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quinta-feira, 6 de novembro de 2014

TRABALHO/DEMÊNCIAS - Pesquisa revela que o cérebro envelhece nos chamados ''horários antissociais''

Trabalhar em horários 'antissociais' envelhece o cérebro, diz pesquisa

Trabalhar em horários "antissociais" pode envelhecer o cérebro prematuramente e diminuir a capacidade intelectual, de acordo com cientistas das universidades de Toulouse (França) e Swansea (País de Gales).
Credito: Thinkstock
*(Imagem - foto colorida da matéria com uma mulher diante de uma tela de computador, colocando a mão esquerda próximo aos olhos, revelando um suposto cansaço, associado à sua jornada de trabalho noturno, considerada jornada instável, com consequências para nosso envelhecimento cerebral)
O estudo, publicado na revista Occupational and Environmental Medicine, afirma que dez anos de jornadas de trabalho instáveis envelhecem o cérebro em mais de seis anos.
Na pesquisa, depois que as pessoas pararam de trabalhar em horários alternados, houve recuperação, mas o cérebro demorou cinco anos para voltar ao normal.
Os efeitos nocivos de trabalhar contra o relógio biológico, de câncer de mama à obesidade, já eram conhecidos. O relógio interno do corpo é projetado para que as pessoas estejam ativas durante o dia e durmam à noite.
O novo estudo explora o impacto também sobre a mente. O cérebro naturalmente perde sua capacidade à medida que envelhecemos, mas os pesquisadores disseram que trabalhar em turnos antissociais acelera o processo.
Três mil pessoas na França foram submetidas a testes de memória, velocidade de pensamento e capacidade cognitiva.
Quem havia trabalhado mais de dez anos em turnos instáveis obteve resultados comparáveis a uma pessoa seis anos e meio mais velha.

'Perda significativa'

"Houve uma perda significativa na função cerebral. É provável que as pessoas cometam mais erros e deslizes ao tentar executar tarefas cognitivas complexas. Talvez uma em cem cometa erros com consequências importantes, mas é difícil medir a diferença que isso faz no dia a dia", disse Philip Tucker, que integrou a equipe de pesquisadores em Swansea.
Com base nos resultados, ele disse que evitaria trabalhos noturnos "se possível", mas observou que estes turnos são um "mal necessário" do qual a sociedade não pode prescindir.
"Há maneiras de mitigar os efeitos na forma como você planeja os horários de trabalho. Além disso, check-ups médicos devem incluir testes de desempenho cognitivo para buscar sinais de perigo", indicou.
Michael Hastings, do laboratório de biologia molecular da organização britânica Medical Research Council, disse à BBC que "a possibilidade de reverter o quadro é uma descoberta muito animadora".
"Não importa o quão comprometida uma pessoa esteja, sempre há esperança de recuperação", ele disse. "Ninguém havia demonstrado isso."
Porém, Derk-Jan Dijk, do Centro de Sono de Surrey, observou que, em outras pesquisas, aposentados que costumavam trabalhar de madrugada ainda tinham um sono pior do que pessoas que nunca tinham trabalhado em horários insalubres.
"Ou seja, alguns desses efeitos podem não ser tão facilmente ou rapidamente revertidos."

Demência

Para Hastings, os resultados da pesquisa podem ter implicações para o tratamento de demência, conhecida por prejudicar os padrões de sono de forma semelhante ao trabalho por turnos.
"É improvável que possamos reverter a neurodegeneração apenas mantendo o ciclo vigília-sono o mais sólido possível. Mas você pode melhorar uma das suas consequências", explicou.
"Em casas de repouso, uma coisa que você pode fazer para ajudar (os pacientes) é estabelecer uma rotina diária. Eles precisam de claridade durante o dia, descanso à noite e medicação apropriada, como a melatonina antes de dormir."
fonte - http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2014/11/141104_trabalho_turnos_lab
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SOMOS TRABALHADORES COM "SAÚDE"? COM DOR OU ARDOR NAS LUTAS E LABUTAS? ATÉ QUANDO? http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2013/05/somos-trabalhadores-com-saude-com-dor.html

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

PREVIDÊNCIA/PESSOAS COM DEFICIÊNCIA - Saiba como proceder para a aposentadoria (Lei 142/2013)

