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sexta-feira, 13 de março de 2020

Alzheimer&Pesquisas - Pesquisa da UFMG pode ajudar no diagnóstico precoce do Alzheimer

PESQUISA DA UFMG pode ajudar no diagnóstico precoce do ALZHEIMER
O exame, que ainda está em fase experimental, analisa a retina do paciente para verificar a presença de uma proteína relacionada à doença
Método desenvolvido por pesquisadores da UFMG detecta acúmulo de proteína beta-amilóide através da retina. Uma vez acumulada nos neurônios, a substância prejudica os impulsos cerebrais, levando ao Alzheimer (foto: UFMG/Divulgação)

Método desenvolvido por pesquisadores da UFMG detecta acúmulo de proteína beta-amilóide através da retina. Uma vez acumulada nos neurônios, a substância prejudica os impulsos cerebrais, levando ao Alzheimer(foto: UFMG/Divulgação)

Perda de memória, repetição de perguntas, irritabilidade, dificuldade para encontrar as palavras certas. Esses são alguns dos sintomas mais comuns do Mal de Alzheimer, doença degenerativa neurológica, geralmente silenciosa no início, que atinge mais de um milhão de brasileiros. O quadro costuma se manifestar em pessoas de idade mais avançada, sendo responsável por mais de metade dos casos de demência nessa população. Porém, apesar de ser uma doença bem conhecida da Ciência, o diagnóstico é complexo. "Ele pode ser feito clinicamente, analisando os sintomas, ou através de um PET scan, exame muito caro em que o paciente precisa tomar um contraste radioativo", diz Leandro Malard, professor do departamento de física da UFMG.


Ele é um dos integrantes de um projeto que procura uma nova forma de diagnosticar o Alzheimer antes mesmo de os sintomas aparecerem. O famoso ditado diz que "os olhos são a janela para a alma", e eles também podem ser uma janela para o cérebro. "Afinal, a retina é um tecido neuronal, que vai diretamente para o cérebro", destaca Leandro Malard. Desenvolvido em parceria com pesquisadores da área de medicina e biologia, a pesquisa usa um raio laser nos olhos para detectar a presença de uma proteína chamada beta-amilóide. "Essa substância se acumula em placas nos neurônios, lesando a célula e prejudicando as sinapses, levando ao aparecimento dos sintomas do Alzheimer", explica o professor.

Testado em retinas de uma raça de camundongos que desenvolve a doença, o diagnóstico é feito através da análise do comportamento do laser após atingir a membrana. "É uma técnica óptica chamada Espectroscopia Raman. Deste modo, obtemos diversas informações, entre elas, as ligações químicas, fornecendo uma 'impressão digital' da amostra", esclarece Leandro Malard. Caso seja detectada a presença da proteína beta-amilóide na retina, é possível iniciar um tratamento precoce do Alzheimer, evitando o surgimento de alguns sintomas e melhorando a qualidade de vida do paciente.

O próximo passo da pesquisa é mostrar que os exames podem ser feitos com segurança, sem danificar a retina. "Feito isso, será hora de pedir permissão ao comitê de ética da universidade, para começar os exames em pessoas. Ainda tem toda uma legislação por trás, então ainda devem passar alguns anos antes de a tecnologia chegar ao mercado tornando-se um método de diagnóstico eficaz e não invasivo, que poderá ser usado em consultas de rotina", projeta o pesquisador.

FONTE - https://www.revistaencontro.com.br/canal/ciencia/2020/03/pesquisa-da-ufmg-pode-ajudar-no-diagnostico-precoce-do-alzheimer.html

Leia mais no meu blog INFOATIVO DEFNET -
 Alzheimer não é uma piada, mas pode ser poesia de Vida 
https://infoativodefnet.blogspot.com/2011/06/alzheimer-nao-e-uma-piada-mas-pode-ser.html
Postado por Jorge Márcio às 12:33 Nenhum comentário:
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Marcadores: Alzheimer, Demências, Doenças Neurodegenerativas, espectrometria, Neurociências, Neurologia, Neurônios, Pesquisa, PET scam, Proteína Beta-amilóide, Retina, SNC, tecido neuronal, UFMG

domingo, 19 de maio de 2013

TECNOLOGIAS ASSISTIVAS/AVANÇOS - Projeto BrainAble auxilia pessoas com deficiências em redes sociais

Sistema usa sinais cerebrais para melhorar interação de pessoas com deficiência

Protótipo permite executar ações como escrever e usar redes sociais por meio da leitura dos sinais elétricos do cérebro


Pesquisadores europeus desenvolveram um novo sistema capaz de interpretar os sinais cerebrais das pessoas com deficiência e os ajudar a interagir com o meio ambiente.
O projeto BrainAble visa melhorar a autonomia dos pacientes com deficiências físicas graves.

