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sexta-feira, 4 de outubro de 2019

Alzheimer&Pesquisas - Cientistas revertem um ano de Alzheimer em dois meses através de nova invenção

Cientistas revertem um ano de Alzheimer em dois meses através de nova invenção (fonte Panorama Farmacêutico)

Alzheimer
imagem publicada na matéria - um homem com o 'chapéu' com ondas eletromagnéticas e uma representação ao lado com os locais onde são emitidas no cérebro as ondas eletromagnéticas 

Neurocientistas americanos da NeuroEM Therapeutics, em Phoenix, EUA, conseguiram reverter a perda de memória provocada pela doença de Alzheimer com a utilização de um chapéu com ondas eletromagnéticas.
No estudo-piloto, realizado com apenas oito voluntários, o chapéu magnético conseguiu reverter um ano de memória perdida em apenas dois meses.
Os oito voluntários são pacientes que sofrem da doença de Alzheimer, de leve a moderada. Eles receberam um chapéu MemorEM, que utiliza emissores criados especialmente para gerar um fluxo específico de ondas eletromagnéticas através do crânio.
Os pesquisadores observaram “desempenho cognitivo aprimorado” em sete dos oito voluntários na pesquisa.
O tratamento foi realizado duas vezes por dia, durante o período de uma hora, e são muito simples de administrar em casa.
O estudo foi publicado no Journal of Alzheimer’s Disease, mostrando alguns resultados, que precisam de mais pesquisas.
O biólogo Gary Arendash, CEO da NeuroEM Therapeutics, falou sobre o estudo: “Talvez a melhor indicação de que os dois meses de tratamento tenham um efeito clinicamente importante nos pacientes com DA [doença de Alzheimer] neste estudo seja que nenhum dos pacientes quis devolver o dispositivo de cabeça ao Instituto da Universidade do Sul da Flórida / Byrd Alzheimer após o estudo ser concluído”.
Segundo o biólogo, um paciente disse: “Voltei”.
O chapéu
O equipamento está sendo desenvolvido por dois cientistas que são os fundadores da NeuroEM Therapeutics.
Considerando as evidências já alcançadas, o chapéu TEMT parece capaz de deteriorar as proteínas amilóide-beta tóxicas e também as proteínas tau que foram tem forte relação com o Alzheimer: as ondas parecem ser capazes de desestabilizar as ligações fracas de hidrogênio que mantêm os aminoácidos unidos
Aparentemente essas proteínas entopem o cérebro destruindo e sufocando os neurônios necessários para manutenção das memórias, gerar fala à partir de pensamentos entre outros processos cognitivos fundamentais para nosso funcionamento.
A partir de uma série de testes cognitivos, criados para medir o nível de demência, a influência das ondas eletromagnéticas foi vista como “grande e clinicamente importante”.
Um ano de memória recuperada
A escala medida do ADAS-Cog varia entre uma média de cinco pontos para alguém sem Alzheimer, para uma média de 31 pontos para quem sofre da Doença e o estudo observou uma mudança positiva na média que foi de mais de quatro pontos em sete dos oito voluntários.
Esse nível de mudança, de quatro pontos, corresponde a uma redução cognitiva de mais de um ano em pacientes com Alzheimer.
Portanto equivaleu a um ano do impacto negativo da doença de Alzheimer na memória e pensamento revertido. Isso no espaço de dois meses de testes.
Sem efeito colaterais
O estudo também demonstrou que nenhum dos participantes pareceu sofrer efeitos colaterais ou quaisquer danos no cérebro que causados pelo tratamento com ondas eletromagnéticas.
A próxima empreitada seria um estudo bem maior, envolvendo mais pacientes com doença de Alzheimer,
A empresa está planejando um estudo envolvendo 150 voluntários para este ano. Se esse ele demonstrar que o tratamento TEMT tem eficácia e é seguro, poderá alcançar aprovação regulatória para comercialização do equipamento.
“Esses resultados fornecem evidências preliminares de que a administração do TEMT avaliada neste pequeno estudo de DA pode ter a capacidade de melhorar o desempenho cognitivo em pacientes com doença leve a moderada”, disse Amanda Smith, neurocientista da Universidade do Sul da Flórida (EUA).
Veja também:
leiam também no meu blog INFOATIVO.DEFNET matérias sobre ALZHEIMER
Alzheimer não é uma piada, mas pode ser poesia de vida - 

sábado, 30 de julho de 2016

ALZHEIMER/NOVOS TRATAMENTOS - LMTZ - Novo medicamento pode retardar progressão de Alzheimer em 80%

Novo medicamento pode retardar progressão de Alzheimer em 80%

(imagem da matéria - um cérebro humano como uma cópia em material sintético com um estetoscópio o envolvendo) 

A substância LMTX demorou 30 anos a ser desenvolvida, mas mostra resultados “sem precedentes”

Uma nova droga, chamada LMTX, foi testada em um grande ensaio clínico que já se encontra na fase final e foi apresentada esta semana na conferência internacional da Alzheimer Association, em Toronto.
Embora já existam algumas drogas para a doença de Alzheimer, elas têm pouco efeito. “Os nossos resultados são sem precedentes, em comparação com quaisquer outros", disse Claude Wischik, da Universidade de Aberdeen, Reino Unido, e co-fundador da empresa farmacêutica TauRx Pharmaceuticals, que desenvolveu LMTX.
Das 891 pessoas envolvidas no estudo, 15% tomaram apenas LMTX, enquanto as restantes tomaram a substância em conjunto com outros tratamentos que já faziam, ou receberam um placebo.
Ao fim dos 15 meses do estudo, os testes de capacidade mental revelaram que as pessoas que tomaram exclusivamente LMTX tiveram uma redução significativa da progressão da doença com retardamento do declínio cognitivo.
“No geral, [o medicamento] retarda a progressão em cerca de 80%", disse Wischik, segundo cita o site New Scientist.
As ressonâncias magnéticas revelaram que a atrofia cerebral diminuiu entre 33 e 38% em pacientes que foram tratados exclusivamente com LMTX, em comparação com os que tomaram o placebo.
Porém, quando tomada em combinação com outras drogas, a LMTX não mostrou qualquer efeito, o que levou muitos especialistas a olharem com reservas para os resultados. Contudo, há quem explique que o fato de esta substância não funcionar em coterapia pode se dever ao fato de as outras drogas ajudarem a limpar o material tóxico do cérebro, podendo acabar por retirar o LMTX também
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terça-feira, 4 de agosto de 2015

ESQUIZOFRENIA/TECNOLOGIAS - Uso de iPad pode ajudar memória de pessoas com esquizofrenia

Aplicativo para treinar cérebro pode ajudar pessoas com esquizofrenia

cérebro; mente; pensamento (Foto: Thinkstock)
(imagem - um cérebro em azul com suas circunvoluções realçadas por uma claridade que as realça sobre um fundo azul escuro - fonte Thinkstock)

LONDRES (Reuters) - Um jogo de "treino cerebral" para iPad desenvolvido na Grã Bretanha pode melhorar a memória de pacientes com esquizofrenia, ajudando-os em suas vidas cotidianas em casa e no trabalho, disseram pesquisadores nesta segunda-feira.

