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quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

EDUCAÇÃO INCLUSIVA/ONU - Estudo da ACNUDH mostra abordagens discriminatórias na inclusão escolar

Relatório da ONU alerta para sistemas educacionais que discriminam pessoas com deficiência

Um estudo realizado pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) mostra que os sistemas de ensino têm adotado abordagens discriminatórias em relação às pessoas com deficiência, muitas vezes, infringindo o direito à educação
(imagem - foto colorida das mãos de uma estudante negra, com pulseiras vermelhas na mão, que repousam sobre uma pedaços de papel, com  a letra A feita a giz, próximo à sua mão, com uma caneta esferográfica ao meio. Fotografia de Giacommo Pirozzi/ Unicef) 

Alguns estudantes são impossibilitados de frequentar a escola por causa de uma deficiência. Outros vão para colégios especiais, resultando em segregação. Ainda há aqueles que vão para colégios regulares, mas que são obrigados a se adaptar às normas da instituição.
O estudo explica que a inclusão de alunos com deficiência implica na eliminação de barreiras que restringem ou proíbem sua participação no sistema de ensino em geral e a mudança de culturas, políticas e práticas das escolas regulares para se acomodarem às necessidades de todos os alunos.
A educação inclusiva fornece uma plataforma para combater o estigma e a discriminação. Ela também permite que as pessoas com deficiência, que normalmente sofrem desproporcionalmente com o desemprego, participem plenamente da sociedade.
A pesquisa observa que as escolas não podem negar alunos com deficiência e devem adaptar currículos e métodos de ensino para fazer com que todos tenham acesso igual à educação. As medidas devem ser postas em prática para eliminar barreiras físicas, socioeconômicas e de comunicação, dando, se preciso, apoio individualizado para facilitar a inclusão.
O estudo, que defende a adoção de uma meta para educação inclusiva na agenda de desenvolvimento pós-2015, também recomenda a contratação de professores que são qualificados em linguagem gestual e Braille e têm formação para lidar com as necessidades dos alunos especiais.
De acordo com a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, a educação inclusiva é essencial para a realização do direito à educação, sem discriminação e com base na igualdade de oportunidades.
Com informações da Onu
FONTE - http://www.cbnfoz.com.br/editorial/mundo/19022014-93161-relatorio-da-onu-alerta-para-sistemas-educacionais-que-discriminam-pessoas-com-deficiencia
LEIAM TAMBÉM SOBRE EDUCAÇÃO INCLUSIVA NO MEU BLOG INFOATIVO.DEFNET - 

A CONSCIÊNCIA INCLUSIVA E O RACISMO NA ESCOLA http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2014/01/a-consciencia-inclusiva-e-o-racismo-na.html

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

MULHERES COM DEFICIÊNCIA/VULNERABILIDADE - Audiência pública debateu situação e Projeto de Lei para mulheres com deficiência

MULHERES COM DEFICIÊNCIA enfrentam rotina de vulnerabilidade e discriminação

Audiência pública sobre a condição de múltipla vulnerabilidade da mulher com deficiência. Coordenadora Geral de Promoção da Secretaria Nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Solange Maria Ferreira
(imagem - foto colorida de Solange Ferreira da SNP, Secretaria Nacional de Promoção dos Direitos das Pessoas com Deficiência, com um microfone à sua frente, discorrendo sobre abusos que muitas vezes são psicológicos contra mulheres com deficiência, fotografia de  Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados) 
A falta de estatísticas consolidadas sobre a situação de vulnerabilidade das mulheres com deficiência foi um dos principais pontos ressaltados pelos participantes de audiência pública sobre o assunto na Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara.
No debate, que ocorreu nesta quinta-feira (7), os convidados também defenderam a aprovação de projeto de lei apresentado este ano pela deputada Rosinha da Adefal (PTdoB-AL), que aumenta em 60 dias a duração da licença-maternidade para a trabalhadora com deficiência (PL 5376/13).
Mulheres sofrem mais
Solange Ferreira, da Secretaria Nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência, disse que os números do Disque 100, que recebe denúncias de violação dos direitos humanos, mostram que as mulheres com deficiência sofrem mais que os homens na mesma condição.

São denúncias de confinamento em casa, abandono, aborto forçado, apropriação de bens e de aposentadoria, internação forçada e agressão física de cuidadores.