Aposentadoria especial ao segurado com deficiência: Saiba quem pode requerer

Cidadão precisa ter contribuído para a Previdência Social por pelo menos 180 meses, ter deficiência há pelo menos dois anos e estar trabalhando para requerer o benefício. Servidores públicos federais, estaduais e municipais não estão contemplados
(imagem - a representação gráfica em um globo das diferentes formas de ser e estar com uma deficiência, com os símbolos representativos, separados por linhas que representam os meridianos (longitude e latitude), com cada uma em um espaço colorido de cor diferente, do laranja, verde, lilás, amarelo, que se alternam, uma alusão às diferentes formas de funcionalidade ou de barreiras que cada um(a) podem vivenciar.  imagem retirada da Internet com fins ilustrativos)
Os segurados da Previdência Social com deficiência física, intelectual ou sensorial têm condições diferenciadas para a concessão de aposentadoria por idade e por tempo de contribuição.
Para a aposentadoria por idade, a pessoa deve ter no mínimo 60 anos, se homem, e 55 anos, se mulher. Além disso, deve ser segurado do Regime Geral da Previdência Social (RGPS), comprovar 180 meses de contribuição para a Previdência Social na condição de pessoa com deficiência.
Na aposentadoria por tempo de contribuição, a pessoa também deve ser segurada do RGPS, comprovar no mínimo 180 meses de contribuição para a Previdência Social. Esse benefício é destinado aos segurados com deficiência há, pelo menos, dois anos e leva em conta o grau de deficiência do segurado.
O segurado com deficiência grave poderá requerer aposentadoria com 25 anos de tempo de contribuição, se homem, e 20 anos, se mulher. No caso de segurado com deficiência moderada, o requerimento do benefício ocorre aos 29 anos de tempo de contribuição, se homem, e 24 anos, se mulher. E, para o segurado com deficiência leve, é possível solicitar a aposentadoria aos 33 anos de contribuição, se homem, e 28 anos, se mulher.
Avaliação - A avaliação do grau de deficiência será realizada pela perícia do INSS, composta pela pericia médica previdenciária e pela assistência social. Ambos irão avaliar os fatores limitadores da capacidade laboral da pessoa, levando em consideração o meio social em que ela está inserida e não somente a deficiência em si, remetendo à Classificação Internacional de Funcionalidades (CIF) e não à Classificação Internacional de Doenças (CID).
Atendimento - Para requerer o benefício, o segurado deve agendar o atendimento para a aposentadoria especial à pessoa com deficiência, por meio do número 135, ou pelo site da Previdência Social. Na data do atendimento, o segurado será atendido pelo servidor que irá avaliar se há as contribuições mínimas e os demais critérios administrativos. Após o atendimento administrativo será marcada a perícia médica e posteriormente a assistente social.
Para esclarecer sobre quem tem direito ao benefício, como serão realizadas as avaliações social e médica do INSS e como fazer o requerimento, preparamos um conjunto de perguntas e respostas.
1 – O que a pessoa precisa ter para pedir a aposentadoria à pessoa com deficiência?
Ela deve ser avaliada pelo INSS para fins da comprovação da deficiência e do grau.
Na aposentadoria por idade os critérios para ter direito ao benefício são:
- Ser segurado do Regime Geral da Previdência Social – RGPS;
- Ter deficiência na data do agendamento/requerimento, a partir de 4 de dezembro de 2013;
- Ter idade mínima de 60 anos, se homem, e 55 anos, se mulher;
- Comprovar carência de 180 meses de contribuição;
- Comprovar 15 anos de tempo de contribuição na condição de pessoa com deficiência.
O segurado especial não terá redução da idade em cinco anos, pois já se aposenta aos 55 anos de idade, se mulher, e 60 anos de idade, se homem.
Na aposentadoria por tempo de contribuição os critérios para ter o direito ao benefício são:
- Ser segurado do Regime Geral da Previdência Social – RGPS;
- Ter deficiência há pelo menos dois anos na data do pedido de agendamento;
- Comprovar carência mínima de 180 meses de contribuição;
- Comprovar o tempo mínimo de contribuição, conforme o grau de deficiência, de:
• Deficiência leve: 33 anos de tempo de contribuição, se homem, e 28 anos, se mulher;
• Deficiência moderada: 29 anos de tempo de contribuição, se homem, e 24 anos, se mulher;
• Deficiência grave: 25 anos de tempo de contribuição, se homem, e 20 anos, se mulher, no caso de segurado com deficiência grave.
Os demais períodos de tempo de contribuição, como não deficiente, se houver, serão convertidos proporcionalmente.
O segurado especial tem direito à aposentadoria por tempo de contribuição, desde que contribua facultativamente.
2 – Quais são as etapas para aposentadoria?
São quatro etapas:
1ª etapa – O segurado faz o agendamento do atendimento pela Central 135 ou no site da Previdência Social (www.previdencia.gov.br);
2 ª etapa – O segurado é atendido pelo servidor na Agência da Previdência Social para verificação da documentação e procedimentos administrativos;
3ª etapa – O segurado é avaliado pela perícia médica, que vai considerar os aspectos funcionais físicos da deficiência e a interação com as atividades que o segurado desempenha;
4ª etapa – O segurado passa pela avaliação social, que vai considerar as atividades desempenhadas pela pessoa no ambiente do trabalho, casa e social;
A avaliação do perito médico e do assistente social certificará a existência, ou não, da deficiência e o grau (leve, moderada ou grave).
3 – Quais são os canais de atendimento para a solicitação da aposentadoria?
O segurado deve agendar o atendimento na Central telefônica da Previdência Social, no número 135, e no Portal da Previdência Social, no endereço www.previdencia.gov.br, e comparecer na data e hora marcados na Agência da Previdência Social escolhida.
Na Central 135, as ligações são gratuitas de telefones fixos e o segurado pode ligar de segunda a sábado, das 7h às 22h, horário de Brasília.
