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terça-feira, 28 de abril de 2015

CEGUEIRA/TECNOLOGIA ASSISTIVA - Pesquisadores usam aparelho e implante para casos de degeneração da retina

Óculos usa infravermelho para 'devolver visão' a pacientes quase cegos

(imagem - matéria com um aparelho conectado a um óculos, o Prisma, que está em um desenho representando a cabeça de uma pessoa, mostrando a conexão do mesmo e sua função para pessoas com deficiência visual, após o chip ser implantado na retina)

Pesquisadores da Universidade de Stanford desenvolveu um implante wireless que pode dar a pacientes com degeneração de retina um pouco de sua visão de volta. O dispositivo é posicionado atrás da retina, a parte do olho que contém as células fotorreceptoras que respondem à luz do mundo, desencadeando impulsos elétricos em outras células. Os impulsos são parte de uma reação em cadeia que envia dados do nervo óptico até ao cérebro. Em algumas doenças da retina, as células fotorreceptoras morrem, mas as células restantes não estão danificadas. As próteses visuais serviriam para esses casos, Diferentes próteses visuais células alvo diferentes dentro deste sistema para a estimulação elétrica. 
O PRISMA utiliza o mesmo sinal de luz para transmitir a imagem do mundo exterior e para alimentar o chip implantado. A versão mais avançada do dispositivo tem 70 mícrons de pixels, cada um dos quais inclui fotodiodos e um eletrodo de estimulação. "Nós não podemos usar a luz ambiente para alimentar estes dispositivos porque ela não é forte o suficiente, por isso usamos a luz infravermelha de alta potência”, conta Henri Lorach, da Universidade de Stanford.

Testes 
Adaptado aos seres humanos, o dispositivo usaria óculos que contenham uma câmera de gravação. Um pequeno processador integrado no sistema é capaz de converter a gravação em uma imagem infravermelha, que será enviada através de feixes ao olho. A partir daí o chip recebe o padrão e estimula as células. Testes em ratos realizados pela empresa francesa Pixium Vision, responsável pela comercialização da tecnologia, mostraram que o cérebro responde à estimulação artificial da mesma maneira que à estimulação de luz natural.
A equipe também obteve excelentes resultados tratando de acuidade visual. Os roedores atingiram um nível de visão 20/250, o que significa que eles seriam capazes de ler as letras maiores em um cartaz de oftalmologista.
Para o futuro a ideia é chegar a 20/120, o que estaria abaixo do índice que determina a cegueira nos Estados Unidos. A companhia afirma que os testes clínicos devem começar a partir do ano que vem na Europa.
FONTE - http://olhardigital.uol.com.br/noticia/-culos-usa-infravermelho-para-devolver-visao-a-pacientes-cegos/48238

terça-feira, 18 de novembro de 2014

BAIXA VISÃO/TECNOLOGIA ASSISTIVA - Ministério Público do Trabalho cria Revista Digital Interativa em Alagoas

MPT cria revista digital interativa para público de baixa visão

MPT cria revista digital interativa para público de baixa visão
(Imagem - foto colorida da matérias, com um homem de costas utilizando um tablet à sua frente, com a Revista Digital sendo audiodescrita, tendo ao fundo uma área de trabalho do MPT Alagoas - fotografia Ascom MPT)
Formato da revista, produzida com o uso de tecnologias assistivas, permite que usuários ouçam o conteúdo escrito das reportagens; material está disponível gratuitamente para computadores, tablets e smartphones
Com o objetivo de aproximar cada vez mais pessoas das ações voltadas para a defesa e proteção do trabalhador, o Ministério Público do Trabalho (MPT) em Alagoas apresenta seu novo produto de comunicação, criado com foco na acessibilidade: a Revista Digital Interativa do MPT. O material, produzido com o uso de tecnologias assistivas, permite que pessoas de baixa visão ou que possuem alguma deficiência cognitiva ouçam a descrição de reportagens relacionadas à atuação do MPT.
O projeto foi desenvolvido pelo Analista de Tecnologia da Informação do MPT/AL, Luciano Assis, que fundamentou o trabalho através do conceito de Audiodescrição, um instrumento de acessibilidade que consiste na transcrição clara e objetiva de informações compreendidas visualmente. Na prática, para escutar as reportagens da revista, o leitor deverá clicar apenas em um botão de play, disponível em cada página, para ouvir o áudio das matérias. Em uma das páginas, intitulada “MPT na Mídia”, o usuário também poderá assistir a reportagens da imprensa que destacaram a atuação do MPT.
“A princípio, a criação da revista digital foi pensada para reduzir os custos na impressão de revistas em papel, mas percebi a necessidade de aperfeiçoar o conteúdo e torna-lo diferente das demais publicações. E como o MPT possui uma coordenadoria que tem como foco de atuação a inclusão nos ambientes de trabalho das pessoas com deficiência, a Coordigualdade, pensei em fazer algo que pudesse ser aproveitado com facilidade por esse público”, explicou.
A Revista Digital do MPT está disponível nas versões Digital (apenas leitura), Digital Interativa Assistiva (transcrição de áudios das reportagens) e Digital Interativa Assistiva Completa (transcrição de áudio das reportagens e descrição auditiva das imagens). Os arquivos estão disponíveis gratuitamente para download nas versões Epub (necessário software leitor de Epub 3.0) e PDF Interativo (necessário leitor de PDF) e podem ser visualizados em computadores, tablets e smartphones.
Para fazer o download, basta acessar o site http://www.prt19.mpt.mp.br/informe-se/revista-digital.

