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terça-feira, 18 de novembro de 2014

BAIXA VISÃO/TECNOLOGIA ASSISTIVA - Ministério Público do Trabalho cria Revista Digital Interativa em Alagoas

MPT cria revista digital interativa para público de baixa visão

MPT cria revista digital interativa para público de baixa visão
(Imagem - foto colorida da matérias, com um homem de costas utilizando um tablet à sua frente, com a Revista Digital sendo audiodescrita, tendo ao fundo uma área de trabalho do MPT Alagoas - fotografia Ascom MPT)
Formato da revista, produzida com o uso de tecnologias assistivas, permite que usuários ouçam o conteúdo escrito das reportagens; material está disponível gratuitamente para computadores, tablets e smartphones
Com o objetivo de aproximar cada vez mais pessoas das ações voltadas para a defesa e proteção do trabalhador, o Ministério Público do Trabalho (MPT) em Alagoas apresenta seu novo produto de comunicação, criado com foco na acessibilidade: a Revista Digital Interativa do MPT. O material, produzido com o uso de tecnologias assistivas, permite que pessoas de baixa visão ou que possuem alguma deficiência cognitiva ouçam a descrição de reportagens relacionadas à atuação do MPT.
O projeto foi desenvolvido pelo Analista de Tecnologia da Informação do MPT/AL, Luciano Assis, que fundamentou o trabalho através do conceito de Audiodescrição, um instrumento de acessibilidade que consiste na transcrição clara e objetiva de informações compreendidas visualmente. Na prática, para escutar as reportagens da revista, o leitor deverá clicar apenas em um botão de play, disponível em cada página, para ouvir o áudio das matérias. Em uma das páginas, intitulada “MPT na Mídia”, o usuário também poderá assistir a reportagens da imprensa que destacaram a atuação do MPT.
“A princípio, a criação da revista digital foi pensada para reduzir os custos na impressão de revistas em papel, mas percebi a necessidade de aperfeiçoar o conteúdo e torna-lo diferente das demais publicações. E como o MPT possui uma coordenadoria que tem como foco de atuação a inclusão nos ambientes de trabalho das pessoas com deficiência, a Coordigualdade, pensei em fazer algo que pudesse ser aproveitado com facilidade por esse público”, explicou.
A Revista Digital do MPT está disponível nas versões Digital (apenas leitura), Digital Interativa Assistiva (transcrição de áudios das reportagens) e Digital Interativa Assistiva Completa (transcrição de áudio das reportagens e descrição auditiva das imagens). Os arquivos estão disponíveis gratuitamente para download nas versões Epub (necessário software leitor de Epub 3.0) e PDF Interativo (necessário leitor de PDF) e podem ser visualizados em computadores, tablets e smartphones.
Para fazer o download, basta acessar o site http://www.prt19.mpt.mp.br/informe-se/revista-digital.

Igualdade de oportunidades

O Censo Demográfico de 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostra que mais de 45,6 milhões de brasileiros declararam ter algum tipo de deficiência. De acordo com o estudo, cerca de 35,7 milhões disseram ter deficiência visual e, desse número, 18,8% dos entrevistados afirmaram ter dificuldade para enxergar, mesmo com óculos ou lentes de contato.
A Procuradora-Chefe do Ministério Público do Trabalho em Alagoas, Virgínia Ferreira, apoia a iniciativa e ressalta que a criação da revista interativa foi um passo conquistado em favor da divulgação da proteção ao trabalhador, da atuação institucional e da garantia de acessibilidade plena.
Fonte: Ascom/MPT  http://www.alagoas24horas.com.br/conteudo/?vCod=214135
LEIAM TAMBÉM OUTRAS MATÉRIAS SOBRE TECNOLOGIA ASSISTIVA NESSE BLOG E NO INFOATIVO.DEFNET 

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

CEGOS/AUDIODESCRIÇÃO - Noivos cegos se casam ''ao som'' da Audiodescrição

Noivos com deficiência visual casam com ajuda de audiodescrição no RS

Cerimônia contou com profissional para fazer audiodescrição do evento.
Noivos, que trabalham na mesma empresa, se conheceram pela internet.