No site da Previdência Social, basta acessar o link ‘Agendamento de Atendimento’ e seguir as informações.
4 – Como é classificada a deficiência?
Para classificar a deficiência do segurado com grau leve, moderado ou grave, será realizada a avaliação pericial médica e social, a qual esclarece que o fator limitador é o meio em que a pessoa está inserida e não a deficiência em si, remetendo à Classificação Internacional de Funcionalidades (CIF).
O segurado será avaliado pela perícia médica, que vai considerar os aspectos funcionais físicos da deficiência, como os impedimentos nas funções e nas estruturas do corpo e as atividades que o segurado desempenha. Já na avaliação social, serão consideradas as atividades desempenhadas pela pessoa no ambiente do trabalho, casa e social. Ambas as avaliações, médica e social, irão considerar a limitação do desempenho de atividades e a restrição de participação do indivíduo no seu dia a dia.
Por exemplo, um trabalhador cadeirante que tem carro adaptado e não precisa de transporte para chegar ao trabalho pode ter a gradação de deficiência considerada moderada, enquanto um trabalhador também cadeirante com necessidade de se locomover para o trabalho por meio de transporte público pode ter a gradação de deficiência considerada grave.
5 – Como será avaliado o grau da deficiência?
Para avaliar o grau de deficiência, o Ministério da Previdência Social e o Instituto do Seguro Social – INSS, com participação das entidades de pessoas com deficiência, adequaram um instrumento para ser aplicado nas avaliações da deficiência dos segurados.
Esse instrumento, em forma de questionário, levará em consideração o tipo de deficiência e como ela se aplica nas funcionalidades do trabalho desenvolvido pela pessoa, considerando também o aspecto social e pessoal.
6 – Como será realizada a comprovação das barreiras externas (fatores ambientais, sociais)?
A avaliação das barreiras externas será feita pelo perito médico e pelo assistente social do INSS, por meio de entrevista com o segurado e, se for necessário, com as pessoas que convivem com ele. Se ainda restarem dúvidas, poderão ser realizadas visitas ao local de trabalho e/ou residência do avaliado, bem como a solicitação de informações médicas e sociais (laudos médicos, exames, atestados, laudos do Centro de Referência de Assistência Social – CRAS, entre outros).
7 – Qual a diferença de doença e funcionalidade?
A doença é um estado patológico do organismo. Ocorre quando há alteração de uma estrutura ou função do corpo. Ela nem sempre leva à incapacidade. Por exemplo, uma pessoa que tem diabetes precisa de tratamento, mas isso pode não torná-la incapaz para determinado tipo de trabalho.
Já a funcionalidade pode ser compreendida como a relação entre as estruturas e funções do corpo com as barreiras ambientais que poderão levar a restrição de participação da pessoa na sociedade. Ou seja, como a deficiência faz com que o segurado interaja no trabalho, em casa, na sociedade.
8 – Pessoas com doenças ocupacionais se enquadram como deficientes? Por exemplo, casos como perda de função de um braço, ou de uma mão.
O que a perícia médica e social leva em consideração são as atividades e as barreiras que interferem no dia a dia e os fatores funcionais, ou seja, o contexto de vida e trabalho. Não basta a patologia ou a perda de função, a análise é particular, de caso a caso, levando-se em consideração a funcionalidade.
9 – Deste grupo, quantas estão aptas a se aposentar?
A concessão da aposentadoria por idade e da aposentadoria por contribuição para a pessoa com deficiência é inédita. Por isso não sabemos a quantidade de pessoas que podem ter esse direito reconhecido.
10 – Com a entrada em vigor da lei, o sistema do INSS está apto a receber as demandas?
Cabe ressaltar que o direito do segurado, caso seja concedido o benefício, passa a contar a partir do dia em que ele efetivamente agendou o atendimento.
Por necessidade de adequação dos sistemas e das agendas dos serviços já prestados pelo INSS:
- O atendimento terá início a partir do dia 3 de fevereiro de 2014. Mas, o agendamento teve início no dia em que a lei entrou em vigor após a publicação do decreto, em 4 de dezembro de 2013.
11 – Entre a data do agendamento do atendimento e a data da conclusão do processo pelo INSS, o segurado precisará continuar trabalhando?
O direito do segurado, se efetivamente preencher os requisitos da Lei, conta a partir do dia em que ele agendou o atendimento. Assim, o pagamento também retroagirá a essa data.
A decisão de continuar trabalhando, após o agendamento, cabe exclusivamente ao segurado, tendo em vista que o INSS, não terá meios de confirmar se os requisitos estarão preenchidos, antes do atendimento, onde será realizada a análise administrativa dos documentos e as avaliações médico pericial e social.
12 – Se o segurado continuar trabalhando terá que pagar o Imposto de Renda?
Os segurados terão que recolher normalmente, de acordo com a legislação tributária em vigor.
13 – Qual a vantagem para os trabalhadores com deficiência com a nova lei?
As pessoas com deficiência terão a redução da idade de cinco anos, no caso da aposentadoria por idade. Já na aposentadoria tempo de contribuição, a vantagem é a redução do tempo de contribuição em dois anos, seis anos ou 10 anos, conforme o grau de deficiência.
14 – As pessoas já aposentadas antes da Lei Complementar 142/2013 entrar em vigor podem pedir a revisão do seu benefício?
A Lei Complementar 142/2013 só se aplica aos benefícios requeridos e com direito a partir do dia 4 de dezembro de 2013. Benefícios com datas anteriores à vigência da Lei Complementar 142/2013, não se enquadram nesse direito e nem têm direito à revisão.
15 – Como o segurado poderá calcular o tempo contribuição para a Previdência Social?
Basta acessar o link ‘Simulação de Contagem de Tempo de Contribuição Previdenciária’ (http://agencia.previdencia.gov.br/e-aps/servico/140).
fonte - http://www.contabeis.com.br/noticias/15338/aposentadoria-especial-ao-segurado-com-deficiencia-saiba-quem-pode-requerer/

