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quinta-feira, 2 de outubro de 2014

SÍNDROME DE DOWN/ELEIÇÕES - Jovem gaúcho com Síndrome de Down é mesário desde 2006

'O Brasil precisa de inclusão', diz mesário com síndrome de Down

Jovem trabalha nas eleições desde 2006 no município de Santo Cristo, RS. Para família, confiança deu autoestima para estudante superar dificuldades.

Vinicius Strada, 27 anos, não abre mão de atuar nas eleições (Foto: Carina Strada/Arquivo Pessoal)
imagem - foto do jovem Vinicius Streda, com uma camisa listrada e com um microfone na mão, fotografia Carina Streda, arquivo pessoal) 
Há oito anos, o dia das eleições tem significado especial na vida do estudante Vinicius Streda, 27 anos, morador do município de Santo Cristo, na Região Noroeste do Rio Grande do Sul. Mais do que um exercício de cidadania, para o jovem com síndrome de Down a data significa uma oportunidade de mostrar a todos o quanto as pessoas com necessidades especiais são capazes.
Pela quarta eleição consecutiva, Vinicius se prepara para voltar a ser mesário no próximo domingo (5). Ele assumirá os trabalhos como segundo mesário na seção número 22 do município com menos de 12 mil habitantes, em um salão paroquial no distrito de Linha Bom, área rural onde mora. A mesma função foi desempenhada nos pleitos de 2006, 2008 e 2010.
O Brasil precisa de inclusão, das pessoas com necessidades especiais (o termo correto é Pessoas com Deficiência). E a minha vontade de ser mesário surgiu para ter esse orgulho e satisfação”, disse Vinicius ao G1.
Desafiar preconceitos não é novidade para o jovem. Foi acreditando na própria capacidade intelectual que ele escreveu e publicou um livro, em coautoria com a prima, Carina Streda, que é pedagoga. Publicado neste ano, “Nunca Deixe de Sonhar”, que conta a história pessoal do jovem, já esgotou 2 mil exemplares e está atualmente na terceira edição. “Traz minha experiências de vida, as angústias e dificuldades que passei”, explica.
Para ele, contribuir com a democracia também representa um gesto de reafirmação de competência diante dos eleitores de Santo Cristo. “Quero exercer a cidadania e a democracia. Acredito muito na inclusão. Em centros de reabilitação para quem tem necessidades excepcionais”, diz o jovem.
Trabalho aumenta autoestima
Vinicius, porém, ainda tenta superar as dificuldades para terminar o ensino médio. Segundo a família, ele busca neste ano a aprovação em duas matérias que ficaram pendentes. Além disso, o jovem diz estar desempregado desde o ano passado por conta de dificuldades financeiras da empresa onde trabalhava, e que lhe ofertou um cargo dentro do programa inclusivo de contratações.
O interesse pela política e o processo eleitoral é considerado um fator fundamental para fortalecer a autoestima do jovem, diz a mãe, Cláudia Ergang, 50 anos. “Ele gosta muito porque se sente valorizado. E ele acompanha muito a política. Enquanto quiserem, ele vai continuar sendo mesário. E a Justiça Eleitoral divulgou bastante o trabalho dele aqui. Ficamos muito feliz”, afirmou ela.
De acordo com o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RS), cerca de 106 mil mesários irão atuar no Rio Grande do Sul nas próximas eleições. A Justiça Eleitoral diz que desconhece o total de mesários com necessidades especiais, mas, via assessoria de imprensa, informou que os casos ainda são “raros”.
Chefe do cartório eleitoral de Santo Cristo, Carolina Kretzmann Watthier afirma não ter do que reclamar em relação ao desempenho de Vinicius nas eleições anteriores. “Existe bastante responsabilidade, mas a responsabilidade maior é da presidência. Demos uma função de intermediária a ele. E o Vinícius está muito bem”, garante ela.
FONTE - http://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/eleicoes/2014/noticia/2014/10/o-brasil-precisa-de-inclusao-diz-mesario-com-sindrome-de-down.html
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ROBÔS, POLÍTICA E DEFICIÊNCIA. http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2012/07/robos-politica-e-deficiencia.html

domingo, 16 de março de 2014

PESSOAS COM DEFICIÊNCIA/LEIS - No Senado é aprovada isenção em pedágios

Aprovada isenção de pedágio para Pessoas com Deficiência

Emenda acatada ontem pela Comissão de Assuntos Econômicos estabelece que o Poder Executivo vai regulamentar o benefício, fixando os critérios para a concessão da gratuidade
(imagem - foto colorida com os senadores presentes - Plenário da Comissão de Assuntos Econômicos em sessão que aprovou gratuidade nos pedágios para condutores deficientes Foto: Marcos Oliveira)

Os veículos conduzidos pelas pessoas com deficiência poderão ficar isentos do pagamento de pedágio em rodovias. A medida é prevista em projeto de lei (PLS 452/2012) aprovado ontem pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), em decisão terminativa.
De autoria da senadora Ana Amélia (PP-RS), a proposta recebeu parecer favorável da Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH). Na CAE, a senadora Lúcia Vânia (PSDB-GO) apresentou relatório a favor do projeto, lido pelo senador Waldemir Moka (PMDB-MS). Emenda apresentada pela relatora remete ao Poder Executivo o regulamento dos termos de concessão do benefício.
O projeto condiciona a isenção ao princípio da preservação do equilíbrio econômico-financeiro dos contratos de concessão de rodovias. Lúcia Vânia observa que, como o projeto não menciona recursos orçamentários para a despesa decorrente, “conclui-se que o benefício seria custeado pelo aumento do valor do pedágio para os demais ­motoristas”.
A relatora na CAE considera necessário impor limite à gratuidade para assegurar viabilidade econômica à proposta. Segundo ela, tal limitação pode se dar em função de fatores como a renda da pessoa com deficiência, o grau de comprometimento da acessibilidade e os recursos médico-hospitalares de que necessita alcançar utilizando a rodovia.
Por considerar a matéria eminentemente técnica e sujeita a atualizações constantes, a relatora não acha conveniente fixar tais parâmetros em lei. Optou por emenda que remete a proposta à regulamentação do Poder Executivo.
Durante a discussão, a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) manifestou dúvida quanto à eficácia do projeto, pelo fato de não indicar fonte de recursos para custear o benefício.
Matéria do dia 17/03/2014 - A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) aprovou na terça-feira projeto (PLS 452/2012) de Ana Amélia (PP-RS) que isenta da cobrança de pedágio veículo conduzido por pessoa com deficiência. Para evitar que o benefício seja custeado com aumento do pedágio para os demais motoristas, a relatora na Comissão de Assuntos Econômicos, Lúcia Vânia (PSDB-GO) apresentou emenda para que o Executivo regulamente o benefício, fixando critérios para a gratuidade. O texto segue para a Câmara se não houver recurso para votação em Plenário.
FONTE - JORNAL DO SENADO 
http://www12.senado.gov.br/jornal/edicoes/2014/03/12/aprovada-isencao-de-pedagio-para-deficientes

