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domingo, 26 de julho de 2015

ALZHEIMER/NOVOS TRATAMENTOS - Novo medicamento pode ser eficaz para a doença

SOLANEZUMAB: UMA ARMA DE FUTURO CONTRA O ALZHEIMER

solanezumab_01
(imagem - foto da matéria com uma fotografia em preto e branco de uma mulher com uma criança no colo sendo segura por mãos envelhecidas, com a foto desfocada, como representação de lembranças que se apagam na memória)

Investigadores do laboratório Eli Lilley mostram-se bastante animados com os primeiros resultados deste novo medicamento que promete ser uma arma de futuro no combate à doença de Alzheimer.
A doença de Alzheimer é a principal forma de demência, afectando 36 milhões de pessoas em todo o Mundo. A doença aumenta exponencialmente com o aumento de idade (30% das pessoas com mais de 80 anos têm Alzheimer) e estima-se que, com o aumento da esperança média de vida, 1 em cada 85 pessoas em 2050 seja afectada. Uma verdadeira epidemia com implicações sociais graves decorrentes da perda de capacidades cognitivas dos doentes.
Os medicamentos existentes no mercado têm resultados moderados, dirigindo-se apenas ao combate dos principais sintomas. Durante anos os investigadores lutaram para encontrar um fármaco que conseguisse ir mais além e actuar directamente na raiz do problema, intervindo ao nível da causa ao invés de tentar controlar os sintomas. E parece que estamos mais próximos desse objectivo, pelo menos a julgar pelo entusiasmo suscitado na equipa de investigação da Eli Lilley que andou a trabalhar nos últimos anos num fármaco.
O medicamento em foco tem de seu nome solanezumab e actua sobre as placas de beta-amilóide que se acumulam nos neurônios de algumas regiões cerebrais específicas, nomeadamente o hipocampo e o nucleo basal de Meyenert. A acumulação de proteínas amilóide nas células neuronais é um dos principais mecanismos fisiopatológicos subjacentes à doença de Alzheimer, sendo que o solanezumab (um anticorpo monoclonal) ataca e impede a ligação destes compostos proteicos.
solanezumab_02
(imagem - representação de neurônio em três fases do Alzheimer, com a proteína beta amilóide sendo produzida e próxima dos axônios (que são extensões e conexões das célunas do SNC), e como as placas de beta amilóide vão inibindo e bloqueando a comunicação entre as células até a sua morte. A nova droga Solanezumab trabalha atacando estas placas, representada por bolinhas pretas que englobam-se às proteínas betaamilóides em pequenos traços vermelhos ao centro.)

Todavia a história do solanezumab foi feita de altos e baixo. Em 2012 o primeiro ensaio no qual esteve envolvido terminou com resultados desapontantes. Mas uma análise cuidada posterior revelou que os doentes com formas mais moderadas da doença que tinham tomado solanezumab mostravam melhores resultados nos testes de funções cognitivas, um declínio 30% mais lento quando comparado com os doentes do grupo placebo.
Em face disto a empresa farmacêutica decidiu estender o ensaio mais algum tempo, de modo a analisar melhor quais os efeitos reais do solanezumab sobre os doentes com formas de doença moderada. Para isso decidiram incluir todos os doentes neste estadio no estudo, tendo sido dado a todos (mesmo àqueles que antes estavam no grupo placebo) o fármaco em questão.
Os resultados da segunda fase do estudo foram apresentados no passado dia 22 de julho na conferência da Associação Internacional de Alzheimer e vieram confirmar a eficácia do solanezumab. Os investigadores verificaram que os doentes que na primeira fase tinham tomado solanezumab mostravam um declíno mais lento da sua função cognitiva. Os doentes do grupo placebo, apesar de mostrarem melhores resultados nos testes após começarem a tomar o solanezumab, não chegaram a igualar os resultados do outro grupo, sugerindo que o fármaco tenha um efeito sobre a história natural da doença e não sobre os sintomas (se fosse este o caso, era expectável que ambos os grupos se equivalessem).
Os resultados deste estudo vêm dar um novo alento na busca de uma cura ou de pelo menos um tratamento mais eficaz da doença de Alzheimer. Por agora o medicamento vai entrar num novo estudo, cujos resultados serão divulgados daqui a 18 meses. Apesar de ainda ter que entrar num novo estudo demorar alguns anos até o solanezumab entrar no mercado, os médicos olham com entusiasmo para este fármaco. Richard Morris, professor de neurociência na Universidade de Edinburgo declarou-se “cautelosamente otimista”. “Da perspectiva do público, eles também deveriam estar assim. Isto não é um estudo em animais, é um estudo em pessoas e isso é significativo.”
FONTE - http://shifter.pt/2015/07/solanezumab-uma-arma-de-futuro-contra-o-alzheimer/
LEIA TAMBÉM NO MEU BLOG INFOATIVO.DEFNET - 