Esse abuso, explicou Solange, não é necessariamente físico: “Muitas vezes, numa forma mais cruel, ele é psicológico. É o de negação da condição dela como mulher”. Esse tipo de abuso, disse ela, “não dá para a gente mensurar. Uma mulher destruída aos 30 anos, como mulher, é muito difícil você recuperar para que ela vá para a luta", lamentou.

Em 2014, segundo Solange, começarão a serem divulgados os primeiros números das novas fichas de notificação de violência que devem ser preenchidas nos casos de atendimento pelo sistema de saúde. Solange explicou que a ficha registrará se a pessoa tem deficiência.
DiscriminaçãoMuitas convidadas relataram casos de discriminação sofridos por mulheres com deficiência que decidem ter filhos. Viviane da Silva, da Organização Nacional de Cegos do Brasil, lembrou que, de alguma maneira, todas as mães precisam de ajuda: "Acredito que todas as mães, tendo deficiência ou não, em algum momento recorrem à própria mãe. Pede ajuda a alguém. Ninguém faz nada sozinho".
Viviane afirmou, porém, que as mulheres com deficiência devem, sempre que possível, participar de atividades de reabilitação para não dependerem tanto de outras pessoas, especialmente na maternidade.
A deputada Rosinha da Adefal pretende propor alguma medida legislativa que minimize os problemas das mulheres. Ela afirmou, por exemplo, que as delegacias brasileiras não têm pessoas capacitadas para entender a linguagem de sinais, o que reduz a possibilidade de comunicação das pessoas com deficiência auditiva.

Íntegra da proposta:

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

CEGOS/AUDIODESCRIÇÃO - Justiça determina prazo para o Ministério das Comunicações

Governo deve manter implantação de audiodescrição na TV


O Tribunal Regional Federal da 1ª Região suspendeu portaria do Ministério das Comunicações que alterava o cronograma para implementação do recurso de audiodescrição na programação da televisão brasileira. De acordo com decisão do TRF-1, o Ministério das Comunicações tem 60 dias, a contar da intimação da decisão proferida no dia 2 de outubro, para cumprir o cronograma inicial previsto na Norma Complementar 1/2006.
Esta norma estabeleceu o prazo para implementação do recurso e o período mínimo que as emissoras devem disponibilizar a audiodescrição. Porém, por meio da portaria MC 188/2010 — agora suspensa pelo TRF-1 —, o Ministério das Comunicações ampliou o prazo e reduziu a escala de programação. A multa, caso o cronograma inicial não seja cumprido, é de R$ 5 mil por dia de atraso.
De acordo com a Portaria MC 188/2010, a audiodescrição corresponde a uma locução, em língua portuguesa, sobreposta ao som original do programa, destinada a descrever imagens, sons, textos e demais informações que não poderiam ser percebidos ou compreendidos por pessoas com deficiência visual. 
As restrições aos direitos dos portadores de necessidades visuais, elencadas na Portaria 188/2010, afiguram-se como graves violações aos princípios da não discriminação, da proibição do retrocesso e da isonomia, na medida em que impõe tratamento diferenciado ao mesmo universo de telespectadores que pretendem ter acesso às fontes de cultura nacional”, apontou o desembargador federal Souza Prudente, relator do caso.
Ele afirmou em sua decisão que a Norma Complementar, juntou com outras legislações relacionadas, deram eficácia aos comandos da Constituição, “que garante a todos (direito difuso e fundamental) o acesso à informação (CF, artigo 5º, XIV), promovendo a integração na vida comunitária das pessoas portadoras de deficiência (CF, artigo 203, IV) e assegurando a todos o pleno exercício dos direitos culturais e acesso às fontes de cultura nacional (CF, artigo 215, caput)”.
O relator apontou em seu voto que, na ótica do Supremo Tribunal Federal, o princípio da proibição do retrocesso impede, em tema de direitos fundamentais de caráter social, que sejam desconstituídas as conquistas já alcançadas pelo cidadão ou pela formação social em que vive. “Em manifesto prejuízo aos quatro milhões de brasileiros portadores de necessidade visual, o Ministério das Comunicações editou a Portaria 188/2010, que fixou novo cronograma de implantação do recurso de audiodescrição cujo conteúdo é bastante restritivo em relação às conquistas previstas na Norma Complementar 1/2006 a caracterizar, na espécie, a ilegitimidade do cronograma”, afirmou.
De acordo com o Souza Prudente a audiodescrição permite a qualquer usuário, mesmo aquele que não pode enxergar, receber a informação contida na imagem ao mesmo tempo em que esta aparece, possibilitando apreciar integralmente a obra, seguir a trama e captar a subjetividade da narrativa da mesma forma que alguém que enxerga perfeitamente. Com informações da Assessoria de Imprensa do TRF-1.
4712-38.2009.4.01.3400

