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segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

AUTISMO/INCLUSÃO ESCOLAR - Rompendo com preconceitos/medos nas escolas

É preciso perder o medo mútuo entre escola e autistas
Profissionais da educação e da saúde defendem a escola como uma das grandes forças para o bom desenvolvimento do portador da Síndrome de Asperger

“Ainda existe uma grande dificuldade da escola regular para lidar com a neurodiversidade”, declara a médica Fátima Dourado. A afirmação foi sentida nas angústias dos pais e portadores de Asperger ouvidos pelo O POVO. “O mais difícil de tudo é encarar a escola. Não existem profissionais treinados para receber as crianças”, diz uma das mães. “A escola tem um modelo padrão de tudo para seguir. É doloroso saber que os seus filhos não são bem aceitos”, desabafa um pai.
 A Política de Proteção dos Direitos de Pessoa com Transtorno do Espectro Autista, sancionada pela presidente Dilma Rousseff na última semana de dezembro de 2012, prevê punições aos gestores de escolas que se recusarem a matricular alunos com autismo. A rejeição pode provocar multas aos diretores, e, em caso de reincidência, a perda do cargo. A lei, batizada de Berenice Piana, em homenagem à autora do projeto apresentado no Congresso, também mãe de autista, fala ainda acerca da participação da sociedade em todas as etapas da política: desde a implementação até o controle da execução das ações.
Para os pais de crianças e adolescentes com Asperger, a lei é importante, embora a grande preocupação seja ainda a forma como a escola conduz o processo de ensino-aprendizado deles.

A professora da Faculdade de Educação (Faced) da Universidade Federal do Ceará (UFC) Rita Vieira defende que, apesar do medo dos pais, é importante matricular a criança na escola. “Nenhuma criança deve ficar de fora da escola, que tem a obrigação não somente de aceitar, mas de cuidar da melhor maneira e com as particularidades necessárias ao bom desenvolvimento dela”, diz Rita, que é phd em psicopedagogia e pesquisadora no campo da inclusão escolar.
A psicomotricista Clarissa Leão reforça que no ambiente escolar, os “aspis” costumam apresentar bom desempenho nas primeiras séries e podem inclusive aprender a ler sozinhas. A médica Fátima Dourado completa que crianças com Asperger não apresentam deficiência intelectual e precisam da convivência com os seus pares cronológicos para o desenvolvimento acadêmico e social.
Inclusão nas públicas
A pesquisadora Rita Vieira afirma que a escola pública municipal está mais à frente no processo de inclusão do que as escolas particulares da Capital. “Existe, hoje, na maioria das escolas, professores treinados pela Universidade que atuam em salas de recursos multifuncionais, responsáveis por realizar atendimento em educação especial. No caso dos autistas, eles são orientados para agir no processo de socialização e interação”. 

 A professora Rita diz é possível perceber, cada vez mais, um fluxo de pais que mudam os filhos da escola particular para a pública em busca de melhor acolhimento. “As escolas de maneira geral ainda deixam muito a desejar no aspecto da inclusão. Porém, a concepção de incluir ainda é mais falha na rede particular do que na pública; pelo menos, na rede municipal. Poucas particulares conseguem fazer isso de fato. Na públicas, o processo já andou mais”, defende a acadêmica. (Sara Rebeca Aguiar)


 Dicas de livros, filmes, sites e serviços
Livros
Olhe nos meus olhos
Síndrome de Asperger no ensino fundamental 
Asperger no feminino
Tudo sobre a Síndrome de Asperger 
Compreender a Síndrome de Asperger
A Síndrome de Asperger 
Autismo e Cérebro Social (Fátima Dourado)
Filmes
Meu nome é Khan
Ben-X 
Adam
Loucos de Amor
Mary & Max
Muito além do jardim
Sites
www.autismobrasil.org
www.apsa.org.pt (o site da Associação Portuguesa de Síndrome de Asperger – Apsa é considerado um dos melhores sobre o assunto. Além de ricas informações sobre a síndrome, traz guias para pais e professoras. A página disponibiliza ideias de atividades em sala de aula, um grande apoio aos professores. Há também mais dicas de livros e filmes).
Saiba mais
A Síndrome de Asperger é reconhecida, hoje, como um dos transtornos do espectro do Autismo. Foi descrita pela primeira vez em 1943 por Hans Asperger, pediatra austríaco. Ele descreveu características comuns como isolamento social, linguagem precoce e formal, grande dificuldade na comunicação não verbal, incluindo gestos e expressão facial, desajeitamento motor e fixação em assuntos não usuais.
 Onde se informar
Centro Internacional de Análise Relacional (Ciar)
Realiza trabalhos que objetivam desenvolver o potencial do ser humano, elevando sua qualidade de vida socioafetiva e profissional. Presta serviços nas áreas de terapia, educação e saúde. Endereço: Rua Monsenhor Catão, 1.179, Aldeota. (Fortaleza-CE)
Telefone: (85) 3244 1779
Site: www.ciar.com.br