Igualdade de oportunidades

O Censo Demográfico de 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostra que mais de 45,6 milhões de brasileiros declararam ter algum tipo de deficiência. De acordo com o estudo, cerca de 35,7 milhões disseram ter deficiência visual e, desse número, 18,8% dos entrevistados afirmaram ter dificuldade para enxergar, mesmo com óculos ou lentes de contato.
A Procuradora-Chefe do Ministério Público do Trabalho em Alagoas, Virgínia Ferreira, apoia a iniciativa e ressalta que a criação da revista interativa foi um passo conquistado em favor da divulgação da proteção ao trabalhador, da atuação institucional e da garantia de acessibilidade plena.
Fonte: Ascom/MPT  http://www.alagoas24horas.com.br/conteudo/?vCod=214135
LEIAM TAMBÉM OUTRAS MATÉRIAS SOBRE TECNOLOGIA ASSISTIVA NESSE BLOG E NO INFOATIVO.DEFNET 

domingo, 3 de novembro de 2013

TECNOLOGIA ASSISTIVA/CEGOS - Em Itu foi desenvolvido um semáforo adaptado para pessoas cegas

Alunos de Itu desenvolvem semáforo para deficientes visuais

Professor cego do Senai auxiliou no projeto.Antes de ir para as ruas, equipamento precisa de autorização do Denatran.

Estudantes contam com a ajuda de deficientes visuais para desenvolver o semáforo (Foto: Reprodução/TV Tem)
(imagem - foto colorida com os estudantes do Senai de Itu, com o semáforo do lado direito, com um piso tactil no meio da foto, com o aparelho desenvolvido ligado ao semáforo sendo manipulado por uma pessoa no canto direito - fotografia da reportagem TV Tem)
Um projeto desenvolvido por estudantes do Senai de Itu (SP) pode facilitar a locomoção de deficientes visuais. O semáforo adaptado oferece mais segurança e independência na hora de atravessar a rua.
Aparentemente é um semáforo comum, mas a diferença é que ele está instalado no corredor de uma escola técnica e tem um papel a mais: a inclusão social. O equipamento desenvolvido por alunos conta com uma tecnologia diferenciada para pedestres que são deficientes visuais. Um sistema de identificação por radiofrequência avisa a hora certa de passar. O bracelete com um transmissor vibra e orienta o pedestre.
Gelson dos Santos nasceu com cegueira total e se formou em sistemas de informações e pedagogia. Atualmente trabalha no Senai de Itu ensinando deficientes visuais e capacitando professores. Ele conta que ajudou no desenvolvimento do projeto. "A vantagem e a diferença deste semáforo para os sonoros que já existem está em que este não faz barulho. Não fica incomodando os moradores ao redor do semáforo. E uma outra qualidade desse semáforo é que ele tem no bracelete um sistema vibratório. Mesmo se tiver barulho, o pedestre vai perceber através da vibração que vai fazer no braço", explicou.
Depois dos testes em laboratório, o semáforo vai funcionar em uma rua de Itu. Mas para ser instalado definitivamente nas vias, o equipamento precisa ser validado pelo Departamento Nacional de Trânsito (Denatran). "Nossa parte é a criação das ideias, o desenvolvimento da tecnologia e passamos isso para a indústria. Já existe alguma coisa nesse sentido para compor uma parceria na fabricação desse sistema", adianta o professor João da Silva.
fonte -
http://g1.globo.com/sao-paulo/sorocaba-jundiai/noticia/2013/11/alunos-de-itu-desenvolvem-semaforo-para-deficientes-visuais.html

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

CEGOS/AUDIODESCRIÇÃO - Justiça determina prazo para o Ministério das Comunicações

Governo deve manter implantação de audiodescrição na TV


O Tribunal Regional Federal da 1ª Região suspendeu portaria do Ministério das Comunicações que alterava o cronograma para implementação do recurso de audiodescrição na programação da televisão brasileira. De acordo com decisão do TRF-1, o Ministério das Comunicações tem 60 dias, a contar da intimação da decisão proferida no dia 2 de outubro, para cumprir o cronograma inicial previsto na Norma Complementar 1/2006.
Esta norma estabeleceu o prazo para implementação do recurso e o período mínimo que as emissoras devem disponibilizar a audiodescrição. Porém, por meio da portaria MC 188/2010 — agora suspensa pelo TRF-1 —, o Ministério das Comunicações ampliou o prazo e reduziu a escala de programação. A multa, caso o cronograma inicial não seja cumprido, é de R$ 5 mil por dia de atraso.
De acordo com a Portaria MC 188/2010, a audiodescrição corresponde a uma locução, em língua portuguesa, sobreposta ao som original do programa, destinada a descrever imagens, sons, textos e demais informações que não poderiam ser percebidos ou compreendidos por pessoas com deficiência visual. 
As restrições aos direitos dos portadores de necessidades visuais, elencadas na Portaria 188/2010, afiguram-se como graves violações aos princípios da não discriminação, da proibição do retrocesso e da isonomia, na medida em que impõe tratamento diferenciado ao mesmo universo de telespectadores que pretendem ter acesso às fontes de cultura nacional”, apontou o desembargador federal Souza Prudente, relator do caso.
Ele afirmou em sua decisão que a Norma Complementar, juntou com outras legislações relacionadas, deram eficácia aos comandos da Constituição, “que garante a todos (direito difuso e fundamental) o acesso à informação (CF, artigo 5º, XIV), promovendo a integração na vida comunitária das pessoas portadoras de deficiência (CF, artigo 203, IV) e assegurando a todos o pleno exercício dos direitos culturais e acesso às fontes de cultura nacional (CF, artigo 215, caput)”.
O relator apontou em seu voto que, na ótica do Supremo Tribunal Federal, o princípio da proibição do retrocesso impede, em tema de direitos fundamentais de caráter social, que sejam desconstituídas as conquistas já alcançadas pelo cidadão ou pela formação social em que vive. “Em manifesto prejuízo aos quatro milhões de brasileiros portadores de necessidade visual, o Ministério das Comunicações editou a Portaria 188/2010, que fixou novo cronograma de implantação do recurso de audiodescrição cujo conteúdo é bastante restritivo em relação às conquistas previstas na Norma Complementar 1/2006 a caracterizar, na espécie, a ilegitimidade do cronograma”, afirmou.
De acordo com o Souza Prudente a audiodescrição permite a qualquer usuário, mesmo aquele que não pode enxergar, receber a informação contida na imagem ao mesmo tempo em que esta aparece, possibilitando apreciar integralmente a obra, seguir a trama e captar a subjetividade da narrativa da mesma forma que alguém que enxerga perfeitamente. Com informações da Assessoria de Imprensa do TRF-1.
4712-38.2009.4.01.3400

terça-feira, 30 de abril de 2013

CEGOS/TECNOLOGIAS ASSISTIVAS - Foi lançado o Scanner Leitor Portátil para cegos terem leitura de texto em Braille

