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quarta-feira, 9 de outubro de 2013

IDOSOS/CUIDADORES/LEIS - Debate e divergência em Projeto de lei sobre cuidadores

Entidades divergem sobre formação necessária para cuidar de idoso

Entidades de enfermeiros e de cuidadores de idosos não chegaram a um acordo sobre a regulamentação da profissão de cuidador. Para os profissionais de saúde, a atividade deve ser exercida por técnicos de enfermagem. Os cuidadores afirmam que não querem ser profissionais de saúde. A polêmica dominou os debates da audiência pública da Comissão de Seguridade Social e Família, que discutiu o projeto (PL 4702/12) do Senado que regulamenta a profissão de cuidador de idoso.
O representante da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Saúde, Mário Jorge Filho, disse que um técnico de enfermagem poderia se qualificar para atender idosos com um curso de 300 horas. Ele afirmou que é preciso que o profissional saiba realizar procedimentos técnicos próprios da enfermagem. “Ser cuidador não é simplesmente ser um acompanhante de shopping, é dar uma assistência 
O presidente da Associação de Cuidadores de Idosos de Minas Gerais, Jorge Roberto Afonso de Souza e Silva, enfatizou a importância do cuidador de idosos num País em que a população de idosos é a que mais cresce. Ele pediu que, caso seja aprovado o projeto na forma como está hoje, seja dado um tempo para que os que já atuam na profissão possam se adaptar porque a maioria não tem o ensino fundamental completo e muitas vezes nem curso de formação.
Mas sem eles, advertiu, poderá haver um grave problema social. Ele defendeu também que o exercício da profissão de cuidador não esteja sujeita à autorização de conselhos de enfermagem. “Nós cuidadores não somos profissionais de saúde, nem temos pretensões de o ser. Queremos trabalhar em conjunto com a saúde e a assistência”, disse.
O professor da Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio, da Fundação Oswaldo Cruz, Daniel Groisman, afirmou que atividades como dar um remédio ou tirar a temperatura não são atividades exclusivas de uma profissão. Ele disse que a regularização da profissão é importante para garantir a formação inicial, elevar a escolaridade e dar passo importante para a universalização do cuidado.
Precisão
Mas a representante do Ministério da Saúde, Miraci Mendes, alertou para o fato de que o projeto de lei é pouco preciso sobre quais as atividades podem ser desempenhadas pelo cuidador. “Tem que discutir quais são as competências do cuidador do idoso e quais os limites de atuação. Quando você vai criar uma profissão tem que ter isso muito bem definido porque há interfaces com outras profissões”, ponderou.
Para tentar construir uma solução para a divergência, a relatora deputada Benedita da Silva (PT-RJ) criou um grupo de trabalho com todos os setores. Em duas semanas ela espera ter um resultado para elaborar seu parecer.

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

ALZHEIMER/PESQUISA- Estímulos corretos ajudam na comunicação de quem vive com a doença