Noivos deficientes visuais se casaram em Giruá, RS (Foto: Reprodução/RBS TV)
(imagem - fotografia colorida dos dois noivos, Jorge, à esquerda, e Carlise à direita, ambos cegos, vestidos a caráter para seu casamento, com flores à sua frente do altar da igreja. foto reprodução RBS/TV)

Um casamento realizado neste final de semana chamou a atenção em Giruá, na Região Noroeste do Rio Grande do Sul. Os noivos, Jorge Fernando Vieira e Carlise Inês Kronbauer, que são deficientes visuais, contaram com ajuda de audiodescrição para acompanhar a cerimônia.Como a pessoa vai saber como está a festa, como é a igreja, quantos convidados vieram, a expressão nos rostos, se eles estão emocionados, felizes ou chorando? Tudo isso nós transmitimos para eles, é uma tradução visual”, explica Márcia Caspary, profissional responsável por transcrever o que acontecia no evento.
O padre Rosalvo Frey, que nunca havia realizado um casamento de noivos cegos, também tentou ajudar, descrevendo a cerimônia. "Para mim foi uma bênção porque a gente percebe nesses noivos uma superação total e que é possível, mesmo para pessoas com limites", afirma.
Apesar das dificuldades, Jorge Fernando e Carlise concluíram o ensino superior e hoje trabalham na mesma empresa como analista de sistema e assistente administrativo, respectivamente. Mas não foi lá que eles se encontraram: o casal se conheceu pela internet, como mostra a reportagem do Teledomingo, da RBS TV (veja o vídeo acessando o link da fonte).“Eu acho que ter encontrado o Jorge Fernando foi muito especial, porque ele me completa, me entende, me aceita, principalmente, do jeito que eu sou”, diz a noiva.
Os convidados da cerimônia e da festa receberam um convite escrito a caneta e em braile, que é a escrita utilizada pelos cegos. No papel, foi gravada uma frase que dizia: "O amor é como o vento, não podemos ver com os olhos, mas sim com o coração". Depois de casados, os noivos vão morar sozinhos em um apartamento em Porto Alegre.
fonte - http://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/noticia/2014/01/noivos-com-deficiencia-visual-casam-com-ajuda-de-audiodescricao-no-rs.html

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

CEGOS/AUDIODESCRIÇÃO - Justiça determina prazo para o Ministério das Comunicações

Governo deve manter implantação de audiodescrição na TV


O Tribunal Regional Federal da 1ª Região suspendeu portaria do Ministério das Comunicações que alterava o cronograma para implementação do recurso de audiodescrição na programação da televisão brasileira. De acordo com decisão do TRF-1, o Ministério das Comunicações tem 60 dias, a contar da intimação da decisão proferida no dia 2 de outubro, para cumprir o cronograma inicial previsto na Norma Complementar 1/2006.
Esta norma estabeleceu o prazo para implementação do recurso e o período mínimo que as emissoras devem disponibilizar a audiodescrição. Porém, por meio da portaria MC 188/2010 — agora suspensa pelo TRF-1 —, o Ministério das Comunicações ampliou o prazo e reduziu a escala de programação. A multa, caso o cronograma inicial não seja cumprido, é de R$ 5 mil por dia de atraso.
De acordo com a Portaria MC 188/2010, a audiodescrição corresponde a uma locução, em língua portuguesa, sobreposta ao som original do programa, destinada a descrever imagens, sons, textos e demais informações que não poderiam ser percebidos ou compreendidos por pessoas com deficiência visual. 
As restrições aos direitos dos portadores de necessidades visuais, elencadas na Portaria 188/2010, afiguram-se como graves violações aos princípios da não discriminação, da proibição do retrocesso e da isonomia, na medida em que impõe tratamento diferenciado ao mesmo universo de telespectadores que pretendem ter acesso às fontes de cultura nacional”, apontou o desembargador federal Souza Prudente, relator do caso.
Ele afirmou em sua decisão que a Norma Complementar, juntou com outras legislações relacionadas, deram eficácia aos comandos da Constituição, “que garante a todos (direito difuso e fundamental) o acesso à informação (CF, artigo 5º, XIV), promovendo a integração na vida comunitária das pessoas portadoras de deficiência (CF, artigo 203, IV) e assegurando a todos o pleno exercício dos direitos culturais e acesso às fontes de cultura nacional (CF, artigo 215, caput)”.
O relator apontou em seu voto que, na ótica do Supremo Tribunal Federal, o princípio da proibição do retrocesso impede, em tema de direitos fundamentais de caráter social, que sejam desconstituídas as conquistas já alcançadas pelo cidadão ou pela formação social em que vive. “Em manifesto prejuízo aos quatro milhões de brasileiros portadores de necessidade visual, o Ministério das Comunicações editou a Portaria 188/2010, que fixou novo cronograma de implantação do recurso de audiodescrição cujo conteúdo é bastante restritivo em relação às conquistas previstas na Norma Complementar 1/2006 a caracterizar, na espécie, a ilegitimidade do cronograma”, afirmou.
De acordo com o Souza Prudente a audiodescrição permite a qualquer usuário, mesmo aquele que não pode enxergar, receber a informação contida na imagem ao mesmo tempo em que esta aparece, possibilitando apreciar integralmente a obra, seguir a trama e captar a subjetividade da narrativa da mesma forma que alguém que enxerga perfeitamente. Com informações da Assessoria de Imprensa do TRF-1.
4712-38.2009.4.01.3400

