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sábado, 29 de junho de 2013

CEGOS/ACESSO À LEITURA - Tratado internacional facilitará acesso a obras publicadas e impressas

Tratado vai facilitar acesso a pessoas com deficiência

Acordo entre países da América Latina e Caribe facilitará acesso a Obras Publicadas


Brasília - Uma proposta dos governos do Brasil, do Paraguai, do Equador, da Argentina e do México, com apoio do Grupo de Países da América Latina e do Caribe, levou à definição do Tratado de Marraquexe para Facilitar o Acesso a Obras Publicadas para Pessoas Cegas, com Deficiência Visual ou outras Deficiências para o Acesso ao Texto Impresso, durante a Conferência da Organização Mundial da Propriedade Intelectual (Ompi), no Marrocos. O acordo foi assinado hoje (28).
O objetivo do tratado é “reparar a escassez” de publicação de obras adaptadas a pessoas com deficiência visual, impedindo o acesso à leitura, à educação, ao desenvolvimento pessoal e ao trabalho em igualdade de oportunidades. Pelos dados divulgados, menos de 1% das obras publicadas no mundo é convertido em formatos acessíveis às  pessoas com deficiência visual e dificuldade de leitura.
A ministra da Cultura, Marta Suplicy, foi até o Marrocos, onde fica Marraquexe, para negociar os termos do acordo, e ressaltou que é fundamental cada país atuar também para aprimorar os mecanismos de acesso às pessoas com deficiência visual ou dificuldade de leitura. “O compromisso que assumimos hoje é um grande avanço em favor da garantia dos direitos das pessoas com deficiência, constituindo uma base sólida para, em nossos países, aprimorarmos nossas legislações e adotarmos novas políticas públicas”, lembrou ela.         
O documento autoriza duas exceções para a livre produção e distribuição de obras em formato acessível ao grupo de pessoas com deficiência visual e dificuldade de leitura de textos impressos.
O acordo para elaborar o tratado foi uma iniciativa conjunta com o objetivo principal de aumentar a oferta de livros para pessoas cegas, com deficiência visual ou outras deficiências para o acesso ao texto impresso, “sem prejudicar a proteção efetiva dos direitos autorais nem criar impactos” sistêmicos negativos ao regime internacional.
“Estamos dando às pessoas com deficiência visual e deficiência para leitura a esperança de terem seus direitos fundamentais garantidos, promovendo a superação de barreiras concretas ao seu pleno desenvolvimento. A partir deste tratado, as pessoas com deficiência visual poderão ter acesso à leitura, à educação, ao desenvolvimento pessoal e ao trabalho em igualdade de oportunidades com as demais pessoas”, disse a ministra da Cultura. 

segunda-feira, 24 de junho de 2013

CEGOS/LIVROS DIGITAIS - Stevie Wonder clama por livros e acessibilidade para pessoas cegas na OMPI