Alzheimer exige estímulo certo para a linguagem 


(imagem - pessoas idosas sentadas, mulheres em frente a possível centro de cuidados - foto da divulgação)
Idosos portadores de Alzheimer de leve a moderado têm a capacidade de conversa preservada, se forem dados os estímulos corretos. O pesquisador Renné Panduro Alegria descobriu isto em seu doutorado em Neurociências e Comportamento (NEC) no Instituto de Psicologia (IP) da USP, em parceria com o Programa Terceira Idade (PROTER) do Instituto de Psiquiatria (IPq) da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP). Alegria testou capacidades linguísticas por meio da análise dos itens lexicais mais usados pelos idosos enfermos. Isto porque as pessoas acometidas por esta doença muitas vezes se queixam de falta de vocabulário ao se comunicar.
“Nos testes de comunicação formal eles iam mal, muito mal, mas quando conversavam, respondiam muito melhor. Parece que compreendiam mais as conversas do que os testes formais”, diz o pesquisador, que é mestre em linguística. Inicialmente, sua pesquisa se propôs a avaliar o uso e o entendimento dos verbos e substantivos pelos pacientes com Alzheimer de leve a moderado, mas acabou considerando os adjetivos, advérbios, conjunções, pronomes e preposições, também. Alegria, orientado pelos professores Maria Inês Nogueira, do NEC, e Cássio Machado de Campos Bottino, do IPq, concluiu que “estimulando os pacientes com as palavras que eles têm preservadas, eles conseguem se comunicar” e que este estímulo pode reativar as áreas temporais, parietais e frontais do cérebro, responsáveis pela memória e linguagem.
Palavras preservadas
A pesquisa constatou que há um alto uso de substantivos em relação aos verbos. Entre eles, as palavras que nomeiam coisas concretas eram mais utilizadas e lembradas pelos pacientes, enquanto substantivos abstratos ficavam, em geral, fora de seus enunciados. Além disso, percebeu-se um alto uso de interjeições e preposições. Alegria explica que “eles perdem mais palavras de seres não-vivos, mas falam muito mais preposições, muito mais interjeições”. Assim, uma maneira de se melhorar a comunicação oral entre cuidadores e pessoas com Alzheimer é considerar estes itens lexicais mais preservados em sua linguagem.
O estudo entrevistou 23 pacientes com Alzheimer do Ambulatório de Demências do PROTER e 23 idosos sadios. Estas últimas serviram de controle para identificar as características da alteração linguística da doença. Antes dessa etapa, foi feita uma triagem com 50 pessoas de cada grupo. O pesquisador conta que, de uma etapa para outra, muitas pessoas faleciam ou tinham o quadro da doença piorado. Os diálogos duravam 20 minutos e, neles, eram abordados os temas: cidade, família, educação, alimentação, saúde e religião.
Para a parte estatística, foi utilizado o Stablex, software que contabiliza as palavras de um texto e lista as mais frequentes e de maior peso na expressão. “O Stablex distingue o léxico preferencial, básico e diferencial. Preferencial é próprio de cada pessoa, o básico é geral, que todo mundo tem e o diferencial é diferente de cada um”, explica Renné. Ele também conta que, na USP, a tecnologia costuma ser usada em análises linguísticas na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH), mas raramente por pesquisadores da área da saúde. Foi aí que descobriu-se quais os tipos de palavras mais usados pelos idosos que sofrem com Alzheimer.
Alegria esclarece que o padrão do uso dos itens lexicais variam de língua para língua, de país para país. Ele se deparou com pesquisas americanas e europeias e constatou “que os pacientes de língua inglesa, francesa ou alemã apresentavam resultados um pouco diferentes”. Por causa de sua pesquisa, Alegria recebeu uma bolsa da Alzheimer’s Association para ir à Boston, nos Estados Unidos, e apresentar seu trabalho na Alzheimer’s Association International Conference (AAIC), que aconteceu do dia 13 a 18 de julho deste ano. A AAIC é o maior congresso anual sobre a doença de Alzheimer, e cada edição é realizada em um país diferente.
Imagem: Marcos Santos / USP Imagens
Mais informações: email realegrias@usp.br, com Renné Alegria

quarta-feira, 6 de março de 2013

VELHICE/LONGEVIDADE - Ficar velho é interrogação sobre imortalidade

A longevidade é necessariamente uma coisa boa? 
Todos os anos, aumenta o número de pessoas idosas tanto nos países desenvolvidos como nas nações em desenvolvimento graças às descobertas da medicina moderna para atrasar as fronteiras da morte, mas a longevidade é necessariamente uma coisa boa?
Foto: BBC
*(imagem - foto colorida de duas mulheres idosas, com uma indo cortar um bolo de aniversário com velas que marcam os 100 ANOS de vida de uma delas)
Na Califórnia, a forma física é levada ao extremo. Há lojas em Beverly Hills, local conhecido por sua obsessão com a imagem, apinhadas de comprimidos e fórmulas que visam prolongar a vida. Em Santa Monica, há tantos programas de treinamento ''boot camp'' e tantas sessões de ioga em parques públicos que autoridades locais já pensam em impor um limite.
''Na Califórnia, você vê pessoas se exercitando às 5h15 e isso ou faz bem a elas ou faz parte de uma psicose neurótica séria, ligada à infelicidade pelo fato de estarem ficando mais velhas'', afirma Ed Saxon, que produziu o filme Fast Food Nation, em 2006.
''Uma pessoa de 55 anos que imagina que deva se parecer com alguém de 25 se submetendo a cirurgias e se exercitando fanaticamente para que isso aconteça, tudo isso me parece uma má ideia. A obsessão em parecer mais jovem do que você realmente é."
Além da obsessão em torno da forma física, existem os conselhos incessantes em torno do que se deve comer para permanecer jovem. Eu deveria tomar mirtilo, couve batida ou comer torrada sem glúten? E vinho tinto, faz bem para mim ou não? E quanto ao chocolate?
Pode ser desconcertante, mas o objetivo é claro. A morte tem de ser adiada o máximo possível.