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

ACESSIBILIDADE CULTURAL/CEGOS&SURDOS - Recurso brasileiro leva legendas e audio descritivos às platéias

UMA NOVA FERRAMENTA INCLUI SURDOS E CEGOS NAS PLATEIAS DE TEATRO

O MOBI LOAD, RECURSO CRIADO POR UMA EMPRESA BRASILEIRA, LEVA LEGENDAS E ÁUDIOS DESCRITIVOS AO PÚBLICO DURANTE EVENTOS AO VIVO

Mobi Load (Foto: Divulgação/Steno Mobi)
(imagem - foto colorida de espectadores de uma peça de teatro, tendo à sua frente tablets acoplandos às suas poltronas, que dão acessibildade e fazem audiodescrição e legendas para pessoas cegas e pessoas surdas - fotografia de divulgação Steno Mobi)
Chegar a um teatro e encontrar boa parte dos espectadores com um tablet acoplado à cadeira e fones nos ouvidos será uma cena cada vez mais comum. Não se trata de um público viciado em smartphone. Mas, sim, de pessoas portadoras de deficiência visual ou auditiva acompanhando a apresentação com o apoio de uma nova ferramenta desenvolvida no Brasil: o Mobi Load, lançado no ano passado pela empresa Steno Mobi.
Este sistema consiste em transmitir, em legendas escritas, em libras ou em uma narração auditiva (chamada de audiodescrição) tudo o que é e, principalmente, e o que não é dito na apresentação. Qualquer barulho, gesto ou música é literalmente contado por um locutor ou traduzido em frases escritas, que chegam ao tablet por meio da conexão à internet.
As legendas direcionadas para os surdos já são usadas na TV há 13 anos, quando uma lei passou a exigir oito horas diárias da programação da TV aberta com o recurso (que pode ser acionada por meio do botão “closed caption” do controle remoto). Esta já é uma ferramenta também usada em eventos ao vivo. Mas, em geral, a transmissão é feita em um telão.
Já a audiodescrição é utilizada principalmente em filmes e programas de TV desde 2011, quando a legislação brasileira determinou que as emissoras abertas disponibilizassem o recurso em duas horas da grade semanal. Este ano, a exigência dobrou: agora são quatro horas por semana. Em 2006, a Caixa Econômica Federal lançou o primeiro comercial com legendas disponíveis por meio do closed caption, direcionada para as pessoas com deficiência auditiva. Hoje, outras empresas, como Itaú e  Coca Cola, também fazem uso do recurso em suas campanhas. Em 2010, a Natura ançou a primeira propaganda com audiodescrição do país.
A primeira aplicação do Mobi Load em um evento ao vivo aconteceu no dia 5 de março deste ano, quando o Governo do Estado de São Paulo promoveu a apresentação do filme brasileiro Colegas, no Palácio dos Bandeirantes. A iniciativa foi uma parceria do governo com as Secretarias de Cultura e dos Direitos da Pessoa com Deficiência e faz parte de um investimento de R$ 2 milhões em recursos de acessibilidade em eventos públicos.
Também está incluso nessa iniciativa o espetáculo Tribos, estrelada por Antonio Fagundes. Neste sábado, dia 28 de setembro, os tablets serão disponibilizados para a platéia do Teatro Tuca, em São Paulo. Dependendo da demanda, a ferramenta será utilizada sempre aos sábados, até o fim da temporada, em 15 de dezembro. A partir de outubro, o Mobi Load também será usado em 16 peças da Mostra + Sentidos, no teatro paulistano Sérgio Cardoso.
Aplicar os recursos em um evento feito ao vivo tem algumas peculiaridades. Rafael Parlatore, sócio-diretor da Steno Mobi, afirma que sua equipe recebe o roteiro da peça e um vídeo antecipadamente. Então, é feita uma gravação em estúdio e o registro escrito do texto. Na hora da apresentação, um profissional vai até o local e insere as legendas ou trechos de áudios no ritmo em que o espetáculo se desenvolve. Mas se o evento for improvisado, mesmo com o máximo de referências prévias possível, as narrativas, faladas e escritas, são feitas ao vivo e in loco.  fonte - http://epocanegocios.globo.com/Inspiracao/Empresa/noticia/2013/09/uma-nova-ferramenta-inclui-surdos-e-cegos-nas-plateias-de-teatro.html

