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segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

CEGOS/TECNOLOGIA ASSISTIVA - Em Portugal Universidade cria bengala branca detectora de barreiras

Universidade de Aveiro cria bengala que detecta obstáculos

Imagem - símbolo com fundo preto com a representação de uma pessoa cega com sua bengala, em branco, conforme as normas internacionais)

A Universidade de Aveiro criou uma bengala para invisuais, que através de ultrassons deteta buracos e desníveis no solo. O projeto foi desenvolvido no Departamento de Eletrônica, Telecomunicações e Informática, em resposta ao desafio, lançado pela Associação Promotora do Ensino de Cegos.

O objetivo é evitar acidentes com consequências graves, associando a utilização da bengala normal às novas tecnologias.
O investigador José Vieira explica que se trata de um apoio para situações de perigo, como buracos no chão. «Por exemplo, há umas obras, abrem uma vala e metem os ferros com a fita branca e vermelha, impossível de ver para os cegos, que acabam por entrar nos buracos».
A bengala é o objeto mais utilizado por quem não vê. Por isso, o pretendido era que, esta nova tecnologia colmatasse as limitações da bengala normal, mas que, ao mesmo tempo, fosse fácil de utilizar.
O maior desafio foi a questão do dinheiro. Custos com material e o preço final a pagar por cada cego devia ser o mais pequeno possível. «Tentamos que a tecnologia fosse do mais baixo custo possível, mas isso criou muitas restrições no desenvolvimento da bengala. Podemos fazê-las mais sofisticadas, mas era preciso que fosse de baixo preço, eficaz e leve», argumenta.
Esta nova bengala é um avanço tecnológico e José Vieira explica que «tem um sensor de ultrassons, tem dois receptores, e o que faz é detetar buracos e desníveis. Se o cego não se conseguir aperceber do buraco, o detetor de ultrassons faz esse serviço e provoca vibração no punho».
Miguel Midões
FONTE - http://www.tsf.pt/PaginaInicial/Vida/Interior.aspx?content_id=4375383
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SEREMOS, NO FUTURO, CIBORGUES? Para além de nossas deficiências humanas http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2012/02/seremos-no-futuro-ciborgues-para-alem.html

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

PESSOAS COM DEFICIÊNCIA/SEXUALIDADES - Estas pessoas e o Direito Humano a vivenciar suas sexualidades

Preso a cama de hospital, homem luta para que sexualidade de deficientes deixe de ser tabu


Um argentino paralisado desde o fim da década de 1950 está lutando pelo fim do tabu relacionado à sexualidade de deficientes no país, em meio a um debate nacional sobre a regularização de acompanhantes sexuais para essas pessoas.
BBC
(imagem - foto colorida de Norberto, deitado sobre uma cama, com uma caneca azul próxima ao seu rosto em close, do lado esquerdo, tendo ao meio o aparelho de ventilação que lhe ajuda ligado ao seu corpo, fotografia da matéria da BBC)
Norberto Butler, de 57 anos, passou a maior parte da vida em um hospital, vítima de uma epidemia do vírus da poliomielite que atingiu a Argentina no final daquela década. Desde então, ele vive em uma cama.
Depois de anos de luta, Butler conseguiu que a casa-hospital onde vive o transferisse para um quarto individual, o que, segundo ele, significa o primeiro passo para que as pessoas com deficiência explorem a própria sexualidade.
"Conheço centenas de pessoas com deficiência que não resolvem essa questão (do sexo), que não têm relações de nenhum tipo", disse Butler à BBC Mundo.
"Sei da mortificação que muitos sofrem, e este assunto é uma prioridade absoluta, porque se sente no corpo o ardor de não poder canalizar isso, ter relações com uma garota."

Acompanhante

A sexualidade de pessoas com deficiência começa, muito lentamente, a deixar de ser tabu na Argentina e se transforma em motivo de discussões nos meios de comunicação e também em conferências.
Em uma reunião recente na Assembleia Legislativa de Buenos Aires, especialistas, profissionais do sexo e ativistas pediram a regulamentação do cargo de "acompanhante sexual" e, se o pedido for atendido, a Argentina será o primeiro país da América Latina a reconhecer esse trabalho
"É uma pessoa que, depois de passar por um processo de capacitação, poderá acompanhar homens ou mulheres adultos com deficiência, de forma sexual, afetiva e erótica", disse à BBC Mundo Silvina Peirano, professora de deficiência mental e social e criadora do Sex Assistent, um serviço de formação de assistentes sexuais, assessoramento e acompanhamento criado há anos em Barcelona.
A função não é apenas manter relações sexuais com a pessoa que contrata o serviço. Os acompanhantes também podem prestar assistência a casais de deficientes que querem ter relações acomodando seus corpos e facilitando o contato físico, ajudando a colocar um preservativo, por exemplo.
"Não estamos dizendo que todas as pessoas com deficiência devam ter uma assistência sexual, mas que ela pode ser uma opção enriquecedora e válida para algumas", afirmou Silvina.
Há países em que a figura da assistente sexual está regulada pelo governo e é considerada uma terapia, caso da Suíça.