Cientistas da Universidade de Cambridge disseram que testes feitos com um pequeno número de pacientes que jogaram o game por quatro semanas descobriram que tiveram melhorias na memória e no aprendizado.

O jogo, "Wizard", é desenhado para ajudar a chamada memória episódica - o tipo de memória necessária para lembrar onde você deixou suas chaves algumas horas atrás, ou para lembrar algumas horas depois onde você estacionou seu carro em um estacionamento com muitos andares.
Este estudo, publicado no periódico Philosophical Transactions of the Royal Society B, descobriu que 22 pacientes que jogaram o jogo da memória incorreram significativamente em menos erros para tentar lembrar a localização de diferentes testes de padrões específicos.
"Precisamos de uma maneira de tratar os sintomas cognitivos da esquizofrenia, como problemas com a memória episódica, mas o progresso em desenvolver um tratamento com medicamentos tem sido lento", disse Barbara Sahakian do departamento de psiquiatria da Universidade de Cambridge.
"Este estudo de prova de conceito... demonstra que o jogo da memória ajuda onde as drogas falharam até então. E porque o jogo é interessante, até mesmo os pacientes com falta de motivação são estimulados a continuar o treinamento."
fonte - http://br.reuters.com/article/internetNews/idBRKCN0Q821120150803 © Thomson Reuters 2015 All rights reserved.

domingo, 26 de julho de 2015

ALZHEIMER/NOVOS TRATAMENTOS - Novo medicamento pode ser eficaz para a doença

SOLANEZUMAB: UMA ARMA DE FUTURO CONTRA O ALZHEIMER

solanezumab_01
(imagem - foto da matéria com uma fotografia em preto e branco de uma mulher com uma criança no colo sendo segura por mãos envelhecidas, com a foto desfocada, como representação de lembranças que se apagam na memória)

Investigadores do laboratório Eli Lilley mostram-se bastante animados com os primeiros resultados deste novo medicamento que promete ser uma arma de futuro no combate à doença de Alzheimer.
A doença de Alzheimer é a principal forma de demência, afectando 36 milhões de pessoas em todo o Mundo. A doença aumenta exponencialmente com o aumento de idade (30% das pessoas com mais de 80 anos têm Alzheimer) e estima-se que, com o aumento da esperança média de vida, 1 em cada 85 pessoas em 2050 seja afectada. Uma verdadeira epidemia com implicações sociais graves decorrentes da perda de capacidades cognitivas dos doentes.
Os medicamentos existentes no mercado têm resultados moderados, dirigindo-se apenas ao combate dos principais sintomas. Durante anos os investigadores lutaram para encontrar um fármaco que conseguisse ir mais além e actuar directamente na raiz do problema, intervindo ao nível da causa ao invés de tentar controlar os sintomas. E parece que estamos mais próximos desse objectivo, pelo menos a julgar pelo entusiasmo suscitado na equipa de investigação da Eli Lilley que andou a trabalhar nos últimos anos num fármaco.
O medicamento em foco tem de seu nome solanezumab e actua sobre as placas de beta-amilóide que se acumulam nos neurônios de algumas regiões cerebrais específicas, nomeadamente o hipocampo e o nucleo basal de Meyenert. A acumulação de proteínas amilóide nas células neuronais é um dos principais mecanismos fisiopatológicos subjacentes à doença de Alzheimer, sendo que o solanezumab (um anticorpo monoclonal) ataca e impede a ligação destes compostos proteicos.
solanezumab_02
(imagem - representação de neurônio em três fases do Alzheimer, com a proteína beta amilóide sendo produzida e próxima dos axônios (que são extensões e conexões das célunas do SNC), e como as placas de beta amilóide vão inibindo e bloqueando a comunicação entre as células até a sua morte. A nova droga Solanezumab trabalha atacando estas placas, representada por bolinhas pretas que englobam-se às proteínas betaamilóides em pequenos traços vermelhos ao centro.)

Todavia a história do solanezumab foi feita de altos e baixo. Em 2012 o primeiro ensaio no qual esteve envolvido terminou com resultados desapontantes. Mas uma análise cuidada posterior revelou que os doentes com formas mais moderadas da doença que tinham tomado solanezumab mostravam melhores resultados nos testes de funções cognitivas, um declínio 30% mais lento quando comparado com os doentes do grupo placebo.
Em face disto a empresa farmacêutica decidiu estender o ensaio mais algum tempo, de modo a analisar melhor quais os efeitos reais do solanezumab sobre os doentes com formas de doença moderada. Para isso decidiram incluir todos os doentes neste estadio no estudo, tendo sido dado a todos (mesmo àqueles que antes estavam no grupo placebo) o fármaco em questão.
Os resultados da segunda fase do estudo foram apresentados no passado dia 22 de julho na conferência da Associação Internacional de Alzheimer e vieram confirmar a eficácia do solanezumab. Os investigadores verificaram que os doentes que na primeira fase tinham tomado solanezumab mostravam um declíno mais lento da sua função cognitiva. Os doentes do grupo placebo, apesar de mostrarem melhores resultados nos testes após começarem a tomar o solanezumab, não chegaram a igualar os resultados do outro grupo, sugerindo que o fármaco tenha um efeito sobre a história natural da doença e não sobre os sintomas (se fosse este o caso, era expectável que ambos os grupos se equivalessem).
Os resultados deste estudo vêm dar um novo alento na busca de uma cura ou de pelo menos um tratamento mais eficaz da doença de Alzheimer. Por agora o medicamento vai entrar num novo estudo, cujos resultados serão divulgados daqui a 18 meses. Apesar de ainda ter que entrar num novo estudo demorar alguns anos até o solanezumab entrar no mercado, os médicos olham com entusiasmo para este fármaco. Richard Morris, professor de neurociência na Universidade de Edinburgo declarou-se “cautelosamente otimista”. “Da perspectiva do público, eles também deveriam estar assim. Isto não é um estudo em animais, é um estudo em pessoas e isso é significativo.”
FONTE - http://shifter.pt/2015/07/solanezumab-uma-arma-de-futuro-contra-o-alzheimer/
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sábado, 11 de abril de 2015

CÂNCER/AVANÇOS -Cientista brasileira cria sensor para detecção de Câncer

Brasileira cria sensor que detecta câncer em estágio inicial

Cientista brasileira
(imagem - a cientista brasileira Priscila Monteiro Kosaka olhando para a câmera e de luva azul em seu laboratório de pesquisas - fotografia da matéria)