domingo, 5 de janeiro de 2014

SURDOS/TRABALHO - Inclusão de cozinheiros surdos no Vietnã (Pão da Vida)

Restaurante tem cozinheiros e funcionários surdos no Vietnã


A confusão habitual na cozinha de qualquer restaurante do mundo se reduz no vietnamita "Bread of Life" (Pão da vida) com o notável silêncio de seus cozinheiros deficientes auditivos. Os 19 comandantes da cozinha são surdos e gesticulam sem descanso para se comunicar enquanto salteiam verduras, fritam carne, amassam ou ligam molhos.

"Quando chegam, muitos deles são tímidos, não estão acostumados a falar com gente e é a primeira vez que trabalham", comenou Hô Thi Phuong Thao, uma jovem vietnamita que é uma das encarregadas do local desde sua abertura, em 2005. "Mas depois de um ano ganham confiança e os vejo muito contentes. Inclusive se formaram casais", acrescentou com um sorriso no rosto.
A cozinheira Nguyen Thi Li Na, 26 anos, fica vermelha quando Thao pergunta na linguagem de sinais por seu namorado, um cozinheiro surdo por quem se apaixonou há há dois anos e com quem deve se casar nos próximos meses.
Um dos aspectos que mais agradece de seu trabalho atual é o contato com os clientes, em sua maioria turistas ou residentes estrangeiros, já que o restaurante é especializado em pratos ocidentais, como hambúrgueres e pizza, contou Li Na.
"Quando temos tempo mostramos alguns sinais aos turistas. Eles muito e nós também. Antes de trabalhar aqui quase não tinha contato com ninguém exceto minha família. Foi um desafio conhecer gente diferente e fazer novos amigos", disse a cozinheira.
Os garçons e os encarregados, quase todos com capacidade auditiva normal, tiveram que aprender a linguagem de sinais para poderem se comunicar com os cozinheiros. "Demorei quase um mês para me entender de maneira básica com eles. É muito fácil", comentou Thao.
A cozinheira Li Na tinha noções da linguagem de sinais antes de começar a trabalhar no restaurante, mas outros companheiros seus tiveram que aprender lá mesmo, com a ajuda de um professor. "Agora são os veteranos que ensinam a linguagem aos novos", elogiou Thao.
A americana Kathleen Huff e seu marido Bob fundaram este projeto na cidade de Danang.
"Queríamos ajudar, mas também demonstrar aos vietnamitas que os surdos são capazes. São inteligentes e podem aprender muitos ofícios, mas muito poucos têm um emprego no Vietnã", indica Kathleen.
O casal Huff também iniciou cursos de formação profissional e aulas de inglês para deficientes, porque o restaurante só pode acolher uma pequena parte dos surdos da região.
Segundo Kathleen, 80% dos surdos vietnamitas são analfabetos e muitos deles nem conhecem a existência da linguagem de sinais, principalmente os que vivem em áreas rurais.
Embora existam 85 escolas para surdos no Vietnã, a americana acredita que esse número é insuficiente, além de muitas famílias nunca terem ouvido falar sobre estes centros especializados.
"Muitos vão por poucos anos ao colégio convencional, mas abandonam rapidamente ao não podem acompanhar o ritmo. Demora normalmente dois anos para passar de ano, de modo que com 18 anos estariam no primário ainda", explica Kahtleen. "O objetivo de 'Bread of Life' é conseguir que os surdos sejam donos de seu destino", completou.
FONTES - EFE http://culinaria.terra.com.br/,a08f681c2c253410VgnCLD2000000dc6eb0aRCRD.html

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

IDOSOS/CUIDADORES/LEIS - Debate e divergência em Projeto de lei sobre cuidadores

Entidades divergem sobre formação necessária para cuidar de idoso

Entidades de enfermeiros e de cuidadores de idosos não chegaram a um acordo sobre a regulamentação da profissão de cuidador. Para os profissionais de saúde, a atividade deve ser exercida por técnicos de enfermagem. Os cuidadores afirmam que não querem ser profissionais de saúde. A polêmica dominou os debates da audiência pública da Comissão de Seguridade Social e Família, que discutiu o projeto (PL 4702/12) do Senado que regulamenta a profissão de cuidador de idoso.
O representante da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Saúde, Mário Jorge Filho, disse que um técnico de enfermagem poderia se qualificar para atender idosos com um curso de 300 horas. Ele afirmou que é preciso que o profissional saiba realizar procedimentos técnicos próprios da enfermagem. “Ser cuidador não é simplesmente ser um acompanhante de shopping, é dar uma assistência 
O presidente da Associação de Cuidadores de Idosos de Minas Gerais, Jorge Roberto Afonso de Souza e Silva, enfatizou a importância do cuidador de idosos num País em que a população de idosos é a que mais cresce. Ele pediu que, caso seja aprovado o projeto na forma como está hoje, seja dado um tempo para que os que já atuam na profissão possam se adaptar porque a maioria não tem o ensino fundamental completo e muitas vezes nem curso de formação.
Mas sem eles, advertiu, poderá haver um grave problema social. Ele defendeu também que o exercício da profissão de cuidador não esteja sujeita à autorização de conselhos de enfermagem. “Nós cuidadores não somos profissionais de saúde, nem temos pretensões de o ser. Queremos trabalhar em conjunto com a saúde e a assistência”, disse.
O professor da Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio, da Fundação Oswaldo Cruz, Daniel Groisman, afirmou que atividades como dar um remédio ou tirar a temperatura não são atividades exclusivas de uma profissão. Ele disse que a regularização da profissão é importante para garantir a formação inicial, elevar a escolaridade e dar passo importante para a universalização do cuidado.
Precisão
Mas a representante do Ministério da Saúde, Miraci Mendes, alertou para o fato de que o projeto de lei é pouco preciso sobre quais as atividades podem ser desempenhadas pelo cuidador. “Tem que discutir quais são as competências do cuidador do idoso e quais os limites de atuação. Quando você vai criar uma profissão tem que ter isso muito bem definido porque há interfaces com outras profissões”, ponderou.
Para tentar construir uma solução para a divergência, a relatora deputada Benedita da Silva (PT-RJ) criou um grupo de trabalho com todos os setores. Em duas semanas ela espera ter um resultado para elaborar seu parecer.

quarta-feira, 17 de julho de 2013

CONVENÇÃO/ONU/PESSOAS COM DEFICIÊNCIA - IV CONFERÊNCIA DOS ESTADOS-PARTES em NOVAYORK

Conferência da ONU discute formas de melhorar educação e emprego de pessoas com deficiência

(imagem - foto colorida de uma menina de Madagascar que está aprendendo a sua língua de sinais - fotografia de UNICEF/Dia Styvanley)
Cerca de 80% dos mais de um bilhão de pessoas com deficiência no mundo estão em idade de trabalhar e enfrentam desafios físicos e sociais para conseguir qualificação e emprego, afirmou a ONU. Para encontrar formas de melhorar o padrão de vida e emprego das pessoas com deficiência, os Estados-Membros estão reunidos a partir desta quarta-feira (17) na sede da ONU, em Nova York, Estados Unidos, na VI Conferência dos Estados-Parte da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência.
De acordo com informações divulgadas na reunião, as pessoas com deficiência enfrentam um risco maior de viver na pobreza do que as pessoas sem deficiência, tanto nos países desenvolvidos quanto naqueles em desenvolvimento.
A Conferência, que acaba dia 19 de julho, é o maior encontro internacional sobre questões de deficiência e é realizada anualmente para facilitar a troca de experiências e ideias para a implementação da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, que foi aprovada em dezembro de 2006 e entrou em vigor em 2008.
O tratado obriga os países a assegurarem os direitos humanos a todas as pessoas com deficiência. Ele reconhece que todos são iguais perante a lei e devem ter o mesmo acesso à educação, saúde, trabalho, condições de vida adequadas e liberdade de circulação.
“Quando se trata de pessoas com deficiência, a inclusão significa que temos que fazer tudo ao nosso alcance para garantir que elas tenham as mesmas oportunidades de sucesso como todo mundo,” disse o embaixador do Quênia e presidente da Conferência, Macharia Kamau.
A Conferência acontece dois meses antes da Reunião de Alto Nível da Assembleia Geral sobre a Deficiência e o Desenvolvimento  do dia 23 de setembro, que terá como tema “O caminho a seguir: uma agenda de desenvolvimento inclusiva para 2015 e além”.