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

SINDROME DE DOWN/INCLUSÃO - Primeira professa com Down lança seu livro de fábulas

Professora com síndrome de Down lança livro de fábulas sobre inclusão

Débora Seabra usa animais para falar de preconceito, rejeição e amizade. Ela é a primeira professora do país com síndrome de Down.

Débora
Débora Seabra escreveu livro infantil sobre inclusão (Foto: Divulgação )

Débora Araújo Seabra de Moura, de 32 anos, a primeira professora com síndrome de Down do Brasil, acaba de lançar um livro com fábulas infantis que têm a inclusão como pano de fundo. O livro traz contos que se passam em uma fazenda e têm os animais como protagonistas. Eles lidam com problemas humanos como preconceito e rejeição, caso do sapo deficiente que não conseguia nadar, da galinha excluída do grupo por ser surda e do passarinho de asa quebrada que precisou ganhar a confiança dos outros bichos para poder voar com eles.
Com 32 páginas, a obra Débora conta histórias (Araguaia Infantil, R$ 34,90) estará à venda nas livrarias a partir desta segunda-feira (5). As ilustrações são de Bruna Assis Brasil.

A professora também usa os bichos para abordar a importância da tolerância, respeito e amizade. Uma das fábulas é sobre a discriminação que o pato sofria por não querer namorar outras patas, e sim, patos.
Em outra, Débora conta a história de amizade entre um cachorro e um papagaio. Alguns contos foram escritos baseados em situações vividas por ela. O texto da contracapa é do escritor, membro da Academia Brasileira de Letras, João Ubaldo Ribeiro.

Usei os animais, mas as histórias se encaixam aos humanos. É preciso respeitar e incluir todo mundo, aceitar as diferenças de cada um. Ainda existe preconceito, afirma Débora.

O livro nasceu em 2010, quando a jovem resolveu escrevê-lo para dar presente de Natal aos pais, o médico psiquiatra José Robério e a advogada Margarida Seabra. Queria fazer uma surpresa, e eles ficaram felizes, adoraram a ideia.

Margarida lembra que a filha passou alguns meses dedicada a escrever a obra escondida no quarto, quando a mãe entrava de surpresa ela tratava logo de proteger o presente.

A gente não imaginava, achávamos que fosse um diário. Os contos não foram escritos com a expectativa de se tornar livro, mas como o resultado agradou a todos, Margarida se rendeu aos conselhos e pedidos dos amigos e da família e foi em busca de uma editora. Antes, cogitou publicá-lo de forma independente, mas não foi preciso.
Não foi a primeira vez que a professora testou o lado escritora. Antes do livro de fábulas, escreveu a própria história que depois de ter as folhas impressas e presas por um espiral, foi dada aos pais. Toda a família leu, guardamos como lembrança, mas achei que era comum. Já com as fábulas fiquei muito emocionada. As pessoas se surpreenderam pela dedicadeza das histórias, diz Margarida.
A obra Débora conta histórias será lançada oficialmente no mês de setembro em um evento para convidados, em Natal. Ainda não há data definida.

Escolas regulares
A autora da obra nasceu em Natal (RN) e há nove anos trabalha como professora assistente em um colégio particular tradicional da cidade, a Escola Doméstica. Débora sempre estudou em escolas da rede regular de ensino e se formou no curso de magistério, de nível médio, em 2005.

Quando começou a frequentar a escola, pouco se sabia sobre a síndrome de Down. Débora contou com o apoio da família que contrariou a tendência de matricular a filha uma escola especial, assim como fazia os pais naquela época. Nunca cogitei uma escola especial porque Débora era uma criança comum. A escola especial era discriminatória e ela precisava de desafios. Não sabia muito bem como seria, mas estava aberta para ajudar minha filha a encarar qualquer coisa, diz Margarida.

Nem sempre foi fácil. Débora já foi vítima de preconceito. Ainda na educação infantil, lembra de ter sido chamada de ´mongol´ por um garoto. Ela chorou, ficou magoada, mas encontrou na professora uma aliada que explicou à classe que ´mongóis´ eram os habitantes da Mongólia e ainda ensinou as crianças o que era a síndrome de Down.

Por conta de sua experiência com professora, Débora já foi convidada para palestrar em várias partes do país e até fora dele, como Argentina e Portugal. Sempre que pode participa de iniciativas para ajudar a combater o preconceito, como apresentações teatrais - mais uma de suas paixões.


LEIA TAMBÉM NO MEU BLOG INFOATIVO.DEFNET SOBRE SÍNDROME DE DOWN: 

01 NEGRO + 01 DOWN + 01 POETA = 01 Dia para não esquecer de incluir http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2011/03/01-negro-01-down-01-poeta-01-dia-para.html


quarta-feira, 17 de julho de 2013

CONVENÇÃO/ONU/PESSOAS COM DEFICIÊNCIA - IV CONFERÊNCIA DOS ESTADOS-PARTES em NOVAYORK

Conferência da ONU discute formas de melhorar educação e emprego de pessoas com deficiência