Cautela

Talvez pelo fato de o assunto estar sendo discutido apenas agora na Argentina, ainda não há muitas críticas para a proposta de reconhecimento do acompanhamento sexual para deficientes.
Mas, em outros países, a ideia foi recebida com cautela pelos que se opõem ao trabalho sexual, em geral, ou pelos religiosos que promovem a abstinência. A proposta também recebeu críticas dos próprios deficientes.
Mik Scarlet é um reconhecido autor britânico que há anos milita para acabar como tabu da sexualidade das pessoas com deficiência na Grã-Bretanha.
Em uma entrevista no ano passado ao jornal The Guardian a respeito do debate sobre a contratação de acompanhantes, Scarlet afirmou que promover este tipo de serviço é como "se o mundo falasse que as pessoas deficientes são tão pouco atraentes que a única forma de elas manterem relações sexuais é pagando".
"Não quero um mundo onde seja mais fácil para as pessoas deficientes visitar profissionais sexuais, quero um mundo que veja os deficientes como seres sexuais e como casais válidos", disse.
Norberto Butler também encara com cautela a proposta, mas vê a assistência sexual como um direito que poderia "preencher um espacinho" para os deficientes que não puderam desenvolver a própria sexualidade. Também acha, porém, que o projeto deve vir acompanhado de outras políticas de inserção profissional e social.
O objetivo, para Butler, é que as pessoas com deficiência tenham as mesmas oportunidades e possam conhecer um potencial parceiro em qualquer outro âmbito que não seja o do hospital ou do acompanhante.
Em uma entrevista no ano passado ao jornal The Guardian a respeito do debate sobre a contratação de acompanhantes, Scarlet afirmou que promover este tipo de serviço é como "se o mundo falasse que as pessoas deficientes são tão pouco atraentes que a única forma de elas manterem relações sexuais é pagando".
"Não quero um mundo onde seja mais fácil para as pessoas deficientes visitar profissionais sexuais, quero um mundo que veja os deficientes como seres sexuais e como casais válidos", disse.
Norberto Butler também encara com cautela a proposta, mas vê a assistência sexual como um direito que poderia "preencher um espacinho" para os deficientes que não puderam desenvolver a própria sexualidade. Também acha, porém, que o projeto deve vir acompanhado de outras políticas de inserção profissional e social.
O objetivo, para Butler, é que as pessoas com deficiência tenham as mesmas oportunidades e possam conhecer um potencial parceiro em qualquer outro âmbito que não seja o do hospital ou do acompanhante.
Na Argentina não é crime a troca consentida de sexo por dinheiro entre indivíduos maiores de idade.
Atualmente, existem dois projetos de lei que tentam regular o trabalho sexual no país, permitir a criação de cooperativas e dar direitos e garantias às profissionais.

Assexuados

A sexualidade de pessoas com deficiência não é algo muito debatido na Argentina.
"Mas é um dos direitos que não temos, devido à pressão da Igreja, pressão de fatores distintos", afirmou Norberto Butler.
Pouco a pouco, como aconteceu com o reconhecimento dos direitos da comunidade homossexual há alguns anos, a Argentina parece estar começando o debate público sobre a sexualidade dos deficientes.
Mas, para a professora Silvina Peirano, muitos ainda partem da ideia de que os deficientes são seres "solitários e, no pior dos casos, se assume que não existe a sexualidade ou que sua sexualidade é de segunda categoria".
"Promovam, ajudem um deficiente para que ele consiga um trabalho que permita que ele se relacione. Mas não interfiram para o mal na sexualidade do garoto", disse Norberto Butler.
fonte - http://www.bbc.co.uk/portuguese/videos_e_fotos/2014/12/141209_argentina_assistencia_sexual_fn
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AS DEFICIÊNCIAS E O KAMA SUTRA - Algumas aproximações e distanciamentos http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2009/12/imagem-foto-de-evgen-bavcar-fotografo.html

sábado, 6 de dezembro de 2014

TECNOLOGIA ASSISTIVA/CADEIRA DE RODAS - Estudantes de Franca criam cadeira com rampas acopladas

Estudantes criam cadeira de rodas com rampas de acesso acopladas

Alunos de universidade paulista desenvolvem projeto que dá mais autonomia a deficientes físicos. Inovação foi premiada














(imagem - foto colorida da matéria,  com duas pessoas atravessando uma rua na faixa de pedestres, apoiando uma cadeira de rodas com as rampas acopladas que se apoiam na calçada, com a legenda de que esta cadeira dar mais autonomia a cadeirantes) 

São Paulo - As dificuldades que cadeirantes enfrentam em ultrapassar obstáculos, como subir calçadas e degraus, por exemplo, podem estar com seus dias contados. Um dia após ser comemorado o Dia Internacional das Pessoas com Deficiência, celebrado nesta quarta-feira, surge no interior de São Paulo, uma cadeira com rampas elétricas acopladas. O protótipo foi desenvolvido pelos alunos Guilherme Serafim e Hotto Paiva Neto, do curso de Tecnologia em Mecatrônica Industrial, da Universidade de Franca (UNIFRAN), para o Projeto de Conclusão de Curso (TCC).