domingo, 7 de julho de 2013

AUDIODESCRIÇÃO/INCLUSÃO ESCOLAR - Recurso ainda não é utilizado na área da Educação

Recurso de inclusão, audiodescrição ainda está longe das escolas


Mil palavras valem mais do que uma imagem para quem tem deficiência visual. É por meio da audiodescrição que filmes e peças de teatro se tornam acessíveis para esse público. Contudo, o recurso de inclusão não se popularizou entre os programas de lazer, e é ainda menos explorado na sala de aula. Fora das grades curriculares das licenciaturas, a capacitação de professores fica por conta de cursos de extensão, que ainda são raros - é mais comum encontrar formações voltadas para a área cultural.

Historiador e doutorando em educação pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Felipe Mianes, 31 anos, fez aulas de audiodescrição de produtos culturais na Faculdade de Arquitetura da UFRGS em 2012. Apesar de já trabalhar com temas relacionados à acessibilidade desde 2008, foi após o curso que ele começou a atuar como audiodescritor consultor na empresa Tagarellas Audiodescrição, de Porto Alegre, onde supervisiona os roteiros de audiodescrição.
Atualmente, Felipe, que tem baixa visão, ministra a segunda edição do curso Audiodescrição e suas Intersecções com a Educação na UFRGS, destinado a professores de todas as áreas do conhecimento, pedagogos, profissionais que atuam em museus, bibliotecas, teatros e centros culturais, comunicadores, produtores e gestores culturais. “Criamos este curso especificamente para formar profissionais de audiodescrição na área de educação. É o primeiro com este foco. Há outros voltados à área cultural”, conta.
A audiodescrição é um recurso relativamente novo no Brasil. Segundo Felipe, as pessoas começam a perceber agora que podem utilizá-lo dentro da sala de aula. Tendo professores capacitados, alunos com deficiência visual não teriam dificuldades ao assistir a filmes ou entender gráficos e mapas, frequentemente utilizados em disciplinas como história, geografia e matemática. “A audiodescrição é muito importante no processo de educação do aluno e não há esta formação nas grades curriculares das graduações de licenciatura”, aponta.
Felipe comenta que existem instituições de ensino que oferecem, geralmente no contraturno, centros multimeios especializados em atender pessoas com deficiência. “São espaços onde são retomados conteúdos passados em sala de aula. Neste espaço, a audiodescrição é fundamental, mas o ideal seria que fosse feita na sala de aula mesmo”, opina o audiodescritor. Para ele, seria fundamental ter a formação como disciplina dos cursos de licenciatura. “Ao menos que sejam como eletiva e não fique a cargo da extensão”, diz. Além de contemplar necessidades e especificidades da aprendizagem deste sujeito, a audiodescrição contribui para a autoestima do aluno com deficiência. “Ele se sente acolhido no processo educacional, fora a questão de formação e aprendizagem. Acaba mudando a vida destes alunos”, completa Felipe.
Escassez de cursos
A grande escassez de profissionais qualificados na área de audiodescrição - tanto para educação quanto para produtos culturais - deve-se ao fato da não existência de cursos regulares para esta formação. A maioria é promovida pelas empresas que trabalham com audiodescrição. “Podemos fazer cursos de extensão, como este com intersecção na educação, mas não de formação. O curso de formação de audiodescritores tem que ter, no mínimo, uma carga horária de 100 horas”, explica o professor do curso de extensão da UFRGS. 
A demanda por profissionais desta área é tão grande que, além de ter muita gente trabalhando sem a formação adequada, a solução que vem sendo utilizada são cursos de ensino a distância. Algumas universidades promovem iniciativas pontuais, como o curso de Introdução à Audiodescrição da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). A Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) também já realizou curso semelhante. A faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) oferece o curso de especialização em Acessibilidade Cultural, com 45 horas dedicadas à audiodescrição. De acordo com o Censo de 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o país tem 45,6 milhões de pessoas com algum tipo de deficiência - a maioria visual, com mais de 35 milhões de deficientes.
LEIA TAMBÉM NO BLOG INFOATIVO.DEFNET - IN MEMORIAM DE MARCO ANTÔNIO QUEIROZ do blog BENGALA LEGAL - 