Incapacidade prolongada

''Nos Estados Unidos, se assume como fato que a longevidade é algo bom'', afirma Susan Jacoby, autora do livro Never Say Die (Nunca Diga Morrer, em tradução literal).
''Muito dessa crença irracional de que há coisas que você pode fazer para se assegurar contra a velhice e a doença tem a ver com o fato de que nós, nos Estados Unidos, realmente não gostamos de envelhecer'', comenta a escritora.
Jacoby, de 67 anos, faz duras críticas ao que chama de ''lixo de estilo de vida'' e ''lixo de suplementos alimentares''.
''Se você for olhar com mais atenção para essas pessoas que te dizem que você pode ser uma pessoa saudável aos 120, existe um homem ou uma mulher vendendo alguma coisa'', comenta.
A verdade, diz a autora, é que a maior parte das pessoas que vivem além dos 90 irão morrer após passar ''um período prolongado de incapacidade''.
''Nós estamos acreditando nesse mito de que, como estamos atualmente mais saudáveis do que nunca aos 67 anos, estaremos assim também aos 87 ou aos 97. Mas a verdade é que graças a alguns avanços duvidosos da medicina moderna, que mantém pessoas vivas não importa o quê, é que será preciso refletir mais sobre como cuidar dessas pessoas.''
Em 1980, James Fries, professor de medicina da Universidade de Stanford, anteviu uma sociedade em que doenças crônicas seriam adiadas e reduzidas. Nessa sociedade, pessoas levariam vidas saudáveis e morreriam de forma relativamente rápida, reduzindo a quantidade de deficiência e incapacidade.
Fries chamou a isso de ''morbidez comprimida'' e seu trabalho foi creditado como o marco das origens do paradigma moderno para se envelhecer de forma saudável.
O problema é que é mais fácil aconselhar pacientes sobre como prolongar suas vidas saudáveis do que reduzir qualquer período de saúde em declínio.

Boa morte

Joseph e Anne Gias são um casal saudável na faixa dos 60 anos, mas eles se preocupam com os percalços da velhice. ''Não quero passar dos 80. Eu creio que entre os 80 e os 85 as pessoas se deterioram muito. Já vi muita deterioração nessa faixa etária e não quero que isso aconteça comigo'', afirma Anne.
A despeito dos temores de Anne, há exemplos de pessoas que levaram vidas longas e saudáveis. Quando Besse Cooper morreu em dezembro do ano passado, aos 116 anos, ela era a mulher mais velha do mundo.
De acordo com relatos, ela estava com uma saúde incrível e nunca se queixou de dores. Ela levava uma vida ativa e se recusava a comer ''porcarias''.
No seu último dia de vida, ela comeu um generoso café da manhã, fez o cabelo e viu um vídeo de Natal com amigos.
Besse morreu em paz à tarde, após ter sofrido problemas respiratórios. Ela é um raro, mas bom exemplo da morbidez comprimida, a que se referia James Fries - uma vida longa e saudável e uma boa morte.
fonte - http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2013/03/130301_longevidade_bg.shtml
LEIAM TAMBÉM SOBRE O TEMA NO MEU BLOG INFOATIVO.DEFNET - 

QUEM NÃO GOSTARIA DE VIVER 100 ANOS? http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2010/04/quem-nao-gostaria-de-viver-100-anos.html


sexta-feira, 1 de março de 2013

IDOSOS/PREVIDÊNCIA - Projeto de lei 4702/12 regulamenta a atividade dos cuidadores

