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quinta-feira, 28 de julho de 2016

PARALISIA CEREBRAL/TECNOLOGIAS - Exoesqueleto ajuda a detectar danos a crianças precocemente

Exoesqueleto robótico ajuda a prevenir Paralisias Cerebrais 

(Paralisia cerebral Não é Doença -DefNet) 


(imagem publicada - foto da publicação do Olhar Digital, com uma criança em um exoesqueleto, ou seja, um aparato robótico que se prende ao corpo e à cabeça da criança, que controla seus movimentos e os analisa através de conectores ligados a ela) 
Pesquisadores da Universidade de Oklahoma desenvolveram um exoesqueleto robótico que ajuda a prevenir a paralisia cerebral em bebês. A estrutura robótica conta com direção hidráulica, ajudando bebês com risco a desenvolver a doença (CONDIÇÃO RESULTANTE QUASE SEMPRE DE ANÓXIA OU PROBLEMAS PRÉ,PERI E PÓS NATAIS- informa o DEFNET)  a darem seus primeiros movimentos.
A paralisia cerebral pode causar danos no sistema nervoso central, infecções e lesões desde o início da vida do bebê. Para ser combatida, ela necessita que o tratamento comece o mais rápido possível. Entretanto, normalmente a doença não é diagnosticada antes de a criança completar um ano.
A mesma pesquisa envolvida na construção do exoesqueleto também desenvolveu um método para identificar quais bebês entre dois e oito meses estão mais susceptíveis a desenvolver a doença. Com o uso do exoesqueleto, essas crianças podem reverter as consequências da paralisia. De acordo com o informado pela IEEE, a equipe ainda vai realizar uma série de estudos e testes sobre como equipamento.
LEIA TAMBÉM NO BLOG INFOATIVO DEFNET - 

FREUD E A "INVENÇÃO" DA PARALISIA CEREBRAL http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2010/09/freud-e-invencao-da-paralisia-cerebral.html


segunda-feira, 22 de junho de 2015

TECNOLOGIA ASSISTIVA/DEFICIÊNCIA FÍSICA - Criada um cadeira de rodas que vira triciclo

Engenheiro cria cadeira de rodas que vira triciclo motorizado

Com apenas 11 meses de idade, o agente administrativo Marcos David teve paralisia infantil e perdeu o movimento das pernas. Depois de transformar sua cadeira de rodas em um triciclo, a vida ficou mais fácil, segundo ele
(imagem publicada - fotografia colorida da matéria com um cadeirante utilizando esse triciclo que se adapta à sua cadeira de rodas, um homem com um capacete de camisa listrada e calça jeans, com o sorriso de quem encontra uma área acessível para o uso desse veículo que lhe dá vida independente e autonomia)

Com apenas 11 meses de idade, o agente administrativo Marcos David teve paralisia infantil e perdeu o movimento das pernas. Depois de transformar sua cadeira de rodas em um triciclo, a vida ficou mais fácil, segundo ele

Com apenas 11 meses de idade, o agente administrativo Marcos David teve paralisia infantil e perdeu o movimento das pernas. Sem poder caminhar, as coisas do dia-a-dia sempre sempre foram mais difíceis para ele. Até que há cerca de dois meses, David, hoje com 41 anos de idade, conheceu um mecanismo que mudaria sua vida e facilitaria muito sua rotina, sempre tão difícil: o Kit Radical Livre.
Criado pelo engenheiro mecatrônico Júlio Oliveto Alves, 30, com o intuito de facilitar a locomoção de pessoas que têm mobilidade reduzida, o Kit Radical Livre é acoplado na cadeira de rodas e a transforma em triciclo. O aparelho tem motor elétrico e bateria de 20 quilômetros de autonomia.
"Tudo sempre foi muito difícil. Fazer coisas simples, como ir à feira, eram quase sonho. E quando eu saía sozinho, precisava sempre pedir ajuda pra alguém. Agora eu me sinto mais livre, tenho mais autonomia e não preciso depender de ninguém. A sensação de liberdade é a melhor coisa que alguém nessa situação pode sentir", disse.
A pesquisa para a criação do kit começou há cinco anos durante o projeto de mestrado em engenharia mecânica de Alves e, em 2011, o primeiro protótipo foi concluído. O lançamento do kit e disponibilização ao mercado ocorreu no início de abril, durante a 14ª edição da Feira Internacional de Tecnologias em Reabilitação, Inclusão e Acessibilidade (Reatech).
O equipamento, que se adequa à necessidade de cada usuário, já está sendo utilizado, além de São Paulo, por cadeirantes de Minas Gerais e do Rio de Janeiro. "Minha prioridade sempre foi conseguir uma forma de dar um novo estilo de vida ao cadeirante, facilitar a vida dele ao máximo", contou Júlio, que, apesar de não ter nenhum deficiente físico na família, teve o desejo despertado ao ver pessoas com dificuldade de locomoção.
Para Marcos, o kit tem sido prático e eficiente. "Em um bairro como o Itaim Paulista, em São Paulo, por exemplo, onde eu moro sozinho e as dificuldades de acessibilidade são muitas, um equipamento como esse veio realmente para mudar minha vida. Estou há cerca de dois meses com meu triciclo, mas já consigo fazer tanta coisa que antes não fazia, que não me imagino mais sem ele", contou Marcos.

Sentimento semelhante ao de Marcos vive a pedagoga aposentada Rita de Cássia Orsini, de 56 anos. Moradora da Vila Mariana, em São Paulo, Rita teve as duas pernas amputadas há 11 anos por conta de uma infecção e pensou que nunca mais poderia sentir o prazer de estar livre pela rua, até que descobriu o equipamento.