Segundo os pesquisadores, o protótipo permite que as pessoas executem ações que não podiam de outro modo, tais como a escrita e comunicação em redes sociais, ligar e desligar a luz ou a televisão, controlar qualquer aparelho digital em casa, como uma cadeira de rodas, e explorar ambientes virtuais para o seu entretenimento. E tudo isso é possível simplesmente por meio da leitura dos sinais elétricos do cérebro, sem mover um músculo.

O sistema consiste em uma combinação de interfaces humano-computador composta de sensores cerebrais e outros sensores fisiológicos que medem o estado físico e emocional de uma pessoa (computação afetiva) com ambientes de realidade virtual, e a conexão dessas interfaces com casas inteligentes e redes sociais online.

A combinação de tecnologias permite que o protótipo BrainAble leia os impulsos cerebrais gerados pelo usuário para realizar uma determinada atividade (por exemplo, a mudança do canal de televisão), os interprete e aja em nome do paciente, em casa ou no ambiente social.

Além disso, o sistema aprende hábitos do utilizador e tenta compreender o contexto em que eles estão sendo usadas, tentando automatizar algumas ações comuns (por exemplo, regulando a temperatura da casa de acordo com o gosto do utilizador).

Ele também pode monitorar se o paciente está cansado e dar-lhes mais autonomia em suas vidas diárias. O sistema BrainAble permite que as pessoas com deficiências funcionais graves melhorem sua inclusão social e a qualidade de vida.

Como funciona

O sistema usa um capacete equipado com eletrodos para capturar os pequenos sinais elétricos gerados pelo cérebro. Os usuários são treinados para gerar sinais que o sistema pode traduzir em ação.

A incorporação da inteligência na plataforma permite que o sistema entenda o ambiente, o contexto do usuário e os hábitos e possa reagir de uma forma pró-ativa.

Os pesquisadores da BrainAble desenvolveram um aplicativo para que o usuário possa controlar remotamente um robô com características de telepresença. Eles podem manobrar o robô em casa, realizar ações diferentes e até mesmo se comunicar com as pessoas, tudo sem sair de cama.

Ao longo da execução do projeto, um total de 69 usuários com deficiência, além de outros usuários saudáveis, testou individualmente e avaliou não apenas os vários componentes do sistema, mas também o protótipo completo em um ciclo de três interações, desde a definição dos requisitos iniciais para posterior validação e melhoria contínua dos desenvolvimentos.
fonte- http://www.midianews.com.br/conteudo.php?sid=3&cid=159754

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Postado por Jorge Márcio às 16:06 Nenhum comentário:
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Marcadores: BrainAble, Deficiências Físicas, Pesquisa, Pessoas com Deficiências, Robótica, Sinais cerebrais, SNC, Tecnologias Assistivas

terça-feira, 7 de maio de 2013

EPILEPSIAS/TECNOLOGIAS - Dispositivo implantado no cérebro prevê convulsões

Novo aparelho é capaz de prever crises de epilepsia

O dispositivo, implantado no cérebro e no tórax, atua junto a um aparelho que emite sinais luminosos que variam conforme a chance de ocorrer uma crise

Cientistas desenvolveram um aparelho que, implantado no cérebro, é capaz de prever a ocorrência de crises de epilepsia. O dispositivo atua em conjunto com um implante no tórax, que envia informações a um pequeno aparelho que emite sinais luminosos de cores diferentes para indicar as chances de que uma crise ocorrer nas próximas horas.
CONHEÇA A PESQUISA

Título original: Prediction of seizure likelihood with a long-term, implanted seizure advisory system in patients with drug-resistant epilepsy: a first-in-man study 

Onde foi divulgada: periódico Lancet Neurology

Quem fez: Mark J Cook, Terence J O’Brien, Samuel F Berkovic, Lucas Litewka, Sean Hosking, Paul Lightfoot, Vanessa Ruedebusch, W Douglas Sheffield, David Snyder, Kent Leyde, David Himes

Instituição: Universidade de Melbourne, Austrália

Dados de amostragem: 15 pessoas com epilepsia, entre 20 e 62 anos de idade, que tinham entre duas e 12 crises por mês e não haviam conseguido controlar as crises com os tratamentos existentes