Stevie Wonder pede maior acesso de livros para pessoas com deficiência visual

Músico e Mensageiro da Paz da ONU defende acordo internacional para o setor; mais de 600 negociadores participam de reunião da Organização Mundial da Propriedade Intelectual, no Marrocos.
Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York. 
(imagem - fotografia do cantor Stevie Wonder, com o símbolo da ONU- Nações Unidas ao fundo) 
A Organização Mundial da Propriedade Intelectual, Ompi, está realizando uma reunião em Marrakech, no Marrocos, sobre como facilitar o acesso de livros e outras publicações para pessoas com deficiências visuais.
Mais de 600 negociadores dos 186 países membros da Ompi participam do encontro. Eles tem até o dia 28 de junho para definir um acordo sobre o tema.
Presente
O músico e mensageiro de paz da ONU, Stevie Wonder, enviou uma mensagem de vídeo aos diplomatas, onde apela à assinatura do tratado internacional.
Stevie Wonder disse que os cegos do mundo todo estão contando com os negociadores no Marrocos. Para o músico, a assinatura do acordo representa "o legado e um presente para as gerações futuras". 
Para o cantor e compositor, o novo tratado poderá "abrir as portas para os tesouros escritos do mundo, levando a um futuro onde não há barreiras para a expansão do conhecimento e do prazer da cultura, mesmo para as pessoas com deficiência visual".
Braille e Áudio
Stevie Wonder garante que caso o acordo seja alcançado, ele irá para Marrakech celebrar com as delegações que participam da reunião da Ompi.
Segundo a agência da ONU, o tratado que está sendo negociado ampliaria o acesso cegos a livros e outras publicações em formatos como Braille, audiolivros ou impressões com letras grandes.
Uma pesquisa da Ompi feita em 2006 descobriu que apenas 60 países têm cláusulas em suas leis de direitos autorais estabelecendo regras especiais em benefício das pessoas com deficiência visual, como versões de livros em Braille ou em áudio.
A União Mundial dos Cegos calcula que de 1 milhão de livros publicados por ano, menos de 5% estão em formatos acessíveis a esse público.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde, existem mais de 314 milhões de cegos e deficientes visuais no mundo e 90% vivem em países em desenvolvimento.
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UMA LUZ NO FIM DO LIVRO http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2010/09/uma-luz-no-fim-do-livro.html

domingo, 9 de junho de 2013

ACESSIBILIDADE CULTURAL/MUSEUS - Em São Paulo verba de R$1,2 milhão para ampliar acesso de cegos e surdos

Museu terá verba para 'traduzir' obras para cegos e surdos

JAIRO MARQUES
O deficiente visual Olavo de Barros interpreta obra em relevo na Fundação Dorina Nowill
(Imagem - foto colorida de uma pessoa cega, cujas mãos tocam um relevo como de um fóssil exibido em um museu de SP, na matéria com a legenda - O deficiente visual Olavo de Barros interpreta obra em relevo na Fundação Dorina Nowill)

Os museus de São Paulo vão dispor de uma verba de R$ 1,2 milhão para tomarem medidas que possibilitem que visitantes com deficiência visual e auditiva consigam explorar seus acervos de maneira mais completa.

O dinheiro vai poder ser usado na implantação de recursos de comunicação em acervos temporários ou de longa duração.

Pessoas cegas, por exemplo, precisam de audiodescrição (recurso que narra com detalhes uma situação, objeto ou cena) ou imagens em relevo para terem uma melhor compreensão de uma obra.

Os surdos podem precisar de um intérprete de libras --língua brasileira de sinais-- ou de legendas para entenderem com mais desenvoltura determinada exibição.
A medida faz parte do programa de incentivo à cultura da Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo.

Vão ser escolhidos 12 projetos que serão contemplados com verbas que variam de R$ 75 mil a R$ 137,5 mil. Pelo menos quatro deles devem ser do interior ou do litoral.
Os museus que tiverem suas iniciativas aprovadas vão ter de dar uma "contrapartida social" ao governo, como garantia de ingressos gratuitos para idosos ou ações específicas para esse público, entre outras iniciativas.

Para advogada Thays Martinez, a primeira pessoa cega a garantir acesso ao metrô de São Paulo com um cão-guia, a medida é importante, "desde que seja bem realizada".
"É preciso ter muito critério na seleção desses projetos para que eles sejam mesmo úteis. Há casos em que oportunistas pegam o dinheiro público e, em troca, oferecem um recurso precário que não ajuda ninguém."

De acordo com a secretaria, os projetos serão avaliados por um grupo de especialistas do segmento.