"É uma sensação de liberdade maravilhosa. Antes, eu dependia do carro pra tudo. Poder chegar ao shopping, ao mercado, por exemplo, pela calçada, é sensacional. E pra mim, a sensação foi ainda melhor porque eu me sinto na minha antiga moto. O aparelho me proporciona um misto de tranquilidade, segurança com liberdade indescritível", concluiu.
O equipamento poderia estar no mercado há mais tempo. Depois de o ficar protótipo pronto e o requerimento da patente ter sido enviado em 2012, o engenheiro chegou a apresentar a ideia em duas feiras, mas não houve interesse de parceira de nenhuma empresa do setor.
O engenheiro resolveu, então, empreender com a ajuda do irmão, o administrador de empresas Lúcio Oliveto Alves e criar a empresa Livre – Sistemas Motorizados Multifuncionais, sediada em São José dos Campos (SP).
"A reação dos cadeirantes que testavam o equipamento me motivou e não me deixou desistir. Eles pareciam criança com brinquedo novo. E eu sabia que poderia fazer a diferença na vida deles, por isso decidimos abrir a empresa", disse.
Como funciona
O Kit Radical Livre é composto por uma roda dianteira, um motor elétrico (com acelerador eletrônico disponível no guidão), freio duplo, bateria, um par de retrovisores e farois dianteiro e traseiro. "Para mim, o importante é ver o sorriso no rosto de cada usuário que nesse veículo esquece que está em uma cadeira de rodas. E, além disso, o design ficou tão interessante que até quem não é cadeirante sente vontade de guiar", concluiu.
O kit já foi lançado com 10 versões diferentes, com variedade de cor, motor, bateria, velocidade e tamanho do pneu. A versão básica, com potência de 350w e roda-padrão de 20 polegadas, custa R$ 4.990. Com as diversas combinações, o preço pode chegar a R$ 8.500, incluindo uma bateria reserva. 
Serviço:
radical@kitlivre.com
FONTE - http://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/redacao/2015/05/04/engenheiro-cria-cadeira-de-rodas-que-vira-triciclo-motorizado.htm

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

PARALISIA CEREBRAL/ESPORTES - Menino melhora sua mobilidade através do surf

Menino com paralisia cerebral começa a andar após praticar surfe

Antes de entrar no mar, garoto faz alongamento e exercícios lúdicos.
Escola Radical, em Santos, é a primeira pública de surfe no país.


Raphael surfando no mar em Santos, SP (Foto: Mariane Rossi/G1)
(imagem - foto colorida de Raphael, sobre uma prancha de surf no mar, de braços abertos e com um lindo sorriso, demonstrando seu equilíbrio aprimorado pela prática desse esporte adaptado á sua condição de pessoa com paralisia cerebral (que não é uma doença e sim uma deficiência), fotografia de Mariane Rossi G1)

Uma criança de Santos no litoral de São Paulo, diagnosticada com paralisia cerebral, surpreendeu a família e os professores ao aprender a andar 8 meses após começar a praticar aulas de surfe. Raphael dos Santos, de 12 anos, conseguiu deixar a cadeira de rodas aos 10 e, atualmente, chega às aulas caminhando, sempre ao lado da mãe.

A luta do menino começou nos primeiros dias de vida. "Ele nasceu praticamente morto, mas Deus me deu ele de volta", conta a mãe, Fabiana dos Santos. O garoto ficou alguns dias em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e depois foi levado para casa. Porém, nos primeiros meses, Fabiana percebeu que o filho era diferente das outras crianças. "Uma doutora me disse que ele não tinha capacidade de andar, de falar nem de sentar. A médica disse que ele iria ficar mole, como quando estava no meu colo", diz. Pouco tempo depois, Raphael foi diagnosticado com paralisia cerebral.
Separada do marido, Fabiana passou a levar o menino à Casa da Esperança para receber tratamento específico, com a ajuda da avó dele. O garoto foi crescendo, mas não conseguia andar nem falar, só engatinhava e ficava sentado. Aos 9 anos, Raphael passou por uma cirurgia nas pernas e ficou em uma cadeira de rodas. Logo depois, o surfe surgiu na vida dele.
"Eu conheci um amigo do Cisco (surfista) que trabalha com fisioterapia e ele me indicou as aulas", lembra a mãe.
Mesmo com medo, Fabiana resolveu levar o menino para a Escola Radical, em Santos, a primeira pública de surfe no país, coordenada por Cisco Araña. No primeiro dia de aula, Raphael não saía da cadeira de rodas. Por causa da cirurgia, as pernas dele só ficavam esticadas e ainda não haviam voltado ao normal.
"O Cisco o levou para o mar. Eu pensei que iriam afogar meu filho, fiquei na areia olhando, eu tremia. No dia seguinte, fomos de novo", revela a mãe.
O professor Leonardo Scarpa acompanhou Rapha, como ele começou a ser chamado por todos, nos primeiros dias de aula. O instrutor lembra que o garoto tinha muitas dificuldades de locomoção.
"Ele veio para cá no formato da cadeira de rodas, bem travadinho mesmo. Ele não tinha muito controle do pescoço. Mas, pelo simples fato de ficar deitado na prancha, ele tinha que levantar para não ir água no rosto e na boca dele", explica.
O contato com o professor foi crescendo a cada aula. Antes de entrar no mar, Scarpa incentivava Rapha a fazer exercícios de alongamento e brincadeiras lúdicas. A intenção era fazer com que o garoto soltasse mais as pernas e também sentisse a liberdade de uma vida em meio à natureza.
"Como ele é criança, o importante é brincar mesmo. Por mais difícil que seja, ele está aqui na praia, fazendo amigos, conhecendo pessoas. E, por mais que seja adaptado, ele está se divertindo, fazendo uma atividade de que gosta", destaca o professor.
Depois de uma semana de surfe, as pernas de Rapha começaram a dobrar novamente e ele voltou a engatinhar. Mas a grande superação do menino ainda estava por vir.
"Aconteceu com 8 meses de aulas, foi no Dia das Mães. Eu fui colocar a roupa na máquina de lavar e, quando voltei para a sala, ele estava em pé e deu 8 passos. Foi uma surpresa", recorda a mãe. Segundo Fabiana, em todas as consultas médicas, os profissionais afirmavam que seu filho nunca daria um único passo.
Para a mãe do garoto, o esporte foi responsável pela melhora dele. "Eu pensava que, com o surfe, não aconteceria nada, mas vi meu filho andar. Eu estava esperando por isso há 10 anos. Foi muito rápido, foi o surfe", afirma Fabiana.
Além disso, Raphael desenvolveu a fala. Os professores pediam que o menino conversasse com eles, que deixasse de apontar para os objetos e usasse palavras para dizer o que queria. "Ele tentava falar várias vezes. Na terceira, conseguia falar direito", conta a mãe.
Agora, Rapha já largou a cadeira de rodas. Hoje, o menino caminha com dificuldade até o mar, com a ajuda da mãe, dos colegas e professores da escolinha de surfe.
"Ele não vê a hora de ir para a água. Eu só fico na torcida e, quando ele pega uma onda, brinco dizendo que ele é o 'Titanic da Mamãe'", diz Fabiana. Após o alongamento, Rapha entra na água com a ajuda dos professores. O menino então sobe na prancha – usada normalmente por pessoas cegas, já que é mais macia e tem algumas características que melhoram a postura do deficiente –, dá meia-volta e aguarda uma onda perfeita para fazer aquilo de que mais gosta.