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PARA ALÉM DO PRECONCEITO - A Convenção, Cidadania e Dignidade http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2010/12/para-alem-do-preconceito-convencao.html

terça-feira, 9 de julho de 2013

ASPERGER/VIVÊNCIAS - VIVER COM A SÍNDROME DE ASPERGER segundo Gerhard Gaudard

"Esse diagnóstico mudou minha vida completamente"

Por Thomas Stephensswissinfo.ch 
Gerhard Gaudard.
*(imagem - fotografia preto e branco de Gerhaud Gaudard, divulgaçãoSpecialisterne)
Gerhard Gaudard, técnico de informática, recebeu há dois anos o diagnóstico de portador da chamada síndrome de Asperger, um transtorno do espectro autista. À swissinfo.ch ele conta sobre o trabalho, as dificuldades do cotidiano e o segredo de um casamento feliz.
Gaudard, 38 anos, se formou como técnico de informática e hoje trabalha na filial de Berna da empresa dinamarquesa Specialisterne, onde a maioria dos empregados sofre de alguma forma de autismo. A equipe se ocupa de processamento de dados, programação de software e testes de projetos.

Sua jornada de trabalho dura oito horas, quatro vezes por semana, e ele faz diariamente o trajeto da cidade de Aarau (leste) até a capital suíça, gastando 40 minutos em trem. Ele é prolixo, amigável, divertido e aberto a compartilhar suas experiências com outras pessoas. É o que explica sua decisão de manter um blog dedicado ao cotidiano de uma pessoa que sofre da síndrome de Asperger. O único sinal visível da doença é o fato de nunca olhar os interlocutores nos olhos.

swissinfo.ch: Em que consiste o seu trabalho?

Gerhard Gaudard: Minha principal função é assegurar que todos os nossos clientes tenham trabalho, projetos ou algo a fazer. Eu também me ocupo do apoio técnico e faço todos os reparos. Além disso, eu também preparo os conceitos e as ideias de novos projetos e da negociação destes com os clientes. Habitualmente oito horas por dias não bastam!

swissinfo.ch: Você gosta do que faz?

G.G.: Sim, bastante. Para mim é como ter ganhado na loteria. Poder trabalhar sendo portador da síndrome de Asperger, com e para as pessoas que sofrem da enfermidade, é algo que só acontece uma vez na vida.

swissinfo.ch: Você já trabalha há quase 20 anos para empresas, podemos dizer, "normais". Como é essa experiência?

G.G.: Há dois anos soube que sofria da síndrome de Asperger. Antes não sabia o que era isso e praticamente toda a minha vida profissional foi uma catástrofe. Agora eu entendo porque não compreendia os outros e o que eles queriam de mim. Por vezes era um pouco como encontrar e perder o emprego.

swissinfo.ch: Esse diagnóstico mudou a sua vida?

G.G.: Ele a virou de pernas para o ar. Eu tive de começar do zero, ou seja, de refletir que tipo de trabalho eu poderia fazer, onde poderia trabalhar, como organizar a minha vida privada, meu relacionamento, tudo. Era muita coisa para fazer...

swissinfo.ch: O que é mais difícil para alguém como você no cotidiano?

G.G.: Nós precisamos de uma rotina e cada dia deve ser igual ao outro. Se alguma coisa muda, é terrível para mim. Por exemplo, ontem tive de ir para Zurique encontrar um cliente. Eu havia sido prevenido na semana passada e assim passei quatro dias refletindo como ir para lá, a que horas iria chegar e o que deveria discutir. Eu tive de refletir quatro dias sobre o tema, pois se tratava de uma mudança na minha vida.

swissinfo.ch: O ambiente de trabalho parece ser muito bom. Qual a sua opinião?

G.G.: Se o Thomas (van der Stad, diretor da Specialisterne) diz que o ambiente é bom, é que ele é bom mesmo. Para mim não existe ambiente. Eu não sei o que é isso. Eu não posso senti-lo ou vê-lo.

É algo como um filtro que me impede de ver as emoções. Na verdade não vejo nada. Também não vejo os rostos. É quase como se eu fosse cego. Por isso não posso responder a essa questão.

swissinfo.ch: Por que você começou a escrever um blog?

G.G.: Por uma razão muito simples: quando recebi o diagnóstico de Asperger, eu comecei a procurar na internet os fóruns de debate sobre o tema, sites e informações, pois tinha necessidade de saber do que se tratava. Depois eu encontrei um fórum, me registrei e li o que era escrever. Assim comecei a me comunicar com as pessoas.

Uma pessoa me escreveu dizendo que eu era um imbecil, que estava completamente enganado e outras coisas. Era uma mãe neurótica (n.r.: termo utilizado por muitos autistas para falar dos não autistas). Eu engoli a história e pensei comigo mesmo que o fórum era feito para pessoas que tem Asperger e não para mães que não sofrem dessa doença. Acabei ficando bastante chateado.

Assim tive a ideia de escrever um blog. Mas como? Era possível fazê-lo com o Google, o que me facilitou bastante o trabalho. Sem ter nenhum conceito na cabeça, simplesmente comecei a escrever. É uma pequena história de sucesso: eu chego a ter 3.500 cliques por mês de todas as partes do mundo. 

swissinfo.ch: A maioria dos seus leitores também sofre da síndrome de Asperger?