Resultado: O aparelho previu corretamente as crises com um alerta de "chances elevadas" em 65% dos casos, e funcionou em mais da metade dos casos em 11 dos 15 participantes.
"Saber quando uma crise vai acontecer pode melhorar drasticamente a qualidade de vida e independência de pessoas com epilepsia", afirma Mark Cook, principal autor do estudo, publicado no periódico Lancet Neurology.
O estudo foi feito por pesquisadores da Universidade de Melbourne, na Austrália, em parceria com a empresa americana NeuroVista, que desenvolveu o aparelho de detecção. Implantado entre o crânio e a superfície do cérebro, ele monitora os sinais elétricos do cérebro.
Sinais luminosos – Os pesquisadores também desenvolveram um segundo dispositivo, que é implantado no tórax e transmite os sinais elétricos gravados no cérebro para um pequeno aparelho que emite avisos luminosos de diferentes cores. As cores indicam ao paciente a chance de ele ter uma crise nas próximas horas: para uma chance elevada, as luzes que se acendem são vermelhas. A cor branca indica uma chance moderada e azul representa uma baixa possibilidade.
O estudo teve duração de dois anos e incluiu 15 pessoas com epilepsia, entre 20 e 62 anos de idade, que tinham entre duas e 12 crises por mês e não haviam conseguido controlar as crises com os tratamentos existentes.
Durante o primeiro mês, o dispositivo estava programado apenas para gravar os dados de eletroencefalograma, o que permitiu aos pesquisadores elaborar um algoritmo capaz de prever as crises para cada paciente.
Acertos – O aparelho previu corretamente as crises com um alerta de "chances elevadas" em 65% dos casos, e funcionou em mais da metade dos casos em 11 dos 15 participantes. Dentre esses 11 voluntários, oito tiveram as crises previstas corretamente entre 56% e 100% do tempo.
A epilepsia afeta, em média, de 1% a 1,5% da população mundial. "As pessoas que têm epilepsia ficam muito bem na maior parte do tempo. Mas suas atividades são limitadas por essa condição, que pode afetar apenas alguns minutos de cada ano de suas vidas, e ainda assim ter consequências catastróficas, como quedas e até afogamentos", diz Cook.
De acordo com o pesquisador, o próximo passo da pesquisa será replicar esses resultados e um estudo clínico mais amplo. Para ele, essa estratégia pode levar a uma melhora das estratégias para controle da epilepsia no futuro.

Opinião da especialista

Elza Márcia Yacubian Neurologista, professora da Unifesp e membro da Academia Brasileira de Neurologia
"Embora as crises epilépticas possam ocorrer sem aviso algum na maioria dos pacientes, é possível que ocorram mudanças específicas na dinâmica do cérebro antes de uma crise. Assim, por exemplo, algumas mães podem perceber em seus filhos com epilepsia sintomas sutis como alterações comportamentais ou mudanças na expressão facial horas ou dias antes da ocorrência das crises. É possível que esses sintomas se reflitam em alterações elétricas no cérebro, responsáveis pela geração das crises antes do aparecimento das mesmas. Se essas mudanças pudessem ser detectadas de forma segura, ou um estado de maior probabilidade de crises pudesse ser definido, seria possível evitar o tratamento crônico com fármacos antiepilépticos, algumas vezes feito por toda a vida.  Assim, o medicamento antiepiléptico poderia ser utilizado apenas quando o risco ou a probabilidade de ter crises fosse iminente.
Até recentemente, todos os estudos sobre a previsão de crises foram baseados em avaliações retrospectivas de registros eletroencefalográficos obtidos com eletrodos implantados diretamente sobre o cérebro. Poucos estudos têm tentado avaliar os chamados 'algoritmos de previsão'. Neste sentido, os resultados apresentados pelos autores são um marco importante, mostrando pela primeira vez que a previsão das crises é possível.
No entanto, é preciso cautela. Embora os autores tenham demonstrado que o algoritmo de predição funcionou acima do nível do acaso, ainda não esclareceu que se este desempenho também é suficiente para a aplicação clínica. A utilidade deste método obviamente dependerá  da forma como diferentes pacientes tolerarão alarmes falsos ou crises perdidas, e sua eficácia deverá ser interpretada de forma individual. Os resultados apresentados sugerem que pelo menos alguns dos pacientes poderiam ser beneficiados pelo sistema de alerta da iminência de crises."
fonte - http://veja.abril.com.br/noticia/saude/pesquisadores-criam-aparelho-capaz-de-prever-crises-de-epilepsia
Postado por Jorge Márcio às 12:30 Nenhum comentário:
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Marcadores: Atividade Neuronal, Cérebro, Convulsões, Epilepsias, Implantes, Neurologia, Neurologistas, Neurotecnologias, Pesquisadores, SNC, Universidade

terça-feira, 30 de abril de 2013

AUTISMOS/NEURODIVERSIDADE - Exame de conectividade neuronal do cérebro confirma casos de autismo