"Queríamos desenvolver um projeto que pudesse unir mecatrônica com  área da acessibilidade, da medicina. Foi então que surgiu a ideia de se construir um protótipo utilizando uma cadeira de rodas", explica o Professor do curso de Tecnologia em Mecatrônica Industrial da UNIFRAN, Ricardo David, orientador do trabalho que contou também com a coorientação dos professores Antônio Marangoni e André Curvello.

O trabalho foi produzido em 10 meses contínuos. Até o momento, não houve testes com pessoas deficientes e as avaliações estão previstas para iniciar em fevereiro de 2015. Com este modelo de cadeira de rodas, se torna mais fácil o deslocamento do deficiente físico em locais rotineiros como bancos, supermercados e outros estabelecimentos onde não há rampas de acesso. “A ideia é dar autonomia aos usuários no momento em que acessam calçadas públicas”, argumenta o professor.

Este trabalho conquistou um prêmio de R$4.000,00 no 1° Prêmio de Tecnologia e Inovação da Associação do Comércio e Indústria de Franca (ACIF). “Com a premiação que pretendemos investir mais na cadeira, aprimorando e melhorando o que precisa ser mudado para que o projeto não fique somente no protótipo e se torne um produto viável para fabricação industrial” afirmam os alunos. Já há uma empresa interessada em viabilizar o modelo para o mercado.

Segundo o coordenador do curso, Henrique José da Silva, o apoio dos professores, alunos e do Polo Francano de Tecnologia e Inovação, foi fundamental para conquistar o prêmio. “A ideia do prêmio cria oportunidades de continuidade e aplicabilidade real para os projetos desenvolvidos na Universidade”, finaliza Silva.

FONTE - http://odia.ig.com.br/noticia/brasil/2014-12-04/estudantes-criam-cadeira-de-rodas-com-rampas-de-acesso-acopladas.html

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

EDUCAÇÃO INCLUSIVA/ONU - Estudo da ACNUDH mostra abordagens discriminatórias na inclusão escolar

Relatório da ONU alerta para sistemas educacionais que discriminam pessoas com deficiência

Um estudo realizado pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) mostra que os sistemas de ensino têm adotado abordagens discriminatórias em relação às pessoas com deficiência, muitas vezes, infringindo o direito à educação
(imagem - foto colorida das mãos de uma estudante negra, com pulseiras vermelhas na mão, que repousam sobre uma pedaços de papel, com  a letra A feita a giz, próximo à sua mão, com uma caneta esferográfica ao meio. Fotografia de Giacommo Pirozzi/ Unicef) 

Alguns estudantes são impossibilitados de frequentar a escola por causa de uma deficiência. Outros vão para colégios especiais, resultando em segregação. Ainda há aqueles que vão para colégios regulares, mas que são obrigados a se adaptar às normas da instituição.
O estudo explica que a inclusão de alunos com deficiência implica na eliminação de barreiras que restringem ou proíbem sua participação no sistema de ensino em geral e a mudança de culturas, políticas e práticas das escolas regulares para se acomodarem às necessidades de todos os alunos.
A educação inclusiva fornece uma plataforma para combater o estigma e a discriminação. Ela também permite que as pessoas com deficiência, que normalmente sofrem desproporcionalmente com o desemprego, participem plenamente da sociedade.
A pesquisa observa que as escolas não podem negar alunos com deficiência e devem adaptar currículos e métodos de ensino para fazer com que todos tenham acesso igual à educação. As medidas devem ser postas em prática para eliminar barreiras físicas, socioeconômicas e de comunicação, dando, se preciso, apoio individualizado para facilitar a inclusão.
O estudo, que defende a adoção de uma meta para educação inclusiva na agenda de desenvolvimento pós-2015, também recomenda a contratação de professores que são qualificados em linguagem gestual e Braille e têm formação para lidar com as necessidades dos alunos especiais.
De acordo com a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, a educação inclusiva é essencial para a realização do direito à educação, sem discriminação e com base na igualdade de oportunidades.
Com informações da Onu
FONTE - http://www.cbnfoz.com.br/editorial/mundo/19022014-93161-relatorio-da-onu-alerta-para-sistemas-educacionais-que-discriminam-pessoas-com-deficiencia
LEIAM TAMBÉM SOBRE EDUCAÇÃO INCLUSIVA NO MEU BLOG INFOATIVO.DEFNET - 

A CONSCIÊNCIA INCLUSIVA E O RACISMO NA ESCOLA http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2014/01/a-consciencia-inclusiva-e-o-racismo-na.html

sábado, 11 de janeiro de 2014

CEGOS/TECNOLOGIA ASSISTIVA - Aplicativo criado na Itália usa mitologia para ajudar na cegueira

