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quarta-feira, 13 de novembro de 2013

MULHERES COM DEFICIÊNCIA/VULNERABILIDADE - Audiência pública debateu situação e Projeto de Lei para mulheres com deficiência

MULHERES COM DEFICIÊNCIA enfrentam rotina de vulnerabilidade e discriminação

Audiência pública sobre a condição de múltipla vulnerabilidade da mulher com deficiência. Coordenadora Geral de Promoção da Secretaria Nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Solange Maria Ferreira
(imagem - foto colorida de Solange Ferreira da SNP, Secretaria Nacional de Promoção dos Direitos das Pessoas com Deficiência, com um microfone à sua frente, discorrendo sobre abusos que muitas vezes são psicológicos contra mulheres com deficiência, fotografia de  Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados) 
A falta de estatísticas consolidadas sobre a situação de vulnerabilidade das mulheres com deficiência foi um dos principais pontos ressaltados pelos participantes de audiência pública sobre o assunto na Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara.
No debate, que ocorreu nesta quinta-feira (7), os convidados também defenderam a aprovação de projeto de lei apresentado este ano pela deputada Rosinha da Adefal (PTdoB-AL), que aumenta em 60 dias a duração da licença-maternidade para a trabalhadora com deficiência (PL 5376/13).
Mulheres sofrem mais
Solange Ferreira, da Secretaria Nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência, disse que os números do Disque 100, que recebe denúncias de violação dos direitos humanos, mostram que as mulheres com deficiência sofrem mais que os homens na mesma condição.

São denúncias de confinamento em casa, abandono, aborto forçado, apropriação de bens e de aposentadoria, internação forçada e agressão física de cuidadores.

Esse abuso, explicou Solange, não é necessariamente físico: “Muitas vezes, numa forma mais cruel, ele é psicológico. É o de negação da condição dela como mulher”. Esse tipo de abuso, disse ela, “não dá para a gente mensurar. Uma mulher destruída aos 30 anos, como mulher, é muito difícil você recuperar para que ela vá para a luta", lamentou.

Em 2014, segundo Solange, começarão a serem divulgados os primeiros números das novas fichas de notificação de violência que devem ser preenchidas nos casos de atendimento pelo sistema de saúde. Solange explicou que a ficha registrará se a pessoa tem deficiência.
DiscriminaçãoMuitas convidadas relataram casos de discriminação sofridos por mulheres com deficiência que decidem ter filhos. Viviane da Silva, da Organização Nacional de Cegos do Brasil, lembrou que, de alguma maneira, todas as mães precisam de ajuda: "Acredito que todas as mães, tendo deficiência ou não, em algum momento recorrem à própria mãe. Pede ajuda a alguém. Ninguém faz nada sozinho".
Viviane afirmou, porém, que as mulheres com deficiência devem, sempre que possível, participar de atividades de reabilitação para não dependerem tanto de outras pessoas, especialmente na maternidade.
A deputada Rosinha da Adefal pretende propor alguma medida legislativa que minimize os problemas das mulheres. Ela afirmou, por exemplo, que as delegacias brasileiras não têm pessoas capacitadas para entender a linguagem de sinais, o que reduz a possibilidade de comunicação das pessoas com deficiência auditiva.

Íntegra da proposta:

terça-feira, 7 de maio de 2013

CRIANÇAS/ABUSO INFANTIL - Fundação espanhola cria um outdoor contra o Abuso só para crianças o verem

ONG faz outdoor contra abuso infantil para ser visto por crianças
campanha contra abuso infantil (foto: Anar Foundation)
(imagem- a foto colorida do outdoor com uma criança que tem o rosto ferido sendo olhada por uma outra real que consegue ver e visualizar sua violentação - pois segundo a BBC - Apenas crianças conseguem enxergar número de disque denúncia e mensagem contra abuso infantil)

Uma fundação espanhola que combate o abuso infantil criou um outdoor dirigido a crianças, com uma mensagem que só pode ser lida por uma pessoa da altura de uma criança.

No outdoor, a mensagem "secreta" mostra o número de um disque denúncia, que só pode ser visto a partir da altura de uma criança de até dez anos.A Fundación Anar usou em sua campanha uma técnica conhecida como impressão lenticular, que emite imagens diferentes dependendo do ângulo pelo qual as pessoas estão olhando.

Além do disque denúncia, apenas crianças conseguem enxergar uma frase oculta para adultos que diz: "se alguém te machucar, nos telefone e vamos ajudar você."

A fundação espera que o anúncio ajude crianças a se informar sobre onde achar ajuda se estiverem acompanhadas por seus molestadores.

campanha contra abuso infantil (foto: Anar Foundation)
Impressão lenticular emite diferentes imagens dependendo do ângulo de visão
A Fundación Anar temia que se o cartaz contendo o número de telefone fosse visto por adultos e crianças, o adulto poderia dissuadir a criança a pedir ajuda.
A impressão lenticular tem sido usada há décadas com várias finalidades, como criar a ilusão de profundidade. Mais recentemente, a técnica também tem sido empregada para criar efeitos de 3D que dispensam o uso de óculos.