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

DOENÇAS RARAS/PRECONCEITO - O que é uma Epidermólise? ela pega? é contagiosa? só na Gol?

Entenda o que é a epidermólise bolhosa, doença genética da pele

Doença de neto de Deborah Colker não é contagiosa.
Até pequenos traumatismos podem levar a feridas em pele de paciente.

Menino de 12 anos com epidermose bolhosa (Foto: Divulgação/Régia Patriota)
(imagem- foto colorida de uma pessoa com epidermólise, com as feridas provocadas, com as duas mãos juntas, é um menino de 12 anos, com a doença, segundo foto de divulgação, Regina Patriota)
A epidermólise bolhosa é uma doença genética rara caracterizada por grande sensibilidade da pele. Devido à falta de adesão entre as células da epiderme, qualquer traumatismo – ainda que leve – pode levar à formação de bolhas e ao descolamento da pele, de acordo com a médica Valéria Petri, professora do Departamento de Dermatologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
Nesta segunda-feira (19), a família da coreógrafa Deborah Colker enfrentou transtornos para embarcar em um voo porque seu neto tem a doença. A aeronave só decolou depois que um médico da Infraero atestou que a doença não era contagiosa. 
“A epidermólise bolhosa não é uma doença infectocontagiosa. Os pacientes podem viver uma vida livre e feliz e frequentar ambientes públicos normalmente. É profundamente lamentável que isso tenha acontecido”, diz Valéria.
Formas da doença
Segundo a dermatologista Zilda Najjar Prado de Oliveira, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e professora da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), a doença pode se apresentar em várias formas.

A forma simples é a menos grave, em que as bolhas e feridas restringem-se às mãos e aos pés. A forma juncional, mais grave, afeta também a boca, o esôfago e o intestino, o que faz com que o paciente tenha dificuldade para engolir alimentos. Já na forma distrófica, também grave, os dedos do paciente têm a tendência de aderir uns aos outros.

O melhor tratamento é o preventivo: não machucar e evitar traumatismos. As crianças podem usar luvinhas não aderentes para evitar machucados nas mãos e curativos não aderentes. Quando há infecção, também têm de tomar antibióticos”, observa Zilda. Ela acrescenta que, com o passar dos anos, o paciente aprende a evitar as lesões e os quadros costumam ficar menos severos.
Preconceito
Especialistas afirmam que os pacientes sofrem forte preconceito devido à aparência das feridas. “As crianças sofrem muito, tem dificuldade para lidar com a situação, sofrem bullying nas escolas, não conseguem andar de ônibus ou frequentar piscinas públicas. É muito triste”, diz a dermatologista Régia Patriota.

Régia inaugurou, em março, uma exposição de fotografias de crianças com doenças de pele. O objetivo da médica foi justamente chamar a atenção para o preconceito contra pessoas com doenças de pele.

A dermatologista Valéria Petri sugere que, para evitar constrangimentos como os enfrentados pela família de Deborah Colker, os pacientes levem consigo uma declaração médica de que a doença não traz absolutamente nenhum risco de contágio. “O mesmo problema acontece com pacientes de psoríase e vitiligo, que também não são doenças contagiosas, mas passam por situações parecidas."
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A PARÁBOLA DA ROSA AZUL http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2010/05/parabola-da-rosa-azul.html

sábado, 17 de agosto de 2013

PESSOAS COM DEFICIÊNCIA/EUGENIA - Na Inglaterra é determinada esterilização de deficiente intelectual

Tribunal britânico decide esterilizar deficiente intelectual "em seu próprio interesse"

Um tribunal britânico deliberou hoje, pela primeira vez, que um homem com deficiência mental, considerado como "incapaz" de utilizar corretamente os vários métodos de contracepção disponíveis, será esterilizado "em seu próprio interesse".