Para o surfista Cisco Araña, a evolução do aluno foi resultado de um trabalho feito com amor. Ele conta que Rapha progrediu muito, tanto no aspecto físico quanto mental. E acredita que o esporte, principalmente o surfe, realmente pode mudar vidas.
"O mar tem vários minerais essenciais à saúde. O movimento das ondas faz um trabalho para as pernas melhorarem, ajuda na articulação, na lateralidade [predominância motora de um dos lados do corpo] e na coordenação motora", explica Araña.
Segundo ele, também há a vitamina D vinda do sol e o ar puro da praia. "A atmosfera de amor, de compartilhar com o outro, de trocar experiências faz muita diferença, como fez para o Raphael", enumera o surfista.
A professora Carolina Coelho Leite, que também acompanhou as aulas do garoto, conta que o viu crescendo e se desenvolvendo. Para ela, Rapha é um exemplo para muitos.
"Aqui é um ambiente que proporciona um novo desafio de se portar dentro da água. Eu pego onda e, se para mim já é mágico, imagina para ele. É uma lição de vida. O limite está na cabeça. É bem legal, eu agradeço essa oportunidade", afirma a professora.
Já para o professor Leo, cada superação do garoto é uma alegria diária. Além disso, ele percebe que Rapha fica animado a cada aula de surfe.
"Hoje, ele já brinca, é muito mais tranquilo. O que o motiva a vir aqui é o oceano. É legal estar participando disso, mas o mérito é do mar", diz. Além da melhora física, Leo acredita que o esporte ajuda na autoestima e na vida social do menino.
"Para mim, é gratificante estar participando do processo. Foi o que mais me motivou a ficar aqui. É uma amizade para sempre", ressalta o professor.
Surfe para deficientes
Cisco Araña foi o responsável por criar a escolinha pública de surfe de Santos. Ele teve a oportunidade de lidar com pessoas de todas as idades e com diversas deficiências, promovendo a inclusão. O professor transformou o surfe não apenas em um esporte para essas pessoas, mas também em um meio social para agregar idosos, deficientes e todos os tipos de pessoa no mar.
O surfista criou uma prancha própria para cegos, especialmente para Valdemir Pereira Corrêa, o Val, que foi o primeiro surfista com deficiência visual do Brasil e começou a praticar o esporte em Santos.
"Ele fez muita diferença. A partir do Val, é que vieram outras pessoas. Nós criamos a prancha, daí vieram os outros, com déficit de atenção, síndrome de down, tetraplegia", lembra Araña.

O professor conta que o projeto foi surgindo aos poucos. "A primeira turma que veio para cá foi de surdos. A gente começou a trabalhar com eles, e o resultado foi positivo. Os desenhos vieram mais coloridos, começaram a reparar nas coisas e surgiram sorrisos", diz o surfista.

Agora, a ideia de Araña é criar, a partir de maio, um núcleo de terapia com pranchas adaptadas. Para isso, ele busca apoiadores para o projeto.
"Vamos triplicar o nosso amor e a nossa doação por essa causa", acredita.
FONTE - http://g1.globo.com/sp/santos-regiao/noticia/2014/02/menino-com-paralisia-cerebral-comeca-andar-apos-praticar-surfe.html
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UM MUNDO PARA VOAR http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2009/12/um-mundo-para-voar.html

domingo, 22 de setembro de 2013

PESSOAS COM DEFICIÊNCIA/SÍMBOLOS - Mudamos o símbolo de acessibilidade, que representa deficiências físicas?

Grupo quer 'atualizar' símbolo de acesso a deficientes

O símbolo que representa uma pessoa em uma cadeira de rodas se tornou um dos ícones mais usados e instantaneamente reconhecidos no mundo para representar deficientes físicos. Em circulação desde 1969, esse "símbolo internacional de acessibilidade" está presente no transporte coletivo, em vagas de estacionamento e em milhões de edifícios.
Símbolo tradicional e o novo, do grupo Accessible Icon Project

Mas um grupo de designers americanos autodenominado Accessible Icon Project quer, agora, dar a ele um "ar" mais atual - ou mesmo paraolímpico

Seu novo desenho é baseado no antigo, mas mostra a figura inclinando-se para a frente, ativamente empurrando sua cadeira de rodas.
A ideia por trás disso é que o antigo desenho "tem pernas e braços que parecem mecânicos, sua postura é ereta de forma não natural e seu visual completo torna visível a cadeira de rodas, e não a pessoa", diz o site do grupo.
O novo ícone começou a ser usado como uma espécie de "arte de guerrilha" em um campus universitário em Boston, diz a artista Sara Henson, palestrante na Escola de Design de Rhode Island.
Segundo ela, o desenho é "uma metáfora de autodeterminação" e o antigo símbolo já se tornou praticamente invisível para as pessoas.
O ícone do projeto começou a despertar interesse em diferentes partes do mundo, dos EUA à América Latina e à Índia.
"Estamos ansiosamente de olho no que acontece em Nova York, cidade que disse que implementaria o novo símbolo, mas está atualmente na fase da burocracia", diz Hendron. "Enquanto isso, recebemos (pedidos) de outras cidades, bem como de organizações e instituições." 
Dúvida 
Mas a adoção do símbolo depende de diversos fatores. Barry Gray integra o comitê de símbolos gráficos da Organização Internacional de Padronização (ISO, na sigla em inglês). Ele gosta da ideia de Hendron, mas alega que seu significado não está claro.
"A ideia do design está relacionada a uma cadeira de rodas em velocidade, mas não estamos tentando criar um símbolo de uma cadeira de corridas", argumenta. "Tenta-se passar a ideia de que o caminho sinalizado é por onde você entra no prédio, e não por onde você vai sair em disparada."
E há outra questão envolvendo o símbolo antigo, e não necessariamente resolvida pelo novo: ele representa um usuário de cadeira de rodas, mas foi criado para simbolizar acesso também para deficientes visuais e outros que não necessariamente usem a cadeira.
A artista visual Caroline Cardus defende que o símbolo global sequer tenha a cadeira. "Se as demais deficiências não estão representadas, a mensagem subliminar é de que, se o local é adaptado para cadeiras de rodas, então os demais podem se virar - e isso não ajuda em nada."
Cardus acha que a acessibilidade talvez possa ser representada por símbolos que incluam a letra "A" - ou a letra pela qual a palavra acessibilidade comece em cada idioma. E sugere que incorpore, por exemplo, cores de fundo para dar informações extras, como se o local tem ou não degraus.
Dificuldades
Gray, por sua vez, diz que há conversas para melhorar a identificação de acessibilidade de um local para, por exemplo, pessoas com deficiências mentais - mas alega que isso é muito difícil de descrever visualmente.
O símbolo de uma orelha, por exemplo, indica a presença de sistemas de auxílio auditivo; e outros símbolos mais específicos de acessibilidade começam a se popularizar. Gray cita, entre eles, o ícone de uma pessoa segurando a mão da outra, que serve para indicar a existência de pontos de ajuda para pessoas com dificuldades cognitivas.
E Hendron admite que há limites para o que pode ser obtido com símbolos gráficos: "Não uso muito saias, mas o ícone de banheiros femininos costuma ser o da mulher de saia. Há um problema nisso? Provavelmente, mas é uma falha que eu aceito porque (o símbolo) me permite identificá-lo rapidamente."
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UM DIA NÓS SEREMOS QUAL CIF? As Deficiências e sua(s) Classificação(ões) http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2011/11/um-dia-nos-seremos-qual-cif-as_28.html