São Paulo – A cientista brasileira Priscila Monteiro Kosaka criou uma tecnologia que promete avançar os estudos sobre o câncer no mundo.
Doutora em Química e integrante do Instituto de Microeletrônica de Madri, Priscila desenvolveu, junto a outros pesquisadores da instituição, um nanosensor que detecta a doença nos primeiros estágios de infecção, antes do paciente ter os sintomas.
O trabalho da pesquisadora foca no desenvolvimento de uma tecnologia para a identificação de biomarcadores, que apontam se o indivíduo possui ou não um tipo específico de doença.
“Eles (biomarcadores) são usados para seguir o crescimento oncológico de cânceres avançados e a resposta ao tratamento aplicado ao paciente”, relata Priscila, em entrevista à EXAME.com.
De acordo com a cientista, o nanosensor inventado por ela possui uma sensibilidade 10 milhões de vezes maior que a dos exames tradicionais de sangue e é mais específico, pois descobre qual tipo de câncer o paciente tem. Assim, o diagnóstico é mais rápido e preciso.
Ela explica que o sensor é como um trampolim com anticorpos que reconhecem o biomarcador. “É muito simples, se o biomarcador cancerígeno está na amostra, esse será gravado pelo sensor, que funcionará como uma etiqueta”.
Assim, caso o exame de sangue revele a doença, a superfície do nanosensor ficará com uma cor avermelhada e brilhará como uma árvore de Natal, relata Priscila.
Além do diagnóstico de diversos tipos de câncer, a pesquisadora conta que o grupo do Instituto de Microeletrônica em que trabalha também tem interesse em testar o sensor para a detecção de outras enfermidades como o Mal deAlzheimer e a AIDS.
A taxa de erro do sensor é de apenas dois em cada 10 mil ensaios realizados em laboratório.
Apesar de ainda não ter uma previsão de quando o sensor entrará no mercado, a cientista confirma que já concluíram a primeira parte na aprovação do produto para uso clínico e estão avançando rapidamente para os próximos estágios.
O objetivo da equipe é que o nanosensor seja ultrassensível e de baixo custo. “Só assim todas as pessoas terão acesso ao exame”, diz a pesquisadora.

A ida para a Espanha

Após seis anos de trabalho em Madri, Priscila conseguiu publicar o artigo sobre o sensor na revista internacional Nature Nanotechnology.
Ela conta que saiu do Brasil, pois o campo que pesquisa, o dos biossensores nanomecânicos, ainda não era forte no país.  No entanto, o interesse começou na UnB, trabalhando com os professores da instituição.
“Eu aprendi a profissão de cientista durante o meu doutorado com a Prof. Dra. Denise Petri e o Prof. Dr Yoshio Kawano”, relata a pesquisadora. 
FONTE - Marina Demartini, http://exame.abril.com.br/tecnologia/noticias/brasileira-cria-sensor-que-detecta-cancer-em-estagio-inicial

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

SAÚDE MENTAL /DEPRESSÃO - Um segundo coração artifical ajuda em estudo sobre nossas depressões

Homem 'com dois corações' ajuda cientistas a estudar a depressão

(imagem - uma representação do corpo humano, de um homem de braços abertos,  em azul, como transparência, com o nosso sistema circulatório em vermelho, da matéria BBC Getty imagens)
A cada segundo, aproximadamente, Carlos (nome fictício) sentia um "tum-tum" dentro da barriga, bem na altura do umbigo. Eram as batidas de seu "segundo coração".
A pequena bomba artificial foi implantada para aliviar o esforço realizado pelos enfraquecidos músculos cardíacos do paciente.
Mas, para Carlos, os batimentos do aparelho pareciam ter substituído sua própria pulsação, provocando uma estranha sensação que acabou distorcendo a imagem que ele tinha de si mesmo. Era como se seu peito tivesse ido parar no abdômen.
Quando conheceu Carlos, o neurocientista Agustín Ibañez, da Universidade Favaloro, em Buenos Aires, logo suspeitou que outros efeitos estranhos estavam por acontecer. Para Ibañez, ao mudarem o coração daquele homem, os médicos também mudaram sua cabeça.
Carlos agora pensava, sentia e agia de maneira diferente por causa do implante.
Sempre falamos em "seguir o que o coração manda", mas só recentemente pesquisadores começaram a entender como o órgão contribui para as nossas emoções e o misterioso sentimento de intuição.
A noção já era antiga - basta lembrar que, ao embalsamar corpos, os egípcios mantinham o coração intacto enquanto não viam problemas em retirar do morto seu "recheio craniano".
William James, fundador da psicologia moderna, ajudou a formalizar essas ideias no século 19, ao sugerir que os sentimentos fazem parte de um ciclo de comunicação entre o corpo e o cérebro.
Ele levantou também a seguinte questão: se cada pessoa tem uma consciência corporal diferente, elas também sentiriam emoções de maneira diferente?
Suas ideias foram colocadas à prova recentemente por um grupo de cientistas da Universidade de Munique, na Alemanha. Eles pediram que voluntários contassem seus batimentos cardíacos apenas com o que sentiam no peito, sem tocá-lo. Um em cada quatro acertou metade da contagem, enquanto outro quarto conseguiu 80% de precisão.
Depois disso, os voluntários foram submetidos a vários testes cognitivos. E foi aí que as teorias de James se comprovaram: aqueles com mais consciência de seus corpos tenderam a ter reações mais intensas a imagens emotivas, além de descreverem melhor seus sentimentos. Eles também reconheciam mais as emoções em outros rostos e eram mais rápidos ao reagir a uma ameaça.
Em outras palavras: as pessoas que estão sintonizadas com seu corpo tendem a ter uma vida emocional mais vívida, tanto nos bons quanto nos maus momentos.
Esses sinais secretos do corpo também podem estar por trás da nossa intuição – aquela sensação indefinível de que algo está prestes a acontecer.
Um estudo na Universidade de Exeter, na Grã-Bretanha, examinou voluntários enquanto eles jogavam cartas. O autor da pesquisa, o psicólogo Barney Dunn, afirma que aquelas pessoas que conseguiam contar seus próprios batimentos cardíacos com mais precisão tendiam a fazer escolhas que indicavam que eles seguiam mais sua intuição.
Por isso, pode ser verdadeira a noção de que as pessoas mais "sintonizadas" a seus corações tendem a se guiar mais por instinto.
Voltemos então a Carlos. O que acontece com esses sentimentos quando você tem um coração artificial? Será que o fato de ele ter percebido mudanças em sua vida pode ser uma prova de que nossas mentes vão além do cérebro?
O neurocientista Ibañez conseguiu observar exatamente isso. Carlos só conseguia descrever as batidas do aparelho como sendo as pulsações que ele percebia. Ele também parecia não reagir com empatia quando via imagens de pessoas envolvidas em um grave acidente.
Carlos ainda teve dificuldades em perceber as emoções e intenções de outros indivíduos e, fundamentalmente, parecia ter perdido a capacidade de tomar decisões intuitivamente – tudo conformado à ideia de que o coração comanda a cognição emocional.
Infelizmente, Carlos morreu por causa de complicações em outros tratamentos, mas Ibañez espera poder continuar seus estudos em outros pacientes.
Ele atualmente está fazendo testes em pessoas que receberam transplante completo de coração e investigando se um defeito na ligação entre o corpo e o cérebro poderia levar a um transtorno da despersonalização - que faz com que pacientes tenham a estranha sensação de não viverem em seus próprios corpos.
Já o psicólogo britânico Barney Dunn acredita que as pesquisas do argentino podem ser importantes para o tratamento da depressão. "Atualmente, as terapias se concentram demais em tentar mudar a maneira de um paciente pensar, e esperar que isso transforme também suas emoções", afirma.
Mas mesmo quando alguns pacientes passam a pensar positivamente, muitos têm dificuldade em sentir alegria, por exemplo – um problema que Dunn atribui a uma deficiência no sistema de comunicação entre as sensações e o cérebro.
Os cientistas acreditam ainda que pessoas com depressão profunda não conseguem achar seu próprio batimento cardíaco facilmente. Mas, para Dunn, isso pode ser aprendido com muita prática.
"Ouvir o que o coração diz" pode ser mais que apenas poesia, ou jogo de palavras. É uma atitude que pode enriquecer a vida emocional de uma pessoa.
FONTE David Robson   Da BBC Future- http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2015/02/150216_vert_fut_homem_dois_coracoes_ml