(imagem - foto colorida de uma menina de Madagascar que está aprendendo a sua língua de sinais - fotografia de UNICEF/Dia Styvanley)
Cerca de 80% dos mais de um bilhão de pessoas com deficiência no mundo estão em idade de trabalhar e enfrentam desafios físicos e sociais para conseguir qualificação e emprego, afirmou a ONU. Para encontrar formas de melhorar o padrão de vida e emprego das pessoas com deficiência, os Estados-Membros estão reunidos a partir desta quarta-feira (17) na sede da ONU, em Nova York, Estados Unidos, na VI Conferência dos Estados-Parte da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência.
De acordo com informações divulgadas na reunião, as pessoas com deficiência enfrentam um risco maior de viver na pobreza do que as pessoas sem deficiência, tanto nos países desenvolvidos quanto naqueles em desenvolvimento.
A Conferência, que acaba dia 19 de julho, é o maior encontro internacional sobre questões de deficiência e é realizada anualmente para facilitar a troca de experiências e ideias para a implementação da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, que foi aprovada em dezembro de 2006 e entrou em vigor em 2008.
O tratado obriga os países a assegurarem os direitos humanos a todas as pessoas com deficiência. Ele reconhece que todos são iguais perante a lei e devem ter o mesmo acesso à educação, saúde, trabalho, condições de vida adequadas e liberdade de circulação.
“Quando se trata de pessoas com deficiência, a inclusão significa que temos que fazer tudo ao nosso alcance para garantir que elas tenham as mesmas oportunidades de sucesso como todo mundo,” disse o embaixador do Quênia e presidente da Conferência, Macharia Kamau.
A Conferência acontece dois meses antes da Reunião de Alto Nível da Assembleia Geral sobre a Deficiência e o Desenvolvimento  do dia 23 de setembro, que terá como tema “O caminho a seguir: uma agenda de desenvolvimento inclusiva para 2015 e além”.

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PARA ALÉM DO PRECONCEITO - A Convenção, Cidadania e Dignidade http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2010/12/para-alem-do-preconceito-convencao.html

segunda-feira, 1 de julho de 2013

PESSOAS COM DEFICIÊNCIA/TECNOLOGIA ASSISTIVA - Jovens brasileiros inventam soluções tecnológicas para auxiliar Inclusão Escolar

Jovens criam tecnologias para garantir a acessibilidade na escola

Aplicativos criados por jovens brasileiros ajudam a garantir a inclusão de pessoas com deficiência na escola


De acordo com o Censo 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mais de 45,6 milhões de brasileiros declaram ter algum tipo de deficiência, sendo que 2,5 milhões deles têm entre 4 e 17 anos, ou seja, estão em período escolar e encontram barreiras para estudar. De olho nessas estatísticas, jovens desenvolvem ferramentas como o HandTalk e o Que Fala, aplicativos para celular que buscam auxiliar o acesso à escola dessas crianças e jovens.

O HandTalk, por exemplo, vencedor do prêmio WSA-Mobile, promovido pela ONU, é um aplicativo para tablets e celulares que traduz em tempo real, qualquer palavra ou frase, em português, para Libras (Língua Brasileira de Sinais).
Para Ronaldo Tenório, um dos fundadores da ferramenta, o uso da tecnologia pode ser um passo para o acesso de crianças com deficiência auditiva nas escolas que, apesar do crescimento no número de matrículas, continua baixo. No ano 2000, última contagem oficial sobre o assunto, o IBGE mostrou que a população de surdos com idade escolar ultrapassava os 350 mil. Em 2010, dez anos depois, o Censo Escolar apontou que apenas 70 mil estavam devidamente matriculados nas escolas.
Além de auxiliar no processo de inclusão de jovens com deficiência, esse tipo de tecnologia permite um aprendizado em duas vias.  "A plataforma é útil para alunos surdos, para que eles possam frequentar a escola da maneira adequada. Com a solução implementada nas escolas, além de estimular esse aluno com deficiência, será um incentivo para seus colegas aprenderem Libras e estreitar o relacionamento entre eles", explica.
Mônica Pereira dos Santos, professora e pesquisadora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e membro da Associação Brasileira de Pesquisadores em Educação Especial, considera algo "super positivo" esse engajamento dos jovens para o desenvolvimento de tecnologias para a acessibilidade, mas ressalta que seu impacto depende de como esta tecnologia vai ser adotada pela escola e seus profissionais.
"Inclusão é assunto de culturas e políticas públicas, para além das práticas. Uma ferramenta, sozinha, não dá conta do recado. Há que haver uma mobilização da comunidade escolar no sentido de rever suas posturas e valores (culturas) e tomar decisões que reorientem seu dia a dia em um sentido mais favorável a inclusão (políticas)", diz.
Para ela, uma das maneiras de obter sucesso com essas tecnologias é por meio de uma formação continuada dos professores que, segundo ela, ainda é a maior barreira que faz com que muitas tecnologias "emperrem" na sala de aula. "[As escolas] podem ajudar convidando os pais a conhecerem o trabalho com as tecnologias que é feito com seus filhos para que, quem sabe, eles possam reforçá-lo sempre que possível", explica.
A pesquisadora destaca, ainda, a importância do custo baixo para as instituições e famílias que precisam adquirir esses produtos. Pensando nisso, a Que Fala, ferramenta que coloca no tablet aquelas pranchas de papel usada por pessoas com deficiência na fala para se comunicar, oferece preços diferentes para as escolas que adquirem o aplicativo em grande quantidade (10 a 15 pessoas), além de oferecer treinamento gratuito a professores e pais.
"Tudo isso é muito importante para dar escala, para fazer acontecer, de fato. Nossa ferramenta foi desenvolvida em Android, porque é possível conseguir tablets por preços bem abaixo dos convencionais, sem limitar a instituição à qualquer marca, já que existem várias, inclusive nacionais", explica Daniel Barboza, um dos fundadores da ferramenta.
Para Mônica, uma das melhores maneiras para baixar o custo dessas tecnologias, ou "deixar de graça para quem não tem como comprar", seria com o envolvimento do poder público, que ofereceria apoio para essas iniciativas por meio de incentivos fiscais. Entretanto, uma maneira rápida de colocar esses produtos no mercado, de um modo que seja capaz de atingir a todos os públicos é fazer com que as empresas privadas tenham contato com essas produções.
Nesta semana, por exemplo, aconteceu no Rio de Janeiro, o primeiro Simpósio de Engenharia, Automação e Acessibilidade. Ana Pavani, coordenadora do evento e professora da graduação do curso de engenharia elétrica da PUC-Rio afirma que já comprovou o modo como as tecnologias são, de fato, capazes de fazer o caminho inverso e inspirar outras pessoas. Ela acredita que os benefícios trazidos por essas iniciativas à vida daqueles que têm deficiência, pode fazer com que eles próprios se inspirem a desenvolver suas próprias ideias na área. "Nos projetos que coordeno, nossos professores e alunos com deficiência testam tudo para nós, eles se envolvem voluntariamente para validar e fazer sugestões, mesmo não sendo pessoas ligadas à tecnologia", diz.
Exemplo dessa motivação está em Ed Summers, que tem deficiência visual e é um desenvolvedor e especialista em softwares para acessibilidade. Liderado por ele, o SAS Institute é responsável pelas ferramentas usadas em 79% das principais companhias do mundo, listadas pela revista Forbes. Summers também é responsável por programas de capacitação de professores, em que os ensina a lidar com tablets na hora de ensinar alunos com deficiência visual.