As inscrições podem ser feitas até 19 de julho pelo site www.cultura.sp.gov.br.
O Museu de História da USP concluiu anteontem, após dois meses, uma reforma de acessibilidade.

sexta-feira, 7 de junho de 2013

ACESSIBILIDADE CULTURAL/ESPAÇOS CULTURAIS - Em Fortaleza, Museus ampliam uso de Audiodescrição e Libras

Sentidos da arte - sobre acessibilidade cultural

Exposição em cartaz no Mauc terá, hoje, visita de deficientes visuais guiada pelo artista Francisco Wagner. Em Fortaleza, instituições culturais têm ampliado ações de acessibilidade
(Imagem - uma foto colorida com um jovem cego, com sua bengala branca, utilizando os recursos de audiodescrição no Memorial da Assembléia Legislativa do Ceará - fotografia de Georgia Santiago divulgação)

Entre tantos papéis sociais, a arte também tem a função de incluir. Aqueles que possuem algum tipo de necessidade especial, seja deficiência física ou intelectual, têm o mesmo direito de apreciar produtos artísticos. Cabe aos equipamentos culturais, então, se munir de ferramentas para viabilizar o acesso à arte e não só construir rampas e salas mais amplas para cadeirantes, mas também investir em tradutores de libras para deficientes auditivos e, para os deficientes visuais, o sistema braille e a audiodescrição.

Museus e galerias de arte, em Fortaleza, têm atentado para acessibilidade cultural. Atualmente, três equipamentos, pelo menos, pensaram seus acervos para a fruição de pessoas com necessidades especiais. O Memorial da Assembleia Legislativa Deputado Pontes Neto (Malce) inaugurou, em maio, sistema de acessibilidade. A exposição com acervo permanente do espaço está disponível para deficiente auditivos e visuais por meio da audiodescrição, braille e libras. Além do Malce, o Museu da Imagem e do Som do Ceará (MIS) disponibiliza sistema de audiodescrição em exposição com acervo do músico e compositor cearense Paurillo Barroso.
Já no Museu de Arte da Universidade Federal do Ceará (Mauc), a exposição Exercício da Pintura à Óleo de Francisco Wagner terá visitação acessível para deficientes visuais guiada pelo próprio artista plástico. A visitação ocorre amanhã, a partir das 9 horas, no Mauc. A iniciativa da visita partiu do Programa de Educação Inclusiva e Acessibilidade da Universidade Federal do Ceará, projeto de extensão vinculado a Secretaria de Acessibilidade da UFC.
“Não deve haver restrição na arte. Nós, artistas, temos mais é que ampliar para que a informação possa circular de modo mais completo”, conta Francisco Wagner. O artista plástico e pedagogo acredita que a acessibilidade deve ser trabalhada em todos os espaços dedicados a arte e destaca também a importância desse público. “O grau de percepção deles é outro, nós temos muito que aprender com pessoas especiais”. Os deficientes visuais poderão ler sobre as obras por meio do braille e terão permissão de tocar nas telas.
Autora do projeto que trabalha a audiodescrição no MIS, Myreika Falcão diz que a exposição do acervo do músico Paurillo Barroso foi pensada tendo os cegos como público-alvo. “Queremos incluir os deficientes visuais e pessoas com problemas de visão. Para isso, disponibilizamos o acervo do Paurillo com várias especificidades para esse público”. Além da audiodescrição, Mireyka destaca as informações disponíveis em braille, réplica do rosto do Paurillo em alto relevo, acesso ao toque dos figurinos do músico, áudio das canções e aromas trabalhados pelo artista, que também era perfumista.
“Ainda falta interesse”
Com a inauguração do sistema de acessibilidade no memorial da Assembleia Legislativa, pessoas com deficiências auditiva e visual podem ter acesso a todo o acervo da exposição permanente. Ana Elise, coordenadora de pesquisa do memorial, entretanto, avalia que é preciso maior interesse por parte das entidades que trabalham com deficientes. “Só o empenho dos equipamentos culturais não garante a acessibilidade adequada, pois é preciso que as fundações e escolas que trabalham com pessoas com necessidades especiais ocupem esses espaços”. 
Segundo Ana Elise, a acessibilidade só será plena com a participação efetiva dos deficientes nos espaços culturais e o estabelecimento do diálogo com esse público. “É preciso que as entidades nos procurem para que possamos aperfeiçoar a acessibilidade”. Ela acrescenta que a Assembleia disponibiliza ônibus para transportar o público das instituições ao memorial.
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domingo, 24 de março de 2013