Exame detecta autismo pela atividade cerebral
Exame detecta autismo pela atividade cerebral
(imagem - a reprodução gráfica de um cérebro, na cor Azul, como a cor dos Autismos, brilha sobre um fundo azul escuro, CWRU)
Neurocientistas norte-americanos e canadenses desenvolveram uma técnica que detecta o autismo a partir da atividade cerebral de crianças.
Embora o autismo em sua vertente mais grave seja diagnosticado com bastante facilidade pelos especialistas, tem havido uma tendência a enquadrar no chamado "Transtorno do Espectro Autista" um número muito grande de crianças.
Para evitar esses diagnósticos polêmicos e controversos, várias equipes vêm trabalhando na busca de exames fisiológicos que possam ser mais precisos.
Segundo o Dr. Roberto Fernández Galán, da Universidade Case Western (EUA), o novo exame detecta o autismo com precisão de 94%.
Exame de autismo
O novo exame consiste na análise da conectividade funcional do cérebro, ou seja, a comunicação de um hemisfério cerebral com o outro. A mensuração é feita usando uma técnica conhecido como magnetoencefalografia, que mede os campos magnéticos gerados pelas correntes elétricas nos neurônios.
"Nós partimos da questão: 'É possível distinguir um cérebro autista de um não-autista simplesmente olhando para os padrões de atividade neural?' E a resposta é sim, é possível," disse Galán.
"Esta descoberta abre as portas para a criação de ferramentas quantitativas que complementem as ferramentas de diagnóstico existentes para o autismo com base em testes comportamentais," completou.
Os pesquisadores descobriram ligações significativamente mais fortes entre as áreas posterior e frontal do cérebro no grupo de autistas, com uma assimetria no fluxo de informações para a região frontal, mas não vice-versa.
Essa informação sobre direção das conexões é a grande novidade do estudo, podendo ajudar a identificar anormalidades anatômicas no cérebro das crianças com autismo. A maioria das avaliações atuais da conectividade funcional não trabalha com a direcionalidade das interações.
"Não é apenas quem está ligado a quem, mas sim quem está controlando quem," concluiu Galán.
fonte - http://www.diariodasaude.com.br/news.php?article=exame-detecta-autismo-pela-atividade-cerebral&id=8778
LEIAM TAMBÉM SOBRE OS AUTISMOS NO MEU BLOG INFOATIVO.DEFNET - 

AUTISMO – TODOS PODEMOS SER/NOS TORNAR UM POUCO AZUIS? http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2013/04/autismo-todos-podemos-sernos-tornar-um.html

Postado por Jorge Márcio às 20:27 2 comentários:
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Marcadores: Atividade Neuronal, Autismo, Cérebro, Exames neurológicos, Neurociências, Neurodiversidade, SNC, Transtornos do Espectro Autista

segunda-feira, 15 de abril de 2013

PROJETO BRAIN/NEUROCIÊNCIAS - Projeto INICIATIVA CÉREBRO tem investimento de 100 milhões de dólares

Mapeamento do cérebro pode ser tão importante quanto genoma humano

Presidente americano Barack Obama anuncia investimento de US$ 100 milhões em pesquisas sobre o cérebro
Presidente americano Barack Obama anuncia investimento de US$ 100 milhões em pesquisas sobre o cérebro Foto: Mandel NGAN / AFP
(imagem - foto colorida - com uma projeção em fundo azul com as palavras em inglês: Brain research through advancing innovative neurotechnologies - BRAIN INITIATIVE, com o Presidente dos EUA, Barack Obama no canto direito - fotografia de Mandel NANG/AFP)