 Empresa cria programa que para dispositivos móveis que lê textos escritos em Braille
 Pessoas com deficiência visual serão beneficiadas com a inovação que vai melhorar suas vidas. A NN Solutions lançou o software, Scanner Leitor Portátil, que permite através de um dispositivo móvel, a leitura em voz alta de textos que não foram passados para o braille.
O software foi desenvolvido pela NN Solutions, empresa instalada na Incubadora do Parque Tecnológico da Bahia, e o programa de leitura para celular melhora a qualidade de vida de deficientes visuais e permite mais independência nas ações cotidianas. O programa captura uma imagem do texto por meio da câmera do celular, reconhece as letras presentes na imagem e em alguns segundos, ler o texto para o usuário por meio de voz sintetizada: “Esta solução é ideal para pessoas com alguma deficiência visual”, avaliou o gerente da empresa, Vitor Teixeira.
O Parque Tecnológico tem despertado o interesse dos estudantes em conhecer suas instalações e o que está sendo desenvolvido no empreendimento “O Parque Tecnológico está aberto para a aproximação da comunidade. Queremos popularizar este equipamento que é fundamental para o desenvolvimento científico e tecnológico do nosso estado”, enfatizou o secretário Paulo Câmera, titular da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado (Secti), que coordena o parque.
Numa visita ao local, o estudante do IFBA de Porto Seguro, Mario Masseli, que é portador de deficiência visual, experimentou o scanner durante visita e avaliou o software: “Achei fantástico esse software que capta a imagem de um texto e traduz em voz. A visita ao Parque Tecnológico hoje foi muito importante porque ganhei um grande motivo para seguir em frente. Valeu a pena a viagem até aqui” comemorou o jovem que quer seguir carreira na área de tecnologia.
O Scanner Leitor Portátil (SLEP) é um aplicativo de acessibilidade sucesso em smartphones da Nokia e que agora tem uma versão para o consagrado sistema operacional da Google, o Android.
A nova interface, com botões que ocupam toda tela do aparelho e respondem rapidamente aos toques, proporciona mais conforto para o deficiente visual como comenta Jefferson Lisboa Teles – Voluntário de testes do Instituto de Cegos da Bahia: “A navegação está muito mais simples e intuitiva. Nunca tive experiência com aparelhos touchscreen e precisei de menos de 1 minuto para usar o aplicativo de olhos fechados”.
O SLEP é um aplicativo desenvolvido para dispositivos móveis com sistema operacional Android 4.0 ou superior e câmera de resolução superior a 3 Megapixel, com ajuste automático da distância focal (autofocus). Para sua maior comodidade, o Google Play verifica automaticamente se o dispositivo é compatível e não permitirá a instalação do aplicativo caso não seja.
Depois de instalada, a aplicação ocupa um espaço de aproximadamente 13 Mega Bytes na memória do aparelho. As dependências também ocupam espaço de memória no aparelho, que juntamente com o SLEP requer aproximadamente 20 Mega Bytes. Portanto certifique-se de que há espaço suficiente na memória para a instalação do SLEP e suas dependências.
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UMA LUZ NO FIM DO LIVRO http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2010/09/uma-luz-no-fim-do-livro.html

quarta-feira, 24 de abril de 2013

CEGOS/TECNOLOGIAS - Um smartphone em BRAILLE está para ser lançado

Primeiro celular em Braille pode chegar às lojas em 2013
(imagem - foto colorida de um menino sorrindo, no canto esquerdo, com um smartphone branco com teclas em braille e sinais para avançar e retroceder as comunicações - fotografia de divulgação)
Um novo smartphone, que adapta o Sistema Braille para exibir fotos e mapas para deficientes visuais, pode chegar ao mercado no final de 2013. Criado por Sumit Dagar, designer que trabalha em conjunto com pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Délhi, o produto transforma imagens em pontos salientes na superfície do aparelho, que podem ser reconhecidos por meio do tato.
Após um trabalho de pesquisa de três anos, Dagar desenvolveu um protótipo que apresentou bom desempenho nos testes e pode chegar ao mercado em breve. "A motivação por trás do projeto é dar um grande passo em design para ajudar os deficientes visuais que ainda usam produtos ineficientes e caros. Este projeto oferecerá uma plataforma inovadora que permitirá uma nova dimensão de comunicação para estes usuários", diz Dagar, em seu site oficial.
O trabalho foi apresentado pela primeira vez em um seminário TED Talks, em 2011, nos Estados Unidos e ganhou financiamento por meio de um prêmio da Rolex, que incentiva projetos inovadores pelo mundo. Segundo Dagar, quando o produto estiver pronto, ele será capaz de exibir imagens transmitidas em tempo real: uma pessoa com deficiência visual que esteja participando de uma videochamada, por exemplo, poderá "sentir" as expressões faciais da outra pessoa por meio do tato.
O aparelho inclui uma superfície composta por pinos salientes que se movimentam para cima e para baixo para mostrar imagens e textos para o usuário. O produto usa uma tecnologia conhecida como shape-memory alloy, que faz a superfície feita de alguns materiais, como aço e zinco, retornar à posição normal quando sofre ação do calor. Ainda não há previsão de quanto o produto custará quando chegar às lojas, nem os países que o receberão primeiro.

