciso dar mais atenção a outros canais de comunicação. "De um lado, não podemos comunicar coisas estritamente visuais a um cego total de nascimento. Contudo, de outro, nos faz pensar que as outras experiências (táteis, auditivas etc) são fundamentais para a construção de realidade, pois, pelo contrário, como estaria o cego no  mundo? Ele é um individuo que está ai, pensa, vive e muito bem sem a visão."
Metodologia
Para entender como superar esse obstáculo, ele passou um ano coletando dados com a ajuda de estudantes de licenciatura em física e 35 alunos videntes e dois cegos. "Na primeira parte, desafiamos futuros professores de física da Unesp de Bauru a planejarem materiais e atividades de ensino de física adequadas para a participação de alunos com e sem deficiência visual. Na segunda parte da pesquisa, esses futuros professores aplicaram módulos de ensino de física sobre cinco temas. O curso todo levou 80 horas."
As aulas foram gravadas em vídeo e, depois do curso, todos os participantes da pesquisa foram entrevistados. "A análise desses materiais foi realizada durante os outros anos da pesquisa, 2006 a 2009", explicou Camargo.
Segundo ele, uma das formas pelas quais é possível driblar os hábitos de comunicação excludente na sala de aula é ensinando por meio de maquetes táteis. Ao transferir o conteúdo dos gráficos e esquemas da lousa para um modelo 3D, não só é possível incluir os alunos cegos, mas a ferramenta também pode facilitar o processo de aprendizado dos colegas videntes, além de incentivar a interação entres os alunos.
Outros materiais que podem ser usados são barbante, arame, massa de modelar, isopor e pregos, entre outros. "Não sei por que, depois de um tempo, na escola tudo se torna enlatado em livros e lousa e giz, de tal forma que toda aquela criatividade do ensino infantil é esquecida. Não estou dizendo contra livros e lousa, e sim criticando seus usos exclusivos", afirmou Camargo.
Além disso, outra diferença nos hábitos do professor, na hora de pensar em como dar uma aula acessível para quem não consegue enxergar, é a necessidade de planejamento com maior antecedência. Isso permite a construção dos modelos adequados para o ensino do conteúdo específico da aula. Por isso, ele defende que, além do incentivo à formação qualificada do professor, é preciso que o governo dê, no caso das escolas públicas, a infraestrutura necessária para que o trabalho seja feito.
Na opinião do professor, essas condições ainda não são satisfatórias. Mas Camargo defende que de nada adianta constatar o estado das coisas hoje, principalmente considerando o sistema atual de ensino. "Eu diria que torna-se muito complexo e contraditório falar em inclusão no atual modelo de escola e sociedade, cujo ensinamento central é a competitividade e o acúmulo, valores divergentes aos apregoados pela inclusão. 
Por isto, é preciso falar em inclusão em seu sentido prospectivo, porque a inclusão não está pronta, constituindo uma meta a ser atingida, uma meta de uma nova sociedade e de um novo modelo social."
LEIA TAMBÉM NO MEU BLOG INFOATIVO.DEFNET - 

A MÚSICA QUE EDUCA NÃO DEPENDE SÓ DOS OLHOS http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2010/02/musica-que-educa-nao-depende-so-dos.html

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

CEGOS/ACESSIBILIDADE - Brasília inclui deficientes visuais no turismo acessível

Brasília tátil inclui deficientes visuais no turismo do DF


O acervo artístico dos monumentos de Brasília também encanta pelo toque. Por meio do projeto Brasília Tátil, dezenas de deficientes visuais e pessoas que convivem com indivíduos de pouca ou nenhuma visão podem participar das atividades turísticas da Capital Federal e aproveitar a cidade. 

No projeto, os participantes vivenciam aspectos paisagísticos, urbanísticos, arquitetônicos e artísticos de Brasília sob novas perspectivas relacionadas às artes visuais, que contempla monumentos e espaços culturais da cidade, como o Museu Vivo da Memória Candanga, o Espaço Lúcio Costa, o Panteão da Pátria, o Congresso Nacional e o Palácio do Itamaraty.