ACESSIBILIDADE CULTURAL/LEITURA- Tecnologia torna acessível Biblioteca Pública de Manaus

Biblioteca Pública para todos: tecnologia em prol da acessibilidade

Totem de audiodescrição, mapa tátil e máquina de livros são alguns dos destaques da “nova” Biblioteca Pública

Após cinco anos fechada, Biblioteca Pública do Amazonas foi reaberta em fevereiro deste ano
*(imagem - foto colorida do prédio da Biblioteca Pública do Amazonas, com uma lente que lhe dá uma perspectiva como uma esquina ampliada, após ter ficado fechada por 05 anos - fotografia de Márcio de Souza) 
Inclusão. Essa foi a palavra que ditou o ritmo da reforma de cinco anos da Biblioteca Pública do Amazonas – localizada na Rua Barroso, 57, Centro. Reinaugurado em fevereiro deste ano, o prédio histórico passou por diversas mudanças em sua estrutura física. Porém, são as inovações e novidades tecnológicas, muitas delas que possibilitaram à biblioteca ser frequentada por pessoas com deficiência, que realmente chamam a atenção do público que visita, diariamente, os três andares do prédio histórico.
“O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Cultura, tentou, com essa reforma, adaptar e dotar a biblioteca de toda a infraestrutura e todos os equipamentos necessários para que os usuários pudessem desfrutar de uma boa leitura e de uma boa pesquisa com conforto e qualidade”, comentou Sharles Costa, diretor da biblioteca, destacando, ainda, o aumento significativo em seu acervo: atualmente, o prédio conta com 345 mil volumes, que vão desde livros e jornais a CDs e DVDs. Confira abaixo e fique por dentro de todas essas novidades.
Chip antifurto
Para evitar que livros sejam roubados do prédio, foram instalados em todos os títulos chips antifurto, que acionam o alarme ao sair da biblioteca.
Totem de audiodescrição
Localizada no terceiro andar da biblioteca, esta máquina permite que o visitante com deficiência visual fique sabendo um pouco mais sobre a história do prédio. “O deficiente vai ter a opção de ouvir ou, se ele quiser, de ler sobre a biblioteca, em braile”, destacou Sharles.
Book Voice
Como nem todos os títulos são encontrados em braile, no Salão Maria Luiza de Magalhães Cordeiro, no terceiro andar, está disponível um scanner que lê o livro para o visitante.
Máquina de livros
Quem chega à Biblioteca Pública pela sua entrada principal, na rua Barroso, se depara com essa miniloja de livros. É só colocar o valor da obra desejada na máquina e retirá-la.
Lupa eletrônica
Também no Maria Luiza de Magalhães, a lupa eletrônica aumenta bastante os caracteres do livro para as pessoas de visão reduzida.
Carteirinha
Para usufruir da “nova” Biblioteca Pública, é necessário dar entrada na carteirinha do usuário – que pode ser requerida no balcão de entrada. O processo para tirá-la é simples: basta ter em mãos a carteira de identidade ou um documento com foto.
Folheador automático
Para os visitantes que possuem apenas uma das mãos ou algum tipo de paralisia nos membros superiores, esse aparelho faz a passagem das páginas dos livros e revistas, mediante o acionamento de um controle remoto.
Mapa tátil
Instalado em todos os andares da biblioteca, o mapa tátil possibilita às pessoas com deficiência visual localizar os departamentos do prédio e ler as informações sobre cada um deles – em braile ou por meio de uma caneta de áudio.
Elevador
Sem dúvida uma das melhorias mais notáveis, um elevador especial foi instalado na biblioteca. O equipamento dará aos portadores de deficiência física acesso aos três andares do prédio.
fonte - http://acritica.uol.com.br/vida/Manaus-Amazonas-Amazonia-Biblioteca-Publica-tecnologia-acessibilidade_0_887911239.html (reportagem de Gabriel Machado)