(imagem - foto colorida da Bandeira da Inglaterra, nas cores azul, vermelho e branco, que tremula ao vento, hasteada sobre o fundo azul celeste, arquivo Reuters)

O homem de 36 anos, designado como "DE", é pai de uma criança com cerca de três anos e não pretende ter mais filhos.  
De acordo com os médicos que acompanharam este caso, o homem, dotado  de um quociente de inteligência (QI) de 40, equivalente ao de uma criança entre os seis e os nove anos de idade, não reúne as condições mentais necessárias para decidir sobre a realização de uma vasectomia.  
O pedido para o procedimento foi apresentado pelos pais do homem, pelo seu médico de família e pelos serviços sociais. 
"DE", que vive com os pais em Midlands, na região centro de Inglaterra, tem uma vida sexual ativa com a namorada, designada como "PQ", que também é deficiente mental. 
 No entanto, o casal, junto há 10 anos, não consegue recorrer aos vários métodos de contraceção disponíveis, o que dificulta a prevenção de uma nova  gravidez. 
Perante a incapacidade do casal de usar qualquer tipo de contraceção, as autoridades decidiram, após o nascimento do primeiro filho do casal, tomar medidas concretas, nomeadamente evitar que "DE" tivesse sozinho com a namorada. 
 Segundo explicou a juíza Eleanor King, "DE" ficou muito perturbado com a presença do filho e não compreendeu que a criança era uma consequência das relações sexuais que mantinha com a namorada. 
A vasectomia é "definitivamente em seu próprio interesse", indicou a juíza, sublinhando que, após a operação, o homem poderá retomar o relacionamento com a namorada, bem como reconquistar "as suas capacidades e a sua independência".
A esterilização forçada de deficientes, amplamente praticada na primeira metade do século XX sob a influência da doutrina do eugenismo (conjunto dos métodos que visam melhorar o património genético de grupos humanos), foi considerada como um crime contra a humanidade depois da adoção do Estatuto  de Roma em 1998 (que instituiu o Tribunal Penal Internacional). 
"Este caso não está relacionado com o eugenismo e não é a história de  um homem que será submetido a uma vasectomia contra a sua vontade", afirmou  Angus Moon, representante de "DE" no tribunal. 
"Estamos perante um caso excecional, o primeiro nesta jurisdição  1/8Inglaterra  e País de Gales 3/8, e não é suposto autorizar outras vasectomias em outros  deficientes mentais", referiu o representante
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EUGENIA – Como realizar a castração e esterilização de mulheres e homens com deficiência? http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2013/01/eugenia-como-realizar-castracao-e.html

quinta-feira, 13 de junho de 2013

ALBINOS/DIREITOS HUMANOS - ONU aprova resolução contra a discriminação de Albinos

Conselho de Direitos Humanos condena discriminação contra albinos

Resolução foi aprovada em Genebra nesta quinta-feira; países pedem medidas que garanta a segurança das pessoas com a condição. 
(imagem - fotografia colorida do amplo salão do Conselho de Direitos Humanos da ONU, com as mesas em formato arredondado e concêntricas, com um belo teto onde o azul é predominante)
O Conselho de Direitos Humanos adotou uma resolução que condena ataques e discriminação de pessoas albinas. O documento foi aprovado nesta quinta-feira, em Genebra.
O órgão também pede medidas para garantir a proteção de pessoas com albinismo. A resolução foi uma proposta das nações africanas.
Investigação
Na alteração genética, ocorre uma falha na produção de melanina, causando ausência parcial ou total da pigmentação da pele, olhos e cabelos.
Os países que fazem parte do Conselho de Direitos Humanos pedem garantias da prestação de contas, através de uma conduta imparcial e da investigação rápida e eficaz dos ataques contra albinos.
Objetivos
O embaixador de Angola junto às Nações Unidas em Genebra, Apolinário Jorge Correia, destacou em entrevista à Rádio ONU a promoção dos direitos dos albinos como objetivo fundamental da resolução.
"Ainda há tendências, em algumas sociedades, onde é visível a discriminação contra os albinos. Estes têm dificuldades de encontrar emprego e de se inserir na sociedade, porque ainda há preconceitos. Esta resolução visa, precisamente, acabar com esses estereótipos. É uma resolução do grupo africano que foi apoiada por outros países fora do continente e passou por consenso."
Bruxaria 
Segundo a ONU, na Tanzânia, onde os ataques contra albinos são recorrentes, houve 72 homicídios desde 2000. Os casos estão geralmente ligados à bruxaria.
A resolução prevê ainda que seja garantido o acesso das vítimas e das suas famílias a remédios apropriados e à Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência.
Resposta
O embaixador Correia falou da situação dos albinos em Angola.
"A importância é lutar para a promoção e igualdade para os direitos dos Albinos. Em Angola estamos avançados, já temos a Associação de Apoio aos Albinos de Angola, para combater este tipo de discriminação e marginalização que ainda existia."
O Conselho pediu ao Escritório do Alto Comissariado para os Direitos Humanos que apresente um relatório preliminar sobre os ataques e a discriminação contra as pessoas com albinismo na próxima sessão.