domingo, 26 de maio de 2013

AUTISMO/TEMPLE GRANDIN - Ela afirma sobre a diferença de um cérebro autista

"Autismo é parte de mim, mas não me define", diz a cientista Temple Grandin

RODOLFO LUCENA

Temple Grandin, que tem autismo e pesquisa sobre o comportamento animal
(imagem- fotografia colorida de Temple Grandin, à direita, com uma camisa de cores vermelha e branca, típica das que gosta de usar, acariciando um belo cavalo, à esquerda, 
foto de divulgação da matéria)

O melhor tratamento para as crianças autistas é descobrir seus pontos fortes e desenvolver essas habilidades, de modo que elas possam vir a ter uma vida independente e garantir o próprio sustento.

Essa é a mensagem de Temple Grandin, 65, uma das mais reconhecidas autoridades em autismo no mundo, que acaba de lançar nos EUA o livro "The Autistic Brain: Thinking Across The Spectrum" (O cérebro autista: pensando através do espectro).

No livro, ela mostra evidências de que o cérebro dos autistas é fisicamente diferente e diz que isso deve ser levado em consideração na identificação e no tratamento de pessoas com o distúrbio.

Também discute as definições de autismo na nova edição da chamada "bíblia" da psiquiatria, o DSM (Manual de Estatísticas de Diagnósticos), cuja versão mais recente foi lançada nos EUA.

A nova edição elimina as diversas classificações de autismo e as junta numa categoria só com diferentes graus de severidade.

Mas, principalmente, Grandin procura mostrar como pensam os autistas e como eles podem ser orientados. Ela mesma autista, inventou uma "máquina de abraçar", que a ajudava a controlar a ansiedade provocada por sua condição.

Cientista especializada em comportamento dos animais, sua história virou um filme ("Temple Grandin", de 2010), que ganhou prêmios em penca, inclusive sete Emmy.

"O autismo é parte de quem eu sou", escreve ela. "Mas não vou permitir que ele me defina. Sou uma expert em animais, professora, cientista, consultora."

Foi de seu escritório na Universidade do Estado do Colorado, onde dá aulas e realiza pesquisas, que ela concedeu por telefone esta entrevista à Folha.

Folha- Qual sua avaliação da nova definição de autismo estabelecida no novo manual de psiquiatria, o DSM-5?
Temple Grandin - Alguns indivíduos não vão mais ser considerados autistas depois das novas definições. Elas terão impacto também sobre o acesso que essas pessoas têm ao seguro de saúde. O diagnóstico é todo baseado em análise do perfil de comportamento da pessoa. Não são levados em consideração os conhecimentos que temos sobre o cérebro dos autistas.

Seu novo livro trata do cérebro dos autistas. Em que ele é diferente?
As ligações são diferentes, meu cérebro é diferente do cérebro de um neurotípico [pessoa sem o transtorno]. Não é culpa da mãe ou da educação, autistas nascem com diferenças físicas.

Como deve ser o tratamento das crianças com autismo na escola?
A educação deve levar em consideração as habilidades da criança, investindo nelas. Se a criança tem habilidade para as artes, vamos investir nisso. É preciso trabalhar com a criança para enfrentar suas dificuldades. Se ela tem problemas para se relacionar, é preciso ensinar aos poucos as habilidades sociais, ensiná-la a cumprimentar, a dar a mão. Se não consegue falar, é preciso atacar esse problema, uma palavra de cada vez, ou usar música.

Como os país podem saber se seu filho é autista?
Não é preciso fazer ressonância magnética do cérebro para identificar autistas ou crianças com problemas de desenvolvimento. Se uma criança chega aos três anos e ainda não consegue falar, existe algum problema.

Como a família pode ajudar a criança?
A melhor forma é ficar muito tempo com a criança, horas a fio, conversando com ela, tentando ensinar uma palavra, um gesto de cada vez. Avós são muitos boas para isso; em geral, têm tempo para se dedicar aos netos e habilidades pedagógicas.

Na escola, devem ser colocadas em classes especiais?
As crianças com autismo podem frequentar escolas comuns, mas os professores precisam saber que elas têm necessidades e habilidades especiais. Uma criança autista pode ser muito fraca na escrita, mas ótima com os números. Então, ela deve receber atendimento extra para aprender a escrever ou ler e ser incentivada a progredir naquilo em que for boa --no exemplo, pode passar adiante da classe em matemática.

O que precisa mudar no atendimento à criança autista?
Os educadores devem focar nas habilidades das crianças autistas, não só nas suas deficiências, para que elas tenham melhores condições de se integrar à sociedade. As crianças autistas devem ser incentivadas a se especializar em alguma atividade.
Quando eu estive na escola, sofri muito com as críticas e as gozações dos outros. Eu me refugiei no desenho, no trabalho com os animais. A atividade especializada é muito boa para os autistas: música, artes, robótica, seja o que for.

O que fazer para que os autistas possam ter uma vida independente?
É preciso entender que os autistas pensam diferente. Alguns pensam em padrões, outros por imagens. É preciso aproveitar isso para ajudá-los, para que possam contribuir com a sociedade. Mas é preciso ajudá-los.
Eu sugiro que, a partir dos 12 anos, as crianças recebam orientações e treinamento em áreas que possam lhes ser úteis para que venham a ter um emprego, seja atendendo em uma loja, seja trabalhando com animais ou qualquer outra coisa.