Para aperfeiçoar o passeio e difundir as informações corretas de como lidar com este público, a equipe do Brasília tátil coordena minicursos de um dia de duração, que incluem noções de acessibilidade focada na orientação e mobilidade técnica do guia vidente e audiodescrição, além de boas praticas de atendimento e relacionamento específico para pessoas com este tipo de deficiência.

"Na primeira etapa do projeto educativo, atendemos aproximadamente 40 professores de escolas inclusivas do DF com e sem deficiência visual. Também atendemos 2 turmas de adultos de algumas escolas públicas do Distrito Federal- em Sobradinho e São Sebastião - que tinham alunos com deficiência visual. Eram voluntários ligados a pessoas com deficiência visual", contabilizou o coordenador geral do projeto, César Achkar Magalhães.

A última aula aconteceu no início deste mês, quando foram capacitadas cerca de 40 pessoas entre arte-educadores e mediadores do espaço cultural ou turístico de Brasília. "Não havíamos pensado em abrir novas turmas, mas existe a possibilidade fora do projeto", disse o coordenador.

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

CEGUEIRA/CÉLULAS TRONCO - Primeiro teste clínico com células embrionárias para tratar degeneração macular

Brasil promove tratamento com células-tronco para combater a cegueira

Será o primeiro teste clínico com células embrionárias no País


O Brasil será um dos únicos países a promover uma terapia experimental baseada em células-tronco de embriões para combater uma das principais causas de cegueira no mundo. Os primeiros pacientes com degeneração macular relacionada à idade deverão começar a receber o tratamento a partir de 2014. Os testes clínicos - os primeiros do País com células embrionárias - serão possíveis devido a uma parceria entre a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e a Universidade do Sul da Califórnia, nos Estados Unidos. A novidade é destaque nesta quinta-feira na reunião da Federação de Sociedades de Biologia Experimental, que ocorre em Caxambu (MG).

A degeneração macular relacionada à idade é a principal doença causadora de cegueira entre idosos e costuma afetar maiores de 65 anos. Testes começarão a ser feitos na tentativa de retroceder o avanço da doença provavelmente no início do ano que vem, inicialmente em pacientes atendidos pela Escola Paulista de Medicina da Unifesp.

O método que será aplicado no Brasil pela primeira vez já foi testado em animais e, com uma abordagem clínica diferente, é testado pela empresa de biotecnologia Advanced Cell Technology (ACT) desde 2011 nos Estados Unidos. No caso americano, porém, a pesquisa tem maior viés comercial, e os resultados dos ensaios iniciais com humanos não têm sido revelados com consistência, segundo pesquisadores.
"O projeto que estamos começando a desenvolver aqui foi iniciado lá nos Estados Unidos há dois anos e meio, mas propomos um método um pouco diferente", disse ao Terra o oftalmologista Rodrigo Brant, 39 anos, pesquisador da Unifesp que estudou o tratamento com células-tronco na Califórnia. "Eles injetam a célula no olho (do paciente) para ver o que acontece: se a célula vai se colocar naquela posição, se vai ter melhora de visão. É desorganizado. Nós já estamos fazendo essa diferenciação no laboratório, e a célula cultivada é a que será implantada. É mais localizado."
Brant explica que o tratamento traz esperança de combate à cegueira causada pela degeneração macular relacionada à idade e pela doença de Stargardt, mas não se aplica a todos os casos de perda de visão. "São doenças que não têm tratamentos, e isso é algo em que as células-tronco podem ajudar", acredita o pesquisador. Os primeiros pacientes a serem testados com essa técnica serão selecionados entre os já atendidos pela Escola Paulista de Medicina, mas se o número desejado - 15 - não for atendido, pessoas atingidas por uma dessas doenças poderão se candidatar.
"Desenvolvemos todos os estudos pré-clínicos em animais, vimos que realmente houve eficácia - primeiro em ratos e depois em porcos, que também apresentaram melhora na visão. Testamos a técnica cirúrgia que seria usada e, a partir daí, o estudo já foi aplicado nos Estados Unidos", disse Brant, que participou do desenvolvimento da terapia na Califórnia. "Esse trabalho será pioneiro em um tipo de degeneração que é muito comum. É só um começo, mas o campo de aplicação das células-tronco é muito alto."