Casa da Esperança
Realiza trabalho com crianças e jovens autistas. Possui equipes multiprofissionais para atendimento. É credenciada ao Sistema Único de Saúde (SUS). Faz parte de um movimento mundial de luta pela saúde, educação e dignidade de pessoas autistas.  Endereço: Rua Francílio Dourado, 11, bairro Água Fria.(Fortaleza-CE)
Telefone: (85) 3081 4873
fonte - http://www.opovo.com.br/app/opovo/cienciaesaude/2013/02/16/noticiasjornalcienciaesaude,3006117/e-preciso-perder-o-medo-mutuo-entre-escola-e-autistas.shtml
LEIAM TAMBÉM SOBRE O TEMA NO MEU BLOG INFOATIVO.DEFNET: 

O AUTISMO NÃO É APENAS UMA DOENÇA http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2012/06/o-autismo-nao-e-apenas-uma-doenca.html

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

CARNAVAL/TERCEIRA IDADE - Os Idosos podem "brincar" ?

Geriatra desfaz mitos sobre a participação de idosos nos festejos do carnaval
Alana Gandra
Repórter da Agência Brasil
Rio de Janeiro - Homens e mulheres idosos também podem e devem brincar o carnaval. Quem aconselha é o diretor da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG), Salo Buksman. Segundo ele, a idade do indivíduo “não é contraindicação ao carnaval”. Todas as pessoas que se sentirem em condições e gostarem da festa podem participar.
Em entrevista à Agência Brasil, Buksman disse que alguns idosos às vezes sofrem pressão das famílias, que os desencorajam a sair alegando que estão muito velhos e que o tempo das brincadeiras já passou, ou que isso pode ser perigoso para eles. “É um equívoco. São mitos. As pessoas que se sentirem em condições, mesmo idosas, devem fazer o que têm vontade”.
Isso não significa, porém, que não devam ser tomados alguns cuidados. No caso de aglomerações, como blocos de carnaval, por exemplo, o médico advertiu que há perigo no sentido de o idoso perder a sua estabilidade, que é mais aguda nessa faixa etária.
“Porque o equilíbrio e a força muscular da pessoa idosa podem estar diminuídos, [se comparados aos de] uma pessoa mais jovem”. Segundo ele, para não correr riscos de queda, é recomendável ficar na periferia dos grandes blocos e agremiações. “Essa é uma medida básica de segurança”.
O médico lembrou que é desaconselhável também ficar de pé durante horas seguidas, porque algumas pessoas idosas, nessas situações, podem estar sujeitas à queda da pressão arterial. “Isso pode levar a a pessoa a sentir tonteira ou mesmo cair”. Por isso, de tempos em tempos, ele deve procurar se sentar para descansar, recuperar as energias. Ele sugeriu também o uso de meias elásticas para quem fica muito tempo em pé.
Outro cuidado essencial é com a hidratação adequada e constante que todas as pessoas, independentemente da idade, devem ter. Buksman destacou que q falta de ingestão de líquidos no carnaval é muito ruim. “Se todas as pessoas precisam ser corretamente hidratadas no carnaval, o idoso (precisa) muito mais, porque ele é muito sensível à desidratação”. O fato de não ingerir líquidos pode afetar os rins e o aparelho cardiovascular do idoso.
Por outro lado, a bebida alcoólica deve ser evitada no período do carnaval, disse Buksman, porque a pessoa idosa tem uma tolerância ao álcool diminuída em relação à pessoa mais jovem e isso pode fazer com que elas tenham tonteiras, náuseas e vômito. “Porque as pessoas tendem a exagerar durante as festividades e o álcool piora a desidratação”.
A alimentação deve ser leve, à base, principalmente, de carboidratos, como biscoitos e frutas, porque o idoso é mais sensível à hipoglicemia - a queda acentuada de açúcar no sangue. O médico recomenda que, ao sai para a festa, a pessoa idosa leve um biscoito ou fruta. Outro cuidado é evitar a exposição exagerada ao sol. Para solucionar o problema, o médico sugeriu o uso de filtros solares, principalmente no rosto e nos braços.
Sobre o sexo entre os idosos, tema considerado tabu por muitas pessoas, Buksman disse que a atividade sexual deve ser estimulada. “Sexo é uma afirmação de vida, aumenta a autoestima, é positivo sob todos os aspectos”. Disse que a precaução da camisinha tem que ser observada com rigor para home ns e mulheres idosos solteiros que venham, eventualmente, a fazer sexo durante o carnaval.
Edição: Tereza Barbosa
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MÃES, ALZHEIMER E MÚSICA.http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2012/05/maes-alzheimer-e-musica.html