sábado, 4 de outubro de 2014

AUTISMO/ROBÓTICA - Um robô auxilia no tratamento de autistas

Autistas interagem com robô que pode auxiliar em tratamento

De tecnologia francesa, NAO é considerado um dos robôs mais avançados do mundo e é capaz de reconhecer comandos de voz, gestos e toques

Japão lança robôs inspirados em animadoras de torcida - Foto: Divulgação
*imagem ilustrativa de um robô utilizado no Japão, de cor vermelha predominante, que é utilizado com se fossem os animadores de torcidas...)

São Paulo - Pela primeira vez no Brasil, pessoas com autismo tiveram contato com um robô capaz de auxiliá-las no tratamento. O Estado acompanhou, na manhã de ontem, a iniciativa com dois adultos e quatro crianças atendidos pela ONG Gaia (Grupo de Apoio ao Indivíduo com Autismo) em São José dos Campos, no Vale do Paraíba.

De tecnologia francesa, o NAO tem 57 centímetros de altura. É composto por duas câmeras, quatro microfones, dois alto-falantes e sensores espalhados pelo corpo revestido de material plástico. É considerado um dos robôs mais avançados, capaz de reconhecer comandos de voz, gestos e toques.
O que parece ser um brinquedo pode ajudar a melhorar a interação de pessoas com autismo e, assim, dar mais qualidade de vida a elas. A equipe da ONG se emocionou com a experiência. Quando o robô começou o gingado de capoeira, um dos pacientes levantou e imitou o movimento. "Isso é uma revolução", diz a psicóloga Ana Maria de Andrade.
Segundo a terapeuta ocupacional Juliana Janei, uma das características do autismo é o isolamento social. "A interação entre os meninos é mínima, dado o grau de severidade. O que vemos neste primeiro contato é que, além da interação, o Daniel (paciente da ONG) gostou da companhia." O garoto, de 17 anos, tocava o robô para continuar a ouvir música.
Estudantes de robótica de um colégio de São José dos Campos que acompanharam a experiência já fazem planos para usar o robô no auxílio de pessoas com autismo. Eles devem iniciar, nos próximos dias, os trabalhos de programação específica para atender às necessidades dos pacientes.
Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), há mais de 2 milhões de autistas no Brasil e 70 milhões no mundo.
FONTE - http://exame.abril.com.br/tecnologia/noticias/autistas-interagem-com-robo-que-auxilia-tratamento
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ROBÔS, POLÍTICA E DEFICIÊNCIA. http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2012/07/robos-politica-e-deficiencia.html

terça-feira, 15 de abril de 2014

ALZHEIMER/PESQUISAS - Investigação portuguesa permite fármacos mais eficazes contra Alzheimer

Fármacos mais eficazes na doença de Alzheimer


Investigadores da Universidade de Coimbra (UC) desenvolveram um estudo que, além de ajudar a tornar "o diagnóstico da doença de Alzheimer mais claro", permite criar "fármacos mais eficazes na fase inicial da doença", anunciou aquela instituição.

Uma equipa de investigadores do Centro de Neurociências e Biologia Celular (CNC) da UC "mostrou, pela primeira vez, a localização subcelular (zona da célula) da proteína precursora da beta-amilóide (APP) que origina a proteína tóxica envolvida no surgimento da doença de Alzheimer", afirma uma nota da UC, hoje divulgada.

Ao mapearam a proteína APP, para identificarem a sua "distribuição em diferentes regiões das sinapses (ligações entre os terminais nervosos responsáveis pela transmissão de informação de um neurônio para outro) e nos diferentes tipos de neurônios", os especialistas descobriram que "a APP está enriquecida na região pré-sináptica ativa (zona da sinapse onde são libertados os neurônios transmissores) e nos neurônios glutamatérgicos".

Os neurônios glutamatérgicos são responsáveis pela "libertação de glutamato", que garante "a 'ligação' do sistema nervoso", isto é, assegura que "os neurônios comuniquem entre si", salienta na mesma nota a UC.

Com esta descoberta, "finalmente percebe-se porque é que na fase inicial da patologia ocorre a perda da conexão entre neurônios (sinapses) e a degeneração dos neurônios glutamatérgicos é a mais acentuada", sublinha Paula Agostinho, investigadora do CNC da UC e autora responsável pelo artigo científico sobre esta investigação, que será publicado no "Journal of Alzheimer's Disease", em maio.

Os resultados do estudo, realizado em modelos animais (ratos), ao longo dos últimos três anos, "além de ajudarem a tornar o diagnóstico da doença de Alzheimer mais claro, permitem desenvolver fármacos mais eficazes na fase inicial da doença, evitando a clivagem da APP (proteína precursora) para impedir a formação da proteína tóxica (beta-amilóide) e direcionar as terapias para o sistema glutamatérgico", sustenta Paula Agostinho.

fonte - http://www.dn.pt/inicio/ciencia/interior.aspx?content_id=3811603&seccao=Sa%FAde
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ALZHEIMER NÃO É UMA PIADA, mas pode ser poesia de vida http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2011/06/alzheimer-nao-e-uma-piada-mas-pode-ser.html


quinta-feira, 6 de março de 2014

HIV/AIDS/AVANÇOS - Pesquisadores dos EUA usaram terapia genética para 'melhorar' sistema imunológico

Médicos usam terapia genética para proteger pacientes de ação do vírus HIV

Pesquisadores nos Estados Unidos usaram terapia genética para "melhorar" o sistema imunológico de 12 pacientes com HIV para protegê-los contra a ação do vírus, que causa a Aids.
Célula-T infectada pelo vírus HIV
(imagem - uma foto em microscópio eletrônico que nos mostra as Células-T  que foram alteradas geneticamente com mutação que dá resistência à ação do HIV - fotografia BBC)

A experiência aumenta a perspectiva de que os pacientes não precisem mais tomar medicamentos diários para controlar a infecção.
Glóbulos brancos (células responsáveis pelo combate a infecções) foram retiradas dos pacientes e reinjetados após passarem por um tratamento para dar a elas resistência ao HIV.
Cliqueestudo, divulgado na publicação científica New England Journal of Medicine, sugere que a técnica é segura