segunda-feira, 8 de abril de 2013

SÍNDROME DE DOWN/PRECONCEITOS - ONU afirma a existência de preconceitos com a Trissomia 21

ONU Discriminação contra as pessoas com Trissomia 21 existe em muitos níveis
O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, declarou esta quarta-feira (em 21 de Março de 2013), por ocasião do dia mundial da síndrome de Down (Trissomia 21), que a discriminação contra as pessoas portadoras desta doença (QUE É UMA CONDIÇÃO LIGADA À GENÉTICA) e suas famílias existe a muitos níveis.
Discriminação contra as pessoas com Trissomia 21 existe a muitos níveis
(imagem - foto colorida de duas pessoas com síndrome de down, duas moças com sorrisos diante de um espelho que as reflete no momento em fazem laços nos cabelos - fotografia de divulgação)


“A discriminação contra as pessoas portadoras de síndrome de Down e as suas famílias existe a muitos níveis. Isto fere não apenas os indivíduos que são directamente afectados, mas sociedades inteiras”, referiu Ban Ki-moon, numa mensagem hoje divulgada pela ONU.

De acordo com o secretário-geral da ONU, as pessoas com síndrome de Down, enfrentam muitas vezes o estigma, a segregação, a violência física e psicológica e a falta de igualdade de oportunidades.
Um círculo vicioso de exclusão que pode começar cedo na vida de muitas crianças, visto que a muitas crianças com síndrome de Down é negado o acesso à educação regular, ou qualquer tipo de educação”, sublinhou.

Ban Ki-moon disse que lhes são negadas oportunidades de trabalho e são impedidas, muitas vezes, de participarem na vida política e no processo democrático.

“No dia 23 de Setembro, a Assembleia-Geral irá convocar uma reunião de alto nível sobre a Deficiência e o Desenvolvimento para assegurar que as perspectivas das pessoas com deficiência, incluindo aquelas com síndrome de Down, sejam incluídas em todos os planos de desenvolvimento futuro”, acrescentou.

Segundo Ban Ki-moon, com as oportunidades e os apoios adequados todos os indivíduos que vivem com síndrome de Down podem atingir o seu potencial, realizar os seus direitos humanos em condições de igualdade com os outros e dar um contributo importante para a sociedade.

“Devemos, portanto, intensificar os nossos esforços para criar condições de formação que permitam a participação significativa de pessoas portadoras da síndrome de Down”, indicou.
“Trabalhando juntos, podemos ajudar a construir um mundo equitativo, justo e inclusivo, que celebre a diversidade, livre de discriminação, e que ofereça oportunidades iguais para todos, sublinhou ainda o secretário-geral da ONU.
FONTE - http://www.noticiasaominuto.com/mundo/56028/discrimina%C3%A7%C3%A3o-contra-as-pessoas-com-trissomia-21-existe-a-muitos-n%C3%ADveis#.UWNypZM3uSo
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01 NEGRO + 01 DOWN + 01 POETA = 01 Dia para não esquecer de incluir http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2011/03/01-negro-01-down-01-poeta-01-dia-para.html



domingo, 24 de março de 2013

ACESSIBILIDADE/LEIS - Banco do Brasil é condenado ao impedir acesso de pessoa com deficiência