domingo, 19 de maio de 2013

TECNOLOGIAS ASSISTIVAS/AVANÇOS - Projeto BrainAble auxilia pessoas com deficiências em redes sociais

Sistema usa sinais cerebrais para melhorar interação de pessoas com deficiência

Protótipo permite executar ações como escrever e usar redes sociais por meio da leitura dos sinais elétricos do cérebro


Pesquisadores europeus desenvolveram um novo sistema capaz de interpretar os sinais cerebrais das pessoas com deficiência e os ajudar a interagir com o meio ambiente.
O projeto BrainAble visa melhorar a autonomia dos pacientes com deficiências físicas graves.

Segundo os pesquisadores, o protótipo permite que as pessoas executem ações que não podiam de outro modo, tais como a escrita e comunicação em redes sociais, ligar e desligar a luz ou a televisão, controlar qualquer aparelho digital em casa, como uma cadeira de rodas, e explorar ambientes virtuais para o seu entretenimento. E tudo isso é possível simplesmente por meio da leitura dos sinais elétricos do cérebro, sem mover um músculo.

O sistema consiste em uma combinação de interfaces humano-computador composta de sensores cerebrais e outros sensores fisiológicos que medem o estado físico e emocional de uma pessoa (computação afetiva) com ambientes de realidade virtual, e a conexão dessas interfaces com casas inteligentes e redes sociais online.

A combinação de tecnologias permite que o protótipo BrainAble leia os impulsos cerebrais gerados pelo usuário para realizar uma determinada atividade (por exemplo, a mudança do canal de televisão), os interprete e aja em nome do paciente, em casa ou no ambiente social.

Além disso, o sistema aprende hábitos do utilizador e tenta compreender o contexto em que eles estão sendo usadas, tentando automatizar algumas ações comuns (por exemplo, regulando a temperatura da casa de acordo com o gosto do utilizador).

Ele também pode monitorar se o paciente está cansado e dar-lhes mais autonomia em suas vidas diárias. O sistema BrainAble permite que as pessoas com deficiências funcionais graves melhorem sua inclusão social e a qualidade de vida.

Como funciona

O sistema usa um capacete equipado com eletrodos para capturar os pequenos sinais elétricos gerados pelo cérebro. Os usuários são treinados para gerar sinais que o sistema pode traduzir em ação.

A incorporação da inteligência na plataforma permite que o sistema entenda o ambiente, o contexto do usuário e os hábitos e possa reagir de uma forma pró-ativa.

Os pesquisadores da BrainAble desenvolveram um aplicativo para que o usuário possa controlar remotamente um robô com características de telepresença. Eles podem manobrar o robô em casa, realizar ações diferentes e até mesmo se comunicar com as pessoas, tudo sem sair de cama.

Ao longo da execução do projeto, um total de 69 usuários com deficiência, além de outros usuários saudáveis, testou individualmente e avaliou não apenas os vários componentes do sistema, mas também o protótipo completo em um ciclo de três interações, desde a definição dos requisitos iniciais para posterior validação e melhoria contínua dos desenvolvimentos.

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SEREMOS, NO FUTURO, CIBORGUES? PARA ALÉM DE NOSSAS DEFICIÊNCIAS HUMANAS http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2012/02/seremos-no-futuro-ciborgues-para-alem.html

quinta-feira, 28 de março de 2013

DOENÇAS RARAS/SUPERAÇÃO - Jovem gaúcho com Atrofia Muscular cria teclado virtual e é mestre na UFRGS

Com doença rara, aluno da UFRGS cria teclado virtual e conclui mestrado

Cláudio Luciano Dusik desenvolveu um teclado virtual que agora será disponibilizado para facilitar a interação de outras pessoas com deficiência

Orgulhosa, a mãe beija Dusik após a conclusão do mestrado na UFRGS Foto: Thiago Cruz/UFRGS
*(imagem - foto colorida de  Cláudio, de óculos, segurando com a mão esquerda um mouse, sobre um adaptação, com um sorriso ao ser beijado no rosto por sua mãe, que está orgulhosa do filho pela conclusão do mestrado - fotografia de Thiago Cruz Ufrgs)

Portador de uma doença degenerativa, Cláudio Luciano Dusik, 36 anos, deu exemplo de superação nesta semana ao se tornar o primeiro estudante com deficiência física da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) ao concluir o mestrado em educação. Formado em psicologia, Dusik é portador de atrofia muscular espinhal, uma doença rara (ocorre em média um caso a cada 10 mil nascimentos) que causa degeneração dos neurônios motores.