Mutação

Algumas pessoas nascem com uma rara mutação genética que os protege do HIV.
Essa mutação altera a estrutura das células-T, parte do sistema imunológico, o que faz com que os vírus não consigam entrar nas células e se multiplicar.
A primeira pessoa a se recuperar totalmente da infecção pelo HIV, Timothy Ray Brown, teve seu sistema imunológico extinto com um tratamento contra leucemia e depois reposto com um transplante de medula óssea de alguém com a mutação genética.
Agora os pesquisadores da Universidade da Pensilvânia estão adaptando os próprios sistemas imunológicos dos pacientes para dar a eles a mesma defesa.
Milhões de células-T foram tiradas do sangue e cultivadas em laboratório até que os médicos tivessem bilhões de células com as quais pudessem trabalhar.
A equipe de cientistas alterou então o DNA dentro das células-T para dar a elas a mutação protetora - conhecida como CCR5-delta-32.
Cerca de 10 bilhões de células foram então reinjetadas, apesar de que apenas 20% delas haviam sido modificadas com sucesso.
Quando os pacientes tiveram a medicação suspensa por quatro semanas, o número de células-T não protegidas ainda no corpo caiu dramaticamente, enquanto as células-T modificadas pareciam estar protegidas e ainda poderiam ser encontradas no sangue vários meses depois.

Substituição

A experiência foi desenvolvida para testar apenas a segurança e a possibilidade de utilização do método, e não se ele poderia substituir o tratamento mais comum no longo prazo.
"Esta é a primeira vez que isso é feito. A edição genética nunca havia sido testada antes em seres humanos (para o combate ao HIV)", afirmou à BBC o diretor do Laboratório de Produção de Vacinas e de Células Clínicas da Universidade da Pensilvânia, Bruce Levine.
"Nós conseguimos usar essa tecnologia com o HIV e mostrar que ela é segura e praticável, então essa é uma evolução no tratamento do HIV a partir da terapia antirretroviral diária", afirmou.
Segundo ele, o objetivo agora é desenvolver uma terapia que possa substituir a cara medicação diária que os pacientes com HIV tomam.
"E se pudermos agora avançar para um tratamento que pode durar anos?", sugere Levine.
Um tratamento desse tipo poderia ser caro, então qualquer benefício dependeria de quanto tempo as pessoas poderiam ficar sem tomar as drogas tradicionais e por quanto tempo duraria a proteção contra a ação do vírus.
Levine argumenta que isso poderia durar vários anos, o que poderia significar um gasto menor no longo prazo.
FONTE - http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2014/03/140306_terapia_genetica_tratamento_hiv_rw.shtml
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PRECONCEITO É TEMA DO DIA MUNDIAL DE COMBATE À AIDS 2009 http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2009/11/infoativo_30.html

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

QUEIMADURAS/NOVOS TRATAMENTOS - Uma "arma de células tronco'' revoluciona recuperação das vítimas

Spray de células-tronco ajuda a curar vítimas de queimaduras

Processo leva apenas uma hora e meia e pele é recuperada em questão de dias

Spray de células-tronco ajuda a curar vítimas de queimaduras
(imagem - o desenho esquemático do processo de cuidado e tratamento, em inglês tendo ao alto o título Skin Burn Disease Therapy, com um braço queimado desenhado logo abaixo, com uma seta que indica um desenho onde é tratado por um profissional de saúde com as células tronco, e de onde sai uma seta para um braço abaixo já recuperado das queimaduras - foto de divulgação da matéria - sobre o  Cultivo, aplicação e recuperação: as três fases do tratamento. (Fonte da imagem: Reprodução/Daily Mail)

O processo de recuperação de vítimas de queimadura costuma ser demorado e complicado, mas um equipamento em fase de protótipo promete revolucionar o tratamento. A novidade veio do Instituto de Medicina Regenerativa da Universidade de Pittsburgh, nos Estados Unidos, e consiste em uma "arma de células".

O método funciona em três passos. O primeiro é cultivar uma mistura que inclui células-tronco de outros pontos da pele do próprio paciente. Em seguida, utilizando uma "pistola" em forma de spray, o médico responsável aplica o material diluído em água no local do ferimento. Na superfície, capilares artificiais recebem uma solução nutricional para acelerar a recuperação, que leva apenas alguns dias.

Os dois primeiros passos levam apenas 90 minutos para serem realizados e a pele pode ser recuperada em questão de cinco ou seis dias – um alívio para os pacientes, que sentem uma dor incontrolável, e para os médicos, que perdem muitas vítimas de queimaduras por conta de infecções, já que o tratamento convencional pode levar até semanas.

Depois de passar por testes durante os últimos três anos, a "arma" já começou a ser usada em voluntários de verdade. Um policial norte-americano que teve parte do rosto e um dos braços queimados foi um dos candidatos mais bem-sucedidos. Em quatro dias de tratamento, a pele já estava "seca" e sem a necessidade de curativos. A recuperação total e o retorno do local da aplicação ao pigmento normal da pele são processos que podem levar meses, mas que valem a espera.


FONTE -
 http://www.tecmundo.com.br/medicina/50187-spray-de-celulas-tronco-ajuda-a-curar-vitimas-de-queimaduras.htm#ixzz2t2pBumit
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sexta-feira, 25 de outubro de 2013

CÂNCER DE PRÓSTATA/NOVOS TRATAMENTOS - Vacina brasileira é novo tratamento para CA de próstata

Vacina desenvolvida no Brasil pode tratar câncer de próstata

Sistema imunológico do paciente passa a identificar as células cancerosas e destrói o tumor. Técnica tem sido adaptada com sucesso para outros tipos de carcinoma


