Mostrando postagens com marcador Retina. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Retina. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 13 de março de 2020

Alzheimer&Pesquisas - Pesquisa da UFMG pode ajudar no diagnóstico precoce do Alzheimer

PESQUISA DA UFMG pode ajudar no diagnóstico precoce do ALZHEIMER
O exame, que ainda está em fase experimental, analisa a retina do paciente para verificar a presença de uma proteína relacionada à doença
Método desenvolvido por pesquisadores da UFMG detecta acúmulo de proteína beta-amilóide através da retina. Uma vez acumulada nos neurônios, a substância prejudica os impulsos cerebrais, levando ao Alzheimer (foto: UFMG/Divulgação)

Método desenvolvido por pesquisadores da UFMG detecta acúmulo de proteína beta-amilóide através da retina. Uma vez acumulada nos neurônios, a substância prejudica os impulsos cerebrais, levando ao Alzheimer(foto: UFMG/Divulgação)

Perda de memória, repetição de perguntas, irritabilidade, dificuldade para encontrar as palavras certas. Esses são alguns dos sintomas mais comuns do Mal de Alzheimer, doença degenerativa neurológica, geralmente silenciosa no início, que atinge mais de um milhão de brasileiros. O quadro costuma se manifestar em pessoas de idade mais avançada, sendo responsável por mais de metade dos casos de demência nessa população. Porém, apesar de ser uma doença bem conhecida da Ciência, o diagnóstico é complexo. "Ele pode ser feito clinicamente, analisando os sintomas, ou através de um PET scan, exame muito caro em que o paciente precisa tomar um contraste radioativo", diz Leandro Malard, professor do departamento de física da UFMG.


Ele é um dos integrantes de um projeto que procura uma nova forma de diagnosticar o Alzheimer antes mesmo de os sintomas aparecerem. O famoso ditado diz que "os olhos são a janela para a alma", e eles também podem ser uma janela para o cérebro. "Afinal, a retina é um tecido neuronal, que vai diretamente para o cérebro", destaca Leandro Malard. Desenvolvido em parceria com pesquisadores da área de medicina e biologia, a pesquisa usa um raio laser nos olhos para detectar a presença de uma proteína chamada beta-amilóide. "Essa substância se acumula em placas nos neurônios, lesando a célula e prejudicando as sinapses, levando ao aparecimento dos sintomas do Alzheimer", explica o professor.

Testado em retinas de uma raça de camundongos que desenvolve a doença, o diagnóstico é feito através da análise do comportamento do laser após atingir a membrana. "É uma técnica óptica chamada Espectroscopia Raman. Deste modo, obtemos diversas informações, entre elas, as ligações químicas, fornecendo uma 'impressão digital' da amostra", esclarece Leandro Malard. Caso seja detectada a presença da proteína beta-amilóide na retina, é possível iniciar um tratamento precoce do Alzheimer, evitando o surgimento de alguns sintomas e melhorando a qualidade de vida do paciente.

O próximo passo da pesquisa é mostrar que os exames podem ser feitos com segurança, sem danificar a retina. "Feito isso, será hora de pedir permissão ao comitê de ética da universidade, para começar os exames em pessoas. Ainda tem toda uma legislação por trás, então ainda devem passar alguns anos antes de a tecnologia chegar ao mercado tornando-se um método de diagnóstico eficaz e não invasivo, que poderá ser usado em consultas de rotina", projeta o pesquisador.


Leia mais no meu blog INFOATIVO DEFNET -
 Alzheimer não é uma piada, mas pode ser poesia de Vida 

sábado, 29 de abril de 2017

CEGUEIRA/TECNOLOGIAS Exame ocular britânico pode detectar sinais de cegueira

Novo exame ocular permite detetar primeiros sinais de doença que pode levar à cegueira


Uma nova técnica de exame ocular, desenvolvida no Reino Unido, permite detetar os primeiros sinais de glaucoma, uma doença dos olhos que pode levar à cegueira, segundo os resultados de um ensaio clínico hoje divulgados.