ENTRE O MARCO E A BENGALA - NA INTERNET O QUE É LEGAL? http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2009/11/infoativo_26.html

domingo, 9 de junho de 2013

ACESSIBILIDADE CULTURAL/MUSEUS - Em São Paulo verba de R$1,2 milhão para ampliar acesso de cegos e surdos

Museu terá verba para 'traduzir' obras para cegos e surdos

JAIRO MARQUES
O deficiente visual Olavo de Barros interpreta obra em relevo na Fundação Dorina Nowill
(Imagem - foto colorida de uma pessoa cega, cujas mãos tocam um relevo como de um fóssil exibido em um museu de SP, na matéria com a legenda - O deficiente visual Olavo de Barros interpreta obra em relevo na Fundação Dorina Nowill)

Os museus de São Paulo vão dispor de uma verba de R$ 1,2 milhão para tomarem medidas que possibilitem que visitantes com deficiência visual e auditiva consigam explorar seus acervos de maneira mais completa.

O dinheiro vai poder ser usado na implantação de recursos de comunicação em acervos temporários ou de longa duração.

Pessoas cegas, por exemplo, precisam de audiodescrição (recurso que narra com detalhes uma situação, objeto ou cena) ou imagens em relevo para terem uma melhor compreensão de uma obra.

Os surdos podem precisar de um intérprete de libras --língua brasileira de sinais-- ou de legendas para entenderem com mais desenvoltura determinada exibição.
A medida faz parte do programa de incentivo à cultura da Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo.

Vão ser escolhidos 12 projetos que serão contemplados com verbas que variam de R$ 75 mil a R$ 137,5 mil. Pelo menos quatro deles devem ser do interior ou do litoral.
Os museus que tiverem suas iniciativas aprovadas vão ter de dar uma "contrapartida social" ao governo, como garantia de ingressos gratuitos para idosos ou ações específicas para esse público, entre outras iniciativas.

Para advogada Thays Martinez, a primeira pessoa cega a garantir acesso ao metrô de São Paulo com um cão-guia, a medida é importante, "desde que seja bem realizada".
"É preciso ter muito critério na seleção desses projetos para que eles sejam mesmo úteis. Há casos em que oportunistas pegam o dinheiro público e, em troca, oferecem um recurso precário que não ajuda ninguém."

De acordo com a secretaria, os projetos serão avaliados por um grupo de especialistas do segmento.

As inscrições podem ser feitas até 19 de julho pelo site www.cultura.sp.gov.br.
O Museu de História da USP concluiu anteontem, após dois meses, uma reforma de acessibilidade.

sexta-feira, 7 de junho de 2013

ACESSIBILIDADE CULTURAL/ESPAÇOS CULTURAIS - Em Fortaleza, Museus ampliam uso de Audiodescrição e Libras

Sentidos da arte - sobre acessibilidade cultural

Exposição em cartaz no Mauc terá, hoje, visita de deficientes visuais guiada pelo artista Francisco Wagner. Em Fortaleza, instituições culturais têm ampliado ações de acessibilidade
(Imagem - uma foto colorida com um jovem cego, com sua bengala branca, utilizando os recursos de audiodescrição no Memorial da Assembléia Legislativa do Ceará - fotografia de Georgia Santiago divulgação)

Entre tantos papéis sociais, a arte também tem a função de incluir. Aqueles que possuem algum tipo de necessidade especial, seja deficiência física ou intelectual, têm o mesmo direito de apreciar produtos artísticos. Cabe aos equipamentos culturais, então, se munir de ferramentas para viabilizar o acesso à arte e não só construir rampas e salas mais amplas para cadeirantes, mas também investir em tradutores de libras para deficientes auditivos e, para os deficientes visuais, o sistema braille e a audiodescrição.