domingo, 24 de março de 2013

ACESSIBILIDADE/CONCURSOS - STJ afirma direito de pessoa com deficiência visual

PRINCÍPIO DA IGUALDADE

Convocação de concurso público deve ser acessível


A União não conseguiu reverter no Superior Tribunal de Justiça uma decisão que garantiu a um deficiente visual o direito de participação em um concurso público. O candidato perdeu o prazo para a perícia médica porque não soube da convocação. Para o STJ, o informe de chamada apenas por escrito afronta o princípio de igualdade previsto na Constituição Federal.
Aprovado em concurso para o cargo de técnico judiciário do Tribunal Regional Eleitoral do Pará, o deficiente visual foi convocado para perícia médica por meio de publicação no Diário Oficial da União e pela internet, em arquivo PDF, formato que não é compatível com o programa que permite o uso de computadores por deficientes visuais.
Por causa da deficiência, o candidato não teve como saber sobre a convocação e acabou eliminado do certame. Entrou com ação na Justiça Federal em Alagoas, onde mora, e conseguiu sentença que o manteve no concurso. A União apelou ao Tribunal Regional Federal da 5ª Região, alegando que o deficiente visual queria “tratamento diferenciado”.
A apelação foi negada. A decisão do TRF-5 considerou “desarrazoado, impróprio e desproporcional” o ato de convocação na forma como foi realizado. Ressaltou que a convocação dos candidatos deficientes feita pelos moldes tradicionais não é apropriada nem eficaz para o fim de propiciar a inserção dos deficientes físicos no serviço público, como dispõe a Lei 7.853/89. 
O acórdão declarou ainda que a forma de convocação utilizada contraria o princípio da igualdade estabelecido no artigo 5º da Constituição Federal, pois não se pode dispensar aos deficientes visuais o mesmo tratamento dado aos que enxergam. Por essa razão, entendeu ser possível a revisão do mérito do ato administrativo pelo Poder Judiciário.
O TRF5 ainda apontou alternativas simples. Afirmou que a convocação deveria ter sido feita de forma direta, mediante, por exemplo, o envio de correspondência — telegrama ou carta registrada — ou um telefonema. 
A União não se recorreu ao STJ alegando violação à Lei 8.112/90 (Estatuto do Servidor) e aos artigos 5º e 37 da Constituição. Este último trata dos princípios que regem a administração pública.
O relator, ministro Humberto Martins, não conheceu do recurso. Primeiro porque a decisão contestada não se fundamentou na Lei 8.112/90. Segundo, porque a análise de supostas violações a dispositivos constitucionais é de competência do Supremo Tribunal Federal. 
De acordo com o ministro, é importante ressaltar que um dos objetivos propostos pela Constituição é reduzir as desigualdades e promover a integração social. Ainda é possível recorrer no próprio STJ ou ao STF. Com informações da assessoria de imprensa do Superior Tribunal de Justiça.
FONTE - http://www.conjur.com.br/2013-mar-23/convocacao-concurso-publico-acessivel-deficientes-stj
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PARA ALÉM DO PRECONCEITO - A Convenção, Cidadania e Dignidade http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2010/12/para-alem-do-preconceito-convencao.html

sexta-feira, 15 de março de 2013

CEGOS/TECNOLOGIAS ASSISTIVAS - Empresa Amazonense ganha prêmio por inovação para deficientes visuais

Facilidades para deficientes visuais
Caneta falante e etiquetas: em salas de aula e na identificação de objetos
*(imagem - foto colorida da caneta falante e etiquetas, para uso em sala de aula e identificação de objetos)

A empresa amazonense Pentop venceu a etapa nacional do Prêmio Finep de Inovação 2012 na categoria Tecnologia Assistiva, concedido pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), com um sistema de vocalização de etiquetas destinado a pessoas com deficiência visual. Ele é composto por um dispositivo chamado de caneta falante – que possui um sensor na ponta e um processador computacional capaz de decodificar materiais impressos e reproduzir sons previamente gravados – e um conjunto de etiquetas com códigos impressos. 

O sistema foi concebido para uso em salas de aula e na identificação de objetos, como roupas, CDs, DVDs e medicamentos, facilitando a vida de cegos e de quem tem visão limitada. As etiquetas utilizam o mesmo princípio usado no código de barras, mas em vez do leitor óptico usado nas caixas registradoras a leitura é feita pelo sensor da caneta dotada de voz. 

O sistema premiado tem como sequência o projeto intitulado “Dinheiro falante para cegos”, em desenvolvimento por Danielle Castro e Marivaldo Albuquerque, graduado em tecnologia da informação e diretor da Pentop, abrigada no Centro de Incubação e Desenvolvimento Empresarial (Cide), de Manaus, com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam). 

A proposta inicial, concluída com sucesso, era desenvolver uma codificação para ser aplicada às cédulas de dinheiro no momento de sua fabricação. No caso das cédulas, o código é impresso em toda a extensão da nota e sua identificação é feita por um software integrado à caneta. Os testes, previstos para este mês de março, serão feitos pela Biblioteca Braille do Amazonas, parceira do projeto.