MÃES, ALZHEIMER E MÚSICA. http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2012/05/maes-alzheimer-e-musica.html

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

ALZHEIMER/TECNOLOGIAS - Aplicativo da Sony para Android ajuda projeto de busca da sua cura

Você pode ajudar a encontrar a cura para o Alzheimer enquanto dorme com este app da Sony

sony-folding-app
(imagem publicada da matéria - com a representação de um grupo de pessoas, à direita, com uma mulher branca, um menino negro, um homem branco, uma jovem branca e homem negro, abaixo deles esta o Folding home, Tipo de Pesquisa, Pessoas que estão ajudando e Tempo contribuido. No lado esquerdo há uma representação de um contador de tempo, um relógio, tendo abaixo a Hora de Início, Notificações e Wi-fi, com os símbolos abaixo de navegação no App, como parte das suas configurações) 

A doença de Alzheimer afeta cerca de 6% das pessoas com idade acima de 65 anos e o primeiro sintoma mais comum é a perda de memória a curto prazo. É uma doença degenerativa que, infelizmente, ainda não tem cura. Mas pesquisadores do mundo inteiro estão trabalhando para encontrar uma cura para o Alzheimer — e você pode ajudar, usando um novo aplicativo para Android desenvolvido pela Sony.
O Folding@Home é um velho conhecido dos leitores do Tecnoblog: trata-se de um projeto de computação distribuída da Universidade Stanford para ajudar os cientistas a entenderem o desenvolvimento de doenças como o Alzheimer e vários tipos de câncer. Ele aproveita o tempo ocioso dos processadores de milhares de computadores espalhados pelo mundo para fazer simulações de enovelamentos de proteínas.

Como os processadores dos smartphones estão cada vez mais poderosos, a Sony começou a desenvolver em 2012 um aplicativo do Folding@Home para celulares, que finalmente foi lançado nesta segunda-feira (12). No aplicativo, você pode configurar os horários em que o processador do seu smartphone será usado para fazer as simulações (das 0h às 6h, por exemplo, quando você estiver dormindo). Quanto mais pessoas participarem, mais informações os cientistas terão.
Para evitar desgastes, o Folding@Home só funciona quando seu smartphone estiver ligado a uma tomada e com a bateria totalmente carregada. E, como as informações processadas pelo seu smartphone são enviadas periodicamente para os servidores da Universidade Stanford, é necessário que o aparelho esteja conectado a uma rede Wi-Fi; assim, você não gastará seu plano de dados.
O aplicativo beta do Folding@Home para Android pode ser baixado gratuitamente noGoogle Play e, por enquanto, só funciona oficialmente nos smartphones da família Xperia Z, bem como no Xperia T3, T2 Ultra, M2 Aqua e C3. A Sony afirma que vai liberar o aplicativo para todos os smartphones com Android 4.4 ou superior ainda neste início de 2015.
FONTE - https://tecnoblog.net/172615/folding-home-android-sony/