  O câncer de próstata matou pelo menos 15 mil brasileiros no ano passado e 60 mil novos casos surgem no país anualmente. Embora os índices de cura sejam elevados – 95% para casos descobertos precocemente, conforme dados da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) – uma vacina pode ser a esperança contra a doença.
Trata-se de uma terapia imunológica desenvolvida no Brasil e que tem conseguido resultados animadores na primeira rodada de testes clínicos: a chance de morte caiu de um em cada cinco pacientes para um em cada 11, depois de cinco anos. O método já está sendo testado em outros tipos de câncer.
O coordenador da pesquisa, Fernando Kreutz, explica que a vacina é desenvolvida especificamente para cada paciente, com células extraídas do tumor que vai ser combatido. Dessa forma, as células do sistema imunológico passam a reconhecer os antígenos e transformam as células doentes em alvos. De acordo com o médico, que preside a Associação Brasileira de Biotecnologia, cada paciente tem um perfil de células tumorais diferentes e por isso o tratamento personalizado tem mais eficácia.
Já existem opções no mercado
Vacinas similares já existem no mercado. A empresa estatal cubana Labiofam anunciou resultados promissores em um tratamento imunológico personalizado, embora não tenha divulgado detalhes da pesquisa em seu próprio site. Já a norte-americana Dendreon desenvolveu uma terapia em que linfócitos do paciente são modificados para atuar sobre uma proteína característica do câncer de próstata.
O remédio já está no mercado e o tratamento custa 91 mil dólares. Embora tenha falhado em reduzir os tumores avançados, a vacina provou-se eficaz em aumentar a sobrevida dos pacientes graves em até quatro meses.
A pesquisa de Kreutz tem usado os resultados da Dendreon como parâmetro comparativo e os resultados têm sido melhores. Dos 107 pacientes tratados, após cinco anos 85% apresentaram níveis de PSA indetectáveis. O PSA (Antígeno Prostático Específico) é uma proteína que, quando em níveis elevados no sangue, pode indicar a presença de tumor de próstata.
A diferença entre as duas terapias, segundo o médico, é que a vacina que ele desenvolve na FK Biotec não usa apenas um marcador protéico, mas material da célula tumoral do próprio paciente. "Nem mesmo as células do tumor são iguais entre elas", detalha. O material personalizado cria dezenas de diferentes marcadores – e não apenas a proteína padrão –, o que amplia largamente a chance de que a célula tumoral seja reconhecida pelo sistema imunológico.
Alternativa para outros tipos de câncer
Teoricamente, conforme Kreutz, o método pode ser adaptado para quase todos os tipos de câncer e por isso a equipe de pesquisas ampliou o foco. Pequenos grupos de paciente com câncer de mama, melanomas e câncer de pâncreas estão sendo tratados. O médico diz que a amostragem ainda é pequena e os resultados não podem ser medidos de forma estatística, no entanto, está satisfeito com os resultados preliminares. De três pacientes com câncer de pâncreas – um dos carcinomas mais letais – um deles apresentou uma resposta imunológica além da esperada, com a redução do tumor.
As vacinas podem ser um avanço no tratamento dos tumores, mas, para os homens, descobrir a doença da próstata em estágios iniciais é ainda a maior certeza de cura. "Não existe prevenção, existe diagnóstico precoce", afirma o presidente da Sociedade Brasileira de Urologia, Aguinaldo Nardi.
Segundo o médico, quando o carcinoma é identificado a tempo, 95% dos pacientes que recebem o tratamento adequado ficam livres da doença. O tratamento é planejado conforme a necessidade de cada doente, mas em geral, como explica o médico, há um procedimento cirúrgico seguido de tratamento hormonal, radioterapia e quimioterapia, em casos com metástase.
No entanto, a dificuldade maior está exatamente em se obter o diagnóstico ainda nos estágios iniciais da doença. Nardi afirma que 43% de todos os homens brasileiros nunca visitaram um urologista. O problema, na sua opinião, é a falta de acesso ao serviço público de saúde somado à falta de informação e ao preconceito. Ele recomenda que exames de PSA e toque retal sejam feitos a partir dos 50 anos. "E a partir dos 40 anos quando há histórico familiar de câncer de próstata", destaca.
Idade aumenta o risco de carcinoma
Dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA) confirmam que a idade é o único fator de risco estabelecido. Estatísticas do instituto mostram que 62% dos casos acometem homens com mais de 65 anos e que o aumento da expectativa de vida em todo o mundo deve elevar o número de casos. O câncer de próstata é a segunda causa de morte por carcinoma entre homens no Brasil e no mundo, ficando atrás apenas do câncer de pele.
Embora não conheça os resultados da vacina da FK Biotec, Aguinaldo Nardi acredita na eficácia dos tratamentos imunológicos na luta contra o câncer de próstata. Já Kreutz coloca ênfase: "É o futuro", garante. A patente da vacina já foi registrada, mas ele acredita que, em previsões otimistas, ainda leve cerca de três anos para o que o produto chegue ao mercado.
O pesquisador não vê a vacina como uma substituição para os métodos de tratamento já existentes, mas como um novo reforço que possa trazer qualidade de vida. O médico não fala em cura, mas na possibilidade de "manter pacientes já tratados livres da doença por mais tempo".
Além disso, Kreutz não vê empecilhos para que o remédio seja oferecido também a pacientes do sistema público no futuro. "Hoje, os brasileiros têm acesso a remédios que chegam a custar 100 mil reais e a vacina não será mais cara do que uma quimioterapia comum", calcula
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terça-feira, 22 de outubro de 2013

SAÚDE MENTAL/PSIQUIATRIA - Crítica sobre o caráter normativo do DSM-5 e os novos diagnósticos

O futuro de uma classificação

O DSM-5 revela o caráter normativo de suas classificações, fundadas num movimento vertiginoso de psiquiatrização da vida cotidiana
Gilson Ianninié psicanalista e professor da Universidade Federal de Ouro Preto
Antonio Teixeiraé psiquiatra, psicanalista e professor da UFMG
Num futuro não muito distante…
A ciência progride a passos largos. Quem, há vinte anos, poderia prever a abrangência do DSM-11, lançado ontem? É preciso lembrar que, desde a conturbada recepção do DSM-5, há quase vinte anos, a arbitrariedade de suas classificações e a ausência de fundamentação científica foi percebida tanto pela comunidade neurocientífica quanto pela comunidade dos trabalhadores em saúde mental. Portanto, não é exagero dizer que o dia 13 de dezembro de 2031 entrará para a história. As inovações do volume lançado na noite de ontem prometem um grande avanço científico no tratamento dos transtornos mentais.
Entre as novas síndromes descritas, destacam-se a padronização do tempo de luto normal para até três dias (decorrido esse prazo, o luto deve ser tratado como depressão patológica excessivamente intensa), além da tão sonhada descrição objetiva de 27 síndromes que acometem bebês e recém-nascidos e as tão esperadas síndromes ligadas ao trabalho, à religião, às artes e à política. Além da descrição de mais 374 novas síndromes, somadas aos 1.417 transtornos descritos na última versão, o DSM-11 traz ainda um aplicativo capaz de diagnosticar quaisquer transtornos em pouco mais de três segundos, interligado a um sistema de delivery de medicamentos. Entre as novidades mais esperadas, destacam-se a “síndrome do choro sem causa aparente detectável”, o “transtorno anoréxico infantil” e a “síndrome da insônia precoce”.

 A “síndrome do choro sem causa aparente detectável” é conhecida de pais e educadores. Antes da última versão do DSM, era erroneamente considerada como condição normal do lactente. Agora, a recomendação é que sejam tratados com psicofármacos bebês que, a partir do terceiro mês de vida, ainda apresentem choro sem causa aparente, diariamente ou, pelo menos, três vezes por semana. Já o “transtorno anoréxico infantil” acomete bebês com mais de seis meses que se recusam a serem alimentados com alimentos sólidos ou pastosos, o que acarretaria grave prejuízo ao desenvolvimento nutricional infantil. Também foi incluída a “síndrome da insônia precoce”, que é uma grave doença, provavelmente genética, que acomete uma parcela significativa dos bebês entre 9 e 18 meses de idade e que se caracteriza pela dificuldade em dormir um sono ininterrupto por, no mínimo, nove horas seguidas. 