FONTE - http://revistapesquisa.fapesp.br/2013/03/15/facilidades-para-deficientes-visuais/

segunda-feira, 11 de março de 2013

CEGOS/DIREITOS - Projeto de Lei 4814/12 garante semáforos sonoros nas ruas próximo locais de reabilitação

Projeto exige alerta sonoro em semáforo próximo a serviço de reabilitação


Mara Gabrilli
(imagem descrita - foto da Deputada Mara Gabrilli: medida vai facilitar a travessia de pedestres com deficiência visual.)
A Câmara analisa o Projeto de Lei 4814/12, da deputada Mara Gabrilli (PSDB-SP), que torna obrigatória a existência de semáforo com dispositivo sonoro nas vias públicas que deem acesso a serviços de reabilitação. O objetivo principal da medida é facilitar a travessia de pessoas com deficiência visual.
“Privar o pedestre com deficiência visual da informação sonora dos semáforos equipara-se a privá-lo do próprio direito de ir e vir, tal como a falta de guia rebaixada para um cadeirante”, diz a deputada.
O projeto altera a lei que trata das normas gerais e critérios básicos para a promoção da acessibilidade das pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida (Lei 10.098/00). Atualmente, essa lei já exige semáforos com dispositivo sonoro nas vias de grande circulação.
Mara Gabrilli afirma, no entanto, que o Poder Público também precisa facilitar o acesso das pessoas com deficiência aos serviços de reabilitação, “como medida última para garantir o mínimo de dignidade, autonomia, socialização e segurança dessas pessoas”.
Tramitação
A proposta tramita em conjunto com o PL 7699/06, que cria o Estatuto da Pessoa com Deficiência e aguarda inclusão na pauta no Plenário.

Íntegra da proposta:

  • PL-4814/2012  fonte - http://www2.camara.leg.br/camaranoticias/noticias/TRANSPORTE-E-TRANSITO/437277-PROJETO-EXIGE-ALERTA-SONORO-EM-SEMAFORO-PROXIMO-A-SERVICO-DE-REABILITACAO.html
Reportagem – Oscar Telles
Edição – Pierre Triboli

sábado, 9 de março de 2013

AUDIODESCRIÇÃO/CEGOS - Filme ERA UMA VEZ EU, VERÔNICA é audiodescrito em PE

Era uma vez eu, Verônica será exibido com audiodescrição
Era uma vez eu, Verônica é o primeiro filme pernambucano com áudio-descrição. Foto: Imovision/ Divulgação.
*(Imagem - foto colorida de divulgação do filme, com uma mulher jovem que repousa a cabeça em um travesseiro sobre as pernas de um homem mais velho que lê um livro)
O Cinema São Luiz vai exibir a produção Era uma vez eu, Verônica, do diretor Marcelo Gomes, com o recurso de tradução visual conhecido como audiodescrição. A sessão será nesta segunda-feira, às 19h30, a entrada é gratuita. 

A audiodescrição, iniciada nos Estados unidos na década de 80, é um recurso assistivo que traduz em palavras os eventos visuais em filmes, em peças teatrais e em outros tipos de apresentação cultural, de modo a dar acessibilidade comunicacional para as pessoas com deficiência visual, intelectual ou outras.

Era uma vez eu, Verônica é o primeiro longa-metragem pernambucano com audiodescrição. De acordo com o Professor de audiodescrição da Curso de Rádio, TV e Internet da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Dr. Francisco Lima, a iniciativa já abre caminho para outras produções. "Ter um filme pernambucano com audiodescrição nos cinemas de Recife pode ser um pequeno passo para a inclusão das centenas de milhares de pessoas com deficiência visual, em nosso Estado, mas é, certamente, um passo gigante contra a exclusão comunicacional que impera no circuito fílmico comercial."

Sinopse oficial:

Era uma vez eu, Verônica revela as reflexões de Verônica, uma estudante de medicina recém-formada, passando por um momento de incertezas. Ela questiona não só suas escolhas profissionais, como suas relações mais íntimas e até mesmo sua capacidade de lidar com a vida.
FONTE - http://www.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/viver/2013/03/08/internas_viver,427463/era-uma-vez-eu-veronica-sera-exibido-com-audiodescricao.shtml

domingo, 3 de março de 2013

TECNOLOGIAS ASSISTIVAS - No Piauí luva ultrassônica ajuda pessoas cegas

Robótica melhora vida de pessoas com deficiência no Piauí
*(Imagem - foto do protótipo de luva eletrônica com uma placa eletrônica e dispositivos de tecnologia assistiva montados no Instituto Federal do Piauí)
Imagine que uma pessoa com deficiência visual tenha à sua disposição um equipamento, que durante o seu deslocamento lhe informe quando ele se aproxima de algum obstáculo, podendo assim desviar e continuar a se locomover? Parece história de filme de ficção científica, mas isso começa a se tornar realidade no Piauí. Esse e outros equipamentos voltados a melhorar a vida de pessoas com deficiência estão sendo desenvolvidos por pesquisadores piauienses nos laboratórios das universidades públicas do Estado.
A luva ultrassônica, como foi batizado o equipamento que identifica obstáculos para os deficientes visuais, foi desenvolvida pelo professor do Instituto Federal do Piauí (IFPI), Marcelino Almeida, juntamente com os alunos dos cursos de sistema de informação e eletrotécnica, do campus de Parnaíba. O experimento, que ainda está na fase de protótipo, foi premiado como um dos 20 melhores projetos na Mostra Nacional de Robótica de 2012, realizada em Fortaleza-CE.
Durante reunião realizada entre representantes da secretaria estadual para Inclusão da Pessoa com Deficiência (Seid), da coordenadoria estadual da Juventude (Cojuv), da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Piauí (Fapepi) e da secretaria de Desenvolvimento Econômico e Tecnológico do Piauí (Sedet), o professor Marcelino fez uma demonstração do seu experimento. O servidor da Seid, Luís Sampaio, que é deficiente visual, utilizou a luva e ficou impressionado. “Esse é um equipamento super importante, que será muito útil para pessoas com deficiência visual, como é o meu caso”, destaca Luís.
 A reunião entre os órgãos do Estado teve como objetivo encontrar alternativas para despertar em pesquisadores e estudantes o interesse em desenvolver tecnologias que ajudem as pessoas com deficiência no seu dia-a-dia. O secretário da Seid, Hélder Jacobina, conta que o Piauí deve se integrar a uma rede nacional de pesquisa já existente, que desenvolve tecnologias assistivas. “Já realizamos algumas reuniões e queremos que o Piauí faça parte da rede de pesquisa do Centro Nacional de Referência em Tecnologias Assistivas (CNRTA), que atualmente conta com 29 universidades”, explica.
Para a presidente da Fapepi, professora Bárbara Melo, é muito importante firmar essa integração entre as pessoas com deficiência com as universidades, para que se desenvolvam tecnologias voltadas a melhorar a vida dessas pessoas. O professor Marcelino ressalta que a luva ultrassônica ainda está em fase de protótipo, mas que tecnologias como essa, desenvolvidas no Piauí podem ajudar a melhorar a vida de pessoas com deficiência. O diretor Técnico-Científico da FAPEPI e professor da UESPI, Ricardo de Andrade, ressalta que a aproximação entre a academia e a sociedade é essencial para que os pesquisadores compreendam as demandas da sociedade e possam trabalhar para solucioná-las.
Luís Sampaio destacou a importância de ouvir as pessoas com deficiência durante o desenvolvimento dessas tecnologias. “Gostaria de parabenizar aqui tanto o secretário Hélder Jacobina, quanto os pesquisadores. O secretário teve a iniciativa, que para mim é louvável, de chamar as partes interessadas para descobrir o que é mais urgente nesse trabalho”, conta. Para Hélder Jacobina não há como beneficiar as pessoas com deficiência, sem a participação da parte mais interessada. “Existe uma máxima nesse segmento que diz: nada sobre nós, sem nós. E é isso que estamos procurando fazer”, afirma. 
O laboratório responsável pelo desenvolvimento de tecnologias assistivas no Piauí é o Labiras (LABoratory of Intelligent Robotics, Automation and Systemas), que é um laboratório de pesquisa sediado no Centro de Tecnologia e Urbanismo (CTU) da UESPI. O LABIRAS tem como coordenador-geral o Prof. Hermes Manoel Galvão Castelo Branco. Devido à abrangência dos temas estudados, o LABIRAS é dividido em 6 (seis) sub-grupos: Robótica, Controle e Automação, Sistemas Inteligentes, Redes de Computadores e Comunicação de Dados, Visão Computacional e Sistemas Elétricos de Potência.
fonte - http://www.cidadeverde.com/robotica-melhora-vida-de-pessoas-com-deficiencia-no-piaui-126571