No início de abril, Barack Obama anunciou um projeto ousado que promete revolucionar a compreensão da mente humana. Com o objetivo de mapear todos os neurônios do cérebro, a Iniciativa Brain (Brain Research through Advancing Innovative Neurotechnologies) visa a ajudar os pesquisadores a encontrar novas formas de tratar, curar e prevenir doenças cerebrais como o mal de Alzheimer e a esquizofrenia. Para isso, o presidente americano destinou R$ 100 milhões do orçamento de 2014, que será votado pelo congresso.
Devido a sua grande ambição e a seu alto investimento, a Brain está sendo comparada com o Projeto Genoma Humano, concluído com sucesso em 2003. O próprio Obama, em fevereiro, principiou o cotejo: “Cada dólar que nós investimos para mapear o genoma humano rendeu R$ 140 para a nossa economia - cada dólar. Hoje nossos cientistas estão mapeando o cérebro humano para descobrir as respostas para o Alzheimer. Esta é a hora de atingir um nível de pesquisa e desenvolvimento não visto desde o ápice da Corrida Espacial”.
Por outro lado, alguns pesquisadores veem o projeto com ressalvas. “Muito dinheiro está sendo solicitado sem realmente prestar atenção se essa ciência é uma boa ciência. Questões a respeito de qual é a melhor forma de proceder são muito complicadas, e deve haver uma discussão e um debate muito mais abertos quando os riscos são tão altos”, argumenta o neurologista Donald Stein, professor da Escola de Medicina da Universidade Emory, em Atlanta.
Histórico
A Iniciativa Brain não surgiu por acaso. Nos últimos anos, a ciência avançou muito no estudo do cérebro e no desenvolvimento de novas ferramentas para mapear as conexões neuronais. Houve um aumento notável da resolução de tecnologias de imagem e os primeiros lampejos do que a nanociência ainda pode se transformar. Hoje cientistas podem usar pulsos de luz para determinar como atividades específicas de células no cérebro afetam o comportamento, assim como utilizar imagens de alta resolução para observar como o cérebro é estrutural e funcionalmente conectado em seres humanos vivos.
Embora essas inovações tecnológicas tenham incrementado nosso conhecimento sobre o cérebro humano, ainda há um longo caminho a ser percorrido no tratamento de doenças neurológicas e psiquiátricas. Para isso, novas ferramentas devem ser criadas, e foi com esse escopo que a Iniciativa Brain surgiu.
Objetivos
Com cerca de 100 bilhões de neurônios e 100 trilhões de conexões, o cérebro humano é, ao mesmo tempo, um mistério e um desafio. O projeto Brain promete fornecer respostas para as intrincadas questões que permeiam esse órgão. “A iniciativa é muito importante para o avanço no conhecimento da função cerebral normal e patológica”, acredita Fernando Cendes, professor e Chefe do Departamento de Neurologia da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp.
O projeto desenvolverá tecnologias que vão permitir aos pesquisadores produzir imagens dinâmicas do cérebro em ação, a fim de mostrar como células individuais e complexos circuitos neurais interagem na velocidade do pensamento. Com isso, novas portas serão abertas para compreender como o cérebro grava, processa, utiliza, armazena e recupera grandes quantidades de informações.
O esforço é grande, mas pode valer a pena. Se bem sucedido, o projeto vai encontrar novas formas de tratar e curar distúrbios neurológicos e psiquiátricos, como Alzheimer, Parkinson, esquizofrenia, autismo, epilepsia, depressão e lesão cerebral traumática. A Organização Mundial da Saúde estima que, daqui a menos de 20 anos, 65,7 milhões de pessoas tenham algum tipo de demência, o dobro do número atual. Os casos podem chegar a 115,4 milhões em 2050.
Li Li Min, doutor em neurociências pela McGill University, do Canadá, e professor do Departamento de Neurologia da FCM-Unicamp, acredita no sucesso da empreitada. “Na doença de Parkinson, foi visto que havia uma falta de produção do neurotransmissor dopamina, e hoje um dos tratamentos é o uso de medicação que possa repor esse neurotransmissor, e assim deve ocorrer no momento que conhecermos mais sobre como funcionam o cérebro normal e o com doença”, exemplifica.
A cura de doenças como o Alzheimer pode, na verdade, tratar-se de sua prevenção. Esse processo degenerativo ocorre de forma anormal aos 60, 70 anos, ou até mesmo antes, ainda que o princípio da morte celular, que leva à perda de memória e outros sintomas, seria esperado apenas após os 95 ou 100 anos. “A cura de algumas doenças neurodegenerativas é algo complexo, pois isso envolve mudar mecanismos que são inerentes ao envelhecimento normal. Portanto a ‘cura’ aqui seria evitar que o mal de Alzheimer aconteça antes do tempo”, esclarece Cendes.

Investimento

Para que os objetivos propostos pela Iniciativa Brain se tornem realidade, um investimento massivo é necessário. Dada a natureza do projeto, cientistas e engenheiros de diversos setores devem fazer parte desse estudo. Por isso, a iniciativa será liderada pelos Institutos Nacionais de Saúde (NIH, na sigla em inglês), pela Agência de Projetos de Pesquisa Avançada de Defesa (Darpa) e pela Fundação de Ciência Nacional (NSF). Juntas, as três instituições vão somar 100 milhões de dólares em investimentos no orçamento de 2014.
Interesses dessas instituições que lideram a iniciativa norteiam o projeto. A Darpa, por exemplo, quer desenvolver tecnologias que melhorem a compreensão do cérebro humano para transformar a maneira de diagnosticar e tratar soldados feridos que estão sofrendo de estresse pós-traumático, lesão cerebral e perda de memória, de acordo com seu vice-diretor, Geoffrey Ling.
Instituições de pesquisa privadas também vão apoiar e investir no projeto. Entre elas, o Instituto Allen para a Ciência Cerebral (US$ 60 milhões), o Instituto Médico Howard Hughes (US$ 30 milhões), o Instituto Salk para Estudos Biológicos (US$ 28 milhões) e a Fundação Kavli (US$ 4 milhões por ano, nos próximos dez anos).

Projeto Genoma Humano

Outro estudo ambicioso que teve grande investimento, US$ 3,8 bilhões de 1988 até 2003, foi o famoso Projeto Genoma Humano (PGH), com o qual a Iniciativa Brain é comparada. Ao sequenciar o DNA humano, o PGH trouxe avanços na compreensão das doenças genéticas, da mesma forma que o projeto Brain busca entender as doenças cerebrais.
Segundo Ling, assim como o sequenciamento do genoma humano, a Iniciativa Brain constitui-se de uma oportunidade para agregar pesquisadores em prol de conhecimentos que terão impacto duradouro na vida, na economia e na segurança dos Estados Unidos. “Esse tipo de projeto estabelece as bases para futuras inovações e descobertas. Na verdade, o sequenciamento do DNA é um marco entre as descobertas que agora criam a oportunidade de desvendar os mistérios do cérebro”, ressalta o vice-diretor da Darpa. 
Para os neurologistas Min e Cendes, a Iniciativa Brain pode vir a ser tão importante, ou até mais, do que o Projeto Genoma Humano. Mas o êxito do projeto não é consenso entre os cientistas.
Ressalvas