[Aplicativo Arianna ajuda deficientes visuais a andar em ambientes fechados]
Projeto foi inspirado em um história da mitologia grega e criado na Itália
A vida de um deficiente visual não é fácil e num mundo cheio de telas pode parecer que tudo fica pior, mas na verdade existem centenas de aplicativos para smartphones que ajudam o acesso de deficientes visuais a todos os tipos de informações muito mais facilmente do que seria possível sem a tecnologia.
Aplicativo Arianna ajuda deficientes visuais a andar em ambientes fechados
(imagem - uma representação de uma via pública com piso tátil em verde, com círculo pintado de vermelho em torno de uma árvore, no campo visual à direita, com uma figura representativa de um homem cego em preto, no qual estão desenhados um celular , uma câmera, um sensor e uma onda esquematizada, como funcionaria o aplicativo para orientar e avisar à pessoa dos obstáculos, barreiras e objetos na calçada - de mobile expert)

Entre esses aplicativos e recursos podemos citar os livros em áudio, apps que reconhecem cores e utilizam a voz de uma assistente virtual, entre vários outros recursos de usabilidade que estão presentes em smartphones e tablets. Existem até mesmo aplicativos que dão instruções de direção, igual ao GPS, mas para os deficientes visuais nem todos cumprem a proposta tão bem como eles precisam. E além disso, sistemas de GPS não funcionam em ambientes fechados como casas e lojas.
 
Porém um solução criada por Pierluigi Gallo e pela Universidade de Palermo na Itália oferece ajuda na navegação em qualquer tipo de ambiente fechado e que não tem nenhum tipo de distração de áudio ou a necessidade de GPS. A ideia é surpreendentemente simples e se baseou na história da mitologia grega entre Ariadne e Teseu.
 
No mito, Teseu se oferece para matar Minotauro, que vive em um labirinto na ilha de Creta. Para ajudá-lo, Ariadne lhe dá uma espada e um novelo de linha para que ele solte o fio pelo caminho e depois de matar o monstro, consiga retornar do labirinto. 
 
A ideia do pessoal da Universidade de Palermo se aproxima da história e o aplicativo é chamado de Arianna, o nome Italiano para Ariadne e que também é uma abreviação para pAth Recognition for Indoor Assisted NavigatioN with Augmented perception. A ideia deles é fazer o mapeamento de uma rota por uma casa ou prédio utilizando fita adesiva colorida no chão.
 
Em um ambiente mapeado, o usuário aponta a câmera do celular para o chão e põe o dedo sobre a tela, o usuário precisa fazer um movimento com a câmera e então ele escaneia o caminho. Enquanto isso o aplicativo analisa os quadros produzidos pela câmera e detecta a linha conforme ela se move na tela. QR Codes colocados no chão podem dar ao usuário outras informações, como a localização de lugares como banheiros, bebedouros de água, lojas e assim por diante.
 
Eles já testaram o projeto em dezembro e disseram que funciona muito bem, porém já planejam algumas novidades para o futuro. Uma das ideias é usar linhas de infravermelho, que não são visíveis, mas que podem ser detectadas pelas câmeras dos smartphones. E esta sensibilidade ao infravermelho é atualmente um recurso sub-utilizados na maioria dos smartphones, como eles próprios apontam. 
 
Eles não disseram quando a ideia estará disponível nas lojas de aplicativos, nem quanto irá custar. A adoção desse tipo de recurso pode ser muito barata devido a larga adoção de smartphones e aparelhos disponíveis em várias faixas de preço. Além do aplicativo é necessário colocar as linhas em lojas e ambientes de uso comum, mas certamente não será algo caro.
fonte -TechnologyReview http://mobilexpert.com.br/apps/utilidades/materias/7144/aplicativo-arianna-ajuda-deficientes-visuais-a-andar-em-ambientes-fechados  (abaixo reprodução de uma mão em três momentos de moviemento do smartphone e a orientação espacial desenhada)

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

PARALISIA CEREBRAL/INCLUSÃO - Homem curitibano relata sua história de superação e inclusão escolar

HOMEM COM PARALISIA CEREBRAL CONTA A SUA HISTÓRIA ( E SUPERAÇÃO DE BARREIRAS)

(imagem - foto colorida de um  homem em uma cadeira de rodas motorizada, e uma rua da cidade onde mora, Curitiba, vestindo uma calça azul claro e uma blusa azul escuro, com pessoas caminhando atrás dele, totalmente independente, caso as calçadas sejam acessíveis, e nosso olhar não seja piedoso - fotografia de Gerson Khaina, matéria de Giselle Ulbrich)

Ser uma pessoa com uma paralisia cerebral (que não é um "portador" e sim um cidadão com deficiência física -informa o DefNet), é uma sentença para se levar a vida inteira dependente e sem conquistas próprias? Certo? Errado!

Para o contador  Mauro Sérgio Langoswski, de 37 anos, a afirmação é totalmente falsa e prova isto contando a sua história. Ele não só estudou, conquistou sua casa própria e se formou bacharel em Ciências Contábeis como ganhou o 2º lugar num prêmio científico do Conselho Estadual de Contabilidade.

Mauro tem paralisia cerebral de nascença, por problema de parto. Ele conta que viveu 21 anos em casa, numa colônia polonesa em Colombo, sob os cuidados da família, até que conheceu um grupo de amigos com deficiência. Os amigos lhe mostraram que a vida de uma pessoa especial pode ter novos horizontes e o estimularam a estudar. Através do curso supletivo, fez os ensinos fundamental e médio,e , no dia que pegou o diploma, já tinha sido aprovado no vestibular na Facinter para o curso de Ciências Contábeis. Fez o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem)  e conseguiu bolsa de estudos para custear a faculdade.