sábado, 9 de março de 2013

AUDIODESCRIÇÃO/CEGOS - Filme ERA UMA VEZ EU, VERÔNICA é audiodescrito em PE

Era uma vez eu, Verônica será exibido com audiodescrição
Era uma vez eu, Verônica é o primeiro filme pernambucano com áudio-descrição. Foto: Imovision/ Divulgação.
*(Imagem - foto colorida de divulgação do filme, com uma mulher jovem que repousa a cabeça em um travesseiro sobre as pernas de um homem mais velho que lê um livro)
O Cinema São Luiz vai exibir a produção Era uma vez eu, Verônica, do diretor Marcelo Gomes, com o recurso de tradução visual conhecido como audiodescrição. A sessão será nesta segunda-feira, às 19h30, a entrada é gratuita. 

A audiodescrição, iniciada nos Estados unidos na década de 80, é um recurso assistivo que traduz em palavras os eventos visuais em filmes, em peças teatrais e em outros tipos de apresentação cultural, de modo a dar acessibilidade comunicacional para as pessoas com deficiência visual, intelectual ou outras.

Era uma vez eu, Verônica é o primeiro longa-metragem pernambucano com audiodescrição. De acordo com o Professor de audiodescrição da Curso de Rádio, TV e Internet da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Dr. Francisco Lima, a iniciativa já abre caminho para outras produções. "Ter um filme pernambucano com audiodescrição nos cinemas de Recife pode ser um pequeno passo para a inclusão das centenas de milhares de pessoas com deficiência visual, em nosso Estado, mas é, certamente, um passo gigante contra a exclusão comunicacional que impera no circuito fílmico comercial."

Sinopse oficial:

Era uma vez eu, Verônica revela as reflexões de Verônica, uma estudante de medicina recém-formada, passando por um momento de incertezas. Ela questiona não só suas escolhas profissionais, como suas relações mais íntimas e até mesmo sua capacidade de lidar com a vida.
FONTE - http://www.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/viver/2013/03/08/internas_viver,427463/era-uma-vez-eu-veronica-sera-exibido-com-audiodescricao.shtml

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

SURDEZ/ARTES - Companhia de Teatro "MÃOS LIVRES" faz espetáculo em Manaus

‘Palhaços Surdos na Estação’ é a atração do projeto Pôr-do-Sol

Espetáculo será realizado neste domingo, 24, na Estação das Docas.
Companhia é o primeiro grupo de atores surdos da Amazônia.


Companhia de Teatro Mãos Livres Belém (Foto: Divulgação)
*(imagem - foto colorida da Companhia de Teatro Mãos Livres com quatro pessoas surdas caracterizadas como palhaços - foto de divulgação)
Neste domingo (24), o público vai poder assistir ao espetáculo “Palhaços Surdos na Estação”, que fala sobre a igualdade entre os homens, a natureza e a importância do acesso à cultura. O espetáculo é uma apresentação da Companhia de Teatro Mãos Livres, que volta ao projeto Pôr-do-Sol após três anos afastados dos palcos da Estação das Docas.
Uma das maiores preocupações do grupo, que surgiu em 2005 e é o primeiro grupo de atores surdos da Amazônia, é que todos entendam a mensagem da apresentação.
“Nós proporcionamos a inclusão de todos no espetáculo e esse é um dos grandes motivos de conquistarmos um número cada vez maior de fãs. Muitos surdos marcam presença nas nossas apresentações; alguns deles assistem várias vezes ao mesmo espetáculo, o que nos deixa com a sensação de trabalho cumprido”, relata a produtora do grupo, Lourdes Maria.
Serviço: O Pôr-do-Sol começa às 17h30, no Armazém 3, na Estação das Docas. A apresentação é gratuita. 
FONTE - http://g1.globo.com/pa/para/noticia/2013/02/palhacos-surdos-na-estacao-e-atracao-do-projeto-por-do-sol.html