THE AUTISTIC BRAIN: THINKING ACROSS THE SPECTRUM
AUTORES Temple Grandin e Richard Panek
EDITORA Houghton Mifflin Harcourt
PREÇO US$ 9,17 em e-book na Amazon.com (256 págs.)

LEIAM TAMBÉM SOBRE OS AUTISMOS NO MEU BLOG INFOATIVO.DEFNET - 

A TERRA É AZUL e o AUTISMO TAMBÉM...http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2011/03/terra-e-azul-e-o-autismo-tambem.html

domingo, 24 de março de 2013

ACESSIBILIDADE CULTURAL/LEITURA- Tecnologia torna acessível Biblioteca Pública de Manaus

Biblioteca Pública para todos: tecnologia em prol da acessibilidade

Totem de audiodescrição, mapa tátil e máquina de livros são alguns dos destaques da “nova” Biblioteca Pública

Após cinco anos fechada, Biblioteca Pública do Amazonas foi reaberta em fevereiro deste ano
*(imagem - foto colorida do prédio da Biblioteca Pública do Amazonas, com uma lente que lhe dá uma perspectiva como uma esquina ampliada, após ter ficado fechada por 05 anos - fotografia de Márcio de Souza) 
Inclusão. Essa foi a palavra que ditou o ritmo da reforma de cinco anos da Biblioteca Pública do Amazonas – localizada na Rua Barroso, 57, Centro. Reinaugurado em fevereiro deste ano, o prédio histórico passou por diversas mudanças em sua estrutura física. Porém, são as inovações e novidades tecnológicas, muitas delas que possibilitaram à biblioteca ser frequentada por pessoas com deficiência, que realmente chamam a atenção do público que visita, diariamente, os três andares do prédio histórico.
“O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Cultura, tentou, com essa reforma, adaptar e dotar a biblioteca de toda a infraestrutura e todos os equipamentos necessários para que os usuários pudessem desfrutar de uma boa leitura e de uma boa pesquisa com conforto e qualidade”, comentou Sharles Costa, diretor da biblioteca, destacando, ainda, o aumento significativo em seu acervo: atualmente, o prédio conta com 345 mil volumes, que vão desde livros e jornais a CDs e DVDs. Confira abaixo e fique por dentro de todas essas novidades.
Chip antifurto
Para evitar que livros sejam roubados do prédio, foram instalados em todos os títulos chips antifurto, que acionam o alarme ao sair da biblioteca.
Totem de audiodescrição
Localizada no terceiro andar da biblioteca, esta máquina permite que o visitante com deficiência visual fique sabendo um pouco mais sobre a história do prédio. “O deficiente vai ter a opção de ouvir ou, se ele quiser, de ler sobre a biblioteca, em braile”, destacou Sharles.
Book Voice
Como nem todos os títulos são encontrados em braile, no Salão Maria Luiza de Magalhães Cordeiro, no terceiro andar, está disponível um scanner que lê o livro para o visitante.
Máquina de livros
Quem chega à Biblioteca Pública pela sua entrada principal, na rua Barroso, se depara com essa miniloja de livros. É só colocar o valor da obra desejada na máquina e retirá-la.
Lupa eletrônica
Também no Maria Luiza de Magalhães, a lupa eletrônica aumenta bastante os caracteres do livro para as pessoas de visão reduzida.
Carteirinha
Para usufruir da “nova” Biblioteca Pública, é necessário dar entrada na carteirinha do usuário – que pode ser requerida no balcão de entrada. O processo para tirá-la é simples: basta ter em mãos a carteira de identidade ou um documento com foto.
Folheador automático
Para os visitantes que possuem apenas uma das mãos ou algum tipo de paralisia nos membros superiores, esse aparelho faz a passagem das páginas dos livros e revistas, mediante o acionamento de um controle remoto.
Mapa tátil
Instalado em todos os andares da biblioteca, o mapa tátil possibilita às pessoas com deficiência visual localizar os departamentos do prédio e ler as informações sobre cada um deles – em braile ou por meio de uma caneta de áudio.
Elevador
Sem dúvida uma das melhorias mais notáveis, um elevador especial foi instalado na biblioteca. O equipamento dará aos portadores de deficiência física acesso aos três andares do prédio.
fonte - http://acritica.uol.com.br/vida/Manaus-Amazonas-Amazonia-Biblioteca-Publica-tecnologia-acessibilidade_0_887911239.html (reportagem de Gabriel Machado)

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

SÍNDROME DE DOWN/ESPORTES- A superação com ajuda de atividades esportivas

Pessoas com Down superam limites com ajuda do esporte
Humberto é professor de natação e já ganhou várias competições. Foto: Annaclarice Almeida/DP/D.A Press
(imagem - foto colorida com uma pessoa com síndrome de down, o educador e nadador Humberto Suassuna com muitas medalhas na beirada de uma piscina)

Através do esporte, você consegue superar as limitações”. Mais do que promessa ou poesia, essas palavras são uma constatação. A história de Humberto Suassuna, que passou por cima das restrições da síndrome de Down para construir não só uma carreira, mas também o amor próprio com que combate o preconceito que ainda lhe afeta. Aos 32 anos, o nadador e educador físico põe abaixo a desconfiança sobre a capacidade das pessoas com deficiência e serve de exemplo a quem busca, na atividade esportiva, mais saúde para o corpo e a mente.

Bruna Cavalcanti, 21, pratica caratê há quatro anos com uma equipe montada pela ONG Integrarte, dedicada a pessoas com Down. “Pratico uma vez por semana. Isso faz parte da minha vida. Tenho muitos amigos lá”, diz Bruna, que se interessou pela modalidade depois de ver o treinamento de colegas da antiga escola. Desde então, só evoluiu. “Ela ficou mais comunicativa, independente e responsável. Isso tem a ver com a disciplina”, afirma a mãe, a autônoma Maria Helena Cavalcanti, 49.

O professor João Marcelo Rodrigues, 33, comanda uma turma de caratê com 45 jovens com Down. Ele ressalta os benefícios psicológicos e sociais do esporte. “Há uma real inclusão, uma aproximação das pessoas”, afirma. 