Por causa da deficiência Mauro tem problemas na fala e anda de cadeira de rodas. Mas recebeu o apoio e o carinho de muita gente. Fez trabalhos e provas orais e, depois de quatro anos e meio de muita batalha, se formou com louvor no dia 30 de abril.  Tirou nota 9,6 no seu trabalho de conclusão de curso (TCC), o que levou a coordenadora do curso, Viviane da Costa Freitag,  a inscrever o trabalho no prêmio anual do Conselho Estadual de Contabilidade. O trabalho ficou tão bom que Mauro ficou entre os 20 finalistas e conquistou o segundo lugar.

DIFICULDADES
Mauro nunca andou e depende de cadeira de rodas para se locomover. Na época em que ainda fazia faculdade, apesar de já ter comprado sua casa na Tatuquara, teve dificuldades para andar nas ruas esburacadas e sem asfalto, o que resultou na quebra de algumas cadeiras. Para evitar o deslocamento tão longo e os consertos e compras de novas cadeiras, conseguiu um quarto na casa do estudante universitário (CEU) , onde morou até o final do curso universitário.
Mauro se orgulha de fazer quase tudo sozinho. As poucas coisas que ele não consegue fazer são comer sozinho, escrever usando caneta,  e fazer a barba. "O resto eu faço tudo sozinho sem a ajuda de ninguém", disse o contador.
fonte - http://www.parana-online.com.br/editoria/cidades/news/706490/?noticia=HOMEM+COM+PARALISIA+CEREBRAL+CONTA+SUA+HISTORIA

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FREUD E A "INVENÇÃO" DA PARALISIA CEREBRAL http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2010/09/freud-e-invencao-da-paralisia-cerebral.html

segunda-feira, 6 de maio de 2013

ACESSIBILIDADE/JOGOS PARALÍMPICOS - Rio de Janeiro precisa correr com sua Acessibilidade

Jogos Paralímpicos de 2016

Rio, cidade sem acessibilidade

Sede do principal evento esportivo do mundo, em 2016, a capital fluminense oferece pouca facilidade para a locomoção dos deficientes. Atletas reclamam da falta de conscientização da população

AFP PHOTO / Christophe Simon
imagem - foto colorida com uma lente 'olho de peixe' de uma mulher em uma cadeira de rodas no metrô do Rio de Janeiro, com uma composição dos trens passando atrás dela, gerando imagem de velocidade, realçadas pelas faixas amarelas, e pelo piso antiderrapante)

Rio de Janeiro — Legado é a palavra mais utilizada quando se fala dos benefícios — ou não — de sediar um evento como os Jogos Olímpicos, como no caso do Rio de Janeiro, em 2016. Há muito dinheiro público envolvido nas obras do evento, e a sociedade arca com as consequências das boas ou das más intervenções urbanas feitas para o torneio. Quase nada se fala e se cobra, no entanto, da possível herança que os Jogos Paralímpicos, que ocorrem pouco depois, trarão à cidade em termos de acessibilidade e mobilidade para os deficientes físicos.

Durante os Jogos, a tendência é que tudo corra bem. A Vila Olímpica e os locais de competições que estão sendo construídos já levam em conta essa questão e são adaptados, assim como ocorreu em Londres-2012 ou Pequim-2008. No entanto, fica a pergunta: será que o restante da cidade se beneficiará com isso também? As respostas de quem lida diariamente com os problemas não são muito animadoras.

O Rio tem problemas com essa questão, assim como todo o país. No dia a dia, enfrentamos situações complicadas, tais como desníveis de calçada, degraus em lojas e outras situações. No meu prédio, para ir da garagem até o elevador, preciso subir uma escada, o que faço com dificuldades”, conta Susana Schnarndorf, que sofre com um conjunto de doenças degenerativas e praticamente não mexe o lado esquerdo do corpo.

Susana foi quarta colocada nos 100m peito nas Paralimpíadas de Londres e lembra que também teve problemas fora da Vila Olímpica na capital britânica. “Há estações de metrô sem saídas para cadeirantes por lá. Não é o mundo ideal também”, avalia para-atleta.

Clodoaldo Silva, nadador dono de 13 medalhas olímpicas, afirma que houve melhorias no Rio recentemente, mas ainda encontra várias dificuldades. “Quando cheguei aqui, não conseguia nem pegar um ônibus. Hoje, já consigo me locomover, com dificuldades, mas consigo. Mas ainda tenho um grande problema quando volto do Aeroporto Santos-Dumont para Niterói, onde moro. Não há uma rampa de acesso para deficientes na saída do ônibus e preciso enfrentar os carros na contramão por alguns metros”, relata o multicampeão, que critica a herança deixada pelo Para-Pan de 2007.