Ainda na infância, foi descrito o “transtorno egossintônico da personalidade narcísica”, que acomete crianças que se identificam ou fantasiam ser princesas ou super-heróis. No capítulo sobre adolescência, foram introduzidas a “síndrome do diário de memórias”, caracterizada por uma compulsão em escrever experiências imaginárias em linguagem cifrada nos diários íntimos e desenhar coraçõezinhos inúteis, que acomete principalmente as meninas, e a “síndrome de formação de bandas sem futuro promissor pelo menos provável”, que descreve patologias ligadas à necessidade compulsiva de se formar bandas com o gênero musical em voga. Grande avanço foi observado também com a descrição da “síndrome da indefinição profissional”, que acomete tantos adolescentes em idade de definição profissional.
No capítulo sobre os transtornos relativos ao trabalho, foi introduzido o “transtorno do déficit de produção”, o “distúrbio monomaníaco cafeíno-induzido”, conhecido também como “síndrome do cafezinho”, que acomete principalmente funcionários públicos, e o “atraso matinal monomaníaco”, que se caracteriza por chegar atrasado ao trabalho, pelo menos uma vez por mês, por até 15 minutos. No capítulo sobre religião, foi introduzido o “transtorno de crença em entidades não-verificáveis experimentalmente”, com diferentes graus de fanatismo. Esse diagnóstico, corretamente realizado, é capaz de detectar propensão a atos de terrorismo já a partir da pré-adolescência. 

A “síndrome do invencionismo crônico” agrupa sintomas ligados à necessidade que pessoas antes consideradas como “artistas” têm de inventar “novas maneiras” disso ou daquilo. Ficou provado que gênios, antes tidos como “artistas”, sofreram de graves transtornos psiquiátricos, facilmente solucionáveis com tratamento adequado. São sintomas dessa doença: empregar palavras fora de seu contexto descritivo ou comunicacional, desenhar pessoas com quatro braços ou tartarugas cor-de-rosa, empregar notas musicais desnecessariamente dissonantes, utilizar objetos comuns de maneira inusitada, apropriar-se do espaço de maneira não-convencional.
No campo da política, foi ampliada a “esquerdopatia crônica”, grave sintoma que acomete parte da população, que apresenta sintomas como: produção de teorias conspiratórias acerca dos interesses do capital, inconformismo com a ordem vigente, postura crítica diante da mídia, leitura regular ou irregular de livros de filosofia e outras ciências humanas, além de outros graves acometimentos. Quanto às síndromes econômicas, foi descrita a “síndrome da incapacidade de produzir riqueza”. Entre os sintomas dessa condição psicopatológica estão: pobreza crônica, endividamento, boemia, leitura recorrente de livros de poesia. Está frequentemente associada a episódios de esquerdopatia aguda.
Na categoria patologias da vida conjugal, o grave acometimento que antes respondia pelo nome de amor, foi incluído como “transtorno monoerótico imaginário”. O tratamento requer internação compulsória por um período de seis semanas e separação total da pessoa “amada”. Outra coisa que chama a atenção positivamente é a exclusão de todas as condições ligadas ao que antes se denominava “vida subjetiva”, desde a implementação da obrigatoriedade da vacina antipulsional. O que demonstra o sucesso do programa de erradicação da sexualidade humana para fins não-reprodutivos.
A verdade tem estrutura de ficção
O caráter hiperbólico do texto acima pretende apenas exibir aquilo que a versão atual do DSM-5 não consegue mais ocultar: o caráter normativo de suas classificações, fundadas num movimento vertiginoso de psiquiatrização da vida cotidiana e numa psicopatologização do mal-estar subjetivo. Pois, por mais que essa paródia nos mostre o aspecto risível desse esforço de catalogação, é preciso aceitar que, do ponto de vista puramente formal, não há nada de propriamente exorbitante numa prática classificatória, seja ela qual for. Podemos constituir classes ou grupos, bastando, para tanto, atribuir um predicado comum a determinado número de indivíduos. O problema é que as classes normalmente se compõem em torno de uma representação atributiva que um discurso destaca, como é o caso da presença de mamas na formação da classe dos mamíferos, ou de incisivos superiores pronunciados, no caso dos roedores. 

Mas quando se trata de classificar sujeitos, mesmo que se busque imprimir uma marca de pertencimento sobre o corpo, como no caso da circuncisão para os judeus, as classes assim constituídas não se encontram fundadas sobre nenhuma propriedade representável. Uma classe de sujeitos depende, estritamente falando, do efeito de uma nomeação, de sorte que quando dizemos que alguém é judeu, brasileiro, proletário, burguês etc., a classificação assim produzida resulta somente do proferimento do nome. Diante, portanto, da ausência de uma propriedade representável consistentemente definida para classificar os seres falantes, os idealizadores do DSM se veem livres para criar novas classes diagnósticas, a seu bel prazer, ou, o que é pior, em conformidade com os lançamentos da indústria farmacêutica ou com as exigências dos gestores de saúde.
Tudo pode ser classificado do ponto de vista de uma prática discursiva, inclusive condutas, posições políticas e mesmo o amor. Que seja. Nada impede, todavia, que tomemos, então, para nós, essa mesma liberdade classificatória e avancemos ficcionalmente até o nível virtual de um último DSM em que o catálogo se capilariza. 

Este último DSM deveria, portanto, descrever um transtorno que acomete, preferencialmente, gestores obcecados com a rentabilidade dos planos de saúde, frequentemente vinculados a laboratórios farmacêuticos, assim como docentes universitários financiados por laboratórios, até pouco tempo restritos às universidades norte-americanas, porém com tendência a se propagarem para outros territórios. Chamemo-la de “transtorno de compulsão classificatória avaliativa maniforme” (TCCAM), ou doença de Simão Bacamarte, em homenagem ao alienista descrito por Machado de Assis, no final do século 19, que em nosso tempo se manifesta como uma necessidade incontrolável de classificar e avaliar todo comportamento observável, assim como preencher compulsivamente espaços de “sim”, “não” e “mais ou menos” em planilhas de avaliação. 