Professora de educação física adaptada da UFPE, Vanira Maria Laranjeiras acrescenta que pessoas com Down se beneficia de atividades físicas como quaisquer outras. Não há modalidades contraindicadas. “A exceção é quando a avaliação médica constata uma instabilidade na região cervical alta, entre a primeira e a segunda vértebra. Então evitamos alguns exercícios de contato ou mais impacto”, explica a professora, que é coordenadora do Programa de Iniciação ao Desporto Especial (Pró-Nide) da UFPE.

FONTE - http://www.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/vida-urbana/2013/02/24/interna_vidaurbana,424965/pessoas-com-down-superam-limites-com-ajuda-do-esporte.shtml

LEIA TAMBÉM SOBRE O TEMA NO MEU BLOG INFOATIVO.DEFNET - 

NÃO SOMOS ANORMAIS, SOMOS APENAS CIDA-DOWNS....http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2012/03/nao-somos-anormais-somos-apenas-cida.html

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

SURDEZ/ARTES - Companhia de Teatro "MÃOS LIVRES" faz espetáculo em Manaus

‘Palhaços Surdos na Estação’ é a atração do projeto Pôr-do-Sol

Espetáculo será realizado neste domingo, 24, na Estação das Docas.
Companhia é o primeiro grupo de atores surdos da Amazônia.


Companhia de Teatro Mãos Livres Belém (Foto: Divulgação)
*(imagem - foto colorida da Companhia de Teatro Mãos Livres com quatro pessoas surdas caracterizadas como palhaços - foto de divulgação)
Neste domingo (24), o público vai poder assistir ao espetáculo “Palhaços Surdos na Estação”, que fala sobre a igualdade entre os homens, a natureza e a importância do acesso à cultura. O espetáculo é uma apresentação da Companhia de Teatro Mãos Livres, que volta ao projeto Pôr-do-Sol após três anos afastados dos palcos da Estação das Docas.
Uma das maiores preocupações do grupo, que surgiu em 2005 e é o primeiro grupo de atores surdos da Amazônia, é que todos entendam a mensagem da apresentação.
“Nós proporcionamos a inclusão de todos no espetáculo e esse é um dos grandes motivos de conquistarmos um número cada vez maior de fãs. Muitos surdos marcam presença nas nossas apresentações; alguns deles assistem várias vezes ao mesmo espetáculo, o que nos deixa com a sensação de trabalho cumprido”, relata a produtora do grupo, Lourdes Maria.
Serviço: O Pôr-do-Sol começa às 17h30, no Armazém 3, na Estação das Docas. A apresentação é gratuita. 
FONTE - http://g1.globo.com/pa/para/noticia/2013/02/palhacos-surdos-na-estacao-e-atracao-do-projeto-por-do-sol.html

domingo, 17 de fevereiro de 2013

AUTISMOS/ASPERGER - Mãe cearense indaga sobre Síndrome de Asperger

"Meu filho tem asperger, sim. Qual o problema?"

Nada de preconceitos. É preciso conhecer melhor a Síndrome de Asperger para entender que os "aspies" precisam mesmo é de atenção, de compreensão, de cuidado, de paciência e de sorrisos. Muitos sorrisos

Quem observa Levi, 6, abraçado ao irmão Davi, 4, não tem ideia do significado vitorioso do gesto para os pais. Com dois anos, o menino Levi “ainda não falava, era extremamente nervoso, passava o tempo todo rodando ao redor de uma lâmpada, ficava dois dias sem dormir, tinha crises todos os dias, com movimentos repetitivos, batendo a cabeça na parede, não olhava nos olhos, detestava o toque”, descreve a mãe - a assistente social, Cristiane Bastos Andrade, 42. Até chegarem ao diagnóstico de Síndrome de Asperger para Levi, e o “milagre de bom desenvolvimento dele, nos últimos anos”, a peregrinação foi grande. O irmãozinho, Davi, de quatro anos, está com suspeitas de ter o mesmo diagnóstico, mas os pais já estão mais bem preparados. “No começo, você tem vontade morrer. As pessoas olham também como se fosse o fim, mas, agora, sabemos que não é bem assim”, pondera Cristiane.Na busca por explicações para o comportamento inicial do filho, os pais se depararam com o diagnóstico de esquizofrenia. “Foi muito doloroso. Chegaram a nos dizer que ele jamais estudaria e que eu me conformasse porque chegaria um dia em que eu teria que amarrá-lo no fundo do quintal”. Grávida do filho mais novo, o marido e ela decidiram não se acomodar e continuaram buscando ajuda.Aos dois anos e meio de Levi, encontraram médicos que souberam analisar melhor o caso. “Primeiro, nos falaram do autismo, logo depois disseram que ele tinha Asperger. Você fica preocupada, claro, mas depois vem o alívio porque, a partir dali, a gente sabe que vai saber cuidar dele”, narra Cristiane. E vieram as melhoras: a fala, o controle das crises, o desenvolvimento na escola. “Uma das grandes felicidades foi quando ele deitou com a gente na cama pela primeira vez, aos três anos. Ele nunca deixava a gente abraçar, tocar nele. Aquele momento foi marcante”, relembra.A atenção ao mais novoEnquanto cuidavam do filho mais velho, não se davam conta de que o mais novo também apresentava atrasos. “Os médicos chamaram atenção da gente porque o Davi não falava aos três anos”. Eles explicam que nenhum diagnóstico está fechado ainda, mas, com algumas diferenças do quadro que o irmão apresentara, é provável que Davi também tenha Asperger. O neurologista André Luiz Pessoa adianta que por Síndrome de Asperger apresentar muitas características que possibilitam evoluções relevantes de tratamento, ao longo dos anos, é possível que o diagnóstico não seja mais considerado um transtorno de espectro autista. Algumas mães ouvidas por O POVO reforçam que, ainda que os filhos tenham sido diagnosticados como Asperger, eles têm pouco do autismo clássico. “Já se sabe muita coisa, mas ainda há muito a ser descoberto sobre eles”, avalia o médico André Luiz. Cristiane, mãe de Levi e Davi, diz, inclusive, que Levi já está mais sociável e os carinhos lhe são muito, muito mais bem-vindos que antes. “Não apenas meu filho, mas os ‘aspies’ que eu conheço são crianças doces, carinhosas”.A diferença dos filhos diante das outras crianças não esmorece Cristiane e o marido. “Passamos a compreender a força do amor e o milagre que ele pode fazer. A pior coisa é negar que existem problemas. Não pode. Hoje, quando me perguntam se há algo errado com Levi, eu respondo. ‘Meu filho tem Asperger sim. Qual o problema?’. Porque aprendi que são as características deles, não são defeitos. É o jeito deles. Se você nega, você não cuida. Se não cuida, eles sofrem. E isso é o que eu menos quero”, ensina Cristiane. (Sara Rebeca Aguiar)Saiba maisAssociação Cearense da Síndrome de Asperger (Ascesa)Foi criada em setembro de 2011. Pais e familiares reunem-se no primeiro sábado de cada mês para o acolhimento das angustias e troca de experiências das dificuldades enfrentadas pelas crianças em seu processo de adaptação aos padrões exigidos pela sociedade. Seus membros discutem constantemente estratégias com escolas e outros ambientes de convivência das crianças, para que eles sejam locais de inclusão. Atualmente, a Ascesa está em processo de preparação do site da Associação e da 1ª Jornada Cearense da Síndrome de Asperger, prevista para iniciar no próximo dia 1º de junho. Como ainda não tem sede própria, as reuniões são realizadas na clínica Althea, na rua Martinho Rodrigues, 191, Bairro de Fátima (Fortaleza).A Síndrome de Asperger é mais comum do que imaginamos. Problemas para interagir socialmente e para entender o sentimento do outro são as características mais fortes de quem possui a síndrome. É preciso conhecimento para combater o preconceito.Fonte - http://www.opovo.com.br/app/opovo/cienciaesaude/2013/02/16/noticiasjornalcienciaesaude,3006100/meu-filho-tem-asperger-sim-qual-o-problema.shtmlLEIA MAIS SOBRE O TEMA NO MEU BLOG INFOATIVO.DEFNET - ASPERGER UMA SÍNDROME DE MENTES BRILHANTES OU NÃO? http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2011/11/asperger-uma-sindrome-de-mentes.html