“Tivemos uma competição daquele porte e o legado em termos de mobilidade urbana foi zero. Isso sem contar os locais de competição, que não existem mais, como o Velódromo, e os interditados, como o Engenhão. Isso me decepciona muito como cidadão”, completa o nadador de 34 anos, que sofreu uma paralisia cerebral por falta de oxigênio no parto e é cadeirante.

Ele critica também os ônibus para deficientes físicos, mesmo conseguindo ter acesso na maioria das vezes. “Existem elevadores, mas normalmente não estão com boa manutenção, e quando estão, os motoristas e cobradores não sabem operar o equipamento.”

FONTE - Pedro Venâncio - Correio Braziliense
http://www.superesportes.com.br/app/19,66/2013/05/06/noticia_maisesportes,44471/rio-cidade-sem-acessibilidade.shtml

segunda-feira, 22 de abril de 2013

SÍNDROME DE DOWN/UNIVERSIDADE - Jovem universitário do MS quer se torna mais um ator

Primeiro down universitário de MS quer ser ator

Quero ultrapassar barreiras e quero ter meus fãs', disse

foto
(imagem - foto colorida do jovem Vinicius participando de uma aula de artes, segurando as mãos de duas outras pessoas, duas mulheres, fotografia de Gerson Walber-Correio do Estado)
Fã de romances, dramas e filmes épicos no cinema, de documentários e das novelas da televisão brasileira, Vinícius Battaglin Coquemala Wanderley, 19 anos, nesta semana, passou a ser um dos integrantes das salas aula do curso de Artes Cênicas e Dança da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (Uems), Não haveria nada de inusitado nesta cena, não fosse por um detalhe: o jovem, que sonha em deixar de ser espectador e quer passar a fazer parte dos atos de uma peça teatral e ver o nome nas famosas letrinhas subindo no final dos filmes, tem Síndrome de Down. Aliás, ao que tudo indica, Vinícius é o primeiro portador do distúrbio genético do Estado a sentar no banco de uma universidade.
“Quero ultrapassar barreiras e quero ter meus fãs”, resume o sonhador. Vinícius terminou o ensino fundamental em 2010 e o médio, por meio do Ensino para Jovens e Adultos (EJA), em 2011.
No ano passado, preparou-se, “bem pouco”, admite, para prestar o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e concorrer à vaga da graduação que sempre quis fazer. Inscreveu-se no Sistema de Seleção Unificada (Sisu) e disputou com outros à vaga em Arte Cênicas da Uems, curso criado em 2009. Ele foi chamado na terceira convocação, mas orgulha-se em dizer que não se valeu sistemas de cotas pra ingressar na universidade. “Briguei com os cabeças”, brinca, referindo-se ao fato de ter concorrido com candidatos sem as mesmas limitações dele.
LEIAM TAMBÉM SOBRE O TEMA NO MEU BLOG INFOATIVO.DEFNET - 

CARTA A UM JOVEM COM SÍNDROME DE DOWN NA UNIVERSIDADE http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2012/02/carta-um-jovem-com-sindrome-de-down-na.html

sexta-feira, 29 de março de 2013

ACESSIBILIDADE/AEROPORTOS - Relatório da Casa Civil da Presidência aponta a falta de acessibilidade

Casa Civil envia à Infraero relatório sobre acessibilidade de pessoas com deficiência nos aeroportos 

A falta de acessibilidade em lojas, restaurantes e balcões dos terminais, a ausência de funcionários que saibam interpretar a Língua Brasileira de Sinais (Libras) e a inexistência de material informativo em braile foram os principais problemas que constam do relatório.


Brasília - A Casa Civil da Presidência da República enviou esta semana um relatório à Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) sobre a situação de acessibilidade de pessoas com deficiência nos aeroportos do pais. O relatório foi feito pelo Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil (CAU) e aponta diversas falhas nos principais terminais que irão receber passageiros para os jogos da Copa das Confederações, em julho, e da Copa do Mundo de 2014.
A falta de acessibilidade em lojas, restaurantes e balcões dos terminais, a ausência de funcionários que saibam interpretar a Língua Brasileira de Sinais (Libras) e a inexistência de material informativo em braile foram os principais problemas que constam do relatório. Também foi verificado que em todos os aeroportos não existe número suficiente de ambulifit (espécie de elevador) para o embarque e desembarque do cadeirante.
O documento ressalta ainda a inexistência, em alguns aeroportos, de piso tátil e sinalização adequada para indicar aos cegos e surdos como chegar ao balcão da Infraero, de modo que lá eles possam receber assistência para o embarque. As áreas externas dos terminais, como calçadas e estacionamentos, também não estão adequadas para a passagem de cadeiras de rodas e pessoas com deficiência visual.
As vistorias foram feitas nos terminais de Brasília, São Paulo, Fortaleza, do Recife, Rio de Janeiro, de Belo Horizonte e Salvador. O levantamento foi elaborado a pedido do Ministério das Cidades e da Infraero e contou com a colaboração do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea) e da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República. A Casa Civil informou que o material foi encaminhado para a Infraero a fim de que as falhas sejam corrigidas. As informações são da ABr
FONTE - http://www.portugaldigital.com.br/sociedade/ver/20076133-casa-civil-envia-a-infraero-relatorio-sobre-acessibilidade-de-pessoas-com-deficiencia-nos-aeroportos

domingo, 10 de março de 2013

PARALISIAS CEREBRAIS/UNIVERSIDADE - Jovem com Paralisia Cerebral na UECEará em busca de Acessibilidade