Ao contar com o movimento de apenas um dedo, ele utiliza o mouse do computador para digitar a acessar a internet, com autonomia. Com conhecimentos em informática, Dusik foi estimulado no mestrado a lapidar o teclado virtual que utilizada. O software foi então aperfeiçoado e permite agora que pessoas com diferentes limitações possam utilizá-lo, a partir de uma característica de adaptação.
A dissertação apresentada na manhã de ontem detalha a nova tecnologia - o aplicativo de um teclado virtual - e relata exemplos de cinco usuários. O estudante pretende agora colocar sua criação livremente à disposição de pessoas que, a exemplo dele, necessitem do recurso para poder escrever com apoio do computador e interagir virtualmente.
Superação
O uso da cadeira de rodas não impediu o estudante de levar adiante sua pesquisa. Ele cursou todas as disciplinas de forma presencial e semi presencial. Nos deslocamentos de Esteio, onde mora, até Porto Alegre, o estudante contou com a companhia da mãe no transporte especial. Muitas orientações da professora Lucila Maria Costi Santarosa foram feitas pelo Skype para que ele não precisasse vir à Faculdade de Educação.
A mãe de Dusik, Elza Arnoldo, disse que o filho é um exemplo de que é possível às pessoas com deficiência vencer o medo, a vergonha e o receio de enfrentar os desafios. "Quando criança, os médicos diziam que o Cláudio teria de sete a 14 anos de vida. Vivíamos em luto. Ele foi para a escola só para brincar e ter amigos. Hoje está defendendo seu mestrado. É um exemplo para todas as pessoas com deficiência", comentou Elza.
Ela também lembrou que ao enfrentar as barreiras, o filho provocou alterações nas vias públicas, na disponibilização de transportes e na acessibilidade aos locais de estudos.


FONTE- http://noticias.terra.com.br/educacao/com-doenca-rara-aluno-da-ufrgs-cria-teclado-virtual-e-conclui-mestrado,bb83000ef4dad310VgnVCM5000009ccceb0aRCRD.html

LEIA TAMBÉM SOBRE OUTRAS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA NA UNIVERSIDADE NO MEU BLOG INFOATIVODEFNET - 

SEREMOS 300? 01 pCpara cada PC, DO LIMÓGRAFO AO COMPUTADOR http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2009/11/infoativo.html

quarta-feira, 20 de março de 2013

PESSOAS COM DEFICIÊNCIA/DIREITOS - Na Irlanda jovem com deficiência luta e consegue garantia de direitos

Irlandesa sem membros opõe-se a corte de ajuda para  pessoas com deficiências

Adolescente Joanne O'Riordan obrigou governo do país a voltar atrás em decisão, postando um vídeo que se tornou viral na internet.

Joanne, de 16 anos, é porta-voz da luta de pessoas com deficiência (Foto: BBC)
(imagem - foto colorida da jovem Joanne, utilizando o rosto e apoiando uma caneta com o que lhe resta de seu braço,  que se tornou porta-voz das pessoas com deficiência na Irlanda -fotografia da BBC)

A história da irlandesa Joanne O'Riordan, de 16 anos, tem sido motivo de comoção em seu país já há muito tempo.
Quando ela era apenas um bebê, seus pais foram a um conhecido programa de televisão para falar sobre como a grave deficiência da filha – a garota não tem braços nem pernas – não havia abalado sua confiança de que ela teria um grande futuro.
Agora, Joanne tornou-se porta-voz da luta pelos direitos das pessoas com deficiência na Irlanda. A menina voltou a ganhar os holofotes da mídia quando postou um vídeo na internet – que se tornou viral – em que o atual primeiro-ministro irlandês, Enda Kenny, prometia a ela que não faria cortes nas ajudas financeiras e nos serviços oferecidos aos deficientes.
A questão é que o corte dessas ajudas foi justamente uma das primeiras medidas anunciadas por Kenny para lidar com a crise fiscal no país. Logo após o anúncio do pacote de cortes, Joanne não só publicou o vídeo na web como enviou uma carta ao jornal "Irish Examiner" expressando seu desapontamento.
A história repercutiu tão negativamente que o governo foi obrigado a voltar atrás na medida. Depois disso, Joanne foi convidada por programas de TV para contar sua história e falar sobre os direitos dos deficientes.
Com um discurso que a imprensa local descreveu como eloquente e cativante, e uma determinação notável e de grande senso de humor, a menina conquistou o público irlandês e causou um grande impacto nas mídias sociais.
"Pensava que o meu seria só mais um protesto varrido para debaixo do carpete", disse Joanne. "Coisa de um dia."
Vida com deficiência
Hoje, a adolescente frequenta uma pequena escola secundária, mas em 2014 irá para a universidade, onde quer estudar jornalismo.
Para a menina, o mais difícil de sua deficiência é o fato de que não pode fazer nada sozinha.
"Agora que estou ficando mais velha, às vezes quero arrumar o cabelo e fazer uma maquiagem. Outro dia, quando ia a uma festa, tive de esperar que minha irmã Gillian chegasse para me ajudar."
"Não posso simplesmente fazer minhas coisas, como me jogar no sofá com o controle remoto para ver TV."
Em abril de 2012, Joanne participou de um evento na sede da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, em que falou sobre o papel da tecnologia em sua vida.
No fim do discurso, ela pediu aos especialistas que estavam na plateia para desenvolver um robô que lhe desse mais autonomia. Agora, técnicos ligados à empresa Apple e ao Massachussetts Institute of Technology (MIT) têm visitado a jovem irlandesa para entender melhor quais são suas necessidades.
Joanne usa tecnologia todos os dias. Ela opera seu celular e laptop com a boca, o nariz ou a parte de braço que tem. Segurando uma caneta com os lábios, a garota diz que pode escrever 36 palavras por minuto no teclado.
Em 2012, a menina ganhou o prêmio de Jovem Pessoa do Ano na Irlanda. E este ano, seu irmão, Steven, deve lançar um filme sobre ela. Steven já é um documentarista de sucesso na Irlanda, mas, cada vez mais, os moradores do país se referem a ele como "o irmão de Joanne".
"O documentário deve motivar quem o vê', diz a jovem. "As pessoas devem sair do cinema sentindo que podem subir o Everest. Steven quer ganhar o Oscar...mas eu só quero ser a nova Kim Kardashian", brinca
FONTE - http://g1.globo.com/mundo/noticia/2013/03/irlandesa-sem-membros-vira-celebridade-opondo-se-a-corte-de-ajuda-a-deficientes.html
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VULNERAÇÃO E MÍDIA NO COTIDIANO DAS DEFICIÊNCIAS http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2011/04/vulneracao-e-midia-no-cotidiano-das.html

domingo, 17 de março de 2013

ACESSIBILIDADE/PRAIAS - Em Recife a Boa Viagem deverá ser acessível

Praia de Boa Viagem ganha projeto de acessibilidade

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*(imagem - foto colorida de uma mulher com deficiência com colete salva vidas e utilizando uma cadeira anfíbia que é empurrada por um homem, também de colete salva-vidas, dentro do mar, como parte do Projeto Praia Sem Barreiras)

Com a implantação de uma esteira do calçadão até o mar, do aluguel de cadeiras anfíbias e da instalação de semáforos sonoros, a Praia de Boa Viagem, na Zona Sul do Recife, deve tornar-se mais acessível às pessoas com deficiência. O lançamento do projeto, intitulado Praia sem Barreiras, está marcado para este domingo (17), às 10h. 