LEIA TAMBÉM SOBRE O TEMA NO MEU BLOG INFOATIVO.DEFNET - 

SEREMOS, NO FUTURO, CIBORGUES? Para além de nossas deficiências humanas http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2012/02/seremos-no-futuro-ciborgues-para-alem.html

sábado, 2 de março de 2013

TECNOLOGIAS ASSISTIVAS/CEGOS - Jovem norte americano inventa "poder do homem aranha''

Jovem cria ‘poder’ do homem aranha e quer ajudar pessoas com deficiência

Através de um sistema de sensores, a roupa criada por um estudante norte-americano é capaz de detetar objetos ao redor de quem o utiliza. Segundo o próprio afirma, invenção poderá ajudar pessoas com deficiência visual no futuro.

O homem-aranha tem décadas. Primeiro foi a banda desenhada, depois os brinquedos, até aos filmes de produções Hollywood vistos por milhões de pessoas. Os poderes do homem que consegue trepar paredes marcou gerações, toda a criança gostaria de imitar os seus truques com as teias.

Mas, e se conseguíssemos ganhar poderes idênticos ao Spider Man? Não, na verdade ainda não será possível andarmos a saltar de prédio em prédio apenas presos por fios de aranha. A invenção é outra, mas não deixa de dar capacidades de super herói.

Chama-se Victor Mateevitsi, estuda na Universidade de Illinois, estado norte-americano de Chicago, e desenvolveu um fato que permite detetar objetos à distância.

A peça é incorporada com um grupo de sensores, que através de ondas ultrassom avisa-nos o local, a direção e até o tamanho de determinado obstáculo.

A invenção de Victor faz parte da sua tese de doutoramento. Certo é que poderá no futuro desempenhar um papel importante na vida das pessoas com deficiência visual.

Victor e alguns colegas já levaram a cabo alguns testes e os resultados são animadores. Em mais de 90 por cento das vezes, a pessoa com o fato vestido conseguiu detetar objetos à distância, quando tinha na verdade os olhos vendados.

O próprio nome do fato foi mesmo imaginado para sugerir um super poder. O ‘SpiderSense’ continuará agora a ser testado e Victor prepara-se para apresentar oficialmente o projeto. O estudante norte-americano estará presente numa conferência de realidade aumentada, marcada para 7 de março, em Estugarda, Alemanha.

FONTE - http://www.ptjornal.com/2013030114409/geral/tecnologia-ciencia/jovem-cria-poder-do-homem-aranha-e-quer-ajudar-pessoas-com-deficiencia-foto.html

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

CEGOS/ACESSIBILIDADE - DORINA NOWILL promove formação para profissionais de hotéis

FUNdação dorina realiza SEMINÁRIO sobre acessibilidade para cegos

Com foco nos mundiais esportivos dos próximos anos, a Fundação Dorina Nowill para Cegos promove na capital paulista, na próxima terça-feira (26), o evento Soluções em Acessibilidade – Como se preparar para atender pessoas com deficiência.
Profissionais de hotéis terão a oportunidade de tirar dúvidas sobre acessibilidade e sobre adequação de espaços, além da preparação de equipas para atendimento a pessoas com deficiência visual.
“Hoje, um serviço diferenciado e exclusivo é o que torna um hotel mais competitivo e com maior qualidade do que seus concorrentes. A pessoa com deficiência faz parte de um público consumidor que faz refeições fora de casa, viaja, passeia, consome lazer e diversão. É o momento da área olhar para esse público do modo adequado”, explica Eliana Cunha, ortopedista da Fundação Dorina.
Gratuito, o encontro acontece no auditório da entidade.
Serviço
(11) 5087-0943
rsvp@fundacaodorina.org.br
FONTE - http://hoteliernews.com.br/2013/02/fundacao-faz-seminario-sobre-acessibilidade-para-cegos/