Alguns desvios caracteriais evidentes dessa síndrome incluem: a incapacidade sistemática de questionar a sua própria função e a necessidade obsessiva de eliminar todo e qualquer sofrimento subjetivo. Observa-se ainda, como sinal patognomônico desse quadro, uma importante alteração do juízo de realidade, manifesta no sentimento delirante de estar no direito de classificar e avaliar os demais sem permitir que seja avaliado ou classificado o próprio exercício de avaliação. A classe dos classificadores, assim constituída, não tolera que ela própria seja classificada. Em seu delírio, os pacientes acometidos pela TCCAM, ou pela doença de Bacamarte, chegam a se arrogar o direito de definir o que é científico ou não, sem, contudo, expor critérios que possam definir a cientificidade de sua prática classificatório-avaliativa.
Essa última versão paródica do DSM tem o interesse de nos apresentar, em seu limite, o caráter autofágico de uma prática desenfreada de avaliação classificatória. É bem verdade que, até o atual momento, os classificadores do DSM não fazem parte do conjunto dos objetos classificados, tal como os catálogos do paradoxo de Russell, que não contêm a si mesmo. Mas quando criamos, com a Casa Verde virtual do DSM-11, a classe dos classificadores compulsivos que não classificam a eles próprios, o paradoxo é inevitável: essa classe contém ou não contém os classificadores? Ela os contém porque não os contém, não os contém porque os contém e daí por diante… Teríamos, então, chegado a esse feliz momento de ironia suprema, em que o classificador enlouquece e decide, tal como o alienista de Machado de Assis, internar-se e deixar-nos finalmente em paz?
Mas as coisas não são tão simples assim. Sabemos que o DSM – a despeito de sua absoluta indigência epistemológica – não será tão cedo classificado como um caso patológico de compulsão classificatória, pois existe uma estrutura exterior sobre a qual ele se sustenta. O DSM permanece coeso, a despeito de todas as modificações que possa sofrer, em razão da tríplice aliança de catálogo, pílulas e discursos que o mantêm. Em primeiro lugar, o catálogo, enquanto operador da gestão, confere ao DSM sua forma de listagem provisória, que pode ser mudada conforme se modificam os arranjos institucionais do poder ao qual ele presta serviços.

 Em segundo lugar, cada classe catalogada será o máximo possível vinculada à pílula terapêutica, que é a promessa de bem-estar mental em sua forma-mercadoria, sustentada pelas estratégias de marketing dos laboratórios. Associações tais como TDH-Ritalina ou Distimia crônica-Venlafaxina são emblemáticas nesse sentido. Em terceiro lugar, o discurso da tecnociência, submetido à lógica do capital, organiza a crença mercantil que associa demanda e produto – no caso, doença mental e arsenal terapêutico – numa relação de evidência supostamente controlável. Sua função é dar à associação do catálogo com a pílula a roupagem do discurso da ciência.
Mas em que pese o caráter manifestamente ideológico que aqui se faz do discurso científico, é inútil protestar contra o DSM. Podemos, aliás, dizer que é do protesto que o DSM se nutre e extrai sua permanência. Sendo o protesto uma variável do discurso da demanda, na forma trivial da queixa, nada mais fácil ao DSM do que prover meios para responder às reclamações contra seus supostos excessos, mediante renovações periódicas de suas listagens. Se Lacan tem razão ao dizer que ao protestar contra uma situação, entramos no discurso que a condiciona, é porque, assim fazendo, indicamos as correções que tornam essa situação mais suportável. A prova disso é a supressão, em 1980, do diagnóstico de histeria no DSM-3, em resposta ao protesto das feministas contra o caráter sexista dessa denominação, assim como a eliminação, a partir de 1987, da categorização patológica da homossexualidade egodistônica para satisfazer ao lobby dos homossexuais americanos.
Estamos, aliás, às voltas com um protesto recente, de grande esplendor midiático, anunciado tanto noLe Monde quanto no NYT, relativo à decisão anunciada por Thomas Insel, diretor do prestigioso Instituto Nacional de Saúde Mental dos EUA (NIHM), de não mais se guiar pelo DSM. O DSM não mais nos serve, diz ele, em razão da falta de cientificidade de sua classificação. Se ao menos essa atitude fosse o prenúncio de um novo esforço de se pensar o mental fora dos enquadres disciplinares usuais… Que nada! Há mais alarde do que propriamente novidade nessa informação. O caráter ateorético do DSM é, há mais de trinta anos, conhecido de todos, e Thomas Insel, diretor da NIMH, não seria certamente o último a saber disso. Do ponto de vista prático, o DSM será ainda mantido, não apesar, mas graças aos ataques que vem recebendo. Ele encontrará meios de renovar, com outros adornos, sua roupagem pseudocientífica e comporá novas listas que agradem mais aos poderes que o subvencionam.
Até mesmo porque o projeto atualmente lançado pelo Instituto Nacional de Saúde Mental, coordenado por Thomas Insel, que deu origem ao Research Domain Criteria (RDoC), não produz grande diferença do ponto de vista do que se tem conhecimento na área da psiquiatria. Sua proposta de biologizar a realidade mental, de tratar o psiquismo nos termos de uma neurobiologia, nada mais é do que o velho naturalismo do antes-de-ontem de volta à cena como novidade reluzente do depois-de-amanhã, num palco arrimado pela crença de que a racionalidade tecnocientífica detém a derradeira palavra sobre a natureza e sobre o homem. A razão é mais ideológica do que epistêmica: eles bem sabem que quem hoje se vale do discurso da ciência passa a gozar de uma autoridade inquestionável, posto que não existe nenhuma instância extra-científica que nos autorize a questionar o seu veredicto.
Desse ponto de vista, se o mental será o neurobiológico, ou o físico-químico, ou o genético ou mesmo, quem sabe, o molecular, isso importa pouco. O que importa é que o nome, assim escolhido, pareça não ser apenas uma nomeação, pois esse é o atual erro do DSM: mostrar o mecanismo por detrás da mágica, revelar a impostura da qual ele é feito. O que interessa é organizar a convicção de que se pode estabelecer uma classificação da realidade mental que não seja uma pura nomeação, a partir de uma propriedade representável cientificamente, conforme a ideia que o senso comum faz da ciência neste ou naquele momento.
Não deixa, contudo, de ser interessante notar a ausência de um verdadeiro programa clínico no campo das neurociências. Isso não é casual, pois basta dar a palavra ao sujeito para se ver cair por terra esse ideal de representação científica da doença mental num código sem ambiguidades. O exemplo maior disso continua sendo o de Freud, que cedo percebeu a categoria irredutível do sujeito em sua experiência clínica. Mesmo partindo das concepções naturalistas da ciência de seu tempo, Freud se viu levado, malgrado ele próprio, a reintroduzir a subjetividade no campo metapsicológico pelo simples e fundamental gesto de escutar o que tem a dizer seu paciente. Freud, ali, encontrou um sujeito irredutível às classes que o englobam, ali onde o neurocientista visa calar o sujeito numa classe universal que o apreende sem resto.
O que caracteriza uma clínica que possa realmente sustentar esse nome é o esforço de pensar o sujeito em sua singularidade irredutível. Uma classificação diagnóstica deve ser suficientemente precisa e bem fundamentada para permitir uma estratégia de condução do tratamento, mas suficientemente aberta para pensar a maneira que cada sujeito encontra de ser inagrupável, i.e., de permanecer dessemelhante dos demais membros de sua própria classe. Toda verdadeira clínica nunca é mera técnica, mas é também uma aposta ética e política. É por esse conjunto de razões que, no atual momento, precisamos não de mais classes diagnósticas, mas de menos.
FONTE- http://revistacult.uol.com.br/home/2013/10/o-futuro-de-uma-classificacao/

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RETORNAR À CASA VERDE, RETROCEDER E INSTITUCIONALIZAR A LOUCURA? OU SOMOS “TODOS” LOUCOS? http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2013/05/retornar-casa-verde-retroceder-e.html