Depois de adiarem a cerimônia por causa da agenda do governador Eduardo Campos, ele e o prefeito Geraldo Julio vão a Boa Viagem neste domingo para inaugurar a primeira rota com níveis de acessibilidade do bairro de Boa Viagem. As pessoas com mobilidade reduzida podem pegar a rota que sai da parada 15, na Avenida Conselheiro Aguiar, percorrendo a calçada do lado direito da Rua Bruno Veloso, até o Internacional Palace Hotel, na Avenida Boa Viagem.

De acordo com a Prefeitura do Recife, foram construídas 11 rampas: cinco na Avenida Boa Viagem, quatro na Rua dos Navegantes e duas na Avenida Conselheiro Aguiar. Para os deficientes visuais, o benefício veio em dois semáforos sonoros, um na na esquina da Rua dos Navegantes com a Rua Bruno Veloso e outro na Avenida Boa Viagem com a Bruno Veloso.

Serão disponibilizadas as chamadas cadeiras anfíbias, adaptadas para a água, que permitem ao cadeirante chegar ao mar. O acesso será através da esteira do calçadão até o mar. Os esportes paralímpicos, como o vôlei sentado, poderão ser praticados na arena de lazer também montada na praia. Além disso, obstáculos como pinos de ferro e orelhões foram retirados e corrimões foram instalados nas rampas e nas escadas que dão acesso à faixa de areia. Outras ações envolveram a pintura das travessias de pedestres e a implantação de placas de trânsito ao longo da avenida beira-mar.

FONTE - http://ne10.uol.com.br/canal/cotidiano/grande-recife/noticia/2013/03/16/praia-de-boa-viagem-ganha-projeto-de-acessibilidade-406077.php

terça-feira, 12 de março de 2013

PESSOAS COM DEFICIÊNCIA/TRANSPORTE ACESSÍVEL - Bondinho de Santa Teresa terá acessibilidade no RJ

Projeto de bondinho de Santa Teresa prevê facilidade para cadeirantes
POR CHRISTINA NASCIMENTO
RIO DE JANEIRO -  Previsto para voltar a circular somente em 2014, o bonde DE SANTA TERESA PROMETE SER INOVADOR  PELO MENOS EM UM QUESITO: ACESSIBILIDADE.
Foto: Banco de imagens
(Imagem - foto colorida de dois bondes da cor amarela em um espaço para sua manutenção e reforma - fotografia de banco de imagens)
Previsto para voltar a circular somente em 2014, o bonde de Santa Teresa promete ser inovador em pelo menos em um quesito: acessibilidade. Se o projeto que prevê um espaço no meio do corredor dos carros para cadeirantes sair do papel, o Rio terá o primeiro bondinho do mundo adaptado para PESSOAS COM DEFICIÊNCIA. 
(o DEFNET informa que o termo utilizado na  matéria é incorreto, conforme Decreto recente, 6949/2009, a Convenção sobre os Direitos das PESSOAS COM DEFICIÊNCIA, e não se deve mais utilizar, principalmente na mídia o termo "necessidades especiais", muito menos "portadores).
A ideia é que o cadeirante acesse o bonde por um elevador, que ficará em alguns pontos de embarque  e desembarque do bairro. Para isso, seria colocada porta na lateral do carro. A proposta, no entanto, precisa de aprovação do Inepac (Instituto Estadual do Patrimônio Cultural) e do Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional). A resposta deve ser dada até o fim do mês.
Outra novidade em fase de análise é que, em vez de apenas um bondinho circular, dois fariam o trajeto. Os carros ficariam acoplados. Um teria acessibilidade e outro, não.

“Estamos estudando essa possibilidade de acessibilidade, mas ainda não é algo que foi fechado. O Inepac está nos acompanhando neste processo. Com o elevador, o design do bonde não será afetado tanto. Além disso, eles já circularam acoplados no passado”, explicou o presidente da Central Logística do governo do Estado, Eduardo Macedo.

Para adaptar um bondinho tradicional, será necessário fazer um reforço na sua estrutura. A acessibilidade não era uma exigência do edital de licitação, mas foi colocada como uma possibilidade para que o veículo seja ‘politicamente correto”. De acordo com Massimo Giovanna, presidente da TTrans — empresa que ganhou a concorrência pública para fabricar os 14 bondinhos que vão circular em Santa Teresa —, a adaptação não trará nenhum custo adicional ao projeto.

“Assim que os órgãos responsáveis aprovarem as alterações para cadeirantes, entregaremos o primeiro bonde em seis meses. Os restantes vão ficar prontos um a cada mês”, afirmou Giovanna, que formou equipe multidisciplinar para o projeto pioneiro.
Nesta segunda-feira, o governo do Estado afirmou que não haverá suspensão da revitalização dos bondinhos de Santa Teresa com a perda dos royalties.


Licitação ainda está parada



A licitação para os trilhos do sistema de bonde e para a rede aérea de cabos e fios ainda está parada na Secretaria da Casa Civil. Segundo a assessoria do governo do Estado, a documentação está em fase de análise. Não há previsão para ser concluída.

Duas empresas estão participando da concorrência pública. Quando Santa Teresa começar a receber as obras para a circulação dos bondinhos, muitas ruas ficarão interditadas e vários buracos serão abertos para a instalação da fundação da estrutura férrea. O presidente da Central Logística, Eduardo Macedo, afirmou que os bondinhos vão funcionar por trechos, à medida em que as obras forem sendo concluídas.
fonte - http://odia.ig.com.br/portal/rio/bonde-com-acesso-para-portadores-de-necessidades-especiais-1.559535

domingo, 10 de março de 2013

ACESSIBILIDADE/COMÉRCIO - No Piauí as lojas de roupas se tornarão ACESSÍVEIS, por lei

Lei: lojas do Piauí terão que ter provadores com acessibilidade
*(Imagem de divulgação - foto colorida de uma cabine ou provador para roupas com barras laterais incluídas em seu interior)

O governador Wilson Martins (PSB) sancionou o projeto do deputado estadual Flávio Nogueira Júnior (PDT) que torna obrigatória a instalação de provadores de roupas adaptados à população com  DEFICIÊNCIA ou mobilidade reduzida. 