Jovem enfrenta muitos desafios

Danielle Cardoso, 19, sofre de paralisia cerebral. Passou no vestibular para cursar bacharelado em Letras. É a primeira aluna da Universidade Estadual do Ceará (Uece) nessas condições. (obs - ninguém "sofre" de Paralisias Cerebrais pois NÃO são doenças e sim deficiências físicas e neuromotoras, e não contagiam ninguém a não ser de Afeto...)
(imagem - foto colorida da sala de aula da Universidade Estadual do Ceará onde aparece em primeiro plano a jovem Danielle, com uma blusa vermelha, à frente de sua turma e com um laptop, sentada em sua cadeira de rodas)

O POVO *(jornal) acompanhou Danielle e sua mãe Fátima num dia de aula até o campus da universidade, no Bairro de Fátima, e na volta para casa, no Mondubim. É visível a falta de acessibilidade para pessoas com deficiência. Não só na instituição, mas em todo o trajeto percorrido.
Nada facilita a locomoção de Danielle. Na primeira semana, ela, que usa cadeira de rodas, precisou ser levada nos braços por um antigo professor, Wilson Fraga, para conseguir chegar à sala de aula. Ele é diretor da Escola Estadual Presidente Vargas, onde Danielle cursou o ensino médio. “O que queremos é muito simples. Ela quer apenas exercer o direito de ir e vir”, afirma ele. A solução encontrada pela coordenação do curso foi transferir todas as disciplinas em que Danielle está matriculada para o térreo. Ainda assim, há problemas. A jovem precisa de uma mesa especial, no lugar das cadeiras de braço. Por enquanto, ela usa a mesa dos professores para colocar o notebook para acompanhar as aulas.
As dificuldades não fazem mãe e filha esmorecerem. Dona Fátima inclina seu corpo franzino para frente, ganhando impulso para empurrar a filha. Uma rampa, a única encontrada na parte externa da Uece, estava ocupada por uma motocicleta. Na rua, o jeito é disputar espaço com os carros. Nos quarteirões que separam a Uece e uma parada de ônibus na avenida 13 de Maio, não há calçadas acessíveis. Isso dificulta a chegada de Danielle até a faixa de pedestres. Para não perder a condução, ela atravessa a avenida em meio aos carros.
Por conta de um caminhão parado na avenida, os dois primeiros ônibus adaptados para cadeirantes não param. Somente na quinta condução é que Danielle consegue entrar. Ao desembarcar no Parque Presidente Vargas, próximo ao bairro Mondubim, as dificuldades continuam. A rua até a casa da jovem é de paralelepípedo. As pedras pontiagudas provocam solavancos na cadeira de rodas.
Todas as adversidades só aumentam a vontade da garota de seguir em frente. “Resolvi fazer Letras porque amo a língua portuguesa”, afirma ela. A diversão de Danielle é a Internet. Ela escreve textos, em sua maioria sobre suas experiências, e publica em blogs e na rede social Facebook.
Mãe, filha e irmão de um ano e meio sobrevivem com um salário mínimo, benefício que Danielle conseguiu por conta de sua condição, mas dispensam o sentimento de pena. “Ainda vão ouvir falar muito de minha filha”, diz dona Fátima.
 ENTENDA A NOTÍCIA
Segundo a coordenadora do curso de Letras, Koema Escórcio, Danielle Cardoso é a primeira aluna da Uece com paralisia cerebral. Ela enfrentou o vestibular sem qualquer benefício por conta de sua condição.
A jovem Danielle Cardoso, 19 anos, é a primeira pessoa com paralisia cerebral a se tornar aluna da Uece. Ela passou no vestibular para o curso de Letras. Falta de acessibilidade é o maior entrave para a jovem.Fonte - http://www.opovo.com.br/app/opovo/fortaleza/2013/03/09/noticiasjornalfortaleza,3019541/jovem-enfrenta-muitos-desafios.shtml
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terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

ACESSIBILIDADE/PRAIAS - Conheçam as barreiras enfrentadas pelo Praia para Todos

ONG luta pelo acesso de  Pessoas com deficiência às praias do Rio

Projeto Praia para Todos disponibilizou esteiras na Barra da Tijuca.
Acesso funciona duas vezes por semana, até junho de 2013.

(imagem - foto colorida de uma pessoa com deficiência, usando suas bengalas canadenses tendo de descer através de uma escada que termina nas areias de uma praia na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, RJ)

Quem depende de cadeira de rodas sabe como é difícil aproveitar um dia de sol, como o que fez no domingo (17), na praia. Faltam rampas e esteiras na areia, que são fundamentais para facilitar a passagem dos deficientes físicos. A ONG Praia para Todos  disponibilizou esteiras para dar acesso ao cadeirante.