G.G.: Eu diria que a metade deles. Algumas pessoas escrevem e contam que o seu parceiro tem a doença e agradecem por um artigo. Outros contam que também sofrem da síndrome, que me compreender e ficam felizes de saber que não estão sós no mundo.

swissinfo.ch: Você tem bastantes lazeres? Penso que o cinema, por exemplo, é difícil para você se não é possível compreender as emoções...

G.G.: O cinema é um dos meus passatempos favoritos! Os filmes de ação são perfeitos para mim. Eu também gosto muito de ficção-científica. Mas as comédias, dramas, histórias de amor e todos esses filmes com sentimentos são incompreensíveis para mim. É como se eles fossem falados em um idioma que eu não compreendesse.
Eu também gosto de ler e ver documentários. A música também é uma paixão: eu toquei guitarra elétrica por quase dez anos. Eu gostava de heavy metal. Para mim o Iron Maiden é o melhor grupo de rock do mundo!

swissinfo.ch: Se você gosta de ler, dá para imaginar escrever um livro?

G.G.: Certamente. Eu tenho um projeto na cabeça de transformar o meu blog em livro.

swissinfo.ch: Você costuma se encontrar nas horas livres com outras pessoas que sofrem da síndrome de Asperger?

G.G.: Não. Eu já tenho contato com eles durante o meu dia de trabalho. No meu andar só tem gente assim. Na minha vida privada não tenho contato com elas. Eu praticamente não tenho contato com outras pessoas a não ser a minha esposa.

swissinfo.ch: Ela é autista também?

G.G.: Não. Ela teve de aprender um monte de coisas. Uma vez ela se informou sobre o tema e me disse: "Bom, para mim não faz diferença se você tem essa doença. Eu te amo como você é. Se há qualquer coisa que eu não entendo, então perguntarei a você."

Nós estamos juntos há quase um ano. Um dos nossos segredos é que não vivemos juntos: ela está aqui, perto de Berna, e eu vivo em Aarau. Antes eu estive com outra pessoa por onze anos, dos quais dez em coabitação. Quando recebi o diagnóstico, ela me abandonou afirmando que não poderia viver comigo sabendo que eu não poderia aprender coisas que eram importantes para ela. Eu tive de superar isso e, assim, decidi dizer à minha mulher desde o início que tinha Asperger.

Hoje, com meu trabalho e a minha esposa, eu estou muito feliz. Para mim essa é a fórmula perfeita para equilibrar a vida profissional e a vida privada.

Síndrome de Asperger (segundo esta matéria)

A Síndrome de Asperger é uma perturbação neurocomportamental de base genética; pode ser definida como uma perturbação do desenvolvimento que se manifesta por alterações sobretudo na interação social, na comunicação e no comportamento.

Embora seja uma disfunção com origem num funcionamento cerebral particular, não existe marcador biológico; o diagnóstico se baseia num conjunto de critérios comportamentais.

Entre as características mais comuns podemos destacar:
-Défice de comportamento social;
-Interesses limitados;
-Comportamentos rotineiros;
-Peculiaridade do discurso e da linguagem;
-Perturbação na comunicação não verbal;
-Descoordenação motora.

Como consequência destas dificuldades os portadores de Síndrome de Asperger acabam por se isolar e limitar seus interesses a determinados temas assuntos, atitude que prejudica ainda mais a sua relação com o outro.

Calcula-se que em Portugal existam cerca de 40.000 portadores de Síndrome de Asperger afetando na maioria os rapazes.

O Diagnóstico precoce é essencial para proporcionar aos portadores, os recursos necessários e a que têm direito que lhes permitam atingir o seu potencial, o qual muitas vezes é extraordinário, como pessoas verdadeiramente integradas na sociedade. (Fonte: apsa.org.pt)
Thomas Stephens, swissinfo.ch
Adaptação: Alexander Thoele  FONTE 
http://www.swissinfo.ch/por/sociedade/Esse_diagnostico_mudou_minha_vida_completamente.html?cid=36330194

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ASPERGER, UMA SÍNDROME DE MENTES BRILHANTES OU NÃO? http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2011/11/asperger-uma-sindrome-de-mentes.html

quarta-feira, 12 de junho de 2013

AUTISMO/TRABALHO - Mercado de trabalho corporativo busca a Neurodiversidade dos Autistas

Autistas encontram espaço no mercado de trabalho corporativo

Grandes empresas estão apostando em capacidades específicas do transtorno como diferenciais para o sucesso em algumas atividades