Museus e galerias de arte, em Fortaleza, têm atentado para acessibilidade cultural. Atualmente, três equipamentos, pelo menos, pensaram seus acervos para a fruição de pessoas com necessidades especiais. O Memorial da Assembleia Legislativa Deputado Pontes Neto (Malce) inaugurou, em maio, sistema de acessibilidade. A exposição com acervo permanente do espaço está disponível para deficiente auditivos e visuais por meio da audiodescrição, braille e libras. Além do Malce, o Museu da Imagem e do Som do Ceará (MIS) disponibiliza sistema de audiodescrição em exposição com acervo do músico e compositor cearense Paurillo Barroso.
Já no Museu de Arte da Universidade Federal do Ceará (Mauc), a exposição Exercício da Pintura à Óleo de Francisco Wagner terá visitação acessível para deficientes visuais guiada pelo próprio artista plástico. A visitação ocorre amanhã, a partir das 9 horas, no Mauc. A iniciativa da visita partiu do Programa de Educação Inclusiva e Acessibilidade da Universidade Federal do Ceará, projeto de extensão vinculado a Secretaria de Acessibilidade da UFC.
“Não deve haver restrição na arte. Nós, artistas, temos mais é que ampliar para que a informação possa circular de modo mais completo”, conta Francisco Wagner. O artista plástico e pedagogo acredita que a acessibilidade deve ser trabalhada em todos os espaços dedicados a arte e destaca também a importância desse público. “O grau de percepção deles é outro, nós temos muito que aprender com pessoas especiais”. Os deficientes visuais poderão ler sobre as obras por meio do braille e terão permissão de tocar nas telas.
Autora do projeto que trabalha a audiodescrição no MIS, Myreika Falcão diz que a exposição do acervo do músico Paurillo Barroso foi pensada tendo os cegos como público-alvo. “Queremos incluir os deficientes visuais e pessoas com problemas de visão. Para isso, disponibilizamos o acervo do Paurillo com várias especificidades para esse público”. Além da audiodescrição, Mireyka destaca as informações disponíveis em braille, réplica do rosto do Paurillo em alto relevo, acesso ao toque dos figurinos do músico, áudio das canções e aromas trabalhados pelo artista, que também era perfumista.
“Ainda falta interesse”
Com a inauguração do sistema de acessibilidade no memorial da Assembleia Legislativa, pessoas com deficiências auditiva e visual podem ter acesso a todo o acervo da exposição permanente. Ana Elise, coordenadora de pesquisa do memorial, entretanto, avalia que é preciso maior interesse por parte das entidades que trabalham com deficientes. “Só o empenho dos equipamentos culturais não garante a acessibilidade adequada, pois é preciso que as fundações e escolas que trabalham com pessoas com necessidades especiais ocupem esses espaços”. 
Segundo Ana Elise, a acessibilidade só será plena com a participação efetiva dos deficientes nos espaços culturais e o estabelecimento do diálogo com esse público. “É preciso que as entidades nos procurem para que possamos aperfeiçoar a acessibilidade”. Ela acrescenta que a Assembleia disponibiliza ônibus para transportar o público das instituições ao memorial.
LEIAM TAMBÉM NO MEU BLOG INFOATIVO.DEFNET - 

UMA LUZ NO FIM DO LIVROhttp://infoativodefnet.blogspot.com.br/2010/09/uma-luz-no-fim-do-livro.html

domingo, 24 de março de 2013

ACESSIBILIDADE CULTURAL/LEITURA- Tecnologia torna acessível Biblioteca Pública de Manaus

Biblioteca Pública para todos: tecnologia em prol da acessibilidade

Totem de audiodescrição, mapa tátil e máquina de livros são alguns dos destaques da “nova” Biblioteca Pública