Uma escada, no Posto 3, na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio, parece simples. Mas um enorme obstáculo atrapalha o deficiente que precisa usá-la. No local existe até uma rampa, mas de areia.

Carlos da Silva tentou ir à praia um ano e oito meses depois de sofrer um Acidente vascular Cerebral (AVC), mas não conseguiu ir além do calçadão. Fabio Fernandes e Ricardo Gonzalez não se conformaram com este limite e criaram o projeto Praia para Todos. A ONG fornece a esteira, para a passagem de cadeiras de roda, profissionais especializados e acaba de ganhar a ajuda de voluntários do Corpo de Bombeiros.
“Para nós que somos cadeirantes, a acessibilidade é fundamental”, disse Fabio Fernandes.
Agora, com a mudança. Jorge da Silva, de 11 anos, conseguiu finalmente chegar até à beira da água e disse que este foi o seu melhor dia de praia. “Eu pude entrar na água. Porque essa praia aqui a gente curte muito”, disse.
Em uma cidade com tantas praias e que vai sediar os Jogos Paralímpicos, essas são oportunidades raras: duas vezes por semana, até junho. No resto do ano, as praias não são para todos.
FONTE - http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2013/02/ong-luta-pelo-acesso-de-deficientes-praias-do-rio.html

domingo, 17 de fevereiro de 2013

PESSOAS C DEFICIÊNCIA/INCLUSÃO ESCOLAR - Transporte público acessível e gratuito é a BARREIRA principal

Falta de transporte é maior obstáculo para pessoa com deficiência ir à escola

Falta de transporte é maior obstáculo para pessoa com deficiência ir à escola

(imagem - Foto colorida com pessoas com deficiência em cadeiras de rodas, uma mulher e uma criança, com uma outra pessoa entre elas, tendo o espaço e ambiente como uma escola com uma série de imagens ligadas à sala de aula, com um cartaz pintado em cores na parede- fotografia TV Brasil- Flickr)
São Paulo – A falta de transporte gratuito acessível é um dos principais motivos pelos quais pessoas com deficiência não frequentam a escola. O dado faz parte de um levantamento dos ministérios da Educação (MEC), do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, da Saúde e dos Direitos Humanos e dos municípios brasileiros, que atuam conjuntamente para localizá-las nas regiões mais remotas e vulneráveis do país e encaminhá-las à escola.
Segundo o MEC, em 2003 apenas 13% de crianças, adolescentes e jovens, com deficiência, estavam matriculadas no ensino fundamental regular em todo o país. Em 2012, esse percentual chegou a 75%. Entre a faixa etária de 4 a 17 anos, que está obrigada a frequentar a escola pela Constituição Federal, o índice é de 82%. 
“Todos eles têm de estar na escola. Por isso, em 2012 foram adquiridos 1.700 veículos acessíveis e até 2014 serão comprados 2.600. Serão privilegiados os municípios com maior índice de pessoas com deficiência em idade escolar”, disse a diretora de Políticas de Educação Especial do MEC, Martinha Clarete Dutra dos Santos.
Desde 2007, o ministério cruza dados da Previdência Social – onde estão cadastrados os beneficiários do chamado Benefício de Prestação Continuada (BPC) – com os do Censo Escolar para identificar aqueles que estão fora da escola. Insituído pela Constituição, assegura a transferência mensal de um salário mínimo a pessoas com 65 anos ou mais e pessoas com deficiência de natureza física, mental, intelectual ou sensorial de qualquer idade. As informações são repassadas aos municípios, que por meio de diversas estratégias de serviço social e de saúde vão à casa dessas pessoas para saber as razões de não estarem estudando. 
“Nosso objetivo é fazer com que essas populações até então sem oportunidade encontrem na escola a porta de entrada para uma vida melhor, com acesso à educação, saúde e outros direitos básicos. O apoio da família e da sociedade como um todo é muito importante para apoiar esse processo”, disse Martinha.  
Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que 45,6 milhões de pessoas têm algum tipo de deficiência, o que corresponde a 23,91% da população brasileira. A inclusão dessa população na escola regular está inserida num projeto nacional de educação para todos definido por políticas públicas. Em novembro de 2011, o governo federal lançou o Viver sem Limite – Plano Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência, que reúne ações estratégicas em educação, saúde, cidadania e acessibilidade para promover a inclusão social e autonomia dessa população. Entre essas ações está o repasse anual de R$ 100 milhões para financiar obras de acessibilidade em escolas ainda sem adaptação. 
Segundo o MEC, em 2003 havia no Brasil 8 mil escolas públicas e privadas arquitetonicamente acessíveis, o que então correspondia a 5% das escolas. Em 2011, eram 34.600 escolas. O desafio, segundo Martinha Clarete, é adaptar os prédios escolares antigos e não permitir que nenhum novo seja entregue sem atender às normas técnicas de acessibilidade.
Fonte http://www.redebrasilatual.com.br/temas/cidadania/2013/02/falta-de-transporte-e-maior-obstaculo-para-pessoa-com-deficiencia-ir-a-escola

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A INCLUSÃO ESCOLAR AINDA USA FRALDAS? http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2010/07/inclusao-escolar-ainda-usa-fraldas.html