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sexta-feira, 27 de setembro de 2013

ACESSIBILIDADE CULTURAL/CEGOS&SURDOS - Recurso brasileiro leva legendas e audio descritivos às platéias

UMA NOVA FERRAMENTA INCLUI SURDOS E CEGOS NAS PLATEIAS DE TEATRO

O MOBI LOAD, RECURSO CRIADO POR UMA EMPRESA BRASILEIRA, LEVA LEGENDAS E ÁUDIOS DESCRITIVOS AO PÚBLICO DURANTE EVENTOS AO VIVO

Mobi Load (Foto: Divulgação/Steno Mobi)
(imagem - foto colorida de espectadores de uma peça de teatro, tendo à sua frente tablets acoplandos às suas poltronas, que dão acessibildade e fazem audiodescrição e legendas para pessoas cegas e pessoas surdas - fotografia de divulgação Steno Mobi)
Chegar a um teatro e encontrar boa parte dos espectadores com um tablet acoplado à cadeira e fones nos ouvidos será uma cena cada vez mais comum. Não se trata de um público viciado em smartphone. Mas, sim, de pessoas portadoras de deficiência visual ou auditiva acompanhando a apresentação com o apoio de uma nova ferramenta desenvolvida no Brasil: o Mobi Load, lançado no ano passado pela empresa Steno Mobi.
Este sistema consiste em transmitir, em legendas escritas, em libras ou em uma narração auditiva (chamada de audiodescrição) tudo o que é e, principalmente, e o que não é dito na apresentação. Qualquer barulho, gesto ou música é literalmente contado por um locutor ou traduzido em frases escritas, que chegam ao tablet por meio da conexão à internet.
As legendas direcionadas para os surdos já são usadas na TV há 13 anos, quando uma lei passou a exigir oito horas diárias da programação da TV aberta com o recurso (que pode ser acionada por meio do botão “closed caption” do controle remoto). Esta já é uma ferramenta também usada em eventos ao vivo. Mas, em geral, a transmissão é feita em um telão.
Já a audiodescrição é utilizada principalmente em filmes e programas de TV desde 2011, quando a legislação brasileira determinou que as emissoras abertas disponibilizassem o recurso em duas horas da grade semanal. Este ano, a exigência dobrou: agora são quatro horas por semana. Em 2006, a Caixa Econômica Federal lançou o primeiro comercial com legendas disponíveis por meio do closed caption, direcionada para as pessoas com deficiência auditiva. Hoje, outras empresas, como Itaú e  Coca Cola, também fazem uso do recurso em suas campanhas. Em 2010, a Natura ançou a primeira propaganda com audiodescrição do país.
A primeira aplicação do Mobi Load em um evento ao vivo aconteceu no dia 5 de março deste ano, quando o Governo do Estado de São Paulo promoveu a apresentação do filme brasileiro Colegas, no Palácio dos Bandeirantes. A iniciativa foi uma parceria do governo com as Secretarias de Cultura e dos Direitos da Pessoa com Deficiência e faz parte de um investimento de R$ 2 milhões em recursos de acessibilidade em eventos públicos.
Também está incluso nessa iniciativa o espetáculo Tribos, estrelada por Antonio Fagundes. Neste sábado, dia 28 de setembro, os tablets serão disponibilizados para a platéia do Teatro Tuca, em São Paulo. Dependendo da demanda, a ferramenta será utilizada sempre aos sábados, até o fim da temporada, em 15 de dezembro. A partir de outubro, o Mobi Load também será usado em 16 peças da Mostra + Sentidos, no teatro paulistano Sérgio Cardoso.
Aplicar os recursos em um evento feito ao vivo tem algumas peculiaridades. Rafael Parlatore, sócio-diretor da Steno Mobi, afirma que sua equipe recebe o roteiro da peça e um vídeo antecipadamente. Então, é feita uma gravação em estúdio e o registro escrito do texto. Na hora da apresentação, um profissional vai até o local e insere as legendas ou trechos de áudios no ritmo em que o espetáculo se desenvolve. Mas se o evento for improvisado, mesmo com o máximo de referências prévias possível, as narrativas, faladas e escritas, são feitas ao vivo e in loco.  fonte - http://epocanegocios.globo.com/Inspiracao/Empresa/noticia/2013/09/uma-nova-ferramenta-inclui-surdos-e-cegos-nas-plateias-de-teatro.html