*(imagem - foto da matéria colorida com um ambiente de trabalho com homens e mulheres, separados por baias, com computadores e telas à sua frente - Thinkstock/Getty Images)
Alguns chamam isso de diversidade neurológica, outros veem como uma revanche contra o preconceito que sempre cercou os autistas.
Expressando a convicção de que "a inovação vem das bordas", a empresa alemã SAP, gigante na área de software, lançou no mês passado uma campanha de recrutamento dirigida para atrair pessoas com autismo a trabalhar como testadores de software.
Uma semana depois, a empresa americana de financiamento Freddie Mac anunciou uma segunda rodada de estágios remunerados, voltados especificamente para alunos autistas ou recém-formados com a mesma condição.
As duas multinacionais dizem que esperam aproveitar os talentos únicos das pessoas autistas, como também conceder a elas, anteriormente marginalizadas no mercado de trabalho, uma oportunidade para prosperar no emprego.
"Somente por meio da contratação de pessoas que pensam de forma diferente e desencadeiam a inovação, a SAP estará preparada para lidar com os desafios do século 21", disse Luisa Delgado, do departamento de Recursos Humanos da empresa.
Para Ari Ne'eman, presidente da Autistic Self Advocacy Network (ASAN), com sede em Washington (EUA), e membro do Conselho Nacional dos Estados Unidos sobre Deficiência, as mudanças são bem-vindas e bem atrasadas.
Precisamos ver a diversidade neurológica da mesma forma como vimos, no passado, os esforços para a diversidade no local de trabalho, com base em raça, gênero e orientação sexual", disse ele.
Estima-se que os distúrbios do espectro autista, incluindo a síndrome de Asperger ou autismo de alto funcionamento, podem afetar cerca 1% da população mundial. Os distúrbios são causados ​​por uma combinação de fatores genéticos e ambientais e pode variar de retardo mental grave, com uma profunda incapacidade de se comunicar, a sintomas relativamente leves, combinados com alguns altos níveis de funcionamento, como aqueles observados em pessoas portadoras da síndrome de Asperger
Entre as principais características do autismo estão habilidades de comunicação deficientes e dificuldades de interação social. No autismo de alto funcionamento, recursos como foco intenso ou obsessivo e atenção constante aos detalhes também são comuns.
Estas qualidades, dizem os especialistas, bem como uma capacidade de abordar um problema de uma maneira diferente – muitas vezes de uma forma criativa ou contraditória – fazem as pessoas autistas serem potencialmente atraentes como empregados em grandes corporações.
"Historicamente, parece haver uma certa percepção de que essa população é incapaz de realizar trabalhos de nível corporativo," disse à Reuters o gerente de diversidade da Freddie’ Mac’s.
"Na realidade, autistas oferecem muito a uma organização disposta a pensar fora da caixa e ver este quadro de talentos como um 'valor agregado'”.
Obsessão e sucesso
Joshua Kendall, autor do livro "Obsessivos da América", argumenta que alguns dos maiores negócios americanos da história – e também alguns líderes políticos – em parte tiveram sucesso por conta dos traços obsessivos de personalidade.
"Essas grandes empresas não estão fazendo por bondade no coração. Estão fazendo isso agora porque perceberam que estavam perdendo alguma coisa”, disse ele em uma entrevista por telefone.
Kendall disse que a questão crucial do recrutamento é provar o sucesso e a sustentabilidade dele. E também o  quanto a sociedade vai tentar acomodar pessoas que pensam diferentemente das outras.
"São pessoas que têm sido tradicionalmente rotuladas como deficientes. Então nós queremos tratá-las ou queremos permitir que elas sejam quem são e nos adaptarmos a elas?”
A empresa alemã SAP diz que sua campanha global de recrutamento de autistas, que visa empregar 650 pessoas – em torno de 1% de sua força de trabalho – até 2020, vem depois de projetos-piloto de sucesso na Índia e na Irlanda. É um projeto colaborativo com a Specialisterne, uma consultoria dinamarquesa que coloca pessoas com autismo em empregos onde elas possam brilhar.
Ne'eman diz que até agora a maioria das empresas que manifestaram interesse nos trabalhadores autistas tendem a ser nas áreas de ciência, tecnologia, engenharia em matemática. No futuro, ele diz que espera que o sucesso deles incentivem outras a tomar conhecimento sobre o assunto.
"Muitos de nós podem e têm sucesso em uma grande variedade de profissões", disse ele.
"Eu, por exemplo, sou uma pessoa autista trabalhando em políticas públicas, o que certamente não é um campo estereotipado."
Na Grã-Bretanha, apenas 15% dos adultos com autismo têm um emprego em tempo integral, diz Carol Povey, diretora da Sociedade Nacional de Autistas da Grã-Bretanha – apenas uma fração daqueles que poderiam contribuir para o mercado de trabalho, acrescenta ela.
Nos Estados Unidos, de acordo com Ne'eman, não tem sido feito estudos sobre a vida profissional de pessoas autistas, por isso dados comparativos ​​não estão disponíveis.
"É ótimo ver as organizações não apenas fazendo responsabilidade social corporativa, mas, na verdade, reconhecendo que existe um bom negócio por trás de ter mais autistas no mercado de trabalho", disse Povey.
"Essas pessoas vão contribuir para a eficácia e o crescimento do negócio."
*Por Kate Kelland
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AUTISMO – TODOS PODEMOS SER/NOS TORNAR UM POUCO AZUIS? http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2013/04/autismo-todos-podemos-sernos-tornar-um.html


terça-feira, 21 de maio de 2013

AUTISMO/INCLUSÃO NO TRABALHO - Empresa alemã irá contratar Autistas como testadores de softwares

Grupo alemão SAP planeja contratar centenas de autistas no mundo

A gigante alemã SAP informou nesta terça-feira que pretende contratar nos próximos anos centenas de pessoas com autismo para trabalhar em programação ou em testes de software.
A SAP "vai trabalhar a nível mundial para empregar pessoas com autismo como testadores de softwares, programadores e especialistas em qualidade de dados", indicou o grupo em um comunicado.
O grupo acredita que esta iniciativa pode garantir uma vantagem competitiva graças aos "talentos" únicos dessas pessoas.
O objetivo do grupo é que, até 2020, os autistas representem 1% de seus quase 65 mil funcionários em todo o mundo, informou o porta-voz da SAP. Isso corresponde mais ou menos a porcentagem da população mundial com autismo.
Por enquanto, o grupo tem apenas um pequeno grupo de trabalhadores autistas na Índia e Irlanda. Graças a uma parceria com a organização dinamarquesa Specialisterne, especializada no emprego de autistas, principalmente no setor de tecnologia, a SAP vai estender a sua contratação em 2013 para os Estados Unidos, Canadá e Alemanha.
Na Índia, a SAP informou que contratou seis pessoas com autismo que trabalham com testes de softwares. Isto tem "aumentado a produtividade da equipe e coesão em sectores-chave", ressaltou a SAP.
Na Irlanda, estão em processo de contratação cinco pessoas com esta deficiência.
"A SAP estará preparada para enfrentar os desafios do século XXI somente se contratar pessoas que pensam de forma diferente e provoquem a inovação", declara no comunicado Luisa Delgado, diretora de recursos0 humanos da SAP.
Na Alemanha, as empresas com mais de 20 trabalhadores são obrigadas a reservar 5% de sua força de trabalho para deficientes.
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O AUTISMO NÃO É APENAS UMA DOENÇA http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2012/06/o-autismo-nao-e-apenas-uma-doenca.html