Após cinco anos fechada, Biblioteca Pública do Amazonas foi reaberta em fevereiro deste ano
*(imagem - foto colorida do prédio da Biblioteca Pública do Amazonas, com uma lente que lhe dá uma perspectiva como uma esquina ampliada, após ter ficado fechada por 05 anos - fotografia de Márcio de Souza) 
Inclusão. Essa foi a palavra que ditou o ritmo da reforma de cinco anos da Biblioteca Pública do Amazonas – localizada na Rua Barroso, 57, Centro. Reinaugurado em fevereiro deste ano, o prédio histórico passou por diversas mudanças em sua estrutura física. Porém, são as inovações e novidades tecnológicas, muitas delas que possibilitaram à biblioteca ser frequentada por pessoas com deficiência, que realmente chamam a atenção do público que visita, diariamente, os três andares do prédio histórico.
“O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Cultura, tentou, com essa reforma, adaptar e dotar a biblioteca de toda a infraestrutura e todos os equipamentos necessários para que os usuários pudessem desfrutar de uma boa leitura e de uma boa pesquisa com conforto e qualidade”, comentou Sharles Costa, diretor da biblioteca, destacando, ainda, o aumento significativo em seu acervo: atualmente, o prédio conta com 345 mil volumes, que vão desde livros e jornais a CDs e DVDs. Confira abaixo e fique por dentro de todas essas novidades.
Chip antifurto
Para evitar que livros sejam roubados do prédio, foram instalados em todos os títulos chips antifurto, que acionam o alarme ao sair da biblioteca.
Totem de audiodescrição
Localizada no terceiro andar da biblioteca, esta máquina permite que o visitante com deficiência visual fique sabendo um pouco mais sobre a história do prédio. “O deficiente vai ter a opção de ouvir ou, se ele quiser, de ler sobre a biblioteca, em braile”, destacou Sharles.
Book Voice
Como nem todos os títulos são encontrados em braile, no Salão Maria Luiza de Magalhães Cordeiro, no terceiro andar, está disponível um scanner que lê o livro para o visitante.
Máquina de livros
Quem chega à Biblioteca Pública pela sua entrada principal, na rua Barroso, se depara com essa miniloja de livros. É só colocar o valor da obra desejada na máquina e retirá-la.
Lupa eletrônica
Também no Maria Luiza de Magalhães, a lupa eletrônica aumenta bastante os caracteres do livro para as pessoas de visão reduzida.
Carteirinha
Para usufruir da “nova” Biblioteca Pública, é necessário dar entrada na carteirinha do usuário – que pode ser requerida no balcão de entrada. O processo para tirá-la é simples: basta ter em mãos a carteira de identidade ou um documento com foto.
Folheador automático
Para os visitantes que possuem apenas uma das mãos ou algum tipo de paralisia nos membros superiores, esse aparelho faz a passagem das páginas dos livros e revistas, mediante o acionamento de um controle remoto.
Mapa tátil
Instalado em todos os andares da biblioteca, o mapa tátil possibilita às pessoas com deficiência visual localizar os departamentos do prédio e ler as informações sobre cada um deles – em braile ou por meio de uma caneta de áudio.
Elevador
Sem dúvida uma das melhorias mais notáveis, um elevador especial foi instalado na biblioteca. O equipamento dará aos portadores de deficiência física acesso aos três andares do prédio.
fonte - http://acritica.uol.com.br/vida/Manaus-Amazonas-Amazonia-Biblioteca-Publica-tecnologia-acessibilidade_0_887911239.html (reportagem de Gabriel Machado)

sábado, 9 de março de 2013

AUDIODESCRIÇÃO/CEGOS - Filme ERA UMA VEZ EU, VERÔNICA é audiodescrito em PE

Era uma vez eu, Verônica será exibido com audiodescrição
Era uma vez eu, Verônica é o primeiro filme pernambucano com áudio-descrição. Foto: Imovision/ Divulgação.
*(Imagem - foto colorida de divulgação do filme, com uma mulher jovem que repousa a cabeça em um travesseiro sobre as pernas de um homem mais velho que lê um livro)
O Cinema São Luiz vai exibir a produção Era uma vez eu, Verônica, do diretor Marcelo Gomes, com o recurso de tradução visual conhecido como audiodescrição. A sessão será nesta segunda-feira, às 19h30, a entrada é gratuita. 

A audiodescrição, iniciada nos Estados unidos na década de 80, é um recurso assistivo que traduz em palavras os eventos visuais em filmes, em peças teatrais e em outros tipos de apresentação cultural, de modo a dar acessibilidade comunicacional para as pessoas com deficiência visual, intelectual ou outras.

Era uma vez eu, Verônica é o primeiro longa-metragem pernambucano com audiodescrição. De acordo com o Professor de audiodescrição da Curso de Rádio, TV e Internet da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Dr. Francisco Lima, a iniciativa já abre caminho para outras produções. "Ter um filme pernambucano com audiodescrição nos cinemas de Recife pode ser um pequeno passo para a inclusão das centenas de milhares de pessoas com deficiência visual, em nosso Estado, mas é, certamente, um passo gigante contra a exclusão comunicacional que impera no circuito fílmico comercial."