A lei se aplica a todos os estabelecimentos que comercializem roupas, vestuário, indumentárias ou similares. “Pela lei, pelo menos um provador deve ser adaptado a essas pessoas com  DEFICIÊNCIA explicou o parlamentar.

Os estabelecimentos serão obrigados a fixar uma placa informativa da nova legislação.O Procon e outros órgãos de fiscalização do Estado serão obrigados a fazer a fiscalização. Os estabelecimentos terão 180 dias para se adaptar a nova legislação.

Em casos de descumprimento da lei, o estabelecimento pode sofrer sanções que variam de notificação, advertência, pagamento de multa de 200 UFrs, podendo chegar até a cassação do alvará de funcionamento do estabelecimento. 
FONTE - http://www.cidadeverde.com/lei-lojas-do-piaui-terao-que-ter-provadores-com-acessibilidade-127117
NOTA - DEFNET - O termo "necessidades especiais foi substituído no texto da matéria pois já está ultrapassado e não segue a legislação sobre o termo correto e aprovado pelo Decreto 6949/2009 que é PESSOAS COM DEFICIÊNCIA, e lembrar que os estabelecimentos deveriam também se preparar para seguir todas as normas de acessibilidade já transformadas em lei, bem como atender ao máximo as diferenças humanas ligadas a deficiências, e não apenas às deficiências físicas)

PARALISIAS CEREBRAIS/UNIVERSIDADE - Jovem com Paralisia Cerebral na UECEará em busca de Acessibilidade

Jovem enfrenta muitos desafios

Danielle Cardoso, 19, sofre de paralisia cerebral. Passou no vestibular para cursar bacharelado em Letras. É a primeira aluna da Universidade Estadual do Ceará (Uece) nessas condições. (obs - ninguém "sofre" de Paralisias Cerebrais pois NÃO são doenças e sim deficiências físicas e neuromotoras, e não contagiam ninguém a não ser de Afeto...)
(imagem - foto colorida da sala de aula da Universidade Estadual do Ceará onde aparece em primeiro plano a jovem Danielle, com uma blusa vermelha, à frente de sua turma e com um laptop, sentada em sua cadeira de rodas)

O POVO *(jornal) acompanhou Danielle e sua mãe Fátima num dia de aula até o campus da universidade, no Bairro de Fátima, e na volta para casa, no Mondubim. É visível a falta de acessibilidade para pessoas com deficiência. Não só na instituição, mas em todo o trajeto percorrido.
Nada facilita a locomoção de Danielle. Na primeira semana, ela, que usa cadeira de rodas, precisou ser levada nos braços por um antigo professor, Wilson Fraga, para conseguir chegar à sala de aula. Ele é diretor da Escola Estadual Presidente Vargas, onde Danielle cursou o ensino médio. “O que queremos é muito simples. Ela quer apenas exercer o direito de ir e vir”, afirma ele. A solução encontrada pela coordenação do curso foi transferir todas as disciplinas em que Danielle está matriculada para o térreo. Ainda assim, há problemas. A jovem precisa de uma mesa especial, no lugar das cadeiras de braço. Por enquanto, ela usa a mesa dos professores para colocar o notebook para acompanhar as aulas.
As dificuldades não fazem mãe e filha esmorecerem. Dona Fátima inclina seu corpo franzino para frente, ganhando impulso para empurrar a filha. Uma rampa, a única encontrada na parte externa da Uece, estava ocupada por uma motocicleta. Na rua, o jeito é disputar espaço com os carros. Nos quarteirões que separam a Uece e uma parada de ônibus na avenida 13 de Maio, não há calçadas acessíveis. Isso dificulta a chegada de Danielle até a faixa de pedestres. Para não perder a condução, ela atravessa a avenida em meio aos carros.
Por conta de um caminhão parado na avenida, os dois primeiros ônibus adaptados para cadeirantes não param. Somente na quinta condução é que Danielle consegue entrar. Ao desembarcar no Parque Presidente Vargas, próximo ao bairro Mondubim, as dificuldades continuam. A rua até a casa da jovem é de paralelepípedo. As pedras pontiagudas provocam solavancos na cadeira de rodas.
Todas as adversidades só aumentam a vontade da garota de seguir em frente. “Resolvi fazer Letras porque amo a língua portuguesa”, afirma ela. A diversão de Danielle é a Internet. Ela escreve textos, em sua maioria sobre suas experiências, e publica em blogs e na rede social Facebook.
Mãe, filha e irmão de um ano e meio sobrevivem com um salário mínimo, benefício que Danielle conseguiu por conta de sua condição, mas dispensam o sentimento de pena. “Ainda vão ouvir falar muito de minha filha”, diz dona Fátima.
 ENTENDA A NOTÍCIA
Segundo a coordenadora do curso de Letras, Koema Escórcio, Danielle Cardoso é a primeira aluna da Uece com paralisia cerebral. Ela enfrentou o vestibular sem qualquer benefício por conta de sua condição.
A jovem Danielle Cardoso, 19 anos, é a primeira pessoa com paralisia cerebral a se tornar aluna da Uece. Ela passou no vestibular para o curso de Letras. Falta de acessibilidade é o maior entrave para a jovem.Fonte - http://www.opovo.com.br/app/opovo/fortaleza/2013/03/09/noticiasjornalfortaleza,3019541/jovem-enfrenta-muitos-desafios.shtml
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sexta-feira, 8 de março de 2013

PESSOAS COM DEFICIÊNCIA/DOENÇAS RARAS - Projeto de Lei 48125/12 cria atendimento para casos graves

Proposta cria serviço para atender pessoa com deficiência severa ou doença rara

A Câmara analisa o Projeto de Lei 4815/12, da deputada Mara Gabrilli (PSDB-SP), que institui o serviço de apoio especializado para atividades da vida diária, destinado a pessoas com deficiência severa ou doenças raras com grande restrição de movimentos.
O serviço disponibilizará um cuidador em tempo integral para pessoas com deficiência severa ou doenças raras com grande restrição de movimentos, para garantir sua autonomia e independência pessoal.
“Para assegurar a independência e promover a autonomia dessas pessoas, a presença de um cuidador diuturnamente ao seu lado é condição essencial e inalienável para o exercício do direito à vida em igualdade de oportunidades com as demais pessoas, na dimensão preconizada pela Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência”, afirma a autora.
De acordo com o projeto, o serviço será financiado pelos recursos do Fundo Nacional de Assistência Social. As diretrizes e os procedimentos do serviço serão definidos em regulamento posterior.
Tramitação
O projeto tramita em caráter conclusivo e será examinado pelas comissões de Seguridade Social e Família; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Íntegra da proposta:

  • PL-4815/2012 http://www.camara.gov.br/proposicoesWeb/fichadetramitacao?idProposicao=562450
Reportagem – Oscar Telles
Edição – Pierre Triboli

quarta-feira, 6 de março de 2013

TECNOLOGIAS ASSISTIVAS - Informática como ferramenta de arte para pessoas com deficiência

Invenções permitem que deficientes façam obras de arte e deem abraços

Um programa informático que permite que pessoas com deficiência física criem obras de arte a partir de sua simples atividade cerebral causou sensação nesta quarta-feira na feira de alta tecnolocia CeBIT de Hannover, no norte da Alemanha.
O sistema concebido pela empresa australiana g-tec inclui um gorro que registra a atividade cerebral do usuário.
Quando o usuário se concentra em um ícone brilhante projetado em uma tela, o gorro reconhece a atividade cerebral vinculada a este motivo, e permite à pessoa escolher o que deseja que o computador faça.
O artista também pode escolher formas e cores com o poder de sua mente, e construir uma imagem básica na tela, segundo o diretor de vendas da g-tec, Markus Bruckner. O usuário também pode traçar linhas retas.
"Isto é primordialmente para pessoas incapacitadas, com deficiência física ou que sofreram um derrame cerebral", acrescenta Bruckner.
A ideia se deve a um artista, que tinha um amigo pintor que perdeu os movimentos após um acidente. O artista queria encontrar uma forma de permitir que seu amigo voltasse a pintar, conta Bruckner, que afirma que sua empresa foi a única a oferecer o serviço.
O sistema custa 12.000 euros e inclui o gorro, o programa informático e a tecnologia capaz de interpretar a atividade cerebral, explica Bruckner.
Segundo ele, até o momento pacientes incapacitados o testaram com êxito.
Outra novidade apresentada na CeBIT neste ano é a primeira jaqueta do mundo que dá abraços e que pode ser muito útil para tratar crianças autistas.
A jaqueta, de aspecto banal, tem pequenas câmaras de ar que podem se inflar para simular a sensação de um abraço, explica James Teh, fundador da empresa de Cingapura T-ware.
A invenção, controlada por um smartphone, também permite regular a intensidade, de um pequeno apertão nos ombros a um abraço envolvente.
Mas, para além da curiosidade, a jaqueta tem aplicações práticas, já que pode ajudar as crianças com transtornos de aprendizagem, segundo Teh.
As crianças que sofrem de autismo e de outras desordens sensoriais muitas vezes se agitam quando ouvem sons fortes ou veem novos rostos. Os testes com esta jaqueta demonstraram que as habilidades do produto podem servir para acalmá-las.
A peça também registra os dados biométricos das crianças e alerta os pais ou a pessoa responsável quando a criança estiver em dificuldades.
A invenção foi testada com sucesso em colégios dos Estados Unidos e entre algumas famílias do Reino Unido, Austrália e Cingapura.
A jaqueta tem um preço de venda de 499 dólares.
Teh espera estender os benefícios da invenção aos adultos, desejosos de se beneficiar dos efeitos terapêuticos do contato físico.
"Um abraço faz bem a qualquer um. Tem a mesma sensação de quando te dão uma massagem", explica Teh.
O salão de alta tecnologia CeBIT estará aberto em Hannover até 9 de março, e atraiu cerca de 4.100 expositores de 70 países.
FONTE - http://tecnologia.terra.com.br/invencoes-permitem-que-deficientes-facam-obras-de-arte-e-deem-abracos,d1b2c3d1f7a3d310VgnCLD2000000ec6eb0aRCRD.html
LEIAM TAMBÉM NO MEU BLOG INFOATIVO.DEFNET - 

POR QUE AS TECNOLOGIAS NOS AFETAM? http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2010/04/por-que-as-tecnologias-nos-afetam.html

segunda-feira, 4 de março de 2013

EQUOTERAPIA/LEIS - Projeto de Lei 4761/2012 regulará a sua prática

Proposta regulamenta prática de equoterapia

A Câmara analisa o Projeto de Lei 4761/12, do Senado, que regulamenta a prática de Equoterapia (método de reabilitação que utiliza o cavalo para o desenvolvimento de pessoa com deficiência).

Pela proposta, a prática de Equoterapia deverá ser condicionada a parecer favorável em avaliação médica, psicológica e fisioterápica. Ela será orientada pelas seguintes condições, conforme regulamento posterior:
  • equipe multiprofissional, constituída, no mínimo, por médico, veterinário, psicólogo, fisioterapeuta e um profissional de equitação;
  • programas individualizados, a partir das necessidades e potencialidades do praticante;
  • acompanhamento das atividades desenvolvidas pelo praticante, com o registro periódico, sistemático e individualizado das informações em prontuário;
  • condições que assegurem a integridade física do praticante, como instalações apropriadas, cavalo adestrado, equipamento de proteção individual e de montaria disponível, vestimenta adequada e garantia de atendimento médico de urgência ou de remoção para serviço de saúde em caso de necessidade.
Benefícios
“A equoterapia emprega o cavalo como agente promotor de benefícios físicos, psicológicos e educacionais de seus praticantes. A atividade exercita tanto o organismo quanto a psique humana, contribuindo para o desenvolvimento da força e tônus musculares, flexibilidade, relaxamento, conscientização do próprio corpo e aperfeiçoamento da coordenação motora e do equilíbrio”, diz o autor do projeto, ex-senador Flavio Arns.
“A interação com o cavalo, incluindo os primeiros contatos, o ato de montar e o manuseio final, desenvolve novas formas de socialização, autoconfiança e autoestima”, acrescenta.
Alvará de funcionamento
Segundo o projeto, os centros de equoterapia só poderão operar depois de receber alvará de funcionamento da vigilância sanitária, de acordo com as normas previstas em regulamento.
A prática será subordinada à legislação de proteção animal, e o cavalo utilizado deverá apresentar boa condição de saúde; ser submetido a inspeções veterinárias regulares; e ser mantido em instalações apropriadas.
Tramitação
A proposta tramita em caráter conclusivo e será analisada pelas comissões de Seguridade Social e Família; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Reportagem – Rodrigo Bittar
Edição – Pierre Triboli