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

ACESSIBILIDADE CULTURAL - Audiodescrição e legendagem no Cinema pela Midiace

Associação descreve filmes para deficientes visuais e auditivos


*imagem - foto colorida com fundo verde, onde um jovem com uma camiseta branca olha para outro jovem de costas com um fone de ouvidos sobre seu boné)


Tornar possível a compreensão de um filme por deficientes auditivos e visuais. Esse é o objetivo da Midiace (Associação Mídia Acessível), instituição sem fins lucrativos dedicada à legendagem e audiodescrição de produções para pessoas com esses tipos de necessidades especiais. A associação atendeu aproximadamente 600 pessoas desde a sua criação, em agosto do ano passado.
O primeiro filme a receber os recursos do projeto foi o drama nacional Signo da Cidade, dirigido pelo também ator Carlos Alberto Riccelli, em junho de 2008. O trabalho de legendagem e audiodescrição foi feito por Rodrigo Campos, presidente da associação, Cíntia Araújo, Leise Abreu e Renise Santos. "A iniciativa nasceu da vontade de se colocar em prática os conhecimentos adquiridos no curso de tradução da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), mas, sobretudo, de tornar a magia do cinema acessível ao público de deficientes visuais e auditivos", declarou Campos em entrevista ao Cinema em Cena.
O trabalho feito no longa pôde ser conferido em diversas capitais, como Belo Horizonte, Salvador e São Paulo, além de várias cidades do interior. Motivado com a boa recepção do projeto, a iniciativa está sendo desenvolvida em Salvador, Fortaleza e BH, onde está a sua sede. Campos ainda completa que "por se tratar da primeira associação brasileira de audiodescritores (certificados pelas universidades) e contar com associados de várias regiões, podemos dizer que já contamos com representantes na maioria dos estados brasileiros".
Para se fazer a legendagem e roteiro da audiodescrição, é necessário o domínio de português, software para marcação de tempo e percepção audiovisual, em cinema, TV e teatro. Segundo o presidente da associação, também é preciso ter a compreensão de "o que" e "como" audiodescrever e sintaxe-chave. "Para quem deseja uma certificação acadêmica, os cursos de legendagem e audiodescrição são oferecidos nas UFMG, UFBA e UECE", informa a associação  que também está desenvolvendo a “Campanha Nacional pela Audiodescrição”, que tem como objetivo a implementação do recurso em todo Brasil. Para isso, serão exibidos vídeos com artistas como Reynaldo Gianecchini, Cazé e Marcos Frota, nos cinemas e redes de televisão do país. Também faz parte da iniciativa um vídeo, gravado em outubro, com a atriz Lucélia Santos sobre a importância da audiodescrição e legendagem para os surdos, lançado no 1º Encontro Nacional de Audiodescritores, em São Paulo.
O vídeo explicativo rodado pela atriz foi patrocinado pela AeC, empresa de gerenciamento de projetos, outsourcing, consultoria, contact center e treinamento. Quando começou a desenvolver a campanha, a Midiace enfrentou problemas para arcar com os gastos das gravações, por se tratar de se tratar de uma associação sem fins lucrativos. Assim, a AeC arcou com os custos, tornando o projeto viável.ma Campos.
Os funcionários com deficiência auditiva e visual da empresa também têm a oportunidade de participar de sessões com esse recurso.Além da campanha, a associação já fez a audiodescrição de quatro filmes estrangeiros para a Rede Globo. “Esses longas serão exibidos em cadeia nacional assim que a audiodescrição for implantada na TV”, declarou Campos.A AeC é sócia do Cinema em Cena. 
FONTE-http://www.cinemaemcena.com.br/plus/modulos/noticias/ler.php?cdnoticia=30497
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