DIREITO À ACESSIBILIDADE

Banco é condenado por não abrir porta a deficiente


O Banco do Brasil foi condenado a pagar R$ 15 mil de indenização por danos morais a uma cliente pela recusa de vigilante em abrir a porta reservada para deficientes. O Tribunal de Justiça de Goiás reconheceu que é assegurado às agências bancárias o direito de manter portas giratórias para controle e segurança, mas isso não deve impedir o acesso de pessoa com necessidades especiais. (Atenção! informa o DEFNET - não devem ser chamadas de pessoa com necessidades especiais e sim PESSOAS COM DEFICIÊNCIA - Decreto 6949/2009, a mudança terminológica precisa chegar aos tribunais)
Uma manicure, que usa muletas para andar por causa de sequelas da poliomelite, pediu à vigilância da agência bancária que abrisse a porta reservada aos deficientes físicos. A solicitação foi negada ela permaneceu em pé durante uma hora até que o gerente do banco percebesse o constrangimento e interviesse. O caso é de fevereiro de 2011.
Segundo a defesa da mulher, houve humilhação e ultraje perante às pessoas da agência bancária porque ela teve que apelar, aos prantos, aos seus direitos de acessibilidade em locais públicos. A discriminação sofrida, de acordo com ela, teve impacto forte em sua saúde após o problema.
Por unanimidade, a Câmara Cível do TJ-GO manteve a condenação da primeira instância. O desembargador Norival Santomé afirmou que o direito das instituições financeiras de ter portas giratórias como mecanismo de segurança e controle de entrada é previsto pela Lei 7.102/83. Entretanto, não se pode negar que o exercício regular deste direito encontre limite, não sendo razoável impedir ou dificultar o acesso a clientes portador de necessidade especial”. Com informações da Assessoria de Imprensa do TJ-GO.   FONTE - http://www.conjur.com.br/2013-mar-24/banco-indenizar-cliente-nao-abrir-porta-deficientes
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Onde Vivem os Monstros? Shopping Não tem Avatar... http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2010/02/onde-vivem-os-monstros-shopping-nao-tem.html

sábado, 2 de março de 2013

AIDS/ONU - UNAIDS afirma que apenas 28% das crianças recebem tratamento para o HIV

Unaids diz que HIV mata 1,7 milhão por ano por falta de tratamento
Diretor-executivo da agência da ONU afirmou que apenas 28% das crianças estão recebendo tratamento; doença ainda lidera causa de mortes de mulheres jovens no mundo.

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.
O diretor-executivo do Programa Conjunto sobre HIV/Aids, Unaids, Michel Sidibé, afirmou, nesta quinta-feira, que a doença mata 1,7 milhão de pessoas, anualmente, por falta de acesso ao tratamento no mundo.
A declaração foi feita num discurso no Conselho dos Direitos Humanos, em Genebra, na Suíça.
Avanços
Sidibé afirmou que o mundo está hoje a meio caminho para acabar e reverter a epidemia da Aids. Ele cita que os países estão disponibilizando mais verbas para o combate ao HIV, as promessas de doações estão sendo mantidas e as descobertas científicas estão acontecendo rapidamente.
O chefe do Unaids lembrou que o acesso ao tratamento da Aids saiu do zero, em 1996, para mais de 8 milhões de pessoas até o final de 2011. Segundo ele, a África do Sul aumentou em cinco anos a expectativa de vida para os doentes.
Tratamento
Apesar do progresso, Sidibé alertou que apenas 28% das crianças contaminadas com o HIV recebem tratamento. Ele disse em países pobres, ao contrário dos ricos, bebês continuam nascendo infectados com o vírus. Filhos de mães soropositivas têm a chance de nascer sem HIV caso a mãe tome os antiretrovirais durante a gravidez para evitar a chamada contaminação vertical.
O diretor-executivo afirmou que a Aids ainda é a maior causa de morte entre as mulheres jovens em todo o mundo. Segundo ele, ainda se luta contra o preconceito, a discriminação, a exclusão e a criminalização por todas as partes.
Legado
Sidibé disse que acabar com a Aids é um legado dos direitos humanos para todos. Para ele, a vitória contra a doença vai inspirar a sociedade civil, os governos e parceiros a lidar com outros desafios complexos do século 21.
O chefe do Unaids pediu ao Conselho dos Direitos Humanos para que todos trabalhem juntos para pôr um fim à Aids.
fonte - http://www.unmultimedia.org/radio/portuguese/2013/02/unaids-diz-que-hiv-mata-17-milhao-por-ano-por-falta-de-tratamento/