Projeto regulamenta profissão de cuidador de idoso

A Câmara analisa o Projeto de Lei 4702/12, do Senado, que regulamenta a profissão de cuidador de idoso. Pelo texto, poderá exercer a profissão o maior de 18 anos com ensino fundamental completo que tenha concluído curso de formação de cuidador de pessoa idosa.
De acordo com o projeto, o Poder Público deverá incentivar a formação do cuidador de pessoa idosa por meio das redes de ensino técnico-profissionalizante e superior. Também caberá ao Poder Público regulamentar a carga horária e o conteúdo mínimo dos cursos.
Inicialmente, serão dispensados da exigência de curso de formação os cuidadores de idoso que estiverem exercendo a função há, no mínimo, dois anos antes de a lei entrar em vigor. Esses cuidadores terão cinco anos para concluir um curso de formação ou programa de certificação de saberes reconhecido pelo Ministério da Educação.
Funções do cuidador
Segundo a proposta, o cuidador desempenhará funções de acompanhamento e assistência exclusiva à pessoa idosa, como cuidados preventivos de saúde, prestação de apoio emocional, administração de medicamentos e outros procedimentos de saúde (desde que orientado por profissional de saúde responsável pela prescrição); e auxílio e acompanhamento na mobilidade do idoso e na realização de rotinas de higiene pessoal e ambiental e de nutrição.
“É importante que assimilemos a profissão de cuidador de idoso ao nosso ordenamento jurídico, de forma a oferecer a esses profissionais o amparo legal concedido a outras profissões já consolidadas”, diz o autor do projeto, senador Waldemir Moka (PMDB-MS).
Relações trabalhistas
Quando o empregador for pessoa física, o cuidador de pessoa idosa estará sujeito à legislação relativa ao empregado doméstico (Lei 5.859/72), embora seja proibido de desempenhar serviços domésticos de natureza geral.
O cuidador também poderá estar sujeito à Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), se o empregador for pessoa jurídica, como empresas na área de saúde e de eventos culturais; ou atuar como microempreendedor individual.
Crimes contra o idoso
A proposta aumenta em 1/3 as penas para crimes contra o idoso, previstos no Estatuto do Idoso (Lei 10.741/03), quando cometidos por cuidador de pessoa idosa no exercício da profissão.
Tramitação
A proposta tramita em caráter conclusivo e será examinada pelas comissões de Seguridade Social e Família; de Trabalho, de Administração e Serviço Público; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Reportagem – Oscar Telles
Edição – Pierre Triboli   FONTE- http://www2.camara.leg.br/camaranoticias/noticias/TRABALHO-E-PREVIDENCIA/436008-PROJETO-REGULAMENTA-PROFISSAO-DE-CUIDADOR-DE-IDOSO.html

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

ALZHEIMER/PESQUISAS- A reversão de danos aos neurônios será possível?

Certos danos associados ao Alzheimer serão reversíveis

Os danos nos neurônios granulares, associados à doença de Alzheimer, são reversíveis, indica um estudo sobre ratos com a doença, realizado em Espanha e publicado na revista Molecular Psychiatry.

O estudo mostra que a combinação de exercício físico, estimulação cognitiva e interação social pode reverter a deterioração nos neurônios  voltando estes à sua estrutura original, informou numa nota o Conselho Superior de Investigações Científicas (CSIC), o maior organismo público de investigação em Espanha.
Embora se desconheça se é uma causa ou uma consequência do Alzheimer, a doença está associada, entre outros fatores, à alteração dos neurônios granulares do hipocampo, relacionados com a aquisição de novas memórias.
A investigação utilizou ratos transgênicos  que recuperaram a estrutura e conetividade dos seus neurônios granulares, depois de terem sido submetidos aos referidos estímulos.
O estudo demonstrou "a reversibilidade das alterações celulares associadas à doença de Alzheimer naqueles neurônios , segundo Maria Llorens-Martín, do Centro de Biologia Molecular (centro misto do CSIC e da Universidade Autônoma de Madrid), citada pela agência noticiosa EFE.
Fonte http://www.dn.pt/inicio/ciencia/interior.aspx?content_id=3051546&seccao=Sa%FAde

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ALZHEIMER NÃO É UMA PIADA,mas pode ser poesia de vida http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2011/06/alzheimer-nao-e-uma-piada-mas-pode-ser.html

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

CARNAVAL/TERCEIRA IDADE - Os Idosos podem "brincar" ?