Sinopse oficial:

Era uma vez eu, Verônica revela as reflexões de Verônica, uma estudante de medicina recém-formada, passando por um momento de incertezas. Ela questiona não só suas escolhas profissionais, como suas relações mais íntimas e até mesmo sua capacidade de lidar com a vida.
FONTE - http://www.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/viver/2013/03/08/internas_viver,427463/era-uma-vez-eu-veronica-sera-exibido-com-audiodescricao.shtml

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

ACESSIBILIDADE CULTURAL - Audiodescrição e legendagem no Cinema pela Midiace

Associação descreve filmes para deficientes visuais e auditivos


*imagem - foto colorida com fundo verde, onde um jovem com uma camiseta branca olha para outro jovem de costas com um fone de ouvidos sobre seu boné)


Tornar possível a compreensão de um filme por deficientes auditivos e visuais. Esse é o objetivo da Midiace (Associação Mídia Acessível), instituição sem fins lucrativos dedicada à legendagem e audiodescrição de produções para pessoas com esses tipos de necessidades especiais. A associação atendeu aproximadamente 600 pessoas desde a sua criação, em agosto do ano passado.
O primeiro filme a receber os recursos do projeto foi o drama nacional Signo da Cidade, dirigido pelo também ator Carlos Alberto Riccelli, em junho de 2008. O trabalho de legendagem e audiodescrição foi feito por Rodrigo Campos, presidente da associação, Cíntia Araújo, Leise Abreu e Renise Santos. "A iniciativa nasceu da vontade de se colocar em prática os conhecimentos adquiridos no curso de tradução da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), mas, sobretudo, de tornar a magia do cinema acessível ao público de deficientes visuais e auditivos", declarou Campos em entrevista ao Cinema em Cena.
O trabalho feito no longa pôde ser conferido em diversas capitais, como Belo Horizonte, Salvador e São Paulo, além de várias cidades do interior. Motivado com a boa recepção do projeto, a iniciativa está sendo desenvolvida em Salvador, Fortaleza e BH, onde está a sua sede. Campos ainda completa que "por se tratar da primeira associação brasileira de audiodescritores (certificados pelas universidades) e contar com associados de várias regiões, podemos dizer que já contamos com representantes na maioria dos estados brasileiros".
Para se fazer a legendagem e roteiro da audiodescrição, é necessário o domínio de português, software para marcação de tempo e percepção audiovisual, em cinema, TV e teatro. Segundo o presidente da associação, também é preciso ter a compreensão de "o que" e "como" audiodescrever e sintaxe-chave. "Para quem deseja uma certificação acadêmica, os cursos de legendagem e audiodescrição são oferecidos nas UFMG, UFBA e UECE", informa a associação  que também está desenvolvendo a “Campanha Nacional pela Audiodescrição”, que tem como objetivo a implementação do recurso em todo Brasil. Para isso, serão exibidos vídeos com artistas como Reynaldo Gianecchini, Cazé e Marcos Frota, nos cinemas e redes de televisão do país. Também faz parte da iniciativa um vídeo, gravado em outubro, com a atriz Lucélia Santos sobre a importância da audiodescrição e legendagem para os surdos, lançado no 1º Encontro Nacional de Audiodescritores, em São Paulo.
O vídeo explicativo rodado pela atriz foi patrocinado pela AeC, empresa de gerenciamento de projetos, outsourcing, consultoria, contact center e treinamento. Quando começou a desenvolver a campanha, a Midiace enfrentou problemas para arcar com os gastos das gravações, por se tratar de se tratar de uma associação sem fins lucrativos. Assim, a AeC arcou com os custos, tornando o projeto viável.ma Campos.
Os funcionários com deficiência auditiva e visual da empresa também têm a oportunidade de participar de sessões com esse recurso.Além da campanha, a associação já fez a audiodescrição de quatro filmes estrangeiros para a Rede Globo. “Esses longas serão exibidos em cadeia nacional assim que a audiodescrição for implantada na TV, declarou Campos.A AeC é sócia do Cinema em Cena. 
FONTE-http://www.cinemaemcena.com.br/plus/modulos/noticias/ler.php?cdnoticia=30497
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