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

IMPLANTE COCLEAR/SURDEZ - Mãe surda ouve a voz do filho nos EUA

EUA: Mãe surda ouve a voz do filho pela primeira vez

EUA: Mãe surda ouve a voz do filho pela primeira vez
(imagem - foto colorida da mãe abraçando o seu filho)

Há 15 anos, Dawn Keim, uma norte-americana natural do Texas, começou a perder a audição por culpa de um problema genético e, pouco a pouco, a esperança de a recuperar foi desaparecendo. Porém, graças a um procedimento pioneiro patrocinado por um programa televisivo, Keim conseguiu agora ouvir a voz do filho mais novo pela primeira vez.

Desde que deixou de ouvir, comunicar tornou-se, para a mulher, de 43 anos, uma tarefa extenuante, que a obrigava a ler os lábios daqueles com quem conversava e a impedia de acompanhar uma conversa de um grande grupo de pessoas. 

No passado mês de Novembro, o "talk-show" The Doctors ofereceu-lhe, porém, a oportunidade de se submeter a uma cirurgia para restauro da sua audição. A mãe de dois filhos viajou, assim, para o House Ear Institute em Los Angeles, onde recebeu um implante coclear.

O episódio do programa em que Keim emerge de "mais de uma década de silêncio" e ouve o pequeno Asher, de 8 anos, vai ser finalmente emitido nos EUA esta quinta-feira.  Entretanto, foi já divulgado um vídeo do momento que está a comover os telespetadores. 

"Estou muito entusiasmado por ela já poder ouvir", confessou o menino instantes antes de entrar na sala onde a mãe o aguardava e onde finalmente conheceu a voz do filho.
Já Dawn Keim, depois das lágrimas de emoção, admitiu que "tudo está a ser muito melhor do que esperava". "Estava assustada com aquilo que ia ouvir e com a forma como a voz dele ia soar. Ainda estou maravilhada", revelou.

 A história de Dawn e do pequeno Asher trouxe à memória uma outra, de 2005, quando Jonathan Breux, um bebé de apenas oito meses, ouviu a voz da mãe pela primeira vez,um momento que também ficou registrado em vídeo (veja no link) e que se tornou viral na Internet. 

TECNOLOGIA ASSISTIVA/LIBRAS - Três brasileiros recebem Prêmio da Onu por tradutor de LIBRAS

Tradutor de frases para linguagem gestual rende prêmio da ONU a brasileiros


Hugo, a personagem animada do Hand Talk (Foto: Divulgação)
*(imagem foto colorida uma mão segura o Hand Talk que é chamado de HUGO, a personagem animada que aparecerá na tela do aparelho)

Produzido por três alagoanos que enxergaram a possibilidade de traduzir textos e fala em língua portuguesa para a Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS), o app para smartphones Hand Talk ganhou o título de "melhor aplicativo" no WSA-Mobile. O evento, organizado pela ONU, é considerado o maior e mais importante do setor. O aplicativo chegará ao mercado em agosto, de graça.

O objetivo do “Hand Talk” é promover a inclusão de portadores de deficiência auditiva, traduzindo em tempo real mensagens de texto, áudio (voz) e em imagens.  É possível, por exemplo, captar o som de uma aula ou palestra, ou fotografar uma revista, jornal ou placa e visualizar a tradução em LIBRAS na mesma hora, pelo smartphone. A linguagem é apresentada por meio de um simpático boneco em 3D, apelidado de "Hugo".
Os sócios Ronaldo Tenório, Carlos Wanderlan e Thadeu Luz viajaram para Abu Dabi, nos Emirados Árabes, para participar do WSA-Mobile. O aplicativo que eles desenvolveram concorreu com outros quatro projetos finalistas na categoria Inclusão Social. Antes dessa etapa, disputaram contra outros 499 apps nesta categoria.
"Já era uma vitória poder participar desse evento, toda equipe sabe de sua importância, afinal, trata-se do ‘Oscar dos Aplicativos Móveis’. Estamos muito felizes em saber que o nosso projeto foi considerado por todos os jurados o melhor do mundo, isso nos deixa com mais ânimo para trabalhar", disse o diretor de tecnologia da Hand Talk, Carlos Wanderlan, em entrevista ao Portal EBC.
Além dos dispositivos móveis, os criadores pretendem disponibilizar o “Hand Talk” em várias outras plataformas, como em totens em locais públicos e até mesmo nos canais de televisão, em uma forma semelhante às legendas ocultas, conhecidas como CLOSED CAPTION.
FONTE - http://www.techtudo.com.br/noticias/noticia/2013/02/tradutor-de-frases-para-linguagem-gestual-rende-premio-da-onu-brasileiros.html

PESSOAS COM DEFICIÊNCIA/TECNOLOGIAS - No Piauí Pesquisadores e Gestores trabalham com hardware e software em prol da Inclusão

Gestores firmam parceria para inclusão de pessoas com deficiência

Pesquisadores exibem projetos de engenharia de software e hardware.