A complexidade do cérebro humano e a ambição do projeto Brain deixam alguns cientistas céticos em relação ao mapeamento do cérebro humano ativo. Apesar dos avanços da neurociência nos últimos anos, as causas das doenças neurológicas e psiquiátricas ainda são desconhecidas. “Eu sinto que a Iniciativa Brain não é conceitualmente bem pensada, e não será provável enfrentar a complexidade dos mecanismos que estão subjacentes à função do cérebro. Essa iniciativa está sendo impulsionada por tecnologia não comprovada, sem qualquer consideração do que precisa ser medido e por quanto tempo. Na minha mente, a tecnologia deve seguir os conceitos, e não o contrário”, justifica Stein.
Conforme Iván Izquierdo, coordenador do Centro de Memória do Instituto do Cérebro da PUCRS e Diretor da Academia Brasileira de Ciências, tudo depende do que se pretende “mapear”, pois essa palavra pode indicar coisas muito diferentes. “Para dar um exemplo da complexidade do assunto, só numa estrutura do lobo temporal, chamada hipocampo (aquela em que se formam muitas memórias), existem 200 milhões de células chamadas piramidais. Cada uma delas recebe sinapses de mil ou 10 mil neurônios, e emite axônios a outras cem a mil. O que vão mapear disso aí, se não sabemos nem onde está a maioria dos neurônios que enviam fibras ou recebem fibras de cada neurônio hipocampal?”, questiona.
Para Stein, outro problema é investir e colocar ênfase em apenas uma abordagem, o que pode impactar todos os outros campos de trabalho biomédico. “É preciso haver múltiplas iniciativas em várias frentes. Colocar ‘todos os ovos na mesma cesta’ pode ser grandioso, mas não vai avançar a ciência em geral. E não há absolutamente nenhuma garantia de que, mesmo que eles possam ‘mapear todas as conexões do cérebro sob todas as suas condições dinâmicas’ (o que não podem), que todas as doenças serão curadas. Eu não sou contra a ‘grande ciência’, desde que seja boa, mas também não acho que outras áreas igualmente válidas de pesquisa biomédica devem ser sacrificadas em seu lugar", alega.
Apesar dos argumentos de colegas cientistas, Ling defende o projeto: “Sem um entendimento completo de como funciona o cérebro ao longo de sua vida útil, é quase impossível compreender como tratar esse órgão quando ele está funcionando de forma anormal. Isso não é exclusivo para o cérebro; pesquisa básica é o alicerce necessário para o desenvolvimento de um novo tratamento, mais eficaz e curas”, destaca. 
E mesmo que o projeto seja ambicioso, Cendes reforça que a iniciativa pode resultar avanços significativos. “Quando iniciaram o projeto genoma, também houve este tipo de crítica (alguns achavam que seria impossível codificar todo genoma humano no prazo estabelecido), mas o projeto foi realizado em tempo, e os avanços foram muito grandes e importantes”, justifica
FONTE - http://noticias.terra.com.br/ciencia/pesquisa/mapeamento-do-cerebro-pode-ser-tao-importante-quanto-genoma-humano,1eeaa1eb6700e310VgnVCM20000099cceb0aRCRD.html

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Postado por Jorge Márcio às 00:32 Nenhum comentário:
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domingo, 31 de março de 2013

ALZHEIMER/PESQUISAS - Estudo da USP indica diagnóstico através de marcadores no sangue

Estudo da USP com sangue pode ajudar diagnóstico de Alzheimer 

Pesquisa identifica substâncias no sangue que podem ajudar a diagnosticar doenças neurodegenerativas


Um estudo da Universidade de São Paulo (USP) que analisou o nível de três substâncias encontradas no sangue pode ajudar a entender o processo de envelhecimento do cérebro. Ao investigar os compostos envolvidos no chamado estresse oxidativo, que desequilibra a presença de radicais livres no organismo, os pesquisadores perceberam que essa desregulação ocorre de forma mais intensa em pacientes com Alzheimer. Os resultados abrem caminho para que, no futuro, possa ser feita a identificação precoce de doenças neurodegenerativas por meio de exames de sangue.


