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quarta-feira, 13 de novembro de 2013

PARALISIA CEREBRAL/INCLUSÃO - Homem curitibano relata sua história de superação e inclusão escolar

HOMEM COM PARALISIA CEREBRAL CONTA A SUA HISTÓRIA ( E SUPERAÇÃO DE BARREIRAS)

(imagem - foto colorida de um  homem em uma cadeira de rodas motorizada, e uma rua da cidade onde mora, Curitiba, vestindo uma calça azul claro e uma blusa azul escuro, com pessoas caminhando atrás dele, totalmente independente, caso as calçadas sejam acessíveis, e nosso olhar não seja piedoso - fotografia de Gerson Khaina, matéria de Giselle Ulbrich)

Ser uma pessoa com uma paralisia cerebral (que não é um "portador" e sim um cidadão com deficiência física -informa o DefNet), é uma sentença para se levar a vida inteira dependente e sem conquistas próprias? Certo? Errado!

Para o contador  Mauro Sérgio Langoswski, de 37 anos, a afirmação é totalmente falsa e prova isto contando a sua história. Ele não só estudou, conquistou sua casa própria e se formou bacharel em Ciências Contábeis como ganhou o 2º lugar num prêmio científico do Conselho Estadual de Contabilidade.

Mauro tem paralisia cerebral de nascença, por problema de parto. Ele conta que viveu 21 anos em casa, numa colônia polonesa em Colombo, sob os cuidados da família, até que conheceu um grupo de amigos com deficiência. Os amigos lhe mostraram que a vida de uma pessoa especial pode ter novos horizontes e o estimularam a estudar. Através do curso supletivo, fez os ensinos fundamental e médio,e , no dia que pegou o diploma, já tinha sido aprovado no vestibular na Facinter para o curso de Ciências Contábeis. Fez o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem)  e conseguiu bolsa de estudos para custear a faculdade.

Por causa da deficiência Mauro tem problemas na fala e anda de cadeira de rodas. Mas recebeu o apoio e o carinho de muita gente. Fez trabalhos e provas orais e, depois de quatro anos e meio de muita batalha, se formou com louvor no dia 30 de abril.  Tirou nota 9,6 no seu trabalho de conclusão de curso (TCC), o que levou a coordenadora do curso, Viviane da Costa Freitag,  a inscrever o trabalho no prêmio anual do Conselho Estadual de Contabilidade. O trabalho ficou tão bom que Mauro ficou entre os 20 finalistas e conquistou o segundo lugar.

DIFICULDADES
Mauro nunca andou e depende de cadeira de rodas para se locomover. Na época em que ainda fazia faculdade, apesar de já ter comprado sua casa na Tatuquara, teve dificuldades para andar nas ruas esburacadas e sem asfalto, o que resultou na quebra de algumas cadeiras. Para evitar o deslocamento tão longo e os consertos e compras de novas cadeiras, conseguiu um quarto na casa do estudante universitário (CEU) , onde morou até o final do curso universitário.
Mauro se orgulha de fazer quase tudo sozinho. As poucas coisas que ele não consegue fazer são comer sozinho, escrever usando caneta,  e fazer a barba. "O resto eu faço tudo sozinho sem a ajuda de ninguém", disse o contador.
fonte - http://www.parana-online.com.br/editoria/cidades/news/706490/?noticia=HOMEM+COM+PARALISIA+CEREBRAL+CONTA+SUA+HISTORIA

LEIAM TAMBÉM NO MEU BLOG INFOATIVO.DEFNET -  

FREUD E A "INVENÇÃO" DA PARALISIA CEREBRAL http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2010/09/freud-e-invencao-da-paralisia-cerebral.html

domingo, 7 de julho de 2013

PARALISIA CEREBRAL/TECNOLOGIA ASSISTIVA - No Paraná professor cria mouse para aluna com Paralisia Cerebral

Professor paranaense desenvolve "mouse" para aluna com paralisia cerebral


O professor Jair de Oliveira Junior, desenvolveu um dispositivo que substitui o mouse, para uma aluna do Curso Técnico em Informática em Nova Esperança.

Michele Aparecida Peixoto frequenta as aulas do 3º ano do curso,  no Colégio São Vicente de Paula,  com dificuldades para utilizar um mouse convencional, o professor pesquisou equipamentos para substituir , mas constatou que o custo era muito alto. 
“Pensei em fazer algo semelhante de baixo custo e compatível com a estrutura dos laboratórios do colégio”, explicou o professor.
Na construção do mouse foram usados pedais de máquina de costura, caixa de madeira, peças de impressoras, rolamentos de bicicleta, mouses antigos, pedaço de borracha para descanso da mão e fios usados de fontes de alimentação de computadores. Depois de 15 horas de trabalho e dedicação, o dispositivo ficou pronto.
O novo acessório foi uma surpresa para a aluna.
“Tenho dificuldades para usar o mouse e perdia muito tempo nas aulas. Agora ficou mais rápido, e consigo fazer mais rápido as atividades”, comentou Michele.
“Com essa peça ela conseguiu melhorar sua integração com a sociedade e com o mundo digital”, disse o professor que ainda pretende construir um teclado adaptável.
TECNOLOGIA ASSISTIVA
Tecnologia Assistiva são recursos e serviços destinados às pessoas com deficiência para melhorar sua autonomia, independência, qualidade de vida e inclusão social. Na educação, ela serve para apoiar, complementar e suplementar a interação de alunos com deficiência.
O seu uso nas escolas promove a acessibilidade e a participação do aluno no processo de ensino e aprendizagem no sentido de construir e ampliar a via de expressão e compreensão da pessoa com deficiência.
A Secretaria de Estado da educação oferece recursos humanos e tecnológicos como o professor de apoio à comunicação alternativa e equipamentos acessíveis como o teclado e mouse adaptados bem como softwares.

Caso algum aluno precise, a equipe pedagógica das escolas devem identificar a necessidade dele e o diretor da escola encaminhar ofício solicitando o serviço ou apoio (recursos humanos e/ou tecnologia assistiva) para a Secretaria.

Das 1.617 salas de recursos mantidas pela Secretaria, cerca de 30% já receberam recursos como computadores com itens de acessibilidade. Existe também convênio com o Programa Escola Acessível do Governo Federal que encaminha recursos diretamente à Associação de Pais, Mestres e Funcionários (APMF) das escolas para a aquisição da tecnologia.
LEIA TAMBÉM NO MEU BLOG INFOATIVO,DEFNET - 

POR QUE AS TECNOLOGIAS NOS AFETAM? http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2010/04/por-que-as-tecnologias-nos-afetam.html