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

ACESSIBILIDADE CULTURAL - Audiodescrição e legendagem no Cinema pela Midiace

Associação descreve filmes para deficientes visuais e auditivos


*imagem - foto colorida com fundo verde, onde um jovem com uma camiseta branca olha para outro jovem de costas com um fone de ouvidos sobre seu boné)


Tornar possível a compreensão de um filme por deficientes auditivos e visuais. Esse é o objetivo da Midiace (Associação Mídia Acessível), instituição sem fins lucrativos dedicada à legendagem e audiodescrição de produções para pessoas com esses tipos de necessidades especiais. A associação atendeu aproximadamente 600 pessoas desde a sua criação, em agosto do ano passado.
O primeiro filme a receber os recursos do projeto foi o drama nacional Signo da Cidade, dirigido pelo também ator Carlos Alberto Riccelli, em junho de 2008. O trabalho de legendagem e audiodescrição foi feito por Rodrigo Campos, presidente da associação, Cíntia Araújo, Leise Abreu e Renise Santos. "A iniciativa nasceu da vontade de se colocar em prática os conhecimentos adquiridos no curso de tradução da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), mas, sobretudo, de tornar a magia do cinema acessível ao público de deficientes visuais e auditivos", declarou Campos em entrevista ao Cinema em Cena.
O trabalho feito no longa pôde ser conferido em diversas capitais, como Belo Horizonte, Salvador e São Paulo, além de várias cidades do interior. Motivado com a boa recepção do projeto, a iniciativa está sendo desenvolvida em Salvador, Fortaleza e BH, onde está a sua sede. Campos ainda completa que "por se tratar da primeira associação brasileira de audiodescritores (certificados pelas universidades) e contar com associados de várias regiões, podemos dizer que já contamos com representantes na maioria dos estados brasileiros".
Para se fazer a legendagem e roteiro da audiodescrição, é necessário o domínio de português, software para marcação de tempo e percepção audiovisual, em cinema, TV e teatro. Segundo o presidente da associação, também é preciso ter a compreensão de "o que" e "como" audiodescrever e sintaxe-chave. "Para quem deseja uma certificação acadêmica, os cursos de legendagem e audiodescrição são oferecidos nas UFMG, UFBA e UECE", informa a associação  que também está desenvolvendo a “Campanha Nacional pela Audiodescrição”, que tem como objetivo a implementação do recurso em todo Brasil. Para isso, serão exibidos vídeos com artistas como Reynaldo Gianecchini, Cazé e Marcos Frota, nos cinemas e redes de televisão do país. Também faz parte da iniciativa um vídeo, gravado em outubro, com a atriz Lucélia Santos sobre a importância da audiodescrição e legendagem para os surdos, lançado no 1º Encontro Nacional de Audiodescritores, em São Paulo.
O vídeo explicativo rodado pela atriz foi patrocinado pela AeC, empresa de gerenciamento de projetos, outsourcing, consultoria, contact center e treinamento. Quando começou a desenvolver a campanha, a Midiace enfrentou problemas para arcar com os gastos das gravações, por se tratar de se tratar de uma associação sem fins lucrativos. Assim, a AeC arcou com os custos, tornando o projeto viável.ma Campos.
Os funcionários com deficiência auditiva e visual da empresa também têm a oportunidade de participar de sessões com esse recurso.Além da campanha, a associação já fez a audiodescrição de quatro filmes estrangeiros para a Rede Globo. “Esses longas serão exibidos em cadeia nacional assim que a audiodescrição for implantada na TV, declarou Campos.A AeC é sócia do Cinema em Cena. 
FONTE-http://www.cinemaemcena.com.br/plus/modulos/noticias/ler.php?cdnoticia=30497
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domingo, 17 de fevereiro de 2013

CEGUEIRA/FUTURO - O primeiro Olho Biônico está aprovado

FDA aprova entrada no mercado do primeiro olho biónico
O equipamento chama-se Argus II Retinal Prosthesis System.
Aprovada comercialização do primeiro 'olho biónico'

A agência do medicamento norte-americana aprovou nesta semana a entrada no mercado do primeiro olho biónico para tratamento da cegueira. O equipamento vai servir para restaurar uma parte da visão aos doentes com retinose pigmentar, uma doença genética incurável em que as pessoas vão perdendo a visão.

O equipamento chama-se Argus II Retinal Prosthesis System e foi desenvolvido pela empresa californiana Second Sight Medical Products. A implantação do olho biónico passa pela cirurgia onde se coloca na retina do paciente uma pequena lâmina de eléctrodos sensível à luz.

Nas experiências feitas em 30 pessoas entre os 28 e os 77 anos, que tinham a patologia e cuja visão estava próxima do zero, os pacientes passaram a distinguir formas entre o branco e o negro e movimentos.

"Sem este sistema, não conseguiria ver nada, se alguém estivesse à minha frente e se movess
e para a esquerda ou para a direita, não me iria aperceber do movimento”, disse Elias Konstantopolous, um dos doentes que testou o olho biónico. “Quando não se tem nada, isto é alguma coisa. É muito”, disse ao jornal norte-americano New York Times.

Esta doença afecta cerca de um em cada 3000 recém-nascidos. O problema genético afecta as células do olho sensíveis aos raios luminosos e transmitem a informação ao cérebro. Nestes pacientes, estas células vão perdendo progressivamente esta capacidade. A cegueira pode começar a aparecer na infância ou adolescência e vai reduzindo a área de visão do doente ao longo dos anos.

“Este novo sistema é uma grande oportunidade para as pessoas que são cegas devido à retinose pigmentar. Este olho biónico proporciona a capacidade de perceber as formas e os movimentos. Permite que estes doentes sejam mais independentes a levar a cabo as tarefas quotidianas”, disse Jeffrey Shuren, director do Centro de Saúde de Radiologia e Dispositivos da Food and Drug Administration, a agência norte-americana que deu agora o aval para este equipamento entrar no mercado.