Atualmente, o diagnóstico definitivo do Alzheimer é feito somente após a morte do paciente com a análise de partes do cérebro. "Fomos atrás de marcadores (da doença) no sangue, porque trabalhos científicos recentes já consideram o Alzheimer como uma doença sistêmica e não exclusiva do cérebro. Então a gente acreditava que, se esse mecanismo de estresse oxidativo estivesse presente na doença, talvez a gente pudesse verificar ela perifericamente (no exame de sangue)", explicou a professora Tania Marcourakis, da Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF) da USP.
Em uma primeira etapa, foram estudados três compostos presentes no sangue, cujos níveis variam de acordo com o envelhecimento: monofosfato cíclico de guanosina (GMP cíclico), óxido nítrico sintase (NOS) e substâncias reativas ao ácido tiobarbitúrico (Tbars). Os pesquisadores compararam as plaquetas de três grupos de pacientes: 37 adultos jovens (18 a 49 anos), 40 idosos saudáveis sem nenhum tipo de demência (62 a 80 anos) e 53 idosos com Alzheimer (55 a 89 anos).
Eles verificaram que com o avanço da idade aumenta a presença da NOS e da Tbars e ocorre uma diminuição do GMP cíclico. "Com a doença, a gente viu que a Tbars aumenta mais ainda. Vimos uma escadinha: no envelhecimento ela sobe e com a doença de Alzheimer, sobe mais ainda. E a mesma coisa ocorre com o NOS, mostrando que são processos contínuos. Já o GMP cíclico, uma vez que ele diminui no envelhecimento, continuava diminuindo na doença", expôs Marcourakis. Esse desequilíbrio leva a uma formação maior de radicais livres.
Com objetivo de identificar se o que foi percebido no sangue também ocorre no cérebro, a pesquisa entrou em uma segunda fase com a análise do cérebro de ratos. O trabalho foi feito em parceria com o professor Cristóforo Scavone, do Departamento de Farmacologia. "Percebemos duas coisas importantes: no envelhecimento do rato acontecia a mesma coisa que no humano e a mesma coisa que a gente achava no sangue, também encontrava no cérebro. Isso foi muito importante para validar o nosso modelo: o que você analisa no sangue, está refletido no cérebro", disse a pesquisadora.
Marcourakis destacou que os resultados ainda não podem ser utilizados como diagnóstico de doenças neurodegenerativas, mas avançam na compreensão fisiopatológicas delas. "A gente entende melhor a doença. Veja o Alzheimer, por exemplo, ele não está só no cérebro, está no corpo inteiro, a análise do sangue mostrou isso", declarou. Para apontar o quanto esses dados ajudariam no tratamento, seria necessário ampliar o estudo com populações maiores.
Além disso, é preciso descobrir um marcador específico de cada doença. "O estresse oxidativo não é exclusivo do envelhecimento, nem da doença de Alzheimer. Qualquer doença neurodegenerativa, como o Parkinson, tem o mesmo mecanismo", explicou. Ela destacou que vários grupos de pesquisa no Brasil e no exterior dedicam-se a estudar diferentes substância com objetivo de descobrir formas de identificar cada vez mais no início essas doenças.
Apesar de não ter cura, o diagnóstico precoce do Alzheimer possibilita que os pacientes melhorem a qualidade de vida. "Hoje, quando você faz o diagnóstico, já tem um índice de morte de neurônio muito grande e não tem como reverter", explicou a pesquisadora. As medicações existentes são compensatórias. "Elas aumentam o neurotransmissor que está faltando, mas eles continuam morrendo e chega a um ponto que o remédio não faz mais efeito", disse. Quanto mais cedo a doença é identificada, a medicação pode funcionar por mais tempo. "Abre-se uma janela para que se possa atuar mais", explicou a pesquisadora.
FONTE - http://noticias.terra.com.br/ciencia/pesquisa/estudo-da-usp-com-sangue-pode-ajudar-diagnostico-de-alzheimer,fc20f8587a2bd310VgnCLD2000000dc6eb0aRCRD.html

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quarta-feira, 20 de março de 2013

ALZHEIMER/PESQUISAS - O hiper estresse como risco para a demência

Estresse constante eleva riscos de Alzheimer, diz estudo

Os efeitos do estresse podem ser mais devastadores do que os já conhecidos, que incluem até alterações hormonais que levam ao ganho de peso. Um estudo conduzido pela Universidade Umea, na Suécia, aponta que manter-se em constante estado de alerta aumenta os riscos de desenvolver quadro de demência. As informações são do Daily Mail.
Os hormônios dos estresse inibem a atividade cerebral e, de maneira crônica, levam ao aparecimento de Alzheimer, por exemplo. As conclusões foram baseadas em testes feitos com camundongos, que com níveis elevados de hormônios do estresse, demonstraram dificuldades de aprendizado e perda de memória.

Outro sintoma do permanente quadro de tensão foram depósitos maiores da proteína beta-amilóide no cérebro, característica dos sofredores da síndrome de Alzheimer. "É importante lembrar que esse estudo não foi realizado com pessoas. Algumas pesquisas já apontaram a possibilidade de ligação entre o estresse crônico , o declinio cognitivo e o desenvolvimento de Alzheimer e outros estudos são necessários para comprovar esses links", disse Simon Ridley, chefe de uma entidade de pesquisa sobre Alzheimer da Inglaterra, comentando os resultados a publicação.