quarta-feira, 20 de março de 2013

ALZHEIMER/PESQUISAS - O hiper estresse como risco para a demência

Estresse constante eleva riscos de Alzheimer, diz estudo

Os efeitos do estresse podem ser mais devastadores do que os já conhecidos, que incluem até alterações hormonais que levam ao ganho de peso. Um estudo conduzido pela Universidade Umea, na Suécia, aponta que manter-se em constante estado de alerta aumenta os riscos de desenvolver quadro de demência. As informações são do Daily Mail.
Os hormônios dos estresse inibem a atividade cerebral e, de maneira crônica, levam ao aparecimento de Alzheimer, por exemplo. As conclusões foram baseadas em testes feitos com camundongos, que com níveis elevados de hormônios do estresse, demonstraram dificuldades de aprendizado e perda de memória.

Outro sintoma do permanente quadro de tensão foram depósitos maiores da proteína beta-amilóide no cérebro, característica dos sofredores da síndrome de Alzheimer. "É importante lembrar que esse estudo não foi realizado com pessoas. Algumas pesquisas já apontaram a possibilidade de ligação entre o estresse crônico , o declinio cognitivo e o desenvolvimento de Alzheimer e outros estudos são necessários para comprovar esses links", disse Simon Ridley, chefe de uma entidade de pesquisa sobre Alzheimer da Inglaterra, comentando os resultados a publicação.

O Mal de Alzheimer é a causa mais comum de demência e afeta cerca de 27 milhões de pessoas no mundo.
fonte - http://saude.terra.com.br/doencas-e-tratamentos/estresse-constante-eleva-riscos-de-alzheimer-diz-estudo,6dd0f02cec28d31

sábado, 9 de março de 2013

PESSOAS COM DEFICIÊNCIA/TRABALHO - Em Osasco e região 956 VAGAS foram preenchidas

SP: metalúrgicas preenchem 80% das vagas para pessoas com deficiência

De acordo com a Pesquisa sobre Presença de Trabalhadores com Deficiência no Setor Metalúrgico de Osasco e Região, divulgada nesta quarta-feira, das 952 vagas legais previstas pela Lei de Cotas para Pessoas com Deficiência nas empresas do setor instaladas na região, 784 estavam ocupadas em 2012, o que corresponde a 82,4%.
A pesquisa foi apresentada pelo Sindicato dos Metalúrgicos de Osasco e Região, que abrange 12 cidades. De acordo com os números da sondagem, as 104 metalúrgicas da base do sindicato somam 29.732 trabalhadores. No ano passado, índice do cumprimento de cotas chegou a 77,4%.
Segundo o vice-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, Carlos Aparício Clemente, em alguns setores o número de contratação já superou o número de vagas legais previstas na lei, que varia de acordo com o número de funcionários. No setor automotivo são 308 vagas legais e 332 contratados, e no setor de fundição, foram contratados 24 funcionários, enquanto a lei previa que fossem 14.
A garantia das vagas beneficia pessoas como Rosanei Pascoal, 46 anos, operadora de máquinas, que trabalha na área de engrenagens automotivas há sete anos. Antes, trabalhou em um hospital e no comércio, mas contou que sempre foi difícil conseguir emprego, porque as empresas costumeiramente davam alguma desculpa para não contratá-la.
“Eu tenho escoliose e me vejo como uma profissional. Mas eu sentia, quando as pessoas me negavam a vaga, como uma pessoa incapaz de atingir o objetivo da empresa. E isso não é verdade, porque nós somos tão capazes quanto outros, porque deficiência não é doença”.
Também operador de máquina, Evanilson Viera de Souza, de 46 anos, trabalha há 13 anos na mesma empresa. Essa não foi a primeira vez em que trabalhou lá. Antes, passou cinco anos nessa metalúrgica, mas saiu para desempenhar a mesma função em uma empresa menor, onde sofreu um acidente e perdeu o braço esquerdo.
“Depois de dois anos afastado, a empresa onde eu já havia trabalhado me chamou de volta. Comecei como ajudante, até chegar à mesma função que desempenhava, no torno mecânico. Trabalho com uma prótese e consegui me adaptar às máquinas”, contou.
Assim como Evanilson e Rosanei, muitos trabalhadores estão conseguindo colocação ou recolocação no mercado de trabalho. De acordo com o Artigo 93 da Lei de Cotas, como é conhecida a Lei 8.213, toda empresa com 100 ou mais funcionários deve destinar entre 2% e 5% dos postos de trabalho a pessoas com deficiência, segundo escala crescente, proporcional ao número de funcionários.
O vice-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, Carlos Aparício Clemente, disse que é apenas uma desculpa para não contratar, o preconceito de que pessoas com deficiência não têm qualificação. “O nível de escolaridade das pessoas com deficiência ou sem é semelhante no País. Em São Paulo, segundo o IBGE, temos três pessoas com ensino médio ou superior completo para cada analfabeto. A quantidade é muito maior do que cabe na Lei de Cotas”.
Clemente reforçou que muitas empresas do País inteiro não se importam com o cumprimento da lei e “pagam para ver”, o que também acontecia em Osasco, até que as primeiras multas começaram a acontecer, há dez anos. “Nesse período, nós construímos conhecimento para alavancar a inclusão. A qualificação falta para todo mundo. Qualquer pessoa que vai começar em qualquer trabalho precisa ser qualificada, aprender aquele novo trabalho. Ninguém vai para um novo trabalho e consegue fazer tudo imediatamente”.
FONTE - http://economia.terra.com.br/terra-da-diversidade/sp-metalurgicas-preenchem-80-das-vagas-para-pessoas-com-deficiencia,da80f6e04cd1d310VgnVCM5000009ccceb0aRCRD.html