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

ACESSIBILIDADE CULTURAL - Audiodescrição e legendagem no Cinema pela Midiace

Associação descreve filmes para deficientes visuais e auditivos


*imagem - foto colorida com fundo verde, onde um jovem com uma camiseta branca olha para outro jovem de costas com um fone de ouvidos sobre seu boné)


Tornar possível a compreensão de um filme por deficientes auditivos e visuais. Esse é o objetivo da Midiace (Associação Mídia Acessível), instituição sem fins lucrativos dedicada à legendagem e audiodescrição de produções para pessoas com esses tipos de necessidades especiais. A associação atendeu aproximadamente 600 pessoas desde a sua criação, em agosto do ano passado.
O primeiro filme a receber os recursos do projeto foi o drama nacional Signo da Cidade, dirigido pelo também ator Carlos Alberto Riccelli, em junho de 2008. O trabalho de legendagem e audiodescrição foi feito por Rodrigo Campos, presidente da associação, Cíntia Araújo, Leise Abreu e Renise Santos. "A iniciativa nasceu da vontade de se colocar em prática os conhecimentos adquiridos no curso de tradução da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), mas, sobretudo, de tornar a magia do cinema acessível ao público de deficientes visuais e auditivos", declarou Campos em entrevista ao Cinema em Cena.
O trabalho feito no longa pôde ser conferido em diversas capitais, como Belo Horizonte, Salvador e São Paulo, além de várias cidades do interior. Motivado com a boa recepção do projeto, a iniciativa está sendo desenvolvida em Salvador, Fortaleza e BH, onde está a sua sede. Campos ainda completa que "por se tratar da primeira associação brasileira de audiodescritores (certificados pelas universidades) e contar com associados de várias regiões, podemos dizer que já contamos com representantes na maioria dos estados brasileiros".
Para se fazer a legendagem e roteiro da audiodescrição, é necessário o domínio de português, software para marcação de tempo e percepção audiovisual, em cinema, TV e teatro. Segundo o presidente da associação, também é preciso ter a compreensão de "o que" e "como" audiodescrever e sintaxe-chave. "Para quem deseja uma certificação acadêmica, os cursos de legendagem e audiodescrição são oferecidos nas UFMG, UFBA e UECE", informa a associação  que também está desenvolvendo a “Campanha Nacional pela Audiodescrição”, que tem como objetivo a implementação do recurso em todo Brasil. Para isso, serão exibidos vídeos com artistas como Reynaldo Gianecchini, Cazé e Marcos Frota, nos cinemas e redes de televisão do país. Também faz parte da iniciativa um vídeo, gravado em outubro, com a atriz Lucélia Santos sobre a importância da audiodescrição e legendagem para os surdos, lançado no 1º Encontro Nacional de Audiodescritores, em São Paulo.
O vídeo explicativo rodado pela atriz foi patrocinado pela AeC, empresa de gerenciamento de projetos, outsourcing, consultoria, contact center e treinamento. Quando começou a desenvolver a campanha, a Midiace enfrentou problemas para arcar com os gastos das gravações, por se tratar de se tratar de uma associação sem fins lucrativos. Assim, a AeC arcou com os custos, tornando o projeto viável.ma Campos.
Os funcionários com deficiência auditiva e visual da empresa também têm a oportunidade de participar de sessões com esse recurso.Além da campanha, a associação já fez a audiodescrição de quatro filmes estrangeiros para a Rede Globo. “Esses longas serão exibidos em cadeia nacional assim que a audiodescrição for implantada na TV, declarou Campos.A AeC é sócia do Cinema em Cena. 
FONTE-http://www.cinemaemcena.com.br/plus/modulos/noticias/ler.php?cdnoticia=30497
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