O Mal de Alzheimer é a causa mais comum de demência e afeta cerca de 27 milhões de pessoas no mundo.
fonte - http://saude.terra.com.br/doencas-e-tratamentos/estresse-constante-eleva-riscos-de-alzheimer-diz-estudo,6dd0f02cec28d31
Postado por Jorge Márcio às 21:39 Nenhum comentário:
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Marcadores: Alzheimer, Demências, Doenças Neurodegenerativas, Hormônios, Memória, Neurologia, Pesquisas, Proteína Beta-amilóide, SNC, Stres, Trabalho, Universidade

quarta-feira, 13 de março de 2013

ANTROPOLOGIA/SNC - O nosso cérebro "social" quando éramos Neandertais

Cérebro dos neandertais tinha menos espaço para relação social, diz estudo


"(imagem de um cérebro de um macaco - anthropopithecus- chipanzé, dentro de um vidro grande com substância líquida para sua conservação e preservação para estudos científicos, fonte Wikipedia)
O homem de Neandertal tinha um cérebro de tamanho similar ao do ser humano moderno, mas sua estrutura cerebral dedicava uma maior parte à visão, em detrimento de funções ligadas, por exemplo, às relações sociais, segundo um estudo britânico que será publicado nesta quarta-feira (13) na revista "Proceedings B", da Real Sociedade de Londres.
Desaparecido há 30 mil anos, o homem de Neandertal surgiu na Europa e no Oriente Médio cerca de 300 mil anos antes da nossa era, e chegou a coexistir com o ser humano moderno, o HOMO SAPIENS, antes de entrar em extinção por causas até hoje discutidas.
Eiluned Pearce e Robin Dunbar, da Universidade de Oxford, e Chris Stringer, do Museu de História Natural de Londres, compararam crânios fósseis de 32 humanos modernos e de 13 neandertais, que datam de 27 mil a 75 mil anos, principalmente da Europa e do Oriente Médio.
Dessa forma, constataram que os cérebros dos homens de Neandertal e dos homens modernos tinham aproximadamente o mesmo tamanho, mas as órbitas dos homens de Neandertal eram maiores e, consequentemente, seus olhos também eram maiores. Os neandertais tinham massa corporal maior.
'Isto nos faz pensar que o cérebro dos homens de Neandertal tinha áreas maiores, dedicadas à visão e ao domínio do corpo', explicou à AFP Eiluned Pearce, por e-mail.
Os homens de Neandertal provavelmente tiveram olhos maiores porque viviam na Europa, em latitudes onde a luz é mais escassa, enquanto o Homo Sapiens surgiu na África.
Visto que o tamanho dos dois cérebros é similar, os neandertais tinham menos espaço cerebral para outras funções cognitivas, como as vinculadas ao manejo das relações sociais.
'A estas diferenças de organização do cérebro entre homens de Neandertal e seres humanos modernos poderiam ter correspondido diferenças cognitivas entre as duas espécies', acrescentou Pearce.
Para ele, o tamanho do grupo social de um indivíduo está relacionado ao tamanho de áreas específicas do cérebro. Pelo fato de que o cérebro do homem de Neandertal estava essencialmente dedicado à visão e ao movimento, 'isto pode querer dizer que tinham áreas menores do cérebro associadas ao tratamento da complexidade social', avaliou.
Dessa forma, os homens de Neandertal teriam estado 'cognitivamente limitados a (formar) grupos menores do que os homens modernos contemporâneos'.
Essas diferenças de estrutura cerebral podem ter tido consequências importantes para o homem de Neandertal. Ao ter relações sociais menos extensas, tinha menos chances de enfrentar situações como a escassez de recursos locais.
As flutuações demográficas também incidem mais nos grupos menores, razão pela qual aumentam os riscos de extinção.
'Em suma, se os homens de Neandertal tinham grupos sociais menores, isto poderia tê-los levado à extinção de várias maneiras', reforçou Pearce.
Para Dunbar, cabe a possibilidade de que tenham estado 'mais expostos do que os homens modernos, perante os desafios ecológicos da era glacial'.
FONTE - http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2013/03/cerebro-dos-neandertais-tinha-menos-espaco-para-relacao-social-diz-estudo.html
Postado por Jorge Márcio às 12:45 Nenhum comentário:
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Marcadores: Antropologia, Arqueologia, Cérebro, Grupos Sociais, Homo Sapiens, Neandertal, Neurologia, Pesquisas, Sistema Nervoso Central, SNC, Universidade
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Jorge Márcio
Sou um cidadão brasileiro, formado em Medicina, com especialização em Psiquiatria, que exerceu atividades no campo da Saúde Mental, em Psicanálise e Psicoterapia, tendo como parte de minha formação a Análise Institucional. Como parte de minha história pessoal se liga à vivência de ser pai de duas crianças com Paralisia Cerebral,Yuri -1987/2000 e Luana - 1994, tendo criado o DEFNET - Centro de Informática e Informações sobre paralisias Cerebrais, tenho uma ativa militância na defesa de Direitos Humanos de Pessoas com Deficiência. Tenho mais duas filhas, Yasmin e Isadora que, juntamente com Luana, me inspiram, desdobrado das dobras femininas, na busca de novos conhecimentos e sabedoria para um outro Mundo possivel, onde as diferenças sejam reconhecidas e possamos ecosofica e bioéticamente encontrar outros modos de VIVER, AMAR E EXISTIR... Hoje reaprendendo com a deficiência a superar e transpor um acidente de percurso da Vida...
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