Geriatra desfaz mitos sobre a participação de idosos nos festejos do carnaval
Alana Gandra
Repórter da Agência Brasil
Rio de Janeiro - Homens e mulheres idosos também podem e devem brincar o carnaval. Quem aconselha é o diretor da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG), Salo Buksman. Segundo ele, a idade do indivíduo “não é contraindicação ao carnaval”. Todas as pessoas que se sentirem em condições e gostarem da festa podem participar.
Em entrevista à Agência Brasil, Buksman disse que alguns idosos às vezes sofrem pressão das famílias, que os desencorajam a sair alegando que estão muito velhos e que o tempo das brincadeiras já passou, ou que isso pode ser perigoso para eles. “É um equívoco. São mitos. As pessoas que se sentirem em condições, mesmo idosas, devem fazer o que têm vontade”.
Isso não significa, porém, que não devam ser tomados alguns cuidados. No caso de aglomerações, como blocos de carnaval, por exemplo, o médico advertiu que há perigo no sentido de o idoso perder a sua estabilidade, que é mais aguda nessa faixa etária.
“Porque o equilíbrio e a força muscular da pessoa idosa podem estar diminuídos, [se comparados aos de] uma pessoa mais jovem”. Segundo ele, para não correr riscos de queda, é recomendável ficar na periferia dos grandes blocos e agremiações. “Essa é uma medida básica de segurança”.
O médico lembrou que é desaconselhável também ficar de pé durante horas seguidas, porque algumas pessoas idosas, nessas situações, podem estar sujeitas à queda da pressão arterial. “Isso pode levar a a pessoa a sentir tonteira ou mesmo cair”. Por isso, de tempos em tempos, ele deve procurar se sentar para descansar, recuperar as energias. Ele sugeriu também o uso de meias elásticas para quem fica muito tempo em pé.
Outro cuidado essencial é com a hidratação adequada e constante que todas as pessoas, independentemente da idade, devem ter. Buksman destacou que q falta de ingestão de líquidos no carnaval é muito ruim. “Se todas as pessoas precisam ser corretamente hidratadas no carnaval, o idoso (precisa) muito mais, porque ele é muito sensível à desidratação”. O fato de não ingerir líquidos pode afetar os rins e o aparelho cardiovascular do idoso.
Por outro lado, a bebida alcoólica deve ser evitada no período do carnaval, disse Buksman, porque a pessoa idosa tem uma tolerância ao álcool diminuída em relação à pessoa mais jovem e isso pode fazer com que elas tenham tonteiras, náuseas e vômito. “Porque as pessoas tendem a exagerar durante as festividades e o álcool piora a desidratação”.
A alimentação deve ser leve, à base, principalmente, de carboidratos, como biscoitos e frutas, porque o idoso é mais sensível à hipoglicemia - a queda acentuada de açúcar no sangue. O médico recomenda que, ao sai para a festa, a pessoa idosa leve um biscoito ou fruta. Outro cuidado é evitar a exposição exagerada ao sol. Para solucionar o problema, o médico sugeriu o uso de filtros solares, principalmente no rosto e nos braços.
Sobre o sexo entre os idosos, tema considerado tabu por muitas pessoas, Buksman disse que a atividade sexual deve ser estimulada. “Sexo é uma afirmação de vida, aumenta a autoestima, é positivo sob todos os aspectos”. Disse que a precaução da camisinha tem que ser observada com rigor para home ns e mulheres idosos solteiros que venham, eventualmente, a fazer sexo durante o carnaval.
Edição: Tereza Barbosa
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MÃES, ALZHEIMER E MÚSICA.http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2012/05/maes-alzheimer-e-musica.html