(imagem da matéria - um olho humano fotografado bem de perto)

A técnica, testada num pequeno número, não especificado, de doentes com glaucoma, por comparação com pessoas saudáveis, possibilitou aos médicos ver a morte de células nervosas na parte detrás do olho.
A perda da visão em doentes com glaucoma é causada pela morte de células na retina na parte detrás do olho.
A técnica de diagnóstico, criada por investigadores da universidade University College London e do hospital oftalmológico Western Eye Hospital, usa um marcador fluorescente que se liga às proteínas celulares quando injetado em pacientes.
As células do nervo ótico doentes aparecem como manchas fluorescentes brancas num exame ocular.
"Pela primeira vez, fomos capazes de mostrar a morte celular [de células na retina] e detetar os primeiros sinais de glaucoma. Embora não possamos curar a doença, o nosso teste significa que o tratamento pode começar antes de os sintomas surgirem", sublinhou a coordenadora do estudo, Francesca Cordeiro, do Instituto de Oftalmologia do University College London, citada num comunicado da Wellcome Trust, fundação britânica que financia a investigação científica.
A especialista lembrou que "a deteção precoce de glaucoma é vital, pois os sintomas nem sempre são óbvios", e, apesar de os métodos de diagnóstico estarem a melhorar, "a maioria dos doentes perde um terço da visão" quando a doença é diagnosticada.
De acordo com a equipa de cientistas, o uso da nova técnica ocular poderá permitir, no futuro, o diagnóstico precoce de doenças neurodegenerativas como Parkinson, Alzheimer e Esclerose Múltipla.
Os resultados do ensaio clínico, em fase inicial, são publicados na sexta-feira na revista Brain.
Fonte - http://24.sapo.pt/vida/artigos/novo-exame-ocular-permite-detetar-primeiros-sinais-de-doenca-que-pode-levar-a-cegueira

terça-feira, 28 de abril de 2015

CEGUEIRA/TECNOLOGIA ASSISTIVA - Pesquisadores usam aparelho e implante para casos de degeneração da retina

Óculos usa infravermelho para 'devolver visão' a pacientes quase cegos

(imagem - matéria com um aparelho conectado a um óculos, o Prisma, que está em um desenho representando a cabeça de uma pessoa, mostrando a conexão do mesmo e sua função para pessoas com deficiência visual, após o chip ser implantado na retina)

Pesquisadores da Universidade de Stanford desenvolveu um implante wireless que pode dar a pacientes com degeneração de retina um pouco de sua visão de volta. O dispositivo é posicionado atrás da retina, a parte do olho que contém as células fotorreceptoras que respondem à luz do mundo, desencadeando impulsos elétricos em outras células. Os impulsos são parte de uma reação em cadeia que envia dados do nervo óptico até ao cérebro. Em algumas doenças da retina, as células fotorreceptoras morrem, mas as células restantes não estão danificadas. As próteses visuais serviriam para esses casos, Diferentes próteses visuais células alvo diferentes dentro deste sistema para a estimulação elétrica. 
O PRISMA utiliza o mesmo sinal de luz para transmitir a imagem do mundo exterior e para alimentar o chip implantado. A versão mais avançada do dispositivo tem 70 mícrons de pixels, cada um dos quais inclui fotodiodos e um eletrodo de estimulação. "Nós não podemos usar a luz ambiente para alimentar estes dispositivos porque ela não é forte o suficiente, por isso usamos a luz infravermelha de alta potência”, conta Henri Lorach, da Universidade de Stanford.

Testes 
Adaptado aos seres humanos, o dispositivo usaria óculos que contenham uma câmera de gravação. Um pequeno processador integrado no sistema é capaz de converter a gravação em uma imagem infravermelha, que será enviada através de feixes ao olho. A partir daí o chip recebe o padrão e estimula as células. Testes em ratos realizados pela empresa francesa Pixium Vision, responsável pela comercialização da tecnologia, mostraram que o cérebro responde à estimulação artificial da mesma maneira que à estimulação de luz natural.
A equipe também obteve excelentes resultados tratando de acuidade visual. Os roedores atingiram um nível de visão 20/250, o que significa que eles seriam capazes de ler as letras maiores em um cartaz de oftalmologista.
Para o futuro a ideia é chegar a 20/120, o que estaria abaixo do índice que determina a cegueira nos Estados Unidos. A companhia afirma que os testes clínicos devem começar a partir do ano que vem na Europa.
FONTE - http://olhardigital.uol.com.br/noticia/-culos-usa-infravermelho-para-devolver-visao-a-pacientes-cegos/48238