Aproximar a universidade, a sociedade e o poder público para melhorar a vida das pessoas com deficiência. Esse é um dos objetivos da reunião entre o secretário estadual para Inclusão da Pessoa com Deficiência, Hélder Jacobina, o diretor Técnico-Científico da Fapepi, Ricardo de Andrade, o pesquisador do Instituto Federal do Piauí (IFPI), Marcelino Almeida, o 1º secretário do Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência (Conede-PI), Mauro Eduardo e o coordenador de Acessibilidade da SEID, Claude Girão.

A reunião foi realizada na sede da Fundação de Amparo a Pesquisa do Estado do Piauí (Fapepi), onde os pesquisadores apresentaram vários projetos de engenharia de software e hardware que tem o objetivo de melhorar a vida de pessoas com deficiência. Ricardo de Andrade, que também é professor da Uespi, afirmou que esse contato com a SEID serve para delimitar as demandas das necessidades por tecnologias voltadas às pessoas com deficiência.

O secretário Hélder Jacobina lembrou que o Estado do Piauí receberá três Centrais de Intepretação da Libras (Linguagem Brasileira de Sinais) e que essa parceria pode colaborar no desenvolvimento de tecnologias. “Podemos firmar essa parceria e buscar uma aproximação com as entidades para entender as demandas dos diferentes tipos de deficiência, e dessa forma desenvolver tecnologias que atendam a determinados grupos de pessoas com deficiência”, explica Hélder.

Ricardo de Almeida sugeriu que a Seid participasse da semana da engenharia, que contará com palestras para os alunos novatos dos cursos de engenharia da Uespi, UFPI e IFPI. “Temos que despertar nos alunos questões que passam despercebidas, como solucionar problemas na área da acessibilidade”, ressalta o pesquisador. Já para Marcelino Almeida, a função da universidade é através do conhecimento, melhorar a vida da sociedade. “A universidade tem o conhecimento e temos que direcionar esse conhecimento para melhorar a vida das pessoas. Queremos assim ampliar a acessibilidade, que ainda é uma área bastante negligenciada”, destacou Marcelino.

O pesquisador Ricardo de Almeida informa ainda que a Uespi possui, dentro do seu Centro de Tecnologia e Urbanismo, o Laboratory of Intelligent Robotics, Automation and Systems (Labiras), que trabalha, entre outras áreas, com o desenvolvimento de tecnologias assistivas. “Além das atividades de pesquisa, o Labiras oferece cursos de extensão à comunidade em geral, todos gratuitos. No início desse ano de 2013 o laboratório abriu 16 cursos, totalizando 700 horas. E entre os cursos tivemos um sobre acessibilidade”, relata.

Da Redação
redacao@cidadeverde.com
FONTE-http://www.cidadeverde.com/gestores-firmam-parcerias-para-inclusao-de-pessoas-com-deficiencia-125059
LEIAM TAMBÉM NO MEU BLOG INFOATIVO.DEFNET - 

ROBÔS, POLÍTICA E DEFICIÊNCIA.http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2012/07/robos-politica-e-deficiencia.html

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

PESSOASCDEFICIENCIA/FOTOGRAFIA - Exposição Vidas em Cenas no Memorial da Inclusão SP

Exposição apresenta cenas da vida de pessoas com deficiência na capital paulista 
Daniel Mello
Repórter da Agência Brasil
São Paulo – O namoro no banquinho ao pôr do sol, o casamento, uma conversa na rua. Essas são algumas das cenas da exposição Vidas em Cenas, que retrata momentos da vida de pessoas com deficiência e pode ser vista até o dia 31 de março no Memorial da Inclusão, zona oeste paulistana. “As pessoas ditas normais olham para a pessoa deficiente com dó, como se não pudesse casar, não pudesse ser feliz”, destaca a modelo e atriz Priscila Menucci, uma das retratadas na exposição.
A foto favorita de Priscila não é, no entanto, a sua própria, posando ao lado de manequins. Ela gosta muito da imagem que mostra o casamento de uma cadeirante. Para ela, uma comprovação para quem ainda duvida da felicidade das pessoas com deficiência. O riso permeia até o trabalho da atriz, que prefere atuar em comédias, seja no teatro ou na TV. “Prefiro o humor, chorar todo mundo sabe fazer”, diz a artista que tem nanismo.
A curadora do Memorial da Inclusão, Elza Ambrósio, explica que as 12 fotos fazem uma espécie de linha do tempo da pessoa com deficiência. “Desde muito cedo, criança, passando pela adolescência, vida adulta, escola, na vida profissional, namoro, casamento até velhice”, explica.
A exposição temporária é, segundo Elza, uma forma de receber o trabalho de outras pessoas que também se esforçam em prol dos direitos das pessoas com deficiência. “A ideia central do Memorial da Inclusão é falar do movimento social da pessoa com deficiência”, ressalta.
A curadora acrescenta ainda que tanto a exposição fotográfica, quanto a exposição permanente, que apresenta as conquistas dos deficientes no Brasil, podem ser apreciadas por qualquer pessoa. “Trabalhamos com desenho universal. Todas as pessoas que chegam neste espaço tem mobilidade. Se entra uma pessoa cega e que apreciar todos os painéis, ela pode ir sozinha, porque tem o piso tátil”, exemplifica. Além de serem de altura apropriada para cadeirantes, os painéis do memorial contam com audiodescrição e textos em braile.
Edição: José Romildo
http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2013-02-10/exposicao-apresenta-cenas-da-vida-de-pessoas-com-deficiencia-na-capital-paulista