O olho biónico está indicado para pessoas com mais de 25 anos. Segundo a AFP, o custo do Argus II na Europa é de 73.000 euros.

fonte - http://www.publico.pt/tecnologia/noticia/fda-aprova-entrada-no-mercado-do-primeiro-olho-bionico-1584749

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ROBÔS, POLÍTICA E DEFICIÊNCIA.http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2012/07/robos-politica-e-deficiencia.html


SEREMOS, NO FUTURO, CIBORGUES? Para além de nossas deficiências humanas http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2012/02/seremos-no-futuro-ciborgues-para-alem.html

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

CEGOS/TRABALHO - Pessoas cegas cozinham dentro de ônibus

ONG cria ônibus restaurante com cozinheiros cegos na Argentina
Um restaurante móvel totalmente escuro e servido exclusivamente por funcionários cegos pretende conscientizar os argentinos sobre a realidade enfrentada pelos deficientes visuais.
Ônibus pode receber até 25 convidados e circula por escolas, empresas e órgãos públicos (Imagem - foto colorida com o Ônibus que traz escrito em amarelo GALLIT, seguido de OO, como olhos e palavra CIEGOS invertida que se conectam aos dois OO*)

O grupo de dez cozinheiros e garçons tem percorrido escolas, empresas e organismos públicos no ônibus transformado em restaurante ambulante por iniciativa de uma organização não-governamental voltada para a inclusão social.

A fundadora da ONG Audela, criadora do projeto, a filósofa argentina Monica Espina, contou que os cozinheiros estudaram até quatro anos no Instituto Argentino de Gastronomia (IAG), onde aprenderam a fazer uma série de pratos, incluindo salgados, como pizzas e carnes, e sobremesas.Os integrantes do projeto chamado "Gallito Ciego" ("Galinho Cego", na tradução literal) têm entre 25 e 50 anos de idade e deficiência visual desde o nascimento ou adquirida por doenças como diabete.
"O objetivo da iniciativa é gerar conscientização de que pessoas cegas também podem ser autônomas e realizar diferentes atividades profissionais", disse Espina à BBC Brasil. "No ônibus, eles cortam as verduras, cozinham, colocam a mesa, servem os clientes e lavam os objetos usados."
Ela conta que há espaço para até 25 convidados no ônibus, que integra os trabalhos da ONG na localidade de Acassuso, no município de San Isidro, na província de Buenos Aires.
A comida é servida no escuro para que pessoas com visão tenham a mesma experiência dos que não vêem, como contou uma das cozinheiras.
O ônibus do Gallito Ciego começou a circular em outubro do ano passado e desde então esteve em 17 locais, incluindo uma empresa que os contratou na cidade de San Pedro, a quase 200 quilômetros de Buenos Aires, e em uma festa de um aniversario na capital argentina.
"Nosso projeto é viajar por todo o país, gerando consciência para a questão", afirma Espina. "Por isso, pensamos neste ônibus bem equipado." Os cozinheiros recebem pagamento por hora de trabalho e contam com apoio do pessoal da ONG, como o motorista.
ESCOLAS
Espina conta que nas escolas por onde passaram os cozinheiros ouvem dos alunos perguntas sobre "como é ser cego" e "o que sonham", por exemplo.
Karina Chediek, de 39 anos, que perdeu a visão aos 23 anos devido a complicações com a diabete, e María Susana Luna, de 25 anos, que perdeu a visão pouco depois do nascimento, disseram à BBC Brasil que a experiência as "motivou" a sair para trabalhar.
"Eu era dona de casa e, a partir deste projeto, fiquei ainda mais entusiasmada com a vida", diz Karina. "Podemos conscientizar as pessoas de que, apesar de sermos cegos, podemos fazer qualquer coisa, como outra pessoa com visão."
Ela é mãe de um menino de nove anos e diz que a única vez que se emocionou no Gallito Ciego foi quando uma mãe perguntou o que seria a primeira coisa que ela gostaria de ver, se fosse possível voltar a enxergar.
"Eu disse: meu filho. Foi um momento emocionante. Sou diabética desde os 2 anos de idade e tive visão até os 23 anos. Quando meu filho nasceu, eu já era cega", conta.
Karina afirma que os estudantes costumam fazer perguntas também sobre seus sonhos. "Eles querem saber se sonho como uma pessoa que tem visão."
"Eu sonho sim, mas com as imagens dos tempos em que enxergava", acrescenta. "E brinco dizendo que, nas minhas imagens, ninguém fica velho, porque são dos tempos em que eu via, há 17 anos."
No ônibus, depois de comer no escuro, os cozinheiros fazem palestras e os clientes podem fazer perguntas.

Feijoada

María Susana Luna diz que a experiência no Gallito Ciego a levou a querer ser chef de cozinha.
"Eu canto, toco violão, baixo e bateria", afirma. "Mas descobri que gosto muito de cozinhar e principalmente comidas de outros países, como a feijoada brasileira, que aprendi com uma amiga que é de Porto Alegre e mora aqui na Argentina."
Grávida de dois meses, ela conta que ficou cega pouco após ter nascido prematuramente em um tratamento com oxigênio que afetou sua visão.
“A experiência (no Gallito Ciego) me abriu portas a novas experiências", diz María Susana. "Não só porque me despertou o desejo de querer ser chef, mas também de poder conscientizar as pessoas de que, apesar da cegueira, podemos trabalhar (como os demais)."
Ela afirma que os clientes costumam repetir uma mesma pergunta. "Sempre me perguntam a mesma coisa: se sou feliz. E eu digo que sim, que sou feliz e vivo a vida com otimismo e muita alegria."
FONTE - BBC Marcia Carmo
De Buenos Aires para a BBC Brasil http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2013/01/130117_cozinheiros_cegos_buenos_aires_marcia_rw.shtml

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UMA LUZ NO FIM DO LIVRO http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2010/09/uma-luz-no-fim-do-livro.html